quarta-feira, 24 de maio de 2017

Centrais e movimentos prometem 100 mil no Ocupa Brasília

Como o império político de Aécio ruiu em Minas Gerais

Traições, alianças rompidas, censura e crise econômica minaram hegemonia local do ex-governador.

O declínio de Aécio deixa um vácuo de lideranças políticas sem precedentes na história de Minas

Foto: arquivoComo o império político de Aécio ruiu em Minas Gerais
Aécio: de presidenciável aclamado a rejeitado no próprio estado
Há quatro anos, o maior líder político mineiro das últimas duas décadas dava sua primeira cartada para lançar-se à tão sonhada Presidência da República. Aécio Neves acabava de ser eleito presidente nacional do PSDB, com quase 100% dos votos. O ato simbólico de largada para assumir a cadeira que o avô Tancredo esteve prestes a ocupar no período da redemocratização encobria, no entanto, a incipiente perda de força do tucano em seu reduto eleitoral.

A gravação de Joesley Batista, que flagra Aécio pedindo propina de 2 milhões de reais, é apenas o golpe de misericórdia sobre o corroído capital político que restava ao ex-presidenciável depois de ter sido engolido pelas delações da Odebrecht na Operação Lava Jato.


Tancredo Neves, com os netos Andrea e Aécio
Tancredo Neves, com os netos Andrea e Aécio

Desde que iniciou o primeiro mandato como governador, em 2003, o neto de Tancredo adotou um perfil distinto do avô, que notabilizou-se pela liderança personalista. Embora tentasse se vender como estadista, Aécio tinha como virtude a repartição do poder em diversas frentes, sobretudo no interior de Minas Gerais. “Aécio é um facilitador, nunca foi protagonista”, afirma o cientista político Rudá Ricci. Com maioria na Assembleia Legislativa e o controle do orçamento, o governador conseguia direcionar recursos para núcleos sob sua influência no estado, que reuniam não só a base aliada, mas também políticos identificados com o governo federal.


A afinidade com a gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva não demonstrava puramente o estilo pacificador, mas também uma estratégia para ampliar seu campo de atuação. “O aecismo, que se formou em torno de um quebra-cabeça, tinha a capacidade de aglutinar forças antagônicas. Dava poder a partidos de oposição e conciliava famílias rivais pelo interior. Depois de sua experiência como deputado federal, Aécio levou a pequena política do baixo clero do Congresso para o estado. Essa estrutura lhe garantiu por muitos anos um status de intocável”, analisa Ricci. A favor do tucano também pesava a juventude e a projeção nacional que ganhara como presidente da Câmara dos Deputados. “Depois de Tancredo, Aécio foi o primeiro representante do executivo mineiro com envergadura de presidenciável”, diz Bruno Reis, professor de ciências políticas da Universidade Federal de Minas Gerais. “Ele simbolizava as pretensões da elite e dos setores econômicos.” 
Para consolidar sua força, a verve aglutinadora de Aécio alcançou proezas que o conduziram ao pedestal de um semideus. Primeiro, uniu PSDB e PT para emplacar o desconhecido Márcio Lacerda, do PSB, na prefeitura de Belo Horizonte. Em seguida, garantiu a eleição de Antonio Anastasia, sem nenhum lastro na política, como seu sucessor no governo enquanto se lançava ao Senado. A esta altura, ele já havia protagonizado os fenômenos “Lulécio” e “Dilmécio”, em que vários prefeitos do interior apoiavam o PSDB no estado e, ao mesmo tempo, o PT, no plano nacional. 
Imposição do nome de Pimenta da Veiga por Aécio, foi erro político.
Imposição do nome de Pimenta da Veiga por Aécio foi erro político.
 As seguidas mostras de domínio nas entranhas mineiras o deixaram confiante para resgatar o ex-ministro Pimenta da Veiga do ostracismo e escolhê-lo para a sucessão de Anastasia em 2014.
Segundo antigos aliados, esse teria sido o erro capital de sua trajetória política. A escolha foi vista como uma traição ao deputado federal Marcus Pestana, regente de um importante núcleo eleitoral na Zona da Mata mineira e candidato natural ao governo. “O Aécio não traiu somente o Marcus Pestana, mas toda a rede que ele liderava no interior, que foi rapidamente desarticulada. Na campanha, havia prefeitos ligados ao Pestana posando para fotos com o Fernando Pimentel [candidato do PT que acabou superando Pimenta da Veiga no primeiro turno]. Foi um erro grosseiro de cálculo político”, afirma Ricci. 
Para Bruno Reis, “as conquistas que obteve em Minas subiram um pouco à cabeça de Aécio, que cedeu à tentação de tirar um nome do bolso do colete para se manter influente no governo”. 
Não bastassem o esfacelamento da base no interior, o fracasso com Pimenta da Veiga e as humilhantes derrotas nos dois turnos em Minas Gerais para Dilma Rousseff na disputa presidencial, o senador teve de lidar com o acirramento da crise econômica que, ainda no governo de Anastasia, havia iniciado o processo de deterioração do aecismo. Em pouco mais de uma década à frente do executivo, a administração que propalava o famoso “choque de gestão” fez de Minas o segundo estado mais endividado do país e perdeu o fôlego para investimentos em áreas-chave como saúde, segurança e educação. 
“O modelo do Aécio se restringia às relações econômicas e negligenciava as políticas. A partir do momento em que se fecha a torneira e o dinheiro acaba, essa estrutura não se sustenta mais”, avalia Ricci. 
Do Congresso, em meio à guerra declarada com o PT e a concentração de esforços para derrubar Dilma, Aécio tampouco conseguia atender às demandas estaduais com emendas parlamentares, o que desagradava ainda mais os apoiadores que seguiam ao seu lado após a derrota. “Aécio sempre foi um insider da política, de postura centrista”, diz Reis. “Ao partir para o ataque contra o PT, ele saiu de seu hábitat e fez do impeachment a última cartada pela presidência. Mas, como tinha retaguarda vulnerável, acabou se expondo demais.” 
Nesse ponto, a corrida presidencial deixou feridas jamais escancaradas em seu berço eleitoral. Contando com a mão de ferro da irmã Andréa Neves, que desempenhou o papel informal de articuladora política durante o governo, Aécio domava a grande imprensa mineira de acordo com seus interesses. Tinha relacionamento próximo com proprietários de meios de comunicação, como Flávio Jacques Carneiro, antigo dono do jornal Hoje em Dia, que, segundo delação de Joesley Batista, teria se reunido com o empresário para tratar de propinas destinadas à campanha do tucano. 
O bom trânsito na imprensa do estado, historicamente alinhada a governos de diferentes orientações partidárias, somado à dependência das verbas de publicidade estatal, construiu uma blindagem praticamente impenetrável em torno de Aécio. 
A irmã de Aécio, Andrea Neves, que está presa em BH, controlava a mídia em MG.
A irmã de Aécio, Andrea Neves, que está presa em BH, controlava a mídia em MG.
 Vários jornalistas mineiros despedidos durante a proeminência do aecismo atribuem a demissão a exigências de Andrea Neves. De acordo com o Sindicato de Jornalistas de Minas Gerais, ela “exercia forte controle sobre as publicações no estado e perseguia críticos de Aécio”. 
Horas depois da prisão de Andrea, que teria negociado pessoalmente com Joesley os 2 milhões de propina repassados por meio de Frederico Costa, primo de Aécio, dezenas de jornalistas promoveram um encontro no sindicato para celebrar o que chamaram de “Dia da Liberdade de Imprensa em Minas Gerais”. Foi justamente nesse contexto de insatisfação velada nas redações que tornou-se praxe ao longo da campanha presidencial o que repórteres apelidaram, em tom irônico, de “tráfico de matérias”. Muitas vezes guiados pela autocensura, a fim de evitar colocar o próprio emprego em risco, profissionais repassavam informações que pudessem comprometer Aécio a veículos de outros estados. Jornais nacionais começaram, então, a publicar reportagens que dificilmente ganhariam espaço em Minas, como a história do aeroporto construído com recursos públicos em um terreno da família do senador, na cidade de Cláudio.
 Fora da zona de conforto, diante de uma artilharia que nunca havia experimentado, Aécio e o clã liderado por Andrea Neves reagiam de forma pouco republicana à circulação de notícias negativas que afetavam até mesmo o lado mais íntimo do senador.
Drogas
No começo de 2014, por exemplo, a Justiça negou um pedido para barrar buscas na internet que relacionavam o nome de Aécio ao uso de drogas. 
A imagem desgastada também comprometeu a capacidade de angariar recursos para as campanhas do PSDB no estado, tanto que o pleito à Presidência deixou uma dívida superior a 15 milhões de reais para o partido.
Ainda segundo a delação de Joesley, a JBS teria repassado pelo menos 60 milhões de reais em propinas para a campanha de Aécio. “Esse escândalo é a concretização do desgaste que se desenhava há alguns anos. 
 O declínio de Aécio deixa um vácuo de lideranças políticas sem precedentes na história de Minas”, afirma Rudá Ricci. Por determinação do Supremo Tribunal Federal, Aécio Neves foi afastado do cargo no Senado, pode ter o mandato cassado e ainda é acusado de tentar obstruir investigações da Lava Jato. A defesa do tucano alega que o pedido a Joesley se tratava meramente de um empréstimo para fins pessoais.
Fonte: El País


terça-feira, 23 de maio de 2017

Araçuaí: Campeonato de Várzea de Araçuai abre sua 4º edição

Campeonato irá até o mês de agosto.

Foto: Gazeta de AraçuaiCampeonato de Várzea de Araçuai abre sua 4º edição
As partidas estão sendo realizadas no tradicional campo do Jadir

Foi aberto na manhã deste domingo, 21 de maio, em Araçuai, no Vale do Jequitinhonha (MG) o Campeonato Municipal de Futebol de Varzéa do  Jadirão.

 A competição  tem a participação de 10  equipes  divididas em dois grupos, que movimentam o futebol amador do município.

O campeonato está em sua  quarta edição 


Evento atrai os amantes do futebol de várzea
Evento atrai os amantes do futebol de várzea


As disputas ocorrem todas as manhãs de domingo, até chegar à grande final, que está prevista para o dia 6 de agosto,  sob a batuta dos árbitros, Harley Cardoso, Rondineli Campos e Sormani Jardim. 

 Participam da jornada, as seguintes equipes: Mancha Verde, Baixada, União, Arraial Madri, Baixelona ( que é uma mistura de Baixa Quente com o Barcelona), Amigos do Parque, Itira, Beco da Sola, Baixada 2 e Flakiau.

HISTÓRIA

Jadirão é uma referência a Jadir Ciriaco, ( já falecido)  amante do futebol de campo que no início dos anos 70, juntamente com os “ peladeiros” da época, transformou uma área às margens do Córrego Calhauzinho, próximo ao bairro Corredor, no “ Campinho do Jadir”.


Sérgio Vasconcelos
Repórter

Governo de Minas: Mais 1.493 servidores nomeados na Educação


Com essa nova listagem, o número de servidores nomeados é de 45.051, desde o início da gestão do governador Fernando Pimentel.


O Governo do Estado publicou, nesta terça-feira (23/05.17), no Diário Oficial Minas Gerais, mais uma lista com a nomeação de 1.493 servidores para a Educação, totalizando, com isso, cerca de 8.000 novos profissionais nomeados, somente neste ano.
A lista contempla professores de Ensino Religioso do edital SEE/Seplag nº 02/2014; professores regentes de turmas (anos iniciais do ensino fundamental) e regentes de aulas (professores de disciplinas) do edital SEE/Seplag nº 04/2014, em todas as 47 Superintendências Regionais de Ensino (SREs).
Com essa nova listagem, o número de servidores nomeados desde o início da gestão do governador Fernando Pimentel chega a 45.051 – em 2015 e 2016, foram nomeados 37.051 novos servidores.
Já em janeiro deste ano, foram 2.500 professores nomeados para atuarem nos anos iniciais do ensino fundamental do edital SEE/Seplag nº 01/2011, que teve sua vigência encerrada no dia 30 de janeiro; em março, o Governo nomeou mais 1.500 professores do Edital SEE/Seplag nº 04/2014. E em abril, foram outras 2.500 nomeações dos Editais SEE/Seplag nº 02 e 03/2014.
Exames
Uma vez publicada a nomeação, o aprovado deve submeter-se a exame médico pré-admissional, a ser realizado pela Superintendência Central de Perícia Médica e Saúde Ocupacional (SCPMSO) da Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão (Seplag), nas datas e horários que serão publicados no site da Seplag. Após a perícia, os aprovados têm 30 dias para tomar posse.
Fonte: Agência Minas

segunda-feira, 22 de maio de 2017

Capelinha implanta Escola de Tempo Integral.

Alunos de duas turmas das escolas Levi Pimenta e Luíza de Marilac são os primeiros beneficiados

O município de Capelinha, no Vale do Jequitinhonha (MG), através da Secretaria
de Educação, já implantou  em duas escolas municipais, a Educação Integral.
A iniciativa  consiste em manter os estudantes na escola por mais tempo,
com turno e contra-turno escolar, tendo acesso a educação regular e
ainda aulas de pintura, capoeira e dança.
A princípio, serão atendidas duas turmas, sendo uma na Escola Municipal Levi
Pimenta, no bairro Jardim Aeroporto, com 26 alunos, e outra na Escola Municipal
Luíza de Marilac, no bairro Vista Alegre, com 25 alunos.
De acordo com a secretária de Educação e vice-prefeita de Capelinha, Élida Cícera
Machado Cordeiro, a Educação Integral deve ser mantida pelo Ministério da
Educação (MEC). Porém, neste ano de 2017 será ofertada na cidade com
recursos do próprio município, uma vez que o cadastro no MEC, que deveria
ter ocorrido no ano passado, não aconteceu. “
" Já estamos nos preparando para cadastrar o município no MEC com o intuito
de que, a partir de 2018, venhamos a receber os recursos financeiros do
Ministério da Educação para manutenção das turmas de Educação Integral”.
disse a secretária.
Ela  ressalta  que a implantação da Educação Integral em Capelinha é uma ação
prevista no Plano Decenal de Educação, aprovado no ano de 2015 com
previsão de implantação em 2016.

Hora do lanche.
Hora do lanche.

 SAIBA MAIS
Alunos vão contar com aulas ligadas à pintura, ao esporte e à capoeira
Alunos vão contar com aulas ligadas à pintura, ao esporte e à capoeira


O termo Educação Integral ou Escola Integrada consiste na ampliação da jornada
escolar do aluno com turno e contraturno escolar: durante metade de um dia letivo,
são ofertadas as disciplinas do currículo básico, como Português e Matemática, e
o outro período é utilizado para aulas ligadas à pintura, ao esporte e à capoeira,
por exemplo.

Mais informações podem ser obtidas direto na Secretaria Municipal de Educação,
ou pelo telefone (33) 3516-1804.
Fonte: ASCOm da Prefeitura de Capelinha.

quarta-feira, 17 de maio de 2017

Circuito Alimentação realiza oficina sobre produção da agricultura familiar, em Almenara.

Da oficina, participam agricultores familiares, gestores da educação e técnicos da Emater-MG. 


O Governo de Minas Gerais, por meio de uma ação conjunta das Secretarias de Estado de Desenvolvimento Agrário (Seda) e Educação (SEE) e da Emater-MG, realiza nos dias 17 e 18 de maio, em Almenara, no Baixo Jequitinhonha, nordeste de Minas, mais uma etapa do Circuito Alimentação.

O projeto, voltado para agricultores (as) familiares, gestores (as) escolares e técnicos (as) na área de assistência técnica e extensão rural, consiste na realização de oficinas gratuitas de capacitação técnica para aumentar o acesso da agricultura familiar aos mercados institucionais (escolas, hospitais, etc).
A oficina em Almenara inaugura uma nova fase do projeto, que será realizado até junho, em cinco polos regionais: Diamantina, Almenara, Januária, Teófilo Otoni e Governador Valadares.

Sementes Presentes
O Circuito Alimentação faz parte do projeto de inclusão produtiva "Sementes Presentes, alimento e trabalho no campo", que será apresentado em sessão solene a partir das 17h, após o primeiro dia de oficinas.
O “Sementes” atuará nos territórios Alto, Médio e Baixo Jequitinhonha, Mucuri, Norte e Vale do Rio Doce, compondo a Estratégia de Enfrentamento da Pobreza no Campo – Novos Encontros.
Assunto: Oficina do Circuito Alimentação e apresentação do projeto Sementes Presentes
Data: 17 de maio de 2017
Horário: 8h30 (início das oficinas) e 17h (apresentação Sementes Presentes)
Local: Auditório da Faculdade Alfa – Campus Almenara (Rua Mário José de Souza, 11 – Parque São João, Almenara – MG)
Informações: (31) 3915-9717 ou (31) 9 9916-0588

Por Rafael Lourenço / Ascom SEDESE.
Conheça o Projeto
O Projeto Sementes Presentes, alimento e trabalho no campo, que integra a Estratégia de Enfrentamento da Pobreza no Campo Novos Encontros, do Governo de Minas Gerais, foi apresentado no dia 05 de maio, pela Secretaria de Estado de Trabalho e Desenvolvimento Social (Sedese), em Diamantina, a prefeitos, vereadores, secretários municipais, agricultores familiares e conselheiros de 30 municípios, a maioria do Alto Jequitinhonha.
O pequeno produtor receberá assistência técnica e insumos para aperfeiçoar a produção e terá acesso ao mercado institucional facilitado, por meio de ação articulada com as compras institucionais da alimentação escolar das escolas públicas. Até 2018 o Sementes Presentes abrangerá 229 municípios em cinco territórios prioritários da Estratégia - Alto, Médio e Baixo Jequitinhonha, Mucuri, Norte e Vale do Rio Doce.
Representando a secretária de Estado de Trabalho e Desenvolvimento Social, Rosilene Rocha, a secretária de Estado adjunta da Sedese, Karla França, destacou a união de esforços de diversas secretarias e órgãos do Governo de Minas para diminuir a pobreza no campo.
“Nós temos as palavras que norteiam todo esse trabalho: união de esforços, coordenação de ações e intersetorialidade. Não há que se falar em política pública se não houver isso, a integração, a participação e o comprometimento necessários”, destacou.
A assessora de Projetos Especiais da Sedese, Aidê Cançado, reforçou o papel dos municípios para o êxito do Sementes Presentes. Nesta primeira etapa do projeto, no Território Alto Jequitinhonha, serão beneficiados 22 municípios vinculados à Superintendência Regional de Ensino de Diamantina. Participarão do Projeto 10.870 agricultores, que receberão kits de sementes para plantio, além de assistência técnica da Emater.
Para o diretor regional da Emater, João D’Angelo, o Projeto é inovador por articular instrumentos de proteção social com agendas de desenvolvimento regional. “Sementes Presentes representa uma mudança extraordinária, vamos passar a distribuir semente, apoiando como insumo, mas como política pública integrada a uma série de iniciativas tanto de proteção social quanto de infraestrutura e desenvolvimento econômico. É completamente diferente a qualidade e a responsabilidade da ação pública que aqui está se fazendo”, afirmou.
O alinhamento de conduta entre os diversos órgãos do Estado foi citado pelo prefeito municipal de Diamantina, Jucelino Roque, ao destacar o caráter educativo do projeto.  “O foco do Projeto no pequeno produtor, naqueles que são muitas vezes invisíveis ao poder público, e que vão receber orientação, é o principal do Projeto”.
O agricultor familiar José Prates, da Comunidade Bonfim, tem a mesma opinião. “Esses programas são importantes, eu diria para a educação do agricultor, que recebe informações, passa a ter maior raciocínio para a agricultura, cuidado especial porque recebe orientações. Por outro lado, também para as crianças na escola, que recebem um produto de qualidade, de procedência conhecida, é muito bom”, avalia.
Membro do Conselho Municipal de Desenvolvimento Sustentável, o pequeno produtor Manoel dos Reis, da Comunidade Braúnas, espera que o Projeto o auxilie a melhorar a renda familiar. “Minha expectativa é que consiga viver exclusivamente da renda do campo”.
Também estiveram presentes no evento representantes das Secretarias de Educação (SEE), de Saúde (SES) e de Desenvolvimento Agrário (Seda), e da Federação dos Trabalhadores na Agricultura de Minas Gerais (Fetaemg), da Empresa Mineira de Assistência Técnica e Rural (Emater), do Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA), e do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae).
Circuito Alimentação
Teve início esta semana, em Diamantina, o Circuito Alimentação, parte mais técnica do Projeto Sementes Presentes e ação conjunta das Secretarias de Estado de Desenvolvimento Agrário (Seda) e de Educação (SEE)Emater-MG, com o apoio da Fetaemg e das Secretarias de Estado de Governo (Segov), de Planejamento e Gestão (Seplag) e de Trabalho e Desenvolvimento Social (Sedese).
O circuito oferece oficinas de capacitação técnica para agricultores familiares, profissionais da rede estadual de ensino e extensionistas rurais, e reúne diretores de escolas e pequenos agricultores para traçar um plano de adequação da alimentação aos produtos regionais e racionalização da entrega de alimentos nas escolas.
A oficina em Diamantina, inaugurou a parte técnica do Projeto, que será realizada entre os meses de maio e junho, em mais cinco polos regionais, atendendo aos territórios dos Novos Encontros: Almenara, Januária, Teófilo Otoni e Governador Valadares.
São 16 horas de formação e elaboração do Plano, e mais quatro horas de assessoria do Sebrae às escolas, para aprimoramento da gestão das compras institucionais.  A partir da realização do Circuito, o Sebrae estende sua consultoria durante um ano, intercalando momentos de formação com outros de monitoramento e assessoria.  No total, serão mais de 700 escolas envolvidas.
Luciana Teixeira, da diretoria regional do Sebrae, explicou que o Sebrae vê o pequeno agricultor familiar como pequeno negócio. “E a gente sabe que apenas desenvolvendo os pequenos negócios é que a gente vai garantir o desenvolvimento econômico e social dos territórios”, assegurou.
Novos Encontros
Coordenada e articulada por 19 órgãos do Governo de Minas Gerais , a Estratégia Novos Encontros tem possibilitado à população do campo acesso à eletrificação rural, à escola integrada e integral, à formação de profissionais da educação, aquisição de ônibus para transporte escolar, cofinanciamento de equipes volantes para busca ativa do público “invisível”, doação de veículos para uso dos Cras, qualificação das equipes do Suas, garantia de renda mínima aos agricultores familiares, energização dos poços artesianos, entre outras ações.