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quarta-feira, 9 de janeiro de 2019

Berilo: Dona Senhorinha, a parteira e raizeira do Cruzeiro, mestra do conhecimento popular

Senhorinha de Amorim Martins, nascida em 22 de abril de 1905, era filha de José do Amorim e Paulina Martins. 
Viveu a vida inteira na Comunidade do Cruzeiro e desde pequena aprendeu com a mãe o ofício de parteira, tornando-se, logo, uma das principais em todo município. 
A imagem pode conter: 1 pessoa, a sorrir, em pé e ar livre
Dona Senhorinha, parteira, raizeira e benzedeira, nasceu e viveu seus 103 anos na Comunidade do Cruzeiro, em Berilo, Médio Jequitinhonha, nordeste de Minas Gerais.
Devotada à Nossa Senhora da Conceição, Senhorinha nunca negou ajuda à aqueles que a procuravam. Acompanhava as mulheres durante a gestação, chegando a ficar meses nas casas, dando suporte à família. Com estes cuidados e delicadeza, ela sempre gabava-se de que nunca havia perdido uma criança e nenhuma mãe. 

Era uma rica conhecedora das “Mesinhas” (remédios de plantas) medicinais e também benzedeira muito requisitada. 
Seu pai foi um dos primeiros a chegar ao local onde hoje é a Comunidade do Cruzeiro.


"A história conta que eram escravos libertos de uma fazenda, localizada no Ribeirão do Altar."
O pai se casou com Paulina Barbosa. Juntos, tiveram 13 filhos. Dentre eles, estava Dona Senhorinha que, por sua vez, casou-se com Salvino Rodrigues e tiveram 12 filhos.

Mulher de pouco mais de 1.40 cm de altura, tornou-se muito respeitada por todos, devido sua bondade e conhecimento. 

Todos os sábados, rezava o terço em sua casa e gostava de danças como vilão, roda e outras típicas da região. 

Foi ao médico pela primeira vez aos 98 anos devido a um AVC - Acidente Vascular Cerebral (derrame). Dizia que só adoeceu por não conseguir mais caminhar nas matas para procurar os remédios necessários.
Faleceu aos 103 anos, em uma noite de novembro de 2009, deixando uma história repleta de exemplos de caridade, honestidade e conhecimento.



Este texto faz parte de histórias de personagens populares do município de Berilo, no Médio Jequitinhonha, nordeste de Minas.



Autoria de Alessandro Borges, o Alê do Rosário, de Berilo.

quinta-feira, 22 de junho de 2017

Urucum reduz colesterol


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URUCUM 

Bixa orellana

Descrição : Da família das Bixáceas, também conhecido como colorau, urucuba, uru-uva, alçafroeira da terra e bixa. Planta de porte médio. As folhas são pecioladas, alternadas e persistentes. As flores são pequenas, na tonalidade branco rósea e aparecem n aponta dos galhos. Os frutos são pequenas cápsulas espinhosas, também denominadas de cachopa, contendo em seu bojo 30 a 50 sementes com arilo. Existem 2 variedades dessa planta, que se distingue pelas cápsulas de cor verde ou vermelha. O arilo ou polpa da semente fornece dois corantes naturais: a bixina que é vermelha, e a oerina que é amarela e solúvel na água. A reprodução da planta, que é de fácil adaptação, pode ser feita por estacas ou sementes, nos meses de outubro e março, época das chuvas. Frutifica 3 anos após o plantio e a reprodução se prolonga por cerca de 30 anos. Não e exigente quanto ao solo, mas não tolera geadas.

Parte utilizada: Frutos, sementes, raiz.

História: Em tupi uru-ku significa vermelho. É usado pala população indígena da Amazônia peruana e brasileira como cosmético e foto protetor e como corante de cerâmica desde tempos imemoriais. Um dos poucos corantes que não causam dano à saúde, hoje é utilizado industrialmente na fitocosmética mundial e como corante vermelho pera camas e amarelo pera laticínios.

Habitat: É natural da América do Sul tropical, ocorrendo das Guianas ao sul da Bahia.




Origem : América tropical, e é bem cultivadas em todos os países e nos estados do Brasil

Modo de Conservar : As sementes podem ser utilizadas frescas ou secas ao sol, em local ventilado e sem umidade. Armazenar em potes de porcelana ou vidro escuro, bem tampados.

Plantio : Floresce e dá frutos espinhosos de até 3 cms em janeiro/fevereiro e junho/agosto. Dentro dos frutos se encontram as sementes que podem ser verdes ou vermelhas. Para cultivo, semear em sacos e transplantar após 4 a 6 meses da germinação, à distância de 5 metros. Frutifica após 3 anos. Gosta de sol pleno, clima úmido, solos férteis e ricos em matéria orgânica; ressente-se de geadas.

Propriedades : Adstringentes, cicatrizante, emoliente e anti-inflamatória.

Indicações : Para uso interno, combate aftas, faringites e amigdalites (gargarejos). Para uso externo, em forma de lavagens e compressas combate infecções cutâneas, erupções, queimaduras leves e celulite.



Uso pediátrico: As mesmas indicações possíveis.

Uso na gestação e na amamentação: contraindicado para gestantes e lactentes. A raiz é abortiva.

Princípios Ativos : taninos ; Celulose; Açúcares; Óleos essenciais diterpênicos: farnesilacetona, geranil, geranlol, geranil-formato, geranil-octedeconoato; Óleo essencial monoterpênicos e sesquiterpênico; Banzenóide: ácido gálico; Óleo fixo; Pigmentos (carotenoides): bixina, metil-bixina, nor-bixina, trans-bixina, Bcaroteno; e criptoxantlna, lutei na, zeaxantina, orelina. Ácidos graxos saturados e insaturados; Flavonoides: bissulfato-7-apigenina, cosmosiina, blssulfato-8hipoaletina, bissulfato-7 -Iuteolina, luteolina 7 -Q-B-Dglucosldeo, isoscutelarelna; Proteínas; Fosfolipídios; Vitaminas: A, B2 e C; Saponinas; Sais minerais: p0tássio, fósforo, cálcio, ferro.

Contraindicações/cuidados: gestantes e lactantes. Tóxico para o fígado e pâncreas. Pode causar variações na taxa de glicose. Obs.: a casca da semente tem efeito tóxico ao pâncreas e fígado, acompanhado de hiperglicemia e aparente aumento de insulina. A semente não provoca em ratas, nenhum sinal de toxicidade aparente, porém, em cachorro, se observou pancreotoxicidade, hepatotoxicidade e incremento aparente do nível de insulina.

Interação Medicamentosa: A casca da semente causá hiperglicemia e elevação da taxa de insulina.

Toxicologia: A casca da semente é pancreotóxica e hepatotóxica. Também causa alterações no nível de Glicose. Não deve ser usada; A dosagem de qualquer outra perte da planta deve ser estritamente observada.



Modo de usar:
- folhas previamente machucadas: curar panos (infecção micótica): uso externo;
- pó do arilo das sementes: em gargarejos: amigdalites, afecções bucais; - sementes amassadas: aplicação tópica em queimaduras;
- maceração a frio: 30 a 35 sementes por litro de água fria. Deixar macerar 1 dia em vidro escuro. Tomar 1 litro por dia do macerado, durante 10 dias;
- pó das sementes maceradas: digestivo, laxante, expectorante, febrífugo, cardiotônico, hipotensor, antibiótico, anti-inflamatório para contusões e feridas, colesterol, sarna e piolho;
- infusão: 10 a 15 g de sementes por litro de água fervente por 15 minutos: endocardite, pericardite, afecções do estômago, obstipação intestinal, hipotensor, vermífugo, tratamento de doenças pulmonares, asma, febres, afrodisíaco, moléstias cardiovasculares, digestiva, expectorante, laxante, colesterol;
- infusão das folhas: bronquite, faringite, expectorante, inflamação dos olhos;
- decocção das raízes: digestivo, inflamação.
- decocto de 3 g de sementes em 300 ml de água por 10 minutos. Tome uma xícara após as refeições: laxante;
- decocção das folhas: sarampo; - extrato lipossolúvel: extrai-se o arilo da semente com solventes orgânicos (acetona, metanol, etanol), evapora-se e o resíduo é misturado a um óleo vegetal;
- extrato alcalino: utiliza-se uma solução hidroalcoólica amoniacal para retirar o arilo;
- tintura: deixar macerar por 8 dias 20 g de pó da semente em 100 ml de álcool 70%. Embeber em chumaço de algodão e aplicar topicamente em áreas parasitadas por sarna e piolhos, antídoto do ácido cianídrico;
- óleo de urucum: 50 gs de sementes de urucum / 250 g de óleo de amêndoas ou algodão ou soja. Deixar a mistura em banho-maria por 2 horas: beleza e proteção da pele;
- repelente: dilua uma colher das de chá de pó das sementes em 100 ml de óleo puro ou glicerina. Espalhe pelo corpo;
- reposição de carotenos e beta carotenos: beber até 1 g do pó das sementes por dia; - fabricação de produtos bronzeadores e de proteção solar.

Obs.: Os extratos etanólicos do fruto e folhas mostram atividade antibacteriana in vitro sobre Staphylococcus aureus, Escherichia coli e Salmonella typhi.

Fonte: www.plantasquecuram.com.br