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quinta-feira, 6 de setembro de 2018

SINDIFISCO desmascara Anastasia, relator do golpe contra Dilma

 SERVIÇAL DE AÉCIO, ANASTASIA TENTA PASSAR IMAGEM DE BOM GESTOR, MAS DADOS MOSTRAM O OPOSTO.

 - O marketing do tucano Antonio Anastasia, candidato de Aécio Neves ao governo de Minas Gerais, tenta apresentá-lo como "bom gestor" na campanha. 
A estratégia dos marqueteiros é afastar sua imagem das diversas denúncias existentes contra seu padrinho político e de sua trajetória no Senado, onde Anastasia sempre votou contra o interesse da maioria dos brasileiros e a favor do golpe.
Entretanto, dados publicados pelo Sindicato dos Fiscais da Fazenda do Estado (SINDIFISCO-MG) derrubam a imagem de bom gestor de Anastasia. 
As informações foram veiculadas na revista de economia e negócios mineira Mercado Comum, em 2012, quando o aecismo já governava Minas Gerais, há dez anos.
No período, o Brasil avançava em todos os indicadores, assim como a maioria dos estados do país.
Portanto, o retrocesso que se verificava em Minas Gerais pode apenas ser creditado às irresponsabilidades das gestões Aécio e Anastasia. 
Confira algumas delas:
1. O crescimento do PIB foi o 22º lugar no Brasil (leia aqui).
2. A dívida pública do estado é a segunda maior e mais cara do País, perdendo apenas para a do Rio Grande do Sul; os governos Aécio e Anastasia esconderam por oito anos essa "bomba relógio" (leia aqui).
3. Crescendo abaixo da média nacional, Minas perde prestígio político e econômico (leia aqui).
4. Minas ocupa o 24º lugar em gastos com educação, em 2011.
5. Na saúde, em 2011, Minas Gerais também o 24º do País, em termos de gastos.
6. Despesas com publicidade (só do Executivo) subiram, em dez anos, 462% (excluídos os gastos de marketing da administração indireta: Cemig, Copasa, Codemig, etc.).
7. Passivo a descoberto: se o Estado vender todos seus bens e direitos e pagar o que deve, ainda sobraria um "papagaio" de quase R$ 44 bilhões para os contribuintes quitarem (leia mais).
Além de apontar a responsabilidade de Anastasia como gestor – pois durante todo o período no governo do Estado, ele foi o responsável pela gestão, primeiro como Secretário de Estado do Planejamento e, depois, ocupando cargo de governador – os dados do SINDIFISCO-MG também alertam para a visível tentativa de esconder a culpa do aecismo e seu descaso com Minas Gerais, através da exagerada elevação dos gastos com publicidade. 
O índice de despesas com propaganda foi o único que aumentou no estado no período do tucano Aécio Neves, agora candidato a deputado federal.
Fonte: www.emcimadanoticia.com

terça-feira, 19 de setembro de 2017

Pesquisa pro Governo de Minas: Pimentel tem 18% e Anastasia 16% de intenções de voto

Levantamento realizado pelo instituto Quaest Pesquisa e Consultoria em Minas Gerais, entre os dias 1 e 4 de setembro, mostra o governador Fernando Pimentel (PT) na liderança da pesquisa, mas acompanhado de perto pelo senador e ex-governador de Minas, Antônio Anastasia (PSDB).
Para as duas cadeiras do Senado que os mineiros votarão no próximo ano, a preferência recai na ex-presidente Dilma Rousseff e no ex-governador Aécio Neves, mas em quadro ainda indefinido.
A pesquisa ouviu 2,2 mil eleitores de todas as regiões do Estado e a margem de erro é de 2,2 pontos percentuais, para cima ou para baixo.
Para o governo de Minas, o que mais chama a atenção na pesquisa não é o desempenho dos candidatos, mas a soma das intenções de votos branco, nulo, indefinição ou abstenção, que somam 51% num primeiro cenário e 45% num segundo, o que impede qualquer previsão sobre a eleição do próximo ano.
Os dois cenários são com e sem o representante do PSDB, o Senador Anastasia.
No cenário sem o senador tucano, Pimentel tem hoje o dobro das intenções de voto do segundo melhor colocado na pesquisa, o ex-prefeito de Belo Horizonte Marcio Lacerda (PSB). No cenário com Anastasia, Pimentel tem 19% e o tucano, 16% das intenções de voto. Ou seja, estão tecnicamente empatados em função da margem de erro.

No cenário que inclui Antônio Anastasia como candidato pelo PSDB, o atual governador tem seu melhor desempenho entre os mais pobres e menos escolarizados, e empata com Anastasia nos demais segmentos. Entre os que estudaram até o ensino fundamental, 22% votariam no petista; e entre aqueles com ensino superior, esse índice cai para 16%.
Anastasia tem 15% do voto entre os que estudaram até o fundamental e 16% entre aqueles com ensino médio. O padrão é o mesmo para renda.

Vagas pro Senado indefinidas
Para o Senado, a pesquisa mostra Dilma Rousseff (PT) e Aécio Neves (PSDB) à frente na corrida pelas duas cadeiras no Senado, mas em quadro ainda pouco definido. Com intenção de voto acima de 6% estão o ex-prefeito de Belo Horizonte, Márcio Lacerda (PSB), a deputada federal Jô Moraes (PCdoB), o atual secretário de governo de Pimentel, Odair Cunha (PT), e o empresário Josué Alencar (PMDB).
Com um cenário tão pulverizado, e considerando que 32% dos eleitores disseram não votar em ninguém ou votar branco ou nulo na próxima eleição para o Senado, ou que ainda não se decidiram, a disputa para o Senado se mostra absolutamente indefinida.

segunda-feira, 20 de junho de 2016

Esquema no Mineirão desviou R$ 35 milhões para empreiteiras, aponta Ministério Público

As empreiteiras contratadas para reformar e administrar o Mineirão desviaram mais de R$ 35 milhões dos cofres públicos somente em 2013 e 2014, de acordo com documentos de uma investigação criminal em curso no Ministério Público de MG, a que o UOL Esporte teve acesso. As empresas negam.
Entre outras manobras, a concessionária (formada pelas empresas Construcap, Egesa e Hap Engenharia) teria fraudado números de seus balanços oficiais, como lucro líquido resultante da exploração do estádio e receitas obtidas com a venda de ingressos de jogos de Cruzeiro e Atlético-MG, a fim de tornar maiores os repasses financeiros recebidos pelo governo estadual à concessionária.
Nas próximas semanas, o chamado Procedimento de Investigação Criminal (PIC) do MP-MG deverá gerar denúncias à Justiça para processar os mentores do esquema pelos crimes de apropriação indébita, estelionato, fraude contábil, falsidade ideológica, sonegação fiscal e peculato. A investigação corre sob segredo de Justiça e o MP-MG não informa quais serão as pessoas que buscará responsabilizar pelo crime.
Como é a administração do Mineirão
O Mineirão é propriedade do Estado de Minas e foi reformado a um custo de R$ 677,35 milhões para receber os jogos da Copa do Mundo de 2014 e da Copa das Confederações de 2013. A reforma e a administração do estádio até 2037 estão a cargo da concessionária Minas Arena, que assinou, em 21 de dezembro de 2010, um contrato de PPP (parceria público-privada) de 27 anos com o governo estadual. Duas das empresas que formam o consórcio, a Construcap e a Egesa, são acusadas pelo MPF (MInistério Público Federal) de fazer parte dos esquemas criminosos investigados no âmbito daOperação Lava Jato.
O contrato assinado prevê que pagamentos mensais sejam feitos pelo Estado à concessionária como forma de remuneração pelo gerenciamento do Mineirão. Esses repasses têm valor variável: quanto maior a receita e o lucro obtidos pelas empreiteiras com a exploração econômica do estádio, menor o volume de dinheiro público que deve ser repassado mensalmente à Minas Arena. Assim, ao reduzir fraudulentamente seus resultados financeiros apresentados ao Estado de Minas, a concessionária aumenta os repasses públicos mensais a seus cofres --mais de R$ 35 mi de dinheiro público em dois anos.
As fraudes se dão, segundo as investigações, por duas práticas contábeis distintas para desviar o dinheiro público: redução fraudulenta na forma de declaração dos lucros obtidos no estádio nos relatórios contábeis apresentados ao governo de Minas e adulteração das receitas obtidas com venda de ingressos nos jogos realizados no Mineirão.
Fraude 1: Bilheteria de R$ 3,1 mi vira bilheteria de R$ 1,6 mi
A primeira parte do esquema se daria por meio de alteração fraudulenta dos resultados financeiros obtidos nas partidas de futebol realizadas no Mineirão.
Por força de regras contábeis, todo jogo de futebol profissional realizado no país deve gerar um borderô que contém, dentre outros itens, um detalhamento da quantidade de ingressos disponibilizados e dos vendidos, divididos por setor, com valores e renda total arrecadada, como se pode ver no exemplo abaixo:

segunda-feira, 30 de maio de 2016

Ex -deputado federal votado em Pedra Azul e Diamantina é preso por corrupção pela Polícia Federal

O tucano Nárcio Rodrigues está envolvido em desvio de R$ 2 bilhões.
Ex-Secretário de Ciência e Tecnologia do governo Anastasia comandou projetos da HidroEx, no Triângulo Mineiro, e parte das obras da Cidade Administrativa, em BH. 
Construtora CWP, de parentes de Anastasia, foi beneficiada com R$ 8,6 milhões nas obras da Hidroex.

Ex-deputado federal e ex- Secretário de Ciência e Tecnologia é acusado de desvios de 2 bilhões na gestão de Anastasia.

A Polícia Militar e o Ministério Público realizaram em Belo Horizonte, na manhã desta segunda-feira, 30.05, uma operação conjunta em parceria com a Polícia Federal. A Polícia Militar informou que seis pessoas foram presas, entre elas o ex-deputado e ex-secretário de Ciência e Tecnologia, Nárcio Rodrigues (PSDB). O filho dele, deputado Caio Nárcio (PSDB), está na sede do Ministério Público estadual, onde Nárcio se encontra preso, aguardando transferência. O parlamentar disse que está apenas acompanhando o caso.

Narcio Rodrigues é ex-deputado federal, ex-presidente do PSDB de Minas, de 2004 a 2007 e de 2009 a 2011, e ex-secretário de Ciência e Tecnologia no governo Anastasia, o relator do impeachment de Dilma no Senado.

Informações não oficiais apontam que a operação de hoje investiga desvio de recursos públicos que somam R$ 2 bilhões, na construção do projeto Hidroex, em Frutal, no Triângulo Mineiro, e outros projetos comandados pelo ex-deputado tucano. 
Há provas que Nárcio Rodrigues aproveitou-se de contratos de empresas na construção do projeto da Hidroex para captar recursos ilícitos para as campanhas de 2012 e 2014 do PSDB.
A investigação começou com a auditoria da Controladoria Geral do Estado de Minas Gerais. 
Nárcio está preso na sede do Ministério Público estadual, no Bairro Santo Agostinho, na Região Centro-Sul. Ele e os demais presos devem ser transferidos ainda hoje para o CERESP Penitenciária da Gameleira, em Belo Horizonte. Não há informações ainda sobre qual unidade da capital deve receber os presos da operação da manhã desta segunda-feira. 

Batizada de Aequalis, que quer dizer "igualdade", em latim, a operação envolve 16 mandados de busca e apreensão em endereços dos bairros Anchieta, Cruzeiro, Funcionários e Vila Paris. Foram cinco prisões em Belo Horizonte e uma de Frutal, no Triângulo Mineiro, porém presa em São Paulo.

A identidade do preso não foi revelada, assim como as identidades e os motivos das demais prisões. A operação cumpriu 16 mandados de busca e apreensão em Belo Horizonte e  Frutal, no Triângulo, cidade natal de Nárcio. 

Ministério Público Estadual

Na manhã desta segunda-feira, seis carros do Batalhão de Rondas Táticas Metropolitanas  (Rotam), um dos braços da Polícia Militar, trouxeram material apreendido na Operação Aequalis.  Conforme informações no local, trata-se de papéis, documentos celular e  um notebook.

Busca e apreensão na Cidade Administrativa
Durante a operação, um mandado de busca e apreensão foi cumprido na Secretaria de Ciência e Tecnologia de Minas Gerais, na cidade Administrativa. A assessoria de imprensa da Secretaria confirmou que o Mandado foi cumprindo no 10º andar, em um escritório da empresa Hidroex.
No entanto, ainda não há informações do que foi levado. A assessoria ficou de se manifestar assim que tiver um posicionamento do Ministério Público. 

Votação no Vale
Deputado federal Nárcio Rodrigues teve votação, em 2010, apenas em Diamantina, com 1.336 votos, obtendo 101.090 votos, no total.
Ele não se candidatou, em 2014, mas lançou seu filho, Caio Nárcio, que se elegeu deputado federal, com a mesma cotação do pai, 101.040 votos, apenas 50 a menos.
O filho deputado federal teve votação extraordinária, em Pedra Azul, com 3.946 votos. Em Diamantina, obteve 1.187 votos. Em Datas, 162; em Salinas, 161; Araçuaí, 79; Capelinha, 63 votos. 



Auditoria aponta irregularidades em obra de Mina Gerais no governo Anastasia.

A obra é um centro de pesquisa em recursos hídricos no Triângulo Mineiro.
Nesta sexta (29.04), assessoria do hoje senador negou irregularidades.

Flavia CristiniDo G1 MG
Cidade das Águas em Frutal (Foto: Ascom/Unesco-Hidroex)Projeto do centro de pesquisas em recursos hídricos em Frutal (Foto: Ascom/Unesco-Hidroex)
Uma auditoria da Controladoria-Geral de Minas Gerais aponta suposto dano aos cofres públicos devido a irregularidades na obra de um centro de pesquisa em recursos hídricos, em Frutal, no Triângulo Mineiro, durante o governo de Antonio Anastasia (PSDB), atual senador e relator da comissão especial do impeachment da presidente Dilma Rousseff. A assessoria de Anastasia nega irregularidades.
As irregularidades foram apontadas em reportagem do jornal Folha de S. Paulo, desta sexta-feira (29.04), que cita que a controladoria auditou amostra de R$ 37,7 milhões da obra, ou 16% dos R$ 230 milhões do total do projeto. A Controladoria-Geral de Minas, órgão do governo estadual que atua na prevenção e no combate à corrupção, confirmou a informação ao G1. Ainda segundo o órgão, dessa parte, os auditores verificaram suposto dano aos cofres públicos no valor de R$ 18 milhões, ou seja, 48% do que foi apurado.
A obra do centro de pesquisas, chamado Centro das Águas – Hidroex, incluiu recursos estaduais, federais e tem parceira da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco).
O senador Antônio Anastasia durante sessão no Senado Federal, em Brasília (Foto: Ueslei Marcelino/Reuters)Senador Antônio Anastasia durante sessão em
Brasília (Foto: Ueslei Marcelino/Reuters)
A auditoria da controladoria foi iniciada em fevereiro de 2015.  As irregularidades encontradas seriam superfaturamento, armazenagem e controle inadequado de equipamentos, não entrega de equipamentos, pagamento indevido a empresas por serviço não prestado ou prestado em desacordo e restrição à competitividade em licitação.
Segundo a reportagem da Folha, a empresa CWP (Construtora Waldemar Polizzi), que pertenceu a parentes de Anastasia, teria sido favorecida com desvios de R$ 8,6 milhões.
A auditoria da controladoria aponta que houve prejuízo de cerca de R$ 9,8 milhões aos cofres públicos. O relatório recomenda ao órgão gestor da obra a adoção de providências para reparação do dano.
Ao G1, o engenheiro Waldemar Anastasia Polizzi, primo do senador Anastasia, afirmou que a construtora CWP pertencia ao pai, falecido em 2007. Depois disso, ele e os irmãos assumiram a empresa até 2009, quando foi vendida.
O engenheiro diz que, em maio de 2010, foi contratado como responsável técnico pelos novos donos, mas não participou das decisões da empresa. “Nunca participei de nada a partir de 2009. Nem sei se assinei, porque nem lembro mais, para efeito de licitação. Nunca fui à obra [da Hidroex]”, afirmou.
A assessoria de imprensa do senador Antonio Anastasia (PSDB) informou em nota que ele “jamais teve participação na empresa Construtora Waldemar Polizzi ou em qualquer outra empresa” e que nunca ouviu falar de suspeitas de irregularidades nesse projeto. Ainda de acordo com a nota, ele não foi chamado pela controladoria para falar sobre o assunto e defende que as denúncias devem ser apuradas.Polizzi afirma que não conheceu detalhes da licitação do centro de pesquisa de recursos hídricos e negou que possa ter havido qualquer tipo de favorecimento pelo fato de ser parente do senador. Sobre o suposto desvio no valor de R$ 8,6 milhões, disse também não ter conhecimento.  Segundo o engenheiro, a obra foi contratada em meados de 2011, mas foi executada depois que ele deixou a empresa. A saída em novembro do mesmo seria por motivos pessoais, que não foram informados.
O Ministério Público de Minas Gerais instaurou inquérito civil para apurar as irregularidades nas obras. A investigação Grupo Especial de Promotores de Justiça de Defesa do Patrimônio Público.
O PSDB divulgou nota dizendo que "causa surpresa e estranhamento a divulgação de apurações parciais e inconclusas de pretensas irregularidades durante gestão do governador Antonio Anastasia, exatamente na semana em que o senador e ex-governador de Minas Gerais assumiu a relatoria dos trabalhos da Comissão Especial do Senado, responsável pela análise do pedido de impeachment da presidente da República". Ainda segundo o partido, os
documentos não são públicos, uma vez que os órgãos responsáveis pelo contrato e execução das obras ainda não se pronunciaram sobre o caso.
A empresa CWP foi procurada pelo G1 mas não se manifestou sobre o assunto.
Obras
A Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior do Estado de Minas Gerais (Sectes) disse que as do Complexo Cidade das Aguas, paralisadas desde setembro de 2014, foram retomadas no ano passado. O prédio da Hidroex está com 90,10% das obras concluídas. A Vila Olímpica está com 81,67% e a infraestrutura aparece com 47,81% do total previsto já entregue.
As demais obras foram retomadas em 2016 porque, segundo a Sectes, “no mencionado complexo, funcionam, também, a Universidade do Estado de Minas Gerais (UEMG), a Fundação HIDROEX e a Universidade Aberta e Integrada de Minas Gerais (UAITEC).

terça-feira, 3 de maio de 2016

Deputados do PT em Minas Gerais afirmam que Anastasia pedalou mais que Dilma

Durante ato contra o afastamento da presidente Dilma Rousseff realizado neste domingo (1º de maio), em Belo Horizonte, parlamentares mineiros questionaram irregularidades fiscais praticadas pelo governo de Minas Gerais durante a gestão de Antônio Anastasia (PSDB). Ele comandou o estado entre 2010 e 2014. O ex-governador e atual senador foi escolhido relator do processo deimpeachment no Senado Federal.
Atual líder do governador Fernando Pimentel (PT), o deputado estadual Durval Ângelo (PT) informou que, ao longo da semana, realizou uma pesquisa no Tribunal de Contas do Estado e, com base nela, preparou um documento encaminhado ao ministro da Justiça, Eugênio Aragão.
“Se considerarmos todas as antecipações de pagamentos utilizando recursos de outra fonte, Anastasia movimentou de forma irregular R$63 bilhões. O que a Dilma fez perto dele é fichinha”, acusou.
Documento
O documento também foi entregue à bancada do PT no Senado. O deputados estaduais Rogério Correia, Jean Freire e Cristiano Silveira, do PT, se reuniram em Brasília com os senadores para explicar as irregularidades.
De acordo com o documento, Antônio Anastasia usou irregularmente recursos previdenciários para honrar compromissos do governo. A manobra teria ocorrido quando o ex-governador extinguiu o Fundo de Previdência do Estado de Minas Gerais (Funpeng) e transferiu R$ 3,8 bilhões para o Fundo Financeiro de Previdência (Funfip), que é coberto pelo caixa único do estado.
Além disso, o documento registra que não teriam sido investidos o mínimo legal em saúde e educação. Conforme a Constituição, os governos estaduais precisam destinar ao menos 12% do orçamento para saúde e 25% para educação. No entanto, um Termo de Ajustamento de Gestão assinado com o Tribunal de Contas do Estado (TCE) permitiu ao governo um investimento em percentuais inferiores nos anos de 2012 e 2013.
A terceira denúncia apresentada pelos deputados estaduais está relacionada a decretos de suplementação orçamentária assinados por Anastasia. A Assembleia Legislativa de Minas Gerais permite o remanejamento de cerca de 10% das receitas. Mas, nos anos de 2012, 2013 e 2014, o ex-governador teria mais que dobrado esse percentual.
Senado
O documento subsidiou uma intervenção da senadora Gleisi Hoffman (PT-PR) na sexta-feira (29), durante sessão da Comissão Especial do Impeachment. “Isso é muito pior. É retirar dinheiro do trabalhador que pagou seu fundo de previdência. Que nome a gente dá a isso? Mão grande?”, indagou.
Segundo a parlamentar, o acordo entre o governo de Minas Gerais e o Tribunal de Contas do Estado foi um medida perversa.
“A Constituição obriga o governo a aplicar 12% saúde e 25% em educação. Os percentuais não foram cumpridos. E aí o governo fez um acordo e assinou um termo para burlar a constituição. Como pode isso? O Ministério Público tem uma ação contra o estado, o que é uma pena. Para Gleisi Hoffman, por estas razões Anastasia deveria se declarar suspeito e deixar a relatoria do processo deimpeachment.
O senador mineiro rebateu as acusações. “A senadora Gleisi Hoffman deve ter inveja do meu governo, uma vez que não logrou êxito na eleição do seu estado. O Tribunal de Contas de Minas Gerais aprovou minhas contas. E nenhum cidadão mineiro apresentou à Assembleia Legislativa pedido de impeachment durante o meu governo. Este discurso não vai me fazer retirar o foco do processo, que são as ações irregulares do governo Dilma. Vou trabalhar de forma serena, tranquila e com bases técnicas”, concluiu Anastasia. 
Fonte: Agência Brasil

segunda-feira, 3 de agosto de 2015

Juiz Moro prende José Dirceu. Anastasia será inocentado. Tucano, nunca!


 Saiu no Globo:

JOSÉ DIRCEU É PRESO EM NOVA FASE DA LAVA-JATO


SÃO PAULO. O ex-ministro da Casa Civil, José Dirceu, foi preso nesta segunda-feira em Brasília, na 17 ª fase da Operação Lava-Jato.

Cerca de 200 policiais cumprem 40 mandados judiciais em Rio, Brasília e São Paulo _ dos quais três são de prisão preventiva e cinco de prisão temporária.

Foram decretadas ainda medidas de sequestro de imóveis e bloqueio de ativos financeiros dos investigados.

A fase recebeu o nome de Pixuleco, termo utilizado para nominar a propina recebida em contratos.


Da Folha de S. Paulo:

PROCURADORIA PODERÁ ARQUIVAR INQUÉRITO SOBRE SENADOR TUCANO



À frente das investigações sobre políticos citados na Operação Lava Jato, a Procuradoria-Geral da República estuda pedir ao STF (Supremo Tribunal Federal) neste mês o arquivamento do inquérito que apura o suposto envolvimento do senador Antonio Anastasia (PSDB-MG).

Navalha
Anastasia, como se sabe, era o bode expiatório.
Não foi o Aecím…

Em tempo: comentário do amigo navegante Paolo Dávalos:

O Juiz Moro é responsável pelo processo do Senador Cássio Cunha Lima e o mesmo está deixando prescrever. Novamente a justiça não está sendo feita.


Paulo Henrique Amorim, no www.conversaafiada.com.br

terça-feira, 7 de abril de 2015

Governo de Minas gasta R$ 120 milhões por ano para manter a Cidade Administrativa

Secretário Helvécio Magalhães criticou investimento que, se aplicado na economia, poderia gerar até R$ 20 bilhões em tributos e renda.


Cidade Administrativa foi construída por Aécio Neves  por R$ 2 bilhões. Estrutura gasta R$ 120 milhões por ano.
O secretário de Planejamento e Gestão, Helvécio Magalhães, afirmou nesta segunda-feira (6/4), durante apresentação de diagnóstico da situação do Estado, que a manutenção da Cidade Administrativa custa por ano R$ 120 milhões aos cofres públicos. Ele citou a sede do governo como o símbolo da “insuficiência de gestão” do governo anterior, que gastou cerca de R$ 2 bilhões na construção do empreendimento. Segundo Helvécio, não houve qualquer “choque de gestão” nas administrações passadas.
Para o secretário, se o valor investido na obra fosse aplicado na economia mineira, poderia gerar pelo menos R$ 20 bilhões em geração de renda e tributos. “Todos sabem que ela custou um volume de recursos muito expressivo. Para o Estado, esse volume é muito desproporcional”, comentou.
Helvécio Magalhães lembrou que esses R$ 2 bilhões foram recursos do nióbio de Araxá, gerenciados pela Companhia de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais (Codemig), que, em qualquer outro lugar, estaria sendo aplicado na economia ao invés “de um prédio que não gera nada”.
“E se gerasse economia, seria minimamente razoável. Não teve economia nenhuma de aluguel com a Cidade Administrativa, Deixou de gerar essa montanha de ICMS e os alugueis dos prédios foram subindo. Não tem economia. Boa parte dos prédios eram próprios”, afirmou o secretário, lembrando que a administração pública não se sabe, inclusive, “qual o patrimônio do Estado hoje”.
Água
Coordenador da força-tarefa da água criada pelo governo do Estado, o secretário Helvécio Magalhães voltou a criticar a falta de transparência dos dados da Companhia de Saneamento de Minas Gerais S.A (Copasa) e de falta de diálogo entre os órgãos vinculados à gestão de recursos hídricos. “Nós não tínhamos os dados da Copasa disponíveis para o Instituto de Gestão das Águas de Minas Gerais (Igam). Existia uma disputa enorme também com a Agência Reguladora (Arsae-MG), que não tinha acesso aos dados”, disse. “Temos uma barragem sendo construída ao lado da outra. Não tem projeto por corpo d’água, por bacia. Não tem diálogo de uma coisa com a outra. Isso é má gestão”, acrescentou o secretário.
Aumento da violência
Helvécio Magalhães pontuou a falta de investimentos na área de segurança pública e do sucateamento dos equipamentos das Polícias Militar e Civil, causas, segundo ele, do aumento da violência no Estado. Entre 2002 e 2012, o número de homicídios registrados em Minas passou de 2.977 para 4.535, um aumento de 52,3%. O crescimento foi quatro vezes maior que a média nacional, de 13,4%. De acordo com a Secretaria de Estado de Defesa Social, entre 2010 e 2013, o número de crimes violentos passou de 50 mil para 88 mil, com aumento de 74%.
“Temos uma escalada da violência e nem o aumento da folha de pagamento da área de segurança resultou, apesar dos esforços dos nossos policiais, em um Estado mais seguro, porque não teve, ao mesmo tempo, tecnologia incorporada à Polícia Militar, à Polícia Civil, ao Corpo de Bombeiros. Há um sucateamento na PM, trazendo, inclusive, risco para a vida dos nossos policiais. Com isso, temos o aumento de crimes violentos”, completou o secretário de Planejamento e Gestão.
Saúde e cultura
O secretário de Planejamento e Gestão fez um balanço da situação do Estado também em áreas como saúde e cultura. Apenas no projeto Farmácia de Minas, conforme Helvécio Magalhães, houve o desabastecimento de 123 tipos de medicamentos e foram encontrados 600 metros cúbicos de remédios vencidos, comprados pelo governo no ano passado, o que representou R$ 13 milhões de prejuízos para o Estado.
Na cultura, o secretário disse que, para este ano de 2015, não há mais condições de se investir em projetos via Lei de Incentivo. “Já esgotamos toda a cota para projetos culturais. Temos ainda o diagnóstico de hiperconcentração de projetos em Belo Horizonte”, disse.
Fonte: Agência Minas

PIMENTEL ABRE TUDO EM MINAS: CHOQUE DE INDIGESTÃO