quarta-feira, 19 de julho de 2017

34º FESTIVALE divulga músicas e poesias pré-selecionadas


A Coordenação do 34º FESTIVALE - Festival de Cultura Popular do Vale do Jequitinhonha que acontece entre os dias 23 e 29 de julho, na cidade de Felício dos Santos, a 74 km de Diamantina, no Alto Jequitinhonha, divulgou a pré-seleção das 20 músicas que participarão do Festival da Canção Zé de Pedro, nos dias 27 e 28 de julho. 
A Noite Literária que acontecerá na quarta-feira, dia 26 de julho, também já tem as 10 poesias selecionadas.
Festival da Canção Zé de Pedro
O Festival da Canção do FESTIVALE já revelou artistas hoje renomados como Paulinho Pedra Azul, Rubinho do Vale, Tadeu Franco, Carlos Farias, Pedro Morais, Dani Morais e Dea Trancoso. 
Neste ano, um músico e compositor bem conhecido da música de raiz está concorrendo no festival de música do 34º FESTIVALE. É o violeiro e contador de causos, o paulista Miltinho Edilberto, morador da cidade Extrema, no sul de Minas, autor da Venda do Seu Lidirico e outros sucessos da cultura popular. Ele classificou duas músicas.
Das 20 músicas selecionadas, 8 são de artistas do Vale do Jequitinhonha, de apenas 6 cidades: Diamantina (Nino Aras classificou duas músicas), Felício dos Santos, Jequitinhonha, Medina, Minas Novas (com 2 músicas selecionadas) e São Gonçalo do Rio Preto.
De outras cidades, Montes Claros teve destaque com 3 músicas selecionadas. A Bahia classificou 3 músicas de cantores de Vitória da Conquista, de Ilhéus e do campeão do FESTUR - Festival da Canção de Turmalina, Laécio Beethoven, de Salvador.  De Belo Horizonte, Dalmir Lott classificou duas músicas; Governador Valadares e Goiânia tem um representante cada.    
 MÚSICAS  SELECIONADAS
34º FESTIVALE – Felício dos Santos
Dia 27 de julho de 2017 – Quinta-Feira
Canção/ Artista/ Cidade
1 - Acordando um herói - Walter Lages - Vitória da Conquista-BA
2 - Aqui é o meu lugar - Cássio Reny e Luciano Pacco - Montes Claros-MG
3 - Canção da Solidão - Maior Saulo Fagundes - Goiânia-GO
4 - Descanso - Nino Aras - Diamantina - MG
5 - Filhos da Terra de Zumbi - Paulo Henrique Borges - Minas Novas-MG
6 - Flor do vale - Ronaldo Tobias dos Santos - Montes Claros - MG
7 - Flores do Vale - Jocó do Vale - São Gonçalo do Rio Preto-MG
8 - Labuta - Juliana Peres - Montes Claros-MG
9 - Meu Brasil - Miltinho Edilberto - Extrema-MG
10 - Minha Cidade, Meu orgulho - Edson Borges - Felício dos Santos-MG

Dia 28 de julho de 2017 – Sexta-Feira
Canção/ Artista/ Cidade
1 - Na Caatinga Sertaneja - Sergio di Ramos - Ilhéus-BA
2 O amor em três sonetos - Laécio Beethovem - Salvador-BA
3 Oferenda - Dalmir Lott - Belo Horizonte-MG
4 Raio de Sol - Eustáquio Correa - Minas Novas-MG
5 Saudade Matadeira - Diorgem Junior - Governador Valadares - MG
6 Sinal - Nino Aras - Diamantina-MG
7 Sobrevivência - Zé Ita - Jequitinhonha - MG
8 Turumali - Dalmir Lott - Belo Horizonte - MG
9 Viajante Solitário - Ailton Batista de Oliveira - Medina - MG
10 Violada de Minas - Miltinho Edilberto - Extrema - MG.
Serão realizadas as duas eliminatórias com dez canções cada, classificando-se as 5 melhores, em cada dia, assim entendidas as que alcançarem a maior pontuação geral.
A fase final acontece na noite de 29 de julho de 2017, no sábado.
Dentre as dez canções escolhidas para a final, serão distribuídos os seguintes prêmios: 1º lugar - R$ 4 mil e troféu; 2° lugar - R$ 3 mil e troféu, e 3° lugar - R$ 2 mil e troféu.
Não haverá prêmio para o Melhor Intérprete.

A melhor canção regional, assim entendida a composição de autoria de concorrente nascido ou residente no Vale do Jequitinhonha, receberá um prêmio especial de R$1,5 mil.


Na Noite Literária a poesia rola solta
As quarta-feiras do FESTIVALE sempre foram reservadas para os poetas do Vale. Ali se encontram os poetas bem conhecidos como Gonzaga Medeiros, Cláudio Bento, Luiz Carlos Prates, Narciso Durães, Celso Freire, Zé Miranda, assim como as revelações  como Giselda Gil, de Minas Novas, vencedora da peleja, em 2016.
Na próxima quarta, então, 26 de julho, acontece a Noite Literária Victor Alves do 34º FESTIVALE. 
A FECAJE divulgou as 10 poesias selecionados com concorrentes já bem conhecidos do mundo cultural-poético do Vale como Cláudio Bento, Ângela Freire e Jô Pinto.
1 – Michel, O operário
César Prates Macedo
Carbonita-MG


2 – Olhos do Jequi
Regina Aparecida Farias Ferreira

Itinga-MG

3 – História do Festivale
Flávio Pereira da Silva

Jequitinhonha-MG

4 – Pão e Reza
Edelvan Alves da Silva

Capelinha-MG

5 – A Santa do Povo
José Claudionor dos Santos Pinto

Itinga-MG

6 – Notícia da Infância dos Pássaros 
Luiz Cláudio Bento Rodrigues

Jequitinhonha-MG

7 – Surpreso preso
Edson de Freitas Magalhães

Rio de Janeiro

8 – Presença intrusa
Juliana Cordeiro de Oliveira Silva
Feira de Santana – Bahia


9 – Ventos 
Ângela Gomes Freire

Araçuaí-MG

10 – Selva da Gente
Alexandre Manoel Fonseca

Coração de Jesus - MG
Cada autor, de acordo edital, tem direito a alimentação e hospedagem, juntamente com seu intérprete.

Araçuaí: Propriedade vira modelo de práticas sustentáveis

O antes e o depois da área degradada e, agora, recuperada em Araçuaí (Divulgação/Emater-MG)
Tudo começou quando produtor Selino Freire resolveu investir na recuperação de uma área que  estava com solo descoberto de vegetação e afloração de cascalho. Para piorar, também já apresentava pontos de erosão causados por enxurradas.
“Era uma área de pastagem. Já estavam surgindo pequenas voçorocas por causa da falta de cobertura vegetal”, explica o produtor, que mora na fazenda que pertence à família.
A solução encontrada foi o cercamento da área a ser recuperada. Também foram construídas bacias de captação de água de chuva e curvas de nível.
“O próprio agricultor decidiu realizar algumas ações de recuperação da área, mantendo as espécies nativas lá existentes, como aroeira, carne de vaca, saca trapo e canelão. Junto foram plantadas várias árvores frutíferas”, explica o técnico da Emater-MG em Araçuaí, Paulo Edson.
Além do plantio de pés de goiaba, laranja, acerola, jambo, pitanga,  urucum, manga e outras frutas, o produtor cultivou milho e o feijão irrigados, entre as fileiras das árvores. Para isso, foi instalado um sistema simples de irrigação por microaspersão.
O que se vê, três anos depois do início dos trabalhos, é uma área totalmente coberta de vegetação e com o solo rico em matéria orgânica. Até a fauna do local mudou, com o aparecimento pássaros e macacos, conhecidos na região como ‘soinhos’. “Hoje, 80% da área é com frutas. Está bem arborizada”, comemora Selino.
Na Fazenda Calhauzinho, a principal atividade é a pecuária leiteira. São aproximadamente 25 matrizes que utilizam o sistema de pastejo rotacionado. A produção anual é de aproximadamente 18 mil litros. Outra trabalho desenvolvido por Selino é a produção de cachaça, vendida na região. São cerca de 14 mil litros por ano. E, para isso, ele conta com um canavial onde usa apenas adubo orgânico.
Projeto internacional
Em 2016, o produtor Senilo Freire e os técnicos da Emater-MG cadastraram a propriedade em uma  chamada pública do Projeto Rural Sustentável. O projeto tem o objetivo de incentivar práticas de uso da terra e manejo florestal pelos produtores nos biomas da Amazônia e da Mata Atlântica.
“Fizemos uma visita à propriedade para constatação das intervenções de recuperação da área degradada. Neste caso, o cadastro foi feito para que a propriedade sirva de apoio à utilização de  tecnologia de área degradada.  Após o envio de relato dos trabalho desenvolvidos, fotos e documentos, o projeto foi aprovado, com a Emater-MG sendo a responsável técnica”, explica Paulo Edson.
A ideia do projeto é promover o desenvolvimento sustentável, reduzir a pobreza, incentivar a conservação da biodiversidade e a proteção do clima. Os recursos do Rural Sustentável são doados pelo governo do Reino Unido, para execução pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e tem como beneficiário o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.
A Fazenda Calhauzinho foi contemplada com R$ 20 mil do Rural Sustentável. Os recursos serão utilizados para novas ações de conservação. “Já separei uma nova área degradada para também fazer a recuperação. Fizemos curva de nível e três barraginhas para captação de água da chuva. Tiramos os animais da área, vamos cercar e arborizar. A intenção é também plantar frutíferas com irrigação”, explica o produtor.
Outra ação que será desenvolvida na fazenda é a utilização do local para a promoção de três dias de campo, em conjunto com os coordenadores do projeto. Desta forma, outros produtores da região poderão conhecer as tecnologias utilizada e adotá-las em outras propriedades.
Fonte: Agência Minas

segunda-feira, 17 de julho de 2017

Passagens de ônibus transporte intermunicipal estão 9,31% mais baratas, em Minas


A partir de sábado (15/07/2017), as passagens dos ônibus intermunicipais estão em média 9,31% mais baratas em todo o estado. O benefício foi instituído pela Lei Estadual 22.549 e pelos Decretos 74.210 e 74.218 que concederam a desoneração do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) referente a prestação de serviço de transporte rodoviário de passageiros, vinculando o repasse à redução do valor das tarifas. A medida consta da resoluções Setop 11 e 12/2017.
Esta é a segunda redução no valor da tarifa do transporte coletivo intermunicipal de passageiros nos últimos doze meses. No mês de outubro de 2016, o Governo de Minas Gerais sancionou a Lei 22.288/2016 que extinguiu a Taxa de Gerenciamento Operacional (TGO) proporcionando uma redução de cerca de 5% no valor das passagens dos ônibus intermunicipais.
A redução no valor da tarifa vai beneficiar a uma média de 4,9 milhões de passageiros que mensalmente realizam viagens entre os municípios mineiros.
Os ônibus com características urbanas, como aqueles que circulam nas Regiões Metropolitanas de Belo Horizonte e do Vale Aço, cujas concessões são também gerenciadas pela Setop, já possuem isenção de ICMS e não serão abarcados pela nova medida.
As exceções, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, ficam por conta dos ônibus com características rodoviárias, como os que realizam viagens para o aeroporto de Confins e Instituto Inhotim, em Brumadinho, que também terão descontos no preço das passagens a partir deste sábado (15/07). O percentual aplicado será de 8,94%.
Com a desoneração do ICMS e consequente redução do valor da passagem, a maior tarifa, de Uberlândia a Juiz de Fora, passará de R$ 274,95 para R$ 249,40. Já a passagem de Sete Lagoas para Belo Horizonte, em ônibus rodoviário convencional, passará de R$24,70 para R$22,45.
As taxas de embarque e percentuais referentes aos pedágios permanecem inalterados e não são definidos pela Secretaria de Estado de Transportes e Obras Públicas (Setop).

Fonte: Agência Minas

18ª Feira de Artesanato do Vale do Jequitinhonha começa hoje, na UFMG, em BH

Em sua última edição, o evento contou com a participação de 23 municípios, 42 associações e tiveram suas vendas contabilizadas em torno de 246 mil reais, fora o valor das encomendas.

Foto: arquivoUFMG anuncia a 18ª Feira de Artesanato do Vale do Jequitinhonha em BH
Feira é realizada no Campus da UFMG, na Pampulha, em Belo Horizonte.
Há 17 anos, a Feira tem como principal objetivo incentivar a produção artesanal e o associativismo no Vale do Jequitinhonha, além da valorização da troca de experiências entre os artesãos, a comunidade local e a comunidade universitária. Para fortalecer esses vínculos, além da exposição, a programação contará com oficinas e apresentações culturais.

A 18.ª edição da Feira de Artesanato do Vale do Jequitinhonha será parte da 69.ª Reunião Anual da SBPC, um evento nacional organizado pela Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência, que pretende receber 10 mil pessoas por dia. Diante dessa oportunidade, espera-se um aumento na quantidade de visitantes, que poderão apreciar e adquirir peças de cerâmicas, cestaria, bordados, acessórios, roupas, tecelagens e pinturas. 

Em sua última edição, o evento contou com a participação de 23 municípios, 42 associações e tiveram suas vendas contabilizadas em torno de 246 mil reais, fora o valor das encomendas. Neste ano, a Feira de Artesanato contará com a participação de 25 municípios, 47 associações e aproximadamente 100 expositores. 

HOMENAGEADOS

Adelícia Amorim é bordadeira, nascida em Pedra Grande, distrito do município mineiro de Almenara, no Vale do Jequitinhonha.
Adelícia Amorim é bordadeira, nascida em Pedra Grande, distrito do município mineiro de Almenara, no Vale do Jequitinhonha.

  
Os homenageados desta edição serão a Mestra Adelícia Amorim, moradora de Almenara (MG) que, aos seus 82 anos, é referência no bordado da região, e o Mestre Paulo Oliveira, natural de Jequitinhonha, escultor de argila de 62 anos, criador de personagens e cenários tradicionais do Vale do Jequitinhonha. 

 
Informações completas e programação:


Evento: 18.ª Feira de Artesanato do Vale do Jequitinhonha

Data: 17 a 22 de julho de 2017, das 8 às 18h

Local: Faculdade de Ciências Econômicas (FACE) - Campus Pampulha, UFMG.

Mais informações: feiradeartesanatojequitinhonha@gmail.com

Mestres homenageados:

Mestra Adelícia Amorim

Referência no bordado da região, Adelícia Amorim, moradora de Almenara (MG), faz da sua vida uma eterna colcha bordada de memórias, flores coloridas e arte. De um carisma encantador e de uma bondade exemplar, Mestra Adelícia vive sua vida no Vale do Jequitinhonha, aos seus 82 anos, de maneira pacata, tendo a pesca e o bordado como grandes prazeres da vida.


Desenhando flores, o ambiente ao redor e elementos do Vale do Jequitinhonha, Mestra Adelícia transforma sua casa em um verdadeiro jardim, um mundo totalmente seu, colorido e acolhedor, que é aberto a quem quiser conhecer e aprender mais desse ofício.




Mestre Paulo Oliveira


Paulo Oliveira Costa, nasceu em Guaranilândia, distrito de Jequitinhonha, em 30 de novembro de 1954. Mestre Paulo é um senhor de 62 anos cheio de saúde, que se orgulha em dizer que nunca ficou hospitalizado e nunca precisou tomar remédios. Ele trabalha com argila há 48 anos e a vê como seu remédio diário e sua fonte de saúde.


Retratando com fidelidade o cotidiano local e regional, com poucos recursos e mãos habilidosas, suas obras vão surgindo: pescadores, garimpeiros, caçadores, sapateiros, fazendeiros, vaqueiros, canoeiros. Assim vive Mestre Paulo, às margens do Rio Jequitinhonha.



Feira é uma oportunidade para conhecer e adquirir peças do artesanato do Vale do Jequitinhonha.
Feira é uma oportunidade para conhecer e adquirir peças do artesanato do Vale do Jequitinhonha.
Programação da 18.ª Feira de Artesanato do Vale do Jequitinhonha


17/07 - Segunda-Feira


9h às 11h - Oficina de bordado com a Mestra Adelícia Amorim

11h30 - Abertura oficial da 18.ª Feira

Cerimônia de homenagem aos mestres (Praça de Serviços)

12h30 - Apresentação Musical: Meninas de Sinhá (Praça de Serviços)

14h às 17h - Continuação da Oficina de bordado com a Mestra Adelícia Amorim


19/07 - Quarta-Feira

8h às 11h - Oficina de Taboa com o artesão Gilson Alves


20/07 - Quinta- Feira

8h às 11h - Continuação da Oficina de Taboa com o artesão Gilson Alves

12h30 - Apresentação Musical: Pereira da Viola (Praça de Serviços)


17/07 a 23/07 - Segunda a Domingo

18h às 22h - Exibição de fotos na fachada do Espaço do Conhecimento/UFMG - “Saberes Plurais do Vale do Jequitinhonha”
Fonte: UFMG

Coronel Murta: Assassinato de homem pode estar vinculado ao tráfico de drogas.

Homem é morto a tiros em Coronel Murta.

O crime ocorreu na noite de sexta-feira (14.07). Até o momento ninguém foi preso.

Foto: facebookHomem é morto a tiros em Coronel Murta
David Lopes tinha 37 anos.
Um homem de 37 anos, identificado como David Lopes Ramalho, foi morto a tiros na noite desta sexta-feira (14.07) no Bairro Maria da Glória, em Coronel Murta (MG), Vale do Jequitinhonha.

O crime ocorreu na altura do número 368, próximo a um bar; por volta das 21 horas. Segundo a PM, uma testemunha contou que ouviu vários disparos e quando saiu, percebeu um Fiat Pálio prateado deixando o local em alta velocidade.

A PM foi acionada e socorreu a vítima que não resistiu e morreu ao dar entrada na Unidade Básica de Saúde da cidade.

No local do crime, a polícia recolheu 2 cápsulas  .380. O homem foi alvejado no tórax e perna.O corpo foi removido para o IML de Pedra Azul e deverá ser sepultado neste sábado (15).

Até o momento ninguém foi preso. A autoria e motivação do crime estão sendo apuradas. Há suspeitas que o caso esteja ligado ao tráfico de drogas.

O caso ficará sob investigação da Polícia Civil.  David Lopes era separado e deixa duas filhas menores.

Fonte: Gazeta de Araçuaí

Sérgio Moro é "parcial e político" ao condenar Lula, afirmam Juízes pela Democracia

JURISTAS PELA DEMOCRACIA CONDENAM MORO NO CASO LULA: “PARCIAL E POLÍTICO”.

Lula Marques/Agência PT | Paulo Pinto/Agência PT
Sentença de 9 anos e meio de prisão contra o ex-presidente, na avaliação da Frente Brasil Juristas pela Democracia, "expõe de forma clara a opção do julgador pelo uso do Direito com fins políticos, demonstrando nítida adoção do processo penal de exceção, próprio dos regimes autoritários, deixando a descoberto a fragilidade da técnica jurídica e demonstrando a insegurança que permeia os atos praticados nos processos promovidos contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva"

"O magistrado, neste momento de déficit democrático, transforma a sentença penal proferida numa espécie de manifesto contra a corrupção, passando ao largo e esquecendo sua primordial função jurídica: decidir com imparcialidade", diz a nota do movimento, que destaca a "inexistência de provas minimamente razoáveis" para condenar Lula e ressalta que a decisão de Moro "ofende a Constituição"
17 DE JULHO DE 2017 ÀS 16:37 // publicado no brasil247.com.br
A Frente Brasil Juristas pela Democracia divulgou uma nota crítica sobre a sentença proferida pelo juiz Sergio Moro, da 13ª Vara de Curitiba, contra o ex-presidente Lula. O movimento destaca a "inexistência de provas minimamente razoáveis" para condenar Lula no caso do triplex no Guarujá e ressalta que a decisão do magistrado "ofende a Constituição".
A sentença de 9 anos e meio de prisão contra o ex-presidente, na avaliação dos Juristas pela Democracia, "expõe de forma clara a opção do julgador pelo uso do Direito com fins políticos, demonstrando nítida adoção do processo penal de exceção, próprio dos regimes autoritários, deixando a descoberto a fragilidade da técnica jurídica e demonstrando a insegurança que permeia os atos praticados nos processos promovidos contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva", dizem ainda.
Leia abaixo a íntegra:
NOTA POLÍTICA

A SENTENÇA E O DESMONTE DA DEMOCRACIA

A Frente Brasil de Juristas pela Democracia – FBJD -, intransigente na defesa do Estado Democrático e Constitucional de Direito, bem como, demarcando sua convicção em respeito aos princípios elementares de humanidade e cidadania, reitera a preocupação com o resguardo e segurança jurídica com um processo justo, equilibrado e constitucionalmente embasado, vem se manifestar sobre a sentença proferida pelo magistrado da 13ª Vara Criminal da Justiça Federal, no Estado do Paraná, Juiz Sergio Moro.
A sentença, prolatada com 238 laudas, expõe de forma clara a opção do julgador pelo uso do Direito com fins políticos, demonstrando nítida adoção do processo penal de exceção, próprio dos regimes autoritários, deixando a descoberto a fragilidade da técnica jurídica e demonstrando a insegurança que permeia os atos praticados nos processos promovidos contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
O magistrado, neste momento de déficit democrático, transforma a sentença penal proferida numa espécie de manifesto contra a corrupção, passando ao largo e esquecendo sua primordial função jurídica: decidir com imparcialidade. Entre vários, um exemplo representativo é o item 795 que registra a intenção política da sentença ao atribuir e justificar seu viés na suposta responsabilidade do governo Lula pela não apresentação de uma Emenda Constitucional para permitir o início da execução da pena antes do trânsito em julgado.
A parcialidade do Magistrado se manifesta na clara opção pela condenação, mesmo diante da inexistência de provas minimamente razoáveis para ensejar uma condenação penal, apoiando-se basicamente em delações e ilações. Enquanto que, a defesa apresenta provas robustas da inocência do Ex-Presidente. Condenar alguém, seja o ex-presidente ou qualquer cidadão, sem lastro probatório robusto, significa relativizar princípios basilares do Direito Constitucional, Direito Penal e do Processo Penal e mais, atacar o cerne da democracia. A sentença proferida ofende diretamente a Constituição Federal, nulifica as regras internacionais que o Estado Brasileiro se comprometeu a cumprir e, confiamos, será reformada em instância de segundo grau.
Conforme já destacado em outras notas da FBJD, é dever do magistrado agir com responsabilidade e isenção, sob pena de transformar o processo penal e a sentença proferida em um manifesto persecutório, em peça acusatória que se confunde com o papel do ministério público. A sentença judicial, uma vez reformada em segundo grau restabelecerá a confiança na prestação jurisdicional, na imparcialidade da Lei e da Democracia.
17 DE JULHO DE 2017
FBJD – Frente Brasil de Juristas pela Democracia