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domingo, 2 de novembro de 2014

AS CORES DO LUTO

Cores que se utiliza para fazer o luto nas diversas culturas. 

CURISIDADES DO DIA DE FINADOS
Cores que se utiliza para fazer o luto nas diversas culturas. 
No Brasil, Japão e na Europa, usa-se preto, que é a privação da luz. A cor preta está associada à escuridão, falta de luz, cor da noite, da tristeza e do sofrimento pela perda de um ente querido.
Em Timor e na China, o branco, que evoca o silêncio, a leveza e a paz. 
Na Síria, o azul celeste, cor do Céu, para onde se deseja que os mortos vão.
Na Etiópia, o cinza, cor em que se convertem os cadáveres. 
Na Índia, o castanho ou o branco. 
Na África do Sul, o vermelho, que é a cor do fogo, que consome os corpos. 
Na Tailândia, é o roxo. 
No Irã, o azul.
No Egito, o amarelo, a cor das folhas secas, que representam o fim da vida, pois essa é a cor das plantas, quando morrem.
Hoje em dia o uso do preto no Brasil tem caído em desuso, apesar de ainda estar presente. Ele vem sendo substituído aos poucos pelo branco, que para nós simboliza a cor da paz, principalmente em casos de mortes violentas. É cada vez mais comum reparar pessoas com camisetas brancas com alguma mensagem de paz em enterros e celebrações religiosas. Nos resta torcer para que esses pedidos de paz surtam efeito.

De forma geral, considera-se a cor preta para os cristãos e a branca para os países orientais.
Não há um consenso generalizado na cor do luto, sendo assim a cor do luto varia entre os diversos países.
No Brasil, Japão e na Europa, usa-se preto, que é a privação da luz. A cor preta está associada à escuridão, falta de luz, cor da noite, da tristeza e do sofrimento pela perda de um ente querido.
Em Timor e na China, o branco, que evoca o silêncio, a leveza e a paz. 
Na Síria, o azul celeste, cor do Céu, para onde se deseja que os mortos vão.
Na Etiópia, o cinza, cor em que se convertem os cadáveres.
Na Índia, o castanho ou o branco.
Na África do Sul, o vermelho, que é a cor do fogo, que consome os corpos.
Na Tailândia, é o roxo.
No Irã, o azul.
No Egito, o amarelo, a cor das folhas secas, que representam o fim da vida, pois essa é a cor das plantas, quando morrem.
Hoje em dia o uso do preto no Brasil tem caído em desuso, apesar de ainda estar presente. Ele vem sendo substituído aos poucos pelo branco, que para nós simboliza a cor da paz, principalmente em casos de mortes violentas. É cada vez mais comum reparar pessoas com camisetas brancas com alguma mensagem de paz em enterros e celebrações religiosas. Nos resta torcer para que esses pedidos de paz surtam efeito.
De forma geral, considera-se a cor preta para os cristãos e a branca para os países orientais.
Não há um consenso generalizado na cor do luto, sendo assim a cor do luto varia entre os diversos países.

Colaboração da Deyse Magalhães, filósofa, natural de Minas Novas, no Alto Jequitinhonha, mora em Belo Horizonte. 

quinta-feira, 14 de março de 2013

Homem morre eletrocutado na barragem do Calhauzinho em Araçuai


 Mateus Pereira recebeu a descarga elétrica quando fazia a manutenção de uma bomba que estava dentro da barragem.

  Esta é a primeira vez que ocorre um acidente desta natureza desde que a barragem foi construída há mais de 20 anos

Um homem de 60 anos morreu na manhã de quarta-feira (13) em Araçuai (MG) no Vale do Jequitinhonha, após receber uma descarga elétrica de uma bomba tipo “sapo” que possui em média, tensão de 127 volts.
 
O corpo de Mateus Pereira da Costa, foi encontrado por volta das 11 hs da manhã pela sua esposa. Ele estava caído às margens da barragem do Calhauzinho, a cerca de 20 km da cidade.
 
De acordo com informações dos familiares, ele recebeu a descarga elétrica após entrar dentro da água para efetuar  a manutenção da bomba. A vítima não usava nenhum equipamento de segurança quando se acidentou.
  
 Mateus Pereira , mais conhecido como " Eu", era fabricante de tijolos e possuía uma pequena propriedade às margens da barragem.
 
  O corpo foi resgatado pelo SAMU ( Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) e encaminhado ao  IML de Itaobim, a 72 km de Araçuai. A previsão é que seja liberado para a família, por volta das 21 hs desta quarta-feira.

Esta é a primeira vez que ocorre no local,  um acidente desta natureza , desde que a barragem foi construída há mais de 20 anos, para perenizar o Córrego Calhauzinho, afluente do rio Araçuai.
  
Pai de 6 filhos, Mateus Pereira  deverá ser sepultado nesta quinta-feira (14) no povoado da Baixa Quente, onde residia.

Sérgio Vasconcelos
Repórter
na Gazeta de Araçuaí

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Tragédia de Santa Maria: é preciso, sempre, cuidar dos vivos e da vida.




Tragédia de Santa Maria: O que a morte não cessa de nos dizer

Vivemos em um mundo onde o direito à vida é, constantemente, sobrepujado por outros direitos. Tragédias como a de Santa Maria nos arrancam desse mundo e nos jogam em uma dimensão onde as melhores possibilidades humanas parecem se manifestar: o Estado e a sociedade, as pessoas, isolada e coletivamente, se congregam numa comunhão terrena para tentar consolar os que estão sofrendo. A morte nos deixa sem palavras. Mas ela nos diz, insistentemente: é preciso, sempre, cuidar dos vivos e da vida. 


  • Porto Alegre - A dor provocada por tragédias como a ocorrida neste final de semana na cidade de Santa Maria sacode a sociedade como um terremoto, despertando alguns de nossos melhores e piores sentimentos. Um acontecimento brutal e estúpido que tira a vida de 233 pessoas joga a todos em um espaço estranho, onde a dor indescritível dos familiares e amigos das vítimas se mistura com a perplexidade de todos os demais. Como pode acontecer uma tragédia dessas? A boate estava preparada para receber tanta gente? Tinha equipamentos de segurança e saídas de emergência? Quem são os responsáveis?

Essas são algumas das inevitáveis perguntas que começaram a ser feitas logo após a consumação da tragédia? E, durante todo o domingo, jornalistas e especialistas de diversas áreas ocuparam os meios de comunicação tentando respondê-las. As redes sociais também foram tomadas pelo evento trágico. Os indícios de negligência e falhas básicas de segurança já foram apontados e serão objeto de investigação nos próximos dias. Mas há outra dimensão desse tipo de tragédia que merece atenção.

É uma dimensão marcada, ao mesmo tempo, por silêncio, presença e exaltação da vida. O governador do Rio Grande do Sul, Tarso Genro, disse na tarde deste domingo que o momento não era de buscar culpados, mas sim de prestar apoio e solidariedade às milhares de pessoas mergulhadas em uma profunda dor. Não é uma frase fácil de ser dita por uma autoridade uma vez que a busca por culpados já estava em curso na chamada opinião pública. E tampouco é uma frase óbvia. Ela guarda um sentido mais profundo que aponta para algo que, se não representa uma cura imediata para a dor, talvez expresse o melhor que se pode oferecer para alguém massacrado pela perda, pela ausência, pela brutalidade de um acontecimento trágico: presença, cuidado, atenção, uma palavra. 

Quem já perdeu alguém em um acontecimento trágico e brutal sabe bem que o caminho da consolação é longo, tortuoso e, não raro, desesperador. E é justamente aí que emerge uma das melhores qualidades e possibilidades humanas: a solidariedade, o apoio imediato e desinteressado e, principalmente, a celebração do valor da vida e do amor sobre todas as demais coisas. A vida é mais valiosa que a propriedade, o lucro, os negócios e todas nossas ambições e mesquinharias. Na prática, não é essa escala de valores que predomina no nosso cotidiano. Vivemos em um mundo onde o direito à vida é, constantemente, sobrepujado por outros direitos. Tragédias como a de Santa Maria nos arrancam desse mundo e nos jogam em uma dimensão onde as melhores possibilidades humanas parecem se manifestar: o Estado e a sociedade, as pessoas, isolada e coletivamente, se congregam numa comunhão terrena para tentar consolar os que estão sofrendo. Não é nenhuma religião, apenas a ideia de humanidade se manifestando.

Uma tragédia como a de Santa Maria não é nenhuma fatalidade: é obra do homem, resultado de escolhas infelizes, decisões criminosas. Nossa espécie, somo se sabe, parece ter algumas dificuldades de aprendizado. Nietzsche escreveu que muito sangue foi derramado até que as primeiras promessas e compromissos fossem cumpridos. É impossível dizer por quantas tragédias dessas ainda teremos que passar. Elas se repetem, com variações mais ou menos macabras, praticamente todos os dias em alguma parte do mundo e contra o próprio planeta. 

Talvez nunca aprendamos com elas e sigamos convivendo com uma sucessão patética de eventos desta natureza, aguardando a nossa vez de sermos atingidos. Mas talvez tenhamos uma chance de aprendizado. Uma pequena, mas luminosa, chance. E ela aparece, paradoxalmente, em meio a uma sucessão de más escolhas, sob a forma de uma imensa onda de compaixão e solidariedade que mostra que podemos ser bem melhores do que somos, que temos valores e sentimentos que podem construir um mundo onde a vida seja definida não pela busca de lucro, de ambições mesquinhas e bens materiais tolos, mas sim pela caminhada na estrada do bom, do verdadeiro e do belo. A morte nos deixa sem palavras. Mas ela nos diz, insistentemente: é preciso, sempre, cuidar dos vivos e da vida.


Fotos: Divulgação Deivid Dutra / A Razão (via Agência Brasil) 

Tragédia de Santa Maria foi anunciada

Luto por Santa Maria

"Reclamar das bandas na boate de santa maria não e uma questão estética. o problema é com essa demanda aflitiva de 'balada' no sentido mais playba da coisa. a cultura que fecha as portas pras pessoas 'não sairem sem pagar' é a mesma das casas não serem locais acolhedores, que não formem filas nas portas, não exijam cadastrar documentos, etc.


Tem uma conivência do público com a idéia de que 'se divertir' é esse mergulho mindless num ambiente saturado em todos os sentidos. 'universitário' virou sinônimo de playboy sem noção, personagem de anúncio de cerveja. e tem uma conivência das bandas com a entrega mais precária e descerebrada possível. que porra é esse 'show de fogos' da gurizada fandangueira (que tem músicas chamadas 'sou foda' e 'canalha eu sou')?

É uma questão ética mesmo.

Foda é quando a armadilha psíquica vira uma armadilha física."

Publicação do facebook

sábado, 3 de novembro de 2012

Poesia de Gonzaga Medeiros

A MORTE MORRE DE MEDO DE MIM
Gonzaga Medeiros

Não venha de faca, que minha pele é dura,
vai sair de maca dessa luta impura.

Não venha de arma, que seu fogo é morto
e sua pontaria tem um rumo torto.


Não se exalte tanto, que meu taco é duro,
nem faça retranca, minha jogada é franca,
sua defesa eu furo.


O seu veneno é fraco, seu feitiço é pouco,
não venha no grito, que seu grito é rouco.


Não mostre sua cara no raio do meu braço,
nunca entre firme, senão dou-lhe um traço.


Seu fôlego é curto pra me sufocar,
sua maré baixa é de pouca água pra me afogar.



Se lhe é cara a vida, melhor é se poupar,
é bom nem chegar perto,
senão cai por terra antes de chegar.




Gonzaga Medeiros é poeta, compositor, contador de causos, advogado de causas culturais.  
Parceiro em muitas músicas de Rubinho do Vale, Wesley Pioest, Carlos Farias... 

quinta-feira, 14 de junho de 2012

Na internet, Premiado documentário gravado em Diamantina


 Terra Deu, Terra Come encantou o Brasil e o mundo



Direção: Rodrigo Siqueira
Pedro de Almeida, garimpeiro de 81 anos de idade, comanda como mestre de 
cerimônias o velório, o cortejo fúnebre e o enterro de João Batista, que morreu 
com 120 anos. O ritual sucede-se no quilombo Quartel do Indaiá, distrito de Diamantina, 
Minas Gerais. 

Com uma canequinha esmaltada, ele joga as últimas gotas de cachaça sobre 
o cadáver já assentado na cova: "O que você queria taí! Nós não bebeu ela não, a sua taí. 
Vai e não volta pra me atentar por causa disso não. Faz sua viagem em paz".
Dessa maneira acaba o sepultamento de João Batista, após 17 horas de velório, 
choro, riso, farra, reza, silêncios, tristeza. No cortejo, muita cantoria com os versos dos 
vissungos, tradição herdada da áfrica. Descendente de escravos que trabalhavam na extração 
de diamantes, nas Minas Gerais do tempo do Brasil Império, Pedro é um dos últimos conhecedores 
dos vissungos, as cantigas em dialeto banguela cantadas durante os rituais fúnebres da região, 
que eram muito comuns nos séculos 18 e 19.

Garimpeiro de muita sorte, Pedro já encontrou diamantes de tesouros enterrados pelos 
antigos escravos, na região de Diamantina. Mas, o primeiro diamante que encontrou, há 70 anos, 
o tio com quem trabalhava o enterrou e morreu sem dizer onde. Depois disso, vive sempre em uma 
sinuca: para reencontrar o diamante só se invocar a alma de seu tio João dos Santos. "É um 
diamante e tanto, você precisa ver que botão de mágoa." Ao conduzir o funeral de João Batista, 
Pedro desfia histórias carregadas de poesia e significados metafísicos, que nos põem em dúvida 
o tempo inteiro: João Batista tinha pacto com o Diabo?; O Diabo existe?; estamos sozinhos, ou 
as almas também estão entre nós?; como Deus inventou a Morte?

A atuação de Pedro e seus familiares frente à câmera nos provoca pela sua dramaturgia espontânea, 
uma auto-mise-en-scène instigante. No filme, não se sabe o que é fato e o que é representação, o que 
é verdade e o que é um conto, documentário ou ficção, o que é cinema e o que é vida, o que é 
africano e o que é mineiro, brasileiro.

Terra Deu, Terra Come é um filme cheio de encantos e encantamentos. Pedro de Alexina, 81 anos, 
comanda como mestre de cerimonias o funeral de João Batista, morto aos 120 anos. Documentário, 
memória e ficção se misturam para tecer uma história fantástica que retrata um canto metafísico do sertão 
mineiro. É preciso ver para crer.

Entre 2010 e 2011 o Terra Deu, Terra Come conquistou os mais relevantes prêmios consagrados aos 
documentários no Brasil. Também recebeu o reconhecimento dos mais importantes críticos de cinema 
do país.

TERRA DEU TERRA COME venceu o prêmio International Young Talent Competition - Generation DOK - 
no 53º DOK LEIPZIG, Alemanha, um dos mais tradicionais e importantes festivais de documentários da 
Europa. Eis as palavras do júri do festival: "O filme vencedor levou os juízes a um mundo completamente
 desconhecido (e evidentemente quase esquecido). Seu personagem central —um indivíduo admirável 
e mesmerizante— é o tipo de pessoa que provavelmente só aparece uma vez na vida de um documentarista. 

O registro de sua ligação com um mundo de rituais e mitos, à beira do desaparecimento, é a um tempo 
fascinante e de relevância histórica. O filme claramente se beneficiou do acesso exclusivo (do diretor ao 
personagem), ganho ao longo de um período de tempo extenso e trabalhado com grande senso artístico. 
O filme expõe um mundo sobre o qual nada conhecíamos, e o faz de uma maneira encantadora, prazerosa e, por vezes, emotiva, que certamente descortina um novo território e abre as portas para uma verdadeira experiência de documentário."

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Araçuaí: Comerciante é encontrado morto no banheiro da rodoviária
Moreira pode ter sofrido parada cardiorrespiratória
O comerciante Geraldo Wilson Moreira, 64 anos, conhecido por “ Moreira” foi encontrado morto por volta das 15 horas de segunda-feira ( 03.10) no banheiro do terminal rodoviário de Araçuaí, no Vale do Jequitinhonha.

“ Um funcionário da rodoviária me acionou para dizer que tinha um homem caído no banheiro. Comunicamos a Polícia Militar. O corpo foi removido para o hospital em uma caminhonete de um funcionário da Rio Doce. Ele estava nú. As roupas em um canto do banheiro. Creio que ele teve morte súbita”, informou o fiscal do DER, João Soares, lotado no Terminal Rodoviário. A causa mais provável é que o comerciante sofreu uma parada cardiorrespiratória.

De acordo com a sua companheira, Maria Heroína Dias Santos, “Moreira” se submeteu a uma cirurgia em São Paulo para colocação de um marca-passo e há 2 meses estava tentando via Secretaria Municipal de Saúde uma revisão em Salinas. “ Me falaram que não tinha carro para fazer a viagem”, disse a mulher, informando que “ Moreira” estava sentindo cansaço e falta de ar nos últimos dias.

Segundo ela, o sepultamento será marcado nesta terça-feira ( 03.10), após a chegada de 3 filhos do comerciante que vivem em Diamantina.
Moreira era proprietário de um quiosque próximo ao terminal rodoviário de Araçuaí. Um, dia antes da sua morte, um grupo de amigos que sempre se reúne no quiosque para “bebericar” e tocar violão, fazia uma animada roda de viola no início da tarde. “ Estamos inconsoláveis. Perdemos um grande amigo”, disse um deles, prometendo passar toda a noite no velório.

O secretário municipal de Saúde de Araçuaí, Geraldo Henrique de Oliveira, disse que estava tomando conhecimento do fato através do Jornal Gazeta e que nesta terça-feira (3/10) vai apurar o caso.
Fonte: Gazeta de Araçuaí

domingo, 11 de setembro de 2011

Batida entre carro e caminhão mata quatro pessoas em Bocaiúva

Batida entre carro e caminhão mata quatro pessoas em Bocaiúva
Carro pegou fogo após a batida e corpos foram encontrados carbonizados.

A batida entre um caminhão carregado de bananas e um carro matou quatro pessoas na madrugada deste sábado (10.09), na BR-134, em Bocaiúva, na região norte de Minas Gerais. De acordo com a Polícia Rodoviária Federal (PRF), o carro pegou fogo após a batida e os quatro corpos foram encontrados carbonizados.

Ainda segundo a PRF, o carro teria invadido a contramão e batido de frente com o outro veículo. A polícia informou que o motorista do caminhão ficou ferido, mas não corre risco de morrer. As vítimas ainda não foram identificadas.
Fonte: G1 ,com dica do Blog do Jequi

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Virgem da Lapa: pai e duas filhas morrem afogados no rio Araçuaí

Pai e duas filhas morrem afogados no rio Araçuaí
Tragédia aconteceu na comunidade de Funil, em Virgem da Lapa
Um homem e suas duas filhas morreram afogados no domingo, 01.05, no Rio Araçuaí, no povoado de Funil, em Virgem da Lapa, no Médio Jequitinhonha.
A tragédia aconteceu por volta da 14:30h quando José Antônio Silvas Borges, 40 anos, Maria Janaína Teixeira Borges, 14 anos e Vanessa Teixeira Borges de 12 anos nadavam no rio.

Segundo Roseli Neres Teixeira, mãe das meninas, em um determinado momento as menores teriam montado em um pedaço de bambu, que desceu pela correnteza.
Quando José Antônio viu as filhas em perigo, tentou salvá-las. Ele, porém, acabou se afogando também.

Aos gritos de socorro da mãe várias pessoas se deslocaram até a margem do rio, mas nada puderam fazer.
O corpo de José foi resgatado duas horas depois com a ajuda de mergulhadores amadores do povoado.

O Corpo de Bombeiros de Teófilo Otoni foi acionado para tentar localizar as meninas. Somente na madrugada de terça-feira, os Bombeiros localizaram os corpos das duas meninas.
Os cadáveres de Maria Janaína Teixeira Borges, 14 anos, e Vanessa Teixeira Borges, 12 anos, foram localizados por volta das 3h da manhã, a 1,5 km abaixo do local do afogamento.

Informações da PMMG e de testemunhas populares.

terça-feira, 7 de julho de 2009

A morte de Michael Jackson


A morte das nossas crianças - Michael Jackson!
A morte de Michael Jackson “puxou” um tema que me instiga muito como pessoa, como psicólogo, como criança, como adulto.O que foi feito das nossas crianças internas ?
O que tem sido a vida das crianças ao redor do planeta? As crianças dos seres humanos têm sido abusadas desde o início dos tempos; talvez até por isso uma das frases de Cristo : “Vinde à mim as criancinhas”, ou como dizia o mestre Rajneesh (hoje, Osho): “ As crianças ainda trazem o cheiro de Deus”, me levam a pensar que, é a divindade que tem sido abusada, é a criação no seu mais pleno vigor é que tem sido violentada.
Muitos conhecem a história de Michael Jackson, vindo de uma família pobre de 9 filhos, um pai que gerenciava a carreira dos filhos e as declarações tanto de Michael quanto de Janet, sua irmã, sobre esse pai, acerca de abusos, exigências árduas de performance desses filhos, punindo-os com surras físicas e psíquicas, empurrando-os à uma empreitada pelo sucesso, dinheiro e muita fama. E o lugar de origem e de morada? O outro pai - o Tio Sam - grande “abusador”, o berço do capitalismo, do dinheiro, do show business.
Daí percebe-se nessa criança violentada, dessa criança exigida, tirada de si mesma, uma briga de foice com a própria identidade, com a própria negritude, um nariz africano que deveria ser transformado num nariz caucasiano. Um adulto de rosto monstruoso, riquíssimo, famoso e querido em todos os cantos do planeta, que atraía multidões mas a ausência de si mesmo e o vazio interno eram de uma imensidão, proporcionais á sua fama. Uma carência que era um “saco sem fundo”.
Ás vezes, quando morre alguém mais velho, sempre penso nos amigos e contemporâneos dessa pessoa e como deve “mexer” quando se perde um “ colega de época”. Isso agora aconteceu conosco, um contemporâneo se foi....Michael era dois anos mais novo que eu, ele de 1958, eu de 1956. Um artista irrepreensível, talento transbordante, um corpo dançante e ágil, uma voz linda; “Ben”, cantada por ele vai ser fundo musical para o resto da minha VIDA.
Há indicativos que Michael morreu depois de mais uma dose de Demerol, um narcótico, um analgésico (algia é dor), medicação do qual ele era dependente, porque ele precisava amaciar a dor constante, a dor de não poder ser ele mesmo; a dor da criança massacrada, da criança amadurecida à força, da criança tirada da sua própria infância.
Uma infância que ele tentava resgatar de forma folclórica, comprando com a “dinheirama” que ele possuía, parques da “Terra do São Nunca” – porque há coisas que nunca voltam- e uma busca para se tornar Peter Pan, aquele que nunca cresce e nem envelhece e a fixação de ter a cara da Diana Ross.
Tudo isso numa tentativa alucinada de resgatar a própria criança interna, de resgatar a inocência; de ter uma identidade; a nossa maior dor é a sensação/percepção de que desconectamos de nossa criança interna, com o nosso fio da meada. É aquela ponta do durex que sumiu e nessa busca enfiamos até os dentes para reencontrá-la..
Nesse ano de 2009 eu completo trinta anos de formado; e todo esse tempo, acolhendo pessoas que compartilham suas histórias de vida comigo e baseado nas minhas próprias dores existenciais, eu aprendi que a maior BÊNÇÃO de um ser humano é ser o que se é genuinamente.
Ser e ter a si mesmo do jeito que a grande criação projetou, concebeu e criou é o MÁXIMO. É o meu grande sonho e busca de consumo. Sinto que o Michael, nosso querido contemporâneo, também buscava loucamente isso, Todos nós...
A morte desse astro pop, penso, nos levará muito a refletir o que temos feito com nossas crianças. Como nós, adultos tratamos nossa criança interna, de como fomos abusados, tirados de nossas rotas divinas e o que temos feito para nos resgatar, para restaurar nossa originalidade.
É necessário inclusive que ampliemos nosso conceito de abuso. Hoje, nessa contemporaneidade, muitas crianças são abusadas de outras formas; como falta de limites, falta de contato com a natureza, excessiva ligação com shoppings, jogos eletrônicos, comidas vagabundas; famílias disfuncionais que impregnam essa criança de falta de afeto, simplicidade, respeito e amor.

REFERÊNCIA SADIA.
Michael se foi num dia 25 de junho, em pleno signo de Câncer, o signo da casa, da família, do aconchego, da mãe/pai, do ninho. Que sua alma cansada dessa busca de si, do ninho, da simplicidade que o mundo popstar não conhece, encontre nos braços do grande Criador um colo.
Uma música brasileira linda do Gilberto Gil - canceriano de 26 de Junho - que Zizi Possi gravou definitivamente, me vem para ninar esse momento:
“Ah! Meu amigo, meu herói ,
oh como dói saber que a ti também corrói
a dor da solidão.
A força do universo não te deixará,
o lume das estrelas te alumiará,
na casa do meu coração, pequeno ,
no canto do teu coração, menino.
No canto do meu coração espero,
agasalhar-te a ilusão.
Oh, meu amigo, meu herói”
De todo meu coração, eu desejo e aspiro que reencontrar-se consigo mesmo não seja uma ilusão.

Um grande e afetuoso abraço, Michael!!!!
Hercoles Jaci

Psicólogo clínico- Doutor Honoris Causa em Saúde- Mestre em Gestão de Pessoas-professor da Pós-graduação
Belo Horizonte-MG
hercoles@uai.com.br

*****
Este texto foi publicado em vários blogs do país. Traduzido, foi reproduzido em diversos jornais da Itália. O psicólogo Hercoles Jaci tem raízes em Itamarandiba, no Alto Jequitinhonha, no nordeste de Minas. Sua mãe é de lá.

quarta-feira, 1 de julho de 2009

Pastoral dos Migrantes denuncia 20 mortes no corte de cana
Segundo reportagem de André Sá, da TV Araçuaí, a Pastoral dos Migrantes registrou, entre 2004 e 2008, 20 mortes de trabalhadores no corte de cana, destas 3 foram de trabalhadores de Araçuaí.
As principais causas da falta de dignidade nos canaviais, apontadas pelos cortadores são alojamentos e alimentação inadequados e incentivos de prêmios para maior produção no corte.
Alguns trabalhadores, incentivados pelos prêmios cortavam diariamente 15 toneladas de cana,colocando em risco as suas vidas. Durante anos as condições degradantes de trabalho nos canaviais paulistas mataram inúmeros trabalhadores.
Depois das lutas, reivindicações e organização dos cortadores de cana, as condições de trabalho começaram a melhorar.
Agora a maioria das empresas produtoras de álcool está aderindo ao Pacto Nacional da Cana, que prevê o fim das condições degradantes de trabalho nas lavouras. O principal motivo não é a preocupação com o bem estar dos trabalhadores, mas sim em derrubar as restrições trabalhistas impostas por mercados importantes como o europeu e o japonês, que levam em conta as condições sociais da produção.
As empresas que aderirem ao pacto serão fiscalizadas pelo governo federal e vão ganhar um selo de qualidade. Um dos pontos importantes é que os chamados gatos deixam de ser encarregados pela contratação da mão-de-obra que passa a ser de responsabilidade das empresas.
Os trabalhadores vão ganhar gratuitamente equipamentos de proteção individual e os alojamentos vão seguir normas para os cortadores migrantes.
Fonte: TV Araçuaí