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domingo, 16 de agosto de 2020

Agricultores venceram. Zema pratica violência, querendo destruir quilombo.

 Zema pretendia exterminar quilombo. Perdeu

"O aparato policial faz supor que a pretensão do governo Zema seria de exterminar o quilombo. Foi impedido pela resistência dos agricultores", aponta o jornalista Marcelo Auler

Romeu Zema e invasão no Quilombo Campo Grande
Romeu Zema e invasão no Quilombo Campo Grande (Foto: Pedro Gontijo/Imprensa MG | MST)
 

Por Marcelo Auler, em seu Blog - Os apelos vieram de todos os lados, de pessoas e autoridades das mais diversas tendências políticas, mas contrariando suas promessas feitas no início da semana, o governador Romeu Zema (Novo) não impediu que a Polícia Militar de Minas Gerais aterrorizasse por mais de três dias as cerca de 450 famílias de agricultores assentadas no Quilombo Campo Grande, no município de Campo do Meio, no sul de Minas Gerais. São famílias ali instaladas há 22 anos que transformaram a área de uma usina de açúcar falida em campo de produção de alimentos orgânicos.  A violência contra elas aumentou na tarde de sexta-feira (14/08). A repercussão negativa foi tamanha que no final do dia o Batalhão de Choque se retirou do local dando por encerrada a operação. Os ânimos serenaram.

Ao final da operação policial seis famílias foram desalojadas, a Escola Popular Eduardo Galeano, que oferecia educação popular aos jovens, crianças e adultos, foi totalmente destruída e um galpão que atendia aos agricultores foi esvaziado. A mobilização dos agricultores e o apoio que receberam de diversos setores da sociedade, porém, impediram que a ameaça maior – o desalojamento de todos – fosse concretizada. Apenas um pedaço da área – ainda que superior ao previsto – foi oficialmente reintegrada.

Em uma atitude inédita de espetacularização da operação, a ação da polícia militar mineira contou até com transmissão on line  (veja aqui). Nela, os oficiais alegavam que apenas cumpriam uma ordem judicial. Ordem que não se preocupou com a pandemia. Por isso, o despejo foi considerado “como um grave desrespeito e uma ameaça à vida em meio ao caos estabelecido pela pandemia, e torna-se um verdadeiro crime contra estas famílias” pelos bispos da Regional Leste 2 da CNBB. Como afirmaram em nota assinada por dom José Carlos de Souza Campos (da diocese de Divinópolis/MG) e dom Otacílio Ferreira Lacerda (da diocese de Guanhães/MG), respectivamente, presidente e bispo referencial da Comissão para Ação Social Transformadora da Regional Leste 2 da CNBB.

O tamanho da operação montada – mais de 250 policiais, incluindo o batalhão de choque com caminhão blindado (tipo brucutu), caminhões do corpo de bombeiro e até helicóptero, cujos voos visavam atemorizar as pessoas – transformou-se também em um sinal claro que o objetivo não era cumprir apenas a ordem judicial.

“O plano do governo era maior”

A determinação, inicialmente, falava em reintegração de 26 hectares. Depois, o próprio juízo aumentou para 52 hectares. Segundo nota do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST), a operação policial foi além do que ordenava a liminar. Ainda destruíram casas e lavouras. Mas, na realidade, o aparato policial faz supor que a pretensão do governo Zema seria de exterminar o quilombo. Foi impedido pela resistência dos agricultores.

Isto explica, inclusive, o fato de terem isolado a área de tal forma que até deputados tiveram o acesso impedido, como denunciou a deputada estadual Beatriz Cerqueira (PT): “fomos impedidos pelo Comando Militar da operação na área de entrar pela via pública de acesso para nos encontrarmos com as pessoas. Questionado, afirmou que a operação de reintegração de posse não tinha terminado e que ele tinha protocolos a seguir. Informei que, como deputada estadual, tinha a prerrogativa de entrar, que os protocolos da Polícia Militar não são superiores a Constituição do Estado. Obtive como resposta de um Major voz de prisão se insistisse. Depois da ameaça do Comandante, dois sargentos começaram a filmar”.

A avaliação da deputada, que esteve no quilombo na sexta-feira em companhia dos deputados federais Rogério Correia e Odair Cunha e seus colegas na assembléia de Minas André Quintão e Ulysses Gomes, é de que o governo pretendia ir além do que mandou o juízo:

“Após analisar toda a operação montada, não resta dúvidas: Zema aparelhou o governo, gastou dinheiro público para fazer uma disputa ideológica e política, além de autorizar a prática de violência contra a população. Nada teve a ver com cumprimento de decisão judicial (…) três dias de operações, fora o tempo de deslocamento, diárias, hospedagens, alimentação. Tudo pago com dinheiro público para retirarem e destruírem a casa de 6 famílias, além da escola. O plano do governo era maior”.

Os policiais militares – “agindo dentro da lei e em cumprimento às ordens”, como definiu o oficial no vídeo – na quarta-feira, 12 de agosto, não impediram a destruição da escola feita, segundo dizem os policiais, por familiares do dono do terreno. O ato foi recriminado pelo bispo-auxiliar de Belo Horizonte, dom Vicente Ferreira: “De lamentar que a escola já está destruída. Infelizmente, em um tempo em que a gente precisa de mais educação”, protestou, na quinta-feira.

Nota do Tribunal de Justiça abria espaço para um adiamento da reintegração a partir da avaliação da Polícia Militar.

Desde o início da semana o governador Zema prometia suspender o despejo. Também o prefeito de Campo do Meio, Robson Machado de Sá (PSDB), dizia que apenas uma pequena área seria reintegrada. As promessas do governador, feitas pela rede social, falavam em deixar tudo para o pós-pandemia. Isso não parecia impossível. Afinal, o próprio Tribunal de Justiça, em nota (leia na ilustração ao lado), esclareceu que a ordem de despejo, datada do ano passado, teria que ser cumprida,  “entretanto, a avaliação a respeito da segurança do despejo está sendo feita pela Polícia Militar.”

Ou seja, havia margem para o governo do estado adiar o despejo. Inclusive atenderia às recomendações de infectologistas que se posicionaram contrários ao desabrigo de pessoas em plena pandemia. Mas Zema não apenas desrespeitou o prometido como deixou a polícia militar fazer uma verdadeira guerra psicológica contra os moradores por três dias seguidos – de quarta-feira (12/08) até sexta-feira no final da tarde.

“Despejar não é atividade essencial”, diz o bispo.

A promessa do prefeito foi feita ao bispo da diocese de Campanha (que engloba a região do acampamento), dom Pedro Cunha Cruz. Em pronunciamento por áudio aos demais bispos do país, dom Pedro, da ala conservadora da igreja, relatou sua conversa com o prefeito, na manhã de quinta-feira, quando ouviu que a operação já tinha ocorrido. O que não correspondeu à verdade:

“Em conversa com o prefeito Robson, de Campo do Meio, o mesmo assegurou que o despejo foi realizado ontem (12/08) somente nas residências de seis famílias que ocupavam uma área de propriedade privada, mas que não têm nenhuma relação com as 450 famílias que ocupam a área da antiga usina. A prefeitura de Campo do Meio já acolheu as três famílias despejadas deste terreno. Portanto, as 450 famílias da área da usina ainda permanecem no local e provavelmente sofrerão alguma ação judicial no pós pandemia”.

Dom Pedro terminou sua mensagem aos irmãos do episcopado prometendo genericamente seguir “rezando por estas famílias dentro do espírito do Pacto pela Vida e da ética do cuidado, como pede o nosso querido Papa Francisco”.

Como lembrou a nota oficial dos bispos da Regional Leste 2 da CNBB, o Papa Francisco, no I Encontro Mundial de Movimentos Populares, foi claro e direto:

“É necessário democratizar a terra com a Reforma Agrária Popular para que esta cumpra a sua função social, o que nos garantirá nesse atual contexto a segurança e soberania alimentar e laboral às futuras gerações”

Quem demonstrou maior sintonia com esta diretriz do pontífice foi o bispo auxiliar de Belo Horizonte, dom Vicente. Ele colocou acima do interesse da propriedade privada a defesa da vida. Principalmente em época de pandemia. Fez diversos pronunciamentos pedindo a suspensão do despejo. No último, na manhã de quinta-feira (vídeo abaixo), protestou, inclusive, por a polícia reintegrar uma área maior do que a determinada judicialmente:

Apesar de o prefeito ter garantido que o despejo ocorreu na quarta-feira, um dos moradores passou mal com os ataques da PM-MG na sexta-feira

“A continuidade deste despejo, hoje, está extrapolando, inclusive, a área prescrita para ser integrada. Quanto o estado está gastando com esta operação, inibindo as pessoas, cercando a cidade? Quantas pessoas estão sendo infectadas pelo coronavírus durante esta operação? Basta de despejo. Peço mais uma vez ao governador do estado de Minas Gerais e ao presidente do Tribunal de Justiça de Minas Gerais que suspendam este despejo e proíbam outros durante a pandemia”.

Ao prosseguir, foi solidário com as famílias atingidas: “Despejar não é atividade essencial. Exigimos despejo zero! Abraço solidário, inclusive, a todas as famílias e todas as comunidades que estão na resistência. Que lutam por terra, moradias e vida digna. E lamentar que a escola já está destruída. Infelizmente, em um tempo em que a gente precisa de mais educação. Espero que agora as operações não destruam também a horta e, pelo amor de Deus, jamais a vida de nossas pessoas

Usina faliu e deixou dívidas com a União e MG

Por entenderem que esta reintegração de posse com o uso da força policial se encaixa também na decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que, ao julgar a Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 635, no último dia 5/08, impediu operações policiais em comunidades durante a pandemia, quatro deputados do PT tentaram obter uma decisão no STF. Rogério Corrêa (MG), Enio Verri (PR), Helder Salomão (ES) e João Daniel (SE) ingressaram com um pedido de extensão da decisão para paralisar o despejo. O pedido está nas mãos do ministro Alexandre de Moraes.

A disputa por estas terras é antiga, uma vez que a Usina Ariadnópolis Açúcar e Álcool S/A, instalada na área, faliu em 1996. Deixou dívidas de R$ 370 milhões junto à União e outros R$ 19 milhões ao estado de Minas. Também não ressarciu os trabalhadores demitidos. Isso motivou a ocupação do local, a partir de 2002, embora as primeiras famílias tenham se mudado para a área cinco anos antes, quando as operações da empresa foram suspensas. Formaram o Movimento Social de Luta Pela Moradia, Terra e Reforma Agrária, ligado ao Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MST).

Mantêm ali uma grande produção de alimentos orgânicos. O principal cultivo é o café agroecológico Guaií. “Não existe mistura no nosso café. Nós realizamos o processo de classificação, separamos por lote, por qualidade do nosso produto. É um café 100% arábico, sem nenhum produto que venha descaracterizar seu sabor original”, contou Roberto Carlos do Nascimento, coordenador da Cooperativa Camponesa do Quilombo, às repórteres Emilly Dulce e Lu Sudréem, em novembro de 2018, no jornal Brasil de Fato. Naquele ano eles contabilizavam em torno de 550 hectares de café já plantado que geraram 8.500 sacas.

Desde 2015, o antigo proprietário da usina, Jovane de Souza Moreira, e seus familiares tentam no judiciário recuperar a terra que chegou a ser desapropriada pelo governador Fernando Pimentel, do PT, “por interesse social para fins de colônia agrícola”. A desembargadora Maria Alice do TJMG, porém, suspendeu liminarmente o decreto alegando que só a União pode fazer reforma agrária. A área que foi definida pelo judiciário correspondia apenas ao local onde estava instalada a residência da família.

Por isso a reintegração de posse deveria ser de uma área delimitada. Como não ficou claro na decisão judicial, ela poderia variar entre 26 e 63 hectares, como explicou Kelli Mafort, da Coordenação Nacional do MS. Trata-se da “área que supostamente pertenceu a Jovane de Souza”. Nas explicações dela, neste espaço a Policia Militar encontrou a Escola Popular Eduardo Galeano. Foi a primeira a ser derrubada. Segundo a PM, pelos familiares de Souza. Também foi atingido um barracão coletivo e a residência de seis famílias.  A reintegração deveria terminar aí, na quarta-feira. Mas a PM permaneceu no local o que foi mais um sinal de que desejavam despejar a todos.

A Defensoria Pública de Minas Gerais ingressou com um agravo no tribunal pedindo a suspensão do despejo por conta da pandemia. O mesmo pedido foi reforçado por um documento endossado pelo Conselho Estadual de Direitos Humanos (CONEDH), a presidência da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados (CDHM), a Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil-Seção Minas Gerais (OAB-MG), a Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa de Minas Gerais e a Secretaria de Desenvolvimento Social (SEDESE). Todos alertaram para os riscos de uma ação como essa diante da pandemia. Mas nada sensibilizou o desembargador André Luiz Amorim Siqueira, que manteve a decisão.

Isso, porém, não impediria o governo de negociar o modo e a época para cumprir a decisão, limitando a ação ao cumprimento do que foi decidido e acordado judicialmente. Evitaria desabrigar famílias em um período de pandemia. Faltou interesse político. Na verdade, como se disse acima, havia um interesse político de atacar o quilombo mais por questões ideológicas. Criariam mais um problema social. Justamente por um governo que fez campanha prometendo renovar a maneira de fazer política. Vê-se agora, que o novo, na verdade, tem um viés altamente ideológico, sem maiores preocupações com o interesse da população. Tampouco com qualquer compromisso com os trabalhadores e os mais necessitados. Nada de novo. Porém, desta vez, ele perdeu. Resta saber até quando?”.

Marcelo Auler, 63 anos, é repórter desde janeiro de 1974 tendo atuado, no Rio, São Paulo e Brasília, em quase todos os principais jornais do país, assim como revistas e na imprensa alternativa.

domingo, 23 de fevereiro de 2020

Carnaval de BH: PM impede saída de blocos e intimida cantores da festa

Carnaval BH: PM intimida cantor de bloco em sua casa.

Dificuldades para desfiles dos maiores blocos estão acontecendo há uma semana, em que alguns precisaram cancelar.

Liga Blocada protesta e denuncia ações da PMMG.

Bloco Então Brilha lê Manifesto contra Zema e opressão policial

Brasil de Fato / Belo Horizonte (MG) |
 

A Polícia Militar de Minas Gerais protagonizou mais um constrangimento grave aos blocos de rua de Belo Horizonte. O cantor dos blocos Havayanas Usadas e Raga Mofe, Heleno Augusto, registrou boletim de ocorrência por ter sido surpreendido em sua residência por dois policiais militares.
Sem dar maiores explicações, os policiais teriam determinado que o músico divulgasse mensagens de segurança da PMMG, que pode-se entender como uma propaganda do trabalho da corporação. Os dois policiais teriam ainda "advertido" que o bloco deveria se abster de adotar qualquer gesto, palavras ou ações que tenham potencial de incitar nos participantes atos que "atentem contra a segurança e a tranquilidade pública".
"Aconselharam" ainda que o cantor, no término do bloco, deveria "dirigir-se, de maneira mais ágil possível para área diversa do local de realização do evento".
Matheus Brant, do bloco Me Beija Que Eu Sou Pagodeiro, explica que durante o ano são feitas várias reuniões com a Polícia Militar, Bombeiros, Secretaria Municipal de Transporte, limpeza urbana e Guarda Municipal em que são orientadas algumas mensagens de segurança para que os blocos as repliquem, o que é acatado. "É uma obviedade, todo mundo quer que ocorram os trajetos na maior paz possível", diz.
"Essa ação de ir à casa de um dos organizadores de um bloco não faz nenhum sentido, dentro deste contexto em que há diálogo permanente entre as forças policiais e os blocos", afirma
Uma nota assinada pela Liga Blocada, união de seis grande blocos da capital mineira (Havayanas Usadas, Sagrada Profana, Unidos do Samba Queixinho, Então Brilha, Chama o Síndico e Me Beija Que Eu Sou Pagodeiro), destaca ainda que as atitudes da Polícia Militar se demonstram, agora sem dúvidas, como uma ameaça ao Estado Democrático de Direito. Os blocos dizem temer o que pode acontecer  nos desfiles do Havayanas Usadas e Raga Mofe,  pois não abrirão mão da sua liberdade de expressão. 
Diversos entraves e repressão 
Na semana que antecedeu o carnaval de BH, a Polícia Militar surgiu com uma nova exigência de documento que, na prática, inviabilizaria dezenas dos maiores cortejos. Depois de muita correria, vaquinha, mudanças de data/horário e o empréstimo de carros de som pela Central Única dos Trabalhadores (CUT), muitos dos blocos conseguiram reorganizar seu cortejo, mas ainda assim estão enfrentando problemas.
Na sexta-feira (21), o bloco Roda de Timbau teve inúmeras exigências feitas pela PM de detalhes que atrasaram em duas horas o início do cortejo, como o pedido para retirar a lona em cima do trio e suas hastes, e depois o pedido para recoloca-las. O final também foi "adiantado". Previsto para terminar às 22h, o Roda teve seu trio cercado por policiais com armas em punho às 21h30.
Já no sábado, o bloco Volta Belchior teve seu cortejo interrompido por cerca de 15 minutos por uma exigência do Corpo de Bombeiros, que quis fazer uma vistoria no trio elétrico.
Blocos levam faixa Fora Zema
Por tudo isso, os blocos de Belo Horizonte estão se manifestando contra as exigências injustificadas da Polícia Militar e contra o governador Romeu Zema (Novo). Na manhã de sábado (22.02), o enorme bloco Então Brilha carregou em seu trio a faixa "Carnaval não é caso de polícia #Fora Zema" e que, de acordo com organizadores, estará em diversos blocos durante os dias de carnaval.
No Então Brilha foi lido também um manifesto:
"Romeu Zema, governador das Gerais:
Viemos lhe mostrar o carnaval que a gente faz!
Veja esta cidade feliz
Do jeito que você não quis!
Zema seu incompetente 
Não liberou os carros de som pra gente!
Zema sua burrice nos uniu
Sindicato, bloco, gente que você nunca viu!
Zema seu cabeça dura,
Aqui está, a força da Cultura!
Zema inimigo do povo
Partido velho pagando de novo! 
Zema dos bancos, da construção
e da desgraça da mineração!
Zema amigo dos empreiteiros
Nós estamos com os petroleiros!
Zema seu vacilão
Pague o piso da educação! 
Zema amigo do Jair
Não demora, vocês vão cair!
Zema patrão da polícia
O carnaval é uma delícia!
FORA ZEMA!!!!"
Edição: Elis Almeida e Joana Tavares
Fonte:Brasil de Fato Minas Gerais

quinta-feira, 11 de abril de 2019

Minas Novas: Adolescente de 15 anos espanca e mata colega dentro da escola

Pátio da Escola Estadual Dr Agostinho Silveira, em Minas Novas, no Vale do Jequitinhonha.
Por Juliana Gorayeb, G1 Grande Minas, 11/04/2019 11h33 .
Uma adolescente de 15 anos morreu em Minas Novas, no Alto Jequitinhonha, nordeste 
de Minas,  no fim da tarde dessa quarta-feira (10.04.19), depois de ter sido espancada 
por uma colega L.M.S, também de 15 anos, dentro da Escola Estadual Dr Agostinho da Silva 
Silveira. 
Segundo informações da Polícia Militar, Maria Aparecida Esteves Otoni foi atacada 
com um prato na cabeça e espancada com chutes e socos na cabeça. Ela chegou 
a ser socorrida pelo Samu, mas morreu horas depois, por traumatismo craniano. 
Segundo funcionários da escola, a adolescente que atacou a colega sofre de 
transtornos mentais.
Em registro da Polícia Militar, os professores relataram que tentaram separar as 
duas adolescentes e tentaram conter a autora, mas não conseguiram a tempo de 
cessar o ataque. Os funcionários afirmam ainda que a autora tem histórico de 
agressões, e que tentou se ferir durante registro da ocorrência, mas foi contida
 por policiais.
O G1 fez contato com a direção da Escola Dr Agostinho Silva da Silveira, mas a diretora 
disse não ter condições de comentar o ocorrido. 
Um funcionário, que preferiu não se identificar, contou que ajudou a socorrer 
Maria Aparecida, e detalhou o que ocorreu no pátio do colégio.
O servidor conta que as duas menores estavam no pátio, durante o recreio. Quando a 
vítima passava, foi surpreendida pelas agressões e não chegou a reagir. O funcionário 
afirma que Maria Aparecida tinha epilepsia e teve uma convulsão depois de sofrer a 
agressão na cabeça. Enquanto ela se debatia, a autora continuou a socando e chutando, 
até que foi afastada do local por um grupo de funcionários. 
Ainda de acordo com o funcionário, as duas são acolhidas por uma instituição que 
presta assistência social a crianças e adolescentes. A autora mora em um abrigo e, 
segundo o funcionário, perdeu o contato com os pais desde criança. 
Ela assistiu ao assassinato da mãe cometido pelo pai quando tinha 3 anos de idade 
e desde então foi acolhida pela instituição. 
O pai dela segue preso.
Ainda de acordo com o servidor público, a instituição social apresentou um laudo 
que diz que a autora da agressões sofre de esquizofrenia, mas que ela nunca teve 
um professor de apoio dentro do colégio. A vítima morava com os pais dela e, 
devido  a más condições financeiras da família, precisava de assistência social 
para comprar remédios controlados  para a epilepsia.
Após o espancamento, a escola interrompeu as aulas. De acordo com o 
funcionário, o corpo de servidores está muito abalado com o ocorrido e uma
reunião foi realizada no colégio na manhã desta quinta (11.04.19) para tentar 
"amenizar a situação".
Para ele, a sensação de impotência é o que causa tristeza.

Fonte: G1

quarta-feira, 16 de janeiro de 2019

Itaobim: Dois soldados da PM se casam e quebram preconceitos


Tanto nos tempos de faculdade quanto no trabalho junto à Polícia Militar, os dois procuraram manter uma discrição sobre o relacionamento.

Dois soldados da PM se casam em Itaobim e quebram preconceitos
O casamento foi feito em cartório de Itaobim
Victor e Wilker estudavam Engenharia Hídrica em Teófilo Otoni, no Vale do Mucuri, quando se apaixonaram. Com o fim da graduação, os dois jovens baianos decidiram estudar juntos para o concurso público da Polícia Militar de Minas Gerais e acabaram sendo colegas de sala de aula, dessa vez na escola de preparação Escola Estadual de Formação de Soldados.
 Formaram-se juntos em 2016 e conseguiram ser destacados para a mesma cidade, Itaobim, no Vale do Jequitinhonha, no nordeste de Minas. 
Tanto nos tempos de faculdade quanto no trabalho junto à Polícia Militar, os dois procuraram manter uma discrição sobre o relacionamento. Mas, em dezembro do ano passado, decidiram mostrar ao mundo a história de amor que os unia: Victor Morais, de 26 anos, e Wilker Figueiredo, de 27 anos, se casaram no cartório e fizeram uma festa para celebrar junto aos amigos.
 O Casamento gerou uma repercussão grande por ter sido entre dois homens e por serem militares.
O casamento gerou uma repercussão grande por ter sido entre dois homens e por serem militares.
 Agora, a história de amor compartilhada pelos dois durante cinco anos não é mais segredo para ninguém no município de 21 mil habitantes em que moram. “Quando nos mudamos para Itaobim, não falávamos sobre o assunto, não postávamos nada em redes sociais. Mas agora que nos casamos e postamos foto, agora toda a cidade ficou sabendo. Como esperado, houve muita fofoca, muitos comentários, mas não chegou nada negativo até nós”, conta Victor.
 Nunca houve qualquer repreensão a Victor ou Wilker por parte da corporação ou dos superiores, pois a orientação sexual não interfere no trabalho deles como agentes de segurança pública. "Nós sempre tentamos deixar separadas a vida profissional da vida pessoal", diz Victor.
 Procurada pela reportagem, a PMMG informou que é uma instituição que respeita os direitos humanos, bem como as liberdades individuais e é terminantemente contra quaisquer tipos de preconceito ou discriminação.
 Na internet
 A história de amor entre os dois soldados acabou também ganhando proporção nacional, quando foi contada no perfil do Instagram da Rede Nacional de Operadores de Segurança Pública LGBTI+ (Renosp), projeto que visa enfrentar o preconceito sofrido por policiais e integrantes das forças armadas dentro das instituições.
Fonte: Hoje em Dia.

segunda-feira, 5 de novembro de 2018

Feminicídio em Novo Cruzeiro: Homem dá mais de 30 facadas em ex-mulher, enquanto esta dormia.

Homem esfaqueia ex-mulher mais de 30 vezes enquanto ela dormia em Novo Cruzeiro

Conforme os militares, no local do crime foi encontrada uma carta onde o autor pede desculpa aos pais e aos filhos por cometer o crime

Foto: ilustrativaHomem esfaqueia ex-mulher mais de 30 vezes enquanto ela dormia em Novo Cruzeiro
O homem fugiu do local com a arma do crime
Uma mulher de 32 anos foi morta a facadas na madrugada de 30 de outubro, no Córrego Diamantino, distrito de Novo Cruzeiro, no Vale do Jequitinhonha, no nordeste de Minas. De acordo com a Polícia Militar, Maria Aparecida Nunes dos Santos Sousa foi esfaqueada mais de 30 vezes pelo ex-marido enquanto dormia; a vítima possuía medida protetiva contra o autor. 
Segundo a PM, um dos filhos do casal, um adolescente de 16 anos, acordou durante a madrugada e viu o pai, de 38 anos, com uma faca na mão próximo ao corpo ensanguentado da mãe, que dormia no momento do crime. Ao ver o filho, o homem fugiu do local com a arma utilizada no crime. Ainda segundo a PM, a vítima havia acabado de voltar para a cidade após passar um período em Teófilo Otoni se escondendo do ex-marido.

Conforme os militares, no local do crime foi encontrada uma carta onde o autor pede desculpa aos pais e aos filhos por cometer o crime. A polícia informou ainda que o autor também já havia sido acusado por abusar sexualmente de um dos filhos, que é menor de idade. Até a publicação desta matéria, o homem não havia sido preso.
Fonte: G1

sexta-feira, 8 de junho de 2018

Deputado estadual Cabo Júlio se entrega e ficará preso em unidade dos Bombeiros

O deputado encontra-se no 3º Batalhão do Corpo de Bombeiros, na avenida Antônio Carlos, no bairro São Francisco, na Pampulha, em BH.

Foto: divulgaçãoDeputado Cabo Júlio se entrega e ficará preso em unidade dos Bombeiros
Na noite de quarta-feira (6), o Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1) autorizou a prisão de Cabo Júlio após duas condenações por conta do envolv
O deputado estadual Cabo Júlio (MDB), condenado a seis anos de prisão semi aberta pelo suposto envolvimento na Máfia dos Sanguessugas, foi preso na madrugada desta sexta-feira (8) em Belo Horizonte. O parlamentar se entregou em uma delegacia da Polícia Civil.

Em nota, o emedebista comunica que apresentou-se voluntariamente e que aguarda a análise do pedido de habeas corpus.

Segundo decisão do juiz, Cabo Júlio ficará preso em um batalhão do Corpo de Bombeiros da capital e não precisará utilizar trajes da secretaria de estado de administração prisional. Ele também não será algemado.

A condição especial, segundo a determinação do juiz, acontece por conta do mandato parlamentar e por Cabo Julio ser reserva do Corpo de Bombeiros. 

“Comunique ao Comandante do Batalhão onde o Sentenciado cumprirá inicialmente sua pena, e aos demais militares e agentes penitenciários de que o Sentenciado está dispensado do uso de trajes da Secretaria de Administração Prisional por não estar em unidade gerenciada por ela, podendo, portanto, levar suas próprias roupas, bem como vestuário para banho e cama, mínimos para sua dignidade; bem como que o Sentenciado fica dispensado de uso de algemas, salvo em situações excepcionalíssimas, devidamente justificadas”, mostra trecho da decisão.

O deputado já encontra-se no 3º Batalhão do Corpo de Bombeiros, na avenida Antônio Carlos, no bairro São Francisco, na Pampulha.

Autorização 
Na noite de quarta-feira (6), o Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1) autorizou a prisão de Cabo Júlio após duas condenações por conta do envolvimento no esquema de corrupção conhecido como Máfia dos Sanguessugas, que teria desviado recursos públicos da saúde através de emendas parlamentares - uma decisão decide por seis anos de prisão semi aberta e ao pagamento de multa e outro prisão semi aberta por quatro anos. O deputado também está inelegível por oito anos.

Máfia dos Sanguessugas 
Em 2006, o Ministério Público Federal (MPF) ajuizou a ação de improbidade contra Cabo Júlio. Na medida, a promotoria afirmava que o parlamentar teria apresentado 20 emendas orçamentárias, contemplando 18 municípios mineiros que, segundo acordo prévio com o deputado, deveriam direcionar as licitações para favorecer determinadas empresas.

Segundo o MPF, em contrapartida, ele era favorecido com o pagamento de porcentagens sobre o valor arrecadado pelos empresários. Em 2009, a Justiça Federal em primeira instância entendeu que ficou comprovada a participação do deputado em atos de improbidade.

De acordo com a sentença, “o ex-parlamentar representava importante papel em uma organização criminosa que tinha o objetivo de fraudar licitações destinadas a adquirir bens para a área da saúde”.

Na decisão, o magistrado aponta o recebimento, pelo ex-deputado, de depósitos “em valores de montante significativo” provenientes de empresas que pertencem aos empresários Darci e Luiz Vedoin – acusados de serem os principais mentores do esquema.

Em 2010, Cabo Júlio chegou a admitir sua culpa na organização criminosa, em uma carta divulgada em seu blog.

Confira a nota na íntegra 
"NOTA OFICIAL 
O Deputado Estadual Cabo Júlio (MDB) apresentou-se voluntariamente na Corregedoria da Polícia Civil, na quinta-feira (07), onde permaneceu até às 23h. 

Em seguida foi encaminhado até o 3º Batalhão do Corpo de Bombeiros, onde permanecerá até a análise do pedido de habeas corpus por sua defesa. 

O deputado está sereno e acredita que a justiça deferirá o pedido de liberdade e na reforma da decisão."
 
Fonte: OTEMPO