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quinta-feira, 30 de novembro de 2017

Governo distribui sementes em 159 municípios do norte e nordeste de Minas

Estado intensifica distribuição de sementes nos territórios prioritários.


Ação integra Estratégia de Enfrentamento a Pobreza no Campo e distribuirá sementes em 159 municípios.

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Sob a coordenação da Secretaria de Estado de Trabalho e Desenvolvimento Social (Sedese), em parceria com a Emater e o Instituto de Desenvolvimento do Norte e Nordeste de Minas Gerais (Idene), sementes de milho, feijão e sorgo estão sendo distribuídas nos territórios Norte, Vale do Rio Doce, Mucuri, Alto Jequitinhonha e Médio e Baixo Jequitinhonha, em 159 municípios.
A ação integra o Projeto “Sementes Presentes – Alimento e Trabalho no Campo”, da Estratégia de Enfrentamento da Pobreza no Campo do Governo de Minas Gerais, e tem como público agricultores (as) familiares inscritos (as) no CadÚnico com renda de até meio salário mínimo, com prioridade para as comunidades quilombolas, indígenas e os assentamentos. 
Na Comunidade Rural de Mandacaru, em Montes Claros (Norte), as sementes foram distribuídas na segunda-feira (27/11). Nesta comunidade, as mulheres encaram a enxada sob o sol arretado do Norte de Minas: colhem, plantam e vendem.
Muitas delas são beneficiárias do Programa Bolsa Família. É o caso de Maria Ronícia da Silva Santos. Nascida e criada na comunidade, ela conta que os três filhos se tornaram professores graças "à força da mão" na enxada.  Ao receber as sementes, ela espera melhorar sua renda com a compra da produção pelo Governo. "Agora é rezar pra chuva cair e a semente brotar".
Joana Ferreira e Vanilda Márcia também receberam pacotes de sementes de milho e feijão. Trabalhadoras rurais cadastradas no CadÚnico  têm renda mensal inferior a  R$ 300,00.   Inscrita no Bolsa Família, Joana, mãe de Sergio e Eliane, recebe R$ 163,00 do programa.
“O que ajuda é a venda das verduras de porta em porta na comunidade. A horta tá dando um dinheirinho. Tem cebola, salsa, cebolinha, quiabo e abóbora. Com a compra do Governo da nossa produção, vai dar um sossego".
Para Vanilda, que perdeu a Bolsa Família porque a filha completou 18 anos, mas não possui emprego, está mais difícil sobreviver. "Espero que as sementes brotem, cresçam e ajudem na nossa sobrevivência".
Sementes Presentes nos territórios
A entrega das sementes prossegue até a primeira semana de dezembro e o cronograma já foi definido para alguns dos 159 municípios contemplados.
Ainda este ano serão distribuídas mais de 235 toneladas de sementes de milho, feijão e sorgo para quase 25 mil famílias dos territórios do Alto Jequitinhonha, Médio e Baixo Jequitinhonha, Mucuri, Norte e Vale do Rio Doce.
Para início de 2018, serão beneficiadas mais 26 mil famílias com o recebimento de 156 mil saquinhos do kit-horta, sementes de abobrinha, alface, repolho, cenoura, beterraba e quiabo.         
                          
Enfrentamento da Pobreza
A Estratégia de Enfrentamento da Pobreza é composta por 30 ações diferentes, em várias linhas de atuação de 20 secretarias estaduais e já investiu até o momento, cerca de R$ 230 milhões.
Dentre elas, o Projeto Sementes Presentes, que tem por objetivos fomentar a agricultura familiar por meio de assistência técnica e recebimento de insumos; articular esta produção com as compras de merenda escolar e possibilitar o incremento da economia local; adequar o cardápio aos produtos regionais para alcançar 30% dos recursos do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) empregados na aquisição de produtos da agricultura familiar. Além de promover a segurança alimentar para famílias de agricultores em situação de vulnerabilidade social.
Ao todo, o projeto contempla 750 escolas estaduais, envolve 1.500 gestores públicos e vai beneficiar 50 mil famílias de agricultores familiares de 159 municípios nos territórios de desenvolvimento do Alto Jequitinhonha, Médio e Baixo Jequitinhonha, Norte, Mucuri e Vale do Rio Doce. Essas regiões apresentam altos índices de pobreza e vulnerabilidade social, segundo pesquisa do IPEA/2015.
Fonte: Agência Minas

segunda-feira, 19 de junho de 2017

População vai participar de consulta pública sobre o Plano Estadual de Enfrentamento à Pobreza no Campo


Governo de Minas Gerais recebe contribuições sobre o tema até o último dia do mês, 30 de junho.


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Está aberta, até 30 de junho de 2017 (sexta-feira), a Consulta Pública do Governo de Minas Gerais sobre o Plano Estadual de Enfrentamento à Pobreza no Campo, documento que servirá de base para elaboração de Projeto de Lei a ser encaminhado à Assembleia Legislativa de Minas Gerais.


A implantação por meio de lei vai garantir políticas públicas sólidas voltadas para a população vulnerável no campo. O plano é resultado de uma construção coletiva e promove a integração e articulação das diversas ações, cada uma com sua dinâmica de atuação própria, para um objetivo comum.



A partir do lançamento da proposta, em junho de 2016, foi formado o Grupo Coordenador da Estratégia de Enfrentamento da Pobreza no Campo, coordenado pela Secretaria de Estado de Trabalho e Desenvolvimento Social (Sedese) e composto por representantes de 19 instituições, entre secretarias estaduais e entidades parceiras, responsável pela elaboração do Plano.




Por quase 12 meses, técnicos, gestores estaduais e representantes das instituições parceiras se debruçaram sobre as estratégias de enfrentamento da pobreza no campo, com o apoio metodológico de professores e pesquisadores da Universidade do Estado de Minas Gerais (Uemg).



O público prioritário do Plano de Enfrentamento da Pobreza no Campo é a população em situação de pobreza e vulnerabilidade social dos municípios dos cinco territórios de desenvolvimento do Alto Jequitinhonha, Médio e Baixo Jequitinhonha, Mucuri, Norte e Vale do Rio Doce, especialmente os povos e comunidades tradicionais (quilombolas, indígenas, ciganos, comunidades extrativistas e outros) e os grupos específicos (acampados, pré-assentados, assentados da reforma agrária, entre outros) residentes nessas regiões.




Esses territórios registram os maiores percentuais de analfabetismo adulto, taxa de mortalidade infantil, doenças decorrentes de saneamento ambiental inadequado, proporção de crianças de 4 a 5 anos fora da escola e elevada taxa de evasão escolar no ensino médio.



Dividido em capítulos, o documento contém concepções, diretrizes e objetivos alinhados com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, definidos pela ONU em 2015. 
A atuação se dá em quatro eixos: Infraestrutura; Acesso à Terra: Inclusão Produtiva; e Acesso a serviços públicos, benefícios e transferência de renda.
Fonte: Agência Minas