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domingo, 19 de março de 2017

Carne “maquiada” pode levar a morte

Carne adulterada causa vários danos a saúde (Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil)
Carne podre, vencida, com produtos cancerígenos de alto teor, contaminados por bactérias e até com papelão. Esses são alguns dos problemas descobertos pela operação “Carne Fraca” deflagrada nesta sexta-feira (17/3/2017) pela Polícia Federal. Executivos do frigorífico JBS e da empresa BRF Brasil foram presos. Toda essa carne vendida livremente nos frigoríficos e “maquiada” para que os consumidores não identificassem os problemas que podem causar sérios danos à saúde. No caso de idosos e crianças a contaminação pode levar até a morte.
A médica veterinária, especialista em produção animal e professora da Unifenas Ariane do Nascimento, explica que a contaminação por bactérias em carnes pode ser bastante grave. “Existe um perigo das doenças passarem dos animais para o homem, uma deles, por exemplo, é a tuberculose. Além disso, no caso, por exemplo, de remédios como antibióticos nesses alimentos, cria-se um grande problema para o consumidor, já que bactérias no corpo dele ganham resistência e as doenças ficam mais difíceis de tratar”, explica.
Ainda segundo ela, é possível até mesmo o desenvolvimento de novas bactérias. “As carnes vencidas são bastante problemáticas, causam intoxicação alimentar e promove a proliferação de bactérias. Algumas delas presentes no intestino dos animais pode até mesmo causar hemorragias nas pessoas. Para crianças, idosos e pessoas com baixa imunidade, existe um risco de morte”, afirma a médica.
Os principais danos causados por esses alimentos tendem a ser intestinais. A nutricionista Thais de Oliveira explica que os principais sintomas são diarreia, fortes dores abdominais e vômito, mas isso depende de cada organismo. “Essas carnes acabam contendo micro-organismos que são bactérias, fungos e toxinas e dependendo do que atingir a pessoa, vai causar um tipo de sintoma. Crianças e idosos têm uma facilidade muito grande de desidratar e podem acabar morrendo”, considera a nutricionista.
Segundo ela, se a pessoa tiver com o sistema imunológico fraco, ela também pode ter problemas em vários nos órgãos espalhados pelo corpo. “Isso acaba sendo muito perigoso porque não sabemos se essa carne foi para hospitais ou escolas”, destaca Thais. As especialistas explicam que o papelão não é absorvido pelo organismo, mas pode causar desconforto intestinal.
Fonte: OTEMPO

terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

KAPEL: a cerveja artesanal de Capelinha

KAPEL: a cerveja artesanal de Capelinha

Beber cerveja é um dos maiores hábitos do brasileiro. E não é diferente em Capelinha, no Vale do Jequitinhonha, no nordeste de Minas. Desde novembro de 2016, a cidade conta com a produção artesanal de cerveja. O casal Ana Maria Martins Botelho e Glayton Botelho começou a fabricar a Kapel, que, por enquanto, só pode ser apreciada através de encomendas.  Mas, há planos de expandir a fábrica e vender em supermercados e lojas especializadas em toda a região.
Tudo começou quando Ana foi cursar Agronomia na Espanha, através de um intercâmbio. Lá, ela descobriu “que existem mais de mil tipos diferentes de cerveja”. Entusiasmada com o assunto, convidou Glayton e fizeram um curso de produção caseira de cerveja em Belo Horizonte. Ana, que é de Araçuaí, veio para Capelinha junto com Glayton e hoje são casados. Foi através do Empretec, um curso do SEBRAE, que o casal percebeu que era possível produzir cerveja artesanal em solo capelinhense.
Na capital mineira, eles descobriram um local para comprar a matéria-prima e adquiriram o vasilhame necessário para a fabricação. O material é importado, vem de países como Alemanha e Canadá.
A primeira cerveja não ficou “no jeito”. A segunda foi melhorando, e a terceira teve um retorno positivo. “Distribuímos entre os amigos, fiquei muito empolgada com o resultado”, conta Ana Maria.
A cervejeira ressalta ainda que foi aprovada, no final do ano passado, uma lei que permite que microcervejarias, alambiques e vinícolas se encaixem no MEI (Microempreendor Individual). A lei entra em vigor no Brasil a partir de 2018. Enquanto isso, Ana e Glayton têm feito pesquisas de mercado e se inteirado sobre os meios de distribuição e divulgação do produto que fabricam.

Cervejas da marca Kapel (Foto: Divulgação)

Kapel – Linha
Para homenagear Capelinha, o casal Ana Maria e Glayton batizou a cerveja artesanal de Kapel. Foi o amigo e designer Rodrigo Pires quem criou a identidade visual da marca, e a Kapel já figurou como brinde numa festa em Capelinha nesse ano de 2017. “Somos gratos a Capelinha pela acolhida, pelas amizades que a gente vem cultivando. Nada mais justo que esse nome, Kapel”, destaca Glayton.
Ana Maria revela que a capacidade de produção, neste momento, é de 40 litros por semana. E explica que a garrafa da Kapel não é retornável, a exemplo do que ocorre com as cervejas artesanais produzidas no Brasil. “Tem gente que fica com a garrafa por recordação, e também quem costuma nos devolver, fica a critério do cliente”.
Sabor inconfundível
A principal vantagem em beber cerveja artesanal é o sabor. Nas cervejas comuns, que são frutos de industrialização, o aroma e o sabor ficam comprometidos por causa do acréscimo de cereal não maltado. Já a Kapel é uma cerveja 100% malte, com gosto que agrada até os paladares mais exigente.
“A Kapel é 100% puro malte, é o sabor original. Nós estamos tentando seguir ao máximo a tradição e a Lei de Pureza Alemã, que priorizam a seguinte composição: água, malte e lúpulo. A Kapel tem qualidade, sabor e aroma, é uma cerveja para ser degustada como se degusta vinho, é para ser apreciada, ela mexe com todos os sentidos, tem um sabor inconfundível”, salienta Ana Maria.
Os produtores da Kapel têm experimentado diversas receitas, como a cerveja preta, a cerveja vermelha e uma série de combinações, para oferecer um produto “ao gosto do freguês”. A intenção é que a partir de 2018 a Kapel seja comercializada em supermercados e lojas especializadas em Capelinha e região.
O segredo do sabor da Kapel só a Ana e o Glayton sabem, caro leitor. Mas não contam pra ninguém, é claro. Porém, quem quiser saber outros detalhes ou experimentar a Kapel, pode entrar em contato pelo telefone (33) 98413-0956 (número da Vivo). O lema da Kapel é: “Não beba quantidade, beba qualidade”.

O casal Ana Maria e Glayton (Foto: Divulgação)
Fonte: Rosa Santos, no Jornal Local, de Capelinha.