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sexta-feira, 16 de novembro de 2018

Em caixas de sabão em pó, Aécio e Perrela recebiam propinas

Valores recebidos podem chegar a R$ 6 milhões 

Lula Marques/Agência PT

O empresário Waldir Rocha Pena, proprietário de um supermercado utilizado pelo grupo JBS para repassar propinas a políticos, revelou ter entregue dinheiro vivo a Frederico Pacheco, primo do senador Aécio Neves (PSDB-MG) e a Mendherson Souza, ex-assessor do senador Zezé Perrela (MDB-MG). 
Segundo Pena, o dinheiro foi entregue dentro de caixas de sabão em pó.
Subornos, que chegariam a R$ 6 milhões conforme os investigadores, teriam sido pagos em 2014, ano eleitoral.
www.brasil247.com, 16 DE NOVEMBRO DE 2018 ÀS 07:37 // INSCREVA-SE NA TV 247 Youtube
O empresário Waldir Rocha Pena, proprietário de um supermercado utilizado pelo grupo JBS para repassar propinas a políticos, revelou ter entregue dinheiro vivo a Frederico Pacheco, primo do senador Aécio Neves (PSDB-MG) e a Mendherson Souza, ex-assessor do senador Zezé Perrela (MDB-MG). Segundo Pena, o dinheiro foi entregue dentro de caixas de sabão em pó.
Segundo o jornal O Globo, o relato do empresário ratifica a delação premiada feita por executivos da JBS quanto ao pagamento de propinas para os políticos mineiros. O depoimento prestado à Receita Federal foi encaminhado à Procuradoria-Geral da República (PGR), que tem competência para investigar a denúncia em função do foro privilegiado dos parlamentares.
O teor do depoimento também foi empregado pela Polícia Federal de Minas Gerais no âmbito da Operação Capitu, que apura corrupção e desvios no Ministério da Agricultura, e que resultou em um novo pedido de prisão temporária para um dos donos da JBS, o empresário Joesley Batista.
Em sua delação premiada, o ex-diretor da JBS Ricardo Saud, afirmou que o pagamento de suborno para Aécio, totalizando cerca de R$ 4 milhões, foi operacionalizado por meio de um supermercado em Belo Horizonte. As informações foram confirmadas por Pena. Segundo as investigações, porém, os repasses foram maiores que os citados nas delações, chegando a R$ 6 milhões, conforme documentos contábeis apreendidos pelos agentes. As propinas teriam sido pagas em 2014, que foi ano eleitoral.
A assessoria de Aécio Neves informou que "todas as doações recebidas pela campanha nacional do PSDB em 2014 foram legais e estão devidamente declaradas junto à Justiça Eleitoral. As acusações formuladas pelos executivos da JBS já se mostraram mentirosas, o que levou inclusive a PGR a solicitar a rescisão de seus acordos de colaboração".
Já a assessoria de Zezé Perrella destacou que não existem elementos que liguem o pagamento de propinas ao senador. A defesa de Mendherson disse que o depoimento de Pena não passa de uma "mentira estúpida".

terça-feira, 24 de abril de 2018

DEPUTADO ESTADUAL ROGÉRIO CORREIA: SÓ CONHECÍAMOS A PONTA DO ICEBERG DE AÉCIO

O deputado estadual Rogério Correia (PT-MG) comentou neste domingo, 22.04, as novas denúncias contra o senador Aécio Neves (PSDB), principal articular do golpe parlamentar que arruinou a democracia no Brasil; 
"Denunciei muita coisa dele, mas ao que tudo indica era só uma ponta de iceberg. Em relação ao Cabral , o playboy não ficará em segundo. Desta vez e no quesito corrupção, vai ser o primeiro", disse Correia
22 DE ABRIL DE 2018 ÀS 14:41 

Minas 247 - O deputado estadual Rogério Correia (PT-MG) comentou neste domingo, 22, as novas denúncias contra o senador Aécio Neves (PSDB), principal articular do golpe parlamentar que arruinou a democracia no Brasil. 
"Denunciei muita coisa dele, mas ao que tudo indica era só uma ponta de iceberg. Em relação ao Cabral , o playboy não ficará em segundo. Desta vez e no quesito corrupção, vai ser o primeiro", disse Correia. 
Em depoimento à Polícia Federal, o empresário Joesley Batista afirmou que a JBS doou R$ 110 milhões ao tucano para que, em contrapartida, Aécio facilitasse os negócios da empresa caso conseguisse se eleger presidente (leia mais).
Em outra revelação que complica Aécio, o executivo Sérgio Andrade, acionista da Andrade Gutierrez, confirmou que um contrato de R$ 35 milhões firmado em 2010 entre a empreiteira e uma empresa de Alexandre Accioly tinha como objetivo repassar propina a Aécio (leia mais).
"Minas sofreu muito com ele. Hoje é um Estado quebrado com recuperação penosa. Pimentel que o diga!", afirmou Rogério Correia. "Os mineiros sabiam que ele era rolo puro, por isto Dilma venceu aqui e será nossa Senadora no lugar dele, que vai amargar o resto da vida na cadeia", diz ele.

domingo, 9 de julho de 2017

Aécio Neves é o grande alvo das delações da Andrade Gutierrez

Edilson Rodrigues/Agência Senado

A nova fase das delações da Andrade Gutierrez terá como foco principal o senador Aécio Neves (PSDB-MG).  
O controlador Sergio Andrade contará como a empreiteira pagou propinas pela participação da Cemig na hidrelétricas de Santo Antônio, no Rio Madeira, a Aécio e Eduardo Cunha. 
A Andrade também indicou um executivo para esquadrinhar todas as propinas pagas na construção da Cidade Administrativa de Minas Gerais. 
Aécio já é o recordista em inquéritos na Lava Jato e terá novos problemas judiciais pela frente.
9 DE JULHO DE 2017 ÀS 05:34 // no www.brasil247.com.br
A nova fase das delações da construtora Andrade Gutierrez terá como foco principal o senador Aécio Neves (PSDB-MG), segundo informa o colunista Lauro Jardim.
O controlador Sergio Andrade contará como a empreiteira pagou propinas pela participação da Cemig na hidrelétricas de Santo Antônio, no Rio Madeira, a Aécio e Eduardo Cunha (PMDB-RJ), a dupla que se uniu no golpe contra a democracia brasileira.
A Andrade também indicou um executivo para esquadrinhar todas as propinas pagas na construção da Cidade Administrativa de Minas Gerais, maior obra da gestão tucana em Minas.
Aécio já é o recordista em inquéritos na Lava Jato e terá novos problemas judiciais pela frente. Atualmente, sua irmã Andrea e seu primo Fred Pacheco estão em prisão domiciliar, em razão do caso JBS, em que foram flagrados negociando e recebendo R$ 2 milhões, em nome de Aécio.

domingo, 25 de junho de 2017

Senador do PMDB arquiva pedido de cassação do mandato de Aécio Neves

Presidente do Conselho de Ética segue orientação de acordo entre PMDB e PSDB.

Aécio assustado com mais um processo.

O presidente do Conselho de Ética e Decoro Parlamentar do Senado, senador João Alberto Souza (PMDB-MA), informou, dia 23.06, que indeferiu, por falta de provas, o pedido de abertura de processo para cassação do mandato do senador afastado Aécio Neves (PSDB-MG). De acordo com João Alberto, os membros do Conselho de Ética têm dois dias uteis para recorrer da decisão, desde que tenham apoiamento de, pelo menos, cinco integrantes do colegiado.t
Essa decisão faz parte de acordo de proteção mútua entre PMDB e PSDB, sendo essa a justificativa, embora não divulgada, dos tucanos permanecerem no Governo Temer.  
O pedido de abertura de processo de cassação foi apresentado pela Rede e pelo PSOL depois que Aécio foi citado na delação premiada do empresário Joesley Batista, um dos donos do grupo JBS. Os partidos oposicionistas argumentam que houve quebra de decoro parlamentar pelo senador.
Caso o Conselho de Ética derrube a decisão de indeferimento e abra o processo, o senador afastado Aécio Neves será notificado e terá até 10 dias para apresentar a defesa prévia. A partir daí, o relator tem mais cinco dias úteis para apresentar seu relatório preliminar. O responsável por relatar o caso é escolhido por meio de sorteio entre os membros do conselho.
Segundo o depoimento do empresário Joesley Batista, Aécio teria pedido R$ 2 milhões em propina para pagar despesas com sua defesa no âmbito das investigações da Operação Lava Jato. A denúncia motivou o afastamento do senador pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Esta semana, a Corte Suprema adiou o julgamento do pedido de prisão preventiva do senador, apresentado pela Procuradoria-Geral da República. Ainda não há data para a retomada do julgamento.
Fonte: Agência Brasil

81% dos brasileiros querem Joesley Batista na cadeia

O procurador Rodrigo Janot e o Ministro Edson fachin fizeram acordo de liberdade para Joesley

"O esforço para transformar as delações premiadas num pacote pronto que os 11 ministros do Supremo não podem questionar nem modificar tem dois inconvenientes imediatos," escreve Paulo Moreira Leite, articulista do 247. "Nada menos que 81% dos brasileiros discordam da sentença que deu liberdade imediata aos irmãos Batista e outros executivos da JBS e acham que Joesley deveria ser preso. Nada menos que 92% dizem que a Justiça 'trata melhor os ricos do que os pobres." Lembrando o AI-2, decreto que ajudou a consolidar a ditadura de 64, PML recorda que ali se questiona a soberania do STF para debater "'atos revolucionários praticados com base na nova ordem.'"
Difícil contestar a clareza da pesquisa do DataFolha sobre a delação premiada dos irmãos Batista.
Nada menos que 81% dos entrevistados disseram que, eles deveriam ter sido presos -- em vez de tomar o jatinho para sua residência de luxo em Nova York, conforme assegurou o acordo de delação premiada assinado por Rodrigo Janot e homologado pelo ministro Edson Fachin, do STF.  
Numa segunda questão, que ajuda a entender como a maioria dos brasileiros reflete sobre o sistema judicial no país, o DataFolha perguntou: "Na sua opinião, a Justiça no Brasil, na apuração de crimes, trata pobres e ricos da mesma maneira?" Uma maioria de 92%  disse que a Justiça "trata os ricos melhor do que os pobres".
Bingo.
São questões que têm relevância direta no momento atual. Num julgamento iniciado na semana passada, que deve encerrar-se nesta quarta-feira, o  STF debate a possibilidade de aceitar os acordos de delação como um pacote pronto. Produzidos através negociações do Ministério Público com delinquentes assumidos,  não poderiam ser discutidas em plenário depois de homologadas pelo ministro relator, Edson Fachin.
A ideia, que até agora vence por 7 votos a 0, é evitar que uma decisão de tamanha gravidade seja submetida a instância onde reside  força do Supremo, como poder da República  -- o colegiado de 11 membros, e não a sentença deste ou daquele ministro. 
É uma discussão de grande utilidade no momento atual, quando as concessões aos irmãos Batista, dispensados de cumprir uma única noite numa cela de prisão, provocam a indignação de 8 entre 10 brasileiros. 
Cinco anos depois, é possível lembrar  do julgamento da AP 470, em 2012. Na época, procuradores e juízes diziam na televisão que era preciso punir "os ricos e os poderosos", enquanto julgamentos diferenciados para os réus do PT e do PSDB asseguravam um tratamento escandalosamente desigual para uns e outros. No exemplo mais clamoroso, nenhum réu tucano cumpriu pena de prisão até agora.
Não é que os brasileiros desconheçam o volume da conta bancária de boa parte dos prisioneiros de Curitiba e não saibam que, entre os prisioneiros, é possível apontar figurões graúdos do nosso capitalismo. Claro que conhecem. A discussão é outra.
Num país onde violência policial  é uma ferida que atinge os de baixo -- de preferência negros -- com brutalidade animal, aprende-se o  valor essencial da liberdade e dos direitos, até pela pedagogia negativa, pela ausência.  
Submetidos a uma situação permanente de opressão em todos os  níveis da existência, uma grande maioria de brasileiros só conhece o Estado Democrático de Direito de ouvir falar e não tem a mesma experiência concreta de viver em liberdade do que eu e você. Mas todos sabem muito bem o que é ir para a cadeia e o que acontece com pessoas aprisionadas.
Por essa razão, não têm a menor dificuldade de imaginar  o que significa um  cidadão bilionário desembolsar uma alta soma em dinheiro, muitas vezes obtido com auxílio de atos considerados  criminosos  e, em troca, garantir que jamais ficará preso numa cela, nem será impedido de desfrutar as delícias da vida, como a  companhia família e dos amigos, o cinema nos fins de semana, viagens e assim por diante. Vamos reconhecer  que mesmo a mais civilizada cadeia do planeta é uma prisão -- e basta observar um animal enjaulado num Zoológico para ter noção do que isso significa.   
É desse universo que estamos falando. A liberdade como direito natural, devido a toda pessoa na hora do nascimento. Ou algo que pode ser negociado e negociado por algumas pessoas, que confessam seus crimes e delatam cúmplices. No caso dos irmãos Batista, foi possível evitar uma única noite passada na prisão. 
Dias atrás, em entrevista neste espaço, a procuradora Ela Wiecko, que disputa a sucessão de Rodrigo Janot como uma voz crítica, sugere uma reflexão a respeito das delações premiadas. Sem discordar de seu uso como instrumento de investigação, a procuradora lembra determinadas distorções. "As penas são simplesmente flexibilizadas pelo negociador, o que atinge a regra constitucional de que não há pena sem previsão da lei," diz.  Referindo-se a uma questão ainda mais séria, que envolve um aspecto essencial das delações, a procuradora acrescenta que " a colaboração premiada estabelece desigualdade entre autores de crimes análogos, pois a alguns é possibilitada, a outros não." Conforme Ela Wiecko, os critérios para fixação da pena-base " são adotados antes da prestação jurisdicional e sem atenção a limites mínimo e máximo de pena.  Nesse momento pode haver desigualdade entre casos semelhantes cujos procedimentos são atribuídos a membros do Ministério Público diferentes e Juízos diferentes. São reflexões sobre  um instituto novo que rompeu com o paradigma da obrigatoriedade da ação penal mas que não pode se desgarrar dos limites postos pela Constituição."
Em 2015, quando a Lava Jato se encontrava em sua fase inicial,  o professor Renato Mello Jorge da Silveira, da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo, apontou para um ponto que antecipa o debate colocado pelos  92% que, dois anos depois, reafirmam a velha noção da Justiça PPP (pobre, preto e puta) para dizer educadamente que ela "Justiça trata os ricos melhor do que os pobres."
Lembrando que as delações premiadas têm como prioridade obter depoimento de testemunhas em posição de mando, permitindo a quem dava ordens mais uma vez tirar vantagem de sua posição na hierarquia, o professor concluiu: "beneficia-se o criminoso de alta gama, aquele que teria mais informações. Pactua-se, portanto, com quem mais delinquiu. Pune-se a menor criminalidade ou outros, que simplesmente ficaram aquietados."
Sabemos que os tribunais não deve funcionar como um programa de auditório, onde as sentenças se decidem pelo palmômetro.
Mas é evidente que a visão de 93% da população  merece uma reflexão maior, pois fala de questões reais da Justiça. 
Não custa refletir, também, sobre um fato histórico.
O esforço para retirar o Supremo de atribuições naturais à mais alta corte de Justiça tem um antecedente preocupante. Em outubro de 1965, quando o assinou o AI-2, Castelo Branco tomou medidas típicas para consolidar a ditadura. Entre outras coisas, foi ali que, contrariando a vontade da maioria dos brasileiros, a eleição para presidente da República tornou-se indireta. O AI-2 também trouxe mudanças para o Supremo. Não só sua composição do Supremo -- que passou de 11 para 16 membros -- para também definiu sua pauta, ao excluir decisões que envolvessem "atos revolucionários praticados com base na nova ordem."  

Deu para entender, certo?  

quarta-feira, 16 de março de 2016

DILMA FECHOU ESQUEMAS DE CORRUPÇÃO EM FURNAS

Esquema de Furnas atendia

eduardo cunha e aécio neves

:

quarta-feira, 1 de julho de 2015

Delator: Dilma enfim enfrenta o Golpe Paraguaio

A Lava Jato deveria se chamar “Operaçao FHC voltará !”​



Do Globo:

http://oglobo.globo.com/brasil/dilma-diz-que-nao-respeita-delator-cita-doacao-da-utc-aecio-16593859

“Eu não respeito delator”, disse a presidente Dilma Rousseff na tarde desta segunda-feira, em sua primeira reação pública ao depoimento do dono da construtora UTC, Ricardo Pessoa. Em breve conversa com a imprensa após encerrar, em Nova York, um seminário sobre oportunidades de investimento em infraestrutura no Brasil (…):

– Não aceito e jamais aceitarei que insinuem sobre mim ou a minha campanha qualquer irregularidade. Primeiro porque não houve. Segundo porque, se insinuam, alguns têm interesses políticos – declarou.

Dilma citou o tucano Aécio Neves, argumentando que se ela recebeu R$ 7,5 milhões da UTC no segundo turno da campanha presidencial de 2014, o candidato do PSDB também foi agraciado “com uma diferença muito pequena de valores”.

- A minha campanha recebeu dinheiro legal, registrado, de R$ 7 milhões, R$ 7,5 milhões. Na mesma época que eu recebi os recursos, pelo menos uma das vezes, o candidato que concorreu comigo recebeu também, com uma diferença muito pequena de valores – dissse Dilma para depois acrescentar ao ser perguntada se estava falando de Aécio Neves: – Eu estou falando do Aécio Neves, só tinha um candidato que concorreu comigo, não tinham dois.


A presidente lembrou que aprendeu cedo a não gostar de Joaquim Silvério dos Reis, o traidor da Inconfidência Mineira:

– Tem uma coisa que me acompanhou ao longo da vida. Em Minas, na escola, quando você aprende sobre a Inconfidência Mineira, tem um personagem que a gente não gosta porque as professoras nos ensinam a não gostar dele. Ele se chama Joaquim Silvério dos Reis, o delator. Eu não respeito delator.

Joaquim Silvério dos Reis foi responsável por delatar à Coroa portuguesa a Inconfidência Mineira, movimento pela proclamação da República em Vila Rica, hoje Ouro Preto (MG). 


(…)

E recorreu, mais uma vez, à sua experiência durante a ditadura 
(que a Globo apoiou com entusiasmo – PHA):

– Até porque eu estive presa na ditadura e sei o que é. Tentaram me transformar em uma delatora; a ditadura fazia isso com as pessoas presas. E eu garanto para vocês que eu resisti bravamente, até em alguns momentos fui mal interpretada, quando eu disse que, em tortura, a gente tem de resistir, porque senão você entrega seus presos. Então, não respeito nenhum. Agora, acho que a Justiça de pegar tudo o que ele disse e investigar. Tudo, sem exceção. A Justiça, o Ministério Público e a Polícia Federal.

Quando a perguntaram se pretende tomar alguma providência, ela foi categórica:

– Se ele falar sobre mim, eu tomo.


Navalha
Desde o mensalão (o do PT, porque o do PSDB sumiu com a cocaína do helicóptero do Senador Perella), sabia-se que o Golpe paraguaio – na Justiça – seguiria uma sequencia.
Pegar o Dirceu, através do Dirceu pegar o Lula e, depois do Lula, derrubar a Dilma.
Estava escrito lá atrás, desde o furo da “reportagem” da Renata Lo Prêt, na Fel-lha , com o grande estadista da Casa Grande, o Bob Jefferson.
A presidenta Dilma não disse nada sobre o mensalão.
Ao contrário, seu Ministro da Justiça (sic), o omisso zé Cardozo, deu declarações para coonestar a condenação do Dirceu: quem faz paga !
Como se sabe, o Dirceu foi condenado sem uma única, misera prova.
Foi vítima da tropicalização da teoria do “domínio do Fato”, uma excrescência que, agora, se instalou na Lava Jato.
Enquanto a cúpula do PT era dizimada sem provas, a Presidenta… quieta.
(Aliás, aqui pra nós, até hoje se espera uma palavrinha do Presidente Lula sobre a condenação – sem provas – do Dirceu, do plutocrata José Genoino, que comprou o duplex do Donald Trump na Quinta Avenida, com o dinheiro do Ban-co-do-Bra-sil-se-nho-res !, e do João Paulo Cunha … Mas, um dia, o ex-presidente, com certeza, falará deles …)
O Golpe se armava nas teias da “Justiça”, e a Presidenta, quieta.
Aí veio a segunda etapa do Golpe Paraguaio.
Com a valiosa colaboração do Eduardo Cunha e do Renan – enquanto aguardam a tornozeleira eletrônica -, do TCU pefelista/arenista, do Ministerio Publico de procuradores fanfarroes, da Policia Federal dos aecistas confessos , dos que usam a Presidenta como alvo de exercício de tiro, e que escarnecem, diuturnamente do chefe (sic), o zé da Justiça.
Montou-se o cerco do Golpe.
O Governo parecia sitiado.
Quem fornece os arcabuzes é o PiG.
Porque, não fosse o PiG, o Moro não passava de um rabula de Provincia.
Mas, foi a Globo que o transformou num semi-Deus, extraído da costela do Joaquim Barbosa – o campeão mundial da dominação dos fatos.
O ansioso blogueiro chegou para um Ministro de Estado e disse:
- Ministro, o cerco vai se fechando. E a sua chefe ?
- Parece chapada, foi a resposta.
Quando a delação bateu no Palácio, aí a Presidenta veio pra cima.
Lamentavelmente, ela diz que tomará providencias quando os delatores falarem dela, do Governo dela.
Mas, a questão não é pessoal, não é contra ela.
A questão é institucional.
É um Golpe de Estado !
É a tentativa de reverter a vitoria de 2014.
Já que a Direita já sabe que não chega ao poder pelo voto.
Nem em 2018.
Então, é preciso ocupar o Poder.
Apossar-se da Petrobras, como querem o Padim Pade Cerra, Aloysio 300 mil Nunes, e o Renan.
E desfazer o presidencialismo, como querem o Cunha e, sempre, o Cerra.
E Parlamentarismo, na estrutura política do Brasil, significa exercer o poder sem voto.
Por isso o Cerra tem a obsessão do Parlamentarismo, porque, pelo voto …
Mas, de qualquer forma, Dilma reagiu.
E reagiu muito bem.
Reagiu de uma forma política, cultural, institucional.
Delator é, por definição, traidor.
Inconfiável.
Delator, como o traidor, diz qualquer coisa.
O delator está no circulo IX do Inferno de Dante, é o ser mais execrável, o que mais sofre o calor do eterno fogo!
Para livrar a cara, o delator entrega a mãe.
Ainda mais 1001 delatores, como na coleção da Vara de Guantánamo.
Quem fabrica delatores em série é ditadura.
Quem encarcera para arrancar delação é o Coronel Ustra.
A profusão de delatores é o que aproxima o Coronel Ustra do Juiz Moro.
E foi isso o que a guerrilheira Dilma disse ao senador Agripino, outro que, se bobear, ganha uma tornozeleira eletrônica.
Num memorável debate no Senado, ela disse que, na ditadura, mentiu sob tortura.
Porque aos ditadores se mente.
Quiseram fazer da Dilma uma delatora, e ela não quis.
Resistiu.
Não traiu.
Não entregou ninguém.
Esse é o debate que precisa ser travado.
A quem interessa a delação ?
Por que o delator delata ?
Quem atinge ?
É o debate político.
Porque a Lava Jato não tem nada a ver com Justiça.
É um acerto de contas eleitoral.
Vamos combinar.
É para derrubar a Dilma e apear o PT do poder.
O resto é o Luar de Paquetá, como diria o Nelson Rodrogues, que visitava os intestinos morais da Direita.
O Juiz Moro quer é quebrar a Petrobras e as empresas que servem a ela.
(Veja como o Fernando Brito analisou o Plano de Negócios da Petrobras – o Bendine deve morrer de rir do Moro.)
O Moro e seus procuradores fanfarrões não querem os acordos de leniência.
Por que ?
Porque querem fechar o Brasil, congelar a economia brasileira.
Trancar o PIB a cadeia !
E dar a chave ao Cardozo !
Agora, que o Silverio dos Reis e o Calabar tocaram a campainha do Palácio, a Presidenta reagiu.
Foi tarde, mas foi em tempo.
Tem que enfrentar o Moro na Politica, na discussão institucional.
Porque, como o mensalão (o do PT) essa Lava Jato tem a ver é com Política !
É com Poder.
Não tem nada a ver com Justiça
Porque se tivesse a ver com Justiça, o ministro Marco Aurélio, que tirou a escada do Moro, voltaria a ser endeusado pelo PiG, como foi no mensalão do PT.
E, no entanto, a entrevista dele não mereceu nem uma virgula do Ataulpho.
Porque a Justiça da Casa Grande a gente sabe como é.
É no açoite.
Nas costas do pobre.
Do negro.
Dessa gentalha – como diria o grande Senador Heil Bornhausen.
E, por isso, a Dilma e o Lula precisam ir para cadeia.
Não adianta invocar a Constituição ou a Declaração Universal dos Direitos do Homem, como fez a competente advogada da Odebrecht.
Não é disso o que trata a Lava Jato.
Muito menos combater a corrupção, porque ali só tucano morto é suspeito.
A Lava Jato é uma Operação Política.
A Lava Jato deveria se chamar “Operação o FHC voltará !”
Só.
Está mais para a eleição de Eduardo Cunha à Presidência da Câmara do que para a Presidência da Corte Internacional de Haia.
Agora, porém, a coisa vai ficar mais animada.
A água bateu nos tornozelos da Presidenta.
E quando isso acontece, pergunta ao Agripino…
Antes tarde do que nunca !

Paulo Henrique Amorim

sábado, 11 de abril de 2015

Reviravolta no Lava Jato: ex-diretor-delator diz que empreiteiras tiravam parte dos seus lucros para partidos.