terça-feira, 25 de julho de 2017

Ponto dos Volantes: Cavalgada da Amizade e shows atraem multidão

O evento já é uma tradição do lugar.

Foto: divulgação Cavalgada da Amizade e shows atraem multidão em Ponto dos Volantes
Milhares de pessoas se concentraram na praça dos Andrades durante a festa.
Pelo menos 300 cavaleiros participaram na tarde de sábado (22) da tradicional Cavalgada da Amizade, em Ponto dos Volantes, no Vale do Jequitinhonha (MG).

A concentração começou por voltas das 14h, na Praça da Matriz, e reuniu centenas de pessoas de todos os cantos do município e de cidades vizinhas.

 O evento foi aberto com uma missa celebrada pelo Frei Natalino e, em seguida, uma grande comitiva partiu de Ponto dos Volantes em direção à comunidade de  Santa Terezinha, retornando para a Praça dos Andrades.


Cavalgada reuniu centenas de cavaleiros e amazonas.Cavalgada reuniu centenas de cavaleiros e amazonas.
 
Na comunidade de Santa Terezinha, o prefeito Leandro Santana, o vice Santim das Lajes, e vereadores entregaram à associação comunitária um kit para cercamento de nascentes, que evidencia a preocupação do Governo “Cuidando da Nossa Gente” com o aumento da capacidade de reserva de água para os produtores rurais e a revitalização da bacia do Córrego São João.
 
Prefeito Leandro Santana (ao centro), vereadores e cavaleiros (Foto: Divulgação)

 
Durante a noite, o evento contou com um espaço temático, denominado “Tenda da Amizade”, que serviu comidas típicas como: paçoca de carne, pé de moleque, beiju, queijo, rapadura e cachaça artesanal a todos os visitantes. Quem passou pelo local, viajou na história com uma retrospectiva das cavalgadas passadas.
 
A noite também foi animada com shows dos artistas locais e da banda Forró Boys, que atraiu cerca de 7 mil pessoas. A apresentação foi bem animada e, após o encerramento, a festa continuou  por conta do púbico que estendeu o evento até o sol raiar.
 
O evento foi realizado pela Prefeitura Municipal de Ponto dos Volantes. O prefeito Leandro Santana destacou a importância da Cavalgada da Amizade, que promove a união e a integração de toda a população do município. “Fizemos um grande evento, valorizando as nossas raízes e celebrando a amizade. Os Tropeiros e Trabalhadores rurais, em um município como o nosso, com 1.215 quilômetros quadrados, onde mais de 70% da nossa população está na zona rural, têm muitos desafios e por isso é extremamente importante nos mantermos unidos.”
 
Entrega de kit para proteção de nascentes na comunidade Santa Terezinha (Foto: Divulgação)

 
 
Evento reuniu mais de sete mil pessoas. segundo a organização (Foto: Divulgação)

 
 
Shows movimentaram a praça dos Andrades.
Fonte: Gazeta de Araçuaí/Aconteceu no Vale

Coronel Murta: Polícia evita divulgar caso de militar que atirou em cavalo

Responsável pelo atendimento à imprensa em Teófilo Otoni, disse que estava com a cabeça muito quente e não atendeu mais a reportagem.Caso repercute nas redes sociais.

Foto: redes sociais PM evita divulgar caso de militar que atirou em cavalo em Coronel Murta
O cavalo foi alvejado em uma das patas e região lombar
A Polícia Militar evitou divulgar o caso  de um policial  que  atirou em um cavalo  após uma cavalgada, em Coronel Murta,  região do Vale do Jequitinhonha (MG). Uma discussão com o dono do animal, teria motivado os disparos feitos por um sargento lotado no destacamento da cidade.

A situação ocorreu no final da tarde deste domingo (23), nas proximidades de um posto de combustíveis na entrada da cidade.


Caso provocou revolta de internautas nas redes sociais.Caso provocou revolta de internautas nas redes sociais.

Um vídeo  que circula nas redes sociais, está causando comoção,  revolta e indignação dos internautas. Nele, é possível ver diversas pessoas acariciando o animal,  que apresentava sangramento em uma das pernas e  o lombo. “ É um animal dócil. Não merecia isso”, comentaram. Até a manhã desta segunda-feira (24) quase 13 mil pessoas já haviam visualizado o  vídeo. A maioria dos comentários defende o afastamento e punição do  policial. " Os tiros foram disparados nas proximidades de um posto de combustíveis na entrada da cidade. Após o fato, o dono do animal seguiu para o local onde era realizada a festa, e denunciou a ocorrência no palco central.

A PM tentou evitar a divulgação da notícia. “ Como se trata de uma notícia negativa, envolvendo autoridade, precisamos de autorização do Comandante da Unidade, ou do Comando da 15ª Companhia Militar com sede em Teófilo Otoni para divulgar.”, disse o Sargento Ernani Martins, responsável pelo atendimento à imprensa em Araçuai, para onde a ocorrência foi enviada.

Durante toda a manhã  desta segunda-feira (24), a reportagem tentou obter sem sucesso as informações. Após prometer divulgar o fato, o Major Rodrigues, lotado no setor de Comunicação da 15ª PM de Teófilo Otoni,   evitou  a reportagem, desligando o telefone por várias vezes. " Estou com a cabeça muito quente",  argumentou o policial.

 Segundo testemunhas, após ser alvejado, o cavalo permaneceu no local,  e depois  retirado pelo proprietário que seria morador  em Araçuai , cidade a 47 km de Coronel Murta. Ele não foi localizado porque a PM não informou nem o nome nem endereço dele. O homem participava da cavalgada.

Testemunhas que  presenciaram o fato, disseram não  entender porque o animal foi alvejado. "Ele não tinha nada a ver, é um bicho pagão. Foi muita covardia. O policial deve ser punido por esta crueldade”, defendem os moradores.

As informações apuradas pela reportagem dão conta que a PM havia recebido denúncia que o cavaleiro estava empinando  o animal e fazendo manobras, expondo a riscos a integridade física das pessoas que participavam do evento, no centro da cidade.

Uma guarnição compareceu ao local e advertiu o cavaleiro que, segundo testemunhas,  desobedeceu as ordens da PM. Ele deixou o local e foi para um posto de combustíveis no trevo de entrada da cidade, e lá, estaria repetindo as manobras.

A polícia foi até ao posto e lá ocorreu um desentendimento entre o dono do cavalo e os policiais. Foi neste momento que o sargento disparou dois tiros contra o cavalo.
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A assessoria de Comunicação da 15ª Companhia Militar baseada em Teófilo Otoni, não  informou que providências serão tomadas para apurar os fatos .

O caso foi comunicado pela reportagem, ao Comando Geral da Polícia Militar em Belo Horizonte e à diretoria de Comunicação da PM que prometeu se pronunciar ainda nesta segunda-feira (24).

Fonte: Gazeta de Araçuai

domingo, 23 de julho de 2017

Felício Santos: 34º FESTIVALE começa hoje, com festa e esperança


O 34º FESTIVALE - Festival de Cultura Popular do Vale do Jequitinhonha começa neste domingo, em Felício dos Santos, no Alto Jequitinhonha, a 72 km de Diamantina.

Serão 7 dias de festas, esperança, reflexão, formação e curtição das principais manifestações de cultura popular do Vale do Jequitinhonha. 

Haverá de tudo um pouco. Shows musicais, poéticos, teatrais, de video. Exposição de artesanato, artes plásticas, fotos. Debates, reflexões, manifestações políticas "Nenhum direito a menos!", propostas de novas comunicações no Vale, revisão das caminhadas do FESTIVALE, análise de conjuntura na visão dos movimentos populares, novos desafios, ações ....

São 14 Oficinas que têm início nesta segunda-feira, indo até sexta-feira. No sábado, pela manhã, nas ruas de Felício dos Santos, haverá a apresentação dos trabalhos produzidos pelos membros das Oficinas.

Confira a Programação do 34º  FESTIVALE:

O FESTIVALE é um dos maiores eventos culturais do Brasil e da América Latina. É o mais longevo, acontecendo desde 1980, sempre em uma cidade da bacia do rio Jequitinhonha. É um momento de muita confraternização de artistas, grupos. agentes e gestores culturais do Vale do Jequitinhonha, no norte e nordeste de Minas, empoderando os movimentos de culturas populares. É festa, alegria e reflexão sobre a criatividade humana. Durante toda a última semana de julho, os participantes se envolvem em Oficinas, mostra, exposição de artesanato, fotografias, artes plásticas, cine-video, livros, teatro e outras manifestações artísticas e culturais.
Em 2015, o FESTIVALE aconteceu no Salto da Divisa, quase no sul da Bahia. Em 2016, em Jequitinhonha, no mês de outubro. Há shows musicais de representantes de músicas de raiz, debates, Noite Literária e Festival de Música.
Artistas como Paulinho Pedraazul, Rubinho do Vale, Saulo Laranjeiras, Pereira da Viola, Tau Brasil, Lucinho Cruz, Tizumba, Tambolelê, Titane, Bilora, Chico Lobo, Wilson Dias e tantos outros são presenças garantidas em muitos FESTIVALES.



VIDEOS

Xote "Valores do Vale" viraliza como novo hino do Vale

Nilson Freire é cantor e compositor de Salinas, radicado em Brasília.

O músico, cantor e compositor de Salinas, Nilson Freire, gravou um xote que pode vir a ser um novo hino do Vale do Jequitinhonha: Valores do Vale (Jequitinhonha). Assim como tem sido a música Jequitivale, do Mark Gladson, cantor e compositor de Minas Novas, falecido há mais de 10 anos, o belo xote também pode pegar.

A música virou uma mania entre os mais de 300 jovens que participam das 13 Oficinas do  34º FESTIVALE que se realiza na cidade de Felício dos Santos, a partir deste domingo, 23.07 até 29 de julho, no sábado.

Assim como a música Jequitivale que fala do apelo sentimental da Festa do Rosário dos Homens Pretos de Minas Novas, desaguando num declaração de amor pelo Vale do Jequitinhonha, a música-xote destaca valores de Salinas, do norte e nordeste de Minas e cria um refrão que já está na boca do povo.


"Eu sou do vale do Jequitinhonha
Sou nordestino do norte mineiro
Sou cantador que toda noite sonha
Com esse cantinho de chão brasileiro

Tanta beleza o meu vale tem
Tanta riqueza posso até contar
Numa cantiga que convém
Alguns valores que tem por lá".

A música é belíssima, recheada de referências artísticas ligadas à música e à poesia de Salinas e de todo o Vale do Jequitinhonha. O cantador se assume como "nordestino do norte mineiro".

Faz referências aos artistas salinenses Cuca Moon; aos violeiros Gesão do Vale, Gilson, Kinka, Marcão e Marães; ao sanfoneiro Doro Brasamundo; aos poetas Narciso Durães e Argeu Guimarães, ao violeiro João  Erik, e ao Derony Alves, nome de batismo do Palhaço Frajola.

Lembra também de artistas que se identificaram com a cultura do Vale e foram adotados como nativos, como Pereira da Viola, de São Julião, em Teófilo Otoni, no Mucuri; Saldanha Rolim, nordestino, morador de Diamantina; e Titane, de Oliveira/BH. 
Relembra Téo Azevedo, de Bocaiúva, e Zé Côco do Riachão, de Brasília de Minas/Montes Claros.         
                                 
Registra nomes de artistas presentes nos Festivais da Canção do Festivale, na década de 80: Arnô (Arnaldo Maciel, de Minas Novas),  Chico Rei, de Itaobim, e Dadi do Norte, de Araçuaí. Erinatal  Ferreira, violeiro de Coronel Murta, acredita que Dadi pode ser referência a Dadi de Carlito, violeiro famoso de Itaporé. 

Destaca a poesia de Gonzaga Medeiros; do bem-ti-vi, ave cantadeira de Paulinho PedraAzul; de Rubinho do Vale; do humor de Saulo Laranjeiras; do clássico romântico Nós Dois, de Tadeu Franco; dos corais Lavadeiras de Almenara, Meninos de Araçuaí e Trovadores do Vale. Os trovadores - muitos - entoam a música de Melão e Leri Faria, Jequitinhonha, gravada por Paulinho Pedra Azul. "Jequitinhonha, braço de mar/leva este canto/pra navegar/ traz do garimpo/pedra que brilha/mais que a luz do luar...". Quem não se lembra? 

Com o "coração descompassado", procura refúgio no Curralzim do Boi, bar de resistência da cultura regional, no bairro Major Prates, em Montes Claros, de propriedade do Pedro  Boi, cantor e compositor popular norte-mineiro, de Ibiracatu, autor de Lenda do Arco-Íris, Mariana e outros sucessos regionais. 
E arremata: "Ê Minas, Salinas, Jequitinhonha!"

Vem pro Festivale, Nilson Freire! Aqui, você cantará com muita gente, emocionada, fazendo o coro: "Eu sou do Vale do Jequitinhonha, sou nordestino do Gerais mineiro!"

Nilson Freire é forrozeiro e dos bons. Faz muito sucesso no centro-oeste e em Brasília, onde vive, rodeado por nordestinos. Tem muitas gravações: mais de 300 músicas, 10 CDs e 02 DVDs.

Fez sucesso com a música Prenda minha, na voz de Frank Aguiar;  Último trem/Chorar pra que,  gravada por Tom Cléber; O beijo que me deu, por Márcia Ferreira, e a A Coisa da Coisinha, interpretada pela Banda Caviar com Rapadura.

Curta a letra e a melodia da música Valores do Vale:

Valores do Vale (Jequitinhonha)
Nilson Freire
  
Eu sou do Vale do Jequitinhonha
Sou nordestino do norte mineiro
Sou cantador que toda noite sonha
Com esse cantinho de chão brasileiro

Cuca, Gesão e Rubinho do Vale
Marcão, Marães, Pereira da Viola
E pra fazer o povo xodozar
La vem o Doro que anda mundo afora
Pra recitar versos e poesia
Narciso, Argeu e Gonzaga Medeiros
João Érik canta na barra do dia
Gilson e Kinka são dois violeiros

Eu sou do Vale do Jequitinhonha
Sou nordestino do norte mineiro
Sou cantador que toda noite sonha
Com esse cantinho de chão brasileiro

O rádio toca Paulinho Pedra Azul
Seu bem ti vi e ave cantadeira
E pra fazer o povo se alegrar
A tv mostra Saulo Laranjeira
Família Marques, Saldanha Rolim
Téo e Tião e Zé Coco são cantadores
Titane, Arnô, Chico rei e Dadi
E Derony são todos trovadores

Eu sou do vale do Jequitinhonha
Sou nordestino do norte mineiro
Sou cantador que toda noite sonha
Com esse cantinho de chão brasileiro
Tanta beleza o meu vale tem
Tanta riqueza posso ate contar
Numa cantiga que convém
Alguns valores que tem por lá

As lavadeiras cantam suas vidas
Com os meninos de Araçuaí
E os trovadores do vale entoam
Uma canção de Melão e Lery
E o Tadeu Franco canta pra nós dois
Uma bela música de amor
Meu coração descompassado fica
Pro Curralzim do Pedro boi eu vou

Eu sou do vale do Jequitinhonha

Ê minas, Salinas, Jequitinhonha!

quarta-feira, 19 de julho de 2017

34º FESTIVALE divulga músicas e poesias pré-selecionadas


A Coordenação do 34º FESTIVALE - Festival de Cultura Popular do Vale do Jequitinhonha que acontece entre os dias 23 e 29 de julho, na cidade de Felício dos Santos, a 74 km de Diamantina, no Alto Jequitinhonha, divulgou a pré-seleção das 20 músicas que participarão do Festival da Canção Zé de Pedro, nos dias 27 e 28 de julho. 
A Noite Literária que acontecerá na quarta-feira, dia 26 de julho, também já tem as 10 poesias selecionadas.
Festival da Canção Zé de Pedro
O Festival da Canção do FESTIVALE já revelou artistas hoje renomados como Paulinho Pedra Azul, Rubinho do Vale, Tadeu Franco, Carlos Farias, Pedro Morais, Dani Morais e Dea Trancoso. 
Neste ano, um músico e compositor bem conhecido da música de raiz está concorrendo no festival de música do 34º FESTIVALE. É o violeiro e contador de causos, o paulista Miltinho Edilberto, morador da cidade Extrema, no sul de Minas, autor da Venda do Seu Lidirico e outros sucessos da cultura popular. Ele classificou duas músicas.
Das 20 músicas selecionadas, 8 são de artistas do Vale do Jequitinhonha, de apenas 6 cidades: Diamantina (Nino Aras classificou duas músicas), Felício dos Santos, Jequitinhonha, Medina, Minas Novas (com 2 músicas selecionadas) e São Gonçalo do Rio Preto.
De outras cidades, Montes Claros teve destaque com 3 músicas selecionadas. A Bahia classificou 3 músicas de cantores de Vitória da Conquista, de Ilhéus e do campeão do FESTUR - Festival da Canção de Turmalina, Laécio Beethoven, de Salvador.  De Belo Horizonte, Dalmir Lott classificou duas músicas; Governador Valadares e Goiânia tem um representante cada.    
 MÚSICAS  SELECIONADAS
34º FESTIVALE – Felício dos Santos
Dia 27 de julho de 2017 – Quinta-Feira
Canção/ Artista/ Cidade
1 - Acordando um herói - Walter Lages - Vitória da Conquista-BA
2 - Aqui é o meu lugar - Cássio Reny e Luciano Pacco - Montes Claros-MG
3 - Canção da Solidão - Maior Saulo Fagundes - Goiânia-GO
4 - Descanso - Nino Aras - Diamantina - MG
5 - Filhos da Terra de Zumbi - Paulo Henrique Borges - Minas Novas-MG
6 - Flor do vale - Ronaldo Tobias dos Santos - Montes Claros - MG
7 - Flores do Vale - Jocó do Vale - São Gonçalo do Rio Preto-MG
8 - Labuta - Juliana Peres - Montes Claros-MG
9 - Meu Brasil - Miltinho Edilberto - Extrema-MG
10 - Minha Cidade, Meu orgulho - Edson Borges - Felício dos Santos-MG

Dia 28 de julho de 2017 – Sexta-Feira
Canção/ Artista/ Cidade
1 - Na Caatinga Sertaneja - Sergio di Ramos - Ilhéus-BA
2 O amor em três sonetos - Laécio Beethovem - Salvador-BA
3 Oferenda - Dalmir Lott - Belo Horizonte-MG
4 Raio de Sol - Eustáquio Correa - Minas Novas-MG
5 Saudade Matadeira - Diorgem Junior - Governador Valadares - MG
6 Sinal - Nino Aras - Diamantina-MG
7 Sobrevivência - Zé Ita - Jequitinhonha - MG
8 Turumali - Dalmir Lott - Belo Horizonte - MG
9 Viajante Solitário - Ailton Batista de Oliveira - Medina - MG
10 Violada de Minas - Miltinho Edilberto - Extrema - MG.
Serão realizadas as duas eliminatórias com dez canções cada, classificando-se as 5 melhores, em cada dia, assim entendidas as que alcançarem a maior pontuação geral.
A fase final acontece na noite de 29 de julho de 2017, no sábado.
Dentre as dez canções escolhidas para a final, serão distribuídos os seguintes prêmios: 1º lugar - R$ 4 mil e troféu; 2° lugar - R$ 3 mil e troféu, e 3° lugar - R$ 2 mil e troféu.
Não haverá prêmio para o Melhor Intérprete.

A melhor canção regional, assim entendida a composição de autoria de concorrente nascido ou residente no Vale do Jequitinhonha, receberá um prêmio especial de R$1,5 mil.


Na Noite Literária a poesia rola solta
As quarta-feiras do FESTIVALE sempre foram reservadas para os poetas do Vale. Ali se encontram os poetas bem conhecidos como Gonzaga Medeiros, Cláudio Bento, Luiz Carlos Prates, Narciso Durães, Celso Freire, Zé Miranda, assim como as revelações  como Giselda Gil, de Minas Novas, vencedora da peleja, em 2016.
Na próxima quarta, então, 26 de julho, acontece a Noite Literária Victor Alves do 34º FESTIVALE. 
A FECAJE divulgou as 10 poesias selecionados com concorrentes já bem conhecidos do mundo cultural-poético do Vale como Cláudio Bento, Ângela Freire e Jô Pinto.
1 – Michel, O operário
César Prates Macedo
Carbonita-MG


2 – Olhos do Jequi
Regina Aparecida Farias Ferreira

Itinga-MG

3 – História do Festivale
Flávio Pereira da Silva

Jequitinhonha-MG

4 – Pão e Reza
Edelvan Alves da Silva

Capelinha-MG

5 – A Santa do Povo
José Claudionor dos Santos Pinto

Itinga-MG

6 – Notícia da Infância dos Pássaros 
Luiz Cláudio Bento Rodrigues

Jequitinhonha-MG

7 – Surpreso preso
Edson de Freitas Magalhães

Rio de Janeiro

8 – Presença intrusa
Juliana Cordeiro de Oliveira Silva
Feira de Santana – Bahia


9 – Ventos 
Ângela Gomes Freire

Araçuaí-MG

10 – Selva da Gente
Alexandre Manoel Fonseca

Coração de Jesus - MG
Cada autor, de acordo edital, tem direito a alimentação e hospedagem, juntamente com seu intérprete.

Araçuaí: Propriedade vira modelo de práticas sustentáveis

O antes e o depois da área degradada e, agora, recuperada em Araçuaí (Divulgação/Emater-MG)
Tudo começou quando produtor Selino Freire resolveu investir na recuperação de uma área que  estava com solo descoberto de vegetação e afloração de cascalho. Para piorar, também já apresentava pontos de erosão causados por enxurradas.
“Era uma área de pastagem. Já estavam surgindo pequenas voçorocas por causa da falta de cobertura vegetal”, explica o produtor, que mora na fazenda que pertence à família.
A solução encontrada foi o cercamento da área a ser recuperada. Também foram construídas bacias de captação de água de chuva e curvas de nível.
“O próprio agricultor decidiu realizar algumas ações de recuperação da área, mantendo as espécies nativas lá existentes, como aroeira, carne de vaca, saca trapo e canelão. Junto foram plantadas várias árvores frutíferas”, explica o técnico da Emater-MG em Araçuaí, Paulo Edson.
Além do plantio de pés de goiaba, laranja, acerola, jambo, pitanga,  urucum, manga e outras frutas, o produtor cultivou milho e o feijão irrigados, entre as fileiras das árvores. Para isso, foi instalado um sistema simples de irrigação por microaspersão.
O que se vê, três anos depois do início dos trabalhos, é uma área totalmente coberta de vegetação e com o solo rico em matéria orgânica. Até a fauna do local mudou, com o aparecimento pássaros e macacos, conhecidos na região como ‘soinhos’. “Hoje, 80% da área é com frutas. Está bem arborizada”, comemora Selino.
Na Fazenda Calhauzinho, a principal atividade é a pecuária leiteira. São aproximadamente 25 matrizes que utilizam o sistema de pastejo rotacionado. A produção anual é de aproximadamente 18 mil litros. Outra trabalho desenvolvido por Selino é a produção de cachaça, vendida na região. São cerca de 14 mil litros por ano. E, para isso, ele conta com um canavial onde usa apenas adubo orgânico.
Projeto internacional
Em 2016, o produtor Senilo Freire e os técnicos da Emater-MG cadastraram a propriedade em uma  chamada pública do Projeto Rural Sustentável. O projeto tem o objetivo de incentivar práticas de uso da terra e manejo florestal pelos produtores nos biomas da Amazônia e da Mata Atlântica.
“Fizemos uma visita à propriedade para constatação das intervenções de recuperação da área degradada. Neste caso, o cadastro foi feito para que a propriedade sirva de apoio à utilização de  tecnologia de área degradada.  Após o envio de relato dos trabalho desenvolvidos, fotos e documentos, o projeto foi aprovado, com a Emater-MG sendo a responsável técnica”, explica Paulo Edson.
A ideia do projeto é promover o desenvolvimento sustentável, reduzir a pobreza, incentivar a conservação da biodiversidade e a proteção do clima. Os recursos do Rural Sustentável são doados pelo governo do Reino Unido, para execução pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e tem como beneficiário o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.
A Fazenda Calhauzinho foi contemplada com R$ 20 mil do Rural Sustentável. Os recursos serão utilizados para novas ações de conservação. “Já separei uma nova área degradada para também fazer a recuperação. Fizemos curva de nível e três barraginhas para captação de água da chuva. Tiramos os animais da área, vamos cercar e arborizar. A intenção é também plantar frutíferas com irrigação”, explica o produtor.
Outra ação que será desenvolvida na fazenda é a utilização do local para a promoção de três dias de campo, em conjunto com os coordenadores do projeto. Desta forma, outros produtores da região poderão conhecer as tecnologias utilizada e adotá-las em outras propriedades.
Fonte: Agência Minas

segunda-feira, 17 de julho de 2017

Passagens de ônibus transporte intermunicipal estão 9,31% mais baratas, em Minas


A partir de sábado (15/07/2017), as passagens dos ônibus intermunicipais estão em média 9,31% mais baratas em todo o estado. O benefício foi instituído pela Lei Estadual 22.549 e pelos Decretos 74.210 e 74.218 que concederam a desoneração do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) referente a prestação de serviço de transporte rodoviário de passageiros, vinculando o repasse à redução do valor das tarifas. A medida consta da resoluções Setop 11 e 12/2017.
Esta é a segunda redução no valor da tarifa do transporte coletivo intermunicipal de passageiros nos últimos doze meses. No mês de outubro de 2016, o Governo de Minas Gerais sancionou a Lei 22.288/2016 que extinguiu a Taxa de Gerenciamento Operacional (TGO) proporcionando uma redução de cerca de 5% no valor das passagens dos ônibus intermunicipais.
A redução no valor da tarifa vai beneficiar a uma média de 4,9 milhões de passageiros que mensalmente realizam viagens entre os municípios mineiros.
Os ônibus com características urbanas, como aqueles que circulam nas Regiões Metropolitanas de Belo Horizonte e do Vale Aço, cujas concessões são também gerenciadas pela Setop, já possuem isenção de ICMS e não serão abarcados pela nova medida.
As exceções, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, ficam por conta dos ônibus com características rodoviárias, como os que realizam viagens para o aeroporto de Confins e Instituto Inhotim, em Brumadinho, que também terão descontos no preço das passagens a partir deste sábado (15/07). O percentual aplicado será de 8,94%.
Com a desoneração do ICMS e consequente redução do valor da passagem, a maior tarifa, de Uberlândia a Juiz de Fora, passará de R$ 274,95 para R$ 249,40. Já a passagem de Sete Lagoas para Belo Horizonte, em ônibus rodoviário convencional, passará de R$24,70 para R$22,45.
As taxas de embarque e percentuais referentes aos pedágios permanecem inalterados e não são definidos pela Secretaria de Estado de Transportes e Obras Públicas (Setop).

Fonte: Agência Minas

18ª Feira de Artesanato do Vale do Jequitinhonha começa hoje, na UFMG, em BH

Em sua última edição, o evento contou com a participação de 23 municípios, 42 associações e tiveram suas vendas contabilizadas em torno de 246 mil reais, fora o valor das encomendas.

Foto: arquivoUFMG anuncia a 18ª Feira de Artesanato do Vale do Jequitinhonha em BH
Feira é realizada no Campus da UFMG, na Pampulha, em Belo Horizonte.
Há 17 anos, a Feira tem como principal objetivo incentivar a produção artesanal e o associativismo no Vale do Jequitinhonha, além da valorização da troca de experiências entre os artesãos, a comunidade local e a comunidade universitária. Para fortalecer esses vínculos, além da exposição, a programação contará com oficinas e apresentações culturais.

A 18.ª edição da Feira de Artesanato do Vale do Jequitinhonha será parte da 69.ª Reunião Anual da SBPC, um evento nacional organizado pela Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência, que pretende receber 10 mil pessoas por dia. Diante dessa oportunidade, espera-se um aumento na quantidade de visitantes, que poderão apreciar e adquirir peças de cerâmicas, cestaria, bordados, acessórios, roupas, tecelagens e pinturas. 

Em sua última edição, o evento contou com a participação de 23 municípios, 42 associações e tiveram suas vendas contabilizadas em torno de 246 mil reais, fora o valor das encomendas. Neste ano, a Feira de Artesanato contará com a participação de 25 municípios, 47 associações e aproximadamente 100 expositores. 

HOMENAGEADOS

Adelícia Amorim é bordadeira, nascida em Pedra Grande, distrito do município mineiro de Almenara, no Vale do Jequitinhonha.
Adelícia Amorim é bordadeira, nascida em Pedra Grande, distrito do município mineiro de Almenara, no Vale do Jequitinhonha.

  
Os homenageados desta edição serão a Mestra Adelícia Amorim, moradora de Almenara (MG) que, aos seus 82 anos, é referência no bordado da região, e o Mestre Paulo Oliveira, natural de Jequitinhonha, escultor de argila de 62 anos, criador de personagens e cenários tradicionais do Vale do Jequitinhonha. 

 
Informações completas e programação:


Evento: 18.ª Feira de Artesanato do Vale do Jequitinhonha

Data: 17 a 22 de julho de 2017, das 8 às 18h

Local: Faculdade de Ciências Econômicas (FACE) - Campus Pampulha, UFMG.

Mais informações: feiradeartesanatojequitinhonha@gmail.com

Mestres homenageados:

Mestra Adelícia Amorim

Referência no bordado da região, Adelícia Amorim, moradora de Almenara (MG), faz da sua vida uma eterna colcha bordada de memórias, flores coloridas e arte. De um carisma encantador e de uma bondade exemplar, Mestra Adelícia vive sua vida no Vale do Jequitinhonha, aos seus 82 anos, de maneira pacata, tendo a pesca e o bordado como grandes prazeres da vida.


Desenhando flores, o ambiente ao redor e elementos do Vale do Jequitinhonha, Mestra Adelícia transforma sua casa em um verdadeiro jardim, um mundo totalmente seu, colorido e acolhedor, que é aberto a quem quiser conhecer e aprender mais desse ofício.




Mestre Paulo Oliveira


Paulo Oliveira Costa, nasceu em Guaranilândia, distrito de Jequitinhonha, em 30 de novembro de 1954. Mestre Paulo é um senhor de 62 anos cheio de saúde, que se orgulha em dizer que nunca ficou hospitalizado e nunca precisou tomar remédios. Ele trabalha com argila há 48 anos e a vê como seu remédio diário e sua fonte de saúde.


Retratando com fidelidade o cotidiano local e regional, com poucos recursos e mãos habilidosas, suas obras vão surgindo: pescadores, garimpeiros, caçadores, sapateiros, fazendeiros, vaqueiros, canoeiros. Assim vive Mestre Paulo, às margens do Rio Jequitinhonha.



Feira é uma oportunidade para conhecer e adquirir peças do artesanato do Vale do Jequitinhonha.
Feira é uma oportunidade para conhecer e adquirir peças do artesanato do Vale do Jequitinhonha.
Programação da 18.ª Feira de Artesanato do Vale do Jequitinhonha


17/07 - Segunda-Feira


9h às 11h - Oficina de bordado com a Mestra Adelícia Amorim

11h30 - Abertura oficial da 18.ª Feira

Cerimônia de homenagem aos mestres (Praça de Serviços)

12h30 - Apresentação Musical: Meninas de Sinhá (Praça de Serviços)

14h às 17h - Continuação da Oficina de bordado com a Mestra Adelícia Amorim


19/07 - Quarta-Feira

8h às 11h - Oficina de Taboa com o artesão Gilson Alves


20/07 - Quinta- Feira

8h às 11h - Continuação da Oficina de Taboa com o artesão Gilson Alves

12h30 - Apresentação Musical: Pereira da Viola (Praça de Serviços)


17/07 a 23/07 - Segunda a Domingo

18h às 22h - Exibição de fotos na fachada do Espaço do Conhecimento/UFMG - “Saberes Plurais do Vale do Jequitinhonha”
Fonte: UFMG