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quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

FETAEMG mobiliza mais de 100 mil trabalhadores contra a Reforma da Previdência

Trabalhadores rurais, servidores públicos e professores protestam contra a Reforma da Previdência.

Trabalhadores rurais realizaram grandes manifestações em 13 cidades de Minas Gerais.

Unidos num só protesto, trabalhadores e trabalhadoras rurais, mobilizados pela Fetaemg, movimentaram o Estado na manhã desta quarta-feira (15.02) para protestar contra a reforma da Previdência Social, a PEC 287. A manifestação aconteceu simultaneamente nas 13 Gerências Regionais do INSS no Estado, reunindo, em todo, aproximadamente 100 mil trabalhadores e trabalhadoras do campo e da cidade.

Passeata em Teófilo Otoni ocupou as avenidas com adesão da população.

As manifestações aconteceram em Belo Horizonte, Barbacena, Diamantina, Divinópolis, Governador Valadares, Juiz de Fora, Montes Claros, Ouro Preto, Poços de Caldas, Teófilo Otoni, Uberaba, Uberlândia e Unaí.

Em Teófilo Otoni e Diamantina, Gerências do INSS dos Vales do Mucuri e Jequitinhonha, os manifestantes somaram mais de 8 mil pessoas. De quase todos os os mais de 80 municípios da região, partiram Vans e ônibus lotados de trabalhadores rurais e também da cidade. 
Manifestantes de Itaobim estiveram presentes em Teófilo Otoni.

Em Governador Valadares, cerca de 15 mil manifestantes tomaram as ruas da cidade, indo até a sede o INSS.

Montes Claros: Mais de 5 mil manifestantes de 76 municípios do norte de Minas

Uma caminhada em protesto à proposta de reforma da Previdência Social foi realizada em Montes Claros, no norte de Minas, na manhã desta quarta-feira (15.02). Sindicatos de trabalhadores rurais organizaram a manifestação e reuniram, no Centro da cidade, mais de 5 mil manifestantes, entre trabalhadores e aposentados.


Mais de 5 mil pessoas participaram do protesto contra a reforma da previdência em Montes Claros (Foto: Juliana Gorayeb/G1)

O protesto começou na Praça da Catedral de Montes Claros e foi até a sede do Instituto Nacional de Seguro Social (INSS) da cidade, localizada na Rua Dom Pedro II. De acordo com a diretoria da Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado de Minas Gerais (FETAEMG), um documento de repúdio à reforma da previdência foi entregue à Gerência Regional do INSS.

Manifestações em 13 cidades de Gerências Regionais do INSS

Logo cedo trabalhadores e trabalhadoras rurais já estavam a postos. Aos poucos as ruas foram sendo ocupadas e tomadas pela cor verde, representando os trabalhadores do campo para dizer NÃO à reforma da Previdência e nenhum direito a menos! 

Em todas as regiões os protestos ganharam a simpatia das pessoas que apoiaram a iniciativa. E mais uma vez, a Fetaemg, junto com seus Sindicatos, conseguiram mostrar a sua força de organização e mobilização para lutar contra a reforma da Previdência Social, que prejudica principalmente os rurais.

Em algumas regiões as rodovias também foram ocupadas pelos manifestantes com o intuito de chamar ainda mais atenção do governo e da sociedade.

Presidente da FETAEMG, Vilson Luiz, esteve presente em Divinópolis, no oeste de Minas.

O presidente da Fetaemg, Vilson Luiz da Silva, que conduziu manifestação em Divinópolis, explica que é histórico a política de expulsão do homem do campo, com falta de política pública, falta de condições básicas de sobrevivência e permanência de nosso povo na roça. Essa reforma sendo aprovada, os trabalhadores rurais serão mais uma vez, os mais penalizados, em razão de ser praticamente a única fonte de renda das famílias no meio rural. Para o presidente, a proposta de alteração da idade mínima para aposentadoria é um dos pontos mais cruéis e explica pelo menos duas condições específicas da atividade rural que justificam a manutenção da idade de aposentadoria do homem, aos 60, e da mulher, aos 55 anos: o início precoce da atividade laboral e o trabalho penoso em baixo de sol e de chuva.

Em Governador Valadares, os trabalhadores protestaram  em frente à Gerência Regional do INSS.

Trabalhadores rurais começam a trabalhar mais cedo, ainda criança

Segundo dados divulgados na Nota Técnica nº 25, IPEA, 2016, a grande maioria dos trabalhadores e trabalhadoras rurais começa a trabalhar antes dos 14 anos (78% dos homens e 70% das mulheres). Essa é uma informação importante para demonstrar que os trabalhadores e as trabalhadoras rurais, pelas regras atuais, já trabalham mais de 40 anos para ter acesso a uma aposentadoria de um salário mínimo.

Não há Déficit na Previdência 

A existência de déficit na Previdência Social é contestada pela Fetaemg e por diversas organizações renomadas no País, como a Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal do Brasil (Anfip), o Instituto Brasileiro de Direito Previdenciário (IBDP), o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), e pelas centrais sindicais, por exemplo. A Previdência Social é vinculada ao Sistema de Seguridade Social (artigos 194 e 195 da Constituição Federal), que é financiado por diversas fontes de contribuição, inclusive sobre a venda da produção agrícola, que dão sustentabilidade a todo o sistema e garante o pagamento dos benefícios.

A Fetaemg defende que ao invés de retirar direitos dos trabalhadores e das trabalhadoras, o governo deveria combater a sonegação fiscal das grandes empresas, que ultrapassa os R$ 500 bilhões de reais, de acordo com o Instituto de Estudos Socioeconômicos. Desta forma, haverá mais dinheiro para ser investido nas áreas que realmente necessitam, como saúde, segurança, educação e outros.

A Fetaemg, que sempre lutou para garantir os direitos dos trabalhadores na Constituição de 1988, não aceitará que eles paguem a conta dos rombos dos cofres públicos. É hora protestar e mostrar ao governo que todos estão fortes e unidos e não aceitarão a violação de seus direitos garantidos constitucionalmente.

Em Teófilo Otoni, o protesto começou às 9 horas , em frente ao SAMU, de onde os manifestantes seguiram em marcha até a Agência do INSS, à Rua José de Souza Nunes, no Bairro Marajoara.

  1. Contra a ! Na Avenida Amazonas, em BH, em frente à sede da Previdência Social.

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

FETAEMG: Presidente Vilson Silva pede apoio aos deputados federais contra a reforma da previdência social

O presidente da FETAEMG, Vilson Luiz da Silva, vem se reunindo com com os deputados federais de Minas Gerais, para dialogar sobre a possível reforma da previdência social.

Vilson vem pedindo o apoio dos congressistas, para que eles votem contra a PEC 287, cujo texto prevê alterações nas regras de aposentadoria que prejudicam, principalmente, a classe trabalhadora rural. Dentre as principais mudanças estão a elevação da idade mínima de aposentadoria para 65 anos e a equiparação desta idade para homens e mulheres.

O presidente Vilson está atuando massivamente para impedir que a PEC 287 seja aprovada. Ele está dialogando diretamente com os deputados que votaram a favor da PEC 55 (congelamento de gastos públicos), falando sobre os prejuízos que a reforma previdenciária trará à classe trabalhadora e solicitando o apoio dos congressistas contra a reforma.

Vilson lembra que, ao contrário do que o governo Temer defende, não existe nenhum déficit na previdência social. O que existe é um plano que visa prejudicar os trabalhadores para beneficiar políticos, grandes empresários e banqueiros. 

Dados da Associação Nacional dos Fiscais da Receita Federal (Anfip), do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap) e do estudo da Dra. Denise Gentil, economista da Universidade Federal do Rio de Janeiro, alertam que enquanto os economistas do governo federal apontam em 2015 um déficit de R$ 85 bilhões, no mesmo ano, as planilhas da Anfip anunciaram um superávit de R$ 24 bilhões. Ou seja, a reforma da previdência é desnecessária.

Por isso, a Fetaemg é contra essa perversidade e vem atuando para impedir que a reforma seja aprovada e com isso, os direitos de trabalhadores e trabalhadoras sejam mantidos. Só com justiça social os trabalhadores do campo e da cidade poderão viver de forma digna. 


Faça parte desta luta. 

Junte-se a nós! 

E diga não à Reforma da Previdência Social.

Fonte: site da FETAEMG

sexta-feira, 1 de maio de 2015

Movimentos Sociais de Minas realizam Encontro e ato público de 1° de maio

6° Encontro Estadual dos Movimentos Sociais debate conjuntura e define bandeiras de lutas

Programação tem debate sobre terceirização e ato com concentração na Praça Afonso Arinos

De 30 de abril a 3 de maio de 2015, acontecerá em Belo Horizonte, o 6º Encontro Estadual de Movimentos Sociais de Minas Gerais, onde estarão reunidos integrantes de diversos movimentos interessados na construção da unidade das forças populares.
As principais bandeiras destes movimentos são:
- A luta contra o PL 4.330, que torna a terceirização sem limites
- Redução das tarifas públicas (água, energia, transporte)
- Educação de qualidade (pagamento do Piso salarial dos professores da rede estadual de MG)
- Reforma do sistema político com Constituinte; contra a corrupção e pelo fim do financiamento empresarial de campanha
- Pela reforma agrária e reforma urbana
O primeiro encontro de movimentos sociais ocorreu em 2006, como afirmação de um projeto alternativo ao projeto neoliberal que se instalava em Minas.
De lá pra cá essa unidade que se criou veio se fortalecendo e não é atoa que já estamos em nossa 6ª edição. Mas, mais do que comemorar essa unidade, é o momento de lutar.
Estamos vivendo um momento de acirramento da luta política. O Congresso recentemente eleito tem se mostrado extremamente conservador e disposto a atender às demandas dos mais ricos em detrimento dos direitos do povo.
A direita através do Congresso e dos meios de comunicação trazem a tona pautas que retrocedem conquistas sociais, como a redução da maioridade penal, o PL 4330 que permite a terceirização total, retira direitos trabalhistas e enfraquece a organização e liberdade sindical e buscam enfraquecer a Petrobras no intuito de privatizá-la.
Diante desse quadro, é mais que urgente a nossa organização para garantirmos, de forma unitária, a defesa dos nossos direitos, denunciar os traidores do povo que estão no Congresso, pressionar o governo federal e o governo de Minas para exigir “as promessas de campanha”.
As atividades serão realizadas na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), na Rua Rodrigues Caldas, 30, Santo Agostinho – BH.:
30 de abril – quinta
19h – Debate sobre terceirização e PL 4330, promovido pela OAB e CUT
(Faculdade de Direito da UFMG – Praça Afonso Arinos)
01 de maio – sexta
08h – Missa do Trabalhador (Praça da Cemig)
10h – Ato do 1º de maio – Concentração na Praça Afonso Arinos
13:30h – Almoço
16h – Abertura (Praça da ALMG)
16:30 - Formação de núcleos de organização do encontro
19h – Janta
20h – Cultura
02 de maio – Sábado  
7h – Café da manhã
08:30h – Elementos para a conjuntura e orientação para trabalho em grupos
9h – trabalho de grupo
12h – almoço
14h Oficinas e Grupos de Debate
19h – Jantar
20h – Cultura
3 de maio – Domingo
07h – Café da manhã
07:30h – Intervenção na cidade
09:30h – Plenária de mulheres
12h – Plenária de síntese da conjuntura e calendário de lutas
13h Encerramento.