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quarta-feira, 13 de fevereiro de 2019

Zema é o Novo Governo de velhos tucanos

Zema, o Novo Tucanato
por Marco Aurélio Carone, no Novojornal
Secretariado do governo Zema e seus líderes na Assembleia comprovam que o Novo é o velho PSDB mineiro.

Veja quem são.

Nossa matéria “Zema. O Cavalo de Troia”, publicada em 29 de janeiro último, informava a unanimidade entre os analistas políticos de que a eleição de Romeu Zema para o governo de Minas Gerais só ocorreu em função de sua apresentação no período eleitoral como não politico, além da promessa de não adotar em seu governo o fisiologismo dos “finórios tradicionais”. Em síntese um novo modelo de governar.

Confira aqui:

E que, em função de suas decisões e escolhas, os mesmos analistas entendiam que o governador e seu partido foram utilizados estrategicamente por antigas lideranças politicas mineiras, ciente da insatisfação da população com seus nomes e praticas.

Fatos que vinham causando, além de decepção aos eleitores, a morte prematura das carreiras dos parlamentares eleitos em função da proposta do partido Novo.

Houve grande manifestação de internautas eleitores do Zema ou militantes do Novo, insatisfeitos com a sutileza da matéria, que passaram a cobrar do Novojornal, que fossem citados nomes e casos concretos.

Já tínhamos os nomes, porém esperávamos a posse dos deputados estaduais eleitos, o retorno dos trabalhos legislativos, assim como a apresentação da reforma administrativa para satisfazer os internautas leitores.

Constatamos que o desconforto com a situação tinha sido maior. Tanto que, na última terça-feira (05.02) o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), mostrou-se incomodado com as críticas que têm recebido por nomear para o primeiro escalão do governo pessoas que sabidamente são tucanas ou atuaram na gestão do PSDB à frente do Governo do Estado de Minas Gerais.

Ao ser questionado se a ex-secretária de Planejamento do governo tucano Renata Vilhena continuaria prestando serviços para o Estado, Zema não respondeu, disse que ia ao banheiro e não voltou.
O jornal O Tempo, dias antes, noticiara que Vilhena fora contratada por meio da Fundação Dom Cabral (FDC), para prestar serviços para o Estado, e que participara ativamente na elaboração da reforma administrativa apresentada.

A questão relativa a Renata Vilhena, na verdade vinha servindo para tirar o foco da participação maciça de outros integrantes, comprometidos ou participante de governos anteriores do PSDB na gestão de Romeu Zema. Ficando difícil para o governador negar o fato, principalmente após informar a redução do número de pastas de 21 para 12.
Dos 12 secretários, 8 participaram das administrações do PSDB ou são comprometidos com o partido. 
Este número amplia-se para 9 somando a “consultora”, Renata Vilhena, que atuou desde 2003 no denominado “Choque de Gestão”. Primeiro, como Secretária Adjunta de Planejamento e Gestão até dezembro de 2006, quando passou a ocupar a titularidade da Pasta após a candidatura do então Secretário Antônio Anastasia a Vice-Governador do Estado, onde permaneceu nos governos Antônio Anastasia e Alberto Pinto Coelho.

Merece destaque que o vice de Zema, Paulo Brant, foi escolhido pessoalmente por Andréa Neves em 2008, para ocupar a Secretaria de Estado de Cultura de Minas Gerais, após exoneração da Secretária Eleonora Santa Rosa, amiga de Andréa, que deixava enorme passivo de irregularidades. Oriundo do BDMG, Brant fez uma gestão voltada apenas para corrigir as irregularidades praticadas por Santa Rosa.

Integram hoje o primeiro escalão do governo de Romeu Zema (Novo ou o velho PSDB):
Secretário de Governo, Custódio Mattos, que foi secretário de Desenvolvimento Social durante governo Aécio Neves (PSDB).

Secretário Adjunto de Governo, José Geraldo Oliveira Prado, ex Secretário em 2014, é funcionário de carreira da Assembleia Legislativa do Estado de Minas Gerais onde chegou a secretário-geral da Mesa, homem de confiança do ex governado Alberto Pinto Coelho.

Secretário da Saúde, Wagner Eduardo Ferreira foi Secretário adjunto da mesma Secretaria de Saúde no Governo Anastasia (PSDB)

Secretário de Planejamento e Gestão, Otto Alexandre Levy Reis, foi dirigente da Magnesita Refratários e da entidade “Gente e Gestão”, que tem como maior cliente a Ambev, pertencente a Jorge Paulo Lemann, um dos principais financiadores da campanha de Aécio Neves (PSDB) a presidência da República em 2014.

Secretário de Desenvolvimento Econômico, Manoel Vítor de Mendonça Filho, foi vice-presidente da Gerdau/ Açominas, uma das maiores financiadoras das campanhas politicas do PSDB.

Secretário de Meio Ambiente, Germano Luiz Gomes Vieira, foi diretor de Prevenção e Combate à Corrupção da Controladoria-Geral do Estado de Minas Gerais, na gestão do PSDB, ocupando a seguir a Secretaria de Meio Ambiente na gestão do PT.

Secretário de Infraestrutura e Mobilidade, Marco Aurélio Barcelos, foi assessor jurídico e ex-diretor da Unidade PPP do Estado de Minas Gerais, executando a PPP da Rodovia MG-50 e do sistema prisional mineiro no governo do PSDB.

Secretaria de Educação, Julia Sant'Anna, integrante da Fundação Lemann, patrocinada por um dos principais financiadores da campanha de Aécio Neves (PSDB) a presidência da República em 2014.

Jorge Paulo Lemann, cotista, junto com Verônica Serra, filha de José Serra, do Fundo Innova. Ambos envolvidos no ruidoso caso da compra de 20% da Diletto, pequena sorveteria com faturamento de R$ 30 milhões, fundada em 2007 pelo empresário paulista Leandro Scabin. De acordo com alguns relatos, Lemann e Verônica Serra avaliaram a empresa em R$ 500 milhões.

O mais espantoso: Jorge Paulo Lemann é dono do Fundo de Investimentos Gera, que tem como objetivo a exploração privada do ensino no Brasil. A exemplo da “Escola Eleva”, em Botafogo, no Rio de Janeiro, onde cada aluno paga R$ 3.900 por mês.

Demonstrando querer manter em funcionamento o mesmo fisiologismo no trato com o Poder Legislativo, Romeu Zema escolheu como seu líder na Assembleia Legislativa o Deputado Luiz Humberto Carneiro (PSDB), eleito em 2002 e reeleito em 2006 e 2010.
Em 2005, foi escolhido, por unanimidade, como líder do PSDB na Assembleia Legislativa de Minas Gerais, sendo reeleito para esse cargo por cinco vezes consecutivas (2005-2010). Também foi líder do maior bloco de apoio ao ex-governador Aécio Neves, o Bloco Social-Democrata (PSDB, PTB, PMN e PR), por quatro anos (2007-2010).

Nesta quarta-feira (06.02), desprezando os parlamentares do partido de Zema, o deputado Gustavo Valadares (PSDB), foi eleito líder do Bloco de Governo em apoio a Romeu Zema na Assembleia, composto pelos partidos, PSDB, PPS, PP, PSC, Avante, PSB, SD e PHS e Novo, com 21  parlamentares.

Nota da redação: Este levantamento diz respeito apenas ao primeiro escalão do Governo Zema e integrantes do Poder Legislativo.
Marco Aurélio Carone - Editor Novojornal - BH

domingo, 3 de fevereiro de 2019

Zema nega o NOVO e se alia à velha política mineira


Novo é o novo PSDB.


Zema trai a confiança dos 
eleitores mineiros.

FacebookTwitterWhatsAppEmPriema, o Cavalo de Troia
Zema, o Cavalo de Tróia
Analistas políticos são unânimes na análise que a eleição de Romeu Zema para o governo de Minas Gerais só ocorreu em função de sua apresentação no período eleitoral como não politico, além da promessa de não adotar em seu governo o fisiologismo dos “finórios tradicionais”.
Em síntese um novo modelo de governar.
Hoje, em função de suas decisões e escolhas, os mesmos analistas entendem que ele e seu partido foram utilizados estrategicamente por antigas lideranças politicas, cientes da insatisfação da população com seus nomes e práticas.
Tal análise torna-se crível diante da desenvoltura e rapidez na adesão do governador ao modelo e método que combatia.
Este comportamento vem causando, além de decepção aos eleitores, a morte prematura das carreiras dos parlamentares eleitos em função da proposta do partido Novo.
Alguns destes, já deixaram claro que não concordam com a mudança de rumo, porém serão tragados pelo julgamento popular, por fazerem parte do mesmo partido do governador.
As decisões políticas de Zema deixam claro que a imagem passada durante a campanha de “não político” era irreal e a proposta do partido Novo uma utopia a serviço da mesma estratégia narrada por Homero, do artifício de Ulisses na guerra de Troia para invadir a cidade utópica.
Utopia, palavra grega que significa “lugar nenhum” e o rumo do partido Novo. Caminhando a passos largos para os braços de Hades, deus do mundo subterrâneo.
Pois, para o interior do governo do Novo caminham figuras sombrias, o que sobrou de pior na politica e administração pública mineira, que fatalmente, assim como fizeram no passado, saquearam as finanças públicas mantendo o povo mineiro escravo.
Evidente que soluções existiam. Bastava Zema convocar a qualificada mão de obra da Escola de Governo da Fundação João Pinheiro, referência nacional e internacional, assim como desse espaço no Legislativo para seus colegas de partido.
Indiscutivelmente, ele traiu a confiança depositada pelos eleitores mineiros no projeto que ele representava.
“A política ama a traição, mas abomina o traidor”.
A frase de Brizola trata de episódios no mundo político. Onde a busca pelo poder e pela salvação pessoal e econômica motivaram traições históricas no Brasil e no mundo.
No entanto, aqueles que traíram, por mostrarem sua baixa confiabilidade, dificilmente conseguiram alcançar o prestígio desejado.
Joaquim Silvério dos Reis, um português que vivia no Brasil Colônia, era coronel da cavalaria, fazendeiro, proprietário de minas de ouro e estava falido devido aos altos impostos cobrados pela coroa portuguesa.
Isso o levou a participar do movimento que ficou conhecido como “Inconfidência Mineira”, que tinha como objetivo libertar o Brasil do regime colonial.
Contudo, em 1789, ele delatou o movimento ao governador de Minas Gerais, o Visconde de Barbacena, em troca do perdão de suas dívidas e de alguns outros privilégios.
A traição levou todos os Inconfidentes à prisão e ao posterior enforcamento de Tiradentes.
A imagem de traidor perseguiu Silvério dos Reis durante o resto da sua vida e até após a morte: seu túmulo foi destruído por populares.
Publicado no NovoJornal, por Marco Aurélio Carone, no dia 29.01.2019

quarta-feira, 12 de dezembro de 2018

Aécio se elegeu deputado federal protegido pela blindagem judicial.

BLINDAGEM EXPLÍCITA: 

BASTIDORES DA OPERAÇÃO CONTRA AÉCIO ENVERGONHAM A JUSTIÇA

Os bastidores da Operação da Polícia federal que fez busca no apartamento de Aécio Neves no Leblon (Rio de Janeiro) marcam o ápice da blindagem judicial dedicada ao tucano.
O ministro Marco Aurélio Mello pediu parecer a Raquel Dodge sobre a investigação de Aécio no dia 11 de setembro e só recebeu resposta da procuradora-geral no dia 28 de outubro, 45 dias depois e com Aécio devidamente eleito deputado federal pelo estado de Minas Gerais.
Publicado no brasil247.com, 12 DE DEZEMBRO DE 2018 ÀS 07:57
Os bastidores da Operação da Polícia federal que fez busca no apartamento de Aécio Neves no Leblon (Rio de Janeiro) marcam o ápice da blindagem judicial dedicada ao tucano. 
O ministro Marco Aurélio Mello pediu parecer a Raquel Dodge sobre a investigação de Aécio no dia 11 de setembro e só recebeu resposta da procuradora-geral no dia 28 de outubro, 45 dias depois e com Aécio devidamente eleito deputado federal pelo estado de Minas gerais. 
Aécio neves vem sendo protegido há tempos por ministros e juízes pertencentes ao cinturão histórico de proteção judicial aos tucanos. O ministro Gilmar Mendes lhe garantiu uma célebre série de blindagens durante sua agonia política no pós golpe.
Ações em torno da revogação de sua prisão domiciliar há pouco mais de um ano em Brasília e da soltura de sua irmã, Andréa Neves de presídio em Minas Gerais marcaram de maneira indelével o seu favorecimento nos tribunais superiores. 
Com essa última mise-en-scène jurídica, quase uma fake news bolsonariana diversionista sob vista grossa da imprensa tradicional, Aécio continua a desfilar sua couraça judicial nas barbas do povo brasileiro. 
A nota do jornalista Lauro Jardim no jornal O Globo confirma o jogo de cartas marcadas feito nos bastidores do STF e da PGR: "a Polícia Federal enviou no dia 11 de setembro para Marco Aurélio Mello a investigação contra Aécio Neves que originou a operação de ontem. Mello pediu parecer de Raquel Dodge antes de decidir."
A reportagem ainda destaca: "embora Aécio fosse candidato a deputado federal, Raquel só mandou seu parecer em 28 de outubro — mais de 45 dias depois e com Aécio já devidamente eleito."
Publicado no brasil247.com, em 12.12.2018

Suspeita de propina de R$ 110
milhões coloca Aécio Neves 
na mira.

Publicado na cartacapital.com.br, em 11.12.2018
Passadas as eleições, o cerco se fecha contra Aécio Neves (PSDB-MG) e os partidos 
da base aliada do consórcio Temer-PSDB. Na manhã desta terça, 11, a Polícia Federal
 vasculhou imóveis do senador e da irmã, Andrea, no Rio e em Minas Gerais. 
Também houve buscas em endereços de Paulinho da Força (SD-SP).
A devassa é parte da operação Ross e foi autorizada pelo ministro Marco Aurélio 
Mello (STF) a pedidos da procuradora-geral da União, Raquel Dodge, com base em 
delações de executivos da J&F – a holding que controla a empresa JBS.
De acordo com a PF, o grupo repassou ao senador 110 milhões de reais em propina 
entre 2014 e 2017. Empresários teriam contribuído com o esquema, por meio de caixa 
2 e notas frias.
Desse total, diz a PF que 15 milhões de reais teriam sido usados por Aécio para 
comprar o apoio do Solidariedade (SD), partido de Paulinho da Força, nas eleições 
de 2014. Outros 20 milhões teriam pago o suporte do PTB, além de outros partidos.
Naquele ano, o líder sindical declarou o apoio ‘pessoal’ a Aécio já em janeiro, 
prometendo compromisso do Solidariedade e das centrais sindicais ao partido 
na campanha. Nas eleições de 2010, o apoio apaixonado era de Dilma.
Antonio Anastasia (PSDB-MG), José Agripino Maia (DEM) e os deputados Benito 
Gama (PTB-BA) e Cristiane Brasil (PTB) também são investigados no caso.

Cortina de fumaça

Chama atenção a discrição dessas ações. Diferente de outras conduções e buscas, 
não houve qualquer espetáculo midiático: a polícia chegou aos imóveis em carros 
descaracterizados, por volta das seis da manhã, e saiu carregando malotes.
Os primeiros registros de imprensa só foram publicados quando a operação já 
acontecia, sem qualquer registro visual que constrangesse os envolvidos. Mesmo 
assim, o caso tomou o espaço dedicado aos desdobramentos do relatório do Coaf, 
que envolve o filho mais velho de Jair Bolsonaro e a primeira-dama em movimentação
 financeira suspeita de um ex-assessor.
Na opinião do cientista político Rui Tavares Maluf, professor da FESPSP, o descrédito do establishment político favorece o discurso autoritário e anti-barganha de Bolsonaro. “Me parece claro que se houverem mais operações como essa, tanto opinião pública quanto a classe política
podem ficar mais dóceis à aprovação, por exemplo, da Reforma da Previdência.”
A decisão do ministro está sob sigilo e a nota oficial divulgada pela PGR reforça que 
“não há prisões e nem medidas a serem cumpridas na sede do Congresso”. 
O tom misterioso tem razão de ser: a PGR e Marco Aurélio negaram o pedido da 
PF para manter Aécio, Andreia, Cristiane e Paulinho em prisão domiciliar.
Aécio é réu em um caso ligado à Lava Jato por corrupção passiva e obstrução da 
Justiça no caso da ‘mala’ de Joesley Batista, também sob as delações da JBS. 
Outros seis inquéritos tramitam no STF.

Aécio se destruiu, desde 2014, ao não aceitar a derrota eleitoral

Com carreira iniciada em 1987, quando iniciou seu primeiro mandato como deputado federal pelo estado de Minas Gerais, Aécio Neves teve um começo promissor na política. Neto de Tancredo Neves e comumente associado à imagem do avô, o mineiro despontou com uma das grandes lideranças políticas do país. Filiado ao PSDB, chegou ao governo de Minas em 2002, onde ficou até 2010, quando se tornou senador. 
Tudo indicava que Aécio Neves seria o próximo presidente da República, dada sua trajetória e a saturação natural dos anos de PT. Sua boa relação com Lula nos tempos áureos de respeito à democracia, deram a ele credenciais para uma articulação nacional minimamente qualificada. 
A derrota para Dilma Roussef em 2014, no entanto, modificou completamente a percepção política a respeito do senador. Aécio não aceitou a derrota e deu início á maior crise institucional que o Brasil já viveu. 
Em parceria com Eduardo Cunha (MDB), preso há quase dois anos pela Operação Lava Jato, Aécio partiu para um tudo ou nada no Congresso, fustigando a presidente eleita e articulando o que viria a ser o impeachment sem crime (ou: o golpe de 2016). 
Esse processo de vingança e sabotagem fez a imagem do ex-governador sofrer um desgaste inédito. Acusado de várias irregularidades, ele assou a ser também perseguido pela Operação Lava Jato, mas gozava de blindagem no STF (Supremo Tribunal Federal), sobretudo no gabinete do ministro Gilmar Mendes. 
Aécio Neves chegou a cumprir prisão domiciliar em função de ilegalidades cometidas no governo de Minas Gerais, ações que envolveram sua irmã, Andréa Neves, que chegou a ser presa pela Polícia Federal. 
Aécio, naquele momento entrou em depressão e os relatos foram de que o senador chorava muito e bebia, cumprindo sua prisão domiciliar em Brasília. 
A partir dali, foi um mergulho profundo na destruição da própria imagem. Eleito deputado federal nas últimas eleições em uma operação para manter o foro privilegiado, Aécio foi largamente rejeitado por toda a classe política de seu estado e pelo seu próprio partido, o PSDB. 
Com a operação de hoje, da Polícia Federal, em seu apartamento em Ipanema, na cidade do Rio de Janeiro, Aécio Neves deve iniciar uma nova fase, pior que as anteriores, defensiva e de prostração política. 

terça-feira, 28 de agosto de 2018

Grande imprensa esconde funeral político de Aécio Neves, no "escondidinho tucano".

Imaginem se fosse um comício da Dilma com 6 gatos pingados...
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Aécio e sua multidão de apoiadores, nos confins de uma estrada de terra, em frente ao motel Dallas, na BR 116, em Teófilo Otoni, no Vale do Mucuri, nordeste de Minas.
De Fernando Brito, no Tijolaço. Publicação dia 26.08.18.

Aécio e a “piedade” do jornalismo


Esperei até agora para escrever, para ver se algum grande jornal tinha se interessado.
Afinal de contas, era o lançamento da candidatura do homem de 50 milhões de votos, quase anunciado como “presidente moral do Brasil”, numa fazenda de correligionários, entrando 2 km por uma estrada de terra, “em frente ao motel Dallas, na BR-116, depois do Posto Teófilo Otoni”, como informava o convite.
Não achei nada em nenhum grande jornal, apenas uma nota no mineiro O Tempo, onde não é nem mesmo a abertura  e nem se dá muita informação, limitando-se a transcrever o que foi distribuído pela campanha do morto-vivo: que ele foi recebido pelo ex-prefeito de Setubinha e dono da fazenda,  Téo Barbosa “e ouviu dos prefeitos os problemas hoje enfrentados pelos municípios”.
A foto, também da assessoria, dá ideia da multidão que presenciou a volta triunfal do ex-quase-futuro-presidente do Brasil.
Será que a Folha, o Estadão ou o império Globo não tinham um repórter disponível em Minas para mandar cobrir?
Afinal, nem que seja pelo inusitado, é pauta imperdível.
Imaginem se Dilma começa a sua campanha ao Senado com meia dúzia de gatos pingados?
Quero crer, porém, que tenha sido um ato de piedade e bom-gosto.
No velório, digo, no encontro Aécio disse que a platéia imensa “mostra a força dos vínculos que tenho com esta região e com a sua história.”
Bem menos que com o Leblon.
Afinal, nossa imprensa não gosta de mundo-cão, de retratar cenas de velório e de explorar cadáveres, não é?

sábado, 25 de agosto de 2018

Aécio faz campanha "escondidinho" no interior de Minas.

Aécio confirma que Lula estava certo ao afirmar que sua campanha é um "escondidinho de tucano".

O primeiro ato público do senador e candidato a deputado federal pelo PSDB, Aécio Neves, articulador do golpe de 2016, será em uma fazenda a 5km de Teófilo Otoni, no Vale do Mucuri, neste sábado (25.08); 
"A fazenda fica a 5km de Teófilo Otoni, em frente ao motel Dallas, na BR-116 (depois do Posto Teófilo Otoni). Depois de chegar na entrada, basta seguir por 2km em estrada de terra até a fazenda)", diz o texto do convite.
Aécio Neves não compareceu a nenhum encontro do PSDB até o momento; nem mesmo às convenções regional e nacional do partido, realizadas no início de agosto.
Isolado por colegas da legenda, o tucano divulgou que concorreria às eleições tardiamente, apenas no dia 2 de agosto, três dias antes do prazo final para o fim das convenções. Na ocasião, ele confirmou que concorrerá a uma vaga para deputado federal, abrindo mão de pleitear a reeleição ao Senado na chapa do senador Antonio Anastasia (PSDB).
Dilma Roussef, candidata ao Senado, havia dito que seria candidata em Minas para derrotar, mais uma vez, aqueles que tramaram o golpe contra o Brasil. Ela afirma que os maiores golpistas estão em Minas: Aécio e Anastasia.
Ao enviar uma carta à jornalista Edilene Lopes da Rádio Itatiaia, o presidente Lula afirmou que o PSDB criou um novo prato na culinária mineira, o "escondidinho de tucano". Fazendo referência à forma que o senador Aécio Neves fará campanha para deputado federal, escondendo-se do eleitor, evitando a candidatura à reeleição ao Senado.
A Fazenda em que será realizado o encontro de Aécio com seus ainda pouco aliados está sendo chamada pelos frequentadores da Praça Tiradentes, em Teófilo Otoni, de "Escondidinho do Aécio".

terça-feira, 24 de abril de 2018

DEPUTADO ESTADUAL ROGÉRIO CORREIA: SÓ CONHECÍAMOS A PONTA DO ICEBERG DE AÉCIO

O deputado estadual Rogério Correia (PT-MG) comentou neste domingo, 22.04, as novas denúncias contra o senador Aécio Neves (PSDB), principal articular do golpe parlamentar que arruinou a democracia no Brasil; 
"Denunciei muita coisa dele, mas ao que tudo indica era só uma ponta de iceberg. Em relação ao Cabral , o playboy não ficará em segundo. Desta vez e no quesito corrupção, vai ser o primeiro", disse Correia
22 DE ABRIL DE 2018 ÀS 14:41 

Minas 247 - O deputado estadual Rogério Correia (PT-MG) comentou neste domingo, 22, as novas denúncias contra o senador Aécio Neves (PSDB), principal articular do golpe parlamentar que arruinou a democracia no Brasil. 
"Denunciei muita coisa dele, mas ao que tudo indica era só uma ponta de iceberg. Em relação ao Cabral , o playboy não ficará em segundo. Desta vez e no quesito corrupção, vai ser o primeiro", disse Correia. 
Em depoimento à Polícia Federal, o empresário Joesley Batista afirmou que a JBS doou R$ 110 milhões ao tucano para que, em contrapartida, Aécio facilitasse os negócios da empresa caso conseguisse se eleger presidente (leia mais).
Em outra revelação que complica Aécio, o executivo Sérgio Andrade, acionista da Andrade Gutierrez, confirmou que um contrato de R$ 35 milhões firmado em 2010 entre a empreiteira e uma empresa de Alexandre Accioly tinha como objetivo repassar propina a Aécio (leia mais).
"Minas sofreu muito com ele. Hoje é um Estado quebrado com recuperação penosa. Pimentel que o diga!", afirmou Rogério Correia. "Os mineiros sabiam que ele era rolo puro, por isto Dilma venceu aqui e será nossa Senadora no lugar dele, que vai amargar o resto da vida na cadeia", diz ele.

quinta-feira, 10 de março de 2016

Sérgio Moro é casado com advogada do PSDB


Vejamos.
Os delegados federais da Lava Jato são tucanos tão descarados que operam nas redesxingando Lula, o governo, e dando loas a Aécio Neves.
Até os réus presos, por supostamente pagarem propina a servidores da Petrobrás, são quase todos tucanos. Vide o caso deste último, executivo da Toyo Setal, Augusto Ribeiro de Mendonça Neto, mencionado no último post.
O cidadão passou décadas mamando nos governos do PSDB, sabe-se lá com que tretas, aproveitando-se inclusive de ligações familiares, visto que seu primo, Marcos Mendonça, é um tucano de alta plumagem que sempre ocupou altos cargos em governos tucanos.
Aí o cara é pego num esquema da Petrobrás, e resolve delatar quem? O PT, é claro.
O outro réu que decidiu fazer delação premiada, Alberto Youssef, é um tucano das antigas. Fez-se na vida lavando dinheiro e operando sempre para o PSDB. Foi preso e condenado inclusive por isso. Aceitou a delação premiada, jogou a culpa nos outros, foi solto e correu de volta para o mundo do crime. Como é tucano, e tucano pode tudo, o juiz lhe deu outra chance de entrar no jogo da delação.
Seu advogado, Antonio Augusto Lopes Figueiredo Basto, tinha uma sinecura no governo do Paraná, do PSDB.
A Globo e Basto fizeram até tabelinha, para combinar uma narrativa bem legal, contra o PT, naturalmente.
E quem Youssef resolve delatar? O PT, óbvio.
Agora descobrimos que a própria família do juiz Sergio Moro é ligada ao PSDB.
Segundo apurado pelo site Poços 10, com apresentação de provas, sua esposa, a senhora Rosângela Wolff de Quadros Moro, presta assessoria jurídica ao governo do Paraná.
Para a coisa ficar ainda mais estranha, o escritório de sua esposa presta serviços à Shell, petrolífera estrangeira concorrente da Petrobrás.
Num mundo perfeito, onde as pessoas soubessem separar totalmente o público e o privado, não haveria nada demais.
Mas o mundo não é perfeito. E a operação Lava Jato se revela profundamente politizada.
É evidente que Sergio Moro está cercado por um antipetismo raivoso: no governo, na classe a qual pertence, na sua categoria profissional, no seio da família, na empresa da esposa, na grande mídia.
É muito difícil ser imparcial num ambiente assim.
O Brasil vive um "bolivarianismo" às avessas.
Acusa-se, injustamente, o chavismo de controlar as instituições democráticas para que estas trabalhem em prol do governo.
Aqui as instituições, ao invés de trabalharem em harmonia com o governo eleito, se esforçam para derrubá-lo.
Moro faz um jogo perigoso; ao determinar o que vaza e o que não vaza dos depoimentos, permite que aqueles mesmos que ele, como juiz, considera suspeitos, influenciem a agenda política nacional.
Esse é o maior absurdo.
Deixar bandidos pautarem a agenda política da sétima economia do mundo.
Depoimentos de delação premiada são sigilosos justamente para evitar o que está acontecendo. Acusações falsas, manipulação por parte dos delatores, assassinatos de reputação; enfim, todos os riscos inerentes à delação premiada.
Eu queria saber outra coisa.
Gerson Camarotti, da Globo, ainda não explicou o post que publicou no dia do penúltimo debate da campanha presidencial na TV.
Camarotti informou que Alvaro Dias, senador tucano do Paraná, e Aécio Neves, candidato do PSDB, tinham recebido a íntegra dos depoimentos de Alberto Youssef e Paulo Roberto Costa, que incriminavam a cúpula do PT.
A informação era auto-acusatória.
O desespero do PSDB e da Globo lhes fez perder a prudência. Ora, então era assim? A Justiça do Paraná entrega aos tucanos tudo que eles querem? Ou seria pior? A Globo fazendo o jogo sujíssimo de Aécio, ameaçando Dilma e o PT com um blefe?
Era blefe e jogo sujo da Globo porque se o PSDB tivesse algo quente teria dado à Veja ou Globo antes da eleição. Uma coisa concreta poderia lhe garantir a vitória naquele momento.
Eu queria ver, no entanto, a Operação Lava Jato como um marco importante para o país, a oportunidade de mudarmos a cultura de corrupção iniciada há muito tempo e consolidada durante o regime militar, período no qual as atuais empreiteiras formaram uma espécie de cartel.
As mesmas empreiteiras, aliás, que sempre bancaram a mídia.
Ditadura, empreiteiras, mídia, filhos dos mesmos pais: a corrupção e o autoritarismo.
Se conseguirmos controlar os impulsos golpistas da mídia e do judiciário, que estão fazendo de tudo inclusive para melar a investigação, para depois gritarem pizza!, novamente botando a culpa no governo, a Lava Jato pode dar bons frutos.
A Petrobrás, por exemplo, criou algo que deveria ter feito há tempos. Uma diretoria especializada em detectar corrupção na estatal. A estatal, porém, continua desprezando iniciativas criativas de comunicação. O blog está lá, inerte, confuso e feio.
Dinheiro para investir em publicidade na mesma mídia que lhe acossa dia e noite, isso não falta.
Não eximo o governo e o PT de suas responsabilidades perante a corrupção. Só não concordo que a resposta seja derrubar a presidente ou paralisar o governo.
Falta o governo, através do Ministério da Justiça, fazer o que faz a Suécia, modelo neste sentido: criar núcleos de monitoramento anticorrupção para cada grande obra em andamento no país.
Quando tivermos um Ministro da Justiça, poderíamos pensar em alguma coisa assim.
A presidenta ou alguém do governo também poderia vir a público e nos refrescar a memória acerca de todas as ações que o governo já tomou e pretende tomar para combater a corrupção no país.
O silêncio do governo é enervante. Não pode contratar um porta-voz?
Apesar de tudo isso, não acredito em golpe. Nossa tradição conciliatória, que às vezes nos irrita tanto, por prolongar situações tensas por um longo período, também tem suas vantagens. O instinto golpista sossegará em breve.
Seria paranoia, além disso, achar que todas as instituições, cada uma em sua totalidade, estariam tomadas pelo golpismo, ou pelo ódio ao governo.
Não é assim, felizmente.
A maioria das pessoas, dentro das instituições, mesmo aquelas críticas ao governo, e ao PT, ainda tem suficiente bom senso para entender que o Brasil precisa de um mínimo de estabilidade institucional para poder avançar.
Em 2018, haverá outra eleição, e a oposição já provou a si mesma que pode ganhar.
É ingenuidade achar que a oposição vai deixar de bater no governo. Faz parte do jogo.
Apenas exigimos que a democracia e os direitos humanos sejam respeitados.
Que a justiça seja prudente, sábia e imparcial.
Que o combate à corrupção seja sincero, e não um subterfúgio para driblar a vontade popular.