Desabafo de um pai sobre a greve dos professores
Sou um homem de 42 anos e penso viver em um país democrático onde os direitos dos cidadãos são respeitados. Ou melhor deveriam ser.
A imprensa que sempre viveu em busca de liberdade de expressão e vive falando sobre isso na TV não está ligando a mínima para os problemas do país.
Hoje, aqui em Minas Gerais lutamos para que nossos filhos tenham um pouco de dignidade e um futuro que não precisa ser igual á maioria dos pais. Exemplo: eu sou vendedor autônomo e luto por dias melhores para minhas filhas, uma de 11 anos e outra de 16 anos. Elas estão impedidas de estudarem por negligência de um Governador que insiste em colocar Minas Gerais como exemplo da nação.
Que Minas é essa, que não paga os professores o que lhes é devido e ainda colocam cabresto nas emissoras de comunicação para não divulgarem uma greve que causa vergonha aos governantes e governados?
Será que o Governador Aécio tem recebido em dia? Onde está a TV e a liberdade de imprensa tão falada ? Porque ninguém está falando da greve dos professores aqui em Minas?
Onde estão as Televisões que não divulgam.
Peço-lhes encarecidamente como cidadão brasileiro e mineiro que sou, que vocês da MIDIA tomem providência a respeito disso. O movimento de ontem na Praça da Liberdade juntou mais de 20.000 professores de toda a Minas Gerais e nada saiu na TV.
Porque isso ? São 16 anos que os professores mineiros trabalham sem aumento salarial.
E o que tenho eu com isso tudo ? Sou um pai preocupado com os estudos de minhas filhas que estou sendo obrigado a mudar de estado para que minhas filhas estudem!
Esse é o país que moro, essa é a imprensa que temos e esse é o Governador de Minas.
Talvez se voltássemos no tempo seria Aécio / Anastasia, o famoso Faraó dos tempos bíblicos, que reinava entre leite e mel e deixava o povo comer as sobras que lhe eram dadas.
Acorda Imprensa Brasileira! Acordem por favor!
Agora que Minas Gerais precisa de vocês.
Não os vejo em lugar algum. Nosso estado que é modelo em Educação forma-se analfabetos por causa de cobrança em cima dos professores que não podem reprovar.
Onde estão vocês REDE GLOBO, BANDEIRANTES, RECORD, SBT? Procuro e não acho. Será que são virtuais, somente virtuais?
Um Pai que quer o melhor para seus filhos e não pode pagar uma escola particular.
Wagner.
domingo, 23 de maio de 2010
Traço de união, por Gonzaga Medeiros
TRAÇO DE UNIÃO
Gonzaga Medeiros
Gonzaga Medeiros
Há que se tramar uma nova junta,
há que se juntar os homens
e as mulheres
numa tropa só;
há que se apertar os laços,
há que se laçar os homens
e as mulheres
sem usar o nó.
É preciso traçar o abraço,
é preciso crescer o traço
sem mais demora;
carece juntar as pontas,
carece tramar a união
logo agora.
Antes que se vá o sol,
que se disperse a tropa
e se apague o traço,
que se destroce a junta
e se desfaça o laço,
cedo, sem fazer alarde,
antes que tarde
há que se dar o abraço.
Poema musicado em parceria com Lima Júnior e gravado por Rubinho do Vale, no 5º LP “ENCANTADO” (1990) •.
há que se juntar os homens
e as mulheres
numa tropa só;
há que se apertar os laços,
há que se laçar os homens
e as mulheres
sem usar o nó.
É preciso traçar o abraço,
é preciso crescer o traço
sem mais demora;
carece juntar as pontas,
carece tramar a união
logo agora.
Antes que se vá o sol,
que se disperse a tropa
e se apague o traço,
que se destroce a junta
e se desfaça o laço,
cedo, sem fazer alarde,
antes que tarde
há que se dar o abraço.
Poema musicado em parceria com Lima Júnior e gravado por Rubinho do Vale, no 5º LP “ENCANTADO” (1990) •.
Gonzaga Medeiros é poeta e advogado. Nasceu em Fronteira dos Vales, vivendo a maior parte da sua vida em Almenara. Mora em BH. É um dos maiores poetas que o Vale já produziu. Faz sucesso nas apresentações de eventos, declamando poesias que concorrem com atrações de grandes artistas, sendo ovacionado por onde passa. Publicou o livro Traço de União e o CD É poesia. É Diretor Geral do Instituto Vale Mais.
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Datafolha indica empate entre Dilma e Serra
Datafolha indica empate entre Dilma e Serra
A primeira pesquisa a captar por completo os efeitos da propaganda partidária do PT em rede nacional de rádio e TV mostra Dilma Rousseff empatada com José Serra na corrida presidencial. Segundo o instituto Datafolha, ambos têm 37% das intenções de voto.
Em comparação com o levantamento feito pelo Datafolha há pouco mais de um mês, o pré-candidato do PSDB caiu cinco pontos, e a representante do PT subiu sete. Marina Silva, do PV, ficou estável, com 12% das preferências.
Os números se referem ao cenário com apenas três nomes - esta é também a primeira pesquisa do Datafolha após a saída de Ciro Gomes (PSB) da disputa. Quando os chamados "nanicos" são incluídos, Serra e Dilma empatam em 36%, e Marina aparece com 10%. Na simulação de segundo turno, um novo empate técnico: a petista com 46% e o tucano com 45%.
A ex-ministra da Casa Civil aparece na frente na pesquisa espontânea, feita antes de os entrevistados terem acesso a uma lista com os nomes dos candidatos. Ela tem 19% nessa modalidade, cinco pontos a mais do que Serra. Outros 9% citam "Lula", "o candidado do Lula" ou "o candidato do PT" na sondagem espontânea.
Na semana passada, o PT exibiu um programa de 10 minutos em que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva relacionou Dilma a programas de sua gestão, como o Luz para Todos e o Bolsa-Família. Ao mencionar indiretamente a prisão da petista quando atuava na guerrilha contra o regime militar, Lula chegou a compará-la ao líder sul-africano Nelson Mandela, "que só foi para o confronto porque não deram outra saída" e que "virou um dos maiores símbolos da paz e da união no mundo".
Nos dias 6, 8 e 11, o PT exibiu também a pré-candidata em 30 inserções de 30 segundos distribuídas ao longo da propaganda das emissoras de rádio e TV.
Os institutos Sensus e Vox Populi já haviam apresentado Dilma e Serra em situação de empate técnico, sem captar totalmente a influência da propaganda petista - seus entrevistadores foram a campo entre os dias 8 e 14 de maio, enquanto a pesquisa Datafolha foi feita nos dias 20 e 21.
A força de Lula como cabo eleitoral na TV foi posta à prova no momento em que a avaliação positiva de seu governo voltou ao nível recorde de 76%, segundo o Datafolha. O índice de atribuições "ótimo" e "bom" chegou a 76% em março, mas recuou para 73% em abril. Em maio, apenas 5% dos entrevistados consideraram o governo "ruim" ou "péssimo". A nota do presidente, em uma escala de zero a 10, chegou a 8, nível não alcançado desde o início de sua gestão.
Fonte: Estadão
A primeira pesquisa a captar por completo os efeitos da propaganda partidária do PT em rede nacional de rádio e TV mostra Dilma Rousseff empatada com José Serra na corrida presidencial. Segundo o instituto Datafolha, ambos têm 37% das intenções de voto.
Em comparação com o levantamento feito pelo Datafolha há pouco mais de um mês, o pré-candidato do PSDB caiu cinco pontos, e a representante do PT subiu sete. Marina Silva, do PV, ficou estável, com 12% das preferências.
Os números se referem ao cenário com apenas três nomes - esta é também a primeira pesquisa do Datafolha após a saída de Ciro Gomes (PSB) da disputa. Quando os chamados "nanicos" são incluídos, Serra e Dilma empatam em 36%, e Marina aparece com 10%. Na simulação de segundo turno, um novo empate técnico: a petista com 46% e o tucano com 45%.
A ex-ministra da Casa Civil aparece na frente na pesquisa espontânea, feita antes de os entrevistados terem acesso a uma lista com os nomes dos candidatos. Ela tem 19% nessa modalidade, cinco pontos a mais do que Serra. Outros 9% citam "Lula", "o candidado do Lula" ou "o candidato do PT" na sondagem espontânea.
Na semana passada, o PT exibiu um programa de 10 minutos em que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva relacionou Dilma a programas de sua gestão, como o Luz para Todos e o Bolsa-Família. Ao mencionar indiretamente a prisão da petista quando atuava na guerrilha contra o regime militar, Lula chegou a compará-la ao líder sul-africano Nelson Mandela, "que só foi para o confronto porque não deram outra saída" e que "virou um dos maiores símbolos da paz e da união no mundo".
Nos dias 6, 8 e 11, o PT exibiu também a pré-candidata em 30 inserções de 30 segundos distribuídas ao longo da propaganda das emissoras de rádio e TV.
Os institutos Sensus e Vox Populi já haviam apresentado Dilma e Serra em situação de empate técnico, sem captar totalmente a influência da propaganda petista - seus entrevistadores foram a campo entre os dias 8 e 14 de maio, enquanto a pesquisa Datafolha foi feita nos dias 20 e 21.
A força de Lula como cabo eleitoral na TV foi posta à prova no momento em que a avaliação positiva de seu governo voltou ao nível recorde de 76%, segundo o Datafolha. O índice de atribuições "ótimo" e "bom" chegou a 76% em março, mas recuou para 73% em abril. Em maio, apenas 5% dos entrevistados consideraram o governo "ruim" ou "péssimo". A nota do presidente, em uma escala de zero a 10, chegou a 8, nível não alcançado desde o início de sua gestão.
Fonte: Estadão
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Deputado defende negociações entre professores e Governo
André Quintão defende negociações entre professores e Governo
Nova assembleia dos trabalhadores da educação de Minas Geraisserá realizada no próximo dia 25, terça-feira, após a decisão da categoria tomada esta semana de manter a paralisação da rede estadual. Reunidos na Assembleia Legislativa, no último dia 18, os professores recusaram as propostas enviadas pelo Governo e saíram em passeata, reunindo mais de 6 mil manifestantes até o centro de Belo Horizonte. De acordo com o SindUTE, as propostas traziam alterações em relação ao que havia sido acordado na negociação.
Para o deputado estadual André Quintão, é essencial que sejam retomadas as negociações entre a categoria e o Governo para vencer esse impasse. No plenário, o deputado André Quintão defendeu a luta dos professores pelo piso de R$ 1.312,00 e rebateu deputados da base governista que criticaram a decisão do movimento.
Nova assembleia dos trabalhadores da educação de Minas Geraisserá realizada no próximo dia 25, terça-feira, após a decisão da categoria tomada esta semana de manter a paralisação da rede estadual. Reunidos na Assembleia Legislativa, no último dia 18, os professores recusaram as propostas enviadas pelo Governo e saíram em passeata, reunindo mais de 6 mil manifestantes até o centro de Belo Horizonte. De acordo com o SindUTE, as propostas traziam alterações em relação ao que havia sido acordado na negociação.Para o deputado estadual André Quintão, é essencial que sejam retomadas as negociações entre a categoria e o Governo para vencer esse impasse. No plenário, o deputado André Quintão defendeu a luta dos professores pelo piso de R$ 1.312,00 e rebateu deputados da base governista que criticaram a decisão do movimento.
" É irresponsável a posição histórica do Estado de não valorizar os profissionais responsáveis pela educação de milhares de crianças e jovens do ensino público e gratuito; é irresponsável deixar um professor com piso salarial de pouco mais de R$380,00. A nossa obrigação é dar as mãos aos trabalhadores da Educação para que Minas Gerais tenha mais dignidade com seus servidores”, afirmou.
As negociações entre o Governo Anastasia e os sindicalistas aconteceram no dia 12 de maio, mediada pela presidência da Assembléia, a pedido dos parlamentares do Bloco PT/PC do B/PMDB. Entretanto, o Governo apenas enviou as propostas por escrito ao final da Assembléia. Pelas negociações, o Governo garantiu que não haveria demissões, que seria emitida folha extra de pagamento sem o corte dos salários e formado um grupo de trabalho para estudar a revisão na carreira.
As negociações entre o Governo Anastasia e os sindicalistas aconteceram no dia 12 de maio, mediada pela presidência da Assembléia, a pedido dos parlamentares do Bloco PT/PC do B/PMDB. Entretanto, o Governo apenas enviou as propostas por escrito ao final da Assembléia. Pelas negociações, o Governo garantiu que não haveria demissões, que seria emitida folha extra de pagamento sem o corte dos salários e formado um grupo de trabalho para estudar a revisão na carreira.
Com informações da Assessoria de Comunicação do Deputado André Quintão
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sábado, 22 de maio de 2010
Final de semana pró-Lula , por Rudá Ricci
Final de semana pró-Lula
Rudá Ricci
Além da pesquisa DATAFOLHA, que não deixa dúvidas sobre o empate técnico e possível ultrapassagem de Dilma sobre Serra durante as convenções partidárias, Lula ganhou de presente (vai ter sorte assim...) duas notícias:
1) A Agência Reuters divulgou mensagem de Obama incentivando o acordo fechado em Terrã;
2) Reflexo das expectativas que estão sendo consolidadas com os últimos resultados de pesquisa de intenção de votos (daí a importância das pesquisas neste momento), Sérgio Freitas, arrecadador de recursos da campanha de Serra, explicitou dificuldades para conseguir apoio de banqueiros e empreiteiros. A indústria paulista, aliada de sempre de Serra, colabora. Mas só.
A campanha de Serra terá que alterar sua estratégia. Um impacto significativo seria Aécio aceitar ser seu vice. Mas a aposta é muito alta para Aécio, e mesmo com sucesso lhe tiraria os holofótes que teria por 8 anos.
A segunda alternativa é fixar o eleitorado do centro-sul. Disputar o nordeste é algo que parece inviável no momento. Também necessitaria explorar os pontos frágeis do governo federal que tem na educação seu expoente maior. Mas Serra nunca destacou a área educacional como seu eixo de discurso.
Temo que a tendência é caminhar para a direita, por falta de opção, ou para o discurso moralista (o que, quase sempre, dá no mesmo).
O problema é que Lula vai fechando o país e ganhando espaço internacional. No momento em que aparecer na TV, todos os dias, a partir de agosto, tendo Dilma já à frente de Serra, a situação ficará ainda mais desesperadora.
Rudá Ricci é cientista político e diretor geral do Instituto Cultiva.
Fonte: www.rudaricci.blogspot.com o melhor endereço de análise política do país.
Rudá Ricci
Além da pesquisa DATAFOLHA, que não deixa dúvidas sobre o empate técnico e possível ultrapassagem de Dilma sobre Serra durante as convenções partidárias, Lula ganhou de presente (vai ter sorte assim...) duas notícias:
1) A Agência Reuters divulgou mensagem de Obama incentivando o acordo fechado em Terrã;
2) Reflexo das expectativas que estão sendo consolidadas com os últimos resultados de pesquisa de intenção de votos (daí a importância das pesquisas neste momento), Sérgio Freitas, arrecadador de recursos da campanha de Serra, explicitou dificuldades para conseguir apoio de banqueiros e empreiteiros. A indústria paulista, aliada de sempre de Serra, colabora. Mas só.
A campanha de Serra terá que alterar sua estratégia. Um impacto significativo seria Aécio aceitar ser seu vice. Mas a aposta é muito alta para Aécio, e mesmo com sucesso lhe tiraria os holofótes que teria por 8 anos.
A segunda alternativa é fixar o eleitorado do centro-sul. Disputar o nordeste é algo que parece inviável no momento. Também necessitaria explorar os pontos frágeis do governo federal que tem na educação seu expoente maior. Mas Serra nunca destacou a área educacional como seu eixo de discurso.
Temo que a tendência é caminhar para a direita, por falta de opção, ou para o discurso moralista (o que, quase sempre, dá no mesmo).
O problema é que Lula vai fechando o país e ganhando espaço internacional. No momento em que aparecer na TV, todos os dias, a partir de agosto, tendo Dilma já à frente de Serra, a situação ficará ainda mais desesperadora.
Rudá Ricci é cientista político e diretor geral do Instituto Cultiva.
Fonte: www.rudaricci.blogspot.com o melhor endereço de análise política do país.
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Comitê da Bacia do Araçuaí anuncia ações sobre Rio Fanado
Comitê da Bacia do Araçuaí anuncia ações sobre Rio Fanado
Decisão de criação de Subcomitê agradou aos fanadeiros
Em reunião do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Araçuaí, no dia 20 de maio, em Minas Novas, foi proposto a criação do subcomitê da Bacia Hidrográfica do Rio Fanado. Esta decisão deixou os ativistas de defesa do rio que banha Minas Novas, Turmalina, Angelândia e Capelinha muito contentes e esperançosos por contarem com um instrumento institucional de respaldo para o desenvoivmento sustentável da Bacia Hidrográfica.
Para quem não sabe, os Comitês são os responsáveis pelo gerencimanto do plano de ação de cada bacia, sendo as deliberações por eles traçadas de extrema importância. As reinvindicações são muitas vezes atendidas com mais facilidade pelos órgãos públicos estaduais e municipais, já que recebem verbas no orçamento estadual para o desenrolar de suas atividades.
O Comitê do Rio Fanado será composto por representantes dos órgãos públicos, empresas (usuários) e sociedade civil das cidades de Minas Novas, Turmalina, Angelândia e Capelinha.
Na última reunião, o quórum foi baixo, acho que por falta de divulgação, sendo que foi agendada uma nova reunião para o dia 22 de junho em Minas Novas para a formação do Comitê do Fanado.
Então, a hora é de participação, principalmente para aqueles que sempre criticam e pedem soluções para o nosso Rio. E para nós que sonhamos com água em abundância para os nossos filhos.
A reunião será no dia 22/06/2010 às 10:00 horas da manhã, no Sindicato dos trabalhadores rurais de Minas Novas (local a confirmar). Estarão presentes os membros efetivos do CBH - Rio Araçuaí e ainda representantes dos órgãos públicos, empresas e sociedade civil dos municípios banhados pelo rio Fanado.
Não deixem de participar!!!! Vamos mostrar a força do povo fanadeiro.
Daniel Souza
Decisão de criação de Subcomitê agradou aos fanadeiros
Em reunião do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Araçuaí, no dia 20 de maio, em Minas Novas, foi proposto a criação do subcomitê da Bacia Hidrográfica do Rio Fanado. Esta decisão deixou os ativistas de defesa do rio que banha Minas Novas, Turmalina, Angelândia e Capelinha muito contentes e esperançosos por contarem com um instrumento institucional de respaldo para o desenvoivmento sustentável da Bacia Hidrográfica.
Para quem não sabe, os Comitês são os responsáveis pelo gerencimanto do plano de ação de cada bacia, sendo as deliberações por eles traçadas de extrema importância. As reinvindicações são muitas vezes atendidas com mais facilidade pelos órgãos públicos estaduais e municipais, já que recebem verbas no orçamento estadual para o desenrolar de suas atividades.
O Comitê do Rio Fanado será composto por representantes dos órgãos públicos, empresas (usuários) e sociedade civil das cidades de Minas Novas, Turmalina, Angelândia e Capelinha.
Na última reunião, o quórum foi baixo, acho que por falta de divulgação, sendo que foi agendada uma nova reunião para o dia 22 de junho em Minas Novas para a formação do Comitê do Fanado.
Então, a hora é de participação, principalmente para aqueles que sempre criticam e pedem soluções para o nosso Rio. E para nós que sonhamos com água em abundância para os nossos filhos.
A reunião será no dia 22/06/2010 às 10:00 horas da manhã, no Sindicato dos trabalhadores rurais de Minas Novas (local a confirmar). Estarão presentes os membros efetivos do CBH - Rio Araçuaí e ainda representantes dos órgãos públicos, empresas e sociedade civil dos municípios banhados pelo rio Fanado.
Não deixem de participar!!!! Vamos mostrar a força do povo fanadeiro.
Daniel Souza
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Diamantina: por quem os sinos dobram?
Diamantina celebra rituais milenares
Fernando Gripp
A musical e religiosa Diamantina, no Alto Jequitinhonha, celebrará nos dias 12 e 13 de junho rituais desconhecidos na maioria das cidades. Instituída no ano de 965 pelo Papa João XIII, a solenidade é um tributo a uma das mais fortes marcas da Igreja e de suas torres: a influência dos sinos na vida das pessoas. Seus dobres, repiques e tangidos ecoam na memória do mundo. Ora como mensagens de alegria, ora como anúncios de catástrofes, ora como batidas de pêsames.
Campanha Sino Cidadão
A a população de Diamantina aderiu em peso a uma campanha para fazer réplicas de seis sinos de suas velhas igrejas que estavam trincados há muitos anos e de vozes enrouquecidas. O generoso apadrinhamento de algumas dezenas de diamantinenses e a pré-aquisição do livro Linguagem dos Sinos custearam a edificante empreitada. Assim é que na manhã de 13 de junho, Dia de Santo Antônio, batidas de sinos, cantos sacros e litanias ecoarão por ruelas e becos numa reverência a uma das mais belas tradições do velho Tijuco e em sintonia com a alma musical de sua gente.
A cerimônia será abrilhantada por um pelotão de fuzileiros da Polícia Militar e sua centenária banda de música, com a participação também da Banda Euterpe Diamantinense, Conservatório de Música Lobo de Mesquita e outras instituições que sempre marcaram a vida religiosa da cidade. Partituras sacras e fúnebres de velhos compositores diamantinenses revestirão o batismo dos sinos da pompa e circunstância em que eram celebrados através dos séculos.
Fiel à sua vocação de cidade-teatro, o Batismo dos Sinos terá como palco o adro da Catedral Metropolitana, em frente ao qual se espraiará a multidão dona da festa - que é o povo de Diamantina - e as muitas delegações de convidados e entidades fomentadoras da cultura.
Quem imaginava que a terra da alegria, da hospitalidade e da vesperata fechara seus ouvidos e sensibilidade ao ecoar dos velhos bronzes, prepare-se...
Que muita emoção, nostalgia e lágrima vai rolar por aquelas capistranas de tanta história, segredo e inconfidência...
Fonte: Passadiço Virtual, de Diamantina
Fernando Gripp
A musical e religiosa Diamantina, no Alto Jequitinhonha, celebrará nos dias 12 e 13 de junho rituais desconhecidos na maioria das cidades. Instituída no ano de 965 pelo Papa João XIII, a solenidade é um tributo a uma das mais fortes marcas da Igreja e de suas torres: a influência dos sinos na vida das pessoas. Seus dobres, repiques e tangidos ecoam na memória do mundo. Ora como mensagens de alegria, ora como anúncios de catástrofes, ora como batidas de pêsames.Campanha Sino Cidadão
A a população de Diamantina aderiu em peso a uma campanha para fazer réplicas de seis sinos de suas velhas igrejas que estavam trincados há muitos anos e de vozes enrouquecidas. O generoso apadrinhamento de algumas dezenas de diamantinenses e a pré-aquisição do livro Linguagem dos Sinos custearam a edificante empreitada. Assim é que na manhã de 13 de junho, Dia de Santo Antônio, batidas de sinos, cantos sacros e litanias ecoarão por ruelas e becos numa reverência a uma das mais belas tradições do velho Tijuco e em sintonia com a alma musical de sua gente.
A cerimônia será abrilhantada por um pelotão de fuzileiros da Polícia Militar e sua centenária banda de música, com a participação também da Banda Euterpe Diamantinense, Conservatório de Música Lobo de Mesquita e outras instituições que sempre marcaram a vida religiosa da cidade. Partituras sacras e fúnebres de velhos compositores diamantinenses revestirão o batismo dos sinos da pompa e circunstância em que eram celebrados através dos séculos.
Fiel à sua vocação de cidade-teatro, o Batismo dos Sinos terá como palco o adro da Catedral Metropolitana, em frente ao qual se espraiará a multidão dona da festa - que é o povo de Diamantina - e as muitas delegações de convidados e entidades fomentadoras da cultura.
Quem imaginava que a terra da alegria, da hospitalidade e da vesperata fechara seus ouvidos e sensibilidade ao ecoar dos velhos bronzes, prepare-se...
Que muita emoção, nostalgia e lágrima vai rolar por aquelas capistranas de tanta história, segredo e inconfidência...
Fonte: Passadiço Virtual, de Diamantina
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Obama teria encorajado Lula a obter acordo com o Irã
Obama teria encorajado Lula a obter acordo com o Irã, diz agência
Pedido atendido. Mensagem obtida pela 'Reuters' indica que presidente americano incentivou brasileiro a convencer Ahmadinejad para que aceitasse os termos contidos no Acordo de Teerã, anunciado na véspera de Washington encaminhar à ONU proposta de sanções
22 de maio de 2010 0h 00
O presidente dos EUA, Barack Obama, reconheceu a seu colega Luiz Inácio Lula da Silva que um acordo com o Irã sobre a troca de urânio por combustível nuclear "criaria confiança e diminuiria as tensões" no Oriente Médio. Essa ponderação estaria em trechos de uma carta confidencial obtida ontem pela agência Reuters.
O documento teria sido enviado por Obama há cerca de 15 dias, pelo menos uma semana antes do acordo firmado em Teerã com mediação de brasileiros e turcos. A carta não foi divulgada na íntegra e os trechos que vazaram foram justamente os que confirmam a versão do governo brasileiro de que o acordo atendeu as exigências de Washington. O vazamento das informações ocorre no momento em que o Itamaraty trabalha para evitar a aprovação de novas sanções ao Irã no Conselho de Segurança.
A Presidência e o Itamaraty não confirmaram a veracidade dos trechos da carta e resistiam em liberar seu conteúdo integral, sob o argumento de que se trata de uma comunicação pessoal entre chefes de Estado.
"Do nosso ponto de vista, uma decisão do Irã de enviar 1.200 quilos de urânio de baixo enriquecimento para fora do país criaria confiança e diminuiria as tensões regionais por meio da redução do estoque iraniano de LEU (urânio levemente enriquecido na sigla em inglês)", disse Obama.
Trata-se exatamente do principal tópico do acordo de Teerã, que prevê o depósito de LEU na Turquia no prazo de um mês e a entrega de 120 quilos de combustível nuclear ao Irã em até um ano. Segundo a Reuters, Obama expressa na carta sua preocupação com a possibilidade de o Irã acumular, em um ano, estoque suficiente para a construção de "duas ou três armas nucleares". Autoridades americanas já haviam mencionado ao Estado essa suspeita.
Em relação ao esforço do presidente Lula em convencer o Irã a cooperar, de acordo com a Reuters, Obama reconheceu que Teerã estava flexibilizando sua posição. "Nós observamos o Irã dar sinais de flexibilidade ao senhor e a outros, mas, formalmente, reiterar uma posição inaceitável pelos canais oficiais da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA)", afirmou o presidente dos EUA.
Segundo a Declaração de Teerã, firmada com a mediação de brasileiros e turcos, o Irã se compromete a notificar a AIEA, por escrito, por meio dos canais oficiais, sua concordância com os termos do acordo em até sete dias a contar da data de assinatura do documento, prazo que se expira na segunda-feira.
Em outro trecho, Obama é ainda mais explícito. "O Irã continua a rejeitar a proposta da AIEA e insiste em reter seu urânio de baixo enriquecimento em seu próprio território até a entrega do combustível nuclear", escreveu Obama na carta. Mas, segundo a Declaração de Teerã, "a República Islâmica do Irã diz estar pronta a depositar seu LEU dentro de um mês".
Fonte: http://br.reuters.com
Pedido atendido. Mensagem obtida pela 'Reuters' indica que presidente americano incentivou brasileiro a convencer Ahmadinejad para que aceitasse os termos contidos no Acordo de Teerã, anunciado na véspera de Washington encaminhar à ONU proposta de sanções
22 de maio de 2010 0h 00
O presidente dos EUA, Barack Obama, reconheceu a seu colega Luiz Inácio Lula da Silva que um acordo com o Irã sobre a troca de urânio por combustível nuclear "criaria confiança e diminuiria as tensões" no Oriente Médio. Essa ponderação estaria em trechos de uma carta confidencial obtida ontem pela agência Reuters.
O documento teria sido enviado por Obama há cerca de 15 dias, pelo menos uma semana antes do acordo firmado em Teerã com mediação de brasileiros e turcos. A carta não foi divulgada na íntegra e os trechos que vazaram foram justamente os que confirmam a versão do governo brasileiro de que o acordo atendeu as exigências de Washington. O vazamento das informações ocorre no momento em que o Itamaraty trabalha para evitar a aprovação de novas sanções ao Irã no Conselho de Segurança.
A Presidência e o Itamaraty não confirmaram a veracidade dos trechos da carta e resistiam em liberar seu conteúdo integral, sob o argumento de que se trata de uma comunicação pessoal entre chefes de Estado.
"Do nosso ponto de vista, uma decisão do Irã de enviar 1.200 quilos de urânio de baixo enriquecimento para fora do país criaria confiança e diminuiria as tensões regionais por meio da redução do estoque iraniano de LEU (urânio levemente enriquecido na sigla em inglês)", disse Obama.
Trata-se exatamente do principal tópico do acordo de Teerã, que prevê o depósito de LEU na Turquia no prazo de um mês e a entrega de 120 quilos de combustível nuclear ao Irã em até um ano. Segundo a Reuters, Obama expressa na carta sua preocupação com a possibilidade de o Irã acumular, em um ano, estoque suficiente para a construção de "duas ou três armas nucleares". Autoridades americanas já haviam mencionado ao Estado essa suspeita.
Em relação ao esforço do presidente Lula em convencer o Irã a cooperar, de acordo com a Reuters, Obama reconheceu que Teerã estava flexibilizando sua posição. "Nós observamos o Irã dar sinais de flexibilidade ao senhor e a outros, mas, formalmente, reiterar uma posição inaceitável pelos canais oficiais da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA)", afirmou o presidente dos EUA.
Segundo a Declaração de Teerã, firmada com a mediação de brasileiros e turcos, o Irã se compromete a notificar a AIEA, por escrito, por meio dos canais oficiais, sua concordância com os termos do acordo em até sete dias a contar da data de assinatura do documento, prazo que se expira na segunda-feira.
Em outro trecho, Obama é ainda mais explícito. "O Irã continua a rejeitar a proposta da AIEA e insiste em reter seu urânio de baixo enriquecimento em seu próprio território até a entrega do combustível nuclear", escreveu Obama na carta. Mas, segundo a Declaração de Teerã, "a República Islâmica do Irã diz estar pronta a depositar seu LEU dentro de um mês".
Fonte: http://br.reuters.com
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Edital de Fundo de Cultura terá treinamento no Vale
Edital de Fundo de Cultura terá treinamento no Vale
Almenara, Araçuai, Itamarandiba e Teófilo Otoni darão orientações

A Secretaria Estadual de Cultura dará capacitação para gestores e agentes culturais, de 26 a 28 de maio, sobre o FEC - Fundo Estadual de Cultura/2010. As cidades de Almenara, Araçuaí, Itamarandiba e Teófilo Otoni serão as sedes dos treinamentos.
Para ampliar a participação dos municípios mineiros no próximo Edital do Fundo Estadual de Cultura (FEC), a Secretaria de Estado de Cultura de Minas Gerais, por meio de sua Superintendência de Fomento e Incentivo à Cultura, realiza cursos de capacitação em 30 cidades, abrangendo todas as regiões do Estado.
O objetivo do curso de capacitação é esclarecer dúvidas sobre o Fundo Estadual de Cultura e preparar os interessados para lidar com o edital. Nas atividades programadas, é ensinado, por exemplo, como elaborar projetos culturais.
Para ampliar a participação dos municípios mineiros no próximo Edital do Fundo Estadual de Cultura (FEC), a Secretaria de Estado de Cultura de Minas Gerais, por meio de sua Superintendência de Fomento e Incentivo à Cultura, realiza cursos de capacitação em 30 cidades, abrangendo todas as regiões do Estado.
O objetivo do curso de capacitação é esclarecer dúvidas sobre o Fundo Estadual de Cultura e preparar os interessados para lidar com o edital. Nas atividades programadas, é ensinado, por exemplo, como elaborar projetos culturais.
As cidades que receberão o treinamento nos vales do Jequitinonha e Mucuri são Araçuaí, Almenara, Itamarandiba e Teófilo Otoni. No norte de Minas: Janaúba, Januária e Montes Claros.
Para participar os interessados devem entrar em contato com os articuladores de sua região para se inscreverem, informando os seguines dados : nome, instituição, contatos (email e fone).
ARAÇUAÍ
26/mai , na Secretaria Municipal de Cultura
Contatos: Jackson ou Eduardo Aldrin
33 - 3731-3998 - cultura.ara@gmail.com
Local: AMEJE - Associação do Médio Jequitinhonha - Rua Medina, 35 - Centro
TEOFILO OTONI
27/mai --Secretaria Municipal de Cultura
Contatos: Beatriz 33 - 3529-2200 /88362202 - cultura.pmto@yahoo.com.br
Local: Auditório do CAIC
Av. Luiz Boali, s/n - Castro Pires - Teófilo Otoni
ALMENARA
28/mai - Secretaria Municipal de Cultura
Contao: Fernando 33 - 3721-1198 - fernandolimaartes@yahoo.com.br
Local a definir
Mais informações podem ser obtidas na Diretoria do Fundo Estadual de Cultura através do telefone 31 3269-1071.
O curso, que é gratuito, segue até o dia 30 de junho. Clique aqui para conferir a agenda do evento
Para participar os interessados devem entrar em contato com os articuladores de sua região para se inscreverem, informando os seguines dados : nome, instituição, contatos (email e fone).
ARAÇUAÍ
26/mai , na Secretaria Municipal de Cultura
Contatos: Jackson ou Eduardo Aldrin
33 - 3731-3998 - cultura.ara@gmail.com
Local: AMEJE - Associação do Médio Jequitinhonha - Rua Medina, 35 - Centro
TEOFILO OTONI
27/mai --Secretaria Municipal de Cultura
Contatos: Beatriz 33 - 3529-2200 /88362202 - cultura.pmto@yahoo.com.br
Local: Auditório do CAIC
Av. Luiz Boali, s/n - Castro Pires - Teófilo Otoni
ALMENARA
28/mai - Secretaria Municipal de Cultura
Contao: Fernando 33 - 3721-1198 - fernandolimaartes@yahoo.com.br
Local a definir
Mais informações podem ser obtidas na Diretoria do Fundo Estadual de Cultura através do telefone 31 3269-1071.
O curso, que é gratuito, segue até o dia 30 de junho. Clique aqui para conferir a agenda do evento
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Parque das Sempre-Vivas e suas belezas naturais
Sempre-Vivas tomam conta de Diamantina, Olhos D´Água e Bocaiúva
O Parque Nacional das Sempre-Vivas foi criado em dezembro de 2002, protegendo uma área de 124.555 hectares, inserida em 3 municípios do Alto Jequitinhonha: Diamantina, Bocaiúva e Olhos D`água, além de Buenópolis, no norte de Minas.
As áreas apresentam fisionomias diferentes, contendo registros de mata densa de fundo de vale, campos rupestres de altitude e uma grande concentração de nascentes, entre elas a do Rio Jequitinhonha. Qualquer incursão nesta área dever ser autorizada pela chefia da unidade em Diamantina.
Foto: A colheita das sempre-vivas faz parte da cultura dos moradores do entorno . Foto: Eduardo Issa
O acesso mais fácil à unidade se dá pelo distrito de São João da Chapada e depois pelo povoado dos Macacos, onde cerca de 50 pessoas, a maioria idosos, vive tranqüilamente da aposentadoria e de pequenos negócios. Os mais jovens abandonaram o lugar e partiram em busca de estudo e dos atrativos da cidade grande. Depois de algumas horas em estradas precárias, mas com um visual impressionante, já é possível observar os contornos da Serra do Galho, dentro da extensa Cordilheira do Espinhaço. Nesta região, a antiga casa da Fazenda Kolping, serve como ponto de apoio para a recém criada brigada de incêndio do parque. Para todos os lados, as montanhas rochosas fazem parte da paisagem, dividindo espaço com campos floridos e árvores contorcidas.
Foto: O pôr-do-sol se integra aos elementos da natureza e proporciona espetáculo , Foto: Eduardo Issa
Partindo da sede da Kolping por trilhas em carro tracionado, por 2 horas cruzando campos rupestres se chega na Mata do Gavião, uma floresta de árvores frondosas e mata densa, uma paisagem bem diferente das outras regiões da unidade. Seguindo para os outros municípios como Buenópolis, passando pelo povoado de Curimataí, amostras de que o futuro por aqui ainda não chegou. Alugar uma casa `na beira do rego` significa apenas uma residência com um pequeno córrego de água potável passando na frente. No alto do povoado a Cachoeira de Curimataí além de belíssima é a responsável pela água potável que forma o `rego` e abastece as casas dos moradores.
Foto: O Rio Inhacica, no leste do parque, uma das mais belas paisagens da região . Foto: Eduardo Issa
Na parte alta do parque, meio a tantas formações, uma espécie florística de aparente fragilidade brota nos campos rupestres. A pequena flor, uma das mais resistente do planeta, não é por acaso que ficou conhecida como sempre-viva, depois de colhida ela pode durar até 70 anos sem perder sua beleza. Estas características fizeram desta flor uma espécie muito procurada em algumas regiões do Brasil, especialmente nas proximidades da cidade de Diamantina e acabou dando nome ao parque nacional. Vale ressaltar que 70 % das sempre-vivas do mundo estão concentradas nesta cordilheira, um dos grandes apelos para a criação do parque. Muitas outras espécies de flores também estão nesta área e colorem a vegetação.
Foto: É fácil perceber a enorme variedade de flores nos campos rupestres. Foto: Eduardo Issa
Por aqui, as sempre-vivas estão ameaçadas simplesmente por serem lindas demais, pois por muitos anos, toneladas de flores vêm sendo colhidas para ornamentar casas, presentes e para confecção de arranjos. Andando pelas ruas de Diamantina, o casario antigo e bem conservado abriga lojas e vendedores de rua comercializando arranjos e flores. Para Eliana, extrativista de flores e moradora do pequeno povoado dos Macacos, no entorno do parque, a colheita de sempre-vivas, jazidas, estrelinhas, botões branco sempre fez parte da história da sua família, seus avós já colhiam as flores na região e vendiam no mercado de Diamantina e para atravessadores. É fácil perceber que este comércio faz parte da cultura local e funcionários do Ibama vêm estudando uma alternativa para tornar esta retirada viável e sustentável.
Para Cláudio Machado, chefe do parque, o primeiro passo já foi dado, na comunidade de Galheiros, um projeto experimental de cultivo de algumas espécies de flores já rendeu sua primeira colheita. Uma Associação foi criada e recebe apoio de órgãos municipais e estaduais, crescendo de forma ordenada e com orientação de especialistas. Cláudio acredita que este é o melhor caminho para que moradores dos arredores deixem gradativamente de colher as flores exclusivamente dentro da área do parque. Muitas famílias têm sua renda baseada na venda das sempre-vivas e é preciso encontrar uma alternativa sustentável para esta população.
A beleza do parque é bem mais que apenas flores, algumas paisagens são espetaculares, uma delas está na parte leste, onde o Rio Inhacica, tributário do Rio Jequetinhonha, serpenteia um conjunto de rochas que foram despencando do alto dos penhascos e agora fazem parte do rio. Todo cuidado é pouco, navegar por estas águas requer conhecimento e muita atenção, as rochas dentro d`água podem danificar a hélice do motor do barco. O trecho é relativamente pequeno, cerca de 3 quilômetros, mas a paisagem parece uma pintura da natureza. Rochas claras com partes submersas contrastam o azul intenso do rio, o verde da mata nas margens e ao fundo rochas mais escuras compõem este cenário intrigante.
Na verdade, esta região é sem dúvida a mais bela do parque, se você achou pouco há também uma cachoeira que escorre por uma espécie de mármore branco que foi sendo polido pela água por milhares de anos. As águas da cachoeira caem num poço de águas escuras e são ótimas para banho. No rio Inhaciquinha, um pequeno braço do Inhacica, outra bela cachoeira mesclada com a vegetação se desmancha numa praia de areias branquíssimas, outro paraíso intocável da unidade. Nestas andanças por parques nacionais pouco conhecidos e com expectativas mínimas, a passagem pelo Sempre-Vivas demonstrou que o nosso Brasil ainda tem muitos diamantes a serem lapidados. Podemos dizer que o Parque Nacional das Sempre-vivas é uma jóia rara e que não tem valor na mão de garimpeiros e atravessadores, mas sim no olhar, no encanto e no deslumbramento que estes lugares trazem para a alma de quem os conhece.
Fonte: ecoviagem.semprevivas
O Parque Nacional das Sempre-Vivas foi criado em dezembro de 2002, protegendo uma área de 124.555 hectares, inserida em 3 municípios do Alto Jequitinhonha: Diamantina, Bocaiúva e Olhos D`água, além de Buenópolis, no norte de Minas.
As áreas apresentam fisionomias diferentes, contendo registros de mata densa de fundo de vale, campos rupestres de altitude e uma grande concentração de nascentes, entre elas a do Rio Jequitinhonha. Qualquer incursão nesta área dever ser autorizada pela chefia da unidade em Diamantina.
Foto: A colheita das sempre-vivas faz parte da cultura dos moradores do entorno . Foto: Eduardo IssaO acesso mais fácil à unidade se dá pelo distrito de São João da Chapada e depois pelo povoado dos Macacos, onde cerca de 50 pessoas, a maioria idosos, vive tranqüilamente da aposentadoria e de pequenos negócios. Os mais jovens abandonaram o lugar e partiram em busca de estudo e dos atrativos da cidade grande. Depois de algumas horas em estradas precárias, mas com um visual impressionante, já é possível observar os contornos da Serra do Galho, dentro da extensa Cordilheira do Espinhaço. Nesta região, a antiga casa da Fazenda Kolping, serve como ponto de apoio para a recém criada brigada de incêndio do parque. Para todos os lados, as montanhas rochosas fazem parte da paisagem, dividindo espaço com campos floridos e árvores contorcidas.
Foto: O pôr-do-sol se integra aos elementos da natureza e proporciona espetáculo , Foto: Eduardo IssaPartindo da sede da Kolping por trilhas em carro tracionado, por 2 horas cruzando campos rupestres se chega na Mata do Gavião, uma floresta de árvores frondosas e mata densa, uma paisagem bem diferente das outras regiões da unidade. Seguindo para os outros municípios como Buenópolis, passando pelo povoado de Curimataí, amostras de que o futuro por aqui ainda não chegou. Alugar uma casa `na beira do rego` significa apenas uma residência com um pequeno córrego de água potável passando na frente. No alto do povoado a Cachoeira de Curimataí além de belíssima é a responsável pela água potável que forma o `rego` e abastece as casas dos moradores.
Foto: O Rio Inhacica, no leste do parque, uma das mais belas paisagens da região . Foto: Eduardo IssaNa parte alta do parque, meio a tantas formações, uma espécie florística de aparente fragilidade brota nos campos rupestres. A pequena flor, uma das mais resistente do planeta, não é por acaso que ficou conhecida como sempre-viva, depois de colhida ela pode durar até 70 anos sem perder sua beleza. Estas características fizeram desta flor uma espécie muito procurada em algumas regiões do Brasil, especialmente nas proximidades da cidade de Diamantina e acabou dando nome ao parque nacional. Vale ressaltar que 70 % das sempre-vivas do mundo estão concentradas nesta cordilheira, um dos grandes apelos para a criação do parque. Muitas outras espécies de flores também estão nesta área e colorem a vegetação.
Foto: É fácil perceber a enorme variedade de flores nos campos rupestres. Foto: Eduardo IssaPor aqui, as sempre-vivas estão ameaçadas simplesmente por serem lindas demais, pois por muitos anos, toneladas de flores vêm sendo colhidas para ornamentar casas, presentes e para confecção de arranjos. Andando pelas ruas de Diamantina, o casario antigo e bem conservado abriga lojas e vendedores de rua comercializando arranjos e flores. Para Eliana, extrativista de flores e moradora do pequeno povoado dos Macacos, no entorno do parque, a colheita de sempre-vivas, jazidas, estrelinhas, botões branco sempre fez parte da história da sua família, seus avós já colhiam as flores na região e vendiam no mercado de Diamantina e para atravessadores. É fácil perceber que este comércio faz parte da cultura local e funcionários do Ibama vêm estudando uma alternativa para tornar esta retirada viável e sustentável.
Para Cláudio Machado, chefe do parque, o primeiro passo já foi dado, na comunidade de Galheiros, um projeto experimental de cultivo de algumas espécies de flores já rendeu sua primeira colheita. Uma Associação foi criada e recebe apoio de órgãos municipais e estaduais, crescendo de forma ordenada e com orientação de especialistas. Cláudio acredita que este é o melhor caminho para que moradores dos arredores deixem gradativamente de colher as flores exclusivamente dentro da área do parque. Muitas famílias têm sua renda baseada na venda das sempre-vivas e é preciso encontrar uma alternativa sustentável para esta população.
A beleza do parque é bem mais que apenas flores, algumas paisagens são espetaculares, uma delas está na parte leste, onde o Rio Inhacica, tributário do Rio Jequetinhonha, serpenteia um conjunto de rochas que foram despencando do alto dos penhascos e agora fazem parte do rio. Todo cuidado é pouco, navegar por estas águas requer conhecimento e muita atenção, as rochas dentro d`água podem danificar a hélice do motor do barco. O trecho é relativamente pequeno, cerca de 3 quilômetros, mas a paisagem parece uma pintura da natureza. Rochas claras com partes submersas contrastam o azul intenso do rio, o verde da mata nas margens e ao fundo rochas mais escuras compõem este cenário intrigante.
Na verdade, esta região é sem dúvida a mais bela do parque, se você achou pouco há também uma cachoeira que escorre por uma espécie de mármore branco que foi sendo polido pela água por milhares de anos. As águas da cachoeira caem num poço de águas escuras e são ótimas para banho. No rio Inhaciquinha, um pequeno braço do Inhacica, outra bela cachoeira mesclada com a vegetação se desmancha numa praia de areias branquíssimas, outro paraíso intocável da unidade. Nestas andanças por parques nacionais pouco conhecidos e com expectativas mínimas, a passagem pelo Sempre-Vivas demonstrou que o nosso Brasil ainda tem muitos diamantes a serem lapidados. Podemos dizer que o Parque Nacional das Sempre-vivas é uma jóia rara e que não tem valor na mão de garimpeiros e atravessadores, mas sim no olhar, no encanto e no deslumbramento que estes lugares trazem para a alma de quem os conhece.
Fonte: ecoviagem.semprevivas
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Monte Formoso recebe equipe do Unimontes Solidária
Monte Formoso recebe equipe do Unimontes Solidária
Entre 13 e 16 de maio, uma equipe de 30 acadêmicos da Unimontes - Universidade Estadual de Montes Claros desenvolveu diversas atividades voluntárias em Monte Formoso, no Vale do Jequitinhonha, dentro do cronograma da segunda etapa do programa Unimontes solidária.
As ações foram realizadas com a participação de acadêmicos dos cursos de Odontologia, História, Medicina, Educação Física, Letras Espanhol, Geografia, Pedagogia, Administração, Ciências Sociais, Direito, Serviço Social e Matemática. O professor Jiulliano Carlos Lopes Mendes supervisionou o grupo.
Foram desenvolvidas atividades com adolescentes, abordando o tema “sexualidade”, e realizadas também palestras sobre “saúde mental (reforma psiquiátrica), inserção/paciente”, atenção ao idoso e responsabilidade do cuidador, além de noções sobre escovações.
Da programação constou, ainda, um encontro com os professores da rede municipal para a montagem do Projeto Político Pedagógico da Educação (PPPE).
Também foi realizado um seminário sobre agricultura familiar, enfocando o tema associativismo. O cronograma das ações foi elaborado a partir das demandas da comunidade.
No período de 15 a 26 de janeiro, uma equipe da Unimontes esteve em Monte Formoso na primeira etapa da 13ª edição do “Unimontes Solidária”. Foram beneficiadas 2.493 pessoas no município. Ainda na mesma edição, foram atendidas as cidades de Ninheira e São João das Missões, no Norte de Minas.
Com informações da Ascom Unimontes e onorte.net
Entre 13 e 16 de maio, uma equipe de 30 acadêmicos da Unimontes - Universidade Estadual de Montes Claros desenvolveu diversas atividades voluntárias em Monte Formoso, no Vale do Jequitinhonha, dentro do cronograma da segunda etapa do programa Unimontes solidária.
As ações foram realizadas com a participação de acadêmicos dos cursos de Odontologia, História, Medicina, Educação Física, Letras Espanhol, Geografia, Pedagogia, Administração, Ciências Sociais, Direito, Serviço Social e Matemática. O professor Jiulliano Carlos Lopes Mendes supervisionou o grupo.
Foram desenvolvidas atividades com adolescentes, abordando o tema “sexualidade”, e realizadas também palestras sobre “saúde mental (reforma psiquiátrica), inserção/paciente”, atenção ao idoso e responsabilidade do cuidador, além de noções sobre escovações.
Da programação constou, ainda, um encontro com os professores da rede municipal para a montagem do Projeto Político Pedagógico da Educação (PPPE).
Também foi realizado um seminário sobre agricultura familiar, enfocando o tema associativismo. O cronograma das ações foi elaborado a partir das demandas da comunidade.
No período de 15 a 26 de janeiro, uma equipe da Unimontes esteve em Monte Formoso na primeira etapa da 13ª edição do “Unimontes Solidária”. Foram beneficiadas 2.493 pessoas no município. Ainda na mesma edição, foram atendidas as cidades de Ninheira e São João das Missões, no Norte de Minas.
Com informações da Ascom Unimontes e onorte.net
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sexta-feira, 21 de maio de 2010
P A Z
O mundo desperta para um mundo de paz com um acordo entre países que querem autonomia e respeito à soberania dos seus povos.

O mundo desperta para um mundo de paz com um acordo entre países que querem autonomia e respeito à soberania dos seus povos.

Guerra
Os senhores da guerra querem aumentar seus lucros, na destruição de consciências e vidas, com fabricação de armamentos e controle do petróleo do mundo asiático.
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Revelação: Obama incentivou Lula e voltou atrás
R E V E L A Ç Ã O E X P L O S I V A:
Obama apoiou Lula e voltou atrás
"Do nosso ponto de vista, uma decisão do Irã de enviar 1.200 quilos de urânio de baixo enriquecimento para fora do país geraria confiança e diminuiria as tensões regionais por meio da redução do estoque iraniano"
(Barack Obama , em carta enviada a Lula 15 dias antes do acordo com o Irã. Feito o acordo, os EUA desencadearam ofensiva por sanções. Reuters; 21-05-2010)

Obama apoiou Lula e voltou atrás
"Do nosso ponto de vista, uma decisão do Irã de enviar 1.200 quilos de urânio de baixo enriquecimento para fora do país geraria confiança e diminuiria as tensões regionais por meio da redução do estoque iraniano"
(Barack Obama , em carta enviada a Lula 15 dias antes do acordo com o Irã. Feito o acordo, os EUA desencadearam ofensiva por sanções. Reuters; 21-05-2010)
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Diamantina será tema de documentário de televisão norte-americana
Diamantina será tema de documentário de televisão norte-americana
A produtora inglesa Wall to Wall (www.walltowall.co.uk) está produzindo em parceria com a Neon Rio, um documentário para a emissora educativa norte-americana PBS.
O foco do programa é retratar a relação do negro na cultura brasileira, passado e presente. O programa será apresentado pelo acadêmico de Harvard Dr. Henry Louis Gates.
Além de professor, Dr. Henry é crítico literário, escritor, editor e recebeu diversos títulos honoríficos e prêmios por seu ensino, pesquisa e desenvolvimento de instituições acadêmicas no estudo da cultura negra.
Diamantina será tema deste documentário devido ao grande numero de escravos negros que foram trazidos para estas terras e o romance de Chica da Silva e o contratador de diamantes João Fernandes.
No dia 16 de maio, domingo, a equipe da produtora inglesa Wall to Wall esteve na cidade realizando filmagens na Casa de Chica da Silva, Igreja do Carmo e Igreja do Rosário. As filmagens tiveram o acompanhamento da Assessoria de Comunicação da Prefeitura de Diamantina bem como do professor Erildo Nascimento, que auxilia nas informações e historiografia de Chica da Silva e seus descendentes.
Fonte: Prefeitura de Diamantina
A produtora inglesa Wall to Wall (www.walltowall.co.uk) está produzindo em parceria com a Neon Rio, um documentário para a emissora educativa norte-americana PBS.
O foco do programa é retratar a relação do negro na cultura brasileira, passado e presente. O programa será apresentado pelo acadêmico de Harvard Dr. Henry Louis Gates.
Além de professor, Dr. Henry é crítico literário, escritor, editor e recebeu diversos títulos honoríficos e prêmios por seu ensino, pesquisa e desenvolvimento de instituições acadêmicas no estudo da cultura negra.
Diamantina será tema deste documentário devido ao grande numero de escravos negros que foram trazidos para estas terras e o romance de Chica da Silva e o contratador de diamantes João Fernandes.
No dia 16 de maio, domingo, a equipe da produtora inglesa Wall to Wall esteve na cidade realizando filmagens na Casa de Chica da Silva, Igreja do Carmo e Igreja do Rosário. As filmagens tiveram o acompanhamento da Assessoria de Comunicação da Prefeitura de Diamantina bem como do professor Erildo Nascimento, que auxilia nas informações e historiografia de Chica da Silva e seus descendentes.
Fonte: Prefeitura de Diamantina
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ICMS da Barragem de Irapé gera polêmica
Polêmica envolve sete municípios do Vale do Jequitinhonha
A causa é a distribuição do ICMS gerado pela Usina de Irapé
O repasse mensal, da Prefeitura de Grão Mogol, que era de cerca 220 mil reais, com a decisão do Tribunal de Justiça, vai cair para 110 mil. A beneficiada é a cidade de Berilo, porque esse valor passa a ser incorporado ao orçamento do município. A represa da hidrelétrica atingiu sete municípios do Vale do Jequitinhonha: Grão Mogol, José Gonçalves de Minas, Turmalina, Cristália, Botumirim, Berilo e Leme do Prado.
O funcionamento da Usina de Irapé, iniciou em 2006. A produção de energia gerou o ICMS, Imposto sobre Comercialização de Mercadorias e Serviços. Parte do tributo é repassada ao município de origem.
Até o ano de 2008, a distribuição era a seguinte: 57,14% do valor ficava com Grão Mogol, e o restante era dividido entre os seis municipios afetados pela barragem.
Em 2009, Grão Mogol entrou na justiça e conseguiu uma liminar garantindo 100% do recurso. Mas, em março deste ano o processo foi julgado e a verba estadual foi repartida, em partes iguais, entre Grão Mogol e Berilo. Os desembargadores levaram em consideração o fato de, parte da Usina estar no município vizinho.
Grão Mogol não gostou
Essa decisão não agradou à administração de Grão Mogol. Segundo o Procurador da Prefeitura, Railsson Dias dos Santos, a "casa de força" fica dentro de Grão Mogol, o que garantiria o direito do município receber o ICMS integral. Para ele a determinação não foi o que se esperava.
Por telefone,o Secretário de Administração e Planejamento de Berilo, José Edmilson Silva, afirma que a estrutura da Usina tem que ser considerada como um todo.
Outras cidades , que fazem parte do Vale do Jequitinhonha, se manifestaram sobre o assunto. O município de Botumirim tem 6 mil e quinhentos habitantes,e a cidade não recebe dinheiro do ICMS de Irapé, desde 2008. O prefeito, Edilson Lima Rios, afirmou que vai tentar fazer uma articulação política para reverter a situação. Segundo ele, se entrassem na conta da prefeitura, todos os meses, 17 mil reais a mais, o dinheiro seria bem empregado.
O assunto também gerou polêmica entre os habitantes de Cristália, cidade vizinha. O prefeito, Antônio Pereira dos Santos, não gostou da determinação judicial. A prefeitura da cidade possui 25 veículos e, pelo menos, 20% da frota está parada aguardando manutenção. Ele afirmou que, se tivesse um valor a mais no orçamento, a Secretaria de Transporte poderia ter mais verbas.
Fonte: InterTv 360
A causa é a distribuição do ICMS gerado pela Usina de Irapé
O repasse mensal, da Prefeitura de Grão Mogol, que era de cerca 220 mil reais, com a decisão do Tribunal de Justiça, vai cair para 110 mil. A beneficiada é a cidade de Berilo, porque esse valor passa a ser incorporado ao orçamento do município. A represa da hidrelétrica atingiu sete municípios do Vale do Jequitinhonha: Grão Mogol, José Gonçalves de Minas, Turmalina, Cristália, Botumirim, Berilo e Leme do Prado.O funcionamento da Usina de Irapé, iniciou em 2006. A produção de energia gerou o ICMS, Imposto sobre Comercialização de Mercadorias e Serviços. Parte do tributo é repassada ao município de origem.
Até o ano de 2008, a distribuição era a seguinte: 57,14% do valor ficava com Grão Mogol, e o restante era dividido entre os seis municipios afetados pela barragem.
Em 2009, Grão Mogol entrou na justiça e conseguiu uma liminar garantindo 100% do recurso. Mas, em março deste ano o processo foi julgado e a verba estadual foi repartida, em partes iguais, entre Grão Mogol e Berilo. Os desembargadores levaram em consideração o fato de, parte da Usina estar no município vizinho.
Grão Mogol não gostouEssa decisão não agradou à administração de Grão Mogol. Segundo o Procurador da Prefeitura, Railsson Dias dos Santos, a "casa de força" fica dentro de Grão Mogol, o que garantiria o direito do município receber o ICMS integral. Para ele a determinação não foi o que se esperava.
Por telefone,o Secretário de Administração e Planejamento de Berilo, José Edmilson Silva, afirma que a estrutura da Usina tem que ser considerada como um todo.
Outras cidades , que fazem parte do Vale do Jequitinhonha, se manifestaram sobre o assunto. O município de Botumirim tem 6 mil e quinhentos habitantes,e a cidade não recebe dinheiro do ICMS de Irapé, desde 2008. O prefeito, Edilson Lima Rios, afirmou que vai tentar fazer uma articulação política para reverter a situação. Segundo ele, se entrassem na conta da prefeitura, todos os meses, 17 mil reais a mais, o dinheiro seria bem empregado.
O assunto também gerou polêmica entre os habitantes de Cristália, cidade vizinha. O prefeito, Antônio Pereira dos Santos, não gostou da determinação judicial. A prefeitura da cidade possui 25 veículos e, pelo menos, 20% da frota está parada aguardando manutenção. Ele afirmou que, se tivesse um valor a mais no orçamento, a Secretaria de Transporte poderia ter mais verbas.
Fonte: InterTv 360
Vira-lata ou cachorro grande
Vira-lata ou cachorro grande
Selvino Heck *
Nada contra os vira-latas, nem tudo a favor de cachorro grande. A questão é política e simbólica. Disse o presidente Lula na cerimônia de recebimento do prêmio Nova Economia Fórum 2010, em Madri, Espanha, 18 de maio de 2010:
"O legado que estou deixando é que eu despertei no mais humilde dos brasileiros, de um catador de papel da rua a um economista, a um metalúrgico, a um gráfico, a um pedreiro, eu despertei na consciência dele a idéia de que ele pode e deve chegar à Presidência da República, é só querer e se preparar. (...)
Nós na América do Sul, eu não sei se o Evo Morales está aqui, mas vocês podem fazer um estudo sobre a economia da Bolívia: precisou um índio chegar ao governo da Bolívia para o povo pobre da Bolívia ter um aumento na sua renda e ter aumento na participação da renda nacional. E pela primeira vez, desde 1940, a Bolívia fez reservas, mais de 10 bilhões de reservas, e tem o maior superávit da história da Bolívia. É uma coisa extraordinária.
Demonstra que muito mais do que apenas cursos de doutor, as pessoas precisam ter curso de inteligência e de possibilidades para bem dirigir o seu país."
É disso, sobretudo, que se trata quando se fala de superar o complexo vira-lata, daquela pessoa ou daquele país que se acha sempre o último, o menor, o que não pode nada, que não se afirma e se acha sem poder.
O vira-lata pode ser grande agindo como se o fosse, afirmando-se em suas virtudes, que não são poucas, em sua capacidade de sedução, em sua simplicidade que encanta.
A imprensa nacional e internacional discute a participação do Brasil, do presidente Lula e do ministro Celso Amorim no esforço de negociação com o Irã com apoio da Turquia. O resultado foi um sucesso que grandes países como a Rússia não acreditavam pudesse acontecer.
Logo há a reação de outros grandes países, como os EUA, não aceitando os resultados e mantendo a desconfiança. Setores da grande mídia logo afirmaram seu complexo vira-lata, dizendo que a negociação tinha sido um grande fracasso, porque o Conselho de Segurança da ONU, por sugestão de alguns países, ia manter a proposta de sanções contra o Irã.
O que está em jogo é muito mais que isso e não é de curto prazo.
Tenho viajado muito pelo Brasil pela Rede TALHER de Educação Cidadã e pelo Programa Escolas-Irmãs, ambos vinculados à mobilização social do Gabinete do Presidente da República. E tenho encontrado os índios da Raposa Serra do Sol, Roraima, orgulhosos de serem índios, defendendo seus direitos, culturas, crenças e valores. Estive com os pescadores de São Félix do Araguaia, Mato Grosso, agora pescadores de letras e peixes, acreditando no desenvolvimento de sua comunidade e da região.
Tenho estado com os grupos de economia solidária de Santa Maria, Rio Grande do Sul, que organizam e participam de umas das maiores feiras brasileiras e latino-americanas, onde mostram sua produção solidária e cooperada, sinalizando um novo tempo e um novo mundo. Encontro os catadores e recicladores que discutem o lixo e a cidadania e a construção de um novo país. Vejo os quilombolas orgulhosos de seus quilombos e história. Os moradores de rua querem espaço e reconhecimento. Os sem-terras exigem dignidade: lutam, resistem e produzem.
Os brasileiros, felizmente, não são mais coitadinhos que dizem amém. Aprenderam, na luta contra a ditadura e pela democracia, a construir movimentos sociais que conquistam direitos. Elegeram governos democrático-populares que democratizam a gestão pública, constroem igualdade e justiça e colocam como prioridade os direitos do povo pobre e dos trabalhadores. Não se rendem mais às elites que por séculos mandaram no país com os olhos voltados para o estrangeiro e para o mundo dos ricos. Valorizam suas próprias raízes, cultura e valores. Não têm mais complexo de vira-lata.
Disse o presidente Lula na sessão de abertura da 14ª Cúpula do G-15 em Teerã, Irã, 17 de maio: "Atravessamos juntos os anos difíceis da hegemonia do pensamento único. Éramos uma das poucas vozes dissonantes do projeto conservador defendido pelos seguidores do Consenso de Washington.
Nunca hesitamos na defesa de um mundo mais democrático, onde todas as vozes pudessem ser ouvidas. A crise em que está mergulhada a economia mundial, sobretudo nos países desenvolvidos, mostra que nossos diagnósticos de anos atrás eram basicamente corretos. Sabemos como o descolamento do setor financeiro em relação ao setor produtivo levou a economia mundial à beira do abismo.
Sabemos como esse descontrole foi alimentado pela crença cega e fundamentalista do mercado, ao qual se atribuíram condições de auto-regulação perfeita da atividade econômica. Há alguns anos começamos a ouvir vozes que afirmavam que um outro mundo era possível. Hoje temos claro que um outro mundo é necessário, é imprescindível."
A pax americana que reinou no século XX já não reinará no novo século e milênio. Estamos assistindo à passagem de um mundo bipolar para um mundo multipolar com muitos atores e protagonistas.
América Latina e África estão pedindo passagem.
Os vira-latas são muitos e querem ser ouvidos.
Os cachorros grandes estão perdendo o trem da história.
* Selvino Heck é Assessor Especial do Presidente da República do Brasil. Da Coordenação Nacional do Movimento Fé e Política
Selvino Heck *
Nada contra os vira-latas, nem tudo a favor de cachorro grande. A questão é política e simbólica. Disse o presidente Lula na cerimônia de recebimento do prêmio Nova Economia Fórum 2010, em Madri, Espanha, 18 de maio de 2010:
"O legado que estou deixando é que eu despertei no mais humilde dos brasileiros, de um catador de papel da rua a um economista, a um metalúrgico, a um gráfico, a um pedreiro, eu despertei na consciência dele a idéia de que ele pode e deve chegar à Presidência da República, é só querer e se preparar. (...)
Nós na América do Sul, eu não sei se o Evo Morales está aqui, mas vocês podem fazer um estudo sobre a economia da Bolívia: precisou um índio chegar ao governo da Bolívia para o povo pobre da Bolívia ter um aumento na sua renda e ter aumento na participação da renda nacional. E pela primeira vez, desde 1940, a Bolívia fez reservas, mais de 10 bilhões de reservas, e tem o maior superávit da história da Bolívia. É uma coisa extraordinária.
Demonstra que muito mais do que apenas cursos de doutor, as pessoas precisam ter curso de inteligência e de possibilidades para bem dirigir o seu país."
É disso, sobretudo, que se trata quando se fala de superar o complexo vira-lata, daquela pessoa ou daquele país que se acha sempre o último, o menor, o que não pode nada, que não se afirma e se acha sem poder.
O vira-lata pode ser grande agindo como se o fosse, afirmando-se em suas virtudes, que não são poucas, em sua capacidade de sedução, em sua simplicidade que encanta.
A imprensa nacional e internacional discute a participação do Brasil, do presidente Lula e do ministro Celso Amorim no esforço de negociação com o Irã com apoio da Turquia. O resultado foi um sucesso que grandes países como a Rússia não acreditavam pudesse acontecer.
Logo há a reação de outros grandes países, como os EUA, não aceitando os resultados e mantendo a desconfiança. Setores da grande mídia logo afirmaram seu complexo vira-lata, dizendo que a negociação tinha sido um grande fracasso, porque o Conselho de Segurança da ONU, por sugestão de alguns países, ia manter a proposta de sanções contra o Irã.
O que está em jogo é muito mais que isso e não é de curto prazo.
Tenho viajado muito pelo Brasil pela Rede TALHER de Educação Cidadã e pelo Programa Escolas-Irmãs, ambos vinculados à mobilização social do Gabinete do Presidente da República. E tenho encontrado os índios da Raposa Serra do Sol, Roraima, orgulhosos de serem índios, defendendo seus direitos, culturas, crenças e valores. Estive com os pescadores de São Félix do Araguaia, Mato Grosso, agora pescadores de letras e peixes, acreditando no desenvolvimento de sua comunidade e da região.
Tenho estado com os grupos de economia solidária de Santa Maria, Rio Grande do Sul, que organizam e participam de umas das maiores feiras brasileiras e latino-americanas, onde mostram sua produção solidária e cooperada, sinalizando um novo tempo e um novo mundo. Encontro os catadores e recicladores que discutem o lixo e a cidadania e a construção de um novo país. Vejo os quilombolas orgulhosos de seus quilombos e história. Os moradores de rua querem espaço e reconhecimento. Os sem-terras exigem dignidade: lutam, resistem e produzem.
Os brasileiros, felizmente, não são mais coitadinhos que dizem amém. Aprenderam, na luta contra a ditadura e pela democracia, a construir movimentos sociais que conquistam direitos. Elegeram governos democrático-populares que democratizam a gestão pública, constroem igualdade e justiça e colocam como prioridade os direitos do povo pobre e dos trabalhadores. Não se rendem mais às elites que por séculos mandaram no país com os olhos voltados para o estrangeiro e para o mundo dos ricos. Valorizam suas próprias raízes, cultura e valores. Não têm mais complexo de vira-lata.
Disse o presidente Lula na sessão de abertura da 14ª Cúpula do G-15 em Teerã, Irã, 17 de maio: "Atravessamos juntos os anos difíceis da hegemonia do pensamento único. Éramos uma das poucas vozes dissonantes do projeto conservador defendido pelos seguidores do Consenso de Washington.
Nunca hesitamos na defesa de um mundo mais democrático, onde todas as vozes pudessem ser ouvidas. A crise em que está mergulhada a economia mundial, sobretudo nos países desenvolvidos, mostra que nossos diagnósticos de anos atrás eram basicamente corretos. Sabemos como o descolamento do setor financeiro em relação ao setor produtivo levou a economia mundial à beira do abismo.
Sabemos como esse descontrole foi alimentado pela crença cega e fundamentalista do mercado, ao qual se atribuíram condições de auto-regulação perfeita da atividade econômica. Há alguns anos começamos a ouvir vozes que afirmavam que um outro mundo era possível. Hoje temos claro que um outro mundo é necessário, é imprescindível."
A pax americana que reinou no século XX já não reinará no novo século e milênio. Estamos assistindo à passagem de um mundo bipolar para um mundo multipolar com muitos atores e protagonistas.
América Latina e África estão pedindo passagem.
Os vira-latas são muitos e querem ser ouvidos.
Os cachorros grandes estão perdendo o trem da história.
* Selvino Heck é Assessor Especial do Presidente da República do Brasil. Da Coordenação Nacional do Movimento Fé e Política
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Botumirim: raridades dos sítios arqueológicos e pinturas rupestres
Botumirim: raridades dos sítios arqueológicos e pinturas rupestres

O carro mal conseguia vencer a areia e o cascalho da picada esburacada. Mas, depois de 1 hora e meia para rodar 30 quilômetros, se esgueirando pelos cerrados de Botumirim, o automóvel nãpo pôde mais seguir.
Botumirim é uma pequena cidade, à beira do Lago de Irapé formado pela grande barragem no rio Jequitinhonha, no norte de Minas. Fica a 130 km de Montes Claros, 550 quilômetros de BH. É vizinha de Grão Mogol, a 41 km da cidade.
Então, vieram 2 horas de caminha por uma trilha aberta a golpes de facão. A expedição do SUPERINTERESSANTE achou um belo tesou pré-histórico: a Pedra do Veado Pintado, que é familiar para alguns habitantes de Botumrim, mas que nunca tinha sido registrada por algum cientista.
Nunca, até aquela terça-feira, 7 de julho. Junto com o repórter Denis Russo Burgierman, estava a arqueóloga Loredana Ribeiro da Universidade Federal de Minas Gerais, e o fotógrafo Omar Paixão.
O quarto integrante da equipe, o guia Eliomar Geraldo Farias, o Loma, foi o grande responsável pela descoberta. Foi ele quem informou à SUPER da existência de imagens históricas inéditas naquela região.
Cerca de um mês antes, Loma havia levado fotos dos painéis à redação da revista, em São Paulo. Com base nelas a excursão foi preparada. Graças a ele, a expedição foi um sucesso.
Nos dias 7 e 8 de julho, os aventureiros vasculharam uma área de 5 quilômetros de raio, sempre a pé. Só usaram o carro à noite, para dormir no único hotel de Botumirim. Em dois dias, Loredana pôde mapear e registrar (em desenhos que reproduzem as imagens pré-históricas) seis paredões, nenhum deles ainda catalogado. Numa ficha, a arqueóloga descreveu a localização e a tradição a que pertencem os desenhos.
À frente de um paredão, o solo estava forrado de instrumentos de pedra. Teriam sido deixados pelo autor dos desenhos? “ Não dá pradizer sem um estudo mais detalhado”, afirma a arqueóloga. Ma suma pista ela encontrou: certas pinturas lemram muito as de outro local, o Vale do Peruaçu, a 300 quilômetros deli, perto da divisa com a Bahia. O Vale é conhecido. É uma das mais bem estudadas e mais belas galerias do país. Estava decidido. Peruaçu seria o próximo destino da expedição.
Botumirim é uma pequena cidade, à beira do Lago de Irapé formado pela grande barragem no rio Jequitinhonha, no norte de Minas. Fica a 130 km de Montes Claros, 550 quilômetros de BH. É vizinha de Grão Mogol, a 41 km da cidade.
Então, vieram 2 horas de caminha por uma trilha aberta a golpes de facão. A expedição do SUPERINTERESSANTE achou um belo tesou pré-histórico: a Pedra do Veado Pintado, que é familiar para alguns habitantes de Botumrim, mas que nunca tinha sido registrada por algum cientista.
Nunca, até aquela terça-feira, 7 de julho. Junto com o repórter Denis Russo Burgierman, estava a arqueóloga Loredana Ribeiro da Universidade Federal de Minas Gerais, e o fotógrafo Omar Paixão.
O quarto integrante da equipe, o guia Eliomar Geraldo Farias, o Loma, foi o grande responsável pela descoberta. Foi ele quem informou à SUPER da existência de imagens históricas inéditas naquela região.
Cerca de um mês antes, Loma havia levado fotos dos painéis à redação da revista, em São Paulo. Com base nelas a excursão foi preparada. Graças a ele, a expedição foi um sucesso.
Nos dias 7 e 8 de julho, os aventureiros vasculharam uma área de 5 quilômetros de raio, sempre a pé. Só usaram o carro à noite, para dormir no único hotel de Botumirim. Em dois dias, Loredana pôde mapear e registrar (em desenhos que reproduzem as imagens pré-históricas) seis paredões, nenhum deles ainda catalogado. Numa ficha, a arqueóloga descreveu a localização e a tradição a que pertencem os desenhos.
À frente de um paredão, o solo estava forrado de instrumentos de pedra. Teriam sido deixados pelo autor dos desenhos? “ Não dá pradizer sem um estudo mais detalhado”, afirma a arqueóloga. Ma suma pista ela encontrou: certas pinturas lemram muito as de outro local, o Vale do Peruaçu, a 300 quilômetros deli, perto da divisa com a Bahia. O Vale é conhecido. É uma das mais bem estudadas e mais belas galerias do país. Estava decidido. Peruaçu seria o próximo destino da expedição.
Sítios registrados
No município de Botumirim, há 12 sítios aqueológicos registrados no IPHAN - Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional.
São eles: Abrigo I da Vargem da Estiva, Abrigo II da Vargem da Estiva, Barra do Gigante, Barra do Noruega, Lapa da Pindaíba, Lapa do Bugre I do Ribeirão Gigante, Lapa do Noruega, Pedra de Bugre, Pedro do Bugre da Vargem da Estiva, Pedras Pintadas da Fazenda Olhos DÁgua, Sítio dos Guimarães e Três Barras.
Fonte:http://www.biciclo.teca.nom.br/ , portal.iphan.gov.br/Sitios e Revista SUPERINTESSANTE
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Diamantina e Serro são destinos turísticos inesquecíveis
Diamantina e Serro são destinos de viagem de reconhecimento de receptivos mineiros
Ação da Setur e Associação das Cidades Históricas visou a diversificação dos roteiros
Que tal acrescentar um toque diferente às visitas dos turistas nas cidades históricas de Minas? Foi para apresentar novas possibilidades visando a diversificação dos roteiros turísticos mineiros, que a Secretaria de Estado de Turismo (Setur-MG) e a Associação das Cidades Históricas de Minas Gerais promoveram, em agosto de 2009, uma viagem de reconhecimento em Diamantina e no Serro para oito agências de receptivo do Estado.
Durante os três dias de viagem, os receptivos conhecerão parte do Cardápio de Roteiros desenvolvido pela Associação das Cidades Históricas de Minas Gerais para que, vivenciando detalhadamente os novos produtos, passem a agregá-los aos roteiros tradicionalmente comercializados.
Ação da Setur e Associação das Cidades Históricas visou a diversificação dos roteiros
Que tal acrescentar um toque diferente às visitas dos turistas nas cidades históricas de Minas? Foi para apresentar novas possibilidades visando a diversificação dos roteiros turísticos mineiros, que a Secretaria de Estado de Turismo (Setur-MG) e a Associação das Cidades Históricas de Minas Gerais promoveram, em agosto de 2009, uma viagem de reconhecimento em Diamantina e no Serro para oito agências de receptivo do Estado.
Durante os três dias de viagem, os receptivos conhecerão parte do Cardápio de Roteiros desenvolvido pela Associação das Cidades Históricas de Minas Gerais para que, vivenciando detalhadamente os novos produtos, passem a agregá-los aos roteiros tradicionalmente comercializados.
“Para vender bem um destino turístico, o agente de turismo precisa, em primeiro lugar, conhecer profundamente todos os produtos turísticos que este destino oferece. Com esta iniciativa, estamos fortalecendo as nossas ações de incentivo à comercialização do produto Minas Gerais”, explicou a secretária de Estado de Turismo, Érica Drumond.
A viagem de reconhecimento a Diamantina e ao Serro contou com a participação de oito agências de receptivo integrantes do Projeto Minas Recebe: Arm Turismo, Andarilho da Luz, Primotour, Desvendar.com, Safari Viagens, Trilhas de Minas, Houston Turismo e Caminhos Reais.
A viagem de reconhecimento a Diamantina e ao Serro contou com a participação de oito agências de receptivo integrantes do Projeto Minas Recebe: Arm Turismo, Andarilho da Luz, Primotour, Desvendar.com, Safari Viagens, Trilhas de Minas, Houston Turismo e Caminhos Reais.
O Projeto Minas Recebe, desenvolvido pela Setur-MG, trabalha 65 receptivos para incentivá-las a criarem roteiros inovadores e se qualificarem para garantir atendimento de qualidade ao turista.
Viagem de reconhecimento
Os representantes das agências de receptivo saíram de Belo Horizonte, com destino a Diamantina, onde, durante três dias de um fim-de-semana, fizeram um passeio pelas jóias de Diamantina. Também participaram da Oficina “Bate papo com chorinho”, de um concerto da Banda Mirim e da Sexta Cultural no Mercado Velho.
Foto: Banda Mirim de Diamantina é uma das atrações que podem ser vivenciadas na cidade histórica. Foto: Xará - Acervo Ministério do Turismo
No sábado, ainda em Diamantina, fizeram uma visita guiada ao Garimpo Real – único garimpo de extração artesanal de diamantes ainda em atividade no Brasil. Depois, seguiram para o pitoresco distrito de São Gonçalo do Rio das Pedras, um lugar de rara beleza em plena Serra do Espinhaço. Em seguida, foram para o distrito vizinho de Milho Verde, onde conheceram a Oficina de bordados e trabalhos com retalhos Barra Cega, e a região da nascente do rio Jequitinhonha. Ainda no sábado, partiram em direção ao Serro, onde à noite assistiram apresentação da Banda Santíssimo Sacramento, na sede da Corporação Musical.
No domingo, os receptivos visitaram a Fazenda Horizonte Belo para conhecer o Alambique da Cachaça Velha Serrana. Na sequência, foi a vez da Fazenda Engenho da Serra, propriedade na qual vivenciaram a produção do Queijo do Serro, tombado como patrimônio imaterial. A caravana almoçou na propriedade, de onde retornaram para Belo Horizonte.
Viagem de reconhecimento
Os representantes das agências de receptivo saíram de Belo Horizonte, com destino a Diamantina, onde, durante três dias de um fim-de-semana, fizeram um passeio pelas jóias de Diamantina. Também participaram da Oficina “Bate papo com chorinho”, de um concerto da Banda Mirim e da Sexta Cultural no Mercado Velho.
Foto: Banda Mirim de Diamantina é uma das atrações que podem ser vivenciadas na cidade histórica. Foto: Xará - Acervo Ministério do TurismoNo sábado, ainda em Diamantina, fizeram uma visita guiada ao Garimpo Real – único garimpo de extração artesanal de diamantes ainda em atividade no Brasil. Depois, seguiram para o pitoresco distrito de São Gonçalo do Rio das Pedras, um lugar de rara beleza em plena Serra do Espinhaço. Em seguida, foram para o distrito vizinho de Milho Verde, onde conheceram a Oficina de bordados e trabalhos com retalhos Barra Cega, e a região da nascente do rio Jequitinhonha. Ainda no sábado, partiram em direção ao Serro, onde à noite assistiram apresentação da Banda Santíssimo Sacramento, na sede da Corporação Musical.
No domingo, os receptivos visitaram a Fazenda Horizonte Belo para conhecer o Alambique da Cachaça Velha Serrana. Na sequência, foi a vez da Fazenda Engenho da Serra, propriedade na qual vivenciaram a produção do Queijo do Serro, tombado como patrimônio imaterial. A caravana almoçou na propriedade, de onde retornaram para Belo Horizonte.
Este é um roteiro de três dias que muitos turistas do Vale do Jequitinhonha e de outras partes do Brasil e do mundo poderão fazer. Antes, sentirão ansiosos; durante, ficarão extasiados com tamanha cristividade e engenhosidade das belezas naturais e construções humanas. Depois, bom, depois, é sonhar e planejar voltar novamente.
Com informações da Secretaria de Turismo de Minas Gerais, das Prefeituras de Diamantina e do Serro.
Com informações da Secretaria de Turismo de Minas Gerais, das Prefeituras de Diamantina e do Serro.
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Câmara de Rubim apresenta serviços à comunidade
Câmara de Rubim apresenta serviços à comunidade
Na última quarta feira (19), a presidente da Câmara Municipal de Rubim, no Baixo Jequitinhonha, Rosangela Botelho, concedeu entrevista exclusiva ao Diário do Jequi e falou sobre a pauta da próxima reunião extraordinária, marcada para o dia 24 deste mês, segunda feira.
Uma das pautas será a apreciação do projeto do Plano de Carreira dos Profissionais da Educação Municipal. Segundo Rosa, "esse projeto é de grande importância para o município de Rubim. Com a aprovação iremos reparar um pouco o salário do professor da rede publica municipal, dignificando um pouco mais o seu trabalho. O magistério há muitos anos sofre com os baixos salários da categoria.
Tenho certeza que todos os vereadores de Rubim não medirão esforços para aprovar o reajuste salarial dos professores. Após a aprovação o piso salarial do professor que tenha o curso técnico de magistério,segundo grau, será de 800 reais( oitocentos reais)", afirmou Rosa, como é mais conhecida.
Outro projeto que também será discutido no plenário diz respeito a realização do concurso público para a Prefeitura Municipal de Rubim. "O edital deve ser lançado no inicio do segundo semestre deste ano", informou Rosa.
Foto: Veredores de Rubim com o Governador Antônio Anastasia
Visita do governador
A presidente também comentou sobre a última visita do governador de Minas Gerais, Antônio Anastasia, que inaugurou o asfalto e assinou alguns convênios para o município:
"Na semana passada, os vereadores de Rubim juntamente com o prefeito prestigiaram a visita do governador , que além de inaugurar o trecho de 36 km de asfalto assinou alguns convênios, entre eles, o convênio para implantação do projeto Travessia, uma iniciativa do governo do Minas que visa contribuir com o desenvolvimento social dos municípios ".
Além de vereadora, Rosângela Botelho é socióloga, com especialização em Gestão Pública, lecionando na rede pública estadual, em Rubim. Segundo ela, há dois anos ela aceitou a sugestão dos seus alunos. ingressando na vida partidária e representação parlamentar.
Fonte: Diário do Jequi, de Almenara
Na última quarta feira (19), a presidente da Câmara Municipal de Rubim, no Baixo Jequitinhonha, Rosangela Botelho, concedeu entrevista exclusiva ao Diário do Jequi e falou sobre a pauta da próxima reunião extraordinária, marcada para o dia 24 deste mês, segunda feira.Uma das pautas será a apreciação do projeto do Plano de Carreira dos Profissionais da Educação Municipal. Segundo Rosa, "esse projeto é de grande importância para o município de Rubim. Com a aprovação iremos reparar um pouco o salário do professor da rede publica municipal, dignificando um pouco mais o seu trabalho. O magistério há muitos anos sofre com os baixos salários da categoria.
Tenho certeza que todos os vereadores de Rubim não medirão esforços para aprovar o reajuste salarial dos professores. Após a aprovação o piso salarial do professor que tenha o curso técnico de magistério,segundo grau, será de 800 reais( oitocentos reais)", afirmou Rosa, como é mais conhecida.
Outro projeto que também será discutido no plenário diz respeito a realização do concurso público para a Prefeitura Municipal de Rubim. "O edital deve ser lançado no inicio do segundo semestre deste ano", informou Rosa.
Foto: Veredores de Rubim com o Governador Antônio AnastasiaVisita do governador
A presidente também comentou sobre a última visita do governador de Minas Gerais, Antônio Anastasia, que inaugurou o asfalto e assinou alguns convênios para o município:
"Na semana passada, os vereadores de Rubim juntamente com o prefeito prestigiaram a visita do governador , que além de inaugurar o trecho de 36 km de asfalto assinou alguns convênios, entre eles, o convênio para implantação do projeto Travessia, uma iniciativa do governo do Minas que visa contribuir com o desenvolvimento social dos municípios ".
Além de vereadora, Rosângela Botelho é socióloga, com especialização em Gestão Pública, lecionando na rede pública estadual, em Rubim. Segundo ela, há dois anos ela aceitou a sugestão dos seus alunos. ingressando na vida partidária e representação parlamentar.
Fonte: Diário do Jequi, de Almenara
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Greve dos Professores de Minas, por Rudá Ricci
Greve dos professores de Minas
Rudá Ricci
O governo Aécio Neves enfrenta sua maior greve de funcionalismo público, desde a primeira gestão. O enfrentamento é imenso. A demanda é pelo piso salarial nacional de R$ 1.312,00. Governo afirma que já aplica o piso e professores divulgam seus contra-cheques, indicando que esta não é a realidade estadual. A reação do governo - hoje, comandado pelo candidato a governador, Antonio Anastasia - foi impetrar ação judicial para executar multa cobrando R$130 mil com bloqueio deste valor da conta corrente do sindicato, além de majorá-la para R$30mil por dia e modificar o limite de R$500mil para R$900mil. Já são 43 dias de greve, a maior enfrentada na atual gestão. A próxima assembléia da categoria ocorrerá dia 25. Na última terça-feira, uma manifestação no centro de Belo Horizonte envolveu 5 mil professores e bloqueou todas principais vias de acesso ao centro, incluindo a Avenida Amazonas, porta de entrada de quem vem de São Paulo. O vice-líder do Bloco PT/PC do B/PMDB, deputado estadual Adelmo Carneiro Leão, defendeu a negociação sem retaliação aos professores em greve.
De acordo com o parlamentar, é histórico o descaso do Governo Aécio/Anastasia com os servidores públicos e a Educação. Segundo o deputado, que é membro da Comissão de Fiscalização Financeira e Orçamentária da ALMG, apesar de o orçamento do Estado ter mais que dobrado nos últimos sete anos, passando de R$ 17 bilhões, em 2003, para R$ 40 bilhões, em 2010, os investimentos em Educação caíram de 30% em 2001 para 14% em 2009.
Durante a semana e até o dia 25 a estratégia do Sind-UTE/MG, por meio de suas subsedes, será a realização de atividades locais em todas as regiões do Estado. Está planejada uma forte mobilização na abertura da Fenamilho (Festa do Milho, em Patos de Minas), quando deverão participar diversas autoridades.
O jornal Hoje em Dia informa que 60% da categoria está parada e que é cada vez mais provável que o ano letivo seja encerrado por decreto.
O governo Aécio Neves enfrenta sua maior greve de funcionalismo público, desde a primeira gestão. O enfrentamento é imenso. A demanda é pelo piso salarial nacional de R$ 1.312,00. Governo afirma que já aplica o piso e professores divulgam seus contra-cheques, indicando que esta não é a realidade estadual. A reação do governo - hoje, comandado pelo candidato a governador, Antonio Anastasia - foi impetrar ação judicial para executar multa cobrando R$130 mil com bloqueio deste valor da conta corrente do sindicato, além de majorá-la para R$30mil por dia e modificar o limite de R$500mil para R$900mil. Já são 43 dias de greve, a maior enfrentada na atual gestão. A próxima assembléia da categoria ocorrerá dia 25. Na última terça-feira, uma manifestação no centro de Belo Horizonte envolveu 5 mil professores e bloqueou todas principais vias de acesso ao centro, incluindo a Avenida Amazonas, porta de entrada de quem vem de São Paulo. O vice-líder do Bloco PT/PC do B/PMDB, deputado estadual Adelmo Carneiro Leão, defendeu a negociação sem retaliação aos professores em greve.De acordo com o parlamentar, é histórico o descaso do Governo Aécio/Anastasia com os servidores públicos e a Educação. Segundo o deputado, que é membro da Comissão de Fiscalização Financeira e Orçamentária da ALMG, apesar de o orçamento do Estado ter mais que dobrado nos últimos sete anos, passando de R$ 17 bilhões, em 2003, para R$ 40 bilhões, em 2010, os investimentos em Educação caíram de 30% em 2001 para 14% em 2009.
Durante a semana e até o dia 25 a estratégia do Sind-UTE/MG, por meio de suas subsedes, será a realização de atividades locais em todas as regiões do Estado. Está planejada uma forte mobilização na abertura da Fenamilho (Festa do Milho, em Patos de Minas), quando deverão participar diversas autoridades.
O jornal Hoje em Dia informa que 60% da categoria está parada e que é cada vez mais provável que o ano letivo seja encerrado por decreto.
Rudá Ricci é cientista político e diretor geral do Instituto Cultiva.
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Itamarandiba apresenta a EXPOITA 2010
Itamarandiba apresenta a EXPOITA 2010:
uma das maiores festas de rodeio do Vale do Jequitinhonha!
Uma das maiores festas de rodeio do Vale do Jequitinhonha já tem data marcada para 2010.
Uma das maiores festas de rodeio do Vale do Jequitinhonha já tem data marcada para 2010. A XVII Edição da EXPOITA acontecerá entre os 24 a 27 de junho/2010, na cidade de Itamrandiba, no Alto Jequitinhonha.
A programação do evento ainda está em definicão pela Prefeitura Municipal.
A EXPOITA já se consolidou como um dos principais eventos do Vale do Jequitinhonha e vem ganhando prospecção estadual e, mesmo, nacional, reunindo grandes nomes da música sertaneja, do rodeio e da multiplicidade de ritmos brasileiros.
A EXPOITA já se consolidou como um dos principais eventos do Vale do Jequitinhonha e vem ganhando prospecção estadual e, mesmo, nacional, reunindo grandes nomes da música sertaneja, do rodeio e da multiplicidade de ritmos brasileiros.
Já passaram pelos palcos da EXPOITA artistas como Daniel, Chitãozinho e Xororó, dentre tantos outros nomes, além de grandes locutores de rodeio do país como Marco Brasil.
O evento reúne ainda o espetáculo a parte do Motocross e grande público.
Confira a Programação:
Programação da XVII EXPOITA :
24/06/2010 -Ataide e Alexandre
Banda Santa Nova
25/06/2010 - Rio Negro e Solimões
Flávio Brasil
26/06/2010 - Paula Fernandes
Maurício & Mauri
27/06/2010 - Moto Cross
Banda: a definir.
Evento é realizado no Parque de Exposições da Cidade, no Bairro São João Batista.
Confira a Programação:
Programação da XVII EXPOITA :
24/06/2010 -Ataide e Alexandre
Banda Santa Nova
25/06/2010 - Rio Negro e Solimões
Flávio Brasil
26/06/2010 - Paula Fernandes
Maurício & Mauri
27/06/2010 - Moto Cross
Banda: a definir.
Evento é realizado no Parque de Exposições da Cidade, no Bairro São João Batista.
Fotos: Nelson Gusmão
Fonte: Com informações da Prefeitura de Itamarandiba e Blog Itamigos
Maiores informações acesse o site http://www.itamarandiba.mg.gov.br/
Fonte: Com informações da Prefeitura de Itamarandiba e Blog Itamigos
Maiores informações acesse o site http://www.itamarandiba.mg.gov.br/
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Vox Populi: Anastasia perde para Hélio Costa e Pimentel
Vox Populi: Anastasia perde para Hélio Costa e Pimentel
Costa 45 x 17 Anastasia. Pimentel 35 x 21 Anastasia.
O ex-ministro das Comunicações e pré-candidato do PMDB ao governo de Minas Gerais, Hélio Costa, lidera a corrida ao Palácio da Liberdade com 45% dos votos, segundo pesquisa Vox Populi divulgada nesta terça-feira (18) pela TV Bandeirantes.
O governador tucano Antonio Anastasia é o segundo colocado, com 17% das intenções de votos. A pesquisa não considerou o nome do petista Fernando Pimentel, ex-prefeito de Belo Horizonte. Com o resultado da pesquisa, Costa seria eleito no primeiro turno se a eleição fosse realizada nesta terça.
A margem de erro é de 3,5 pontos percentuais para mais ou para menos.
No cenário em que o candidato governista é Fernando Pimentel e o ex-ministro Hélio Costa não entra na disputa, a pesquisa aponta vitória do petista também no primeiro turno, mas com uma disputa mais apertada. Segundo a pesquisa ele teria 35% contra 21% de Anastasia e 2% de Vanessa, João Batista e José Fernando. Os brancos e nulos são 11% e 27% não souberam ou não quiseram responder.
Segundo o Vox Populi, Costa conseguiu aumentar a vantagem sobre o candidato apoiado pelo ex-governador Aécio Neves em relação à pesquisa feita em janeiro. Com Pimentel na disputa a diferença diminui. Em janeiro a vantagem de Costa sobre Anastasia era de 21 pontos (37% a 16%) e agora é de 28 pontos (45% a 17%). O petista tinha 19 pontos de vantagem em janeiro (34% a 15%) e agora tem 14 (35% a 21%).
O Vox Populi ouviu 800 pessoas em 45 cidades entre os dias 8 e 12 de maio. A pesquisa foi protocolada no Tribubal Regional Eleitoral (TRE-MG) com o número 25760-10 e no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), 11321-10.
Fote: Portal Terra
Costa 45 x 17 Anastasia. Pimentel 35 x 21 Anastasia.
O ex-ministro das Comunicações e pré-candidato do PMDB ao governo de Minas Gerais, Hélio Costa, lidera a corrida ao Palácio da Liberdade com 45% dos votos, segundo pesquisa Vox Populi divulgada nesta terça-feira (18) pela TV Bandeirantes.
O governador tucano Antonio Anastasia é o segundo colocado, com 17% das intenções de votos. A pesquisa não considerou o nome do petista Fernando Pimentel, ex-prefeito de Belo Horizonte. Com o resultado da pesquisa, Costa seria eleito no primeiro turno se a eleição fosse realizada nesta terça.
A margem de erro é de 3,5 pontos percentuais para mais ou para menos.
No cenário em que o candidato governista é Fernando Pimentel e o ex-ministro Hélio Costa não entra na disputa, a pesquisa aponta vitória do petista também no primeiro turno, mas com uma disputa mais apertada. Segundo a pesquisa ele teria 35% contra 21% de Anastasia e 2% de Vanessa, João Batista e José Fernando. Os brancos e nulos são 11% e 27% não souberam ou não quiseram responder.
Segundo o Vox Populi, Costa conseguiu aumentar a vantagem sobre o candidato apoiado pelo ex-governador Aécio Neves em relação à pesquisa feita em janeiro. Com Pimentel na disputa a diferença diminui. Em janeiro a vantagem de Costa sobre Anastasia era de 21 pontos (37% a 16%) e agora é de 28 pontos (45% a 17%). O petista tinha 19 pontos de vantagem em janeiro (34% a 15%) e agora tem 14 (35% a 21%).
O Vox Populi ouviu 800 pessoas em 45 cidades entre os dias 8 e 12 de maio. A pesquisa foi protocolada no Tribubal Regional Eleitoral (TRE-MG) com o número 25760-10 e no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), 11321-10.
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Anastasia será substituído por Itamar
Já está acertado: Anastasia será substituído por Itamar
Lideranças do PSDB e PPS esperam apenas o retorno do ex-governador Aécio Neves para anunciar a proposta de modificação do candidato
Já não é mais segredo a substituição do candidato do PSDB ao Governo de Minas. Mostrando-se completamente incapaz de aglutinar em torno de sua candidatura a atual base aliada do governo mineiro, o próprio governador Anastasia vem sugerindo sua substituição.
“Até o momento o candidato Anastasia vem de maneira desastrosa tomando atitudes que fatalmente o levarão à derrota”, afirma um dos principais administradores das campanhas de Aécio Neves ao Governo de Minas em 2002 e 2006.
Desde o início do mês, quando Aécio Neves viajou para o exterior, o governador Anastasia encontra-se praticamente enclausurado em seu gabinete, sem qualquer agenda. Sua obsessão é “impor sua autoridade”. Só falta ele aparecer fardado, a exemplo de Hugo Chávez.
“Na verdade Anastasia só sabe trabalhar recebendo ordem, não tem liderança, não consegue dar ordem. O governador não consegue montar nem sequer uma agenda política”, conclui.
Dias atrás, quando foi visitado pela miss Brasil 2010, ao ser solicitado para tirar uma foto com a linda moça, postou-se ao seu lado com as mãos cruzadas e peito estufado, como se fosse ele o “bonito” da foto.
Foi necessário que a miss educadamente colocasse seu braço no ombro do governador para que a foto ficasse mais descontraída.
Nota-se que o governador encontra-se incomodado com este e outros papéis que vem sendo obrigado a representar.
Sem nenhuma exceção, todas as lideranças municipais que têm sido recebidas por Anastasia têm saído desapontadas.
Há aproximadamente 60 dias, Novojornal já havia previsto este desenrolar, o que foi contestado pelo candidato e pelos dois partidos.
Não são poucos os que já afirmam: “A maneira como ele vem comportando aparenta não ser seu problema, sua eleição é sim do PSDB e do grupo de Aécio Neves".
Aécio deverá chegar ao Brasil até o início da semana que vem.
Fote: www.novojornal.net
Lideranças do PSDB e PPS esperam apenas o retorno do ex-governador Aécio Neves para anunciar a proposta de modificação do candidato
Já não é mais segredo a substituição do candidato do PSDB ao Governo de Minas. Mostrando-se completamente incapaz de aglutinar em torno de sua candidatura a atual base aliada do governo mineiro, o próprio governador Anastasia vem sugerindo sua substituição.
“Até o momento o candidato Anastasia vem de maneira desastrosa tomando atitudes que fatalmente o levarão à derrota”, afirma um dos principais administradores das campanhas de Aécio Neves ao Governo de Minas em 2002 e 2006.
Desde o início do mês, quando Aécio Neves viajou para o exterior, o governador Anastasia encontra-se praticamente enclausurado em seu gabinete, sem qualquer agenda. Sua obsessão é “impor sua autoridade”. Só falta ele aparecer fardado, a exemplo de Hugo Chávez.
“Na verdade Anastasia só sabe trabalhar recebendo ordem, não tem liderança, não consegue dar ordem. O governador não consegue montar nem sequer uma agenda política”, conclui.
Dias atrás, quando foi visitado pela miss Brasil 2010, ao ser solicitado para tirar uma foto com a linda moça, postou-se ao seu lado com as mãos cruzadas e peito estufado, como se fosse ele o “bonito” da foto.
Foi necessário que a miss educadamente colocasse seu braço no ombro do governador para que a foto ficasse mais descontraída.
Nota-se que o governador encontra-se incomodado com este e outros papéis que vem sendo obrigado a representar.
Sem nenhuma exceção, todas as lideranças municipais que têm sido recebidas por Anastasia têm saído desapontadas.
Há aproximadamente 60 dias, Novojornal já havia previsto este desenrolar, o que foi contestado pelo candidato e pelos dois partidos.
Não são poucos os que já afirmam: “A maneira como ele vem comportando aparenta não ser seu problema, sua eleição é sim do PSDB e do grupo de Aécio Neves".
Aécio deverá chegar ao Brasil até o início da semana que vem.
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quinta-feira, 20 de maio de 2010
Minas Novas quer inclusão na Estrada Real
Minas Novas quer inclusão na Estrada Real
A inclusão de Minas Novas no roteiro da Estrada Real e ações para consolidação do Circuito Turístico Pedras Preciosas, no nordeste do Estado, foram as principais reivindicações apresentadas por autoridades e moradores de Minas Novas. O assunto foi debatido em audiência pública da Comissão de Turismo, Indústria, Comércio e Cooperativismo da Assembleia Legislativa de Minas Gerais, nesta quinta-feira (20/5/10).
A reunião foi a terceira de uma série de eventos realizados para avaliar o potencial turístico do Estado tendo em vista a Copa do Mundo de 2014. A primeira cidade a receber a comissão com esse objetivo foi Ouro Preto, no dia 6 de maio, seguida do Serro, no último dia 13.
Uma das primeiras cidades do Estado, Minas Novas surgiu a partir do descobrimento de ouro, no início do século XVIII.
A inclusão de Minas Novas no roteiro da Estrada Real e ações para consolidação do Circuito Turístico Pedras Preciosas, no nordeste do Estado, foram as principais reivindicações apresentadas por autoridades e moradores de Minas Novas. O assunto foi debatido em audiência pública da Comissão de Turismo, Indústria, Comércio e Cooperativismo da Assembleia Legislativa de Minas Gerais, nesta quinta-feira (20/5/10).A reunião foi a terceira de uma série de eventos realizados para avaliar o potencial turístico do Estado tendo em vista a Copa do Mundo de 2014. A primeira cidade a receber a comissão com esse objetivo foi Ouro Preto, no dia 6 de maio, seguida do Serro, no último dia 13.
Uma das primeiras cidades do Estado, Minas Novas surgiu a partir do descobrimento de ouro, no início do século XVIII.
A antiga história ligada ao município de Diamantina, também localizada no Vale do Jequitinhonha, é o argumento principal da Secretaria Municipal de Turismo para reivindicar a inclusão da cidade no roteiro da Estrada Real. O secretário municipal, Éden Carmargos Sena, pediu o apoio da ALMG nas gestões que fará junto ao Instituto Estrada Real, solicitando esta inclusão.
A proposta também foi endossada pelo presidente do Circuito Turístico Pedras Preciosas, Iesser Anis Lauar, que apresentou ainda um documento com outras reivindicações ao Legislativo mineiro. A associação de municípios que integram o circuito pedem apoio para instalação de sinalização turística dentro do município de Minas Novas; pavimentação das estradas entre a sede municipal e as localidades de Coqueiro Campo e Cachoeira do Fanado, assim como a inclusão desses locais na rede de turismo solidário; financiamento de visitas de agentes de viagens à região e articulação para inclusão da área nos roteiros turísticos divulgados por agências turísticas da Capital e de todo o Estado.
Além dessas reivindicações, Iesser Lauar defendeu o desenvolvimento de um projeto turístico semelhante ao da Estrada Real para criação de um roteiro referente à antiga estrada de Santa Clara, entre Teófilo Otoni e Nanuque. Ele argumenta que esta foi a primeira estrada de rodagem do País, criada para facilitar o acesso à região do Jequitinhonha, antes mesmo do surgimento dos automóveis.
A proposta também foi endossada pelo presidente do Circuito Turístico Pedras Preciosas, Iesser Anis Lauar, que apresentou ainda um documento com outras reivindicações ao Legislativo mineiro. A associação de municípios que integram o circuito pedem apoio para instalação de sinalização turística dentro do município de Minas Novas; pavimentação das estradas entre a sede municipal e as localidades de Coqueiro Campo e Cachoeira do Fanado, assim como a inclusão desses locais na rede de turismo solidário; financiamento de visitas de agentes de viagens à região e articulação para inclusão da área nos roteiros turísticos divulgados por agências turísticas da Capital e de todo o Estado.
Além dessas reivindicações, Iesser Lauar defendeu o desenvolvimento de um projeto turístico semelhante ao da Estrada Real para criação de um roteiro referente à antiga estrada de Santa Clara, entre Teófilo Otoni e Nanuque. Ele argumenta que esta foi a primeira estrada de rodagem do País, criada para facilitar o acesso à região do Jequitinhonha, antes mesmo do surgimento dos automóveis.
Outras reivindicações
Também foram feitas solicitações de recuperação e conclusão da pavimentação da BR-367, que percorre o Vale do Jequitinhonha; asfaltamento da MG-217, entre os municípios de Água Boa e Malacacheta; e a construção de um terminal de passageiros no Aeroporto de Capelinha.
Alencar da Silveira lembrou a importância do Circuito Turístico Pedras Preciosas, que hoje reúne em uma associação dez municípios dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri. O presidente da associação, Iesser Lauar, disse que já estão sendo feitos investimentos para capacitação de guias turísticos e de empresas do setor. Ele aproveitou a ocasião para solicitar à Câmara Municipal a aprovação do projeto que cria o conselho, o fundo e o plano municipais de turismo. Participantes da reunião sugeriram que o circuito das pedras preciosas poderia ser dinamizado por meio de uma parceria com municípios do litoral sul da Bahia, criando-se o "Caminho do Descobrimento", ligando Diamantina (MG) a Porto Seguro (BA).
O secretário municipal de Turismo, Éden Sena, também pediu o apoio da comissão parlamentar para viabilizar a restauração do prédio destinado a abrigar a sede do Museu de Percursos do Vale do Jequitinhonha, projeto aprovado em 2008 pelo Executivo. "O prédio está escorado e não aguenta mais um período de chuva", advertiu Sena.
Após a reunião, houve uma visita a Barragem das Almas, construída em 1954 para fornecer energia elétrica a Minas Novas. Hoje, o local é usado como balneário e ponto de captação de água da Copanor, mas sofre com o assoreamento.
Também foram feitas solicitações de recuperação e conclusão da pavimentação da BR-367, que percorre o Vale do Jequitinhonha; asfaltamento da MG-217, entre os municípios de Água Boa e Malacacheta; e a construção de um terminal de passageiros no Aeroporto de Capelinha.
Alencar da Silveira lembrou a importância do Circuito Turístico Pedras Preciosas, que hoje reúne em uma associação dez municípios dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri. O presidente da associação, Iesser Lauar, disse que já estão sendo feitos investimentos para capacitação de guias turísticos e de empresas do setor. Ele aproveitou a ocasião para solicitar à Câmara Municipal a aprovação do projeto que cria o conselho, o fundo e o plano municipais de turismo. Participantes da reunião sugeriram que o circuito das pedras preciosas poderia ser dinamizado por meio de uma parceria com municípios do litoral sul da Bahia, criando-se o "Caminho do Descobrimento", ligando Diamantina (MG) a Porto Seguro (BA).
O secretário municipal de Turismo, Éden Sena, também pediu o apoio da comissão parlamentar para viabilizar a restauração do prédio destinado a abrigar a sede do Museu de Percursos do Vale do Jequitinhonha, projeto aprovado em 2008 pelo Executivo. "O prédio está escorado e não aguenta mais um período de chuva", advertiu Sena.
Após a reunião, houve uma visita a Barragem das Almas, construída em 1954 para fornecer energia elétrica a Minas Novas. Hoje, o local é usado como balneário e ponto de captação de água da Copanor, mas sofre com o assoreamento.
Presenças
Deputado Alencar da Silveira Jr. (PDT), presidente da comissão. Além das autoridades citadas no texto, participaram da reunião o presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Minas Novas, José Valter Neto Alves; o representante da vice-prefeitura de Minas Novas, Carlos Adão Evangelista; o presidente da 155ª Subseção da OAB, José Coelho Jr.; e o gerente-geral do Banco do Brasil em Minas Novas, Cláudio Carlos Satler.
Responsável pela informação: Assessoria de Comunicação - http://www.almg.gov.br/
Responsável pela informação: Assessoria de Comunicação - http://www.almg.gov.br/
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Setubinha recebe caravana do BDMG
BDMG leva Caravana do Desenvolvimento ao município de Setubinha
Município tem menor IDH de Minas
A Caravana do Desenvolvimento, projeto itinerante do Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG), chegou a Setubinha, no Vale do Jequitinhonha/Mucuri, nesta quarta-feira (19). O objetivo foi mostrar aos micro e pequenos empresários as linhas de financiamento mais adequadas à expansão de seus empreendimentos. Uma equipe composta por representantes do BDMG esteve na Câmara Municipal (rua Francisco Pinto Souza, nº 31, Centro) para apresentar as melhores condições de financiamento aos empreendimentos da cidade.
Depois de passar por 23 municípios mineiros de diferentes regiões, a Caravana do Desenvolvimento chegou a Setubinha com as atenções voltadas para um dado: é o município de menor Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) do Estado - 0,568 (número que é calculado pela Organização das Nações Unidas com base no PIB per capita e em itens relacionados a longevidade e educação).
De acordo com o diretor de Desenvolvimento Sustentável do BDMG, Ronaldo Lamounier Locatelli, visitar Setubinha significa, além de fortalecer a presença do Banco no interior, levar oportunidade de crescimento.
“Para que a cidade se desenvolva de forma sustentável, é preciso dinamizar sua economia, o que está ligado diretamente ao acesso ao crédito”, diz. “Se incentivadas, as empresas geram postos de trabalho, estimulam a qualificação de profissionais e, como resultado, a população ganha em qualidade de vida.”
Além de palestra com explicação detalhada sobre as linhas de financiamento oferecidas pelo BDMG, a Caravana do Desenvolvimento oferece ao empresário a chance de conversar, individualmente, com um representante do Banco.
Na ocasião, o empreendedor conhece melhor o processo de contratação do crédito e entende como pode solicitá-lo, quais são os requisitos, prazos de pagamento e benefícios para sua empresa.
Segundo o coordenador do projeto em Setubinha e gerente do Departamento de Micro e Pequenas Empresas, Roberto Emílio de Senna, trata-se de um momento oportuno, principalmente, para o empresário que precisa de alternativas de crescimento:
“Na maioria das vezes, o empresário da micro e pequena empresa acumula muitas funções. É ele quem cuida das contas, entra em contato com fornecedores, avalia o produto, calcula o lucro, pensa na reforma do espaço físico, procura consumidores e, também, linhas de crédito para sua empresa. É complicado. Assim, como nem sempre sobra tempo para escolher a melhor linha de financiamento, ele acaba pagando mais por isso. Mas, se contrata uma solução do BDMG, que possui taxas e prazos adequados, pode expandir suas atividades e ainda ter recursos no fim do mês para investir em outras áreas.”
Programação da Caravana do Desenvolvimento
Setubinha quarta-feira 19 de maio
Câmara Municipal
Rua Francisco Pinto Souza, nº 31, Centro
9h às 9h30 - Café receptivo
9h30 às 10h30 - Apresentação do BDMG
10h30 às 11h30 - Atendimento aos empresários
Município tem menor IDH de Minas
A Caravana do Desenvolvimento, projeto itinerante do Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG), chegou a Setubinha, no Vale do Jequitinhonha/Mucuri, nesta quarta-feira (19). O objetivo foi mostrar aos micro e pequenos empresários as linhas de financiamento mais adequadas à expansão de seus empreendimentos. Uma equipe composta por representantes do BDMG esteve na Câmara Municipal (rua Francisco Pinto Souza, nº 31, Centro) para apresentar as melhores condições de financiamento aos empreendimentos da cidade.
Depois de passar por 23 municípios mineiros de diferentes regiões, a Caravana do Desenvolvimento chegou a Setubinha com as atenções voltadas para um dado: é o município de menor Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) do Estado - 0,568 (número que é calculado pela Organização das Nações Unidas com base no PIB per capita e em itens relacionados a longevidade e educação).
De acordo com o diretor de Desenvolvimento Sustentável do BDMG, Ronaldo Lamounier Locatelli, visitar Setubinha significa, além de fortalecer a presença do Banco no interior, levar oportunidade de crescimento.
“Para que a cidade se desenvolva de forma sustentável, é preciso dinamizar sua economia, o que está ligado diretamente ao acesso ao crédito”, diz. “Se incentivadas, as empresas geram postos de trabalho, estimulam a qualificação de profissionais e, como resultado, a população ganha em qualidade de vida.”
Além de palestra com explicação detalhada sobre as linhas de financiamento oferecidas pelo BDMG, a Caravana do Desenvolvimento oferece ao empresário a chance de conversar, individualmente, com um representante do Banco.
Na ocasião, o empreendedor conhece melhor o processo de contratação do crédito e entende como pode solicitá-lo, quais são os requisitos, prazos de pagamento e benefícios para sua empresa.
Segundo o coordenador do projeto em Setubinha e gerente do Departamento de Micro e Pequenas Empresas, Roberto Emílio de Senna, trata-se de um momento oportuno, principalmente, para o empresário que precisa de alternativas de crescimento:
“Na maioria das vezes, o empresário da micro e pequena empresa acumula muitas funções. É ele quem cuida das contas, entra em contato com fornecedores, avalia o produto, calcula o lucro, pensa na reforma do espaço físico, procura consumidores e, também, linhas de crédito para sua empresa. É complicado. Assim, como nem sempre sobra tempo para escolher a melhor linha de financiamento, ele acaba pagando mais por isso. Mas, se contrata uma solução do BDMG, que possui taxas e prazos adequados, pode expandir suas atividades e ainda ter recursos no fim do mês para investir em outras áreas.”
Programação da Caravana do Desenvolvimento
Setubinha quarta-feira 19 de maio
Câmara Municipal
Rua Francisco Pinto Souza, nº 31, Centro
9h às 9h30 - Café receptivo
9h30 às 10h30 - Apresentação do BDMG
10h30 às 11h30 - Atendimento aos empresários
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Berilo e a festa de sua Padroeira
Berilo e a festa de sua Padroeira
Nossa Senhora dos Pobres
Berilo, Médio Jequitinhonha
A tradicional Festa de Nossa Senhora dos Pobres, padroeira de Berilo, realizada nos dias 30 e 31 de maio, é a mais tradicional dos católicos do município.
A programação religiosa prevê novenas na Capela de Nossa Senhora dos Pobres, às 19:30h, de 22 a 30 de maio.
30 de maio – Domingo
19:00 h – Procissão da Bandeira saindo da Igreja do Rosário de Fátima.
19:30 h – Missa na Capelinha, levantamento de Mastro e grade show pirotécnico.
31 de maio – Segunda-feira
05:00 h – Alvorada
10:00 h – Missa Solene
17:00 h – Procissão
Logo após coroação de Nossa Senhora dos Pobres.
Mordomos:
Elenize Soares Martucheli
Alberto Eleutério do Nascimento ( Betão)
História de Nossa Senhora dos Pobres
Banneux é um povoado de mais ou menos trezentos habitantes, situado no planalto dos Ardenes Belgas, na Bélgica. É sem dúvida o mais humilde lugar da província de Liége.
Nossa Senhora vai visitar uma menininha muito pobre do lugar, por nome de Marieta. Foram oito as aparições. Nossa senhora já havia aparecido a mais crianças em outros lugares; e o pedido que Ela fazia era sempre o mesmo: “sempre rezem o terço em família todos os dias”.
Das oito aparições que Nossa Senhora fez à menina Marieta, foi a quarta que a Santa fez-lhe um pedido: “Que construísse uma Capelinha naquela localidade”.
Na quinta aparição Nossa Senhora pediu a Marieta que divulgasse em Banneux que iria aparecer naquele humilde lugar, a fim de aliviar muitos sofrimentos.
A menina obedeceu ao pedido feito pela Santa e esparramou a noticia. A partir daquele dia, Banneux foi a província mais freqüentada da Bélgica.
Mas foi na OITAVA e última aparição que Nossa Senhora se revelou a Marieta, dizendo: “Sou a mãe do Salvador, Mãe de Deus.... reza muito....adeus!” Marieta também relatou que Nossa Senhora trazia uma rosa de ouro em um dos pés.
E aqui no Brasil? Mais precisamente em Berilo, como a Virgem dos Pobres chegou?
Com a chegada do Padre Belga Henrique Uben em Berilo deu início a construção da Capela. Ele levava as pessoas para o rio Araçuaí, após a missa, a fim de carregarem pedras para construírem a capela.
No povoado de Berilo, muito pobre, então pertencente ao município de Minas Novas, as pessoas lutavam com dificuldade pela sobrevivência. A presença da Santa seria um alívio para o sofrimento das pessoas.
A imagem maior de Nossa Senhora é a réplica original a Santa de Banneux. A imagem menor (ambas de origem belga) é utilizada em procissões.
A Capela de Nossa Senhora dos Pobres foi abençoada pelo Bispo Dom José de Haas, no dia 08/09/49.
Informações da Coordenadoria Municipal de Cultura
Nossa Senhora dos Pobres
Berilo, Médio Jequitinhonha
A tradicional Festa de Nossa Senhora dos Pobres, padroeira de Berilo, realizada nos dias 30 e 31 de maio, é a mais tradicional dos católicos do município.A programação religiosa prevê novenas na Capela de Nossa Senhora dos Pobres, às 19:30h, de 22 a 30 de maio.
30 de maio – Domingo19:00 h – Procissão da Bandeira saindo da Igreja do Rosário de Fátima.
19:30 h – Missa na Capelinha, levantamento de Mastro e grade show pirotécnico.
31 de maio – Segunda-feira
05:00 h – Alvorada
10:00 h – Missa Solene
17:00 h – Procissão
Logo após coroação de Nossa Senhora dos Pobres.
Mordomos:
Elenize Soares Martucheli
Alberto Eleutério do Nascimento ( Betão)
História de Nossa Senhora dos PobresBanneux é um povoado de mais ou menos trezentos habitantes, situado no planalto dos Ardenes Belgas, na Bélgica. É sem dúvida o mais humilde lugar da província de Liége.
Nossa Senhora vai visitar uma menininha muito pobre do lugar, por nome de Marieta. Foram oito as aparições. Nossa senhora já havia aparecido a mais crianças em outros lugares; e o pedido que Ela fazia era sempre o mesmo: “sempre rezem o terço em família todos os dias”.
Das oito aparições que Nossa Senhora fez à menina Marieta, foi a quarta que a Santa fez-lhe um pedido: “Que construísse uma Capelinha naquela localidade”.
Na quinta aparição Nossa Senhora pediu a Marieta que divulgasse em Banneux que iria aparecer naquele humilde lugar, a fim de aliviar muitos sofrimentos.
A menina obedeceu ao pedido feito pela Santa e esparramou a noticia. A partir daquele dia, Banneux foi a província mais freqüentada da Bélgica.
Mas foi na OITAVA e última aparição que Nossa Senhora se revelou a Marieta, dizendo: “Sou a mãe do Salvador, Mãe de Deus.... reza muito....adeus!” Marieta também relatou que Nossa Senhora trazia uma rosa de ouro em um dos pés.
E aqui no Brasil? Mais precisamente em Berilo, como a Virgem dos Pobres chegou?
Com a chegada do Padre Belga Henrique Uben em Berilo deu início a construção da Capela. Ele levava as pessoas para o rio Araçuaí, após a missa, a fim de carregarem pedras para construírem a capela.
No povoado de Berilo, muito pobre, então pertencente ao município de Minas Novas, as pessoas lutavam com dificuldade pela sobrevivência. A presença da Santa seria um alívio para o sofrimento das pessoas.
A imagem maior de Nossa Senhora é a réplica original a Santa de Banneux. A imagem menor (ambas de origem belga) é utilizada em procissões.
A Capela de Nossa Senhora dos Pobres foi abençoada pelo Bispo Dom José de Haas, no dia 08/09/49.
Informações da Coordenadoria Municipal de Cultura
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Chapada do Norte e sua Festa do Divino
Chapada do Norte e sua Festa do Divino
A Festa do Divino representa o culto e a devoção do povo ao Espírito Santo, uma das entidades da Santíssima Trindade.
Em suas diversas manifestações, é uma das mais antigas e difundidas práticas do catolicismo popular.Com este sentimento a comunidade da Paróquia Santa Cruz realiza em Chapada do Norte dos dias 21 a 30 de maio, a Festa do Divino.
O Imperador e a Imperatriz, Leandro e Josiany, e os demais envolvidos convidam a todos para esta tradicional comemoração religiosa e para compartilharem deste momento de fé e louvor.
Na programação da Festa do Divino, acontecem as celebrações eucarísticas, leilões em prol da realização da festa e o cortejo imperial, um dos momentos mais esperados, com a participação de crianças e adolescentes representando o imperador e a imperatriz, as porta-bandeiras, as damas e os nobres que acompanham o casal imperial.
PROGRAMAÇÃO:
21/05 – SEXTA FEIRA:
12:00 h– Abertura da Festa com o Meio Dia festivo
19:00 h– Novena e Missa
De 22/05, sábado, até 28/05, sexta-feira, novena e missa, às 19:oo h.
No dia 28/05, às 21:00 h – Leilão na casa dos Imperadores, com a participação da Filarmônica Santa Cruz.
29/05 – SÁBADO:
19:00 h – Novena e Missa
21:00 h – Levantamento do Mastro
21:30 h– Leilão
30/05 h– DOMINGO:
09:00 h– Cortejo e Missa Solene
10:00 h– Procissão
17:00 h– Coroação e Encerramento
Fonte: Coordenadoria Municipal de Cultura de Chapada do Norte
Fonte: Coordenadoria Municipal de Cultura de Chapada do Norte
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Protagonismo da Diplomacia Brasileira
Protagonismo da Diplomacia Brasileira
Rudá Ricci
O acordo em Terrã está sendo discutido no Brasil pelas lentes partidárias e eleitorais. O que demonstra o quanto mergulhamos numa discussão rebaixada, desqualificada, sobre políticas públicas e papel do país na nova ordem mundial.
O acordo em Terrã está sendo discutido no Brasil pelas lentes partidárias e eleitorais. O que demonstra o quanto mergulhamos numa discussão rebaixada, desqualificada, sobre políticas públicas e papel do país na nova ordem mundial. O ingresso do país nesta seara deve-se à ocupação de espaço deixado pelos EUA. E, obviamente, a pressão dos EUA para desqualificar a ação da diplomacia brasileira (não governo Lula, mas Estado brasileiro) é mais que evidente. Obama, em baixa popularidade nos EUA, está sob fogo cruzado com o acordo Irã-Turquia.
E a grande imprensa, ao invés de explicitar como se faz negociação diplomática, rebaixa ainda mais o nível da "informação", como se este jogo fosse algo feito na esquina, entre ingênuos e mentirosos.
É óbvio que a China e Rússia apoiaram a negociação mediada pelo Brasil. E é óbvio que negociarão este trunfo, no Conselho de Segurança da ONU, com os EUA. É assim que se faz negociações de alto nível.
Como é possível termos jornalistas tão lineares em nosso país?
Alguém imagina que China estará alinhada como os EUA?
Basta perceber que já exigiram a retirada de alguns itens - e levaram - da resolução elaborada pelos EUA a respeito do Irã.
Mas muita água vai rolar, ainda. E é óbvio que se trata de um jogo de forças, muito sutil, e de contrapesos, onde o Brasil não pode receber tantos louros a ponto de se tornar um país mais significativo que os próprios membros permanentes do Conselho de Segurança.
Sinceramente: é tão difícil que somente quem estuda relações internacionais entende?
Para que partidarizar algo que é jogo de Estado e diz respeito ao futuro do país?
Rudá Ricci é cientista político e diretor geral do Instituto Cultiva.
Fonte: rudaricci.blogspot.com
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Governo Lula
Acordo Brasil-Irã resolve o impasse nuclear?
Acordo Brasil-Irã resolve o impasse nuclear?
Breno Altman *
As primeiras reações dos governos ocidentais foram de estupefação. A aposta generalizada de vários líderes era em fracasso na missão a que se propusera o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva. Não apenas por desacreditarem de sua fórmula, mas principalmente pelos problemas que lhes acarretariam se vingasse a via negociada na tensão com o Irã.
São para deixar com a orelha em pé as desconfianças e resistências exacerbadas com as quais, em certas áreas, foi recebida a assinatura do compromisso de Teerã. Inglaterra, França, Estados Unidos e Alemanha - com maior ou menor grau de desenvoltura- preferiram questionar a eficácia do acordo a reconhecer o estabelecimento concreto de novos paradigmas.
Seus porta-vozes recorrem a argumentos frágeis. Um deles é que o Irã não estaria transferindo todo seu estoque de urânio para a Turquia, quando a própria Agência Internacional de Energia Atômica já calculara que a neutralização de 1,2 mil toneladas do minério seria o suficiente para anular qualquer projeto atômico de caráter militar.
No fundamental, os termos do acordo são os mesmos da proposta oferecida por Estados Unidos, Rússia e França há oito meses, pela qual o Irã deveria entregar ao redor de 70% do seu urânio enriquecido a mais de 5%.
As lideranças desses países dão sinais de se sentirem duplamente incomodadas. Antes de mais nada porque sua arrogância imperialista, geneticamente indutora do belicismo, foi suplantada pela intervenção de um líder popular e de esquerda do terceiro mundo. Mas também porque não lhes agrada perder o pretexto nuclear de sua estratégia geopolítica.
Tal como as "armas de destruição em massa" foram senha para a ocupação ilegal do Iraque, o risco do desenvolvimento da bomba é código para enfraquecer e derrotar o único pólo de resistência à hegemonia norte-americana e ao sionismo no Oriente Médio. As principais nações capitalistas ambicionam, além do mais, controlar o petróleo do Golfo Pérsico e a rota marítima do estreito de Ormuz, por onde trafega o óleo da Arábia Saudita, Kuwait e outros países árabes, rumo ao ocidente.
Os senhores da guerra acabaram surpreendidos pela capacidade de articulação do presidente Lula e pela disposição de diálogo do governante iraniano. Até esse último final de semana davam de barato que, mais cedo ou mais tarde, um governo títere acabaria por emergir em um Irã submetido ao sofrimento econômico e à ameaça militar. O líder brasileiro atrapalhou esses planos, ao facilitar um ambiente de negociação justa e soberana.
Mas não deve haver ilusões. Nos próximos dias os chefes políticos das grandes potências farão o que puderem para limar a repercussão positiva do acordo de Teerã, para desacreditá-lo e levá-lo ao fracasso. Ainda que temam ficarem nus diante da opinião pública, não podem admitir que soluções dessa envergadura sejam adotadas à sua revelia. Contarão com o apoio, nessa empreitada, de grande parte das principais máquinas de comunicação.
A intervenção do presidente Lula, afinal, não é reveladora apenas de talento e carisma. Apresenta-se como a conseqüência de uma política internacional autônoma que busca fortalecer laços de todos os tipos entre povos e governos encurralados pela ordem unipolar. A relação de franqueza e confiança com os iranianos é produto desse esforço.
Outros líderes que partilham desse ponto de vista também aportaram sua colaboração, como o venezuelano Hugo Chávez, que se empenhou em eliminar as últimas resistências do colega Ahmadinejad a uma saída pactuada. Mesmo a Turquia, integrante da OTAN e aliada próxima dos Estados Unidos, acabou por se juntar ao caminho proposto por Lula.
A formação de alianças fora da órbita imperial, porém, é tudo o que não interessa a Washington e seus subservientes associados europeus. Trata-se de inaceitável desrespeito ao acordo tácito para transição do unilateralismo pós-guerra fria a um multilateralismo circunscrito às nações do G8. A cúpula de Teerã viola os interesses desses centros hegemônicos, que de tudo farão para ressuscitar o impasse nuclear.
O que está em jogo vai além do episódio iraniano. Diz respeito à possibilidade de uma reconfiguração ampla do cenário mundial. O embate, que será duro e encarniçado, apenas subiu de patamar. O Brasil ajudou a dar voz e vez ao sul do planeta.
* Jornalista e diretor de redação do site Opera Mundi
Breno Altman *
As primeiras reações dos governos ocidentais foram de estupefação. A aposta generalizada de vários líderes era em fracasso na missão a que se propusera o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva. Não apenas por desacreditarem de sua fórmula, mas principalmente pelos problemas que lhes acarretariam se vingasse a via negociada na tensão com o Irã.
São para deixar com a orelha em pé as desconfianças e resistências exacerbadas com as quais, em certas áreas, foi recebida a assinatura do compromisso de Teerã. Inglaterra, França, Estados Unidos e Alemanha - com maior ou menor grau de desenvoltura- preferiram questionar a eficácia do acordo a reconhecer o estabelecimento concreto de novos paradigmas.
Seus porta-vozes recorrem a argumentos frágeis. Um deles é que o Irã não estaria transferindo todo seu estoque de urânio para a Turquia, quando a própria Agência Internacional de Energia Atômica já calculara que a neutralização de 1,2 mil toneladas do minério seria o suficiente para anular qualquer projeto atômico de caráter militar.
No fundamental, os termos do acordo são os mesmos da proposta oferecida por Estados Unidos, Rússia e França há oito meses, pela qual o Irã deveria entregar ao redor de 70% do seu urânio enriquecido a mais de 5%.
As lideranças desses países dão sinais de se sentirem duplamente incomodadas. Antes de mais nada porque sua arrogância imperialista, geneticamente indutora do belicismo, foi suplantada pela intervenção de um líder popular e de esquerda do terceiro mundo. Mas também porque não lhes agrada perder o pretexto nuclear de sua estratégia geopolítica.
Tal como as "armas de destruição em massa" foram senha para a ocupação ilegal do Iraque, o risco do desenvolvimento da bomba é código para enfraquecer e derrotar o único pólo de resistência à hegemonia norte-americana e ao sionismo no Oriente Médio. As principais nações capitalistas ambicionam, além do mais, controlar o petróleo do Golfo Pérsico e a rota marítima do estreito de Ormuz, por onde trafega o óleo da Arábia Saudita, Kuwait e outros países árabes, rumo ao ocidente.
Os senhores da guerra acabaram surpreendidos pela capacidade de articulação do presidente Lula e pela disposição de diálogo do governante iraniano. Até esse último final de semana davam de barato que, mais cedo ou mais tarde, um governo títere acabaria por emergir em um Irã submetido ao sofrimento econômico e à ameaça militar. O líder brasileiro atrapalhou esses planos, ao facilitar um ambiente de negociação justa e soberana.
Mas não deve haver ilusões. Nos próximos dias os chefes políticos das grandes potências farão o que puderem para limar a repercussão positiva do acordo de Teerã, para desacreditá-lo e levá-lo ao fracasso. Ainda que temam ficarem nus diante da opinião pública, não podem admitir que soluções dessa envergadura sejam adotadas à sua revelia. Contarão com o apoio, nessa empreitada, de grande parte das principais máquinas de comunicação.
A intervenção do presidente Lula, afinal, não é reveladora apenas de talento e carisma. Apresenta-se como a conseqüência de uma política internacional autônoma que busca fortalecer laços de todos os tipos entre povos e governos encurralados pela ordem unipolar. A relação de franqueza e confiança com os iranianos é produto desse esforço.
Outros líderes que partilham desse ponto de vista também aportaram sua colaboração, como o venezuelano Hugo Chávez, que se empenhou em eliminar as últimas resistências do colega Ahmadinejad a uma saída pactuada. Mesmo a Turquia, integrante da OTAN e aliada próxima dos Estados Unidos, acabou por se juntar ao caminho proposto por Lula.
A formação de alianças fora da órbita imperial, porém, é tudo o que não interessa a Washington e seus subservientes associados europeus. Trata-se de inaceitável desrespeito ao acordo tácito para transição do unilateralismo pós-guerra fria a um multilateralismo circunscrito às nações do G8. A cúpula de Teerã viola os interesses desses centros hegemônicos, que de tudo farão para ressuscitar o impasse nuclear.
O que está em jogo vai além do episódio iraniano. Diz respeito à possibilidade de uma reconfiguração ampla do cenário mundial. O embate, que será duro e encarniçado, apenas subiu de patamar. O Brasil ajudou a dar voz e vez ao sul do planeta.
* Jornalista e diretor de redação do site Opera Mundi
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O império manda, as colônias obedecem
O império manda, as colônias obedecem
Frei Betto e João Pedro Stédile *
Após a Segunda Guerra Mundial, quando as forças aliadas saíram vitoriosas, o governo dos EUA tentou tirar o máximo proveito de sua vitória militar. Articulou a Assembléia das Nações Unidas dirigida por um Conselho de Segurança integrado pelos sete países mais poderosos, com poder de veto sobre as decisões dos demais.
Impôs o dólar como moeda internacional, submeteu a Europa ao Marshall, de subordinação econômica, e instalou mais de 300 bases militares na Europa e na Ásia, cujos governos e mídia jamais levantam a voz contra essa intervenção branca.
O mundo inteiro só não se curvou à Casa Branca porque existia a União Soviética para equilibrar a correlação de forças. Contra ela, os EUA travaram uma guerra sem limites, até derrotá-la política, militar e ideologicamente.
A partir da década de 90, o mundo ficou sob hegemonia total do governo e do capital estadunidenses, que passaram a impor suas decisões a todos os governos e povos, tratados como vassalos coloniais.
Quando tudo parecia calmo no império global, dominado pelo Tio Sam, eis que surgem resistências. Na América Latina, além de Cuba, outros povos elegem governos antiimperialistas. No Oriente Médio, os EUA tiveram que apelar para invasões militares a fim de manter o controle sobre o petróleo, sacrificando milhares de vidas de afegãos, iraquianos, palestinos e paquistaneses.
Nesse contexto surge no Irã um governo decidido a não se submeter aos interesses dos EUA. Dentro de sua política de desenvolvimento nacional, instala usinas nucleares e isso é intolerável para o Império.
A Casa Branca não aceita democracia entre os povos. Que significa todos os países terem direitos iguais. Não aceita a soberania nacional de outros povos. Não admite que cada povo e respectivo governo controlem seus recursos naturais.
Os EUA transferiram tecnologia nuclear para o Paquistão e Israel, que hoje possuem bomba atômica. Mas não toleram o acesso do Irã à tecnologia nuclear, mesmo para fins pacíficos. Por quê? De onde derivam tais poderes imperiais? De alguma convenção internacional? Não, apenas de sua prepotência militar.
Em Israel, há mais de vinte anos, Moshai Vanunu, que trabalhava na usina atômica, preocupado com a insegurança que isso representa para toda a região, denunciou que o governo já tinha a bomba. Resultado: foi sequestrado e condenado à prisão perpetua, comutada para 20 anos, depois de grande pressão internacional. Até hoje vive em prisão domiciliar, proibido de contato com qualquer estrangeiro.
Todos somos contra o armamento militar e bases militares estrangeiras em nossos países. Somos contrários ao uso da energia nuclear, devido aos altos riscos, e ao uso abusivo de tantos recursos econômicos em gastos militares.
O governo do Irã ousa defender sua soberania. O governo usamericano só não invadiu militarmente o Irã porque este tem 60 milhões de habitantes, é uma potência petrolífera e possui um governo nacionalista. As condições são muito diferentes do atoleiro chamado Iraque.
Felizmente, a diplomacia brasileira e de outros governos se envolveu na contenda. Esperamos que sejam respeitados os direitos do Irã, como de qualquer outro país, sem ameaças militares.
Resta-nos torcer para que aumentem as campanhas, em todo mundo, pelo desarmamento militar e nuclear. Oxalá o quanto antes se destinem os recursos de gastos militares para solucionar problemas como a fome, que atinge mais de um bilhão de pessoas.
Os movimentos sociais, ambientalistas, igrejas e entidades internacionais se reuniram recentemente em Cochabamba, numa conferência ecológica mundial, convocada pelo presidente Evo Morales. Decidiu-se preparar um plebiscito mundial, em abril de 2011. As pessoas serão convocadas a refletir e votar se concordam com a existência de bases militares estrangeiras em seus países; com os excessivos gastos militares e que os países do Hemisfério Sul continuem pagando a conta das agressões ao meio ambiente, praticadas pelas indústrias poluidoras do Norte.
A luta será longa, mas nessa semana podemos comemorar uma pequena vitória anti-imperialista.
Publicado originalmente no http://www.adital.com.br
* Frei Betto é escritor. João Pedro Stédile integra a direção da Via Campesina
Frei Betto e João Pedro Stédile *
Após a Segunda Guerra Mundial, quando as forças aliadas saíram vitoriosas, o governo dos EUA tentou tirar o máximo proveito de sua vitória militar. Articulou a Assembléia das Nações Unidas dirigida por um Conselho de Segurança integrado pelos sete países mais poderosos, com poder de veto sobre as decisões dos demais.
Impôs o dólar como moeda internacional, submeteu a Europa ao Marshall, de subordinação econômica, e instalou mais de 300 bases militares na Europa e na Ásia, cujos governos e mídia jamais levantam a voz contra essa intervenção branca.
O mundo inteiro só não se curvou à Casa Branca porque existia a União Soviética para equilibrar a correlação de forças. Contra ela, os EUA travaram uma guerra sem limites, até derrotá-la política, militar e ideologicamente.
A partir da década de 90, o mundo ficou sob hegemonia total do governo e do capital estadunidenses, que passaram a impor suas decisões a todos os governos e povos, tratados como vassalos coloniais.
Quando tudo parecia calmo no império global, dominado pelo Tio Sam, eis que surgem resistências. Na América Latina, além de Cuba, outros povos elegem governos antiimperialistas. No Oriente Médio, os EUA tiveram que apelar para invasões militares a fim de manter o controle sobre o petróleo, sacrificando milhares de vidas de afegãos, iraquianos, palestinos e paquistaneses.
Nesse contexto surge no Irã um governo decidido a não se submeter aos interesses dos EUA. Dentro de sua política de desenvolvimento nacional, instala usinas nucleares e isso é intolerável para o Império.
A Casa Branca não aceita democracia entre os povos. Que significa todos os países terem direitos iguais. Não aceita a soberania nacional de outros povos. Não admite que cada povo e respectivo governo controlem seus recursos naturais.
Os EUA transferiram tecnologia nuclear para o Paquistão e Israel, que hoje possuem bomba atômica. Mas não toleram o acesso do Irã à tecnologia nuclear, mesmo para fins pacíficos. Por quê? De onde derivam tais poderes imperiais? De alguma convenção internacional? Não, apenas de sua prepotência militar.
Em Israel, há mais de vinte anos, Moshai Vanunu, que trabalhava na usina atômica, preocupado com a insegurança que isso representa para toda a região, denunciou que o governo já tinha a bomba. Resultado: foi sequestrado e condenado à prisão perpetua, comutada para 20 anos, depois de grande pressão internacional. Até hoje vive em prisão domiciliar, proibido de contato com qualquer estrangeiro.
Todos somos contra o armamento militar e bases militares estrangeiras em nossos países. Somos contrários ao uso da energia nuclear, devido aos altos riscos, e ao uso abusivo de tantos recursos econômicos em gastos militares.
O governo do Irã ousa defender sua soberania. O governo usamericano só não invadiu militarmente o Irã porque este tem 60 milhões de habitantes, é uma potência petrolífera e possui um governo nacionalista. As condições são muito diferentes do atoleiro chamado Iraque.
Felizmente, a diplomacia brasileira e de outros governos se envolveu na contenda. Esperamos que sejam respeitados os direitos do Irã, como de qualquer outro país, sem ameaças militares.
Resta-nos torcer para que aumentem as campanhas, em todo mundo, pelo desarmamento militar e nuclear. Oxalá o quanto antes se destinem os recursos de gastos militares para solucionar problemas como a fome, que atinge mais de um bilhão de pessoas.
Os movimentos sociais, ambientalistas, igrejas e entidades internacionais se reuniram recentemente em Cochabamba, numa conferência ecológica mundial, convocada pelo presidente Evo Morales. Decidiu-se preparar um plebiscito mundial, em abril de 2011. As pessoas serão convocadas a refletir e votar se concordam com a existência de bases militares estrangeiras em seus países; com os excessivos gastos militares e que os países do Hemisfério Sul continuem pagando a conta das agressões ao meio ambiente, praticadas pelas indústrias poluidoras do Norte.
A luta será longa, mas nessa semana podemos comemorar uma pequena vitória anti-imperialista.
Publicado originalmente no http://www.adital.com.br
* Frei Betto é escritor. João Pedro Stédile integra a direção da Via Campesina
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Senado aprova projeto Ficha Limpa
Corruptos arrepiados
Senado aprova "ficha suja", que vai à sanção de Lula
O Senado aprovou nesta quarta-feira o projeto contra político com "ficha suja", que impede a candidatura de pessoas com problemas na Justiça. O texto, que recebeu voto favorável de todos os 76 senadores presentes, vai à sanção do presidente Lula e pode valer já para as eleições deste ano.
Tanto governistas como oposicionistas concordaram que a proposta não é "perfeita" nem "acabada", mas concordaram em votar o texto sem emendas porque ele "representa um passo importante na moralização da política do país".
Se houvesse alteração, o projeto voltaria à Câmara, o que diminuiria as chances de entrar em vigor neste ano.
Como a pauta do Senado está trancada por medidas provisórias, o primeiro-vice-presidente do Senado, Marconi Perillo (PSDB-GO), que ocupa interinamente a presidência da Casa porque José Sarney (PMDB-AP) está nos EUA, abriu uma sessão extraordinária para analisar a matéria, atendendo a uma questão de ordem do PSDB.
O plenário aprovou também a inversão da pauta para antecipar a votação da proposta.
A senadora Marina Silva (PV-AC), que estava licenciada para se dedicar à sua pré-candidatura à Presidência da República, voltou nesta quarta-feira ao Senado para participar da aprovação do "ficha suja" e do reajuste de 7,72% das aposentadorias de quem ganha acima de uma salário mínimo.
O projeto "ficha suja" aprovado pelo Congresso é resultado de iniciativa popular com 1,6 milhão de assinaturas. A nova lei prevê tornar inelegível aqueles que tenham sido condenados por decisão colegiada da Justiça (por mais de um juiz), mas estabelece o chamado efeito suspensivo, também em caráter colegiado.
Fica permitido ainda um recurso a outro órgão colegiado de uma instância superior para que se obtenha uma espécie de "autorização" para registrar a candidatura. Pela legislação atual, o candidato só fica inelegível quando não existir mais a possibilidade de recurso.
O líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio, entrou com um questionamento no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sobre a validade da lei já para as eleições deste ano.
O Ttibunal ainda não se pronunciou a respeito.
Senado aprova "ficha suja", que vai à sanção de Lula
O Senado aprovou nesta quarta-feira o projeto contra político com "ficha suja", que impede a candidatura de pessoas com problemas na Justiça. O texto, que recebeu voto favorável de todos os 76 senadores presentes, vai à sanção do presidente Lula e pode valer já para as eleições deste ano.Tanto governistas como oposicionistas concordaram que a proposta não é "perfeita" nem "acabada", mas concordaram em votar o texto sem emendas porque ele "representa um passo importante na moralização da política do país".
Se houvesse alteração, o projeto voltaria à Câmara, o que diminuiria as chances de entrar em vigor neste ano.
Como a pauta do Senado está trancada por medidas provisórias, o primeiro-vice-presidente do Senado, Marconi Perillo (PSDB-GO), que ocupa interinamente a presidência da Casa porque José Sarney (PMDB-AP) está nos EUA, abriu uma sessão extraordinária para analisar a matéria, atendendo a uma questão de ordem do PSDB.
O plenário aprovou também a inversão da pauta para antecipar a votação da proposta.
A senadora Marina Silva (PV-AC), que estava licenciada para se dedicar à sua pré-candidatura à Presidência da República, voltou nesta quarta-feira ao Senado para participar da aprovação do "ficha suja" e do reajuste de 7,72% das aposentadorias de quem ganha acima de uma salário mínimo.
O projeto "ficha suja" aprovado pelo Congresso é resultado de iniciativa popular com 1,6 milhão de assinaturas. A nova lei prevê tornar inelegível aqueles que tenham sido condenados por decisão colegiada da Justiça (por mais de um juiz), mas estabelece o chamado efeito suspensivo, também em caráter colegiado.
Fica permitido ainda um recurso a outro órgão colegiado de uma instância superior para que se obtenha uma espécie de "autorização" para registrar a candidatura. Pela legislação atual, o candidato só fica inelegível quando não existir mais a possibilidade de recurso.
O líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio, entrou com um questionamento no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sobre a validade da lei já para as eleições deste ano.
O Ttibunal ainda não se pronunciou a respeito.
Fonte: Folha de São Paulo
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