domingo, 19 de novembro de 2017

Professor de Minas Novas é destaque no Prêmio Professores do Brasil

Projeto do professor Adalgísio  Gonçalves,

da Escola  Estadual Costa e Silva, foi premiado. 

O professor Adalgísio está muito feliz como a premiação do trabalho da equipe de 
estudantes que ele coordenou.

A etapa regional do Prêmio Professores do Brasil já tem seus vencedores e os professores mineiros se destacaram na iniciativa.

Ao todo, foram escolhidos, entre professores de todo o país, 30 vencedores na seleção regional. No dia 06 de dezembro de 2017, será realizada a cerimônia de premiação da 10ª Edição do Prêmio Professores do Brasil, na Praça das Artes, na cidade de São Paulo. Nesta data, também serão conhecidos os seis vencedores nacionais desta edição.
Gracielle Leite da Silva foi a vencedora na categoria Ensino Fundamental – Ciclo de Alfabetização (1º, 2º e 3º ano). Ela desenvolveu com seus alunos o projeto “Educação do Campo: um jeito de ensinar através do meio onde se vive”, que teve por objetivo motivar os estudantes a valorizar a cultura do local onde vivem.
“Durante o trabalho busquei, através de ações em conjunto com a comunidade e a equipe pedagógica da escola, possibilitar aos alunos atividades multidisciplinares de forma articulada com as vivências e experiências do homem do campo”, conta a professora. A escola onde a educadora atua está localizada na zona rural.
O primeiro passo para a realização do projeto foi levar uma moradora antiga da comunidade para contar como foi sua infância. Os alunos fizeram uma série de perguntas que abordaram como era a merenda na época em que ela estudava, as brincadeiras e como era a escola.
“Depois, trabalhei a produção escrita com os alunos e, usando materiais da própria natureza, como folha seca e gravetos, os alunos recriaram o que haviam colocados em seus textos. Também trabalhamos o tema da preservação ambiental. Já em parceria com a professora de Educação Física, convidamos os pais para virem a escola e reviverem brincadeiras da época em que estudavam”, destaca Gracielle.
Para a professora, ser escolhida como destaque regional simboliza o reconhecimento do seu trabalho. “A grande importância do Prêmio é o reconhecimento do trabalho do professor e minhas expectativas para a fase final são as melhores. Com meu projeto, os maiores beneficiados foram os alunos. Só de ter sido selecionada os alunos já ficaram muito felizes, eles chegam pra mim e falam: ‘tia, a gente mora na roça, mas a senhora conseguiu ganhar’. Isso é muito bom, mostra pra eles que os sonhos podem se realizar”, comemora Gracielle.


Um dos destaques é Gracielle Leite da Silva, da Escola Estadual Pedro de Oliveira, no distrito de Ponte Alta de Minas, município de Carangola (Crédito: Arquivo pessoal).

Trabalho destaque no Ensino Médio
Na categoria Ensino Médio, o representante mineiro é Adalgisio Gonçalves Soares. Professor de Matemática. O  educador conta que todo início de ano se reúne com seus alunos para escolher o projeto que será desenvolvido ao longo do ano letivo. Todo o projeto deve desenvolver a Matemática de forma lúdica.
“Este ano, os alunos resolveram elaborar o festival de curtas, basedo na obra do matemático brasileiro MalbaTahan. Nós não sabíamos como executar a ideia, por isso, buscamos na internet como fazer um roteiro, filmar e editar. Depois os alunos leram contos do autor e fizeram a adaptação para a forma de curta”, afirma Adalgisio. Todo o trabalho foi apresentado na praça da cidade para toda comunidade.
Segundo o professor, a ideia do projeto é aproximar o aluno cada vez mais da disciplina. “Já trabalhamos com festival de paródia e de teatro. Cada ano é uma ideia diferente. Sempre inserindo os conteúdos matemáticos. A iniciativa é para quebrar um pouco a resistência do estudante com a disciplina e deixar o conteúdo mais próximo da realidade deles. O resultado do trabalho é evidente”, destacou.

Adalgisio desenvolveu projeto para aproximar alunos e disciplina (Crédito: Arquivo pessoal)

Andrea Rodrigues de Oliveira foi destaque na categoria pré-escola, com o projeto “Identidade, Arte e Literatura: uma parceira colorida”.
Prêmio Professores do Brasil
A premiação busca reconhecer, divulgar e premiar o trabalho de docentes de instituições públicas que contribuem para a melhoria dos processos de ensino e aprendizagem desenvolvidos nas salas de aula.
A premiação é dividida nas etapas estadual, regional e nacional. Os professores cujos relatos foram classificados para a etapa regional deverão gravar um vídeo de até um minuto e trinta segundos, apresentando um resumo do seu relato, conforme as orientações no site do Prêmio.
Na primeira fase, foram homenageados com uma placa 486 professores selecionados entre os três mais bem avaliados, por categoria, de cada estado. Desse total, os 162 melhores passaram para a regional, em que serão premiados 30 profissionais, que receberão R$ 7 mil reais cada, troféu e uma viagem de oito dias para a Irlanda, em 2018, para participar de capacitação custeada pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes).
Já na etapa nacional, além dos prêmios recebidos nas fases anteriores, seis docentes autores dos melhores relatos de prática pedagógica, um de cada categoria – dentre os 30 (trinta) classificados na etapa regional – ganharão mais R$ 5 mil reais e troféu. Na categoria Temáticas Especiais, serão reconhecidos até 14 educadores. O autor do melhor projeto, em sala de aula, que tenha como foco o estímulo ao conhecimento científico por meio da inovação ganhará uma viagem de sete dias a Londres, capital da Inglaterra, onde participará de atividades educativas, interativas, palestras e visitas a museus.
O Professores do Brasil também premiará as escolas nas quais foram desenvolvidas as 30 experiências selecionadas na etapa regional com placas comemorativas e equipamentos de informática atualizados com softwares de conteúdo educacional que facilitem o processo de ensino e aprendizagem.
Fonte: Agência Minas

Bim é eleito novo prefeito de Jordânia

Eleições extemporâneas aconteceram neste domingo, após cassação de prefeito e vice.

Jordânia faz festa na eleição do Bim como novo prefeito.
A eleição extemporânea em Jordânia aconteceu neste domingo, 19/11/17, devido à cassação do prefeito e vice, eleitos em 2016.

Bim concorreu pela coligação “Jordânia Cada Vez Melhor”, formada pelos partidos do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB) e da Social Democracia Brasileira (PSDB). O vice da chapa é o comerciante Elpídio Alves de Alcântara (PMDB), de 54 anos.
O produtor agropecuário Edésio Samento Silva (PDT) , de 71 anos, concorreu pela primeira vez nas eleições municipais, tendo como vice a professora Robéria de Almeida Gobira (PSD), de 46 anos. 

Dos 7.938 eleitores de Jordânia, 2.076(26,15%) não compareceram para votar; 63 (1,07%) votaram em branco e 187 (3,19%) votaram nulo.
Quem é BIM
Bim é Técnico de Enfermagem, trabalhou no Hospital de Jordânia. Foi vereador por dois mandatos, Secretário de Obras e Secretário de Saúde. Ele é muito respeitado como uma pessoa trabalhadora, de família pobre, tendo trabalhado desde cedo em atividades como jardineiro, limpador de lotes para ajudar nas despesas da família e custear seus estudos.
Tem 39 anos. Casado, tendo uma filha.

sexta-feira, 17 de novembro de 2017

Criminalidade em Pedra Azul será debatida na Assembléia Legislativa

Segurança Pública terá audiência na quarta (22.11), para averiguar 

denúncias de crimes como homicídios, estupros e roubos

Foto: arquivoCriminalidade em Pedra Azul será debatida em comissão
Vista parcial de Pedra Azul
Com o objetivo de discutir e buscar soluções para problemas relacionados à segurança pública no município de Pedra Azul (Vale do Jequitinhonha), a Comissão de Segurança Pública da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) realiza reunião. A audiência pública será nesta quarta-feira (22/11/17), às 14h30, no Plenarinho I. 
O evento foi motivado pela gravidade dos relatos do vereador e do ex-prefeito de Pedra Azul, Cícero Magno Mendes e Ricardo Mendes Pinto, respectivamente. 
Os dois informaram a ocorrência de crimes como homicídios, estupros e tráfico de drogas, além de furtos e roubos, inclusive de cargas na cidade. Segundo eles, a maior parte desses eventos tem relação direta com a proximidade do município com as rodovias MG-251 e MG-116. 
Foram convidados para a reunião representantes das Polícias Militar, Civil, Federal e Rodoviária Federal, além de autoridades dos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário locais, bem como do Ministério Público. 
Fonte: ALMG

Jordânia elege novo prefeito neste domingo, 19.11

Novo pleito foi marcado pelo TRE após 

cassação de prefeito e vice eleitos em 2016

Foto: arquivoEleitores de Jordânia escolhem novo prefeito neste domingo(19)
Dois candidatos disputam a preferência dos 7.938 eleitores do município
No próximo domingo (19.11) a população de Jordânia, no Vale do Jequitinhonha, volta às 
urnas para escolher novo prefeito e vice por meio de eleições suplementares. 
Duas candidaturas disputam os votos de 7.938 eleitores.

Bim Meira (PMDB) e Edésio Sarmento (PDT) disputam o cargo de prefeito em Jordânia
Bim Meira (PMDB) e Edésio Sarmento (PDT) disputam o cargo de prefeito em Jordânia
 A chapa “Jordânia Cada Vez Melhor” tem como candidato a prefeito Marques-uel Meira de 
Oliveira (PMDB), conhecido como Bim. Segundo informações divulgadas ao Tribunal Superior
 Eleitoral, ele tem 38 anos e possui R$ 83 mil em bens; Marques-uel já foi candidato a 
vereador da cidade em duas oportunidades.

Elpidio Alves de Alcântara (PMDB), de 54 anos, é o candidato a vice da chapa. 
Ele é comerciante e possui R$ 355 mil de patrimônio. 
Elpidio também era o vice da chapa que foi cassada em agosto. 
A chapa “Juntos, cada vez mais fortes” tem Edésio Samento Silva (PDT) como candidato 
a prefeito. Ele tem 71 anos, é produtor agropecuário e possui R$ 130 mil em bens; 
ele concorre pela primeira vez nas eleições municipais. A vice dele é Robéria de 
Almeida Gobira Lieberenz (PSD), de 46 anos. Ela é professora e possui R$ 103 mil 
de patrimônio.
O município tem 26 seções eleitorais, distribuídas por cinco locais de votação. 
Serão utilizadas 26 urnas eletrônicas. 

Entenda o caso

  O novo pleito foi marcado pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE) após 
prefeito reeleito em 2016, com 3.166 votos, Watson Silva Luz (PMDB), 
ter o registro cassado por prática de conduta vedada a agente público e 
abuso de poder político em período eleitoral.
 Desde então, o presidente da Câmara, Silmário Gusmão de Oliveira (PRB), 
assumiu a chefia do Executivo interinamente até que o novo prefeito seja empossado.
Fonte: G1

segunda-feira, 13 de novembro de 2017

Jovem de Itamarandiba é a primeira mulher a narrar uma partida de futebol em Minas





Do campo à narração: a história de Isabelly Morais, 

a primeira mulher a narrar futebol em Minas Gerais.

Repórter da VAVEL Brasil faz história no rádio mineiro ao narrar América e ABC, pela Série B; veja a trajetória de superação da locutora.
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Do campo à narração: a história de Isabelly Morais, a primeira mulher a narrar futebol em Minas Gerais

Isabelly após a final da Copa do Brasil (Foto: Marcello Neves/VAVEL Brasil)



Dia 7 de novembro é comemorado o 'Dia do Radialista' em diversos países na América do Sul. No Brasil, não é exceção. Mas a radiofonia nacional ganhou um capítulo importante no que diz respeito à sua história. Na noite desta terça (7), coube a Isabelly Morais, repórter do portal VAVEL Brasil e da Rádio Inconfidência, narrar a partida entre América-MG e ABC, às 19h15, pelo Campeonato Brasileiro Série B, tornando-se a primeira mulher a narrar uma partida de futebol na história do rádio mineiro.

"Hoje não tenho a dimensão do quanto isso é importante, talvez tenha lá na frente quando ver outras mulheres fazendo isso. O que eu tenho é uma sensação prazerosa de ter essa coragem, de enfrentar um meio muito machista, de levantar a cabeça. O que eu quero é focar no meu sucesso profissional", disse Isabelly, quando perguntada sobre a sensação de estar vivendo sua primeira narração.

Pioneira em Minas Gerais, ela se junta a ícones como Renata Silveira, a primeira mulher a narrar uma partida de Copa do Mundo, pela Rádio Globo/RJ, e Mayra Lemos, que participa de transmissões na Rádio Globo/SP. Outra destaque é Glenda Kozlowski, que narrou modalidades olímpicas na Rede Globo, mas não chegou ao futebol. E para fazer um apanhado geral, a NFL teve a primeira mulher narradora da história: Beth Mowins, no Monday Night Football.

No domingo, 12.11, Isabelly  enfrentou mais um desafio ao narrar a primeira partida de Série A do Brasileirão: Atlético e Bahia, que terminou com o placar de 2 x 2.

Aos 20 anos, o caso de Isabelly é mais um entre as histórias de quem deixou sua terra natal para crescer na cidade grande. Natural da cidade de Itamarandiba, município de 34 mil habitantes, no Vale do Jequitinhonha, no nordeste de Minas, deixou sua terra e a companhia de sua mãe, Dona Marilene, para estudar na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

"Sou apaixonada por jornalismo esportivo. Entrei na graduação pensando em canalizar todos os meus esforços para a área esportiva. Poder fazer tantas funções na área que me encanta é uma motivação. Me motiva descobrir que posso lidar com tantas funções no jornalismo", conclui ao se lembrar dos vários cargos, matérias e conteúdos que produziu até então.




Foto: Moura Panda/América-MG
Foto: Moura Panda/América-MG
Seu início na VAVEL Brasil foi em 2016. Na ocasião, Isabelly era uma das responsáveis pela cobertura do Cruzeiro. Pouco tempo depois, passou a fazer parte da editoria de vôlei e fez várias coberturas de jogos das Superligas Masculina e Feminina, além do Mundial de Clubes, sediado em Betim. Neste ano, tornou-se setorista da Raposa e uma das coordenadoras da editoria de Minas Gerais.

Confira a narração de Isabelly Morais

Isabelly, no entanto, não ficou apenas na mídia online. Também neste ano, mais especificamente em junho, ela iniciou estágio na Rádio Inconfidência, uma das mais tradicionais de Minas Gerais. Chegou ao veículo como uma típica mineira, 'quietinha', mas logo ocupou espaço nos microfones. Passou a apresentar o programa 'Esportes Pelo Ar', 'Primeira Esportivas' (escute abaixo), e as reportagens de campo em partidas de América, Atlético e Cruzeiro. 
Dona de sorriso largo, não costuma se acomodar perante às dificuldades. No fim de março, por exemplo, Isabelly estava à caminho da Arena do Minas, para acompanhar Minas Tênis Clube x Rio de Janeiro, pela semifinal da Superliga Feminina de Vôlei. Quando aguardava pelo segundo ônibus, foi surpreendida por um assaltante, que levou, além do seu telefone celular, sua mochila contendo o notebook, com todas as matérias de faculdade, do site, e sonhos. Sonho de crescer profissionalmente, como conta.

Isabelly se abateu naquele instante, pois viu tudo se ruir em questão de segundos. O telefone celular e o notebook foram repostos, mas, muito além disso, ela viu como nunca o apoio dos familiares, amigos e colegas de profissão, que se uniram para trazer a alegria da narradora desta noite de volta. A transmissão pela Rádio Inconfidência começa às 19h, durante a Jornada Esportiva. Na VAVEL Brasil, a partida será narrada em tempo real através do site.
Isabelly, de azul, acompanhando a coletiva (Foto: Washington Alves)
Isabelly, de azul, acompanhando coletiva de imprensa na Toca da Raposa II (Foto: Washington Alves/Cruzeiro)

"Não sei a dimensão disso tudo"

Os efeitos da ansiedade já mostravam sinais em Isabelly. Inquieta como sempre, passou a madrugada no telefone e pouco conseguiu dormir. Quando acordou, teve dificuldades para se alimentar. "Comi apenas uma banana de manhã", diz ela, correndo também no horário de almoço pois tinha que estudar. Deixou a UFMG após ter aula sobre tática (sim), disciplina eletiva. Escolha da própria por gostar do assunto, mesmo não sendo obrigatória para conclusão.

"Não sei a dimensão disso tudo" - Isabelly Morais
Já em casa, pouco teve tempo para descansar. Recebeu ligações de parabenização de pessoas conhecidas, desconhecidas e de quem jamais imaginaria que entrariam em contato. Na sua rede social, as mensagens bombavam, perdendo a conta de quantas vezes teve que atualizar para responder todo mundo. Educação que ganhou de berço é uma de suas características pessoais.

"Nunca recebi tanta mensagem assim, não sei como responder, é tudo novo. Eu atualizo a página e surgem mais 60, 70 novas mensagens, tudo de pessoas desejando boa sorte e dando parabéns. Nunca imaginei que teria tanta gente torcendo por mim dessa forma, gente famosa, jornalistas, jogadores, é tudo muito novo", disse ela após mais uma atualizada em sua conta.

Isabelly sempre foi elogiada pelo seu estudo antes das partidas. É o que destaca José Augusto Toscano e Marcello Neves, editores da Rádio Inconfidência e da VAVEL Brasil, respectivamente. Para ambos, o seu trabalho de campo sempre se destacou pelo conteúdo que leva às partidas. Ela desligaria a ligação horas depois pois precisava estudar e se concentrar, como de costume.

"Eu estou ansiosa, estou andando pela casa toda. Estou calma, mas estou inquieta. Até o Juninho Pernambucano entrou em contato comigo, o pessoal do Redação SporTV entrou em contato para eu participar ao vivo com eles, o repórter do UOL quer falar comigo. Eu não sei a dimensão disso tudo", comentou enquanto se preparava para o jogo.
E o dia de Isabelly até a hora do jogo foi esse: desligava a internet, estudava, tocava o telefone, respondia as mensagens, respondia, voltava a estudar, voltava a atender o telefone. Famosa do dia para a noite, não gosta de ser chamada de estrela. Prefere a palavra inspiração, seu desejo para as gerações de mulheres que virão depois dela. Reuniu seus papéis, respirou fundo, pegou suas coisas e saiu de casa.

Quando chegou na Arena Independência, foi surpreendida pela equipe do portal Superesportes, que entrevistaria-a antes da partida. Foi a primeira de muitas novidades que viveria naquele dia. Se despediu após uma mensagem no WhatsApp, que lhe arrancaria um grande sorriso. Pelo momento e pela situação, era a maior experiência de sua vida. Ligou o microfone.


Tudo que veio depois é história.

"Imagina você narrando rápido assim"

"Mãe, acho que vou narrar um jogo". Essa foi a mensagem que piscou no celular de Dona Marilene, no horário de almoço, semanas antes da escala da partida ser definida. Para ela, confidenciou as conversas com seu editor sobre estar sendo preparada para o momento. Melhor amiga, claro, sua mãe a apoiou.

Isabelly lembra das brincadeiras com a própria mãe quando era pequena. A maior de todas era a mesma de sempre: seu ritmo de fala, característica que carrega até hoje. "Dê uma palavra que ela monta um programa inteiro em cima disso", brincam seus amigos na Rádio Inconfidência. Ela lembra dos comentários e do quanto sua mãe falava sobre isso quando era uma criança.

"Minha mãe sempre me apoiou muito, ela brincavam comigo sobre como eu falava rápido. Falava: 'Já pensou você narrando falando rápido desse jeito? Precisa falar mais devagar'. É algo que levo até hoje e algo que tenho me corrigido bastante. Mas, mesmo com as brincadeiras, ela sempre me apoiou bastante", destacou ao enviar uma mensagem para Dona Marilene, que estava em horário de serviço naquele momento.

O abraço de Marilene está a 467 quilômetros de distância, ou seis horas de viagem de Isabelly, mas a relação entre elas permanece a mesma. Os sorrisos que duram horas nas chamadas telefônicos marcam os dias atuais, porém a despedida foi dolorida. Quando contou que deixaria Itamarandiba para estudar na capital, as lágrimas vieram. A filha virou passarinho e voou.

"Nunca fui jornalista e me tornei"

Mulher no esporte é, infelizmente, em pleno 2017, ainda um tabu. Por isso as conquistas são comemoradas, para lembrarmos da importância que elas têm em nossa sociedade. E a oportunidade não caiu do céu para Isabelly. Pelo menos é o que indica o jornalista José Augusto Toscano, editor da Rádio Inconfidência, que promoveu tal oportunidade. 
"Já tivemos muitas repórteres na Rádio Inconfidência. Todas fazem um pouco, as meninas comentam, fazem reportagem, editam, apresentam, isso faz uma bagagem legal. Eu já tinha amadurecido a ideia com a Isabelly, deixei claro a ela que a queria como narradora. É uma das qualidades dela, é uma pessoa firme naquilo que quer. Ela disse que nunca foi narradora, eu respondi que nunca tinha sido jornalista e me tornei. É assim que as coisas funcionam", declarou.

E seu sucesso chegou à Espanha. É o que acontece quando Javier Robles, editor-chefe e CEO do portal VAVEL, comenta sobre a jornalista. Longe do Brasil, acompanha a evolução de sua produção através de relatórios enviados pelo editor nacional. No entanto, o reconhecimento pelo trabalho da mineira alcançou fronteiras internacionais.

"Isabelly é uma das repórteres mais talentosas que acompanhei pelo site. Sempre esteve citada nos relatórios feitos pelo editor-chefe do Brasil como destaque e exemplo de potencial a ser explorado. Cresceu bastante em pouco tempo e ganhou um espaço que não é comum nem mesmo no jornalismo espanhol. No Brasil, teve feitos que surpreenderam a todos. Recebo e-mails dos editores brasileiro falando sobre suas conquistas", diz Javier Robles, CEO do portal VAVEL, residente em Madri.
*Colaborou Andrey Mattos e Matheus Adler
Publicado no https://www.vavel.com, no dia 07.11.2017

Biofábrica é lançada no campus da UFMG, em Montes Claros.

Projeto visa beneficiar 1.500 famílias da região, com envolvimento de estudantes e professores da universidade.

Laboratórios que abrigam as atividades da Biofábrica atualmente (Foto: Demerson Sanglard/UFMG)

Nesta segunda-feira, 13 de novembro, às 14 h, o Instituto de Ciências Agrárias (ICA), campus da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) em Montes Claros, realiza o evento de lançamento da Biofábrica. 
O empreendimento é uma parceria da UFMG e da Secretaria Especial de Agricultura Familiar e Desenvolvimento Agrário (Sead) do Governo Federal, e vai receber atividades de ensino, pesquisa e extensão da universidade, com foco em biotecnologia, melhoramento genético de espécies vegetais e produção de mudas agrícolas.
As atividades da Biofábrica já são desenvolvidas em um laboratório da universidade, mas serão estendidas com a ampliação de sua estrutura física, tanto laboratorial quanto de campo. Com o investimento de R$1.344.000,00, do Governo Federal, serão construídos laboratório, estufas, viveiros, área de preparo de insumos, entre outros espaços. 
A Biofábrica ocupará uma área de cinco mil metros quadrados, ao lado do Centro de Pesquisas em Ciências Agrárias no campus do Instituto. As obras iniciam no próximo ano e a expectativa é que já estejam concluídas até o fim de 2018.
Além da área física, a Biofábrica também contará com um aporte de equipamentos e instrumentos como autoclaves de grande porte, usados para esterilização, câmara de fluxo laminar, que serve para a manipulação e trabalho com as mudas, incubadoras para o crescimento vegetal, entre outros.
De acordo com o professor Demerson Sanglard, coordenador técnico do projeto e professor do ICA, um dos objetivos da Biofábrica é integrar professores, estudantes e produtores rurais em uma troca de saberes entre universidade e comunidades tradicionais, de forma a impulsionar a produção da agricultura familiar da região Norte do Estado.
Ele destaca que cerca de 1.500 famílias da região serão diretamente beneficiadas com a oferta de mudas de espécies agrícolas nativas e de interesse no mercado regional, como banana, palma forrageira, mandioca e alho, além do apoio técnico aos agricultores. 
“O intuito é que tenham um efetivo aumento da renda e melhorias na segurança alimentar”, comentou Demerson. O professor destaca que assessoria técnica aos produtores vai contribuir com diagnósticos focados nas relações entre as plantas, o solo e o clima; na existência ou estratégias de combate de pragas; e também diagnósticos socioeconômicos.
Além destas ações, a Biofábrica também funcionará como um laboratório para apoio às aulas de graduação e pós-graduação, no qual os alunos poderão desenvolver aulas práticas e pesquisas científicas. Uma das principais atividades será o desenvolvimento de mudas vegetais em laboratório. “Comparado ao sistema convencional, a criação em laboratório possui inúmeras vantagens. Dentre elas, a produção em grande escala e curto espaço de tempo, o que resulta em uniformidade de desenvolvimento da muda e produção até 30% maior. Outro fator importante é que as mudas chegam ao campo livres de pragas e doenças”, afirmou Demerson.
Laboratórios que abrigam as atividades da Biofábrica atualmente (Foto: Demerson Sanglard/UFMG)

Laboratórios que abrigam as atividades da Biofábrica atualmente (Foto: Demerson Sanglard/UFMG)

Plantas cultivadas na Biofábrica (Foto: Demerson Sanglard/UFMG)

Plantas cultivadas na Biofábrica (Foto: Demerson Sanglard/UFMG)

Plantas cultivadas na Biofábrica (Foto: Demerson Sanglard/UFMG)

Plantas cultivadas na Biofábrica (Foto: Demerson Sanglard/UFMG)

Prédio do Centro de Pesquisas (Foto: Demerson Sanglard/UFMG)

Áreas das atividades de campo da Biofábrica atualmente (Foto: Demerson Sanglard/UFMG)

Serviço:
Lançamento da Biofábrica do Instituto de Ciências Agrárias da UFMG
Data: segunda-feira, 13 de novembro
Horário: 14h
Local: Auditório do Bloco C, no Instituto de Ciências Agrárias – ICA/UFMG
(Avenida Universitária, 1.000, Bairro Universitário, Montes Claros-MG)
Fonte: Assessoria de Comunicação do ICA - Instituto de Ciências Agrárias da UFMG, campus Montes Claros.