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sexta-feira, 22 de setembro de 2017

EPAMIG intensifica Programa de cultivo da palma forrageira no Jequitinhonha e norte de Minas


A Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig) intensifica as ações para o desenvolvimento da cultura da palma em áreas de vulnerabilidade climática de Minas Gerais. Nesta semana, em evento na unidade da empresa, em Nova Porteirinha, Território Norte, foram lançadas a Rede Palma e a revista Informe Agropecuário com o tema “Cultivo e utilização da palma forrageira”.

As ações integram o programa Palmas para Minas, que visa construir o conhecimento desta cultura no estado. A Rede é composta por diversas instituições de pesquisa, extensão, fomento e agroindústria que irão cooperar para a seleção, multiplicação e distribuição de palma forrageira, que já tem se mostrado uma alternativa viável para produtores de leite no semiárido mineiro.

Na primeira etapa do projeto, foram selecionados dez municípios do Norte e Vale do Jequitinhonha para receberem mudas de palmas provenientes da Epamig. Participam os municípios de Olhos D’água, Botumirim, Francisco Sá, Jequitinhonha, Matias Cardoso, Montezuma, Janaúba, Gameleiras, Monte Azul e Santo Antônio do Retiro.

Desde 2009, a Epamig desenvolve estudos e incentiva o cultivo da palma. Nesses oito anos, em parceria com a Emater-MG, já foram distribuídas cerca de 400 mil mudas desta planta, que é fonte de água e energia para o rebanho. Segundo a chefe da Epamig Norte de Minas, Polyanna de Oliveira, a Rede irá trabalhar para ampliação também dos resultados de pesquisa.

“A proposta é termos a indicação das melhores variedades de palma forrageira para o Norte de Minas e Bacia do Jequitinhonha, além de construirmos coletivamente um sistema de produção compatível com à realidade do nosso estado, assim como já acontece nos semiáridos baiano e pernambucano”, ressalta Polyanna.

De acordo com o presidente da Epamig, Rui Verneque, a pesquisa busca, junto com demais parceiros, contribuir para o desenvolvimento sustentável da pecuária na região. “A palma é uma planta que se adapta a longos períodos de estiagem e exige poucos recursos hídricos para o plantio. Acreditamos que essas parcerias possam ampliar as ações e trazer mais qualidade para o rebanho e à vida do produtor rural”.

Na Fazenda Santa Marta, em Janaúba, a palma é a alimentação das vacas criadas pelo produtor rural Uelton Moreira, conhecido por Tom Tom. Ele é um dos produtores que receberam mudas para multiplicação e conta que antes de iniciar a cultura da palma perdeu mais de 20 vacas, que morreram em função da seca. “Hoje consigo manter uma produção de leite de 220 litros por dia”, comemora.

Para a pesquisadora da Epamig Leidy Rufino, a palma é uma alternativa para complementar a alimentação do gado, mas é necessária a continuação dos trabalhos na geração e na divulgação de informações referentes a cultivares, técnicas de cultivo e formas de uso. “Isso pode resultar no sucesso da atividade, na segurança ambiental, produtiva, alimentar e econômica de milhares de famílias”.

Epamig desenvolve estudos e incentiva o cultivo da palma (Leonardo Leles)

Publicação
A edição Informe Agropecuário da Epamig “Cultivo e utilização da palma forregeira” conta com dez artigos, com informações sobre tecnologias de cultivo, com alto rendimento e qualidade da forragem, levando em consideração índices técnicos, para que a atividade tenha sustentabilidade. São apresentadas, também, formas de uso da palma forrageira na alimentação tanto de bovinos quanto de humanos.

A edição foi produzida em parceria com instituições de ensino, com destaque para o Instituto Federal Baiano e a Universidade Estadual do Sudeste da Bahia. Além disso, diversos especialistas participaram da edição coordenada pelos pesquisadores Maria Geralda Vilela Rodrigues, Ariane Castricini, e Sérgio Luiz Rodrigues Donato.

A revista pode ser adquirida pelo site www.informeagropecuario.com.br ou por meio da divisão de Promoção e Distribuição da Informação Tecnológica. Informações: (31) 3489-5002 ou publicacao@epamig.br


Fonte: Agência Minas

terça-feira, 15 de setembro de 2015

Operação "A Grande Família" investiga nepotismo em Botumirim.

Prefeito de Botumirim rebate acusações de nepotismo e fraude em licitação

Na ocasião, nenhum representante da Administração Municipal foi encontrado para comentar o assunto, e, nesta segunda-feira (14.09), o prefeito da cidade Aroldo Souza Oliveira (PMDB) divulgou uma nota de esclarecimento, referente à investigação do MP.
Segundo o gestor do executivo, todos os processos licitatórios abertos, visando à contratação de funcionários, cumprem a rigor os preceitos legais, o que pode ser comprovado através de documentação que já se encontra em poder da justiça, segundo Aroldo.
Ele esclareceu ainda que legislação brasileira permite que qualquer pessoa, mesmo parente consanguíneo, participe de licitações, sem que se considere este um ato ilícito ou prática de nepotismo. “A Administração Municipal de Botumirim preza pela transparência dos seus atos e de forma alguma se opõem a qualquer ato investigatório do MP, mas se sente constrangida e gostaria de se desculpar com todos aqueles inocentes que indevidamente foram atingidos por esta investigação”, diz a nota.
Sobre a Operação Catagênese, deflagrada pelo Ministério Público para investigar suposta fraude na aquisição de combustível após apreensão de documentos, o prefeito informou que até o momento não foi encontrada nenhuma comprovação de prática ilícita por parte da Prefeitura Municipal de Botumirim, e que ainda não teve acesso aos autos do processo da operação “A Grande Família”.
Relembre o caso
A operação “A Grande Família”, realizada pelo MP, investiga casos de nepotismo cruzado e de fraude em licitação. Foram cumpridos sete mandados de busca e apreensão, a sede da Prefeitura foi um dos alvos. O prejuízo aos cofres públicos chega a R$ 1,5 milhão.
Segundo o MP, a suspeita de nepotismo envolve a Prefeitura e membros da Câmara Municipal. A operação contou com o apoio da Polícia Civil e 19 policiais participaram do cumprimento dos mandados.
Operação Catagênese
Em março deste ano, o MP e a Secretaria de Fazenda realizaram a operação Catagênese, contra o desvio de verbas públicas em 19 Prefeituras de MG, e a de Botumirim era uma delas. O prejuízo foi estimado em R$ 20 milhões, e 67 mandados de busca e apreensão foram cumpridos em 25 cidades do estado.
Na época, o MP informou que a operação tinha o objetivo de apurar o desvio ligado à aquisição de combustíveis. A investigação começou a ser feita a partir da elevada desproporcionalidade entre as despesas anuais com combustíveis por parte das Prefeituras investigadas e o montante da arrecadação tributária anual.
Fonte: Inter TV Grande Minas / G1

sexta-feira, 6 de março de 2015

Cinco prefeituras do Vale do Jequitinhonha estão envolvidas em fraude de combustíveis.

Fraude na compra de combustíveis pode superar 20 milhões em municípios mineiros.


Operação conjunta cumpriu mandados de busca e apreensão em 19 prefeituras, além de postos e residências de empresários investigados.

Prefeitura de Minas Novas recebeu diligência do Ministério Público e Polícia Civil, nesta quinta-feira.
Uma operação envolvendo o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), a Polícia Civil e a Secretaria de Estado da Fazenda (SEF), realizada na manhã desta quinta-feira, 5 de março, cumpriu 67 mandados de busca e apreensão com o objetivo de colher provas para subsidiar a apuração de fraudes na aquisição de combustíveis por Administrações Públicas de 19 municípios mineiros. O valor da fraude deve superar R$ 20 milhões.
A operação, denominada Cartagênese, teve como alvo as sedes das prefeituras desses municípios (veja a lista abaixo), além de 21 postos de combustíveis e residências de empresários e servidores municipais. Foram apreendidos computadores e documentos relativos a procedimentos licitatórios, a empenhos e a pagamentos às prefeituras.
Foram apuradas, até agora, fraudes ocorridas entre 2011 e 2013, envolvendo células regionais, com ação própria e independente. Em uma ponta do esquema, estariam empresários proprietários de postos de combustíveis, com a participação direta de alguns funcionários destes estabelecimentos, e, de outro, agentes públicos municipais.
O coordenador da Procuradoria de Combate aos Crimes Praticados por Agentes Políticos Municipais, José Antônio Baeta, afirmou que as investigações conjuntas revelaram claros indícios de desvios de dinheiro público na atividade de fornecimento de combustíveis a prefeituras.
“Em alguns casos mais de 50% da receita corrente líquida do município era aplicado na compra de combustível. Em outros, considerando-se a frota de veículos em nome da prefeitura, eles teriam que funcionar 24 horas por dia durante os 30 dias do mês para consumir o combustível declarado. Há também casos em que a média de rodagem dos carros deveria superar cinco mil quilômetros mensais para justificar aquele gasto”, explicou Baeta.
A dinâmica do golpe foi detalhada pelo coordenador do Centro de Apoio Operacional às Promotorias de Defesa do Patrimônio Público do MPMG, Leonardo Barbabela.
Grande parte dos abastecimentos que ficam pendentes na memória do software do Emissor de Cupom Fiscal (ECF) é descarregada no CNPJ da prefeitura vinculada, o que permite o recebimento em duplicidade pelo mesmo abastecimento: uma vez pelo consumidor que não pediu o cupom fiscal e outra vez pela prefeitura.
Curiosos se amontoaram à frente da Prefeitura de Almenara, comentando sobre os motivos da visita do Ministério Público e Polícia Civil.
De acordo com as apurações, há ainda uma outra forma de execução da fraude. Mesmo quando o particular solicita o cupom fiscal, o funcionário do posto cancela posteriormente esse cupom, momento em que ele volta para o status “pendente” no software vinculado ao emissor do documento.
O superintendente de fiscalização da SEF, Anderson Félix, demonstrou que a rastreabilidade do sistema permitiu a comprovação das fraudes – foram identificados abastecimentos do mesmo veículo em lapsos de segundos, valores de notas fiscais superiores aos dos cupons fiscais, abastecimento com combustível diferente daquele do carro correspondente e até abastecimento de veículos já baixados na relação de determinada prefeitura.
Segundo a delegada do Núcleo de Combate aos Crimes Praticados por Agentes Políticos Municipais, Karen Lopes, cerca de 400 oitivas serão realizadas até esta sexta-feira, 6 de março. Serão ouvidos prefeitos, secretários responsáveis pelo setor de transporte, empresários, além de gerentes e frentistas dos postos.
“A partir dos depoimentos, aliados à analise do material apreendido, será possível delimitar a autoria e a participação de cada pessoa nessas fraudes, bem como apurar os reais valores envolvidos”, prevê.
O Instituto de Criminalística da Polícia Civil designou uma equipe de 20 técnicos para realização da perícia técnica dos documentos apreendidos. A expectativa é de que o inquérito policial seja concluído e encaminhado à Justiça em 120 dias.
Operação
A operação foi desencadeada nos municípios de Almenara, Augusto de Lima, Bandeira, Bocaiuva, Bom Jesus do Galho, Botumirim, Felixlândia, Frei Inocêncio, Gameleiras, Glaucilândia, Ipiaçu, Matipó, Minas Novas, Montes Claros, Santa Fé de Minas, São José da Lapa, São Lourenço, Tapira e Vespasiano.
Participaram das diligências 260 policiais civis, 100 servidores do MPMG e 103 auditores fiscais estaduais. Foram realizadas cinco prisões. Entretanto, elas não estavam relacionadas às investigações. Os detidos portavam ilegalmente armas de fogo e munições.

Em dobro
A delegada Karen explicou que as investigações tiveram início em setembro de 2014, depois que as fraudes foram apuradas por fiscais da Secretaria de Fazenda, por meio de uma auditoria nos postos revendedores de combustíveis. Documentos com  indícios de irregularidades foram encaminhados então ao MP, que, com a Polícia Civil, iniciaram as apurações. O superintendente da SEF, Anderson Aparecido Félix, explicou que os postos recebiam duas vezes pela venda da mesma mercadoria, sendo que o excedente dos recursos eram repartidos entre agentes públicos e os empresários. Apesar da obrigatoriedade de emissão de cupons fiscais na compra de gasolina, muitos consumidores dispensam o documento, que fica como “pendente” nos aparelhos de emissão. Ao fim do expediente, então, todos essas vendas são lançadas como consumo de combustível pela administração pública.
O procurador Leonardo Barbabela, coordenador do Centro de Apoio Operacional às Promotorias de Defesa do Patrimônio Público, revelou que na pequena Tapira, um município de pouco 4,2 mil habitantes na Região do Alto Paranaíba, em 28 meses, a prefeitura gastou com a frota de apenas 23 veículos – a maioria carros populares e motos – R$ 2,03 milhões. De acordo Anderson Félix, apesar de a fraude parecer simples e o sistema de arrecadação frágil, o golpe “tem alta rastreabilidade” e, a partir da operação, fica demonstrado ainda que é grande o risco de descoberta do esquema fraudulento.

 Prefeitos investigados
» Almenara – Fabiany Ferraz Figueiredo (PSDB)
» Augusto de Lima – João Carlos Batista Borges (PSB)
» Bandeira – Antônio Rodrigues dos Santos (PRB)
» Bocaiúva – Ricardo Afonso Veloso (PSDB)
» Bom Jesus do Galho – Jadir José da Silva (DEM)
» Botumirim – Aroldo de Souza Oliveira (PMDB)
» Felixlândia – Humberto Alves Campos (PSDB)
» Frei Inocêncio – Carlos Vinicio de Carvalho Soares (PR)
» Gameleiras – Valdir Rodrigues de Oliveira (PMDB)
» Glaucilândia – Geraldo Veloso Noronha (PSB)
» Ipiaçu – Urbino Capanema Júnior (PPS)

» Matipó – Fábio Henrique Gardingo (PP)
» Minas Novas – Gilberto Gomes de Souza (PPS)

» Montes Claros – Rui Muniz (PRB)
» Santa Fé de Minas – Luiz Flávio Farago (PT)
» São José da Lapa -Francisco Fagundes de Freitas (PT)
» São Lourenço – José Sacido Bársia Neto (PSDB)
» Tapira – Lavater Pontes Júnior (PMDB)
» Vespasiano – Carlos Moura Murta (PMDB)
Fonte: Ministério Público de Minas Gerais

terça-feira, 15 de outubro de 2013

8 municípios do Vale serão contemplados com o programa Cidade Digital

Os municípios serão convocados pelo Ministério das Comunicações para firmar o acordo e para receber as instruções básicas e dar seguimento ao programa.

Foto: arquivoAraçuai e mais 8 cidades do Vale serão contempladas com o programa Cidade Digital
Araçuai, no Médio Jequitinhonha, possui cerca de 38 mil habitantes
O Ministério das Comunicações divulgou nesta segunda-feira, (14.10), no Diário Oficial da União a lista com os 262 municípios selecionados para serem contemplados com o Cidades Digitais. Oito municípios do Vale do Jequitinhonha foram contemplados: Araçuai, Botumirim, Francisco Badaró, Grão Mogol, Itamarandiba, Itinga, Rubelita e Salinas.
 Ligado ao Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2), o Cidades Digitais pretende modernizar a gestão municipal, oferecendo à população acesso a serviços de governo eletrônico e incentivando o desenvolvimento local.
 O programa prevê a instalação de infraestrutura de conexão de rede entre órgãos públicos municipais e a instalação de aplicativos de governo eletrônico para gerir os setores financeiro, tributário, da saúde e da educação.
Da lista divulgada nesta segunda-feira,  consta a seleção de municípios feita entre os que submeteram as propostas por meio de formulário eletrônico entre os dias 4 de fevereiro de 2013 e 5 de março.
Os municípios serão convocados pelo Ministério das Comunicações para firmar o acordo e para receber as instruções básicas e dar seguimento ao programa. 

Para ver a lista dos municípios beneficiados, clique aqui
Araçuaí
Ataléia
Bonito de Minas
Botumirim
Buritizeiro
Chapada Gaúcha
Francisco Badaró
Grão Mogol
Inhapim
Itamarandiba
Itambacuri
Itinga
Japonvar
Jequeri
Manga
Monte Azul
Piranga
Porteirinha
Rubelita
Salinas
Santana do Manhuaçu
Santo Antônio do Retiro
Simonésia
Va r z e l â n d i a
Ve r d e l â n d i a
Fonte: Agência Brasil

quinta-feira, 5 de julho de 2012

Três municípios do Vale ficam sem verba para saúde



Medina, Santo Antônio do Jacinto e Botumirim têm 
verbas suspensas por falhas em alimentação do sistema
de cadastros

medina Municípios do Vale do Jequitinhonha ficam sem verba para saúdeApesar dos apelos do Ministério da Saúde para que regularizassem as informações prestadas ao Sistema de Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (SCNES), 13 prefeituras de Minas Gerais não resolveram as falhas apontadas e tiveram a transferência de incentivos financeiros suspensa pela segunda vez no ano.
A sanção aplicada às prefeituras irregulares é a retenção da parcelas referente ao Piso de Atenção Básica (PAB) Variável, que financia parte das atividades do Sistema Único de Saúde (SUS) e corresponde a R$ 7.130 por equipe de saúde da família, R$ 871 por agente comunitário de saúde e R$ 2980 por equipe de saúde bucal.
Entre as prefeituras estão a de Medina, Santo Antônio do Jacinto e Botumirim, no Vale do Jequitinhonha; Buenópolis e Bonito de Minas, no Norte de Minas. As outras cidades são Muriaé (zona da Mata) Belo Horizonte, Betim, Ibirité, Jacutinga, Igarapé, Sacramento e Paraisópolis ( sul ).
O Ministério da Saúde divulga mensalmente a lista de municípios que passaram pela contenção de verbas por causa da duplicidade de inscrições de profissionais do Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (SCNES).
Em geral, o que ocorre é um mesmo agente de saúde aparecer na prestação de contas de mais de uma prefeitura- o que indica que, em uma delas, ele não prestou o serviço.
O Ministério da Saúde encara a interrupção do repasse de verbas como uma ação de fiscalização e correição, já que muitas prefeituras que apresentam irregularidades na aplicação dos recursos, melhoram os resultados depois das punições.
Para Ministério, falhas podem ser indícios de corrupção
O coordenador de Acompanhamento e Avaliação do Ministério da Saúde, Allan Nuno, afirma que a suspensão das verbas não é devida apenas a problemas no SCNES.
Segundo ele, essas falhas pode estar relacionadas tanto a ausência de médicos quanto a práticas de corrupção nas prefeituras.
Ele enumerou situações como falta de profissionais de saúde, não cumprimento de carga horária estabelecida, desvio da verba da atenção básica para outras áreas.
Allan Nuno disse ainda que a culpa pela interrupção dos repasses é, normalmente, dos próprios médicos que, em muitos casos não cumprem jornada de trabalho acertada com as prefeituras.
“O médico às vezes, é contratado para prestar 40 horas semanais de serviço, mas só presta 20, e vai trabalhar o resto da jornada em outro município”, explica Allan Nuno.
Os prefeitos das cidades citadas se defendem, afirmando que as falhas no SCNES não são de responsabilidade do município e que o elevado número de Postos de Saúde da Família dificulta o controle das prefeituras.
Fonte: Gazeta de Araçuaí

domingo, 12 de fevereiro de 2012

Proacesso leva novas perspectivas a pequenos municípios do Vale do Jequitinhonha

PROACESSO leva novas perspectivas a pequenos municípios do Vale do Jequitinhonha
Os investimentos da ordem de R$ 70 milhões realizados pelo Governo de Minas, por meio do Departamento de Estradas e Rodagens (DER), deram um novo alento ao desenvolvimento dos pequenos municípios de Itacambira e Botumirim, no Vale do Jequitinhonha.
As duas cidades – que estão localizadas em uma região onde o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) é um dos mais baixos do Estado – estão entre as dezenas de localidades beneficiadas pelo Programa de Pavimentação de Ligações e Acessos Rodoviários aos Municípios (Proacesso).
Foram pavimentados 94 quilômetros de acesso em Itacambira e Botumirim no ano de 2011
Em 2011, Itacambira e Botumirim tiveram seus acessos pavimentados, em um total de 94 quilômetros, compreendendo as MGs 307 e 308. No trecho de 35 quilômetros que interliga Botumirim à MG-307 (município de Adão Colares), foram investidos R$ 25 milhões.

Outros R$ 45 milhões foram aplicados na MG-308, no trecho de 59 quilômetros que separa Juramento de Itacambira.

“Graças aos investimentos esses dois municípios estão saindo de uma situação de quase total isolamento. Trata-se de duas obras que há muitos anos eram reivindicadas pela população e que foram concretizadas graças à decisão do Governo de Minas em investir no desenvolvimento socioeconômico de cidades com baixo IDH e que possuíam precária conexão com a rede viária principal”, assinala o coordenador regional do DER em Montes Claros, Giovanini da Silva Júnior.

De acordo com o técnico do DER, após a conclusão das obras de pavimentação da MG-308, os sinais de progresso e os avanços já são visíveis. Ele cita como exemplo o fato de que vários moradores da região estão investindo na compra de veículos novos. “Além disso, o tempo de viagem nesse trecho, que em algumas épocas do ano chegava a até cinco horas, foi reduzido pela metade”, ele afirma.

Graças à implementação do Proacesso, quase todos os municípios do Vale do Jequitinhonha já possuem estradas asfaltadas, facilitando o acesso a cidades vizinhas, cidades pólos como Diamantina, Capelinha, Araçuaí e Capelinha, além de Montes Claros, Teófilo Otoni e Belo Horizonte.

O programa priorizou o atendimento inicial dos municípios com menor Índice de Desenvolvimento Humano, totalizando, até agora, em todo o Estado, a pavimentação de mais de 4,8 mil quilômetros de estradas e investimentos superiores a R$ 3,3 bilhões.
Pavimentação gera economia e incrementa desenvolvimento da região
Com a conclusão das obras do Proacesso, os objetivos esperados pelo Programa já estão sendo constatados na prática, entre eles a melhoria das condições de escoamento dos produtos locais e impactos positivos no incremento e competitividade da economia regional. É o caso, por exemplo, do município de Itacambira, onde cerca de 4 mil habitantes têm na agropecuária a sua principal fonte de geração de emprego e renda.

Segundo o chefe de gabinete da Prefeitura Municipal de Itacambira, Joaquim Magno Miranda, antes da pavimentação da estrada a população do município, que tem 48 anos de emancipação, viveu sonhando com a chegada do benefício.

“Passávamos por todo tipo de sofrimento em virtude do trecho ser bastante acidentado. Na época da seca tínhamos excesso de poeira e, no período das chuvas, lama que não acabava mais. Agora vivemos uma realidade bem diferente”, ele afirma.

De acordo com Joaquim Miranda, uma prova concreta dos benefícios do Proacesso está no fato de que, após a pavimentação da estrada, a Prefeitura de Itacambira já conseguiu reduzir em mais de 30% as despesas com revisão e conserto de veículos que compõem a frota do município. “Com a estrada pavimentada, os carros se desgastam e quebram menos, gerando economia de recursos e reduzindo o tempo de deslocamento”, explica.

Impacto positivo no comércio e na agropecuária
Já para o comerciante Rômulo Leão Ferreira, a nova estrada traz boas perspectivas para o desenvolvimento da microrregião de Itacambira. Proprietário de uma mercearia que garante renda e trabalho para a terceira geração da família Leão Ferreira, o comerciante garante que mesmo com pouco tempo de conclusão das obras de pavimentação da MG-308, as vantagens para o comércio da cidade já se fazem sentir.

“Antes, muitos fornecedores de mercadorias se recusavam a trabalhar na cidade em virtude da dificuldade de acesso. Outros empresários que atuavam no município cobravam mais caro o preço do frete o que, consequentemente, refletia no aumento dos preços de produtos vendidos para a população”, explica Rômulo Ferreira.

Com 23 anos de experiência na área, o comerciante entende que com a nova facilidade de acesso a Itacambira, os comerciantes terão condições de brigar por preços mais baixos de mercadorias fornecidas por empresas que, até pouco tempo, não tinham nenhum interesse de atuar no município.
“Agora temos condições de negociar melhor”, ele conclui.

A pavimentação da MG-308 também traz novo alento para o incremento do setor agropecuário na microrregião de Itacambira e Juramento.
O lavrador Antônio Damas de Abreu, residente às margens da estrada, no distrito de Pau D´Óleo, em Juramento, é um dos mais otimistas. Ele classifica como “excelente” a decisão do Governo de Minas em asfaltar as estradas de acesso aos pequenos municípios.
“Na época das chuvas, até o transporte escolar era paralisado por falta de condições de tráfego na estrada. Agora, isso não acontece mais. Certamente as empresas de reflorestamento que atuam na região terão interesse de fazer novos investimentos, pois a situação melhorou 200%. Isso vai gerar mais empregos e renda, e não seremos obrigados a procurar trabalho em outras cidades”, prevê o lavrador. 
Fonte: Agência Minas

sábado, 4 de junho de 2011

Fraudes em 14 prefeituras do Vale e do Norte de Minas

Fraudes em 14 prefeituras do Vale e do Norte de Minas


Polícia Federal e Estadual deflagram Operação 1655A Operação 1655, baseada em investigações do Minitério Público Estadual - MPE e MPF - Ministério Publico Federal, cumpriu mandados de busca e apreensão expedidos pela Justiça Estadual e Federal.
Uma operação realizada na manhã desta quarta-feira,1º de junho, por delegados e agentes da Polícia Federal, da Polícia Militar e da Secretaria de Estado de Fazenda cumpriu mandados de busca e apreensão e de constatação expedidos pelo Poder Judiciário Estadual e Federal.

A Operação 1655, baseada em investigações promovidas pelo Ministério Público do Estado de Minas Gerais (MPMG) e pelo Ministério Público Federa (MPF), teve como objetivo recolher elementos de provas relacionados a desvio de recursos públicos ocorridos nos municípios do Vale do Jequitinhonha: Bocaiúva, Botumirim, Taiobeiras, Salinas, Riacho dos Machados e Rio Pardo de Minas; como também no norte de Minas, Itacarambi, São João das Missões, Montes Claros, Glaucilândia, Montalvânia, Várzea da Palma e Catuti.

As buscas tiveram como alvos repartições públicas e residências de servidores e empresários suspeitos de participação fraudulenta em procedimentos licitatórios promovidos pelos municípios envolvidos, especialmente nas áreas de aquisição de medicamentos, material médico-hospitalar, peças automotivas e alimentação.
Por decisão do Juiz em exercício na Comarca de Grão Mogol, Antônio de Souza Rosa, foi determinada a indisponibilidade dos bens dos investigados até o limite de R$ 2 milhões e o afastamento cautelar do prefeito Edilson Lima Rios e de familiares dos cargos que ocupam na Administração Municipal de Botumirim.

O juiz da Comarca de Bocaiúva, Fausto Geraldo Ferreira Filho, também acolheu requerimento de indisponibilidade de bens do prefeito de Bocaiúva, Ricardo Afonso Veloso e das demais pessoas investigadas, como forma de ressarcimento dos danos ocasionados ao município calculados, provisoriamente, em R$5 milhões.

O juiz federal em Montes Claros, João Miguel Coelho dos Anjos, concedeu mandados de busca e apreensão envolvendo os demais municípios e determinou a prisão cautelar do empresário Hélio Rodrigues Neres e dos servidores públicos do município de São João da Ponte, Fagner Magela Fernandes Cordeiro e Rita de Cássia Dias Costa Cordeiro. Estão sendo empregados na operação 100 policiais federais, 50 policiais militares e 12 auditores da Receita Estadual.

Fonte: Polícia Federal

quarta-feira, 2 de março de 2011

Sedvan busca apoio para construção de barragens

Sedvan busca apoio para construção de barragens
Escassez na oferta de recursos hídricos continua sendo uma das mais fortes restrições ao desenvolvimento
O Secretário de Estado de Desenvolvimento dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri e do Norte de Minas, Gil Pereira, reuniu-se nesta quarta, dia 23, em Brasília, com o ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra, para solicitar o apoio para viabilizar a implantação de barragens no norte e nordeste de Minas. Os projetos apresentados foram: Projeto Jequitaí, barragem de Congonhas e barragem de Vacarias.

Durante o encontro, o secretário ressaltou que a escassez na oferta de recursos hídricos nas regiões Norte e Nordeste de Minas Gerais continua sendo uma das mais fortes restrições ao desenvolvimento local.

– Existem bons projetos de construção de barramentos que muito podem contribuir, para a superação das dificuldades hídricas regionais – afirma.

Ao final da reunião, o ministro Fernando Bezerra firmou compromisso com o secretário Gil Pereira para atendimento do pleito.

Barramentos
O projeto Jequitaí prevê a construção de dois barramentos em concreto para a geração de 20,0 MW de energia e a irrigação de 35 mil hectares. Com o custo de U$ 250 milhões, após sua conclusão o projeto poderá gerar uma produção acima de 60 mil toneladas por ano, principalmente em fruticultura, e criar cerca de 30 mil empregos diretos e 60 mil empregos indiretos.

Já a barragem de Congonhas irá beneficiar diretamente os municípios do norte: Montes Claros, Juramento e Francisco Sales; e os do Jequitinhonha: Cristália, Botumirim, Itacambira e Grão Mogol.

A Barragem de Vacarias tem potencial para suprir a demanda de grandes projetos mineração do município de Grão Mogol.


Fonte: Canal Rural

domingo, 6 de junho de 2010

Jequitinhonha é destaque no Salão Mineiro de Turismo

Jequitinhonha é destaque no Salão Mineiro de Turismo
Foto: A Secretária do Turismo, Érica Drumond, ladeada pelas turismólogas Renata, de Cristália, e Fabiane, de Chapada do Norte
O Circuito Turístico Lago de Irapé, composto pelos municípios de Berilo, Botumirim, Chapada do Norte, Cristália e Grão Mogol, representaram e divulgaram o turismo da Região do Jequitinhonha e Norte de Minas no III Salão Mineiro de Turismo. O Salão é o maior evento de turismo de Minas Gerais, onde participaram 41 Circuitos Mineiros. Foi promovido pelo Governo Estadual, por meio da Secretaria Estadual de Turismo e apoiado pelos presidentes e gestores dos Circuitos Turísticos de Minas Gerais.

O evento ocorrido de 16 a 17 de Abril, no Minascentro em Belo Horizonte, teve a participação do Circuito Turístico Lago de Irapé, apresentando as riquezas naturais e histórico-culturais da região. Apresentamos pequenos pedacinhos do Sertão Mineiro com montanhas, rios, águas cristalinas, lagos, cachoeiras, festas, artesanato, arquitetura colonial, considerados cidades com lugares maravilhosos.

O estande do Lago de Irapé recebeu muitos visitantes, principalmente aqueles que desconhecem a Região do Vale do Jequitinhonha e Norte de Minas quando tiveram a oportunidade de conhecê-las.

Neste ano, os membros da Associação Circuito Turístico Lago de Irapé contou em seu estande com a presença ilustre da Secretária Estadual de Turismo, Érica Drummond.

O Circuito participou também do Bem Fazer no palco das Microrregiões Norte e Nordeste de Minas, com as artesãs da Tecelagem de Berilo.

A Associação contou com o apoio da CEMIG e dos prefeitos das cidades do Circuito, o que garantiu a participação no evento. Com certeza, esses parceiros foram fundamentais para que o Circuito Turístico Lago de Irapé desse mais um grande passo rumo ao desenvolvimento do turismo na região.

Fonte: Circuito Turístico Lago de Irapé

sexta-feira, 21 de maio de 2010

ICMS da Barragem de Irapé gera polêmica

Polêmica envolve sete municípios do Vale do Jequitinhonha
A causa é a distribuição do ICMS gerado pela Usina de Irapé
O repasse mensal, da Prefeitura de Grão Mogol, que era de cerca 220 mil reais, com a decisão do Tribunal de Justiça, vai cair para 110 mil. A beneficiada é a cidade de Berilo, porque esse valor passa a ser incorporado ao orçamento do município. A represa da hidrelétrica atingiu sete municípios do Vale do Jequitinhonha: Grão Mogol, José Gonçalves de Minas, Turmalina, Cristália, Botumirim, Berilo e Leme do Prado.
O funcionamento da Usina de Irapé, iniciou em 2006. A produção de energia gerou o ICMS, Imposto sobre Comercialização de Mercadorias e Serviços. Parte do tributo é repassada ao município de origem.
Até o ano de 2008, a distribuição era a seguinte: 57,14% do valor ficava com Grão Mogol, e o restante era dividido entre os seis municipios afetados pela barragem.
Em 2009, Grão Mogol entrou na justiça e conseguiu uma liminar garantindo 100% do recurso. Mas, em março deste ano o processo foi julgado e a verba estadual foi repartida, em partes iguais, entre Grão Mogol e Berilo. Os desembargadores levaram em consideração o fato de, parte da Usina estar no município vizinho.Grão Mogol não gostou
Essa decisão não agradou à administração de Grão Mogol. Segundo o Procurador da Prefeitura, Railsson Dias dos Santos, a "casa de força" fica dentro de Grão Mogol, o que garantiria o direito do município receber o ICMS integral. Para ele a determinação não foi o que se esperava.
Por telefone,o Secretário de Administração e Planejamento de Berilo, José Edmilson Silva, afirma que a estrutura da Usina tem que ser considerada como um todo.

Outras cidades , que fazem parte do Vale do Jequitinhonha, se manifestaram sobre o assunto. O município de Botumirim tem 6 mil e quinhentos habitantes,e a cidade não recebe dinheiro do ICMS de Irapé, desde 2008. O prefeito, Edilson Lima Rios, afirmou que vai tentar fazer uma articulação política para reverter a situação. Segundo ele, se entrassem na conta da prefeitura, todos os meses, 17 mil reais a mais, o dinheiro seria bem empregado.

O assunto também gerou polêmica entre os habitantes de Cristália, cidade vizinha. O prefeito, Antônio Pereira dos Santos, não gostou da determinação judicial. A prefeitura da cidade possui 25 veículos e, pelo menos, 20% da frota está parada aguardando manutenção. Ele afirmou que, se tivesse um valor a mais no orçamento, a Secretaria de Transporte poderia ter mais verbas.

Fonte: InterTv 360

Botumirim: raridades dos sítios arqueológicos e pinturas rupestres

Botumirim: raridades dos sítios arqueológicos e pinturas rupestres
O carro mal conseguia vencer a areia e o cascalho da picada esburacada. Mas, depois de 1 hora e meia para rodar 30 quilômetros, se esgueirando pelos cerrados de Botumirim, o automóvel nãpo pôde mais seguir.

Botumirim é uma pequena cidade, à beira do Lago de Irapé formado pela grande barragem no rio Jequitinhonha, no norte de Minas. Fica a 130 km de Montes Claros, 550 quilômetros de BH. É vizinha de Grão Mogol, a 41 km da cidade.

Então, vieram 2 horas de caminha por uma trilha aberta a golpes de facão. A expedição do SUPERINTERESSANTE achou um belo tesou pré-histórico: a Pedra do Veado Pintado, que é familiar para alguns habitantes de Botumrim, mas que nunca tinha sido registrada por algum cientista.

Nunca, até aquela terça-feira, 7 de julho. Junto com o repórter Denis Russo Burgierman, estava a arqueóloga Loredana Ribeiro da Universidade Federal de Minas Gerais, e o fotógrafo Omar Paixão.
O quarto integrante da equipe, o guia Eliomar Geraldo Farias, o Loma, foi o grande responsável pela descoberta. Foi ele quem informou à SUPER da existência de imagens históricas inéditas naquela região.
Cerca de um mês antes, Loma havia levado fotos dos painéis à redação da revista, em São Paulo. Com base nelas a excursão foi preparada. Graças a ele, a expedição foi um sucesso.

Nos dias 7 e 8 de julho, os aventureiros vasculharam uma área de 5 quilômetros de raio, sempre a pé. Só usaram o carro à noite, para dormir no único hotel de Botumirim. Em dois dias, Loredana pôde mapear e registrar (em desenhos que reproduzem as imagens pré-históricas) seis paredões, nenhum deles ainda catalogado. Numa ficha, a arqueóloga descreveu a localização e a tradição a que pertencem os desenhos.

À frente de um paredão, o solo estava forrado de instrumentos de pedra. Teriam sido deixados pelo autor dos desenhos? “ Não dá pradizer sem um estudo mais detalhado”, afirma a arqueóloga. Ma suma pista ela encontrou: certas pinturas lemram muito as de outro local, o Vale do Peruaçu, a 300 quilômetros deli, perto da divisa com a Bahia. O Vale é conhecido. É uma das mais bem estudadas e mais belas galerias do país. Estava decidido. Peruaçu seria o próximo destino da expedição.

Sítios registrados
No município de Botumirim, há 12 sítios aqueológicos registrados no IPHAN - Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional.
São eles: Abrigo I da Vargem da Estiva, Abrigo II da Vargem da Estiva, Barra do Gigante, Barra do Noruega, Lapa da Pindaíba, Lapa do Bugre I do Ribeirão Gigante, Lapa do Noruega, Pedra de Bugre, Pedro do Bugre da Vargem da Estiva, Pedras Pintadas da Fazenda Olhos DÁgua, Sítio dos Guimarães e Três Barras.

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Circuito Turístico Irapé quer gerar emprego e renda

Circuito Turístico de Irapé se reúne em Berilo
Municípios querem geração de emprego e renda
O Circuito Turístico Lago do Irapé realizará Encontro para definir ações para incrementar o turismo nos munípios de Berilo, Botumirim, Chapada do Norte, Cristália e Grão Mogol.
Em encontro a se realizar em Berilo, na terça-feira, dia 02 de março, os representantes do setor turístico da região apresentarão propostas e cronograma de ações para 2.010 e 2011, para explorar o potencial existentes nos seus municípios, visando a geração de emprego e renda.
Riquezas turísticas
Os municípios destacam o casario colonial de Chapada do Norte e Berilo; as corredeiras, a igreja de pedra e prédios históricos de Grão Mogol; eventos como as festas de Nossa Senhora do Rosário de Chapada e Berilo; os carnavais de Berilo e Grão Mogol; as cachoeiras e grutas de Botumirim e Critália; a culinária, o artesanato e as trilhas para esportes radicais de todos os municípios.
Juntando as estas atrações há uma estrutura turística nas cidades que podem ser potencializadas.
Tudo isso foi registrado no Inventário Turístico elaborado por cada município que será disponibilizado em site próprio do Circuito Turístico do Lago de Irapé.
A CEMIG garante presença no Encontro com o compromisso de apoiar a organização.
Neste mesmo dia, a Associação do Circuito fará a renovação da sua Diretoria, segundo a atual presidente Diná Costa, Secretária de Turismo de Grão Mogol.
Segundo Diná, serão analisados pedidos de inclusão de municípios como Leme do Prado e Turmalina que mostram interesse em participar do Circuito.

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Circuito Turístico vai mostrar belezas que o Vale tem

Circuito Turístico vai mostrar belezas que o Vale tem




















Berilo, Botumirim, Chapada do Norte, Cristália e Grão Mogol
querem atrair turistas

O Circuito Turístico Lago do Irapé-Jequitinhonha, constituído pelos municípios de Berilo, Botumirim, Chapada do Norte, Cristália e Grão Mogol, vem se estruturando há quase 2 anos. Foi organizada uma Associação formada por representantes dos municípios para planejar e gerenciar toda a atividade turística na microrregião. A gestora do Circuito, Diná Ferreira Costa, da Secretaria de Turismo de Grão Mogol, diz que a região tem potencial para o turismo, porém ainda desconhecido. O Circuito foi certificado em novembro de 2007. “Com a certificação, será possível fomentar o desenvolvimento desse potencial, transformando-o em produto turístico, gerando mais renda e emprego. E, principalmente, minimizando problemas sociais, marca que o Vale do Jequitinhonha é conhecido”, ressalta. Outro ponto importante, segundo Diná, é o fortalecimento do circuito, “porque vamos ter mais oportunidades de conseguir projetos e recursos para a região”, finaliza.
O vice-prefeito de Botumirim, Moacir de Souza Oliveira, está entusiasmado com as perspectivas de potencializar o turismo da sua cidade. Ele acredita que a visão de um lugar pobre e miserável que muitos têm da região mudará para um lugar de belezas pouco vistas e conhecidas.
Maria Félix, representante de Berilo, garante que com seriedade, compromisso e muito trabalho darão para atrair muitos turistas até as cidades do Circuito.
Potenciais turísticos
A região se destaca pelo patrimônio natural, com grutas e rios. A cidade de Grão Mogol preserva os prédios históricos, como os sobrados e residências, construídos com pedras, reproduzindo o estilo da arquitetura colonial portuguesa. É destaque a Igreja Matriz de Santo Antônio, um dos símbolos da cidade, erguida por escravos.
Berilo possui o rio Araçuaí cheio de corredeiras, águas límpidas e belas praias. Possui a arquitetura colonial do Sobradão Abreu Vieira e Igreja Nossa Senhora da Conceição, do século XVIII. Além do secular artesanato de tecelagem conhecido no mundo todo e um carnaval que cresce a cada ano.
Cristália e Botumirim tem belezas naturais pouco conhecidas, práticas de esportes radicais. Chapada do Norte possui, como Berilo, uma arquitetura colonial preservada. A Festa de Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos atrai milhares de turistas em outubro.
A barragem de Irapé de 205 metros de altura e 551 de comprimento e o seu lago de mais de 100 km é uma das grandes atrações. Fica no rio Jequitinhonha, entre os municípios de Berilo e Grão Mogol.
Inventário turístico
Os municípios estão elaborando um diagnóstico proposto pelo Ministério do Turismo que será um Inventário da Oferta Turística que deverá ser finalizado em 30 de julho. O levantamento prevê o registro de toda a infra-estrutura dos municípios, principalmente os serviços de hotelaria, restaurantes e transportes, além de todas as possíveis atrações turísticas.
Pretende-se apontar o que já existe e tudo o que pode ser criado como parte do turismo de cada lugar e da região. O Ministério do Turismo e empresários do setor serão convidados a participar com investimentos para transformar eventos, belezas ecológicas, patrimônio histórico e cultural em empreendimentos geradores de renda e fomentadores de emprego.
O Circuito será lançado oficialmente no Festivale- Festival de Cultura Popular do Vale do Jequitinhonha, que acontecerá em Grão Mogol, de 27 de julho a 1 de agosto.