terça-feira, 15 de janeiro de 2013

COTISTAS SÃO 44% DOS INSCRITOS NO SISU


Pobres e negros invadem universidades federais

O Governo federal promoveu uma verdadeira invasão das universidades federais com o ingresso de 44 por cento de pobres e negros no ensino superior. É o que constata os levantamentos do Ministério da Educação ao analisar os dados do SISU - Sistema de Seleção Unificada, de 2013, que fez a primeira chamada para preenchimento de vagas, nesta segunda-feira, 14.01.
É uma revolução no ensino superior. Uma grande oportunidade para os estudantes de baixa renda realizarem o sonho de se formarem profissionalmente e como cidadãos no ensino superior, público, gratuito e de boa qualidade das universidades federais.  
Que os opositores elitistas não venham falar em baixar qualidade com a entrada de pobres e pretos. As notas de corte dos cotistas são semelhantes aos estudantes inscritos na ampla concorrência, onde se inscreveram estudantes originários de escolas particulares, com média e alta renda familiar. 
Leia repotagem publicada na Agência Brasil.
Heloisa Cristaldo
Repórter da Agência Brasil

Brasília – Levantamento do Ministério da Educação (MEC) aponta que quase metade dos candidatos no Sistema de Seleção Unificada (Sisu) se inscreveram por meio da Lei de Cotas, aplicada pela primeira vez no sistema. Do total de 1.949.958 inscritos, 864.830 optaram pelas vagas destinadas a cotas raciais e socioeconômicas. O número corresponde a 44% dos inscritos no Sisu.

Entre os estudantes inscritos no Sisu pelas cotas, 349.904 candidatos se autodeclararam pretos, pardos ou indígenas com renda familiar igual ou inferior a 1,5 salário mínimo e 193.238 alunos se autodeclararam pretos, pardos ou indígenas – independentemente do critério da renda familiar. Baseado no critério da renda familiar abaixo de 1,5 salário mínimo, foram 168.243 alunos inscritos. No critério referente apenas aos estudantes que fizeram o ensino médio na rede pública, foram inscritos 153.445 candidatos.

Com a reserva progressiva de vagas em quatro anos, a Lei de Cotas destina, este ano, 12,5% do total de vagas do ensino superior para estudantes que concluíram o ensino médio na rede pública, alunos com renda familiar igual ou inferior a 1,5 salário mínimo, além de garantir o acesso aos alunos autodeclarados pretos, pardos ou indígenas. Em 2014, o percentual de reserva sobe para 25% do total. Em 2015, serão 37,5%. O prazo para o cumprimento total da lei termina em 30 de agosto de 2016, quando 50% das vagas serão reservadas para as cotas.

Para o ministro da Educação, Aloizio Mercadante, o número de inscritos no sistema de cotas “foi um salto extraordinário”. “Oitenta por cento dos alunos que concluem o ensino médio são da rede pública, eles terem feito quase metade das inscrições no Sisu é um passo bastante importante”, disse.

De acordo com Mercadante, o desempenho dos cotistas foi semelhante ao dos alunos inscritos na ampla concorrência. A nota de corte dos alunos cotistas em medicina (geral) ficou em 761,67 pontos, enquanto a nota de corte da ampla concorrência foi 787,56 pontos. Para pedagogia, por exemplo, a nota de corte dos cotistas ficou em 591,58, e a da ampla concorrência, 598,08 pontos. Em licenciatura, a nota de corte dos cotistas foi 606,45 pontos e a registrada pela ampla concorrência ficou em 627,51 pontos.

Edição: Carolina Pimentel

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