segunda-feira, 18 de março de 2019

Endeusar políticos é sintoma de transtorno mental

Do brasileiro mais anônimo ao militante mais sofisticado, todos parecem sofrer da mesma confiança cega no seu candidato.

Os brasileiros são os mais crédulos de todos com 62% de credibilidade em fake news. 

Por João Pereira Coutinho*

Todo mundo fala de “fake news”. Poucos falam de “fake readers”. E, no entanto, os segundos sempre me pareceram mais perigosos do que as primeiras. Produzir informações falsas ou conspiratórias sempre fez parte do DNA da espécie. Até Eva, que era Eva e vivia no Paraíso, não se conteve e foi um pouco “fake” com Adão no episódio da maçã.

Mas é preciso ter uma mente especial, igualmente falsa e conspiratória, para que as “fake news” possam nascer e prosperar. E, nesse quesito, há países e países.

O instituto de pesquisas Ipsos Mori resolveu estudar o assunto, informa o jornal “Daily Telegraph”. Entrevistou mais de 19 mil pessoas em 27 países. E concluiu, entre outras coisas, que os “fake readers” não se distribuem democraticamente pelo mundo.

Quando falamos de “fake readers”, falamos de pessoas com uma certa “tendência” ou “suscetibilidade” para acreditar em tudo que leem. Sem duvidar, sem questionar.

Itália ou Reino Unido, dois países que conheço bem, são pouco crédulos. Entre os italianos, só 29% confessam ter sido enganados por “fake news”. Entre os britânicos, só 33%.

Arrisco um: a desconfiança permanente que italianos e ingleses sempre manifestaram em relação ao poder. Por razões históricas ou filosóficas, ambos os povos sempre tiveram aquela centelha anarquista que permite olhar para a realidade com uma dose saudável de cepticismo.

Não é por acaso que Itália, depois da aberração fascista, tenha tido mais de 60 governos desde o fim da Segunda Guerra Mundial. Há traumas que nunca se esquecem.

E não é por acaso que Inglaterra, nas palavras do historiador Élie Halévy, tenha passado por todas as revoluções —industrial, social, cultural— sem nunca ter feito a Revolução (com maiúscula).

Mas no estudo do Ipsos Mori há um país que se destaca pelo seu impressionante grau de credulidade: o Brasil, que lidera a lista. Os brasileiros, ou 62% deles, são os mais crédulos de todos (a média é 48%). Em segundo lugar, com 58%, vem a Arábia Saudita. Como explicar isso?

Eruditos apressados dirão que a culpa é da colonização (e do atraso educacional); da herança católica (e da reverência cega perante a palavra escrita); ou, então, de ninguém: se o Brasil é um dos maiores consumidores mundiais de internet, é inevitável que o número de otários seja proporcional ao número de usuários.

Boa sorte nesse debate. Uma coisa é certa: se há algo que distingue o período eleitoral que o país vive é a existência de tribos —à esquerda e à direita, sem distinção— que cometem o supremo pecado em política: acreditar em políticos e batalhar obstinadamente por eles.
 

*João Pereira Coutinho é escritor, historiador e cientista político português. Colunista da Folha de S. Paulo.


Fonte: Folha de São Paulo

terça-feira, 12 de março de 2019

Reforma da Previdência vai prejudicar mais as mulheres

As mulheres e a reforma da Previdência de Bolsonaro

Estado ainda não pagou sua dívida com as políticas públicas

Beatriz Cerqueira*
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Antes de qualquer debate que envolva a vida das pessoas, é fundamental sabermos qual é a realidade em que elas vivem. Para discutir o que representará para as mulheres a reforma da Previdência Social apresentada pelo governo Bolsonaro, é necessário saber o que vivemos:

1) As mulheres dedicam, em média, 17,3 horas semanais na realização de atividades não remuneradas, contra 8,5 horas semanais por parte dos homens. Somando a dupla jornada que têm, pois exercem funções que deveriam ser assumidas por políticas públicas promovidas pelo Estado, as mulheres trabalham, semanalmente, 54,2 horas, enquanto os homens trabalham 49,9 horas semanais.
2) Em 2017, as mulheres correspondiam a 62,8% do total de aposentadorias por idade concedidas pelo Regime Geral de Previdência.
3) Do total de dependentes que recebem pensão por morte, 83,7% são mulheres.
4) Dos benefícios assistenciais aos idosos, 59,1% são destinados a mulheres.
5) Os atuais benefícios previdenciários pagos às mulheres são 31% menores do que a média paga aos homens.
Sobre o mercado de trabalho:
1) A remuneração média dos homens é 28,8% superior à das mulheres.
2) As taxas de desemprego são maiores entre as mulheres: 13,5%, contra 10,1% entre os homens. Se considerarmos o universo entre 19 e 24 anos, 27,2% estão desempregadas.
3) Quase metade das mulheres inseridas no mercado de trabalho não possui registro em carteira.
Diante dessa realidade, as propostas do governo Bolsonaro de aumentar o tempo de trabalho das mulheres, acabar com a aposentadoria por tempo de contribuição no Regime Geral de Previdência, atacar a aposentadoria das professoras (profissão constituída majoritariamente por mulheres) e trabalhadoras rurais, reduzir os valores dos benefícios e adotar medidas restritivas para a concessão de benefícios provocarão o aumento da pobreza das mulheres na velhice e ampliarão sua exclusão da Previdência Social.
O Estado brasileiro ainda não resolveu sua dívida com as políticas públicas. Não há vagas para todas as crianças na educação infantil, não há assistência ao idoso, as dificuldades no SUS tendem a aumentar diante do congelamento dos investimentos por 20 anos. Todas estas questões são hoje supridas pelas mulheres. São elas que saem do mercado de trabalho ou reduzem suas jornadas quando a família precisa cuidar da criança, dos idosos ou dos doentes. Por isso, sua jornada de trabalho não remunerado é reconhecida para a atual redução de tempo e idade para a aposentadoria.
Em síntese, a reforma da Previdência Social, se aprovada, exigirá mais sacrifícios das mulheres, agravará as desigualdades de gênero que existem no mercado de trabalho e penalizará, sobremaneira, esse importante universo da população brasileira, que tanto já faz para contribuir para o desenvolvimento do país.
Então, não adianta oferecer flores no Dia Internacional da Mulher e apoiar uma reforma que atacará as mulheres em sua sobrevivência. Nossas prioridades deveriam ser a geração de emprego, o fortalecimento de políticas públicas nas áreas de educação e saúde e o combate às desigualdades entre homens e mulheres.
Observação: os dados citados são da Pesquisa Nacional por Amostragem de Domicílios de 2017 e 2018.

*Beatriz Cerqueira é professora da rede pública estadual, ex-presidente do SIND-UTE, da Frente Brasil Popular e da CUT-MG. Atualmente, exerce o primeiro mandado de deputada estadual na Assembléia Legislativa de Minas Gerais. 
Fonte: OTEMPO, PUBLICADO EM 12/03/19 - 03h00

segunda-feira, 11 de março de 2019

Após 127 anos, jornal oficial de Minas Gerais não será mais impresso

O Minas Gerais continua disponível na versão digital e pode ser acessado na Agência Minas.

Foto: DivulgaçãoApós 127 anos, jornal oficial de Minas Gerais não será mais impresso
Periódico foi impresso pela última vez nessa sexta-feira (8)
A versão impressa do jornal Minas Gerais, o diário oficial do Estado, circulará pela última vez neste sábado (9), após 127 anos de existência. Conforme o governo estadual, a iniciativa visa a redução de gastos públicos e faz parte do processo de transformação digital do Executivo. O periódico continuará disponível na versão digital e no APP MG. 

O diretor-presidente da Prodemge, Rodrigo Paiva, acompanhou a impressão dos últimos exemplares, na noite dessa sexta-feira (8), no Parque Gráfico Renato Azeredo, no bairro Saudade. Segundo ele, a medida representa o fim de uma era, mas é necessária para ajudar a equilibrar as contas estaduais. 

“Estamos fazendo a coisa certa e evitando desperdício de dinheiro público. Este dia é um marco da transformação de Minas Gerais para o mundo digital, algo inexorável”, afirmou. O governo de Minas não especificou quanto será economizado com a extinção do jornal em papel.

Ontem, foram impressos 626 exemplares do Diário do Executivo e 438 do caderno Publicação de Terceiros e Editais de Comarcas.

O Minas Gerais continua disponível na versão digital e pode ser acessado na Agência Minas. O jornal também estará presente na nova versão do MG App, a partir de segunda-feira (11). No aplicativo, o cidadão poderá escolher a edição que preferir, fazer pesquisas no PDF do jornal e baixar o arquivo.
Fonte: Gazeta de Araçuaí

Reforma de Bolsonaro não acaba com privilégios de Juízes que recebem até R$ 250 mil por mês

Levantamento aleatório de 50 contracheques, em Tocantins, mostra distorção na renda.

PEC de Bolsonaro não acaba com essa situação. 

Juízes contribuem com apenas 6% para o INSS.

Juca Guimarães - 
Brasil de Fato | São Paulo (SP),11 de Março de 2019 às 09:46

Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 6/2019, apresentada pelo governo Jair Bolsonaro (PSL), com a justificativa de salvar o equilíbrio da conta da Previdência Social, sacrificando de um lado a contribuição e do outro a aposentadoria de milhões de trabalhadores, deixa na sombra e água fresca juízes, magistrados e membros do Ministério Público que recebem supersalários. 
Brasil de Fato teve acesso a 50 contracheques de juízes e desembargadores do estado de Tocantins, referentes ao mês de dezembro de 2018, e analisou os valores brutos, a contribuição previdenciária para o INSS e as gratificações, bonificações e prêmios.
O total dos subsídios (rendimentos) dos 50 magistrados foi igual a R$ 1,4 milhão. A esse valor foram somados mais R$ 448 mil em indenizações e outros R$ 5,2 milhões em direitos eventuais, o que inclui uma grande variedade de acréscimos como: auxílio-moradia, auxílio-paletó, ajuda de custo, auxílio-livro, gratificação por serviço extraordinário, gratificação por serviço cumulativo, gratificação por substituição, entre outros. 
O valor total de desconto para o INSS nos cinquenta contracheques analisados pela reportagem foi de R$ 419 mil, o que representa apenas 5,8% do valor creditado na contas dos juízes. O trabalhador com carteira assinada contribui com 8%, 9% ou 11%, de acordo com a faixa salarial. Os autônomos contribuem com 20% da renda. 
Para os juízes, a regra de contribuição para o INSS é de 11% sobre o salário para quem entrou no serviço público antes de 2013. Para quem entrou no Poder Judiciário depois desse ano, a contribuição é de 11% sobre o teto do INSS (R$ 5,8 mil). A mudança veio através da Lei 12.618, de 30 de abril de 2012.
Na prática, a contribuição dos juízes acaba sendo menor que a do comum dos trabalhadores, como demonstra o levantamento feito pelo Brasil de Fato, porque o cálculo não leva em conta as bonificações, os “direitos eventuais” e as gratificações. Uma distorção que é mantida na proposta de reforma apresentada pelo governo.
“No regime previdenciário, o tributo só incide sobre o valor que é levado para a aposentadoria. Como tais vantagens eventuais não são pagas aos aposentados, não há como incidir na contribuição previdenciária”, disse o procurador da AGU (Advocacia-Geral da União) Carlos André Studart Pereira.
Se fosse aplicada a alíquota de 22% (proposta pela PEC de Bolsonaro) sobre todo o rendimento, este grupo de juízes teria que pagar R$ 1,57 milhão de contribuição para o INSS. No entanto, como a proposta do governo continua sendo de fazer o desconto somente do salário, o valor arrecadado seria de R$ 320 mil. Uma perda de R$ 1,2 milhão por mês só na folha de 50 juízes. 
Os juízes participam pouco no esforço de contribuir com o equilíbrio do sistema de repartição simples, também conhecido como o pacto entre gerações, ou seja, quando a atual geração de trabalhadores, em conjunto com as contribuições das empresas e do governo, financiam os benefícios da geração anterior de trabalhadores que agora está aposentada. 
Entre os casos há, por exemplo, o de um juiz de Cristalândia, cidade no centro-sul de Tocantins, com 7.300 habitantes, que recebeu, em dezembro de 2018, R$ 27,5 mil de salário, mais R$ 3.408,79 de verbas de indenizações e R$ 100.833,95 de direitos eventuais. O total recebido pelo juiz nesse mês foi de R$ 141.742,91.
Esse juiz pagou R$ 6.050,02 de contribuição para o INSS (4,2% do total bruto) e R$ 11.618,02 de Imposto de Renda descontado na fonte. Em Cristalândia, o salário médio é de R$ 1.596 e só 9,8% da população é ocupada, segundo o IBGE.
Detalhamento dos rendimentos do mês de dezembro de 2018 de um juiz de Tocantins. 
 Thiago Duarte, da executiva da Associação Brasileira de Juristas pela Democracia  explica que a questão dos supersalários é uma realidade não só de Tocantins, mas do Brasil.
“O salário por si só já é alto. O máximo é de R$ 39 mil que é o que recebem os ministros do STF (Supremo Tribunal Federal).  Os juízes recebem mais de R$ 30 mil, mesmo no primeiro dia de trabalho dele. O problema é que além do super salário tem os penduricalhos, verbas recebidas e o auxílio-moradia é o mais clássicos e eles deixam de contribuir para o INSS e para o imposto de renda”, disse.
A gratificação por serviço cumulativo é pago para os juízes quando o volume de processos nas varas onde atuam ultrapassa o limite de mil novas ações por ano. O benefício é de um terço do valor do salário. Outra gratificação bastante comum é a de substituição ou de trabalho em mais de uma vara. Nesses casos, o juiz ganha um salário integral a mais, cumprindo a mesma jornada de trabalho, porém, dividida em dois ou mais locais diferentes. Trabalhos extraordinários também garantem créditos extras. Outra forma de aumentar a renda é a venda de folgas acumuladas ao longo do ano, além dos dois períodos de férias. Esses valores, por sua origem eventual, não entram na conta da contribuição para o INSS.
Fonte: brasildefato.com.br, em 11.03.2019

sábado, 9 de março de 2019

Machismo mineiro faz cinco vítimas de feminicídio por semana.

Em janeiro e fevereiro de 2019, 17 assassinatos do tipo foram registrados no Estado, segundo a polícia

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Vítima. Diarista morta nesta sexta-feira em BH conseguiu ir até o portão para pedir socorro, segundo testemunha
PUBLICADO EM 09/03/19 - 03h00

O lugar que deveria ser de paz é o tormento para muitas mulheres: dentro de suas próprias casas, onde várias sofrem caladas. Por semana, ao menos cinco mulheres foram vítimas de feminicídio em Minas Gerais somente nos dois primeiros meses deste ano – foram 45 casos ao todo, entre tentados e consumados, tendo sido 17 mulheres mortas em janeiro e fevereiro, segundo a Polícia Civil. 

Somente entre domingo esta sexta-feira (8), ao menos cinco vítimas foram assassinadas no Estado, conforme levantamento de O TEMPO

Cinco foram vítimas de estupro, e outras duas, de agressão. Apesar de as investigações estarem em curso, há evidências de que, no feminicídio da madrugada desta sexta-feira e nos dois casos de agressão, os companheiros das vítimas são os principais suspeitos.
Na data em que se celebrou o Dia Internacional da Mulher, a diarista Lilian Maria de Oliveira, 42, foi morta no bairro Goiânia, na região Nordeste da capital. O motivo do crime, conforme testemunhas, foi o volume da televisão a que ela assistia na companhia do suspeito, Cleuber Elias Silva Santos, 38. A discussão começou por volta de meia-noite. Irritado, Santos teria pegado uma faca na cozinha e, em seguida, golpeado a mulher. Ferida no lado esquerdo do tórax, ela teria conseguido caminhar até o portão, mas, depois, caiu.
“Escutei uma voz abafada, um grito. Os filhos chegaram, e ela ainda estava viva. Consegui sentir o cheiro dele de álcool do outro lado da calçada”, contou uma vizinha de 33 anos, que pediu para não ser identificada. Foi ela quem chamou a Polícia Militar. A vítima chegou a ser socorrida, mas não resistiu.

O suspeito foi preso em flagrante. À corporação, Santos disse que se aproximou da mulher para fazer cócegas, mas que ela se virou e acabou sendo atingida pela faca que estava em sua mão. Os filhos da diarista, no entanto, negaram a versão e afirmaram que o suspeito já tinha histórico de violência. Segundo a Polícia Civil, uma ex-companheira de Silva tinha duas medidas protetivas contra ele.

 

Estado teve três casos de estupro por dia em janeiro

Minas teve três casos de estupro por dia contra mulheres somente em janeiro deste ano. Foram 103 registros ao todo no mês, segundo a Secretaria de Segurança Pública (Sesp).
Para a coordenadora da Rede Estadual de Enfrentamento à Violência contra a Mulher, Tetê Avelar, não houve muito o que comemorar no Dia Internacional da Mulher. “Vivemos em uma sociedade em que a mulher sofre discriminação e tem menos oportunidades no trabalho, tem jornadas triplas e sofre violência só por ser mulher”, disse. Conforme a pasta, foram quase 145 mil casos de violência contra a mulher no ano passado.
Ligue 180
De acordo com o Ministério dos Direitos Humanos, só nos dois primeiros meses de 2019, houve o registro de 37 denúncias por dia de violações contra as mulheres em Minas.

 

Vítima tem rosto queimado com óleo

Por causa de ciúme devido a uma ligação telefônica, um homem de 40 anos colocou o rosto da namorada, de 30 anos, dentro de uma panela com óleo quente na noite de quinta-feira (7), em Uberaba, no Triângulo Mineiro. Nesta sexta, a fiscal de ônibus Simone Aparecida Araújo Costa, 33, foi encontrada morta e enterrada na casa do ex-marido em Betim, na região metropolitana. Simone estava desaparecida desde a última terça e foi achada com várias perfurações na cabeça.
Para a titular da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher de Belo Horizonte, Ana Paula Balbino, é imprescindível que a vítima rompa com o silêncio o mais rápido possível. Segundo ela, o feminicídio é a forma mais radical de violência, mas, antes, a mulher sofre agressões. “Temos violência moral, psicológica, sexual e patrimonial, não é só a física”, orienta. (Natália Oliveira/ Lisley Alvarenga/LF)
Denúncia
Para denunciar violência contra a mulher, ligue para o 180. O atendimento é feito 24 horas por dia, é gratuito e confidencial. Minas tem 72 Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher. Nas demais cidades, o registro da ocorrência pode ser feito na unidade policial da área.
Atendimento
A PM faz policiamento preventivo contra a violência doméstica. Em 2018, houve 42 prisões de autores monitorados.

Mulheres lutam contra violência, Reforma da Previdência e por igualdade de gênero

MULHERES DISPENSAM MENSAGENS DE PARABÉNS E PEDEM FIM DA VIOLÊNCIA.

08 de março foi dia de luto e luta contra o machismo, o patriarcado, a cultura do estupro, feminicídio e por  igualdade de gênero.
No lugar de flores ou parabéns pelo "Dia Internacional da Mulher", mulheres de todo o país manifestam, por diversas hashtags no Twitter que rememoram neste 8 de março a luta pela igualdade de gênero, o fim da cultura do estupro e da objetificação da mulher e principalmente, o clamor pelo fim do feminicídio.
8 DE MARÇO DE 2019 ÀS 19:47, na Rede Brasil Atual 
No lugar de flores ou parabéns pelo "Dia Internacional da Mulher", mulheres de todo o país manifestam, por diversas hashtags no Twitter que rememoram neste 8 de março a luta pela igualdade de gênero, o fim da cultura do estupro e da objetificação da mulher e principalmente, o clamor pelo fim do feminicídio. De acordo com dados do Mapa da Violência Contra a Mulher 2018, entre janeiro e novembro, só a imprensa brasileira veiculou 68.811 casos de violência contra a mulher, divididos em categorias como importunação sexual, violência on-line, estupro, feminicídio e violência doméstica. Desse total, os casos de assassinatos motivados por discriminação pela condição feminina são 15.925 registros.
"Troco flores por segurança, por poder ir e vir sem sentir medo de ser agredida, estuprada ou morta. Troco flores pelo direito de dizer não, de não ter minha vida roubada pelo fato de ser mulher", publicou uma usuária das redes.
"De Dia das Mulheres eu só quero o fim de mortes das nossas, fim da violência que uma de nós está recebendo neste exato momento. Eu quero o fim do silêncio e a voz da denúncia. Quantas de nós vamos morrer? Quantas vão ser apenas números? Eu só quero respeito", tuita outra internauta.
A recente pesquisa Visível e Invisível: A vitimização de mulheres no Brasil, realizada pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública avalia os dados da violência e do assédio contra mulheres como um reflexo da desigualdade de gênero, que ganha mais profundidade à medida em que é feito um recorte social e de raça, em que mulheres negras estão ainda mais expostas à violência interiorizada na sociedade brasileira.
Mas, como ressalta a deputada federal Talíria Petrone (Psol-RJ) em sua conta do Twitter, o Dia da Mulher é também uma data da resistência pela união feminina em todo o mundo. "Um chamado internacional de luta para que sejamos todas livres. É a denúncia da desigualdade e da violência que sofremos, mas também o anúncio de que nós, mulheres, estamos organizadas", afirma a parlamentar.
Mobilização mundial
De fato, por ocasião da data, mulheres de todo o mundo têm saído às ruas para protestar contra as condições sociais que tentam rebaixar a posição feminina.

Comum ao Brasil, a mobilização na vizinha Argentina também reflete questões associadas à política local com protesto contra o governo de Maurício Macri, tendo à frente da manifestação desta sexta-feira (08.03) o movimento Ni Una Menos que protagoniza a luta pelo aborto seguro e pelo fim da violência de gênero desde 2015.
Na Espanha, segundo informações do portal G1, trabalhadoras entraram em greve geral para reivindicar igualdade salarial. Organizada por grupos feministas, as mulheres conseguiram uma enorme adesão à paralisação que pede ainda por mais respeito.
Em Berlim, na Alemanha, pela primeira vez, a data tornou-se feriado, onde protestos também estão sendo organizados, de acordo com a Folha de S. Paulo, com apoio de entidades sindicais e organizações pelos direitos das mulheres e dos refugiados.
O feminicídio e a violência contra a mulher também foram pautados em Nairobi, capital do Quênia. O movimento de mulheres protesta para que o poder público local reconheça a gravidade desses problemas sociais e seja criado um plano nacional de combate à violência e morte dessas mulheres.

sexta-feira, 1 de março de 2019

Carnaval 2019: Mais de 100 mil caem na folia em diversas cidades do Vale.

Povo do Vale faz muita festa no Carnaval

Apresentação do Bloco Biri Biri, na Praça do Mercado de Diamantina.
Diamantina tem blocos, criatividade e irreverência 
Minas Novas vai de trio elétrico e Bloco Magalhães  
Trio elétrico em Minas Novas, abraçado por foliões muito animados.

Berilo pula com bandas e praia do rio Araçuaí 
Coronel Murta tem axé e praia do rio Jequitinhonha
Jequitinhonha anima ruas e praças com blocos caricatos
Uma migração de foliões invade as praias do sul da Bahia
O povo do Vale é alegre e festeiro. Os maiores carnavais do interior de Minas estão por aqui. 

Muitas cidades têm tradição de realização do Carnaval, blocos, fantasias, desfiles, concursos de marchinhas, matinês, bailes de idosos e o escambau. Tem de um tudo um pouco.

Muitos blocos já acabaram no tempo, outros renasceram. Fantasias muitas, esquecidas, são resgatados pela galera jovem, tiradas do baú dos pais ou da vovó. 
Mas, ainda são poucos que se fantasiam.

A moda é o bloco com vestimenta padronizada com bermuda e camiseta, 
música axé e o renascimento dos trios elétricos.

Essa semana as cidades se agitam e fervem de aprontações. 
Já entra em ebulição com a chegada de foliões, os filhos ausentes do Vale, o coração presente que vale.
O clima de festa, folia, farra, alegria, cantoria, dança, irreverência, criatividade, já transforma cada lugar, cada rua.

Carnavais mais antigos na animação e desfile de gente bonita são os mais
chamativos: Diamantina é atração sem igual, mas tem perdido muitos foliões pro carnaval de BH.
Minas Novas é do mais antigo trio elétrico e do, cada vez mais envolvente, Bloco Magalhães. 
Berilo tem bandas e praia de rio.  Itinga volta com força. 
Coronel Murta explode som automotivo e a praia no rio Jequitinhonha. 
Jequitinhonha  faz festa à beira do rio com muitos blocos.

Os foliões de municípios vizinhos vão para essas cidades. 
Geralmente, são contratadas bandas de música axé com um palco fixo na praça principal ou em praias dos rios Araçuaí e Jequitinhonha.

Algumas cidades procuram na realização do Carnaval botar fogo na energia 
festiva da moçada. 
Para o povo de Coronel Murta fazer folia na Praça e nas praias do
rio Jequitinhonha já tá valendo.

Outras cidades esperavam que as prefeituras contratassem bandas, mas a crise não deixou. 
Algumas fizeram isso, outras não, reclamando da crise e do dinheiro curto.

Porém, aqueles que gostam de carnaval e moram nesses e outros lugares já programaram viagens para outras cidades vizinhas do Vale.
Ou então, vão para as folias das praias de Porto Seguro, Prado, Alcobaça e Belmonte, no jequitinhonha baiano.

O que o povo do Vale não quer é perder a oportunidade de fazer festa nos dias de carnaval. 

O movimento em todas as cidades deve chegar a 150 mil pessoas brincando carnaval.

Diamantina: o Carnaval dos turistas

O carnaval mais famoso e diferente das cidades do Vale é o de Diamantina.
Diamantina tem característica específica com desfiles de blocos caricatos, 
com músicas próprias. 

O grande espetáculo é dos Blocos BatCaverna e o Bartucada que acontece há 30 anos. 
Mas tem também os desfiles de 50 Blocos tradicionais como Rato Seco, Sapo Seco, Xai xai, Barata Tonta e outros.
Para Diamantina vão turistas estrangeiros e de todos os estados brasileiros.
Muitos foliões do Vale já descobriram essa opção e para lá vão curtir 4 dias de canto, dança e fantasia.Os moradores da cidade alugam suas casas mobiliadas e viajam. Aproveitam para faturar algum.

É o carnaval mais forasteiro de todos. Há poucos diamantinenses curtindo
a festa. A preocupação com a preservação do patrimônio cultural tem levado a  população a cobrar da Prefeitura mais fiscalização e orientação aos foliões.

Neste ano, a Prefeitura e o Conselho de Patrimônio Cultural dividiram espaços na cidade para vários tipos de manifestações carnavalescas, indo de blocos, batuque, desfiles como som automotivo. 

Embora o carnaval de Diamantina tenha caído em número de participantes, a Prefeitura estima que cerca de 20 mil visitantes por dia passarão na cidade.

Minas Novas dança, pula 
e vai atrás do trio elétrico
“Atrás do trio elétrico só não vai quem já morreu...” 
O povo de Minas Novas conhece bem este canto frevoso de dança, de paz e folia do Caetano Veloso. Só que o povo não obedece: vai atrás, dos lados e na frente do trio elétrico.

O trio elétrico em Minas Novas arrasta multidões caindo no frevo

"O carnaval de Minas Novas é bom dimais...” Desde a década de 80, 
este frevo do Dalton Silveira Magalhães virou hino da festa foliona da cidade.
O carnaval de rua, com trio elétrico, é um dos mais tradicionais de Minas. 

Começou em 1975, com o Bloco A Patota que saía atrás de uma camionete
do Embrava. Eu tava lá, com a porta-bandeira.  Em 79, a caminhonete do Embrava, baiano radicado em Minas Novas, colocou caixa de som e uma banda comandada por Dásio Cisquim. 
A partir da década de 80, a Prefeitura e o comércio local  assumiram a organização da festa.
Há 39 anos, há um ou dois grandes trios elétricos rodando pelas
principais ruas da cidade, de 11 horas da noite até 5 horas da manhã. 

Há músicas axé, mas também rola marchinhas e frevo. Ninguém precisa
comprar abadá para dançar e pular atrás do trio elétrico.

Para Minas Novas, além dos moradores locais, há uma legião de minasnovenses que moram em outras cidades, principalmente de BH, que voltam pra terra. E contam também com foliões de Chapada do Norte, Capelinha, Aricanduva, Angelândia, Turmalina, Veredinha, Leme do Prado, José Gonçalves de Minas, Francisco Badaró e Jenipapo de Minas.

Muitas bandas e artistas estão escaladas pra animar a  festa: Barco a Vela, Batukerê, Roger Castro, Neto LX, Paulla Santos, Banda Cosmos e muitos outros. 

A organização prevê carnaval 20 horas por dia como Carnaval Cultural, Mercado do Samba, Carnaval na Barragem e festa nos Camarotes. E tem ainda os Blocos. 

O Bloco Magalhães, tradição de 12 anos, sai no sábado, pouco antes do Trio elétrico. 

Neste ano, a temática é a Banda da Taquara que faz parte da cultura popular do município com seus tambores e flautas de bambu ou canudos.
O Bloco Magalhães se apresentou no sábado anterior do Carnaval de BH, o que acontece há 4 anos.
Neste ano, no bairro Floresta, na Rua Sapucaí, no dia 23.02, arrastou cerca de 2 mil foliões que acompanharam um mini trio elétrico, com uma banda afinadíssima.
Já virou atração no grande Carnaval de BH.   
Veja video sobre o Bloco Magalhães que se apresentou nas ruas de BH:




Durante o dia, os carnavalescos minasnovenses vão para a Barragem
 das Almas, no rio Fanado, a 3 quilômetros da cidade.
Minas Novas sempre atrai cerca de 20 mil foliões todos os anos.



Berilo: carnaval de rua, bloco e rio
A cidade de Berilo tem um dos carnavais que mais cresce no Vale. 
No Médio Jequitinhonha, os foliões sempre se  divertiram com as bandas de axé, marchas e samba que tocam na Praça Dr Antônio Carlos, de 22 horas até 5 horas da manhã, de sábado a terça-feira. Há estimativas de mais de 3 mil pessoas brincando carnaval este ano.

Neste ano, tem trio elétrico que roda pelas ruas de Berilo.
No domingo e na terça, de manhã, sai o Bloco Ressaca, com a irreverência de crianças, jovens e adultos.

À tarde, a galera vai pra beira do rio Araçuaí, na prainha, onde há um som maneiro que agita todo mundo.

O Bloco Ressaca sai todos os domingos e terça do Carnaval.

Durante o dia, a população e os foliões vão para a beira do rio Araçuaí, onde há praias e barracas, com som de músicas de carnaval, funk, batuque e axé.
Aqui, uma turma da velha guarda do Bloco Ressaca: Banu, Altemar, Altair, Eric e Dim de Osvaldo.

Toda a festa carnavalesca é patrocinada pela Prefeitura Municipal, Câmara dos Vereadores e Conselho de Patrimônio Cultural.

Coronel Murta traz folia na praça e na praia

O carnaval de Coronel Murta nasce e renasce com um força potencial: 
o povo da cidade é folião por natureza. Faltava a iniciativa de organização. 
Nesse ano, há som automotivo na praça, patrocinado pela Auto-Escola Mariano.

A praia do rio Jequitinhonha atrai o povo do lugar e das cidades vizinhas de Araçuaí, Rubelita, Taiobeiras e Salinas. 
A marca de Carnaval em Coronel Murta é alegria! 
Durante o dia, a moçada vai para a beira do rio Jequitinhonha, curtindo a 
praia  que restou após a construção da Barragem de Irapé, a montante, a cerca de 70 km, pros lados de Berilo e Grão Mogol.

Jequitinhonha: Carnaval de rua com 18 blocos pra fazer a folia
O carnaval de rua da cidade de Jequitinhonha, no Baixo Jequitinhonha, é um dos mais animados do Vale do Jequitinhonha. 
Além das bandas na rua, há 18 blocos que juntam e animam a galera, turma, gueto ou que tais, em uma identidade qualquer. 


Tem bloco com preço de abadá que espanta o povão.


Os blocos mais populares são a Mulinha, Banda Mole e o Bloco do Calango. Mas tem bloco pra todo gosto. Os abadás ou camisetas são preços simbólicos para a turma da periferia ou mais pobres. 

Confira o video com os Blocos Banda Mole e Mulinha:


Nos blocos da turma da elite os valores altos dos abadás são até mesmo para "não misturar".

Jequitinhonha é palco de um dos melhores carnavais do interior de Minas Gerais. Blocos caricatos, shows na praça de eventos com bandas diversas, muita gente bonita e aquela animação que só o povo jequitinhonhense tem.

Muitos vão, levam a família e amigos e se divertem no Carnaval 2019 de 
Jequitinhonha.

Outros preferem os pequenos grupos de batucadas, à beira do rio Jequitinhonha.
A organização prevê mais de 10 mil foliões nas ruas de Jequitinhonha.

A Grão Folia tem banda na praça e os tradicionais Blocos caricatos

A histórica Grão Mogol, na margem esquerda o rio Jequitinhonha, no norte de Minas, promete promover um dos carnavais mais animados do interior de Minas. Na cidade, além de curtir a folia, os foliões podem  desfrutar da beleza do antigo casario (feito de pedra) e dos atrativos naturais dos arredores, como a praia do Vau no rio Itacambirassu com sua areia muito branca, águas claríssimas, límpidas e cachoeiras.  

De acordo com a prefeitura, que organiza a festa, a expectativa é de receber 15 mil visitantes (mesmo numero da população do município) durante o período momesco. 


Muitos moradores aproveitam a ocasião para ganhar uma renda extra, alugando suas casas para os foliões. Também existem duas áreas de camping, oferecendo uma alternativa para a galera que prefere carregar suas barracas. 

“Durante o carnaval, muitas pessoas que nasceram aqui retornam para curtir a festa e também para rever os parentes. O carnaval se torna uma grande festa das famílias de Grão Mogol”, afirma os moradores.

Situada numa área montanhosa,  Grão Mogol tem como outro diferencial o clima ameno. Nem parece que é a cidade fica no Norte do estado, região conhecida pelas altas temperaturas. 


A folia acontece no circuito do carnaval, entre a praça Coronel Janjão (a conhecida praça  beira rio) e rua Cristiano Relo, no centro histórico da cidade. 

A festa é aberta na sexta-feira à noite, indo até a terça feira, com muitas bandas. A Banda de Música A Furiosa toca marchinhas de antigos carnavais. Há também matinês, carnaval infantil, desfiles de blocos caricatos, com destaque para o Bloco das Virgens.

Confira o video do desfile do Bloco das Virgens, de Grão Mogol:

Há dois palcos armados para a apresentação das bandas.
O carnaval tem a realização da Prefeitura Municipal.

Itinga faz resgate de antigos carnavais

"Nesse dia 01 de março, sexta- feira, Itinga deu "Grito de Carnaval".

Foi o ponta pé inicial para o Carnaitinga 2019! 

Para celebrar a essência do carnaval, a Prefeitura Municipal de Itinga, junto a Secretaria de Educação e Cultura e o Conselho Municipal de Patrimônio Cultural, trouxe o Carnaval do Resgate. 

Um carnaval feito de muita marchinha, como nos velhos tempos. 
A noite ficou por conta da banda de marchinha "Grêmio Cultural Bartolomeu Almeida Franco", que abrilhantou ainda mais o nosso evento. 

Jovens, adultos, idosos, crianças e mascarados, em um só lugar, fazendo valer uma cultura que além de muito boa, é necessária ser revivida! 
O Mercado Municipal, foi o lugar que acolheu todo esse povo cheio de fervor e euforia, jogando pra fora a alegria desse evento que é tradicional e único!"
Texto e fotos de Jô Pinto.



Itamarandiba faz festa com carnaval de rua 
A cidade faz carnaval de rua com a apresentação de várias bandas e blocos puxando o cordão da alegria, sempre em direção à Praça dos Agricultores, onde a folia acontece à noite toda, em cinco dias de carnaval. 
Blocos se apresentam em todos os dias da folia.

Calcula-se que mais de 5 mil foliões curtirão a festa de momo nas ruas de Itamarandiba.
Almenara renasce o seu carnaval de rua

Com promoção da ACCAL e apoio da Prefeitura e Câmara Municipal , Almenara faz renascer o espírito folião do seu povo.
Nos dias 02, 03 e 04 de março, haverá palcos, trio e blocos animando do carnaval dos almenarenses.
Espera-se a participação de cerca de 6 mil pessoas, nos três dias de folia.
Porto Seguro atrai mais de 8 mil turistas do Vale do Jequitinhonha
As praias do sul da Bahia como Porto Seguro, Arraial da Ajuda, Prado, Ilhéus, Belmonte e Alcobaça atraem mais de 8 mil foliões de todo o Vale do Jequitinhonha. 
São mais de 100 ônibus que saem da região do Vale e norte de Minas.
Fora os carros de passeio e vans.
Muitos vão curtir a praia durante o dia, puxar uma boa soneca à tardinha e cair na folia, à noite,  atrás dos trios elétricos que agitam as cidades praieiras.
Porto Seguro apresenta atrações nacionais .