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domingo, 16 de agosto de 2020

Agricultores venceram. Zema pratica violência, querendo destruir quilombo.

 Zema pretendia exterminar quilombo. Perdeu

"O aparato policial faz supor que a pretensão do governo Zema seria de exterminar o quilombo. Foi impedido pela resistência dos agricultores", aponta o jornalista Marcelo Auler

Romeu Zema e invasão no Quilombo Campo Grande
Romeu Zema e invasão no Quilombo Campo Grande (Foto: Pedro Gontijo/Imprensa MG | MST)
 

Por Marcelo Auler, em seu Blog - Os apelos vieram de todos os lados, de pessoas e autoridades das mais diversas tendências políticas, mas contrariando suas promessas feitas no início da semana, o governador Romeu Zema (Novo) não impediu que a Polícia Militar de Minas Gerais aterrorizasse por mais de três dias as cerca de 450 famílias de agricultores assentadas no Quilombo Campo Grande, no município de Campo do Meio, no sul de Minas Gerais. São famílias ali instaladas há 22 anos que transformaram a área de uma usina de açúcar falida em campo de produção de alimentos orgânicos.  A violência contra elas aumentou na tarde de sexta-feira (14/08). A repercussão negativa foi tamanha que no final do dia o Batalhão de Choque se retirou do local dando por encerrada a operação. Os ânimos serenaram.

Ao final da operação policial seis famílias foram desalojadas, a Escola Popular Eduardo Galeano, que oferecia educação popular aos jovens, crianças e adultos, foi totalmente destruída e um galpão que atendia aos agricultores foi esvaziado. A mobilização dos agricultores e o apoio que receberam de diversos setores da sociedade, porém, impediram que a ameaça maior – o desalojamento de todos – fosse concretizada. Apenas um pedaço da área – ainda que superior ao previsto – foi oficialmente reintegrada.

Em uma atitude inédita de espetacularização da operação, a ação da polícia militar mineira contou até com transmissão on line  (veja aqui). Nela, os oficiais alegavam que apenas cumpriam uma ordem judicial. Ordem que não se preocupou com a pandemia. Por isso, o despejo foi considerado “como um grave desrespeito e uma ameaça à vida em meio ao caos estabelecido pela pandemia, e torna-se um verdadeiro crime contra estas famílias” pelos bispos da Regional Leste 2 da CNBB. Como afirmaram em nota assinada por dom José Carlos de Souza Campos (da diocese de Divinópolis/MG) e dom Otacílio Ferreira Lacerda (da diocese de Guanhães/MG), respectivamente, presidente e bispo referencial da Comissão para Ação Social Transformadora da Regional Leste 2 da CNBB.

O tamanho da operação montada – mais de 250 policiais, incluindo o batalhão de choque com caminhão blindado (tipo brucutu), caminhões do corpo de bombeiro e até helicóptero, cujos voos visavam atemorizar as pessoas – transformou-se também em um sinal claro que o objetivo não era cumprir apenas a ordem judicial.

“O plano do governo era maior”

A determinação, inicialmente, falava em reintegração de 26 hectares. Depois, o próprio juízo aumentou para 52 hectares. Segundo nota do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST), a operação policial foi além do que ordenava a liminar. Ainda destruíram casas e lavouras. Mas, na realidade, o aparato policial faz supor que a pretensão do governo Zema seria de exterminar o quilombo. Foi impedido pela resistência dos agricultores.

Isto explica, inclusive, o fato de terem isolado a área de tal forma que até deputados tiveram o acesso impedido, como denunciou a deputada estadual Beatriz Cerqueira (PT): “fomos impedidos pelo Comando Militar da operação na área de entrar pela via pública de acesso para nos encontrarmos com as pessoas. Questionado, afirmou que a operação de reintegração de posse não tinha terminado e que ele tinha protocolos a seguir. Informei que, como deputada estadual, tinha a prerrogativa de entrar, que os protocolos da Polícia Militar não são superiores a Constituição do Estado. Obtive como resposta de um Major voz de prisão se insistisse. Depois da ameaça do Comandante, dois sargentos começaram a filmar”.

A avaliação da deputada, que esteve no quilombo na sexta-feira em companhia dos deputados federais Rogério Correia e Odair Cunha e seus colegas na assembléia de Minas André Quintão e Ulysses Gomes, é de que o governo pretendia ir além do que mandou o juízo:

“Após analisar toda a operação montada, não resta dúvidas: Zema aparelhou o governo, gastou dinheiro público para fazer uma disputa ideológica e política, além de autorizar a prática de violência contra a população. Nada teve a ver com cumprimento de decisão judicial (…) três dias de operações, fora o tempo de deslocamento, diárias, hospedagens, alimentação. Tudo pago com dinheiro público para retirarem e destruírem a casa de 6 famílias, além da escola. O plano do governo era maior”.

Os policiais militares – “agindo dentro da lei e em cumprimento às ordens”, como definiu o oficial no vídeo – na quarta-feira, 12 de agosto, não impediram a destruição da escola feita, segundo dizem os policiais, por familiares do dono do terreno. O ato foi recriminado pelo bispo-auxiliar de Belo Horizonte, dom Vicente Ferreira: “De lamentar que a escola já está destruída. Infelizmente, em um tempo em que a gente precisa de mais educação”, protestou, na quinta-feira.

Nota do Tribunal de Justiça abria espaço para um adiamento da reintegração a partir da avaliação da Polícia Militar.

Desde o início da semana o governador Zema prometia suspender o despejo. Também o prefeito de Campo do Meio, Robson Machado de Sá (PSDB), dizia que apenas uma pequena área seria reintegrada. As promessas do governador, feitas pela rede social, falavam em deixar tudo para o pós-pandemia. Isso não parecia impossível. Afinal, o próprio Tribunal de Justiça, em nota (leia na ilustração ao lado), esclareceu que a ordem de despejo, datada do ano passado, teria que ser cumprida,  “entretanto, a avaliação a respeito da segurança do despejo está sendo feita pela Polícia Militar.”

Ou seja, havia margem para o governo do estado adiar o despejo. Inclusive atenderia às recomendações de infectologistas que se posicionaram contrários ao desabrigo de pessoas em plena pandemia. Mas Zema não apenas desrespeitou o prometido como deixou a polícia militar fazer uma verdadeira guerra psicológica contra os moradores por três dias seguidos – de quarta-feira (12/08) até sexta-feira no final da tarde.

“Despejar não é atividade essencial”, diz o bispo.

A promessa do prefeito foi feita ao bispo da diocese de Campanha (que engloba a região do acampamento), dom Pedro Cunha Cruz. Em pronunciamento por áudio aos demais bispos do país, dom Pedro, da ala conservadora da igreja, relatou sua conversa com o prefeito, na manhã de quinta-feira, quando ouviu que a operação já tinha ocorrido. O que não correspondeu à verdade:

“Em conversa com o prefeito Robson, de Campo do Meio, o mesmo assegurou que o despejo foi realizado ontem (12/08) somente nas residências de seis famílias que ocupavam uma área de propriedade privada, mas que não têm nenhuma relação com as 450 famílias que ocupam a área da antiga usina. A prefeitura de Campo do Meio já acolheu as três famílias despejadas deste terreno. Portanto, as 450 famílias da área da usina ainda permanecem no local e provavelmente sofrerão alguma ação judicial no pós pandemia”.

Dom Pedro terminou sua mensagem aos irmãos do episcopado prometendo genericamente seguir “rezando por estas famílias dentro do espírito do Pacto pela Vida e da ética do cuidado, como pede o nosso querido Papa Francisco”.

Como lembrou a nota oficial dos bispos da Regional Leste 2 da CNBB, o Papa Francisco, no I Encontro Mundial de Movimentos Populares, foi claro e direto:

“É necessário democratizar a terra com a Reforma Agrária Popular para que esta cumpra a sua função social, o que nos garantirá nesse atual contexto a segurança e soberania alimentar e laboral às futuras gerações”

Quem demonstrou maior sintonia com esta diretriz do pontífice foi o bispo auxiliar de Belo Horizonte, dom Vicente. Ele colocou acima do interesse da propriedade privada a defesa da vida. Principalmente em época de pandemia. Fez diversos pronunciamentos pedindo a suspensão do despejo. No último, na manhã de quinta-feira (vídeo abaixo), protestou, inclusive, por a polícia reintegrar uma área maior do que a determinada judicialmente:

Apesar de o prefeito ter garantido que o despejo ocorreu na quarta-feira, um dos moradores passou mal com os ataques da PM-MG na sexta-feira

“A continuidade deste despejo, hoje, está extrapolando, inclusive, a área prescrita para ser integrada. Quanto o estado está gastando com esta operação, inibindo as pessoas, cercando a cidade? Quantas pessoas estão sendo infectadas pelo coronavírus durante esta operação? Basta de despejo. Peço mais uma vez ao governador do estado de Minas Gerais e ao presidente do Tribunal de Justiça de Minas Gerais que suspendam este despejo e proíbam outros durante a pandemia”.

Ao prosseguir, foi solidário com as famílias atingidas: “Despejar não é atividade essencial. Exigimos despejo zero! Abraço solidário, inclusive, a todas as famílias e todas as comunidades que estão na resistência. Que lutam por terra, moradias e vida digna. E lamentar que a escola já está destruída. Infelizmente, em um tempo em que a gente precisa de mais educação. Espero que agora as operações não destruam também a horta e, pelo amor de Deus, jamais a vida de nossas pessoas

Usina faliu e deixou dívidas com a União e MG

Por entenderem que esta reintegração de posse com o uso da força policial se encaixa também na decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que, ao julgar a Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 635, no último dia 5/08, impediu operações policiais em comunidades durante a pandemia, quatro deputados do PT tentaram obter uma decisão no STF. Rogério Corrêa (MG), Enio Verri (PR), Helder Salomão (ES) e João Daniel (SE) ingressaram com um pedido de extensão da decisão para paralisar o despejo. O pedido está nas mãos do ministro Alexandre de Moraes.

A disputa por estas terras é antiga, uma vez que a Usina Ariadnópolis Açúcar e Álcool S/A, instalada na área, faliu em 1996. Deixou dívidas de R$ 370 milhões junto à União e outros R$ 19 milhões ao estado de Minas. Também não ressarciu os trabalhadores demitidos. Isso motivou a ocupação do local, a partir de 2002, embora as primeiras famílias tenham se mudado para a área cinco anos antes, quando as operações da empresa foram suspensas. Formaram o Movimento Social de Luta Pela Moradia, Terra e Reforma Agrária, ligado ao Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MST).

Mantêm ali uma grande produção de alimentos orgânicos. O principal cultivo é o café agroecológico Guaií. “Não existe mistura no nosso café. Nós realizamos o processo de classificação, separamos por lote, por qualidade do nosso produto. É um café 100% arábico, sem nenhum produto que venha descaracterizar seu sabor original”, contou Roberto Carlos do Nascimento, coordenador da Cooperativa Camponesa do Quilombo, às repórteres Emilly Dulce e Lu Sudréem, em novembro de 2018, no jornal Brasil de Fato. Naquele ano eles contabilizavam em torno de 550 hectares de café já plantado que geraram 8.500 sacas.

Desde 2015, o antigo proprietário da usina, Jovane de Souza Moreira, e seus familiares tentam no judiciário recuperar a terra que chegou a ser desapropriada pelo governador Fernando Pimentel, do PT, “por interesse social para fins de colônia agrícola”. A desembargadora Maria Alice do TJMG, porém, suspendeu liminarmente o decreto alegando que só a União pode fazer reforma agrária. A área que foi definida pelo judiciário correspondia apenas ao local onde estava instalada a residência da família.

Por isso a reintegração de posse deveria ser de uma área delimitada. Como não ficou claro na decisão judicial, ela poderia variar entre 26 e 63 hectares, como explicou Kelli Mafort, da Coordenação Nacional do MS. Trata-se da “área que supostamente pertenceu a Jovane de Souza”. Nas explicações dela, neste espaço a Policia Militar encontrou a Escola Popular Eduardo Galeano. Foi a primeira a ser derrubada. Segundo a PM, pelos familiares de Souza. Também foi atingido um barracão coletivo e a residência de seis famílias.  A reintegração deveria terminar aí, na quarta-feira. Mas a PM permaneceu no local o que foi mais um sinal de que desejavam despejar a todos.

A Defensoria Pública de Minas Gerais ingressou com um agravo no tribunal pedindo a suspensão do despejo por conta da pandemia. O mesmo pedido foi reforçado por um documento endossado pelo Conselho Estadual de Direitos Humanos (CONEDH), a presidência da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados (CDHM), a Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil-Seção Minas Gerais (OAB-MG), a Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa de Minas Gerais e a Secretaria de Desenvolvimento Social (SEDESE). Todos alertaram para os riscos de uma ação como essa diante da pandemia. Mas nada sensibilizou o desembargador André Luiz Amorim Siqueira, que manteve a decisão.

Isso, porém, não impediria o governo de negociar o modo e a época para cumprir a decisão, limitando a ação ao cumprimento do que foi decidido e acordado judicialmente. Evitaria desabrigar famílias em um período de pandemia. Faltou interesse político. Na verdade, como se disse acima, havia um interesse político de atacar o quilombo mais por questões ideológicas. Criariam mais um problema social. Justamente por um governo que fez campanha prometendo renovar a maneira de fazer política. Vê-se agora, que o novo, na verdade, tem um viés altamente ideológico, sem maiores preocupações com o interesse da população. Tampouco com qualquer compromisso com os trabalhadores e os mais necessitados. Nada de novo. Porém, desta vez, ele perdeu. Resta saber até quando?”.

Marcelo Auler, 63 anos, é repórter desde janeiro de 1974 tendo atuado, no Rio, São Paulo e Brasília, em quase todos os principais jornais do país, assim como revistas e na imprensa alternativa.

quarta-feira, 24 de junho de 2020

Quilimérios do Jequitinhonha: curta-metragem retrata história de comunidade isolada da sociedade

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Quilimérios: uma comunidade isolada entre montanhas 
de pedra, em Rubim, no  Baixo Jequitinhonha.
Uma pequena comunidade do Vale do Jequitinhonha tem o isolamento social 
como cultura. Mas não é em função da pandemia. 
Há mais de um século é assim!
No meio de uma natureza exuberante e em local quase inacessível, vivem os 
"Quilimérios", povo que foi tema de um curta metragem do diretor mineiro Emerson 
Penha, com produção do jornalista Zu Moreira.
Os quilimérios vivem isolados nas montanhas de pedra que se impõem em formas 
diferentes a quem decide visitar a região. 
Uma comunidade que se mantém no passado. 
O contato quase não existe com a cidadezinha mais próxima, chamada Rubim, 
na região nordeste de Minas, no Vale do Jequitinhonha.

Perceba a altura do local onde vivem os Quilimérios

O curta-metragem foi gravado em maio de 2019, antes da pandemia da COVID-19. 
O vídeo está disponível na internet.
Clique AQUI e assista.

“Quilimérios” – Horizonte Filmes (2020)

·         Direção de Emerson Penha.    Fotografia de Fábio Damasceno
·         Música de Túlio Mourão -        Produção de Zu Moreira
·         Montagem de Rafael Diniz (Fiel). Junho de 2020.

Pedras Seios de Rubim

Em 2011, o blog Made in Rubim, de Kawan Dutra, 
registrou a existência do povo quilimério 
Quilimério é um grupo descendente de quilombolas e tribos indígenas. 
Naturais da cidade de Pedra Azul, que sem estrutura alguma migraram 
para Rubim, onde residem em lugar íngreme e rochoso dentro da Pedra Parda, 
tendo à sua frente as Pedras Seios. Inicialmente conhecidos como Juca Preto, nome 
este que fazia referência ao mais velho habitante e também o pioneiro no povoamento 
da região. Com sua morte teve o nome do grupo alterado para Quilimério, que também 
fazia referência ao mais velho habitante naquele momento. Porém, este nome 
permaneceu mesmo após sua morte.

Dentro da Cordilheira Pedra Parda

A alimentação é obtida através do meio mais rústico possível, caçando animais e 
fazendo pequenos cultivos. A água é utilizada sem nenhum tratamento adequado, 
pois além de ser barrenta não é fervida ou filtrada. O armazenamento não 
é feito de forma correta.

Uma das principais características deste grupo é a timidez de seus integrantes e o 
isolamento em que se postam. O povo Quilimério casa-se apenas entre si.
Fotos: Zilma Souza Nascimento. Pesquisa: Rafaela Chiara.
Fonte: https://madeinrubim.wordpress.com/historia/quilimerios/
e aqui nesse Blog:
https://blogdobanu.blogspot.com/2011/04/os-quilimerios-um-povo-tradicional-de.html



sexta-feira, 3 de abril de 2020

Agricultoras familiares do Vale do Jequitinhonha fabricam máscaras de proteção respiratória

As máscaras são produzidas com máquinas de costura que as mulheres de Sapucaia e Olhos D’água ganharam para implementação de um projeto de ocupação e renda, que vai beneficiar também outras . duas comunidades. Foto/divulgação EMATER-MG.
Agricultoras familiares de Itaobim, no Vale do Jequitinhonha, em Minas Gerais, tornaram-se aliadas voluntárias do município no combate e na prevenção ao Covid-19. Um grupo de 14 mulheres distribuídas nas comunidades rurais de Sapucaia e Olhos D’água estão fabricando máscaras faciais de proteção respiratória para atender à demanda do sistema municipal de saúde. O sistema é composto de oito equipes do Programa de Saúde da Família (PSF), postos de saúde e um hospital. Este último, além de atender a população do município, recebe pacientes da região, das cidades de Ponto dos Volantes, Itinga e Monte Formoso, entre outras.
“São cerca de cem a 200 máscaras em média por dia, feitas com três camadas de TNT, fornecido pela prefeitura. O objetivo é abastecer o sistema de saúde daqui. A prefeitura está tendo dificuldade de encontrar o produto para comprar, no mercado convencional”, explica a técnica do escritório local da Emater-MG, Rosária Gomes Franca. Ela assiste e acompanha os dois grupos femininos envolvidos na ação voluntária.
“Aceitamos doar o nosso tempo, a pedido da prefeitura, pois essas máscaras não são encontradas mais em lugar nenhum. Até o dia 1/4, por exemplo, concluímos a fabricação de 1,2 mil máscaras. Elas serão entregues à assistência social que faz a divisão para os setores de Saúde”, conta a presidente da Associação Comunitária de Moradores da Comunidade de Sapucaia, Joana d’arc de Almeida Silva, que integra um coletivo de sete voluntárias e cede a própria casa para os trabalhos.

Ainda de acordo com a líder comunitária, as companheiras estão felizes em contribuir na batalha contra o novo coronavírus, pois entendem que protegendo quem está na linha de frente da luta contra a pandemia, como os profissionais de Saúde, estão também se resguardando da doença que pode acometer qualquer um. “Estamos fazendo de bom coração, com muita leveza e alegria. Paramos nossos outros trabalhos, mas enquanto estamos ajudando a proteger quem está lá, estamos também nos protegendo”, avalia.
Também integrante do grupo de Sapucaia, a jovem Juma Alves de Almeida sintetiza a disposição das voluntárias na ação. “É um prazer muito grande para todas nós que estamos ajudando. E estamos aí para o que der e vier. Deus abençoe que essa epidemia passe logo”, ressalta. Outra que não esconde a boa vontade e se engajou no trabalho é a moradora de Sapucaia Edivânia Mota.“Está sendo um prazer poder ajudar nessa causa tão difícil desse momento. Estamos à disposição para o que precisar”, resume.
As máscaras são produzidas com máquinas de costura que as mulheres de Sapucaia e Olhos d’água ganharam para implementação de um projeto de ocupação e renda, que vai beneficiar também outras duas comunidades. “Já tínhamos esses equipamentos de um programa anterior, um sonho em que pudéssemos gerar renda para nossas famílias. Aqui no Vale do Jequitinhonha emprego é difícil e a vida também, com essa seca danada”, pontua a líder das mulheres de Sapucaia.

Costuras e bordados criativos

As mulheres rurais de Itaobim são assistidas pela Emater-MG, vinculada à Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa). Elas fazem parte do projeto Bordados e Costuras Criativas, que vai incluir também as comunidades rurais de São João e Córrego Novo, num total de 40 pessoas, a maioria mulheres. A iniciativa foi implementada pela Emater-MG em parceria com a Prefeitura Municipal.
O objetivo do projeto é desenvolver novas habilidades para agricultores familiares, principalmente as mulheres, que já trabalhavam de modo mais individual na fabricação de bolsas, roupas e bordados. A empresa de extensão rural já capacitou 20 mulheres de Sapucaia e Olhos d’água. A meta agora é treinar outras 20 das comunidades São João e Córrego Novo, assim que acabar o período de isolamento social determinado pelas autoridades sanitárias.
Fonte: Agência Minas

terça-feira, 3 de março de 2020

Agricultores familiares implantam hortas circulares no Vale do Jequitinhonha e norte de Minas


Hortas circulares complementam renda de famílias de agricultores familiares.

O modelo funciona com curvas de nível, o que faz com que toda água que cai na horta permaneça dentro dela. Foto: Kelson Tolentino.
Um projeto da Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig) ajuda na alimentação e complementa a renda de famílias do Norte do estado e do Vale do Jequitinhonha. A empresa auxilia na construção de hortas circulares agroecológicas em associações ou em áreas de agricultura familiar como alternativa às formas convencionais de produção de vegetais.
A ideia de implementar hortas circulares no Norte de Minas surgiu em 2009, com objetivo de alimentar os próprios funcionários da Epamig nos cinco campos experimentais da empresa na região. No início, toda produção era dividida entre os trabalhadores. A equipe local começou a utilizar água captada da chuva para irrigar a horta durante os períodos de estiagem. O modelo funcionou e o projeto começou a ser levado para outros municípios mineiros.
De acordo com a pesquisadora da Epamig, Polyanna de Oliveira, o modelo de plantios circulares agroecológicos já existia em outros locais do país. Mas, aliada ao uso racional da água, a iniciativa se destacou no Norte de Minas como resposta às necessidades de famílias e pequenos agricultores.
“As famílias da região que possuem hortas circulares implementadas utilizam a produção para consumo próprio e vendem o excedente. Em um mês, uma horta média consegue alimentar facilmente uma família de cinco pessoas”, avalia Polyanna.
As hortas não são circulares por acaso. O modelo funciona como curvas de nível, o que faz com que toda água que cai na horta permaneça dentro dela. Desse modo, é possível reduzir a erosão em locais com maior declive e, em locais planos, aproveita-se melhor a água da irrigação. Outra vantagem é a redução do deslocamento dos trabalhadores.
A pesquisadora afirma que importa não o tamanho das hortas, mas a diversidade delas. Polyanna afirma que, mesmo em regiões semiáridas, é possível plantar de tudo: hortaliças folhosas, tubérculos, legumes, verduras, grandes culturas e até fruteiras. As cercas das hortas são aproveitadas para plantio de maracujá e de feijão guandu. Já o centro é reservado para galinheiro, tanque de peixes ou espiral de ervas aromáticas, medicinais ou condimentos.
“A escolha do que colocar no centro da horta depende da disponibilidade de área, água e do interesse do produtor. No total, já construímos 12 hortas em municípios do Norte de Minas, no Vale do Jequitinhonha e também na região Leste do estado. No mínimo 50 famílias já foram diretamente beneficiadas com esse projeto. Indiretamente o número é ainda maior”, conclui Polyanna.
Exemplo de beneficiados indiretamente são escolas, creches e famílias do entorno da Associação Mãos de Fada, em Leme do Prado (MG). A associação recebeu auxílio da Epamig no passado e hoje trabalha com hortas circulares para atender a comunidade. “Nossa horta circular veio para ajudar. Uma excelente ideia que supre exatamente a demanda por alimentos sem agrotóxicos  na nossa microrregião, e alimentos sem agrotóxicos”, celebra a presidente da entidade, Eliane Xavier.
Fonte: Agência Minas

sexta-feira, 27 de dezembro de 2019

Berilo: Produção de abacaxi evita êxodo rural de 80 famílias de agricultores familiares

A TV Record publicou uma reportagem, no dia 26 de dezembro de 2019, sobre a produção de abacaxi em Berilo, no Vale do Jequitinhonha. 
Leia o texto abaixo com dados da reportagem e outras informações acrescentadas pelo Blog. Depois, assista o video.


"No Vale do Jequitinhonha, a época é da colheita do abacaxi. A região que foi considerada uma das mais pobres do país, hoje exporta o abacaxi, fruta que vem ajudando principalmente a evitar o êxodo rural.

Wesley Reinaldo Pereira produz abacaxi há 30 anos. Sua pequena propriedade rural fica em Berilo, no Médio Jequitinhonha, nordeste de Minas. Dali, saem no período de safra, de novembro a janeiro, cerca de 40 mil frutas. Wesley diz: “Pra nós,  é tudo, né? É uma lavoura que não depende de chuva. Graças a Deus, o abacaxi é tudo aqui pra nós”.

Por causa da colheita do abacaxi, homens que, até pouco tempo, passavam até 6 meses longe dos filhos e da mulher, porque trabalhavam em outro estado, hoje, já não saem mais. Oitenta famílias do município de Berilo, na região de Alto Bravo, Cardoso e Capão, no distrito de Lelivéldia, vivem do cultivo da fruta.


O abacaxi é plantado em uma área equivalente a 400 campos de futebol. É uma produção anual que hoje ultrapassa a dezenas de toneladas que ajudaram a reunir pais e filhos. O sustento fica pertinho de casa. É o caso do Júlio Quirino, que, durante anos, se dividiu entre o corte de cana no interior de São Paulo e a colheita do café, no sul de Minas.  Eram poucos dias ao lado da família. Hoje, ele não precisa mais sair de casa. O trabalho está bem ali. “ O abacaxi é bom pra todo mundo, né? Pra quem é produtor, pra quem ajuda no trabalho do vizinho. A gente fica perto da família que é muito melhor, né?”, Júlio declarou.

Jovano Pereira dos Santos também trocou o trabalho assalariado no corte de cana  pela produção da cultura do abacaxi e levou toda a família para ajudar na lavoura. Ele disse o seguinte: “ Se não fosse o abacaxi não tinha como se virar. O abacaxi dá uma fontezinha de renda pra gente aqui. O abacaxi é muito bom. Eu não pretendo largar o abacaxi”.

O abacaxi produzido no Vale do Jequitinhonha é vendido em Belo Horizonte, Rio de Janeiro e São Paulo. Parte dessa produção é exportada para a Argentina. Ailton Ferreira Lima, comerciante de Guanambi, no sul da Bahia, compra direto dos produtores. Pelo menos, uma vez por semana, ele busca 3 mil frutas, na região de plantio. Sai com o caminhão carregado. Ele diz que o abacaxi de Berilo não tem trabalho de vender. Vai chegando, rapidinho, vende tudo. Segundo ele, é um produto muito bom no mercado.

O abacaxi produzido em Berilo é da variedade pérola. É muito doce, tem menos acidez, podendo ser consumido in natura. Não é próprio para fazer suco. O técnico agrícola da Emater, Milton Machado, acredita que a secura do solo e o calor da região ajudam a deixar a fruta mais saborosa. “Além de diminuir a acidez ajuda a controlar a incidência de pragas e doenças”, afirma ele."

Veja o video da TV Record:


abacaxi perola
Características do abacaxi pérola
O abacaxi pérola é uma variedade do abacaxi que pertence à família “Bromelianceae”. O abacaxi pérola tem nome cientifico idêntico ao do abacaxi, isto é, “Ananas comosus” e sua origem remete à América do Sul. A fruta hoje é cultivada em várias partes do mundo devido ao fato de ter caído no gosto de todas as culturas.

O abacaxi pérola tem como características uma polpa amarelo-pálida e sabor bem marcado e doce, porém, não muito ácido. Sua casca é esverdeada mesmo quando o fruto está maduro, sendo que pode ser preciso apertá-lo levemente para saber se ele ainda está verde (duro) ou maduro (macio).

quarta-feira, 23 de outubro de 2019

Governo Zema quer entregar 1.000 títulos agrários no Jequitinhonha e norte de Minas, até o final do ano.

Regularização de terras tem novo edital, mas demanda é maior

Governo acena com novos processos para 2020, mas inclusão do Alto Rio Pardo é cobrada por deputados e trabalhadores.

Subsecretário disse que até o fim deste ano terão sido entregues cerca de mil títulos em 2019, a maioria deles em municípios do Norte e do Jequitinhonha
Subsecretário disse que até o fim deste ano terão sido entregues cerca de mil títulos em 2019, a maioria deles em municípios do Norte e do Jequitinhonha - Foto: Willian Dias
O subsecretário de Assuntos Fundiários da Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento, José Ricardo Roseno, disse nesta terça-feira (22/10/19) que praticamente todos os 853 municípios mineiros enfrentam problemas de regularização fundiária, havendo no Estado mais de 100 mil unidades agrícolas sem titulação.
Questionado por parlamentares e trabalhadores rurais sobre a demora que estaria ocorrendo nos processos de regularização no atual governo, o subsecretário disse em audiência na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) que foi lançado, no último dia 2, edital de chamamento público para manifestação de municípios com demandas de novos processos para regularização fundiária.
Segundo ele, houve a adesão de 152 municípios, que no momento passam por uma etapa de priorização para definição de quais e quantos poderão ser atendidos em 2020, por meio de recursos do Tesouro Estadual. Os critérios de priorização são baseados, entre outros, no Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), na proporção entre população urbana e rural.
Em outra frente, o subsecretário disse que até o final deste ano terão sido entregues cerca de mil títulos em 2019, a maioria deles em municípios do Norte de Minas e do Vale do Jequitinhonha. Estes títulos referem-se a processos anteriores ao governo de Romeu Zema.
Situação do Alto Rio Pardo ainda depende de acordo
Já uma das principais reivindicações expostas na audiência, realizada na Comissão de Direitos Humanos a pedido da presidenta, deputada Leninha (PT), ainda depende de entendimentos envolvendo também a Justiça.
Trata-se de solicitação do Movimento Articulado dos Sindicatos dos Trabalhadores Rurais do Alto Rio Pardo (Mastro) de que seja retomada a regularização fundiária em sua área de abrangência, composta por 14 sindicatos em 14 municípios do Norte de Minas, que não estão entre aqueles que serão contemplados pelas titulações anunciadas pelo subsecretário.
Esses municípios foram alvo da Operação Grilo, deflagrada em 2012 pela Polícia Federal e pelo Ministério Público (MP) para apuração de fraudes em legalização de terras na região.
O subsecretário explicou que uma ação civil pública movida em função da operação paralisa processos de titulação na região, impedindo a regularização fundiária.
Para buscar uma solução, existem entendimentos entre a Advocacia Geral do Estado (AGE) e o Ministério Público, na tentativa de um acordo que possa culminar num Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) permitindo, assim, retomar a regularização de terras na região, explicou o gestor.
Ele disse que entendimento inicial com o MP já possibilitou ações de varredura (georreferenciamento do município como um todo) das cidades de Rio Pardo e de Santo Antônio do Retiro, no Alto Rio Pardo.
A partir daí, será feita uma análise de como esse trabalho poderá vir a ser usado para um possível processo de regularização. O objetivo é estabelecer uma estratégia piloto, com uma metodologia que depois possa ser replicada em demais municípios afetados pela Operação Grilo. 
Lentidão - A presidenta da comissão classificou a regularização de terras em Minas de “lenta e comparada a ritmo de tartaruga” e insistiu que o Estado priorize a retomada das titulações na região do Alto Rio Pardo.
“A Operação Grilo prejudicou toda uma população que não tinha relação com as fraudes investigadas” afirmou Leninha.
O deputado Jean Freire (PT) endossou a deputada e acrescentou que para os trabalhadores rurais e agricultores familiares a regularização equivale, em importância, à certidão de nascimento.
Marco legal – A deputada Leninha e o deputado Doutor Jean Freire ainda criticaram o Projeto de Lei (PL) 3.601/16, que dispõe sobre a destinação de terras públicas e devolutas e que perdoaria dívidas de empresas arrendatárias com o Estado.
Autor do projeto, o deputado Tadeu Martins Leite (MDB) disse que seu texto original não prevê esse perdão e defendeu que o processo de regularização fundiária seja desburocratizado por meio de uma nova legislação.
O subsecretário também defendeu a modernização do marco legal que rege a questão. Segundo ele, é preciso flexibilizar o processo. Como exemplo, citou que hoje somente o Estado pode atuar na regularização urbana rural, ficando os municípios restritos à regularização urbana, enquanto poderiam atuar em parceria com o Estado, por exemplo na realização de cadastros fundiários.
Trabalhadores apontam insegurança
Sem regularização, o produtor teria dificuldades de acessar políticas de financiamento e de venda de produtos da agricultura familiar 
Sem regularização, o produtor teria dificuldades de acessar políticas de financiamento e de venda de produtos da agricultura familiar - Foto: Willian Dias
A coordenadora do Mastro, Ateir Pereira da Penha Souza, afirmou que os trabalhadores rurais não foram os responsáveis pela crise atual do Estado e nem por fraudes que desencadearam a Operação Grilo.
“Sem o título, tudo se torna insegurança nas nossas vidas”, ainda desabafou Marilene Pereira, da Federação dos Trabalhadores Rurais do Estado (Fetaemg). Sem a terra regularizada, o produtor tem dificuldades de ser beneficiado por políticas de financimento, de acesso à água e de venda de produtos oriundos da agricultura familiar, enumerou ela.
O assessor jurídico do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Salinas, André Alves de Souza, acrescentou a esse rol de prejuízos ainda a dificuldade de comprovação para fins de aposentadoria como trabalhador rural.
Representando o Ministério Público, o analista de sociologia Jonas Vaz Leandro Leal apoiou o edital de chamamento público divulgado pelo subsecretário, mas pediu atenção especial aos processos que envolvam as comunidades tradicionais, para que sejam respeitadas em seus modos de vida.
Fonte: site da ALMG

domingo, 11 de fevereiro de 2018

Pequi beneficiado cria mercado para agricultores familiares

O sabor é marcante, o cheiro característico e a cor intensa aguçam os sentidos. Fruto típico do Cerrado mineiro, o pequi tem transformado a vida de muitas famílias rurais no Território Norte de Minas Gerais.

Em Jequitaí, a cerca de 100 Km de Montes Claros, com ajuda da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais (Emater-MG), agricultores familiares estão aprendendo as técnicas de beneficiamento do fruto e aumentando as possibilidades de comercialização.
O fruto é colhido no período de dezembro a março. De acordo com a engenheira agrônoma da Emater-MG, Maria Fernanda Nonato, os cursos são ministrados, desde 2014, com o objetivo de agregar renda, uma vez que permite aos agricultores vender o produto beneficiado na entressafra, a preços mais atraentes.
“O beneficiamento aumenta o tempo de conservação do fruto. Seguindo as boas práticas de fabricação, o pequi aumenta sua durabilidade em até um ano”, explica Maria Fernanda.
Segundo a extensionista, são ensinadas as técnicas de conservação por congelamento e por salmoura que permitem a produção do pequi congelado, da polpa congelada e também da conserva de pequi.
Em 2018 já foram capacitados 30 agricultores familiares, em cursos realizados nas Comunidades Rurais de Cana Brava, Vista Alegre e Morrinhos.
Pequi abre mercado para agricultores familiares no Norte de Minas (Divulgação/Emater-MG)
Parceria
Para a realização dos cursos foram priorizados agricultores beneficiários do programa Brasil Sem Miséria (BSM) e do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE). Alguns beneficiários do PBSM adquiriram freezeres e os utilizam para o armazenamento da polpa e do pequi em caroço congelados.
Uma parceria com o Núcleo Pró-Pequi, sediado em Montes Claros, viabiliza a aquisição de potes de vidro para a realização dos cursos, participação em feiras e organização da cadeia produtiva do pequi na região.
O beneficiamento tem aumentado o prazo de validade do produto para até um ano, ajudando a eliminar um gargalo na comercialização. A maioria dos extrativistas de Jequitaí coletam os frutos e os comercializam na BR-365.
“São muitas toneladas vendidas e em comunidades rurais do município esta é a única atividade de renda para a população. O valor nem sempre é justo devido a grande variação do mercado comprador”, explica Maria Fernanda.
Ouro do Cerrado
A história do pequi e do Norte de Minas se misturam. A região possui um cerrado abundante e o fruto se destaca principalmente na área gastronômica, sendo muito comercializado no local e também em outros estados como Goiás e São Paulo.
Com o fruto, são feitos pratos tradicionais, como a galinhada com pequi e arroz com pequi, o mais apreciado na região. A polpa possui altos teores de caroteno, proteínas, fibras e vitaminas A e C.
Fonte: Agência Minas