sexta-feira, 28 de abril de 2017

Greve foi a maior da história e pode abrir novo caminho para o Brasil

Página importante da nossa história.

Hoje foi um daqueles dias que vamos lembrar por 

muito tempo e que será marca constituinte da história 

do Brasil. O grito de greve estava engasgado na garganta dos brasileiros. A união entre diferentes setores da sociedade era como um flerte de enamorados que não é possível mais esperar. 

 E foi assim, com unidade das Centrais Sindicais, com o chamado de católicos, evangélicos, umbandistas, e por que não dizer, do coxinha e do mortadela, que hoje misturaram suas cores e cruzaram os braços na maior greve geral da história do Brasil.

Só não participou quem julga que são os trabalhadores

e os mais pobres que têm que pagar a conta da crise, do conluio que chantageia todos os dias o Estado brasileiro. Mas desses aí, ninguém sentiu falta, hoje eles inexistiam porque só queríamos encontrar quem estava em greve, construindo, debatendo, fazendo piquete e atos.

A greve de hoje entra para história porque estar inserida nesse contexto complexo e difícil, de extrema fragilidade e crise das instituições brasileira. E por isso, essa união tão esperada é também tão importante.

O que faz a maior cidade da América Latina ficar totalmente vazia? A ameaça de um furacão, um atentado de organização criminosa? 

Não, não foi uma ameaça, foi luta em defesa da aposentadoria e essa força tão grande só ser significado da união e coragem desses setores que construíram a greve.

A fotografias das cidades vazias, dos ônibus enfileirados, dos 

bancos e metrôs fechados também gritavam: ainda sonhamos, estamos vivos, lutamos e vamos lutar por muito mais tempo. Afinal, de todos os embates que outras gerações antes das nossas passaram, a resistência e o brilho nos olhos de continuar acreditando que outro mundo é possível.

O Brasil pode ir dormir hoje mais tranquilo, não por ter conquistado a retirada da reforma da previdência da pauta, mas por estar mais maduro para os embates em defesa da aposentadoria, da Consolidação das Leis Trabalhistas – CLT e de retomada da democracia, do crescimento e emprego.

Aqueles que participaram da greve e dos atos hoje, depois de muito tempo de agonia, também pode encostar a cabeça no travesseiro e dormir melhor, por hoje, o papel foi muito bem cumprido.

 Dados

A greve geral teve adesão de diversas categorias que estão construindo a luta em torno da defesa da previdência desde o início do ato. De acordo com as centrais sindicais, 40 milhões participaram das paralisações e protestos em todo o Brasil.

Em São Paulo, os metroviários pararam mesmo sob decisão liminar pedida pelo governador Geraldo Alckmin para esvaziar o movimento. Os condutores também paralisaram as suas atividades desde a meia noite de hoje. 

Professores da rede municipal, estadual e particular participaram em massa em todo Brasil. Bancários, petroleiros, metalúrgicos também tiveram grande adesão. No ABC, berço da greve de 1979, seis montadores e 60 mil trabalhadores cruzaram os braços em defesa da aposentadoria e contra a reforma trabalhista, que foi aprovada nessa semana na Câmara, após manobra do presidente Rodrigo Maia.

Alguns anteciparam os atos que comemoram o dia internacional do trabalhador, na próxima segunda-feira, dia 1º e outros, para contar com a participação de setores que não estavam relacionados à uma categoria específica, também fizeram atos.

Em Porto Velho, mais de sete mil pessoas foram às ruas contra as reformas. No Pará, onde teve grande adesão dos bancários e professores, 100 mil pessoas bloquearam estradas, ruas, avenidas, fizeram atos e piquetes. Em Macapá, mais de 10 mil

No Nordeste a mobilização dos atos foi grande. No Ceará, cerca de 500 mil pessoas participaram das paralisações e mobilizações em todo estado. Em Salvador, de acordo, com os organizadores, 70 mil; no Rio Grande do Norte 100 mil pessoas; e em Pernambuco, 200 mil manifestantes, conforme a Frente Brasil Popular Pernambucana, e em Sergipe, mais de 60 mil participantes.

Em Minas Gerais, só na capital, 150 mil pessoas participaram de atos, passeatas, paralisações. Em diversas cidades do interior mineiro também houve atividades. Em Goiânia, mais de

Em São Paulo, além da forte paralisação dos serviços essenciais, como Sabesp, educação e transporte público, no final do dia cerca de 70 mil pessoas participaram de manifestação que teve como ponto de concentração o Largo da Batata e foi até a casa do presidente Michel Temer, principal autor das propostas que retira direitos dos trabalhadores. No Rio de Janeiro, 40 mil pessoas participaram das paralisações e atos que foram fortemente reprimidos pela polícia militar.

No Mato Grosso reuniu cerca de 30 mil participantes e já no Mato Grosso do Sul, mais 60 mil pessoas. No Rio Grande de Sul, tanto a capital como cidades do interior também tiveram atividades da greve geral e no total contou com 50 mil. No Paraná, mais de 30 mil manifestantes.

Trancaços em defesa da aposentadoria

Uma das estratégias dos movimentos sociais foi a realização de bloqueios de principais avenidas, ruas e rodovias. Só em São Paulo, de acordo com a Secretaria de Segurança Pública Estadual, mais de 50 trancaços foram realizados.

E entre os movimentos que fizeram os bloqueis também houve outra interessante unidade. Movimento dos Trabalhadores Sem Teto, Movimento dos Sem Terra, Coordenação dos Movimentos Populares, Movimento dos Atingidos por Barragem, Movimento dos Pequenos Agricultores e a Coordenação Nacional das Associações de Moradia fizeram uma ação coordenada para travar pontos estratégicos próximos aos aeroportos, terminal de ônibus e metrô logo cedo.

A ação teve como resposta da Polícia Militar muita repressão e mais de 20 pessoas presas em Arthur Alvim e Ipiranga, somente em São Paulo.

 #Guerra nas redes sociais

 

A palavra greve geral uma das mais procuradas na internet nos últimos dias. Tendência que foi confirmada hoje. Desde às 4h00 da manhã, a palavra mais comentada no twitter era #BrasilEmGreve.

A hastag utilizada de maneira alinhada por todos os veículos, meios, ativistas e os chamados influenciadores digitais do campo progressista, ficou mais de 10 horas no primeiro lugar entre os assuntos mais utilizados nas redes e chegou a desbancar sucessos da indústria cultural norte-americana.

Fon te: Frente Brasil Popular

TVT mostra a greve geral que a TV Globo não mostra

A TVT - Tv dos Trabalhadores registrou grandes momentos da Greve Geral que a grande mídia, principalmente a TV Globo jamais mostrará.


-46:30
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Rede TVT fez uma transmissão ao vivo.
O Seu Jornal está no ar!
Confira os destaques dessa edição:
Veja como foi este dia de Greve Geral em todo país.
Em Brasília, a tropa de choque atirou contra trabalhadores que protestavam na rodovia DF 140, próximo a divisa com Goiás.
A greve geral desta sexta-feira foi destaque na mídia internacional.

Operação Mídia contra a greve que parou o País

Mídia golpista tenta esconder o sucesso da Greve Geral 

As “informações de bastidores” divulgadas na grande mídia sobre as avaliações do Palácio do Planalto em relação à Greve Geral dão o tom de como o governo vai tratar a maior paralisação das últimas décadas no país.

O que os chamados “jornalistas influentes”, que na verdade são porta-vozes oficiais, dizem é que o governo avaliava que a mobilização seria muito maior e que não existiu uma Greve Geral.

A cobertura da mídia tenta transformar a paralisação das atividades nas grandes cidades em atos isolados de uma minoria, de caráter político, de constrangimento e imposição do medo à maioria da população.
A cobertura abusa de imagens de helicópteros de pequenos grupos em piquetes e trancamentos de ruas, avenidas e rodovias.

Assim, as TVs tentam convencer seus públicos que a mobilização não passa de ações isoladas, escondendo que o sistema de transporte público (ônibus, metrô, trens), bancos, escolas, fábricas, centros comerciais, serviços públicos (como os Correios) não funcionaram e que os trabalhadores ficaram em casa.

Ao focar nas ações auxiliares da paralisação (os piquetes, trancamentos de vias e atos de rua), secundarizam a força, extensão e caráter de massa da Greve Geral, que transformou uma sexta-feira qualquer de trabalho em feriado em todo o Brasil.

A mídia, especialmente as TVs, atua como instrumento auxiliar do governo e cria uma válvula de escape para Temer, que fará pronunciamento para diminuir a amplitude da greve e dizer que a manifestação não envolveu a maioria da sociedade.

A ação sofisticada da mídia mais a contumaz cara de pau dos golpistas serão utilizadas para que não admitam que a Greve Geral teve um impacto de massa, que todos os brasileiros sentiram os seus efeitos e que a maioria apoia as manifestações contra as reformas da Previdência e Trabalhista do governo Temer.

O problema é que a experiência vivida por milhões de brasileiros neste 28 de abril vale mais que manchetes e minutos no Jornal Nacional, que não terão êxito nessa cruzada para esconder que a Greve Geral foi um sucesso e que as pessoas comuns se colocam em movimento contra a retirada de direitos.
IGOR FELIPPE SANTOS - Igor Felippe é jornalista e atua em movimentos sociais

Fonte: Brasil247

LULA COMEMORA SUCESSO DA GREVE GERAL E PEDE PRO POVO CONTINUAR LUTANDO


Ex-presidente Lula afirmou que a greve geral desta sexta-feira (28) contra as reformas do governo Temer é um "sucesso total"; 
"As pessoas resolveram paralisar em protesto contra a retirada de direitos, contra a reforma trabalhista, a reforma da Previdência, desemprego e redução salarial", disse.
Em entrevista à Rádio Brasil Atual, Lula disse não ver outra saída para a crise atual a não ser a mobilização popular.
"Lamento profundamente, mas não tem outro jeito senão continuar lutando para recuperar e melhorar direitos e a qualidade de vida do povo brasileiro", destacou.

"Se quiserem resolver o problema da Previdência, é preciso que a economia volte a crescer. É simples. Mas esse governo só sabe cortar".
brasil247.com, 28 DE ABRIL DE 2017 ÀS 13:20 /

Da Rede Brasil Atual - Para o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a greve geral desta sexta-feira (28) contra as reformas pretendidas pelo governo Temer é um "sucesso total". Ele ressaltou que as ruas de São Paulo e de São Bernardo do Campo, no ABC paulista, onde reside, estão vazias, um sinal de que "as pessoas resolveram paralisar em protesto contra a retirada de direitos, contra a reforma trabalhista, a reforma da Previdência, desemprego e redução salarial."

Em entrevista à Rádio Brasil Atual nesta manhã, Lula afirmou que o sucesso da greve também significa que está sendo ampliada a conscientização do povo brasileiro em relação aos impactos das reformas pretendidas. Lula afirmou que a paralisação é uma demonstração de força do movimento sindical, em especial da CUT. "O movimento sindical e o povo brasileiro estão fazendo história", ressaltou.
Lula destacou que é notória nas ruas a adesão da população, pelo vazio no trânsito. "Nem de domingo as cidades têm trânsito tão leve quanto eu vi hoje. O povo ficou em casa. As pessoas não precisam ir pra rua em dia de greve. Isso é uma clara demonstração que as pessoas resolveram paralisar em protesto contra a retirada de direitos que o governo vem fazendo. É uma satisfação saber que o povo brasileiro está tomando consciência", afirmou.
O ex-presidente destacou ainda as promessas de que a situação econômica do país melhoraria após o impeachment da presidenta Dilma Rousseff, e rebateu. "Que vai melhorar é uma mentira. Destruir com direitos não melhora a vida de ninguém."
Lula lembrou que, entre o período de 2004 a 2014, com crescimento do emprego, as contas da Previdência estavam no azul, negando portanto o déficit estrutural apontado pelo atual governo, e sugeriu a saída: "Se quiserem resolver o problema da Previdência, é preciso que a economia volte a crescer. É simples. Mas esse governo só sabe cortar", provocou.
O ex-presidente reafirmou, ainda, que as tentativas de desmonte do sistema de Seguridade Social – por causa da reforma da Previdência –, e da Justiça do Trabalho – por conta da reforma trabalhista – são um desastre para o país. "Lamento profundamente, mas não tem outro jeito senão continuar lutando para recuperar e melhorar direitos e a qualidade de vida do povo brasileiro", disse Lula.

Ouça e entrevista

35 milhões de brasileiros deixam de trabalhar na maior greve da história

Para Lula, esse resultado representa uma conscientização do povo brasileiro em relação aos impactos das reformas.

Mobilizações são para denunciar os cortes de direitos promovidos pelas reformas trabalhista e previdenciária. / Michael Fox
A greve geral desta sexta-feira (28), convocada por diversos movimentos e entidades populares, já é considerada pela Central Única dos Trabalhadores (CUT) como a maior mobilização da história do Brasil. Estima-se que cerca de 35 milhões de brasileiros deixaram de trabalhar. 
Para o presidente da CUT, Vagner Freitas, essa é a maior greve trabalhista já realizada no país. Ele a comparou ao movimento de 1989, quando 35 milhões de trabalhadores paralisaram os trabalhos. “Ainda não há estimativa, mas a Central vai ultrapassar esse número”, disse Freitas para o Congresso em Foco.
Desde as primeiras horas da manhã desta sexta (28) já era possível sentir o clima em diversas cidades pelo país com as ruas vazias, metrôs e trens parados, além de fábricas fechadas, ônibus na garagem e rodovias trancadas.
A greve geral teve grande adesão nas mais variadas categorias de trabalhadores, afetando significativamente a mobilidade em São Paulo (SP), no Rio de Janeiro (RJ), Belo Horizonte (MG), Fortaleza (CE), Curitiba (PR) e em, praticamente, todas as grandes cidades do país.
Para Nivaldo Santana, vice-presidente da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), a greve de hoje é histórica e pode representar uma mudança de rumo na luta do país. "O Brasil inteiro parou em diversas categorias com uma forte unidade das centrais sindicais com outros segmentos da sociedade. Essa greve pode marcar uma inflexão em que os trabalhadores saem da defensiva e podem adquirir maior protagonismo. É um dia que entrará para a história do povo brasileiro", avalia.
Não existem números disponíveis sobre o total de trabalhadores em greve, mas lideranças sindicais festejam o sucesso do movimento e não teem dúvidas de que milhões de pessoas deixaram de trabalhar nesta sexta-feira no Brasil. 
Dezenas de categorias aderiram ao dia nacional de paralisação, reorganizando transporte, escolas, bancos e indústria em todo o país. Estabelecimentos de saúde – hospitais, unidades básicas, prontos-socorros –, onde não se pode paralisar 100%, os trabalhadores vão fazer escala semelhante à de final de semana, priorizando o atendimento à emergências.
As mobilizações são para denunciar os cortes de direitos promovidos pelas propostas de reformular as leis trabalhista e previdenciária do governo golpista de Michel Temer (PMDB).
Em entrevista ao Brasil de Fato nesta tarde em São Paulo, Freitas disse que as políticas do Temer não "estão criando emprego, ele está criando 'bico', sem proteção e sem direito nenhum. Essa greve foi a greve pela CLT, as pessoas querem carteira assinada", destacou.
Para o sindicalista, "Temer já perdeu, a sociedade é contra as reformas, porque já entendeu que o Temer está vendendo a Previdência para os bancos. Ele quer acabar com a Previdência pública para o banco poder vender a Previdência privada".
Lula
Em entrevista à Rádio Brasil Atual nesta manhã, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva considerou a greve contra o governo Temer um "sucesso total". Ele ressaltou que as ruas de São Paulo e de São Bernardo do Campo, no ABC paulista, onde ele reside, estão vazias, ou seja, um sinal de que "as pessoas resolveram paralisar em protesto contra a retirada de direitos, contra a reforma trabalhista, a reforma da Previdência, desemprego e redução salarial."
Para ele, esse resultado representa uma conscientização do povo brasileiro em relação aos impactos das propostas do governo federal. "A greve teve adesão da dona de casa, dos trabalhadores do pequeno comércio. O movimento sindical e o povo brasileiro estão fazendo história", ressaltou. 
"Nem de domingo as cidades têm trânsito tão leve quanto eu vi hoje. O povo ficou em casa. As pessoas não precisam ir pra rua em dia de greve. Isso é uma clara demonstração que as pessoas resolveram paralisar em protesto contra a retirada de direitos que o governo vem fazendo. É uma satisfação saber que o povo brasileiro está tomando consciência", afirmou. 
Acompanhe aqui minuto a minuto da cobertura das ações em todo o Brasil desta sexta.
*Matéria atualizada às 15h43.

Mídia global destaca a greve geral que os nacionais esconderam



Enquanto a mídia nacional tentou esconder ou minimizar a greve geral contra as reformas previdenciária e trabalhista que deixou o país em letargia nesta sexta-feiira (28), a mídia internacional deu destaque ao movimento que ganhou as ruas do país.

Jornais como El País, Clarín, BBC, The Wall Street Journal e Deusth Welle destacaram a paralisação em suas páginas na internet.

"Os sindicatos decidiram desafiar (o presidente Michel Temer) nas ruas e nesta sexta-feira o submetem a uma prova de fogo com a convocação de uma greve geral que encontrou apoio inesperado além das tradicionais alas da esquerda", diz o espanhol El País.

"Em São Paulo - maior cidade do país - a maioria dos ônibus e das linhas de trem e metrô não estão operando. Poucas pessoas estão nas ruas e a sensação é que de hoje é feriado", destaca a BBC.

28 de Abril de 2017 às 13:32

A greve geral contra as reformas da Previdência e trabalhista ganhou destaque em muitos dos principais veículos da mídia internacional. Os jornais, El País, Clarín, BBC, The Wall Street Journal e Deusth Welle destacaram a paralisação em suas páginas na internet.

Para o espanhol El País, a greve geral convocada pelas centrais sindicais e movimentos populares representa um desafio para o governo Michel Temer. "Os sindicatos decidiram desafiar (o presidente Michel Temer) nas ruas e nesta sexta-feira o submetem a uma prova de fogo com a convocação de uma greve geral que encontrou apoio inesperado além das tradicionais alas da esquerda", diz o texto do jornal. Para o veículo, a paralisação pode ser vista como "um exame decisivo que pode marcar o futuro do presidente".

O argentino El Clarín observa que esta é a "primeira greve geral no Brasil em 21 anos". O periódico também relatou a ocorrência de confrontos em diversos locais, como o registrado nas imediações do Aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, quando manifestantes entraram em conflito com policiais militares.

Segundo a britânica BBC, a greve resultou em uma série de paralisações parciais e ressalta que "milhões de trabalhadores, incluindo os funcionários do transporte público, de bancos e professores foram convocados a paralisarem suas atividades por sindicatos e grupos sociais".

"Em São Paulo - maior cidade do país - a maioria dos ônibus e das linhas de trem e metrô não estão operando. Poucas pessoas estão nas ruas e a sensação é que de hoje é feriado", disse a BBC.


Vale do Jequitinhonha também pára no dia de Greve Geral

Várias cidades do Vale do Jequitinhonha aderiram à greve geral que pára as atividades de trabalho no Brasil inteiro.

Algumas cidades fazem greve, outras organizam manifestações contra as medidas de destruição dos direitos dos trabalhadores com articulação do Governo golpista Temer, do Congresso Nacional, TV Globo/Grande mídia e empresariado nacional e multinacional.

Almenara organiza grande manifestação pelas ruas da cidade. Da mesma forma, Araçuaí, Turmalina, Diamantina, Minas Novas, Leme do Prado, Salinas e Jequitinhonha já se movimentam para as manifestações. Em Berilo, no Encontro da Juventude Quilombolas há manifestação contra Temer.

No entrocamento da BR 367 com a BR 116, a Rio-Bahia, em Itaobim, manifestantes vão chegando, prometendo bloquear as rodovias, em grande manifestação contra as medidas de terra arrasada que só atinge os trabalhadores, principalmente as mulheres e famílias de baixa renda. Caminhada sai da Praça Afonso Martins em direção à BR 116.

BRASIL AMANHECE PARADO EM DIA DE GREVE GERAL

Diversas capitais do país e cidades do interior amanheceram com atos contra as medidas de Temer

Estação da CPTM, na cidade de São Paulo, amanheceu completamente vazia; episódio se repetiu por diversos pontos da cidade. / Thiago Hersan
Ruas vazias, metrôs e trens parados, fábricas fechadas, ônibus sem motorista, trancamento de estradas, aeroportos parados. Esses são apenas alguns dos cenários e ações que estão acontecendo em todas as regiões do Brasil desde a madrugada desta sexta-feira (28), dia em que diversas organizações sociais convocaram a população a aderirem a greve geral contra os cortes de direitos promovidos pelas reformas trabalhista e previdenciária do governo golpista de Michel Temer (PMDB).
Dezenas de categorias aderiram ao dia nacional de paralisação nos mais diversos ramos da economia, parando transporte, escolas, bancos e indústria em todo o país. Estabelecimentos de saúde – hospitais, unidades básicas, prontos-socorros –, onde não se pode paralisar 100%, os trabalhadores vão fazer escala semelhante à de final de semana, priorizando o atendimento a emergências.
Também aderiram à greve os bancários (em 22 estados), metalúrgicos (sete estados), comerciários (seis estados), eletricitários, químicos, petroleiros e trabalhadores de saneamento básico e dos Correios. Os servidores públicos das demais áreas, inclusive do Judiciário, vão ter paralisações em todas as capitais e dezenas de cidades médias. Trabalhadores do Porto de Santos também estão em greve.
Acompanhe aqui minuto a minuto as mobilizações em todo o Brasil