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domingo, 18 de novembro de 2018

Araçuaí - Vale do Jequitinhonha: Sigma investe R$ 250 milhões para iniciar exploração de lítio

O lítio produzido pela companhia será praticamente todo exportado, já que não existem fabricantes nacionais de baterias de lítio, usadas na fabricação de smartphones, tablets e veículos elétricos.

Foto: divulgaçãoSigma prepara aporte de R$ 250 milhões para iniciar operações em Araçuai e Itinga
A jazida da empresa fica localizada próxima a Araçuaí e Itinga, no Vale do Jequitinhonha
A Sigma Mineração já investiu R$ 100 milhões neste ano no seu projeto para a produção de lítio em Minas Gerais. Para 2019, a previsão é de que mais R$ 250 milhões sejam investidos para iniciar as operações em 2020.

A jazida da empresa fica localizada próxima a Araçuaí e Itinga, no Vale do Jequitinhonha, e a planta será construída em Araçuaí, com capacidade para a produção de 240 mil toneladas de concentrado de lítio ao ano. Este volume já colocaria a companhia como a maior produtora do insumo usado para a fabricação de baterias de carros elétricos, celulares e tablets no Brasil e entre as cinco maiores do mundo.

O presidente Sigma, Itamar Resende, explicou que os recursos investidos neste ano foram direcionados em sondagens, pesquisas e na operação de uma pequena planta na área do ativo, que vai gerar amostras para o mercado. Para 2019, segundo ele, mais R$ 250 milhões serão aportados para colocar a planta industrial em operação.

“Vamos começar os testes pré-operacionais em dezembro de 2019 e iniciar as operações em janeiro de 2020. Por isso, estamos iniciando a compra de equipamentos que demandam mais tempo para chegar, especialmente os importados, com o objetivo de evitar atrasos. Estamos desenhando a planta já pensando no futuro, na medida em que, se houver demanda, podemos, no mínimo, dobrar a capacidade da unidade”, detalhou Resende.

Em princípio, o lítio produzido pela companhia será praticamente todo exportado, já que não existem fabricantes nacionais de baterias de lítio, comumente usadas na fabricação de smartphones, tablets e veículos elétricos. A capacidade de produção inicial da planta deve chegar a 240 mil toneladas de concentrado de lítio por ano. “Com este volume, no Brasil vamos ser a maior empresa e estaremos entre os cinco maiores players mundiais do setor.
Para se ter uma ideia, essa produção seria capaz de suprir a demanda do País, caso tivesse fabricantes de baterias de lítio aqui”, ressaltou o presidente da Sigma.

Alto teor –



 A área de concessão da empresa, conforme já informado, é de cerca de 18 mil hectares e, até agora, não se conhece toda a reserva. O teor de óxido lítio encontrado é de 1,56%, o segundo maior teor do mundo entre as jazidas conhecidas do mineral. Além disso, a quantidade de recursos medidos, conforme o presidente da companhia, “é muito expressiva”.

De acordo com Resende, os números definitivos da reserva serão revelados em dezembro, após a conclusão das pesquisas e sondagens, trabalho que, junto com a operação da pequena planta de amostras, consumiu a maior parte dos R$ 100 milhões já aportados no projeto. Até agora foram feitos 36 mil metros lineares de sondagens, o que o executivo classificou de “uma sondagem de grande porte”.

A Sigma já iniciou os processos de licenciamento e autorizações necessárias para a operação da mina e da planta. Atualmente, a empresa está em fase de conclusão do projeto de engenharia e do processo tecnológico. Resende explicou que a operação no complexo será “enxuta e otimizada, com bastante automação”.

Além disso, a Sigma vai adotar um processo produtivo com elevado índice de recuperação, o que significa que o procedimento deve aproveitar, ao máximo, o minério contido na rocha, reduzindo os custos de produção. O presidente da companhia revelou que os testes metalúrgicos estão feitos no Canadá e que, até agora, os resultados são satisfatórios. “Estamos muito confiantes de que escolhemos o que existe de mais moderno e avançado para operação e produção”, frisou.

Conforme informado anteriormente, o projeto da Sigma deve gerar 200 empregos diretos e aproximadamente 600 indiretos. A contratação de trabalhadores deve privilegiar a mão de obra local, apesar de, em um primeiro momento, alguns recursos humanos serem “importados” de outras regiões ou estados.

Fonte: Gazeta de Araçuaí 

quarta-feira, 28 de fevereiro de 2018

Brasil tem cerca de 13 milhões de desempregados.

IBGE: desemprego fica em 12,2% no trimestre encerrado em janeiro

Janeiro é um mês tradicionalmente ruim para o trabalho, mas resultado foi positivo na comparação com 2017. Brasil tem 12,7 milhões de desempregados.
Pixabay
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Emprego na indústria cresceu 5% e ajudou a reduzir o desemprego na comparação anual
A taxa de desemprego apurada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) ficou estável em 12,2% no trimestre encerrado em janeiro na comparação com os três meses terminados em outubro. A estabilidade vem após dois trimestres consecutivos de baixa. Na comparação com o mesmo período de 2017, houve queda de 0,4 ponto porcentual no desemprego. O Brasil ainda tem 12,7 milhões de pessoas em busca de trabalho.
Apesar da queda contínua da taxa de desemprego ao longo do ano passado, o Brasil encerrou 2017 com 12,3 milhões de trabalhadores em busca de trabalhoNo ano, porém, a taxa média de desocupação no mercado de trabalho brasileiro foi de 12,7%, a mais alta desde 2012, início da série de medições.
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A taxa de desemprego alcançou 13,6% no trimestre de fevereiro a abril de 2017 mas, desde então, acumulou quedas nos índices de maio a julho (12,8%) e de agosto a outubro (12,2%). “O índice vinha caindo, mas agora houve essa estabilidade, interrompendo as duas baixas. É um movimento característico de janeiro, quando esse indicador tende a estabilizar ou até a subir”, explica o Coordenador de Trabalho e Rendimento do IBGE, Cimar Azeredo. Na comparação com o trimestre móvel encerrado em dezembro (11,8%) houve alta de 0,4 ponto.
O emprego com carteira assinada segue em baixa (-1,7%). O grupo foi o único a cair na comparação anual, enquanto empregados sem carteira (5,6%) e trabalhadores por conta própria (4,4%) sustentaram o crescimento da população ocupada, que aumentou em 1,8 milhão de pessoas (2,1%). “Por causa da crise econômica, o mercado não consegue impulsionar a criação de postos de trabalho de qualidade. Todo esse crescimento de 1,8 milhão de pessoas está apoiado em uma plataforma informal de trabalho”, conclui Cimar.
Por setor
A análise do contingente de ocupados segundo os grupos de atividade mostra que não houve criação de vaga em nenhum dos setores econômicos, mas houve cortes na administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais (1,4%, ou menos 218 mil pessoas). Por se tratar de um número pequeno diante do contingente total de ocupados - 91,7 milhões de pessoas - a taxa permanece estável entre os dois trimestres.
Já na comparação entre os três meses encerrados em janeiro e o mesmo período do ano passado observou-se aumento nas categorias: Indústria (5%, ou mais 558 mil pessoas), Alojamento e alimentação (6,4%, ou mais 316 mil pessoas), Informação, Comunicação e Atividades Financeiras, Imobiliárias, Profissionais e Administrativas (3,6%, ou mais 351 mil pessoas), Administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais (2,7%, ou mais 413 mil pessoas), Outros serviços (8,7%, ou mais 374 mil pessoas) e Serviços domésticos (4,3%, ou mais 265 mil pessoas). Houve redução nos seguintes grupamentos: Agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura (3,9%, ou menos 350 mil pessoas) e Construção (4%, ou menos 281 mil pessoas).
O rendimento médio real habitual atingiu 2,169 mil reais em janeiro, estável tanto em relação ao trimestre anterior quanto ao mesmo período do ano passado. Já a massa de rendimento, que é a soma de todos os recursos recebidos pelos trabalhadores, ficou estável no trimestre, mas cresceu  3,6% na comparação com o mesmo período do ano passado, atingindo 193,8 bilhões de reais. 
Fonte: Fundação Perseu Abramo.

terça-feira, 2 de julho de 2013

Lei do Ato Médico prejudica outras 13 profissões da saúde

3 milhões de profissionais da saúde cobram veto de Dilma a projeto de lei que fere a autonomia das demais profissões, como a enfermagem, odontologia e a psicologia. 

por Paloma Rodrigues — publicado 01/07/2013 15:57, na Revista Carta Capital
José Cruz/ABr
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Protesto na esplanada dos ministérios, contra o Ato Médico, na sexta-feira 21
Dilma tem até o dia 12 de julho para decidir sobre a sanção ou veto à proposta. Até lá, as associações marcaram para o dia 3 deste mês uma série de manifestações pelo País. No mesmo dia, os médicos organizam uma paralisação em protesto contra a importação de médicos estrangeiros para o Brasil.
Representantes dos conselhos e federações de todas as profissões se reuniram na quinta-feira 27 com o ministro da Secretaria-Geral da presidência, Gilberto Carvalho, e com a ministra-chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann. A delegação foi composta por aproximadamente 30 profissionais. Eles elaboraram um manifesto online contra a sanção do Ato.
Um dos pontos mais polêmicos é o que se refere ao inciso primeiro do artigo quarto, que coloca como atividades privativas do médico a “formulação do diagnóstico nosológico e respectiva prescrição terapêutica”. Em outras palavras, a determinação autorizaria apenas os médicos a diagnosticar doenças e prescrever ou indicar tratamentos - ainda que estes viessem a ser conduzidos por outros profissionais posteriormente, como um fisioterapeuta ou um psicólogo.
Também geram polêmica os pontos que definem como "atividades privativas" do médico a execução da sedação profunda e de anestesias, bem como a direção e chefia de serviços médicos.
“Querem tornar privativo o diagnóstico e a prescrição de medicamentos. Só médicos poderão realizar atestados e perícias. Só médicos poderão trabalhar na direção e chefia dos serviços de Saúde. Isso é reserva de mercado”, diz Celso Tondin, doutor em psicologia e integrante do Conselho Federal de Psicologia. Ele diz que as outras profissões estão unidas em pedir o veto do governo.
Como consequências das mudanças, afirma Tondin, estaria o aumento da demanda médica, que agora atenderia uma nova gama de pacientes antes encaminhados para as áreas específicas. “Todas as pessoas terão de passar por um médico antes de se dirigir a outro profissional. No SUS, isso acarretará em um engarrafamento. No sistema particular, significa que o paciente terá de pagar por uma consulta a mais até começar seu tratamento”, diz ele.
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou que o projeto passou por uma série de mudanças durante a tramitação e, por isso, o governo precisa "analisar com muito detalhe" o texto antes de transformá-lo em lei. Ele ainda afirmou ser "importante manter o conceito de equipes multiprofissionais".
As associações médicas defendem a regulamentação e afirmam que ela trará mais segurança para a população. Beatriz Costa, presidente da Associação Nacional dos Médicos Residentes, diz que o ato será uma vitória histórica para a categoria. “A medicina é uma das profissões mais antigas do mundo e ainda sem regulamentação no Brasil. Todas as outras já são regulamentadas”.
Geraldo Ferreira, presidente da Federação Nacional dos Médicos (FENAM), diz que o conceito multifuncional de atuação não será ferido porque “curricularmente cada profissão tem suas atribuições”.
“Uma das posições contrárias que eu ouvi foi a de que, como faltavam médicos em cidades pequenas, muitas vezes os outros profissionais faziam o papel de médico. Isso é uma brincadeira”, ironiza Ferreira.
Ele defende que a decisão de regulamentar a atuação das profissões da área da saúde não pode ser barrada levando em consideração a demanda. “Nós não podemos permitir que o governo utilize a ausência de médicos em algumas regiões para, sorrateiramente, colocar outras profissões para simularem o atendimento médico."
Para Tondin, entretanto, essa não é a realidade do País. “Ninguém atua como médico e não há nenhuma intenção das outras profissões de atuarem como médicos. Eles [da classe médica] se utilizam desse argumento porque o momento é cômodo”. Ele defende mais investimentos ao setor, mas ressalta: não é estrutura precária que faz com que regiões do Brasil tenham poucos médicos, mas sim o número insuficiente de profissionais. Nesse contexto, afirma ele, o Ato Médico é um projeto "inviável". "A falta de profissionais é um problema básico nessa situação”.

Leia mais aqui:
aprovado-pelo-senado-ato-medico-tera-impacto-no-sus
http://www.crbm1.com.br/ato.asp
ato-medico-aprovado-a-vergonha-para-os-medicos-eticos
Conselho Federal de Psicologia quer veto da Dilma.no.ato.médico