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sábado, 19 de janeiro de 2013

Precisa-se de um amigo...


PRECISA-SE DE UM AMIGO...
Não precisa ser homem, basta ser humano, basta ter sentimentos, basta ter coração.
Precisa saber falar e calar, sobretudo saber ouvir. Tem que gostar de poesia, de
madrugada, de pássaro, de sol, da lua, do canto, dos ventos e das canções da brisa. Deve ter amor, um grande amor por alguém, ou então sentir falta de não ter esse amor.. Deve amar o próximo e respeitar a dor que os passantes levam consigo. Deve guardar segredo sem se sacrificar.

Não é preciso que seja de primeira mão, nem é imprescindível que seja de segunda mão. Pode já ter sido enganado, pois todos os amigos são enganados. Não é preciso que seja puro, nem que seja todo impuro, mas não deve ser vulgar. Deve ter um ideal e medo de perdê-lo e, no caso de assim não ser, deve sentir o grande vácuo que isso deixa. Tem que ter ressonâncias humanas, seu principal objetivo deve ser o de amigo. Deve sentir pena das pessoa tristes e compreender o imenso vazio dos solitários. Deve gostar de crianças e lastimar as que não puderam nascer.

Procura-se um amigo para gostar dos mesmos gostos, que se comova, quando chamado de amigo. Que saiba conversar de coisas simples, de orvalhos, de grandes chuvas e das recordações de infância. Precisa-se de um amigo para não se enlouquecer, para contar o que se viu de belo e triste durante o dia, dos anseios e das realizações, dos sonhos e da realidade. Deve gostar de ruas desertas, de poças de água e de caminhos molhados, de beira de estrada, de mato depois da chuva, de se deitar no capim.

Precisa-se de um amigo que diga que vale a pena viver, não porque a vida é bela, mas porque já se tem um amigo. Precisa-se de um amigo para se parar de chorar. Para não se viver debruçado no passado em busca de memórias perdidas. Que nos bata nos ombros sorrindo ou chorando, mas que nos chame de amigo, para ter-se a consciência de que ainda se vive.

Vinícius de Moraes

Sugerido pela professora Marta Sampaio, de Capelinha, Alto Jequitinhonha, nordeste de Minas

domingo, 13 de novembro de 2011

Almenara: Todo domingo amigos se reúnem para jogar dominó


Almenara: Todo domingo amigos se reúnem para jogar dominó
Dominó, futebol e política são os assuntos de todo domingo no bairro Cidade Verde
Em Almenara, no Baixo Jequitinhonha mineiro, há mais de trinta anos um grupo de amigos se reúne todo domingo para jogar dominó.

Rodada de dominó, aos domingos, em frente à casa do sr. Demécio, no bairro Cidade Verde

Segundo um dos fundadores, o Sr. Demécio Soares, “ há mais de trinta anos as partidas de dominó são realizadas na porta da minha casa. Quando começou era eu,e alguns amigos: Epaminondas, o finado Joaquim “Dentista “, Aurino Onça, Gildemar, Jucelino, entre outros amigos. Para o empresário Renato Cruz, mais conhecido por "Renato do Operário" ,um dos participantes do dominó, e também um dos possíveis pré candidato a prefeito de Almenara pelo Partido dos Trabalhadores -PT “o dominó é um pretexto para encontrar os amigos e falar sobre futebol e política.” A casa de Sr Demécio fica no bairro Cidade Verde, em frente ao cemitério Novo de Almenara.

Já para Marcelo Silva, o “dominó aqui é muito bom, tem muitos amigos e é uma diversão. Não perco um domingo, e não gosto de perder nenhuma partida quando estou jogando. O que atrapalha é a poeira quando os carros passam, pois essa rua não é calçada e a noite a iluminação é precária”, finalizou Marcelo. Bem, para quem acompanha o portal de noticias Diário do Jequi, falar de falta de pavimentação nas ruas de Almenara não é mais novidade.
Rua sem pavimentação no bairro Cidade Verde
No início deste ano, a prefeitura de Almenara iniciou a pavimentação de algumas ruas do bairro, cerca de 06 trechos de ruas em torno de dois quarteirões próximo a praça de esporte Hamilton Magno. Desde agosto as obras estão paralisadas.

O bairro Cidade Verde existe há quase 30 anos. Quase a metade das ruas não tem pavimentação.


Texto e fotos de Léo Rocha, do Diário do Jequi

terça-feira, 13 de abril de 2010

Quanto jeito que tem de ter amor

“Meu Deus, quanto jeito que tem de ter amor" Adélia Prado
Texto: Martha Medeiros Uma personagem põe-se a lembrar da mãe, que era danada de braba, mas esmerava-se na hora de fazer dois molhos de cachinhos no cabelo da filha, para que ela fosse bonita pra escola.
Meu Deus, quanto jeito que tem de ter amor.
É comovente porque é algo que a gente esquece: milhões de pequenos gestos são maneiras de amar. Beijos e abraços são provas mais eloqüentes, exigem retribuição física, são facilidades do corpo. Porém, há outras demonstrações mais sutis: mexer no cabelo, pentear os cabelos, tal como aquela mãe e aquela filha, tal como namorados fazem, tal como tanta gente faz: cafunés. Amigas colorindo o cabelo da outra, cortando franjas, puxando rabos de cavalo, rindo soltas.
Quanto jeito que há de amar.

Flores colhidas na calçada, flores compradas, flores feitas de papel, desenhadas, entregues em datas nada especiais: "lembrei de você".
É este o único e melhor motivo para azaléias, margaridas, violetinhas.
Quanto jeito que há de amar.
Um telefonema pra saber da saúde, uma oferta de carona, um elogio, um livro emprestado, uma carta respondida, uma mensagem pelo celular, repartir o que se tem, cuidados para não magoar, dizer a verdade quando ela é salutar, e mentir, sim, com carinho, se for para evitar feridas e dores desnecessárias.
Quanto jeito que há de amar. Uma foto mantida ao alcance dos olhos, uma lembrança bem guardada, fazer o prato predileto de alguém e botar uma mesa bonita, levar o cachorro pra passear, chamar pra ver a lua, dar banho em quem não consegue fazê-lo só, ouvir os velhos, ouvir as crianças, ouvir os amigos, ouvir os parentes, ouvir...
Quanto jeito que há de amar.
Rezar por alguém, vestir roupa nova pra homenagear, trocar curativos, tirar pra dançar, não espalhar segredos, puxar o cobertor caído, cobrir, visitar doentes, velar, sugerir cidades, filmes, cds, brinquedos, brincar...
Quanto jeito que há.
Texto sugerido pelo psicólogo Hércoles Jaci-Psicólogo clínico e Organizacional hercoles@uai.com.br , de Belo Horizonte.

sábado, 20 de junho de 2009

Declaração aos meus amigos, em mineirês
Cês são o colírio do meu ôiu.

São o chiclete garrado na minha carça dins.

São a maionese do meu pão.

São o cisco no meu ôiu

(o ôtro oiu - eu tenho dois).

O limão da minha caipirinha.

O rechei do meu biscoito.

A masstumate do meu macarrão.

A pincumel do meu buteco.

Nossinhora!

Gosto dimais da conta docêis, uai.

Cês são tamém:

O videperfume da minha pintiadêra.

O dentifriço da minha iscovdidente.

Óiproceisvê,

Quem tem amigos assim, tem um tisôru!

Eu guárdêsse tisouro, com todo carinho ,

Do lado esquerdupeito !!!

Dentro do meu coração!!!

AMOOCÊIS PADANÁ!!!