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segunda-feira, 19 de junho de 2017

Entrevsita com Gonzaga Medeiros: Intérprete das ilusões da vida

Gonzaga Medeiros, apresentador, animador cultural e compositor do Vale do Jequitinhonha, nordeste de Minas.

Gonzaga Medeiros
PUBLICADO EM 18/06/17 - 03h00

Responsável por batizar a cidade onde nasceu, Fonteira dos Vales ( entre os Vales do Jequitinhonha e Mucuri), ele estreia na rádio Super Notícia FM 91,7 o programa “Viva Viola”, e recebe convidados como Pereira da Viola, Chico Lobo e Saulo Laranjeira. 
Ao Magazine ele fala da importância de se preservar a cultura de raiz e o projeto para transformar o instrumento em patrimônio imaterial do Brasil, além de elogiar a nova geração de violeiras
Como a viola entrou na sua vida?

Eu nasci no Vale do Mucuri, interior das Minas Gerais, num lugar chamado Pampã, que é o nome do principal rio de lá, inclusive ele fornece água para toda a cidade. Em 1973, a prefeitura abriu um concurso para mudar o nome da cidade, eu tinha 18 para 19 anos, e a sugestão que apresentei foi a vencedora: Fronteira dos Vales. Fiz essa volta toda para dizer que a poesia sempre esteve na minha vida, eu sempre gostei das palavras, da beleza que elas trazem, porque a cultura do interior é fundada nos causos, que nada mais são do que invencionices de gente que não tem coisa para fazer, não tem cinema, não tem teatro, e esses causos são sempre acompanhados pelo toque bonito e sagrado da viola. Eu brinco de dizer que a única coisa que toco são porcos, porque no interior a gente os criava lá na fazenda. Mas eu sempre fui interessado, e acabei me tornando compositor, graças a um violeiro baiano que conheci na minha cidade, chamado Miguel Gato, que leu a bíblia toda de trás pra frente e de frente pra trás. Eu não sei se ele está vivo hoje, mas foi decisivo na minha história, porque ele trazia muito da folia de reis, da festa de São João, e ainda tinha uma coisa de repentista. Por isso eu gosto muito dos causos rimados, que deixam essa poesia ainda mais à mostra. Por conta disso tudo, quando me mudei para Almenara, (no Baixo Jequitinhonha), comecei a ver muita manifestação musical, e inventei de fazer festivais naquela região, em que as pessoas declamavam suas poesias no palco e tocavam viola. A moda pegou e mexo com isso até hoje. Me tornei um animador cultural.

Qual a importância de ter um programa dedicado à viola no rádio?

Quando surgiu esse convite para apresentar o “Viva Viola” na rádio Super Notícia FM 91,7, todo domingo, das 10h às 12h, posso dizer que fiquei admirado. Porque a viola está na raiz da nossa identidade cultural, ela é um patrimônio da nossa história. Neste programa nós vamos buscar mostrar exatamente isso, a moda de viola que é essa viola de raiz e que, em Minas, sofreu muita influência do Nordeste, porque vinha muita gente da Bahia para cá, à procura de emprego, comida e com fome também de cultura. Você pode notar que o toque da viola é alegre, mesmo que suas músicas falem de saudade, porque o Nordeste é festivo, faz parte da essência deles. A viola tem muita estrada, ela é o encontro das pessoas. Qualquer violeiro tocando bem tem público a qualquer hora. As pessoas param para ouvir um violeiro no boteco, na porta de casa, na praça, ali para ele já vira um palco de teatro. A viola tem esse poder de encanto sobre as pessoas. Brinco de dizer que se um músico quiser tocar uma besteira no violão, na sanfona ou no teclado, ele consegue, mas na viola, não. Ela não deixa, intimida, você só pode tocar coisa bonita na viola.

Além de você, o programa conta com cinco violeiros. Como se deu a escolha deles?

Na verdade, “Viva Viola” nasceu como o nome de um grupo, uma entidade, criada há oito anos, para defender os interesses do instrumento, do qual fazem parte os cinco participantes do programa, que são Pereira da Viola, Wilson Dias, Gustavo Guimarães, Bilora e Joaci Ornelas, além do Chico Lobo, que será nosso convidado especial. E o programa vai receber também outros convidados a cada edição. Inicialmente, haverá músicas tocadas em discos já gravados, mas pretendemos realizar apresentações ao vivo, levando o programa até lugares abertos, com público e tudo mais. A participação de cada um dos violeiros que eu citei tem a ver com essa defesa da moda de viola tradicional e, ao mesmo tempo, a diversidade, pois cada um deles tem um estilo diferente, embora ligado à essa essência. A viola é um instrumento tão versátil que você pode tocar qualquer ritmo nela. O Renato Caetano, por exemplo, toca rock na viola, e muito bem, diga-se de passagem. Ela passeia pelo baião, a catira, o forró, o xaxado, tem a ver com amor, é música para celebrar.

O programa vai ter alguma música especial de abertura?

Não, apenas uma vinheta. Nossa intenção é a cada programa abrir com uma música e uma contação de causo, uma poesia. Dentre os convidados especiais que eu te falei que vamos receber tem ainda o Saulo Laranjeira, Paulinho Pedra Azul, Rubinho do Vale, Tadeu Franco. E vamos tocar músicas antigas e novas. Das mais recentes, uma que gosto muito é a “Deus É Violeiro”, que tem melodia do Wilson Dias e letra do poeta e jornalista João Evangelista Rodrigues, e faz uma homenagem às águas do Brasil, especialmente os rios de Minas Gerais. É um chamamento, uma espécie de conscientização através da beleza. Esse é o poder da música e da moda de viola. E, claro, não vai faltar Tião Carreiro & Pardinho, Pedro Bento & Zé da Estrada, e as músicas dos nossos convidados.

Como você vê o movimento para transformar a viola em patrimônio imaterial brasileiro?

Esse tipo de iniciativa é fundamental, porque ela aumenta o respeito e a valorização em torno dessa cultura. A viola é muito mais do que um instrumento, é um jeito de ver a vida e transmiti-la aos demais. Os efeitos que essa divulgação pode causar são de grande relevância, porque tendem a alcançar a juventude, que hoje em dia parece meio distanciada das suas raízes, do povo, das coisas cotidianas e rotineiras. A preservação desse instrumento sublime que é a viola pode contribuir para algo que já vem, lentamente, acontecendo entre áreas que antes eram apartadas desse círculo. Por exemplo, a cultura da viola tem chegado mais às mulheres e as pessoas que estão nas universidades. Posso citar algumas dessas violeiras que têm feito bonito Brasil afora, como a Bruna Viola, a Letícia Leal e a Sol Bueno. Claro que elas tocam uma viola mais moderna, esfuziante, veloz, mas a raiz está lá, conservada. É bonito de ver o encantamento que a viola gera nas pessoas de todas as idades, basta ter a oportunidade.

Quem são os grandes violeiros do Brasil?

Uma infinidade, desde gente muito famosa até ilustres desconhecidos que animam feiras nesse interior. Renato Teixeira, Almir Sater e Renato Andrade são nomes obrigatórios. Da nova geração, temos o Rodrigo Delage.

Qual a sua avaliação do momento atual para a cultura no Brasil?

A cultura é afetada, como todas as outras áreas, porque as pessoas estão desacreditadas, tristes, sem ânimo, e isso desestimula porque a própria cultura está sendo desestimulada. Além disso, existe uma coisa de dizer que a nossa cultura popular não é comercial, não vende, enquanto qualquer cartaz com dois rapazes bonitos tocando sertanejo universitário parece que traz um sucesso fácil. Respeito todas as manifestações culturais, mas essas pessoas não tocam a viola caipira. No máximo, ela aparece ali para enfeitar. Eu penso que esse programa que vamos estrear é uma excelente oportunidade de levar muita coisa bonita para as pessoas, e quero recitar uns versos do poeta paraibano Dedé Monteiro: “Velha viola de pinho, companheira de minh’alma constante e enternecida, foste tu a intérprete primeira das primeiras ilusões da minha vida”. Bonito, não é? 

Fonte: Jornal OTEMPO, no Suplemento Magazine, publicado em 18.06.17, domingo.

Ouça a Rádio Super Notícia FM, clicando aqui:

quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

Expedição Vale do Jequitinhonha: Araçuaí de riqueza, crianças e tradições

 

QUARTO E QUINTO DIAS 

Andanças por Araçuaí, no Médio Jequitinhonha. 

Após uma breve pausa nos ‘trabalhos’ da Expedição em virtude do feriado de 1o de janeiro, estamos de volta ao Blog e à estrada para exaltar as maravilhas de Araçuaí.


K-iau é uma cidade mágica. Possivelmente o melhor local para servir de exemplo na contraposição ao estigma de “Vale da miséria”… Apesar do sol escaldante, da seca recorrente e dos problemas sociais, as pessoas criam suas resistências culturais, sociais e profissionais e seguem adiante, com determinação, trabalho e arte. Sim, muita arte!
São tantas opções que nem sabíamos por onde começar. Tem as artesãs Zefa, Lira e muitas outras, o grupo de teatro Ícaros do Vale, os corais Araras Grandes e Trovadores do Vale, o Centro Cultural Luz da Lua, o Centro de Referência Afro-Indígena (Quingem), os grupos de folias de reis, os multiartistas Meninos de Araçuaí e muitas outras manifestações e expressões autênticas da cultura regional e popular.
São crianças, jovens, adultos e idosos que se expressam através da música, dança, pintura, cinema e artesanato, mantendo vivas as tradições dos seus antepassados, valorizando a produção cultural local e se formando de maneira mais humana, solidária, coletiva e sensível.
Ainda na noite do dia 1o conversamos com Luciano Silveira, ator, cantor e produtor cultural, que nos deu um panorama geral da riquíssima cultura da cidade, contando da infinidade de apresentações realizadas constantemente em Araçuaí e em várias outras localidades, envolvendo centenas de pessoas que acabam por encontrar na arte uma forma saudável de aprendizado, sociabilidade e oportunidade.
Crianças artistas e artistas crianças
E essa profusão de produção artística foi observada por nós na prática com outro grupo na manhã do dia 2. Os famosos Meninos de Araçuaí além de cantar e dançar também fazem e exibem cinema, e são, na verdade, parte de um projeto mais amplo. E quem nos mostrou um pouco de tudo foi Yuri Miranda, um alegre e inteligente educador que foi um dos primeiros jovens a participar do pequeno projeto de Tião Rocha que deu origem a tudo isso, e depois de crescido e de ter estudado música fora, optou por voltar para Araçuaí para ajudar na condução dessa revolucionária iniciativa.
Os Meninos de Araçuaí fazem parte do Centro Popular de Cultura e Desenvolvimento (CPCD), instituição idealizada pelo educador Tião Rocha – e que tem atuação em várias outras cidades – para contribuir com um aprendizado infantil mais criativo, humano e feliz. Além dos Meninos – que são um grupo de teatro e de coral e ainda uma produtora e exibidora de cinema, cuja sede se localiza propositalmente no degradado centro histórico da cidade -, o CPCD tem ainda em Araçuaí, vinculados ao ARASEMPRE, projetos como o Ser Criança – que na verdade é a base da proposta e envolve dezenas e dezenas de crianças que exercitam o “ser criança” de maneira diferente do convencional -, as Fabriquetas de produção de tecnologias populares - de softwares, de reciclagem artística de ferro, de pintura com tinta de terra, de marcenaria, de produção audiovisual e de turismo comunitário – e os trabalhos ambientais, com, por exemplo, permacultura e proteção de nascentes.
Ficamos encantados não só com a quantidade de jovens envolvidos e com a qualidade dos trabalhos, mas com a lógica aberta, participativa e saudável em que se desenvolvem os projetos, e com a visão amplificada, de pensar, por exemplo, uma cidade sustentável, que plante árvores e que eduque a cidade para o bem coletivo.
Ficamos positivamente incomodados com o que conseguiram fazer e onde conseguiram chegar partindo de muito pouco. Por que não há iniciativas semelhantes nas outras cidades do Vale e do Norte de Minas, que aliás muitas vezes possuem muito mais estrutura e oportunidade do que Araçuaí?

Lá na Venda do Seu Lidirico
Já tínhamos tomado uma cerveja na Venda do Seu Lidirico quando chegamos, mas como o bar estava muito cheio, tivemos que voltar em um dia de menos movimento para escutar as histórias do simpático e famoso casal Seu Lidirico e Dona Iaiá. A famosidade é sobretudo em virtude da música composta por Miltinho Edilberto, que canta os diversificados produtos que se encontrava naquela vendinha. Clique aqui para escutar.
Mas a Venda impressiona não só pela quantidade de produtos – que aliás não é mais tanto assim, conforme inclusive admitido pelo dono. Chama a atenção a antiguidade do local - aberto desde 1948, ou seja, há quase 70 anos, que aliás é quase o mesmo tempo que Lidirico e Iaiá estão casados -, a força dos dois para continuar diariamente abrindo o comércio, repondo as mercadorias e atendendo os clientes e o charme e aconchego do local.
Seu Lidirico ficou super entusiasmado com nossa Expedição e contou várias histórias sobre cidades da região que ele conhecia, sem é claro deixar de falar da vida dos 15 filhos, dezenas de netos e bisnetos e um encomendado tataraneto.
Seguindo trecho, entramos um pouco em Itaobim e em Jequitinhonha, passando por uma estrada que incomoda por tanto buraco mas a todo momento margeia o Rio Jequitinhonha, nesta altura já caudaloso.
Também há de interessante no caminho os artesanatos de barro de Pasmado, comercializados na beira da BR 367, pertinho de Itinga e Itaobm. Já há muita produção industrializada, mas grande parte é feita pelas próprias famílias do povoado, muitas das quais tem naquelas vendas seu sustento. Compramos cinco panelas de barro pelo baixo preço de R$ 65,00.
Estamos agora em Almenara, e vamos atrás das famosas lavadeiras.

Fonte: OTEMPO / Blog Expedição Vale do Jequitinhonha

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

"Sopro do vento", de Josino Medina

Vai vastidão que varre o mundo, soprando sem descansar...












Exposição Vale: vida
Salve Josino Medina, Salve o "Sopro do vento"
e salve a "vastidão que varre o mundo"!

Seu Jovelino contou pra mim
Que alegria não tem mais fim
Que Campo Lindo é um paraíso
e que todo sorriso não pode parar...
É quando o vento sacode a poeira
Nas cabeceiras deste lugar.

Vem, vem cá ver o sol sorrindo
Tão lindo de amargurar
Vem, vem cá ver a sua sombra
Tem forma de um jequitibá
Que tem bem mais de mil anos
assistiu tudo se passando
Pede a Deus pelo seu lugar
Pede a Deus pra não te arrancar

Na contra-dança desse vento
Invento assobiar
Vai vastidão que varre o mundo
Soprando sem descansar
Os tambores travam lutas
Batucadas bem matutas
Sabe Deus quando vão parar
Sabe Deus e se vão parar

( Música de Josino Medina )

terça-feira, 23 de julho de 2013

Público prestigia Causos e Violas, em Araçuai



O projeto é itinerante e já percorreu várias cidades de Minas
Foto: Jornal GazetaPúblico prestigia  Causos e Violas, em Araçuai
A apresentação foi na praça do Fórum
 Pelo menos 300 pessoas assistiram na noite de sábado (20.07) a apresentação de violeiros e contadores de causos do projeto  “Causos e Violas”, em Araçuai (MG), no Vale do Jequitinhonha.

A  programação teve início às 21 hs na praça do Fórum, com apresentação  dos contadores de causos,  Gonzaga Medeiros, Tadeu Martins e dos violeiros  Bilora e Chico Lobo.

O Causos e Violas das Gerais, iniciativa do SESC- Serviço Social do Comércio-   tem o objetivo de preservar, difundir e valorizar duas expressivas manifestações culturais do estado. o contador de causos - uma figura lendária, popular e atraente - e o tocador de viola - cancionista que encanta e emociona há muitos e muitos anos.

O projeto é itinerante e existe desde 2003, e já apresentou aproximadamente 140 edições, realizadas em diversos municípios de Minas, por onde passaram violeiros e contadores de causos.

O projeto apresenta programação cultural de qualidade, com infraestrutura técnica, democratizando cultura em espaços públicos e valorizando grandes artistas regionais da prosa e da música. 

Quem se apresentou.

Tadeu Martins, natural de Itaobim, no Vale do Jequitinhonha,  é um dos maiores contadores de casos do Brasil. Já se apresentou em 9 capitais do país e em mais de 400 cidades brasileiras, além de atingir um grande público através de programas de rádio e televisão

Bilora
- Natural de Teófilo Otoni, no Vale do Mucuri, foi, no ano de 2005, Bilora,  foi um dos selecionados no Festival de Música da TV Cultura, com a música Sertão Urbano. Tem músicas gravadas por variados grupos, orquestras e artistas do País. 

Chico Lobo-Nasceu em São João Del Rey . É violeiro desde os catorze anos, Chico Lobo é um divulgador da viola caipira do país. É filho de seresteiro e folclorista atuante, além decompositor e intérpret
e

domingo, 21 de julho de 2013

Araçuaí tem noite de Causos e Violas de Chico Lobo e Bilora

Causos e Violas das Gerais apresenta Tadeu Martins, Bilora, Chico Lobo e Banda, além da apresentação do poeta Gonzaga Medeiros.



O show será na Praça do Fórum,  no centro da cidade de Araçuaí, Médio Jequitinhonha, no nordeste de Minas, neste sábado, a partir das 21 horas.

segunda-feira, 15 de julho de 2013

João da Viola: o mestre da música caipira que toca viola com um copo de vidro

Neste domingo, no Galpão Cultural, do Capelinhense Ausente, teve a viola dos "AMANTES DA VIOLA"

João da Viola fazendo  estripulias nas cordas da viola
com um copo de vidro.  Foto: Tadeu Oliveira

O Galpão Cultural desse ano começou prometendo ser um dos mais animados dos últimos anos. A primeira noite foi um sucesso, deixando todo público presente extasiado. Não faltaram emoção, alegria, animação e muita gente boa cantando. 

O Galpão Cultural é sinônimo de encontro, comunhão e fortalecimento dos laços culturais que reforça cada vez mais a identidade capelinhense. 

A segunda noite do Galpão Cultural prometeu e foi tão animada quanto a primeira. No domingo, 14.07,  tivemos os Amantes da Viola.

OS AMANTES DA VIOLA

Dupla formada por Geraldo Gonsalves Silva e João Araújo Rodrigues, o João da Viola.

Geraldo começou a cantar e tocar violão em 2001, quando formou a dupla Marcelo & Juliano, com o violeiro Oldair José.  Em 2007, acompanhou a dupla Edgar & Alexandre tocando guitarra e violão.

De 2010 a 2011, Geraldo Gonçalves acompanhou a dupla Rio Doce & Mucuri, sempre tocando guitarra e violão.

Em 2012, ele se junta ao João da Viola para formar a dupla Os Amantes da Viola. Além de música sertanejas, Geraldo também é apreciador da MPB e outros gêneros populares.

João da Viola

O João Araújo, conhecido por João da Viola, é natural de Minas Novas e é veterano na estrada da música. Começou sua carreira em 1979, fazendo dupla com Manuel Pepino, também natural de Minas Novas. Com essa formação, João da Viola venceu diversos festivais: em 1984, venceu um festival em Minas Novas junto com o Pereira da Viola, em 1987; venceu outro festival, em Ribeiro Preto, junto com outra dupla famosa: Lourenço e Lourival. Em 1993, João da Viola e seu companheiro Manuel Pepino venceram o festival da cidade de Baití, no interior do Paraná.

Aqui em Capelinha, João da Viola fez diversas duplas em parceira com Dimas & seus Teclados, com o senhor Antônio Mendes, quando formou a dupla Rio Doce & Mucuri com quem também gravou um CD.

João da Viola também participou da banda Sedução do Forró e atualmente forma a dupla Os Amantes da Viola com Geraldo Gonçalves, tocando e cantando em toda região.

Fonte: Blog Canta Minas, com texto de Tadeu Oliveira.

Comentário do Blog do Banu:

João da Viola faz improvisos tocando a viola caipira de 10 cordas de diversos modos. Na cabeça, nas costas, debaixo das pernas ou então, de uma forma inusitada, toca as cordas da viola com um copo de vidro. 

Dá um show de criatividade, tirando sons diferentes e diferenciados, dedilhando e raspando o copo nas cordas. Parece com o grande mestre de criação musical, Hermeto Paschoal, que tira som de panelas, frigideiras, tubos PVC, chaleiras, colheres e canecos.

Conheci este mestre da viola, apresentando-se no Restaurante Sabor de Minas, no bairro Maria Lúcia, em Capelinha. Fiquei impressionado com a maestria do seu João.

Para quem gosta de um bom tocador de viola, não se pode perder suas apresentações.


sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Capelinha:NO PORÃO RECEBE O TALENTO DE MARDIZELE CORDEIRO E A VIOLA CAIPIRA


Nos dias 11 e 12 de janeiro, Tadeu Oliveira e Mardizele Cordeiro farão show de MPB e viola caipira no Bar e Café no Porão



O Bar e Café No Porão passará por transformações a partir desse ano e para fechar o primeiro ciclo da casa, Tadeu Oliveira e Mardizele Cordeiro farão show com viola caipira e músicas da MPB dos anos 80. 

A dupla contará com a participação especial de Jefferson Rayneres, irmão da violeira Mardizele. No repertório, além dos clássicos da música caipira, clássicos a MPB e da música mineira darão o tom para que o público saboreie um cardápio da comidas típicas mineiras acompanhada da caipirinha e cerveja gelada.
Fonte: Blog Canta Minas, de Tadeu Oliveira

terça-feira, 29 de maio de 2012

Tião Carreiro e a "Mineira de Diamantina"



“Mineira de Diamantina”, a música 

que Tião Carreiro queria gravar

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Capelinha: Galpão Cultural tem apresentação do violeiro Osmar Lins

Capelinha: Galpão Cultural tem apresentação do violeiro Osmar Lins


Artista de Minas Novas vem se destacando no cenário musical da região

Depois de uma bela e animadíssima apresentação da Banda Odilara, com um repertório repelto de muito samba, o Galpão Cultural começa a sua segunda noite recebendo o Grupo de Capoeira Adahum, da cidade de Capelinha, apresentando uma coreografia denominada “Puxada de Rede”. Além disso, a tradicional Feira de Artesanato e o barzinho começam a funcionar a partir das oito horas da noite.

As apresnetaçoes musicais do domingo tiveram a presença do violeiro minasnovense Osmar Lins e, encerrando a programação da noite, o músico capelinhense Rodrigo Pires.

QUEM É OSMAR LINS


Osmar Lins com o ídolo Almir Sater

Osmar Lins é da vizinha cidade de Minas Novas e desponta como um dos grandes violeiros da nova safra de artistas do Vale do Jequitinhonha. Assisti ao seu show na Festa do Rosário deste ano, em Minas Novas, e ouvi Rubinho do Vale fazer ter altos elogios à sua performance.
Na foto acima, o artista do Vale tocou no mesmo palco onde se apresentou Almir Sater, logo após o encerramento do show do consagrado artista brasileiro. Marcos Soier, Didi Ferreira, Rubinho do Vale, Tadeu Oliveira e Osmar Lins

Osmar Lins, também conhecido como Mazim, iniciou-se muito novo nesse ofício de músico. Aos 15 anos, já participava de apresentações ao violão, acompanhando o saudoso Maestro Canutinho, o historiador Álvaro Freire entre outros grandes músicos da velha guarda minasnovense.

Ainda denominado de Mazim, participou de diversas bandas como guitarrista, com destaque para a Banda The Brilhant Boys, tocando diversos estilos musicais. Aos 20 anos começou a cantar, compor e participar dos festivais de música da região.

Sua inspiração para compor surge a todo o momento. Um grande exemplo que ele aproveitou com carinho foi uma história contada pela sua mãe sobre a rua onde mora. Da história surgiu a música Samba na Rua do Ouro, que versa sobre a cultura do povo de Minas Novas de, após chuvas torrenciais, procurar pedras de ouro que trazidas pelas enxurradas.

Aos 25 anos Osmar Lins se interessou pela viola caipira. Em 2005, venceu o primeiro festival promovido pela Rádio Bom Sucesso com a música ‘Um violeiro Toca’, de Almir Sater. Pariticipou do 23º Festur, em Turmalina defendend a música Cicatriz, ficando em 7º lugar.



Em 2009, classificou-se entre os dez finalistas do 27º Festival na cidade de Grão Mogol, com a música Canto do Passarinho, de composição própria.



No ano passado, ficou com o 1º lugar no 28º Festivale, na cidade de Padre Paraíso, apresentando a música de sua autoria Bicho Voador, canção que traz em sua letra relatos sobre o meio ambiente, sentimentos e um belo arranjo de viola.


Em 2010, apresentou no Jequitibar, em Belo Horizonte, no Projeto Quintas da Viola.

Osmar Lins vem acompanhado dos músicos Didi Ferreira (percussão) e Marcos Soier (violão e Segunda Voz).

Fonte: http://cantaminas.blogspot.com/

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Saulo Laranjeiras, Elomar e Xangai no Palácio das Artes




Saulo Laranjeiras, Elomar, Xangai e Giramundo no Palácio das Artes

Auto da Caatinga mostra saga do sertão baiano. O Vale do Jequitinhonha se mira no espetáculo musical


O Grande Teatro do Palácio das Artes, em BH, recebe nos dias 16 e 17 de abril, sábado e domingo, o espetáculo O Auto da Catingueira, de Elomar Figueira Mello.


A apresentação comemora os 40 anos de escrita do auto e terá ainda a gravação de um DVD. Junto de Elomar sobem ao palco Saulo Laranjeira, Xangai, Dercio Marques, Luciana Monteiro e os músicos João Omã, Marcelo Bernardes e Ocelo Mendonça, além da participação dos bonecos do Grupo Giramundo.

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Escrito em cinco atos, O Auto da Catingueira é construído em linguagem dialetal, que é mescla da expressão regional nordestina com a preservação ibérica, no sertão baiano. Narra a saga de Dassanta, pastora de cabras, de seu mundo real e mítico, e das paixões que inspirou, com sua beleza que “matava mais qui cobra de lagêdo”. A peça original foi gravada em LP em 1983 na mítica Casa dos Carneiros.

A partir daí se tornou popular pelas rádios, na voz e instrumentos de intérpretes como Mônica Salmaso, Elba Ramalho, Quinteto da Paraíba, Paulo Moura, entre outros.

Saulo Laranjeiras foi influenciado pela arte de Elomar Figueira de Mello.


O Auto da Catingueira

Dividido em 5 atos, ou cantos, o Auto da Catingueira relata o amor de Dassanta pelo tropeiro Chico das Chagas, humilde cantador da região que canta os costumes de sua terra e de seu tempo. Cada Canto fala por si: o 1º, Da Caatingueira, conta o nascimento de Dassanta. O 2º, Dos Labutos, descreve seus trabalhos de mulher. O 3º, Das Visage e das Latumia, desfila o universo do invisível e do mal assombrado que habita o imaginário da caatinga. O 4º Canto, Do Pidido, revela os desejos e vaidades de Dassanta, na partida de Chico para a cidade; e Desafio (5º Canto e último) recria a trágica disputa por seu amor entre Chico contra o ladino e experiente Cantador do Nordeste, conhecedor de todas as armas dos estilos de Cantoria. A disputa musical acontece numa festa em noite de lua cheia, e o equilíbrio entre os contedores leva os acontecimentos às últimas consequências.

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Elomar Figueira Mello

Elomar Figueira Mello vem das barrancas do Rio Gavião, na caatinga baiana, e é artista reconhecido desde os anos de 1970, pelo universo “sertanez” divulgado em sua música. O Auto da Catingueira é a primeira das 11 peças/óperas musicais de Elomar.

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Elomar compôs também 11 antífonas, quatro “galopes estradeiros”, 12 peças para violão solo, uma sinfonia e três concertos para solista e orquestra. É autor de mais de 80 canções, a maioria delas já gravadas por ele e por diversos outros intérpretes de expressão nacional. Foi inspirado nele que o cartunista Henfil criou seu personagem Bode Orelhana.

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“Tenho uma missão a ser cumprida,“ afirma Elomar. “A tradição oral me trouxe do meu bisavô, que contou os fatos ao meu avô, que me contou e hoje eu conto para os meus filhos, que amanhã contarão para os filhos seus. Com isso é assegurada a preservação da história e dos acontecimentos. Numa sociedade tradicional, como a catingueira, a herança é oral e depositada em olhos e memórias privilegiadas. Esta é a missão do cantador.”



Serviço

Evento: O Auto da Catingueira

Data: 16 e 17 de abril Horário: sábado às 21h, domingo às 19h

Local: Grande Teatro Valor: R$ 30,00 (inteira), R$ 15,00 (*meia-entrada). Duração: 2h Classificação etária: livre Informações: (31) 3236-7400