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domingo, 22 de dezembro de 2019

Berilo: Lei garante proteção de Área de Preservação Ambiental

APA Fazenda São Joaquim compreende uma área de cerca de 800 hectares e abriga nascentes que garantem a vida no cerrado. A área está ameaçada.

Foto: arquivoLei garante  proteção de Área de Preservação Ambiental em Berilo
APA Fazenda São Joaquim, próxima às margens da rodovia LMG 677, no distrito de Lelivéldia, preserva matas do cerrado e nascentes.

Em reunião com  vereadores de Berilo,no Vale do Jequitinhonha, lideranças das comunidades  de São Joaquim, Córrego do Bonito,  Morrinhos e Lagoinha, no distrito de Lelivéldia, denunciaram  a ameaça de desmatamento, grilagem e supressão de vegetação em Área de Preservação Ambiental  (APA) Fazenda São Joaquim que fica a cerca de 30 km da sede do município .
  

A APA foi instituída pela lei 820/2007, aprovada pela Câmara e sancionada pelo executivo e está em vigor desde dezembro de 2007. Ela garante a proteção dos mananciais e do patrimônio natural e cultural da região. No entanto, apesar da lei, a área vive sob constante ameaça de grilagem e desmatamento.

No entorno da APA, vivem cerca de 40 famílias de pequenos agricultores. Elas temem que o desmatamento venha dar lugar ao plantio de abacaxi e  eucalipto  e provocar o  fim das nascentes de água da região. “ Será um verdadeiro desastre ambiental”, destacam os vereadores, acrescentando que por falta de informações, moradores da área  também estão fazendo intervenções danosas,  com a utilização de tratores para demarcar glebas de terra.

Na última quarta-feira (18) os vereadores se reuniram na sede da Câmara,  para discutir medidas que possam garantir o cumprimento da lei municipal  que instituiu a APA. Eles vão solicitar do executivo o Plano de Gestão da área que, pela lei, deve ser administrada, supervisionada e fiscalizada pela prefeitura, que deverá tomar as medidas necessárias à sua proteção.
  
No entanto, para os vereadores, a APA deve ser protegida por toda população, a fim de assegurar a sustentabilidade do uso dos recursos naturais, principalmente as nascentes.

A APA São Joaquim compreende uma área de cerca de 800 hectares, o equivalente a 800 campos de futebol.

Para os vereadores, a discussão sobre a proteção daquela área vem à tona, no momento em que a região se levanta em favor da preservação das bacias hidrográficas dos rios Araçuai e Jequitinhonha.

Os nove vereadores que compôem a câmara,  garantiram aos moradores que vão intensificar a fiscalização e o cumprimento da lei que transformou a área em APA.



CONFIRA A LEI


O QUE É UMA APA

De acordo com a legislação ambiental brasileira, Área de Proteção Ambiental (APA) é aquela destinada à preservação dos recursos ambientais (fauna, flora, solo e recursos hídricos). Uma área de proteção ambiental pode apenas ter uso sustentável, ou seja, seu acesso, ocupação e exploração devem ser controlados para não prejudicar o ecossistema da área.

As áreas de proteção ambiental podem ter posse e domínios público ou privado. Porém, cabe aos órgãos governamentais a fiscalização da ocupação e exploração destas áreas.

Fonte: Repórter Sérgio Vasconcelos na Gazeta de Araçuaí

quarta-feira, 20 de novembro de 2019

Protestos contra APERAM e empresas de reflorestamento tomam conta da Audiência Pública na Assembléia Legislativa

Comunidades rurais do Jequitinhonha querem revisão fundiária.

Povos tradicionais denunciam privatização de recursos naturais por empresas de monocultura de eucalipto.acebook Email Versão para impressão

Audiência reuniu grande número de moradores do Vale do Jequitinhonha. - Foto: Willian Dias





















Nunca uma empresa de reflorestamento teve tantos protestos quanto a APERAM Bioenergia S.A. sofreu na tarde e noite, dessa terça-feira, 19.11, na Assembléia Legislativa de Minas Gerais. Em Audiência Pública, promovida pela Comissão de Participação Popular, trabalhadores rurais, lideranças comunitárias,  representantes de povos tradicionais, vereadores, sindicalistas, prefeitos, técnicos, pesquisadores de Universidades e a AGE - Advocacia-Geral do Estado mostraram dados das ações de terra arrasada promovida pela empresa APERAM em seis municípios do Alto Jequitinhonha, no nordeste de Minas: Capelinha, Carbonita, Itamarandiba, Minas Novas, Turmalina e Veredinha.
Presença maciça de lideranças comunitárias, vereadores e prefeitos do Alto Jequitinhonha.
Foto: Wiliam Dias.
A Audiência Pública que durou das 14:30 às 20:30 h, denunciou a privatização das terras devolutas e apropriação de recursos naturais, principalmente dos recursos hídricos. 
Os participantes reivindicam a revisão do processo de regularização fundiária envolvendo os seis municípios da região e condenam a destruição do meio ambiente na região por grandes corporações, como a Aperam e a Arcelor Mital. Essa empresas  têm forte intervenção no modo de vida das comunidades, com ações predatórias no plantio e colheita do eucalipto em larga escala para a produção de carvão com a finalidade de abastecer os polos siderúrgicos do aço, na região Central de Minas Gerais.


Foto: Wiliam Dias.
Histórico
Conforme as denúncias, os problemas socioambientais surgiram com a instalação na região, nos anos 1970, de empresas de exploração de florestas, e se agravaram posteriormente, a partir de acordo de demarcação de terras firmado entre elas e o Governo do Estado, sem consulta à população.
No início do processo, a situação envolvia a estatal Acesita, em 1976, depois transformada em empresa de economia mista e mais tarde vendida ao capital estrangeiro.  Primeiro, para a Arcelor MIttal. Depois, para a APERAM.                                                                                                                                                                                                                                  As comunidades questionam o processo, alegando que a situação fere a soberania nacional, por se tratar de uma empresa de capital estrangeiro. E pedem a revisão da situação fundiária. 
Faustina Lopes da Silva, de Turmalina. Foto: Willian Dias
“Queremos nossa chapada protetora das águas de volta, queremos nossas veredas protegidas, elas são nossa herança. Não temos para onde ir. É lá que é nosso chão”, clamou, em um discurso emocionado, a líder comunitária Faustina Lopes da Silva, trabalhadora rural de Turmalina.
Pesquisadores denunciam monopólio das águas
Pesquisadores como a antropóloga Flávia Maria Galizoni, professora associada da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), campus Montes Claros, atribuem o agravamento da escassez de água na região à ação das madeireiras, que estariam privatizando as terras e os recursos hídricos.
Professora Flávia Galizoni, da UFMG, observada pelos deputados Jean Freire (PT) e Gustavo Valadares (PSDB). Foto: Willian Dias.
“A partir dos anos 70, todo o Cerrado foi alvo de um processo de privatização seletiva da chapada de veredas, afetando diretamente as comunidades tradicionais”, afirma Flávia, que denuncia “a privatização e o monopólio das águas e o alto nível de concentração de terras na região”.
Foto: Álbano Silveira.
Foto:Álbano Silveira
Foto: Álbano Silveira.
Segundo ela, 25% do município de Veredinha, hoje, estão sob o domínio da Aperam; em Itamarandiba, 21%; e em Turmalina, 7%. Em Carbonita, disse, o índice é de apenas 1%, porque lá predomina a empresa Arcelor Mital. Esses números, explicou, não contabilizam outras empresas de menor porte, que também destroem as matas nativas para plantação de eucalipto.

Plantio de eucalipto gera poucos empregos
As companhias se defendem alegando que levam progresso e desenvolvimento à região, garantindo emprego e renda para a população. 

De acordo com os pesquisadores, porém, esses dados são irrelevantes. Dados da própria Aperam, segundo a professora, atestam que, em 2016, a empresa empregou 1.036 trabalhadores, o que representa não mais que 0,78% da população, correspondendo a um emprego para 125 hectares de eucalipto plantados. “A agricultura familiar gera um emprego a cada quatro hectares; o café, um a cada cinco; e a criação bovina precisa de 40 hectares para a geração de um emprego”, argumenta.


Foto: Álbano Silveira

“A região tinha um ambiente biodiversificado, complexo, agora transformado em um ambiente homogêneo de monocultura, que seca rios, nascentes e lagoas e destrói o modo de vida das comunidades”, lamentou, denunciando que 52% das famílias da região recebem menos de 75 litros de água por dia e que mais de 22% dependem inteiramente de caminhões-pipa. 


Enquanto a biodiversidade do cerrado absorve 50% da água que cai da chuva, o plantio da monocultura de eucalipto segura apenas 29% de infiltração hídrica.
Em Turmalina, relatou, o poder público gasta em média, por ano, cerca de R$ 350 mil reais para abastecer as comunidades de água, “recursos que poderiam ser investidos em áreas como saúde e educação”.
Os pesquisadores Clebson Sousa, da UFVJM; Flávia Galizoni, da UFMG; e Vico Mendes, do IFNMG; e a lavradora Faustina Lopes, de Turmalina. Foto: Álbano Silveira.
Com ela, fazem coro, também, os pesquisadores Aderval Costa Filho, antropólogo da UFMG e coordenador do Projeto de Mapeamento de Povos e Comunidades Tradicionais de Minas Gerais; o engenheiro agrícola Vico Mendes Pereira Lima, do IFNMG; e Clebson Souza de Almeida, professor do Curso de Licenciatura em Educação do Campo da Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri (UFVJM).
Vereador Cleuber Luiz (PSC), de Capelinha, cobrou doações de terras da APERAM para projetos sociais e econômicos do município. Foto: Álbano Silveira.

O vereador Cleuber Luiz (PSC), de Capelinha, rebateu a afirmativa que a APERAM havia doado 32 mil hectares para o Estado para regularização fundiária. A empresa não doou sequer 50 hectares para o futuro campus da UFVJM. A Prefeitura Municipal se propôs a desapropriar a área. A avaliação da APERAM sempre subia o preço, contestando valores na justiça. Nem mesmo doou uma área para o aterro sanitário, como também não se dispôs a doar para a instalação de um Distrito Industrial.
Warlen Francisco (PT), vereador de Turmalina, denunciou o secamento de veredas. Foto: Álbano Silveira. 

O vereador Warlen Francisco (PT), de Turmalina, referendou os resultados da pesquisa sobre os efeitos do plantio da monocultura de eucalipto, dizendo que diversas veredas secaram e até mesmo barragens construídas pela empresa se esgotaram.
O vereador Heli, e também presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Itamarandiba, acusou a ex-Acesita, atual APERAM, na apropriação fraudulenta de terras dos povos do cerrado. Foto: Álbano Silveira.

Heli do Sindicato, vereador de Itamarandiba, denunciou que a ex-Acesita forjou documentos na era da ditadura militar, na década de 70, para legalizar terras  devolutas como seu patrimônio, que pertencia ao patrimônio dos territórios de agricultores familiares e quilombolas. E expulsou muitas famílias, expropriando suas vidas, de forma violenta e desumana, finalizou.

Procurador do Estado garante que terras são dos povos do cerrado
O procurador do Estado, Romeu Rossi, da AGE - Advocacia Geral do Estado, afirmou que 57 mil hectares de terras apropriadas pela empresa estrangeira, de capital indiano, APERAM, pertencem aos povos originários. O Estado não poderia, de forma alguma, doar tais terras a uma empresa estrangeira, pois é proibido por lei, fere a soberania nacional, afirmou o advogado. Ele se disse feliz com as comunidades se movimentando exigindo os seus direitos. Informa que esteve na região, realizando audiência pública em Minas Novas, constatando que antes da chegada da monocultura do eucalipto, havia milhares de famílias que foram expulsas de seus terrenos.


Advogado Romeu Rossi, da AGE, garante que as terras devolutas são das populações originárias, contestando a doação à APERAM, uma empresa estrangeira. Foto: Álbano Silveira.

As prefeituras municipais dos seis municípios do Alto Jequitinhonha se juntam em propostas de uniformizar a legislação ambiental e tributária em referência ao plantio da monocultura de eucalipto, afirmou o prefeito de Itamarandiba e presidente da AMAJE - Associação dos Municípios do Alto Jequitinhonha, Luiz Fernando. Ele fez questão de registrar as presenças dos prefeitos de Turmalina, Carlinhos Ferreira; Tadeu Filipe, de Capelinha; Aécio Guedes, de Minas Novas; Lázaro Neves, de Berilo; e Edilson Nunes, de Veredinha.

Empresas se defendem e apontam avanços
Já o professor de Política Florestal e Legislação da Universidade Federal de Viçosa (UFV) Sebastião Renato Valverde defende que as empresas, hoje, produzem “de forma sustentável, ambientalmente correta, com respeito às comunidades locais e com preocupação social”.
“Temos que entender as circunstâncias em que se iniciaram os empreendimentos. Hoje, a dinâmica é outra. Se temos problemas, vamos corrigir. Há 40 anos não tínhamos apoio de antropólogos e sociólogos. Hoje temos”, sustentou.
Daniel Alexander Fernandes Coelho e Renato Pirfo Diniz, gerentes-executivos da Aperam BioEnergia, também contestam as denúncias. Segundo Renato, “é um equívoco associar a Aperam a terras devolutas, porque a empresa adquiriu legalmente todas as terras que ocupa”. Além disso, recorda que pelo acordo firmado com o governo em 2011, a empresa abriu mão de 32 mil hectares de terras para acomodar quilombolas e posseiros.
No desenrolar do processo, a empresa recorreu à Justiça Federal e recebeu sentença favorável, cabendo ao Estado o compromisso de devolver terras à Aperam, explicou.
Seu colega Daniel Alexander rejeita a acusação de que a empresa é responsável pela escassez de água na região, atribuindo o fenômeno “à crise hídrica”. “Nunca, nos últimos 45 anos, tivemos uma crise de desabastecimento tão grande como agora”, afirmou.
Parlamentares se dividem 
Natural e morador do Vale do Jequitinhonha, o presidente da Comissão de Participação Popular, deputado Doutor Jean Freire (PT) e autor do requerimento para a realização da Audiência Pública, defendeu o ponto de vista das lideranças comunitárias e da maioria dos pesquisadores. “Sou filho e morador do Vale, conheço a difícil convivência com a seca e os problemas enfrentados pela população local”, disse. Afirmou que não reconhece floresta de um pau só, o eucalipto. Floresta significa diversidade, como o cerrado, onde Deus escreveu com árvores tortas a vida certa de chapadeiros, geraizeiros, quilombolas e agricultores familiares.
Já o deputado Gustavo Valadares (PSDB) e a deputada Rosângela Reis (Pode) conclamaram todos a buscarem o diálogo e o consenso, ressaltando que a situação, hoje, é muito diferente dos anos 1970. “Sugiro que a empresa se aproxime dos municípios e crie um fórum permanente com prefeitos e vereadores”, disse Valadares, para quem “não existe correlação única e exclusiva da escassez de chuva com a monocultura do eucalipto”.
José Ricardo Ramos Roseno, da Subsecretaria de Assuntos Fundiários da Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento, disse que o governo está empenhado na regularização fundiária, já tendo entregue mais de 300 títulos ao município de Minas Novas e mais de 50 em Turmalina. Até o final de novembro disse que deverá estar concluída a regularização na região.

Presentes na Mesa de Expositores da Audiência Pública
  • Daniel Alexander Fernandes Coelho (representando Angélica Fabiana Batista Pimenta de Fiqueiredo)
    Gerente Executivo - Aperam BioEnergia
  • Murilo Barbosa Horta
    Presidente do Sindicato Rural de Capelinha
  • Vico Mendes Pereira Lima
    Engenheiro Agrícola, Diretor de Pesquisa do IFNMG, do NPPJ
  • Renato Pirfo Diniz (representando Angélica Fabiana Batista Pimenta de Fiqueiredo)
    Gerente Executivo Jurídico da Aperam BioEnergia
  • Luiz Fernando Alves
    Prefeito - Prefeitura Municipal de Itamarandiba
  • José Ricardo Ramos Roseno
    Subsecretário - Subsecretaria de Assuntos Fundiários da Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento
  • Alan Oliveira dos Santos
    Integrante da Equipe Técnica do Centro de Agricultura Alternativa Vicente Nica
  • Flávia Maria Galizoni
    Antropóloga, Professora Associada UFMG, do NPPJ
  • Clebson Souza de Almeida
    Prof. do Curso de Licenciatura em Educação do Campo - UFVJM
  • Faustina Lopes da Silva
    Representante das Comunidades Rurais de Turmalina
  • Aderval Costa Filho
    Prof. Dr. em Antropologia da UFMG - Coordenador do Projeto de Mapeamento de Povos e Comunidades Tradicionais de Minas Gerais
  • Romeu Rossi
    Procurador - Advocacia-Geral do Estado
  • Sebastião Renato Valverde
    Diretor-Geral da Sociedade de Investigações Florestais - SIF - Universidade Federal de Viçosa
Mais gráficos apresentados na Audiência Pública






Fotos: Álbano Silveira

Esse post/texto contém informações da Assessoria de Comunicação da Assembléia Legislativa de Minas Gerais.

sábado, 28 de setembro de 2019

Escândalo em Minas Novas: Câmara Municipal apura desvio de R$ 400 mil


Reunião de Vereadores de Minas Novas. Foto-divulgação.
Um escândalo caiu como uma bomba na Câmara Municipal de Minas Novas, no Alto Jequitinhonha, nordeste de Minas. Há indícios que tenha sido desviado recursos da Câmara. Suspeita-se de um sumiço de cerca de R$ 400 mil com o envolvimento de uma funcionária.
Nas redes sociais, diversos cidadãos cobravam dos vereadores o esclarecimento de tal boato. Confira algumas mensagens:
“ ENTÃO SRS VEREADORES SERÁ PRECISO ADD O MINISTÉRIO PÚBLICO?
CADÊ O DINHEIRO QIE ESTAVA AQUI?”
.....................
“ATENÇÃO SR PRESIDENTE GUSTAVO.
ESTAMOS AGUARDANDO SUA PALAVRA MANO.
O POVO QUER SABER SE REALMENTE SUMIU MAIS 400 MIL REAIS DOS COFRES DA CÂMARA.
SE FOR VERDADE, CADÊ O LADRÃO?
JÁ ESTÁ NA CADEIA?”
...........................
“Boa noite Jairo! acredito que a mesa diretora tem que responder sobre esse assunto! A cidade toda está me perguntando também?eu também quero saber?”
“Boa noite vereador Leandro.
Parabéns por dar sua palavra, mostra que vc realmente tem compromissos sérios com nosso município.
Realmente todos querem saber.
Absurdo caso esse rombo gigantesco tenha acontecido, se for verdade, o ladrão tem que ser preso pô.
Que que isso, casa da mãe Joana pô”.
.............................
“ATENÇÃO SR MOACIR, PESSOA SÉRIA E CORRETA. AGUARDAMOS SUA PALAVRA TAMBÉM, MUITO IMPORTANTE OK.”
......................
Alguns vereadores vieram a público, declarando-se fora de qualquer esquema de desvios de recursos da Câmara. Willer Durval disse não ter nada com o caso. Merquim também disse não ter nada com o caso, destacando que faz parte da Comissão de Sindicância para apurar os fatos. 
A funcionária Alice Coelho, contratada desde 2016, que atuava na área administrativa, foi demitida por ser uma das suspeitas com o caso. Alice é nora da ex-presidente da Câmara, Fátima de Lourdes Martins Almeida.
Na terça-feira, 24.09, o presidente da Câmara Municipal de Minas Novas, Gustavo Luiz Coelho Rodrigues (PV), teria informado aos colegas sobre a possibilidade de desvios das contas do Legislativo. Não há valores oficiais, mas pelo menos uma funcionária já foi exonerada, suspeita de ter participado do esquema.
No site da Câmara Municipal, no dia 25.09, foi publicado um Comunicado oficial, informando que foi formada uma Comissão de Sindicância com 3 vereadores para apurar os possíveis desvios.

O jornal OTEMPO, de Belo Horizonte, divulgou o fato na página 2, de Política, A.Parte, dessa sexta-feira, 27.09.
Ouça o áudio de uma reportagem do Jornal::


sexta-feira, 1 de junho de 2018

Berilo: CPI investiga irregularidades em obras de construtora

Construção de escola no Alto Bravo e quadra esportiva na Água Limpa, entre 2013 e 2016, motivaram os pedidos de investigação.

A Comissão responsável pelas investigações é composta pelos vereadores Silvano Esteves de Sousa (MDB) Antonio Silvano Ferreira Cardoso (PSDB) e Geraldo Ramalho Sales (PP).

Foto: Gazeta de AraçuaiCPI vai investigar irregularidades em obras de construtora em Berilo
Criação da CPI foi aprovada por unanimidade pela Câmara

Nesta quinta-feira, 31 de maio, vereadores de Berilo, no Vale do Jequitinhonha (MG) realizam a primeira reunião da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) criada para investigar irregularidades em obras da empresa Construtora e Reformadora Irmãos Viana  e Martins, com sede naquele município. A Construtora foi responsável pela construção de uma escola na região do Alto Bravo e uma quadra esportiva, na Comunidade de Água Limpa, zona rural de Berilo. Além dessas obras, os vereadores vão investigar também, outras obras executadas pela empresa no período de 2013 a 2016.


Quadra esportiva na comunidade de Água Limpa apresentou problemas que não foram solucionados.
Quadra esportiva na comunidade de Água Limpa apresentou problemas que não foram solucionados.


Criada no início do mês de maio, a CPI foi requerida pelos vereadores Silvano Esteves de Sousa, José Edmilson Vieira da Silva, Geraldo Ramalho de Sales e Sueli Dias Pereira. Ela foi aprovada por unanimidade pela Câmara formada por  9 vereadores. De acordo com os vereadores, o pedido de instalação da CPI contou inclusive com o apoio da vereadora Cláudia Viana, irmã e cunhada dos proprietários da construtora a ser investigada.

A CPI foi aprovada com base nas instruções do Tribunal de Contas do Estado (TCE), orgão fiscalizador e responsável por apurar irregularidades na aplicação de recursos públicos nos municípios e ainda na notificação do ex-prefeito Higor Coelho à construtora, apontando as pendências. 

A Comissão responsável pelas investigações é composta pelos vereadores Silvano Esteves de Sousa (MDB) Antonio Silvano Ferreira Cardoso (PSDB) e Geraldo Ramalho Sales (PP).

Escola de Alto Bravo, na zona rural de Berilo.
Escola de Alto Bravo, na zona rural de Berilo.


Segundo os vereadores; na Construção da Escola de Alto Bravo, foram apontadas dez pendências  que o proprietário da Construtora Irmãos Viana e Martins se comprometeu a fazer as adequações, porém, nada foi feito. As pendências foram apontadas pelo Departamento de Engenharia do Fundo de Desenvolvimento da Educação, em novembro de 2016. O Tribunal de Contas do Estado (TCE) impôs algumas medidas para que as obras fossem aprovadas, entre elas, a solução das pendências apontadas.

Ainda de acordo com os vereadores, a Construtora Irmãos Viana e Martins, venceu várias licitações para executar  obras no município; durante a gestão do ex-prefeito, Higor Coelho (2013-2016).

Em abril de 2016; o ex-prefeito chegou a enviar ao Ministério da Educação um Termo Definitivo de Recebimento da quadra esportiva coberta, da Escola Nossa Senhora de Lourdes; que segundo o documento, estaria dentro dos padrões exigidos pelo MEC. No entanto, em novembro do mesmo ano, enviou ofício ao diretor da Construtora Irmãos Viana e Martins; José Lídio Viana, informando-o de problemas estruturais na quadra e pedindo a regularização das pendências ( ofício abaixo ). A obra custou R$426.210,00 mil reais.

A CPI tem o prazo de 90 dias que podem ser prorrogados por mais 60, para concluir os trabalhos.

Oficio do ex-prefeito Higor Coelho enviado à construtora, listando os problemas das obras.
Oficio do ex-prefeito Higor Coelho enviado à construtora, listando os problemas das obras.



Fonte: repórter Sérgio Vasconcelos da Gazeta de Araçuaí

sexta-feira, 20 de abril de 2018

Emater mostra serviços prestados em Berilo.

Emater divulga relatório de atividades em Berilo

Empresa atua no município desde 1980

Foto: Gazeta de AraçuaiEmater divulga relatório de atividades em Berilo
Evento ocorreu no salão da Câmara de vereadores
 Em parceria com a Câmara Municipal, representantes da EMATER- Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural - apresentaram nesta quarta-feira (18); o Relatório de Atividades da empresa, durante o ano de 2017 no município de Berilo, no Vale do Jequitinhonha(MG).
  
A solenidade foi realizada na Câmara Municipal e contou com a presença de agricultores familiares, diretores de duas escolas, vereadores e técnicos da Emater de Capelinha; Francisco Badaró; Jenipapo de Minas e Berilo.

O relatório apresenta detalhes sobre os resultados das produções das famílias que foram atendidas na área rural e urbana do munícipio com área de 587 km2 e população total de 12.300 habitantes.
  
Chefe do escritório da Emater, Milton Oliveira, entrega relatório ao presidente da Câmara. vereador Jovino Santos Romão.
Chefe do escritório da Emater, Milton Oliveira, entrega relatório ao presidente da Câmara. vereador Jovino Santos Romão.


Com 25 páginas  o documento especifica as produções animais e vegetais das  famílias atendidas, demandas dos diferentes segmentos agrícolas, entre outros dados abertos para toda a comunidade.

Atuação
 Ao longo do ano  de 2017 foram  atendidos 1.005 agricultores famíliares ; 17 outros  agricultores, além de 12 famílias na área urbana e 9 organizações; entre elas, estabelecimentos escolares.

Levantamento do IBGE aponta que 68,4% da população de Berilo, ou seja; 8.412 habitantes, vivem na zona rural e 3.888 na zona urbana.
  
Milton Machado durante explanação dos resultados das ações de assistência técnica. contidas no relatório.
Milton Machado durante explanação dos resultados das ações de assistência técnica. contidas no relatório.


Segundo Milton Machado de Oliveira; responsável pelo escritório da Emater em Berilo, foram injetados na economia do município R$ 1.275.884.00 ( Um  milhão, duzentos e setenta e cinco mil e oitocentos e oitenta e quatro reais). Os recursos foram provenientes do ICMS solidário, Programa Nacional de Alimentação Escolar(PNAE) Pronaf, Programa de Aquisição de Alimentos (PAA),  Brasil Sem Miséria e programa de aquisição de sementes de milho e feijão.

A Emater atua no município desde 1980. “  Em 2017, a prefeitura gastou cerca de R$ 65 mil para manter o escritório no município. No entanto, somente da Lei Robin Hood (ICMS Solidário) o município recebeu R$ 130 mil. Para cada  R$1 real investido na Emater, Berilo recebeu R$ 19 reais”,  comemora Milton Machado.

O técnico informou ainda que o município aderiu ao Garantia-Safra  que é uma ação do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) voltada para os agricultores familiares que vivem no Nordeste do Brasil e no Norte dos estados de Minas Gerais e do Espírito Santo. Uma vez aderidos ao programa, eles passam a receber o benefício quando o município em que moram comprova a perda de, pelo menos, 50% da produção, em decorrência das estiagens ou excesso de chuvas. 

De acordo com Milton Machado, Berilo tem 745 assegurados pelo Garantia-Safra. Os que comprovarem a perda da produção receberão R$ 850 reais em quatro parcelas. " A prefeitura aderiu ao programa, pagando R$ 51 para cada agricultor que contribuiu com R$17 e o restante fica por conta do governo federal", afirmou Machado.


Berilo vem se destacando na produção de banana, melancia, abacaxi e uva.
Berilo vem se destacando na produção de banana, melancia, abacaxi e uva.


A  Emater  tem parcerias com o governo municipal, estadual e federal na execução dos serviços. Conta ainda com parceiros a exemplo da Epamig, Sebrae e UEMG-Universidade Estadual de Minas Gerais.  Em 2017  foram realizados projetos para melhorar a qualidade de vida, eventos educativos e incentivadores para os moradores rurais.

Os projetos  são definidos através de reuniões com agricultores e parceiros e aprovados pelo Conselho Municipal de Desenvolvimento Rural (COMDER) e Assistência Social e demais conselhos.


Vereador José Edmilson.
Vereador José Edmilson.


Durante a entrega do relatório, o agricultor familiar José Nilson, da Comunidade de Roça Grande; defendeu uma destinação maior de recursos do Orçamento Municipal para a agricultura familiar local. 

O vereador José Edmildon Vieira da Silva,  admitiu que a medida seria ideal; mas atualmente, apenas a Educação e a Saúde, possuem percentuais assegurados no orçamento. " A Constituição não permite", explicou o vereador, lembrando que ele foi um dos defensores da implantação do Programa de Aquisição de Alimentos no município  (PAA). O programa, também conhecido como Compra Direta, prevê a compra de alimentos da agricultura familiar e a sua doação às entidades socioassistenciais que atendam pessoas em situação de insegurança alimentar  e nutricional.

O vereador José Roberto destacou a importância dos agricultores familiares. 
" Sem eles não existem as feiras", disse.

O Relatório de Atividades da Emater/2017, está disponível para a comunidade, tanto na Câmara dos Vereadores, quanto no escritório da Emater. 

Fonte: Gazeta de Araçuaí, com Sérgio Vasconcelos Repórter