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sexta-feira, 9 de agosto de 2019

Balbúrdia na UFVJM: Bolsonaro nomeia como reitor o professor que ficou em 4º lugar na eleição



O governo Bolsonaro cria mais uma polêmica em suas decisões. O Ministro da Educação, Abraham Weintraub, nomeou como Reitor da UFVJM - Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri o professor Janir Alves Soares, do Departamento de Odontologia, que ficou em 4º lugar na lista de votação dos candidatos a Reitor. O decreto de nomeação foi publicado nessa quinta-feira, 08.08.19. 
A reitoria se localiza no campus da cidade de Diamantina, no Alto Jequitinhonha, em  Minas Gerais. 

No resultado final das eleições para Reitor, ocorrido em 22 de maio de 2019, Janir obteve apenas 5,21% dos votos. O primeiro lugar foi alcançado pelo atual reitor, Gilciano Saraiva, que obteve 27,37% dos votos; Alexandre Crhistófaro, em segundo, com 23,45%; em terceiro, Marcus Guelpelli, com 6,37% dos votos. A abstenção alcançou 33,17% dos votantes. 
Transportando para os votos válidos, ficou assim: 1º - Gilciano, 41,57%; 2º - Alexandre, 35,61%; 3º - Marcus - 9,68%; 4º - Janir - 7,91%; 5º - Marcelo - 5,23%.

No CONSU - Conselho Universitário que referenda o resultado, Marcus Guelpeli foi derrotado e não entrou na lista tríplice enviada ao MEC, pois ficou em quarto lugar. Janir entrou em seu lugar. 

Confira os resultados das eleições para Reitor na UFVJM:

ATA DE APURAÇÃO FINAL
Apuração da Consulta à Comunidade Universitária
Relação ordenada pelo Número de Chapa

Chapas
Discentes
Docentes
TAE
Percentual
Votos Válidos

Chapa 1 :
Alexandre e Flaviana


1.234

228

146

23,45%

35,61%
Chapa 2:
Janir e Marcus Canuto

266

53

25

5,21%

7,91%

Chapa 3:
Marcus Guelpeli e Mara


113


59


65


6,37%


9,68%

Chapa 4:
Marcelo Lia e Cyntia


212


35


14


3,44%


5,23%

Chapa 5:
Gilciano e Carlos Alexandrino


557


271


214


27,37%


41,57%

Votos Válidos

2.382

646

464

65,85%

100%

Brancos

2

1

7

0,24%


Nulos

14

7

7

0,74%


Abstenção

7.102

225

176

33,17%

Fonte: Dados do site da UFVJM. Elaboração: Álbano Silveira Machado.


Atual Reitor da UFVJM, Gilciano Saraiva

Gilciano Saraiva, atual reitor (gestão 2015-2019), e primeiro lugar na escolha da comunidade universitária, disse ao Blog que "a instituição está acima de tudo. Apostei na gestão. Recebi a UFVJM com R$ 70 milhões de dívidas e entrego sem pendências. Procurei administrar sem cortar os serviços essenciais, ofertando mais cursos, incentivando a pesquisa e a extensão, ouvindo todos os setores da instituição. Prefiro sair pela porta da frente, sempre defendendo a democracia e a diversidade no mundo acadêmico", finalizou o Reitor.  
Gilciano administrou a UFVJM, passando por seis diferentes Ministros da Educação, "sem  perder o respeito no relacionamento institucional".

Nomeação política
Há informações de bastidores que o deputado federal Igor Timo (PODEMOS-MG), foi o grande articulador junto ao Governo Bolsonaro para a nomeação do professor Janir. Várias fotos e relatórios foram enviadas ao MEC com o atual Reitor Gilciano em cerimônias com o ex-presidente Lula, na Universidade. Além disso, pode ter pesado na decisão de rejeição a Gilciano, a sua antiga filiação ao PT de sua terra natal, São Miguel do Anta, na Zona da Mata mineira. Ele desfiliou-se, em 2016. 

Gilciano acredita que a decisão tenha influência política, uma vez que, quando reitor, em 2017, recebeu a caravana do ex-presidente Lula, que foi quem criou a instituição. "Respeito a decisão e confio na capacidade de gestão do professor que foi nomeado, mas lamento que a decisão e autonomia da universidade não estejam sendo respeitadas", afirmou Gilciano.

Há suspeitas de Janir ter-se aliado ao grupo de Marcus Cuelpeli, declaradamente bolsonarista. As nomeações de pró-reitores e novos diretores de Departamentos, a partir da posse, em 12.08, confirmarão ou não esse indicativo.

A nomeação criou um clima de tensão no interior da UFVJM com protestos dos estudantes, professores e técnicos administrativos. Para a UNE - União Nacional dos Estudantes, Bolsonaro quer criar balbúrdia nas universidades ao nomear professores como gestores que não foram apoiados pela comunidade universitária. 



Estudantes convocam manifestação para o dia 13 de agosto
Leia a Nota do Movimento Estudantil:
 O MEC ATACA MAIS UMA VEZ A AUTONOMIA UNIVERSITÁRIA E A EDUCAÇÃO PÚBLICA
No dia 08 de agosto, o governo Bolsonaro assinou um decreto nomeando o professor Janir Alves Soares para o cargo de reitor da Universidade dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri.
Dentre as cinco chapas concorrentes na consulta à comunidade acadêmica, a chapa nomeada ficou em penúltimo lugar, ocupando o último lugar na lista tríplice elaborada e enviada ao MEC pelo Conselho Superior da UFVJM. 
O programa da chapa tem um alinhamento preocupante com o programa Future-se e coloca em risco a existência da única universidade pública com sede nos Vales do Jequitinhonha e do Mucuri,no nordeste de Minas.

Com essa nomeação, Weintraub e o governo Bolsonaro desrespeitam completamente a decisão de quem vive e constrói a UFVJM cotidianamente.
Dia 13 de agosto a resposta pra esse e outros ataques à educação e ao nosso povo será nas ruas do Brasil todo!

Reitores apelam para respeito à autonomia universitária

Os Reitores das Universidades Federais já divulgaram, em junho, uma Nota em que recomenda ao Governo Federal respeitar os resultados da comunidade acadêmica. Mas, Bolsonaro não quer saber.  Ele desconsiderou a eleição da Universidade Federal do Triângulo Mineiro (UFTM) e nomeou como reitora a candidata derrotada na consulta informal e na votação do Conselho Universitário. 
Em abril, Bolsonaro havia nomeado um professor para a Reitoria da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UniRio) que nem sequer participou da eleição interna. O professor Leonardo Villela de Castro, que teve 72% dos votos válidos na escolha de nova reitoria, foi rejeitado.

A UFGD ( Universidade Federal da Grande Dourados), em Mato Grosso do Sul,  enviou uma lista tríplice de nomes para ocupar a Reitoria. O MEC não aceitou e pediu para realizar novas eleições. A reitoria da UFGD não acatou a ordem. Houve intervenção, com a nomeação de reitoria temporária, até a realização de nova eleição.   

Por lei, o reitor e o vice-reitor de universidades federais são nomeados pelo presidente da República, escolhidos dentre os indicados em listas tríplices elaboradas pelo colegiado máximo da instituição, ou por outro colegiado que o englobe, instituído especificamente para este fim. Os colegiados, por sua vez, são compostos por professores, que representam 70% do grupo. Os demais 30% podem ser preenchidos por funcionários e estudantes da instituição. 
“É essencial, então, afirmar publicamente a importância de serem conduzidos ao cargo de reitor ou reitora aqueles docentes autonomamente indicados no primeiro lugar pelo colégio eleitoral de suas respectivas universidades, sendo garantido assim um elemento definidor da democracia, que é o respeito à vontade da maioria”, diz em nota a Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes).
“Nos marcos da legislação atual, o envio de uma lista pela instituição deve ser respeitado. Entretanto, não podemos deixar de defender a indicação de quem teve mais votos no colégio eleitoral. A indicação do primeiro colocado deve, pois, ser respeitada, por um lado, como um valor da democracia e, por outro, em respeito à autonomia de cada instituição”, informa o comunicado.
Para a Andifes, não adotar o critério da escolha do apontado em primeiro lugar na lista tríplice pode ameaçar a qualidade administrativa e desagradar a sociedade científica. O receio dos reitores é que questões de ideologia política sejam consideradas como critério para exclusão de nomes apontados pela comunidade universitária.
“Na universidade, a gente prima pela liberdade de expressão e pensamento. Todas as vozes são contempladas na universidade. Não há viés ideológico. Não há nenhum tipo de pressão ou repressão a qualquer manifestação de pensamento”, disse à Agência Brasil, o presidente em exercício da Andifes, reitor da Universidade Federal de Goiás (UFG), Edward Madureira.

Professor Janir Alves Soares tomará posse, na segunda-feira, dia 12.08.19

sexta-feira, 12 de maio de 2017

Cortes de verbas já afetam a Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri

Cerca de 800 alunos dos campi de Unaí e Janaúba vivem incerteza quanto a continuidade dos estudos

Comunidade acadêmica discute realidade da Universidade / Divulgação / UFVJM
Dois dos quatro campi da Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri terão cursos cortados por falta de recursos. Cerca de 800 alunos de Unaí e Janaúba podem ser prejudicados com a medida. 
Um dos cortes será no bacharelado em Ciências Agrárias, em Unaí, que tem duração de três anos e funciona com um ciclo básico, que prepara o aluno para quatro habilitações: Agronomia, Engenharia Ambiental, Medicina Veterinária e Zootecnia. A primeira turma ingressou na universidade em 2014 e estava prestes a seguir para as habilitações. Com os cortes, os alunos não podem dar sequência aos estudos, pois não sabem quais cursos continuarão existindo. 
A situação é a mesma no campus de Janaúba, especialmente na graduação em Engenharia. O curso também funciona com um ciclo básico para quem pretende ingressar nas habilitações Engenharia de Minas, Materiais, Metalúrgica e Industrial. 
Os cursos de Ciências Agrárias e Engenharia foram criados em 2014, a partir de acordo firmado entre a universidade e o Ministério da Educação. A parceria previa investimentos na infraestrutura e aumento do corpo docente .

No entanto, em março deste ano, a universidade foi informada do corte de recursos. De acordo com a instituição, para dar continuidade aos cursos em Unaí, por exemplo, seriam necessários ao menos 112 professores. Atualmente, o campus tem apenas 37.
Expectativas 
Atualmente, 320 alunos estão matriculados no curso de Engenharia e 400 em Ciências Agrárias. Todos na expectativa de seguir para as habilitações profissionais. Este é o caso do estudante Caique Silva Alves, matriculado no último semestre do curso de Ciências Agrárias. Para ele, o corte de recursos se deu de forma  arbitrária e injustificável. “São sonhos, são perspectivas de uma vida melhor sendo afetadas por esse governo golpista. É nossa educação sendo massacrada e ridicularizada”, critica.
Processo de negociação 
O Ministério da Educação informou que a pasta está sofrendo um corte de quase R$ 4 bilhões neste ano. O MEC não divulgou qual foi o corte específico na UFVJM, mas alega que cada instituição é responsável por definir como será a adequação do orçamento.
Por sua vez, a UFVJM alega que não é possível direcionar os cortes para outros setores da instituição, pois todos os outros investimentos já estão parados, como, por exemplo, as obras no campus de Diamantina. 
Parecer
Sobre a situação dos cursos, o reitor da UFVJM, Gilciano Saraiva Nogueira, afirmou que a universidade está em processo de negociação com o MEC e aguarda um parecer sob a liberação de mais 15 docentes para continuação dos cursos em Unaí.  
Ele afirma, no entanto, que só será possível dar continuidade para apenas duas habilitações. De acordo com o calendário acadêmico da 

UFVJM, as aulas nas habilitações específicas estavam previstas para começar em maio. Mas como não há uma previsão de quando sairá o parecer do MEC, não é possível estimar quando a situação dos cursos será resolvida. 
Edição: Joana Tavares

terça-feira, 22 de março de 2016

ProUni abre amanhã inscrições para bolsas remanescentes


O ProUni oferece a estudantes brasileiros de baixa renda bolsas de estudos integrais e parciais (50% da mensalidade) em instituições privadas de ensino superior. Na primeira edição de 2016, o ProUni ofertou 203.602 bolsas para 30.931 cursos. As bolsas que não foram preenchidas em nenhuma das chamadas regulares serão ofertadas nesta etapa.
Podem concorrer professores da rede pública de ensino, além dos estudantes que fizeram alguma edição do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) a partir de 2010. O candidato não pode ter nota 0 na redação e precisa ter, no mínimo, 450 pontos na média no Enem.
As bolsas integrais são para os candidatos com renda familiar bruta por pessoa de até 1,5 salário mínimo por mês e as bolsas parciais, para os participantes com renda familiar bruta por pessoa de até três salários mínimos. Os professores estão dispensados do critério de renda.
Aqueles que se candidatarem terão dois dias úteis para comprovar as informações prestadas na inscrição nas instituições e ensino. Cabe ao estudante verificar o local, a data e o horário de atendimento e demais procedimentos. 
As inscrições serão pelo site do ProUni – siteprouni.mec.gov.br. (Agência Brasil)

quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

1º lugar geral do ENEM é mineira. Ela fez 858,54 pontos.

Jovem de 18 anos fará Medicina na UFMG em Belo Horizonte, onde mora.
Mariana diz que é preciso se preparar bem, ter disciplina, estudar muito e saber fazer a prova

MARIANA DRUMMOND, 1º LUGAR NA UFMG / ENEM Mariana Drummond Martins Lima, aprovada pelo SISU (Sistema de Seleção Unificada) em primeiro lugar geral na UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais). 

A adolescente mora em Belo Horizonte, estuda 12 horas por dia há dois anos.

No resultado do Sisu, Mariana atingiu 858,54 pontos. Na redação, fez 960 pontos. 

No primeiro e segundo anos do ensino médio, ela se submeteu ao Enem como treineira.  - "No primeiro Enem, acertei 130 questões em 180. No segundo, foram 150 questões. Nesse último, das 180, só errei 16", afirma.  

* Fez um simulado do Enem por semana (de pelo menos três disciplinas) em sua escola, o Colégio Bernoulli (instituição classificada em segundo lugar do Enem 2012); 

* Para se sair bem, leu bastante sobre assuntos da atualidade durante o ano, fez em média duas redações por semana e testou a agilidade para concluir o texto em até uma hora e 20 minutos; 

- "Comecei por Ciências da Natureza, que tem química, física. Cálculo é melhor fazer com a cabeça fresca"; 

- "Outra tática foi saltar as perguntas que apresentava maior grau de dificuldade e retomá-las depois para não perder muito tempo". 

- "Tem de saber o conteúdo. É lógico. Mas o aluno tem de estar preparado para a prova. Ter malícia e saber até chutar, quando necessário. O que não pode é errar, de jeito nenhum, nas questões mais fáceis", diz a estudante. 

Mariana Lima explica que há dois anos fazia semanalmente o simulado do Enem de pelo menos três disciplinas. No período entre 7h e 12h40, a adolescente estava na escola. "Começava a estudar nos dias de semana, após o almoço, mais ou menos às 13h30. Só parava na hora de dormir".

"Não gosto de usar o Facebook. Tenho conta, mas não uso. No Twitter, nem conta eu tenho. Prefiro os livros e estudar. Eu só estudo", afirma a adolescente. A mãe confirma. "Ela é estudiosa desde pequena. Sempre foi aplicada".

"Meus pais sempre me ajudaram muito. Sobretudo, me ajudando a organizar os estudos e meus horários. A minha mãe me tomava as matérias e meu pai me levava e buscava para na escola e, à tarde, para fazer as provas simuladas", diz.


Mariana Lima foi pega de surpresa quando soube que alcançou o primeiro lugar no Sisu, o Sistema de Seleção Unificada, para o qual se inscreveram 2,5 milhões de estudantes  de todo o país.  A jovem, de apenas 18 anos, comemora os frutos de seu esforço e diz que espera ter um bom rendimento também na universidade, para que, quando médica, possa ajudar as pessoas.
“Sabia que tinha chance de passar em Medicina, mas de forma alguma esperava ficar em primeiro lugar no Enem. Eu queria ser bailarina, estudei três anos na Escola Bolshoi, em Joinville, mas acabou não dando certo e aí quando eu tinha 13 anos, ainda em Joinville, com minha escola regular, a gente fez uma visita à Fundação Pró-Rim e aquilo me marcou muito e foi a partir daí que eu pensei que gostaria de estudar Medicina, mas era só uma ideia (…) eu voltei para Belo Horizonte e no final do primeiro ano do Ensino Médio decidi que cursaria Medicina e comecei minha preparação (…) abri praticamente mão de tudo, só me dediquei aos estudos e fiquei feliz com o resultado. Espero manter o mesmo rendimento na universidade, poder ajudar as pessoas e dar um retorno para a sociedade”, disse.


  1. Brasilidade - Mariana Lima - YouTube

    www.youtube.com/watch?v=NqgufrW3PU8‎

    3 dias atrás - Vídeo enviado por PalaciodoPlanalto
    Mariana Lima foi pega de surpresa quando soube que alcançou o primeiro lugar no SiSu, o Sistema ...
Bolshoi perde uma bailarina
Jovem não gosta de facebook, adora estudar
A adolescente vai cursar medicina na UFMG. Ela estudou balé no Palácio das Artes (Belo Horizonte), dos nove aos 12 anos, na unidade brasileira do Balé Bolshoi (Joinville SC), entre os 13 e 15 anos, e finalmente, no Grupo Corpo (Belo Horizonte), até os 16 anos.

Nesse período, ela criou sua conta no Facebook. "Entrei poucas vezes. Criei a conta só para conversar com o pessoal de Joinville. Raramente eu entro. Não gosto mesmo. E também não estou namorando. Não dá tempo", diz.

"Devo fazer nefrologia, cardiologia ou neurologia. Vou ver com qual área me identifico mais".

Ler sempre e treinar para as provas

Apesar de morar em Minas Gerais, a estudante explica que se preparou também para o vestibular da Fuvest. "Na escola, além dos simulados para o Enem, fizemos também preparação para a Fuvest, do mesmo modo", afirma. 
Para ela, não ter dúvidas quanto aos objetivos é o primeiro aspecto que deve ser levado em conta pelos estudantes que enfrentam as disputas para cursarem o ensino superior no país. "O aluno tem de ter uma meta. Isso é o mais importante, mas logo depois vem a malícia para fazer as provas. Os testes simulados, com tudo igual às provas que serão aplicadas, principalmente horários e número de questões, são básicos para um bom desempenho", afirma.
Ela aguarda o resultado oficial da Fuvest para saber quantas questões acertou no vestibular para a USP.
"A pessoa tem de controlar bem o tempo. No Enem, por exemplo, são três minutos para cada questão. Não dá para parar e perder tempo em uma questão. Tem de ir para a frente", diz. Mariana Lima explica que sempre leu em média um livro por mês. Ano passado, por conta da dedicação exclusiva aos estudos, leu somente nove livros, indicados para os concursos de vestibular.
"Teve questão que respondi porque tinha lido em algum livro ou assistido em um vídeo. A matéria do vestibular é muito extensa. São muitas disciplinas. Não dá para saber tudo. A pessoa tem de se informar, principalmente lendo muito, sobre tudo", diz.

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

SISU 2013 - Primeira Chamada: Candidato já pode acessar resultado


Telefone 0800 61 61 61 informa ao candidato se ele passou ou não. 
Somente candidato pode consultar sua classificação.



Os quase dois milhões de candidatos inscritos no Sistema de Seleção Unificada (Sisu) já podem consultar na madrugada desta segunda-feira (14,01) o resultado do processo seletivo pelo telefone 0800 61 61 61, número da Central de Atendimento do Ministério da Educação (MEC).

É preciso ouvir a gravação telefônica e depois selecionar as opções "3", depois novamente "3" e, em seguida, a opção "1".
O sistema só aceita ligações feitas de telefones fixos. 
O site do Sisu ainda disponibilizou a consulta das listas de aprovados às 7:45 horas desta segunda-feira, 14.01.13.
A gravação eletrônica vai pedir ao candidato para digitar o número de inscrição no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). A seguir, a gravação diz se o candidato foi selecionado na primeira ou segunda opção de curso que fez no Sisu, ou se não foi classificado nesta primeira chamada.
Ainda nesta segunda-feira, o MEC vai disponibilizar a lista da primeira chamada no sitehttp://sisu.mec.gov.br ou pelo telefone 0800 61 61 61. Às 2h20 desta madrugada a lista ainda não havia sido colocada no site, e muitos estudantes reclamavam da demora nas redes sociais.
As matrículas dos candidatos aprovados devem ser feitas entre os dias 18 e 22 de janeiro. Os convocados devem se informar junto às instituições de ensino em que foram aprovados sobre os documentos necessários, locais e horários para efetivar as matrículas.
Nesta edição, o Sisu reuniu 129.319 vagas em 3.752 cursos de ensino superior de 101 instituições públicas (federais ou estaduais). A seleção é feita entre os estudantes que fizeram o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) em 2012. No total, 1.949.958 candidatos se inscreveram no Sisu. A segunda chamada vai ser divulgada no dia 28 de janeiro.
De acordo com o edital, em caso de notas iguais, o desempate entre os candidatos será feito levando-se em conta os seguintes critérios:
- Maior nota obtida na redação;
- Maior nota obtida na prova de linguagens, códigos e suas tecnologias;
- Maior nota obtida na prova de matemática e suas tecnologias;
- Maior nota obtida na prova de ciências da natureza e suas tecnologias;
- Maior nota obtida na prova de ciências humanas e suas tecnologias.
Fonte: Agência Brasil

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Capelinha se movimenta para ter campus da UFVJM

Capelinha se movimenta para ter campus da UFVJM


Lideranças de Capelinha, no Alto Jequitinhonha, nordeste de Minas, estão se articulando para organizar um grande movimento para implantar um campus da UFVJM - Universidae Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri na cidade.
O "Movimento A UFVJM é nossa!" tem a forte liderança de Maria do Rosário Sampaio, da FUNDACENTRO/MTE, doutoranda da UERJ, que defendeu três pólos da UFVJM no Vale, inclusive em Capelinha.


A primeira reunião de Capelinha foi marcada para esta sexta-feira, 14.10, às 19 horas, no salão do Sindicato dos Trabalhadores Rurais, à rua José Pimenta.
A articulação da reunião está sendo feita por Hélio Silva e Marta Sampaio.


Esta iniciativa do povo de Capelinha é salutar. É preciso que a população de cidades-polo do Vale tomem frente desta grande luta pela educação no Vale do Jequitinhonha.


O Movimento Muda Capelinha junto com o Blog do Banu puxaram o movimento da UFVJM é nossa!, em agosto. O Movimento cresceu em todo o Vale, promovendo muito debate, passeatas como a de Araçuaí, na quarta-feira, dia 05.10; ocupação de espaços na midia; abaixo-assinado com mais de 4 mil assinaturas; petição eletrônica com 800 apoios; forte participação na reunião do CONSU, na última sexta-feira, em Diamantina;e entrega de documentos no MEC e Presidência da República, em Brasília.


O jovem Hélio Silva, do Blog Jornal A Cidade, fazendo intervenção na reunião do CONSU, em Diamantina


O Movimento obteve a primeira vitória: a aprovação, no dia 07.10, pelo CONSU - Conselho Universitário da UFVJM de implantação de 3 campi no Alto, Médio e Baixo Jequitinhonha, até 2015.


A luta continua. Capelinha vem mostrar sua cara de disposição de concretizar os sonhos de milhares de estudantes da cidade e de sua microregião de cerca de 20 municípios , com mais de 250 mil habitantes.


Peça publicitária criada pelo jornalista João Sampaio, do Multidéias


Capelinha é uma forte candidata a sediar o campus do Alto Jequitinhonha. As cidades de Minas Novas e Itamarandiba também se colocam como candidatas.


A iniciativa da reunião tem o apoio de vários segmentos sociais e da mídia da cidade.


Contatos: Hélio Silva (33) 9106-4397 e Marta Sampaio (33) 9191-8809.

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Povo enfrenta luta por Educação Superior em cidades do Vale
Na reunião do CONSU - Conselho Universitário da UFVJM - Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri, hoje, 07.10, em Diamantina, cidadãos/ãs do Vale defenderam que seja implantado campus universitáro em cidades polo como Capelinha, Minas Novas, Araçuaí, Itaobim e Almenara"Nós não somos cidadãos de segunda classe, queremos respeito para com a nossa luta".
Maria do Rosario Sampaio, natural de Capelinh, pesquisadora da Fundacentro/MTE e doutoranda pela PPGSS/UERJ
"Não é correto tirar o pão dos filhos para alimentar os do vizinho, ainda mais quando os filhos são sustentados com migalhas". Hélio Silva de Souza, do Blog A Cidade, de Capelinha. "Estamos articulando todos os políticos pelo qual votamos para lutar por educação em nossa região. O que não vamos é nos calar". Wilson Coelho - Vereador de Capelinha
"Eles custam dar conta de cuidar dos seus dois Campis, agora é que não vão cuidar mesmo". Renan - Aluno da UFVJM .

Texto e fotos de Hélio Silva de Souza, do Blog Jornal A Cidade, de Capelinha