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quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Diamantina: I Encontro de Cultura das Comunidades afrodescendentes

Diamantina: I Encontro de Cultura das Comunidades afrodescendentes
Identidade, território e direitos - Semana Quilombola
I ENCONTRO DE CULTURA DAS COMUNIDADES AFRO-DESCENDENTES
Local: Distrito de São João da Chapada
Data: 02 a 04 de Dezembro de 2011

Realização : SECTUR; Conselho de Cultura.

Co-Realização : Associação dos Agricultores Familiares deAlgodoeiro, Bica D'água, Covão e Região; Associação dos Agricultores Familiaresdo Quilombo de Vargem do Inhaí; Associação Boa Esperança de Quartel do Indaiá e Região, Associação Grande Vitória de São João da Chapada.

Apoio : Secretaria Municipal de Educação; Sec. Municipal de Desenvolvimento Social; Secretaria Municipal de Meio Ambiente e DesenvolvimentoRural; UFVJM - PROAD e PROEX; EMATER, IDENE; PROCAJE; Promotoria de Justiça deDiamantina; Instituto Bateia, Escola Estadual Gov. Juscelino Kubitscheck.

terça-feira, 6 de setembro de 2011

A outra Chica da Silva, além do mito

A outra Chica
O cineasta Jeferson De prepara o roteiro de novo filme sobre Chica da Silva, personagem mítica da história do Brasil. O furacão sexual dará lugar à mulher poderosa e inteligente


Francisca é considerada uma das mulheres mais poderosas das Américas no fim do século 18. Casou-se, não oficialmente, com o contratador de diamantes João Fernandes de Oliveira e teve 13 filhos com ele. Os rapazes foram estudar em Portugal, as meninas se educaram em conventos de Minas Gerais. Em vez de furacão sexual, como muitos a retrataram, ficou notória por sua inteligência. Assim será a Chica da Silva do longa-metragem Francisca, do cineasta e roteirista Jeferson De (de Bróder). Em fase de produção, o filme deverá ser rodado no ano que vem e pode virar série de TV. Cineasta paulista Jeferson De (de Brôder). Ele ainda não escolheu a atriz principal de Francisca, filme inspirada nas pesquisas da historiadora Júnia Furtado.
Trinta e cinco anos depois do lançamento do longa que consagrou Zezé Motta, Jeferson promete um contraponto ao filme de Cacá Diegues. O jovem cineasta pretende contar a verdadeira história da escrava de Diamantina. "Quero fazer versão absolutamente nova. Esse lado que conhecemos, de que ela era a rainha do sexo, é bem diferente da mulher que vou mostrar. Será a trajetória da Oprah Winfrey do século 18, a mulher mais poderosa das Américas. O cinema e a sociedade sempre viram a negra só pelo aspecto genital. Nem seria sexual, eu diria. Negam que ela possa agir com lógica e com razão. Esse é um dos ineditismos do nosso filme. Vamos tratar a negra com todo o respeito que ela merece", enfatiza o diretor.

Produzido pela Lereby, de Daniel Filho, o filme está em fase de roteirização. A história de amor entre Chica e João Fernandes será o pano de fundo, mas a trama abordará o período de muita efervescência em Minas, no Brasil e no mundo. "A segunda metade do século 18 é um momento mágico. O Brasil deixa de ser apenas litoral e começa a se interiorizar, com a descoberta das Minas Gerais. Sempre me interessei por histórias dos anos 1700, por figuras como Aleijadinho e o compositor Lobo de Mesquita. Tudo isso estará presente na produção. Será um grande retrato do Brasil por meio de uma história de amor", adianta.



Jeferson garante: não há nomes confirmados no elenco, muito menos o da atriz dona do papel que já coube a Zezé Motta no cinema e a Taís Araújo, em 1996, na novela da extinta TV Manchete. Aliás, Taís chegou a discutir o longa-metragem com o diretor paulista. Como engravidou, acabou se afastando do projeto. "Nem ouso especular quem viverá a Chica. Certamente será um elenco forte, carismático. Não adianta ter roteiro maravilhoso se o ator não der conta do recado. Não sinto muito a pressão de comparar com a Zezé Motta, que fez

brilhantemente a personagem. O momento é outro", frisa.

Filmar essa história era um dos projetos engavetados do cineasta. O interesse aumentou quando ele leu o livro Chica da Silva e o contratador dos diamantes - O outro lado do mito, da historiadora mineira Júnia Furtado. A pesquisa revela imagem oposta à da devassa retratada no filme de Cacá Diegues e na novela.
"No livro da Júnia e em outras publicações e pesquisas a gente vê uma Chica bem diferente daquela a que estamos acostumados: a mulher que teve uma relação de 17 anos com o homem mais poderoso da corte. João Fernandes era carioca, apesar de muita gente considerá-lo português porque estudou por lá. Chica ganhou a alforria assim que engravidou dele, que nem era casado em Portugal e nem saiu fugido de Diamantina, como sempre se falou. Detalhes novos foram descobertos e estarão presentes no meu filme", assegura Jeferson.
O cineasta visitou Coimbra, em Portugal, onde o contratador estudou e morou, além de cidades históricas como Diamantina, Tiradentes, Ouro Preto e Mariana, que certamente servirão de locação. "Mostrar Minas Gerais é uma de nossas intenções", ressalta. A ideia é usar o que não for aproveitado no filme de 90 minutos em uma minissérie de cinco capítulos para a TV. "No momento, minha preocupação e do Daniel Filho é finalizar o roteiro. Temos uma grande história nas mãos e vamos fazer jus a ela", conclui Jeferson.
Com a bênção de Cacá
Durante três meses - incluindo Natal, réveillon e carnaval de 1975/1976 -, equipes de filmagem invadiram Diamantina para rodar Xica da Silva. O elenco reunia Zezé Motta e Walmor Chagas nos papéis principais, além de Altair Lima, Elke Maravilha, Stephan Nercessian, Rodolfo Arena e José Wilker. Com a trilha sonora inesquecível de Jorge Ben Jor, a produção é considerada pelo diretor e roteirista Cacá Diegues uma das mais emblemáticas de sua carreira e do cinema nacional.

Recém-restaurado pela Cinemateca Brasileira, o longa é considerado o primeiro filme da distribuidora da Embrafilme a obter bilheteria consagradora. Atraiu 3,2 milhões de espectadores. "Tenho muito orgulho desse trabalho, feito no meio da ditadura militar. É um hino à liberdade e ainda revelou uma atriz maravilhosa, a Zezé Motta", comenta Cacá Diegues.

O cineasta revela que foi procurado por Jeferson De, pois trabalhou como coprodutor em Bróder, para discutir a nova versão. Porém, preferiu não participar para dar mais liberdade ao jovem colega. "Jeferson é um dos melhores cineastas do país na atualidade. É o filme dele, a visão dele, e certamente será bem diferente do meu. Um dos grandes méritos de Xica da Silva foi despertar grande curiosidade sobre aquela mulher. Na época das filmagens, não tínhamos muitos dados, documentação ou detalhes sobre ela. Era muito mais a personagem mítica, da fantasia, do que histórica. Certamente, o filme do Jeferson vai contar com tudo isso. Será bem diferente do meu", acredita.
Leia a reportagem original clicando aqui:
a.outra.chica.cinema
Fonte Estado de Minas – CULTURA - 04/09/2011- Ana Clara Brant, com a dica do Passadiço Virtual.

terça-feira, 17 de maio de 2011

Minas Novas se prepara para a Festa do Rosário

Minas Novas se prepara para a Festa do Rosário
Minas Novas, no Alto Jequitinhonha, nordeste de Minas, se prepara para celebrar a sua mais tradicional festa. Fundado o arraial em 29 de junho 1727, com o nome de “Arraial da Lavras Novas dos Campos de São Pedro do Fanado”.Como as Vilas das Minas de Ouro, Minas Novas tem na sua religiosidade uma grande devoção a Nossa Senhora.
Em 1730 o arraial é elevado à Vila e recebe o nome de Vila de Nossa Senhora do Bonsucesso das Minas Novas do Arassuahy.No século XVIII os pardos constroem a igreja dedicada a Nossa Senhora do Amparo e os negros, a igreja dedicada a Nossa Senhora do Rosário.
No século XX no alto da cidade se constrói uma gruta dedicada a Nossa Senhora.
Desde 1810, segundo a tradição oral, a cidade celebra a festa de Nossa Senhora do Rosário, com uma grande riqueza de fé e cultura dos negros.
A Irmandade de Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos de Minas Novas, que tem seu estatuto de 1848 e a Paróquia São Pedro do Fanado estão à frente dos festejos.
Neste ano a festa acontece de 9 a 25 de junho e no cortejo se destaca: “Minas Novas, terra de Maria.”
Missas, novenas, procissão são os grandes momentos da festa Momentos estes enriquecidos com manifestações culturais e folclóricas.
À frente dos festejos estão os juízes maiores que também são chamados de Rei e Rainha, e neste ano são eles: José Pinheiro e Denise Badaró.
São esperados para a festa minasnovenses espalhados pelo Brasil afora e muitos devotos da Virgem.

Pe.Carlos Badaró - _Pároco da Paróquia São Roque de Itaobim
-Membro da Irmandade de Nossa Senhora do Rosário dos Homens
Pretos de Minas Novas e Irmão da Juíza Maior Denise Badaró

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Diamantina realiza I Encontro sobre Consciência Negra

Diamantina realiza I Encontro sobre Consciência Negra
Evento de 9 de novembro é promovido pela UFVJM e Museu do Diamante
A Diretoria de Cultura da Proex, da UFVJM, em parceria com o Museu do Diamante, irá realizar em Diamantina o "1º Encontro sobre Consciência Negra: reflexões, lutas e conquistas".

O evento, aberto à comunidade, acontecerá no dia 09 de novembro, no Museu do Diamante, em Diamantina, no Alto Jequitinhonha.


No período da manhã, de 09h00 às 12h00, haverá um debate com representantes de comunidades e distritos de Diamantina com o objetivo de formar uma comissão permanente para pensar ações afirmativas, eventos contínuos sobre a temática da negritude e projetos para a cidade.

À noite, a partir de 19h00, acontecerá a cerimônia de abertura e, em seguida, palestra com o professor Dagoberto José Fonseca, coordenador do Centro de Estudos das Culturas e Línguas Africanas e da Diáspora Negra (Cladin), na Unesp de Araraquara (SP).


Informações: 3532-6070 / 3531-1382
Endereço do Museu do Diamante: Rua Direita nº 14, Centro, Diamantina-MG

Fonte: Passadiçõ Virtual

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Berilo realiza Seminário regional de Quilombolas

Berilo realiza I Seminário Regional de Quilombolas do Médio Jequitinhonha
Lideranças quilombolas querem garantia de política de direitos

Da direita para a esquerda: Sanete Esteves, do Mocó dos Pretos, de Berilo; Pablo Mattos, do CEDEFES; Sandra Maria, da Federação dos Quilombolas; Antônio Augusto, do Incra, e Lázaro Pereira Neves, prefeito de Berilo.

O I Seminário Regional de Quilombolas do Médio Jequitinhonha reuniu mais de 150 representantes de comunidades quilombolas dos municípios de Araçuaí, Berilo, Chapada do Norte, Francisco Badaró, José Gonçalves de Miknas, Minas Novas e Virgem da Lapa.

Estes municípios concentram quase 80% das 105 comunidades quilombolas de todo o Vale do Jequitinhonha, segundo estudos do CEDEFES – Centro de Documentação Elói Ferreira da Silva.
O Seminário, realizado no sábado, dia 23 de outubro, foi organizado pelo CEDEFES e Federação das Comunidades Quilombolas de Minas Gerais, com o apoio da Prefeitura de Berilo.

O prefeito de Berilo, Lázaro Pereira Neves, deu boas vindas aos participantes e disse se sentir orgulhoso e satisfeito em Berilo estar sediando evento de tamanha importância para o povo quilombola e toda a raça negra. O objetivo do evento, segundo Sandra Maria da Silva Andrade, presidente da Federação, é de apresentar o projeto PP Ecos – Quilombolas do Cerrado, a sustentabilidade dos cerrados, levantamentos de dados e demandas das comunidades. Em uma segunda fase, serão implantados projetos produtivos.
O representante do INCRA, Antônio Augusto Miranda de São José, refletiu sobre a regularização agrária dos territórios quilombolas.
Pablo de Mattos apresentou o projeto PP Ecos, dissertando sobre os objetivos, metodologia e execução da proposta. Professoras Rosário, Mariana e Lúcia, de escolas quilombolas, de Berilo
José Antônio Firme , militante do movimento negro, de Formiga, registrou que o Estatuto da Igualdade Racial, embora limitado na garanti dos direitos dos quilombolas, representava uma avanço na política dos direitos, estando em vigor desde o dia 20 de outubro.
Salientou que partidos políticos como o DEM e PSDB exigiram cortes no projeto original para que dessem apoio à sua aprovação.
Reivindicações
Os representantes das comunidade quilombolas como João Gualberto, de Faceira, em Chapada do Norte, e Marcelo Martins, da Vila Santo Isidoro, em Berilo, reivindicaram maior apoio aos projetos e sonhos dos afrodescendentes, com facilidade de acesso aos benefícios de políticas públicas.
José Antônio Firme, do movimento negro de Formiga, e Lázaro Pereira Neves, Prefeito de Berilo
Outras lideranças destacavam maior orientação para o processo de certificação das comunidades quilombolas pela Fundação Cultural Palmares, pois este é um dos principais requisitos para as comunidades terem benefícios.
Havia um temor de retrocesso político na fala da maioria dos participantes caso José Serra seja eleito presidente da República. Por outro lado, a eleição de Dilma Presidente é visto como uma esperança de avanço, garantia de direitos e melhoria da qualidade de vida para o povo quilombola.
Professoras Geni e Natalina, com o psicólogo Álbano Silveira Machado

Mancha negra
Os líderes presentes ao Seminário mostraram-se engajados no movimento de valorização da cultura negra. É desse miolo do Vale do Jequitinhonha que brotaram no século XVIII e XIX os movimentos de quilombos. A existência de vários grupos de congadas mostra a manifestação cultural mais forte, principalmente durante as Festas do Rosário dos Homens Pretos.
Os irmãos Marcelo e Terezinha Martins, da comunidade de Vila Santo Isidoro, de Berilo
Berilo tem 27 comunidades quilombolas. É o município que concentra a maior quantidade de comunidades quilombolas em Minas Gerais. Chapada do Norte registra 15; Minas Novas, 14; Virgem da Lapa, 11; e Araçuaí, 10 comunidades.
Estes dados foram extraídos do livro “Comunidades quilombolas de Minas Gerais, no Século XXI – Histórico e resistências, publicação do CEDFES, de 2008.

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

A Festa do Rosário dos Homens Pretos de Diamantina

A Festa do Rosário dos Homens Pretos de Diamantina
No Brasil ainda podemos contar com manifestações tradicionais vivas, espalhadas pelo país que podem ser consideradas verdadeiras aulas de história. Como a “Festa do Rosário dos Pretos” em Diamantina Minas Gerais, que se realiza todos os anos na terra da Xica da Silva, antigo Arraial do Tejuco.

É uma festa que surgiu da mesclagem das culturas africana e européia, ainda na época da colonização do Brasil, o Congado e estas festas continuam rompendo as fronteiras dos conglomerados excluídos e ganhando espaço na sociedade urbana. Seja no resgate por professores, intelectuais e pessoas comuns que visualizam nestas festas importantes elementos de formação e educação.

Nesse dia se ouve sons dos tambores que ecoam nas mãos de negros que descem e sobem ladeiras do antigo arraial do Tejuco, ao lado da casa da Xica da Silva, mas também se fazem presentes em frente à Mina de Chico Rei, entre casarões centenários que se enfeitam com colchas de renda, de seda e de cetim nas janelas para ver o Reisado negro passar. Olhares atentos daquelas senhoras negras, brancas e morenas, gente que se encanta e se emociona com a dança dos Congadeiros e com o cortejo negro. Alguns aplaudem e por vezes percebemos lágrimas que escorrem de rostos emocionados.

Estamos no Brasil? Ou Será Angola? Guiné Bissau? Moçambique? Não! São os Congos de Cá que saúdam os Congos de Lá. Na comunidade dos Arturos, nas ladeiras do Serro frio, em Sabará, na Ouro Preto de Chico Rei e principalmente na Festa de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos em Diamantina.

São ritos de fé que se traduzem em memória dos ancestrais negros que, aqui, nas Américas, deixaram suas marcas indeléveis. Conhecida inicialmente como Arraial do Tijuco, a cidade emancipou-se do município do Serro em 1831, passando a se chamar Diamantina por causa do grande volume de diamantes encontrados na região. Essas pedras eram extraídas em grandes quantidades pela Coroa de Portugal, durante o século XVII, o que fez com que vários africanos escravizados para lá fossem levados.

Parecem heranças distantes que se apagam em meio à decantada globalização, mas estão vivas e trazem aspectos de reafirmação. Ao ouvirmos os tambores dos Congadeiros, estes se tornam familiares, porque certos elementos da cultura africana mesclam-se ao nosso cotidiano, num verdadeiro continnum. São cantigas, ritmos, vestimentas, penteados, performances que ganham significados das heranças de África.

As Congadas e a Festa em louvor a Nossa Senhora do Rosário, São Benedito e Santa Efigênia fazem-nos compreender que essa manifestação é inseparável da própria história do negro no Brasil e no continente africano. Nesse sentido, a Festa do Rosário faz refletir uma herança ancestral em Diamantina, com a importante contribuição daqueles que sinalizam para construção da identidade étnico-racial de milhares de negros, por intermédio desta festa e da comunidade Congadeira.

Segundo Souza (2002): Presente em Portugal, na Espanha, na América portuguesa, a eleição de reis negros e sua comemoração festiva estiveram mais difundidas, existindo comprovadamente desde o início do século XIX e ocorrendo ainda hoje em várias localidades brasileiras. As festas em torno de reis por ocasião da celebração de santos padroeiros, que contribuíram para consolidar a identidade das comunidades negras, foram criadas no contexto da escravidão, no interior das irmandades que, além de responderem a uma série de necessidades dos grupos que as formavam, também eram instrumentos de controle da sociedade senhorial sobre os negros.

É um pedaço do continente africano que, nessas manifestações, homenageiam a memória dos que da África para cá vieram.

Diamantina fica a menos de 300 Km de Belo Horizonte e conta com uma rede grande de pousadas e hotéis. Local que você irá desfrutar ainda de uma boa música, uma excelente cachacinha, gente hospitaleira e de belíssimas cachoeiras. Cidade que com seus casarões coloridos, que servem de cenário para filmes e mini-séries, como a atual, “A Cura”, da rede Globo de televisão.

A Festa do Rosário dos Pretos acontecerá de 15 a 24 de outubro de 2010, tendo o ponto alto nos dias 23, sábado, quando acontece o levantamento do mastro e no domingo, dia 24 o Reisado com muita dança, vestes coloridas e cantos.

Maiores informações: (11) 6669-5469 ou (31) 9606-9192

Postado por Fernando Gripp às 12:41 , no Passadiço Virtual, de Diamantina

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Filha do Jequitinhonha é cidadã honorária de BH

Filha do Jequitinhonha é cidadã honorária de BH

Foto: "Vó Hilda" aos 85 anos, recebendo a homenagem
Mineira de Itamarandiba é homenageada na Câmara Municipal de Belo Horizonte.
"Vó Hilda" como é conhecida nasceu em Itamarandiba em 08 de junho de 1925.
A criadora do tradicional evento “Comida de Preto da Vó Hilda”, Hilda Salustiano Conrado, mais conhecida como “Vó Hilda”, recebeu o título de Cidadã Honorária de Belo Horizonte no dia 8 do último mês, no Plenário Amynthas de Barros.

A homenagem foi de iniciativa do 1º vice-presidente da Casa, vereador Wellington Magalhães (PMN), que presidiu a solenidade.
No dia 13 de maio de 1987, para reunir sua família e celebrar sua cultura, em especial a Abolição da Escravatura, a matriarca criou o “Comida de Preto da Vó Hilda”.

O evento, que hoje em dia já se encontra integrado ao calendário cultural da região leste de Belo Horizonte, é realizado no primeiro sábado após 13 de maio e são servidos pratos típicos da cultura africana, como quiabo, broto-de-samambaia, couve, torresmo, entre outras, todas preparados no fogão a lenha e acompanhados por refrigerante, cerveja e cachaça, sempre ao som de samba de raiz.

A irmã do parlamentar, Arlete Magalhães, que esteve presente à homenagem, afirmou que Vó Hilda é uma grande defensora da preservação do patrimônio cultural afro-descendente e por isso, merecedora da homenagem.

Leia Mais no Portal da Câmara Municipal de Belo Horizonte.
"Vó Hilda", reafirma a tradição entre os itamarandibanos ausentes, ou seja, o compromisso de solidariedade e a virtude de "cuidar de si " e "cuidar do outro". Em data não muito distante, também uma outra filha de Itamarandiba - cidade que em 1997 recebeu o Título de Cidade Solidária do Brasil - foi agraciada com o título de cidadã honorária de Goiânia-GO, a itamarandibana "Irmã Margarida" foi homenageada por sua vida dedicada àquela cidade.
Fonte: Com informações da Sup. de Com. Institucional/C.M.B.Hzte e Blog Itamigos