Mostrando postagens com marcador cerâmica. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador cerâmica. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 23 de julho de 2020

Na pandemia, artesãs do Vale do Jequitinhonha vendem peças para grande rede varejista

Produtos comercializados reforçam o potencial criativo das comunidades mineirasFoto: Divulgação/Sede
FotoDivulgação/SEDE
Os produtos artesanais em cerâmica, desenvolvidos nas comunidades Coqueiro Campo e Campo Alegre, em Turmalina, no Vale do Jequitinhonha, ganharão as prateleiras de todo o país. Por meio de um empresário paulista, que conhece e admira os produtos desenvolvidos manualmente em Minas, as artesãs fecharam uma parceria e comercializaram, aproximadamente, nove mil peças para uma grande rede de varejo.
O grupo, formado por mulheres de 80 famílias, superou a crise econômica causada pelo novo coronavírus e bateu a marca de R$ 140 mil em vendas. “É muito gratificante ver o resultado do trabalho desenvolvido com as artesãs. Por causa da pandemia, não há nenhuma feira de artesanato ocorrendo no país, portanto não há como comercializar.  A conquista desta venda em grande proporção é a garantia de novas portas e outros mercados”, destaca o Superintendente de Desenvolvimento de Potencialidades Regionais, Frederico Amaral.
O esforço de logística para a entrega das mercadorias na capital paulista foi realizado pela Sede e pelo Instituto de Desenvolvimento do Norte e Nordeste de Minas Gerais (Idene), que descolocaram o caminhão do Programa do Artesanato Brasileiro, do Vale do Jequitinhonha até São Paulo. “Não temos palavras para agradecer o apoio que recebemos nesta venda. A logística de entrega foi fundamental. Estamos passando por momentos difíceis, com baixa nas vendas e a loja fechada temporariamente. O valor que recebemos irá ajudar muitas famílias”, ressalta a presidente da Associação dos Artesão de Coqueiro Campo, Terezinha Lopes dos Santos.
A coleção das peças vendidas para a rede de varejo passou por uma criação exclusiva. A inspiração foi baseada na cultura regional, respeitado o processo da tradição e a identidade cultural. Uma campanha publicitária será desenvolvida pela empresa para lançamento de vendas, valorizando o trabalho das comunidades.  
“Uma luz chegou no fim do túnel. Estávamos desanimadas com a atual situação enfrentada. A experiência com essa venda foi muito boa para nós. Trabalhamos muito para a entrega ser realizada. Estamos felizes com a valorização do artesanato mineiro”, conta animada a presidente da Associação dos Lavradores e Artesãos de Campo Alegre, Maria Aparecida Gomes.
A coordenação de logística e o acompanhamento da entrega dos produtos foi realizada pelo diretor de Artesanato da Sede, Thiago Tomaz. “Temos a certeza do reconhecimento de um produto de tradição. Ficamos felizes de ver que estamos ganhando espaço em lojas de departamento e mostrando a qualidade e a riqueza da cultura mineira”, disse.
Arte Salva
Para otimizar o deslocamento do caminhão que levou as peças artesanais de Minas até São Paulo, foram distribuídas nas regionais do Idene, representadas em 30 cidades das regiões Norte, Vale do Jequitinhonha e Vale do Mucuri, os produtos doados pela Bauduco dentro da campanha Arte Salva. Aproveitando o deslocamento até São Paulo, a entrega foi realizada também em cidades do Sul de Minas. Ao todo, três mil artesãos serão beneficiados. 
Fonte: SEDE - Secretaria de Desenvolvimento Econômico - SEDE/MG. Publicado: 21/07/2020 16:51, no site da SEDE.

sexta-feira, 12 de abril de 2019

De Chapada do Norte, artesão Leandro Júnior faz mais uma exposição em São Paulo

Obra Ventre Livre, ganhadora da 3ª Exposição do Prêmio Universo Cerâmico da Assembléia Legislativa de São Paulo, em 2018.

Galeria Olido, em São Paulo, recebe exposição de criações de Leandro Júnior.

O talento do jovem artista plástico do Vale do Jequitinhonha, Leandro Júnior, continua tendo reconhecimento nacional. A sua escultura em cerâmica fará mais um exposição em São Paulo. Desta vez, será na Galeria Olido. 
O artista do Vale ganhou o prêmio máximo da 3ª Exposição Universo Cerâmico 2018, realizado na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo. Leandro levou para a exposição duas obras: Pietá Negra (uma obra inspirada em Pietá de Michelangelo di Lodovico Buonarroti Simoni), e a Ventre Livre (uma escrava dando a luz amarrada em um tronco).
Pietá Negra, outra obra premiada de Leandro Júnior, exposta na 3ª Exposição do Prêmio Universo  Cerâmico, em São Paulo, 2018.
Morador do distrito de  Cachoeira do Norte, município de Chapada do Norte, no Vale do Jequitinhonha, nordeste de Minas,o escultor e pintor começa a ganhar o mundo.

Formado em Artes pela Faculdade de São Luís de Jaboticabal, no interior de São Paulo, Leandro utiliza o barro como principal matéria-prima. Em suas obras se destacam características únicas, que retratam expressões reais inspiradas na memória afro-brasileira e cultura da sua região.



Exposição: Leandro Jr. e o Quilombo de Cuba 
Artista: Leandro Júnior
Curador: Simon Watson
Local: Galeria Olido_São Paulo
Data: 12 de outrubro 2019
Veja video do Leandro Júnior e sua arte:

quarta-feira, 19 de dezembro de 2018

Artesanato em cerâmica do Vale do Jequitinhonha é reconhecido como patrimônio imaterial.

Estudo realizado entre 2017 e 2018, mapeou artesãs e artesãos de 21 municípios da região.

Em sua última reunião de 2018, realizada nesta quarta-feira (19.12.18), na sede do Iepha-MG, o Conselho Estadual de Patrimônio Cultural – Conep – aprovou por unanimidade o reconhecimento do Artesanato em barro do Vale do Jequitinhonha: saberes, ofício e expressões artísticas como patrimônio cultural de natureza imaterial de Minas Gerais.
A pesquisa, que durou cerca de um ano, teve como metodologia a realização de um mapeamento, por meio de uma plataforma online disponível no site do Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais recebeu 122 cadastros de artesãs e artesãos, de 21 municípios do Vale Jequitinhonha, no nordeste de Minas. Além disso, foram realizadas pesquisas de campo nas principais comunidades produtoras, com registro fotográfico e audiovisual, que, por sua vez, contribuiu para a elaboração do dossiê de Registro intitulado “Artesanato em Barro do Vale do Jequitinhonha: saberes, ofício e expressões artísticas em Minas Gerais”.
"Este trabalho foi bastante desafiador. Para viabilizar esse reconhecimento, primeiro tivemos que fazer uma composição de  várias mãos. E o segundo desafio foi, em tão pouco tempo, ter que dar conta de tanto conteúdo e saberes, que não se esgotam nesse período de estudo", diz a presidente do Iepha-MG, Michele Arroyo. "Encerramos aqui uma etapa, que é importante, de reconhecimento, mas a principal conclusão a que chegamos é que o conhecimento deste saber é algo contínuo. A própria ação de salvaguarda vai pressupor a continuidade deste estudo e a discussão de medidas tanto físicas quanto imateriais em relação à proteção do modo de fazer deste fazer cultural", conclui.
A produção de cerâmica está espalhada por todo o Vale, sendo que os principais polos produtores são os municípios de Turmalina, Minas Novas, Araçuaí, Itinga, Itaobim, Caraí e Ponto dos Volantes.
"Este trabalho foi bastante desafiador. Para viabilizar esse reconhecimento, primeiro tivemos que fazer uma composição de várias mãos. E o segundo desafio foi, em tão pouco tempo, ter que dar conta de tanto conteúdo e saberes, que não se esgotam nesse período de estudo" Michele Arroyo, Presidente do Iepha-MG


A reunião do Conep foi acompanhada por diversos artesãos mineiros. Maria do Carmo Barbosa fez questão de vir de Turmalina, no Vale do  Jequitinhonha, para estar presente neste momento, que ela disse ser "histórico" para os artistas do barro da região. Ela, que é oficineira há oito anos veio representando as 39 mulheres que compõem a Associação dos Artesãos de Coqueiro Campo. "Isso é um marco fundamental para nós e vai ficar na história daqueles que vierem. Vamos deixar um legado para nossos filhos", comemorou a artesã.
Para o secretário de Estado de Cultura, Angelo Oswaldo, a proteção da arte da cerâmica é vital para a região. “O mais impressionante e significativo é a diversidade da produção autoral. O Jequitinhonha está repleto de mestres, sendo notável exatamente pela originalidade das criações”, ressalta Angelo.
O modo de fazer e as expressões artísticas do artesanato do Vale do Jequitinhonha somente são possíveis diante da existência do ofício de artesã, e que, na região, é predominantemente desempenhado pelas mulheres, cujos conhecimentos e técnicas de produção cerâmica são transmitidos de geração em geração. Esse ofício exige uma série de conhecimentos tradicionais, e todo o processo aprendido é atualizado na medida em que as artesãs experimentam, pesquisam e criam suas próprias estruturas e formas de fazer o artesanato em barro sem, contudo, deixarem de seguir a tradição.
Um dos elementos importante e definidores do artesanato do vale do Jequitinhonha é a existência de várias tonalidades de barro. Esse conjunto de cores está disponível na natureza, mas sua aplicação nas obras é fruto de contínuo aprimoramento e experimentação das artesãs e artesãos, que ao longo do tempo buscaram a criação de distintos pigmentos. A pintura das peças demonstra o profundo conhecimento dos artistas em relação às cores, pois a coloração da peça final somente é adquirida depois que a peça vai ao forno, ou seja, pinta-se de uma cor, sabendo que ela terá outra após a queima.
Artesãs do Vale do Jequitinhonha presentes na última reunião do CONEP 2018    . 
  Foto: Acervo Iepha-MG
Agora, o Artesanato em barro do Vale do Jequitinhonha: saberes, ofício e expressões artísticas é o sétimo bem cultural de natureza imaterial junto com o Modo Artesanal de Fazer o Queijo da Região do Serro (2002), à Festa de Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos de Chapada do Norte (2013), à Comunidade dos Arturos (2014), às Folias de Minas (2017), às Violas e ao quilombo Manzo Ngunzo Kaiango (2018).

quarta-feira, 13 de junho de 2018

Artesão de Chapada do Norte ganha prêmio nacional de cerâmica, em São Paulo

Leandro Júnior ficou em primeiro lugar na Exposição Universo Cerâmico

O artesão Leandro Júnior, morador do distrito de Cachoeira do Norte, no município de Chapada do Norte, no Alto Jequitinhonha, no nordeste de Minas, ganhou o prêmio máximo da 3ª Exposição Universo Cerâmico 2018, no Hall Monumental da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo.

A exposição agrega cerca de 100 exemplares que destacam as técnicas da Arte Cerâmica hoje praticada por artistas brasileiros nas mais diversas técnicas de modelagem e queima.

Todo nosso orgulho e admiração por você, Leandro, que, junto a tantos outros artesãos e artesãs, leva o artesanato do Vale do Jequitinhonha para o Brasil e o mundo!

Parabéns!

Fonte: texto e criação da ASCOM do deputado estadual Jean Freire.

domingo, 27 de novembro de 2016

Artesanato do Vale do Jequitinhonha é grande atração em exposição em São Paulo

Cerâmica do Jequitinhonha chega a um dos espaços mais contemporâneos da capital paulista.Exposição vai de 22 de novembro até 23 de dezembro.
Exposição será realizada até 23 de dezembro (Divulgação)

Na abertura oficial, o curador da exposição — professor Ricardo Gomes Lima — mediou uma “rodada de conversa” com a participação de quatro artesãos. Os produtos estarão à venda até o dia 23 de dezembro, ou seja, os interessados na arte popular terão um mês para conhecer e, possivelmente, adquirir uma peça da autêntica arte popular.
A mostra na capital paulista é mais uma forma de valorização do artesanato da comunidade de Santana do Araçuaí, trabalho inspirado na obra criativa de “dona Izabel Mendes da Cunha” (1924 – 2014). A mestra, como também ficou conhecida ao longo de sua trajetória, foi reconhecida nacional e internacionalmente por diversos organismos, entre eles a Unesco – Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura.
Ao mesmo tempo em que desenvolvia o seu trabalho, a mestra Izabel conseguiu ensinar a arte das bonecas a parentes e à comunidade deixando muitos discípulos e o legado de uma das mais expressivas formas de arte popular. Para essa exposição, a parceria envolveu as secretarias de Desenvolvimento Integrado e Fóruns Regionais (Seedif), Desenvolvimento e Integração do Norte e Nordeste de Minas Gerais (Sedinor/Idene), Sebrae Minas e A Casa – Museu do Objeto Brasileiro, um dos espaços mais valorizados de São Paulo, que gentilmente recebe o trabalho dos mineiros do Vale do Jequitinhonha.
De acordo com os parceiros no evento, o artesanato é de fundamental importância na vida de muitas comunidades mineiras, razão pela qual merece todo o apoio possível para a inserção em novos mercados, por meio de mostras especiais ou feiras. São Paulo acolhe e valoriza o artesanato tradicional, facilitando a vida dos artesãos gerando emprego e renda.
Serviço:
Sobre flores e bonecas: a cerâmica do Jequitinhonha (Mostra de Cerâmica de Santana do Araçuaí)
Local: A Casa – Museu do Objeto Brasileiro (Av. Pedroso de Morais, 1234 – Pinheiros, São Paulo, Telefone: (11) 3814-9711).
Período de exposição/vendas: 23 de novembro a 23 de dezembro, das 10 às 18h.

Fonmte: Ascom Seedif

sexta-feira, 4 de novembro de 2016

2 mil peças de artesãos do Vale são selecionadas para a exposição Sobre Flores e Bonecas

A exposição que acontece em São Paulo entre os dias 22 de novembro e 23 de dezembro, na “A Casa - museu do objeto brasileiro- será uma homenagem à artesã dona Isabel, de Santana do Araçuai, que faleceu aos 90 anos.

Foto: arquivo2 mil  peças de artesãos do Vale são selecionadas para a exposição Sobre Flores e Bonecas
A peças são de 30 artesãos do Vale do Jequitinhonha, a maioria de Santana do Araçuai.
A artista plástica e ceramista Andreia Pereira de Andrade, 33, começou a tomar gosto pelo ofício logo cedo, aos 12 anos de idade. Ela se encantava ao ver a avó, Dona Izabel, e a mãe, Glória, darem forma à argila. E é nas mãos dessas mulheres que o barro reproduz cenas do cotidiano da região de Ponto dos Volantes, Território Médio e Baixo Jequitinhonha.
O trabalho de Dona Izabel vem sendo passado para várias gerações
 “Guardo com carinho os ensinamentos da minha avó, especialmente o jeito de reproduzir em detalhes, o feminino regional nas bonecas, nas formas da mulher, nas roupas rendadas e nos laços de fita”, relembra a neta. As bonecas de Dona Izabel, especialmente, ficaram famosas pelo mundo representando a arte do local.
 O trabalho da artesã Aneli de Souza Brandão também tem um pouco de Dona Izabel. “Eu aprendi com ela a fazer as bonecas, as feições. E por causa delas me orgulho de ser mulher, de ser do Vale do Jequitinhonha. É daqui que nós tiramos nossa força, sustento, identidade. Sem isto, somos menos que podemos” comenta emocionada. 
 Glória Mendes, filha de Dona Izabel conta que a preservação desta arte sempre foi preocupação para a mãe. “Quando ela estava no hospital, pediu para que o trabalho não fosse interrompido. Eu prometi que nunca iria parar, somente quando Deus me levar”, conta Mendes. Hoje, ela e a filha Andreia Pereira lutam para que o legado deixado por Dona Izabel continue gerando trabalho e renda para muitas mulheres artesãs da região.
 História de Dona Izabel
 Dona Izabel ficou famosa dentro e fora do país
Dona Izabel ficou famosa dentro e fora do país

 Artesã mineira, falecida em 2014, aos 90 anos, Dona Izabel usava o barro para sustentar seus quatro filhos após ficar viúva. Suas bonecas fomentaram a economia e identidade locais, ganharam o mundo e foram reconhecidas por diversos prêmios como o Unesco de Artesanato para a América Latina (2004), a Ordem do Mérito Cultural (concedida pelo Ministério da Cultura em 2005) e o Prêmio Culturas Populares (Ministério da Cultura, em 2009).
Investimentos
 Dentro da lógica do desenvolvimento regional, o Governo de Minas Gerais reconhece a importância da cerâmica do Jequitinhonha para a cultura e economia mineira e investe no nesse tipo de trabalho com diversas ações.
 No início do mês de outubro, por exemplo, uma equipe do Instituto de Desenvolvimento do Norte e Nordeste de Minas Gerais (Idene) e da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Integrado e Fóruns Regionais (Sedif), acompanhada do antropólogo e professor da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), Ricardo Lima, esteve na comunidade de Santana do Araçuaí.
 O objetivo foi selecionar mais de 2.000 peças de aproximadamente 30 artesãos, sendo alguns discípulos de Dona Izabel, que irão participar da exposição “Sobre Flores e Bonecas: a cerâmica do Jequitinhonha”, que homenageará Dona Izabel, em São Paulo.  A exposição será entre os dias 22 de novembro e 23 de dezembro, na “A Casa - museu do objeto brasileiro” que fica na Avenida Pedroso de Morais, nº 1234, no bairro de Pinheiros, São Paulo.
 “Esses produtos são referência mundial. As feiras e exposições poderão contribuir para que este artesanato de tanta tradição não seja abandonado e esquecido. E as feiras são ótimas oportunidades para isso”, disse Ricardo Lima.


A ação faz parte do programa Artesanato em Movimento, da Secretaria de Estado de Desenvolvimento e Integração do Norte e Nordeste de Minas Gerais (Sedinor) e seu órgão operacional, o Idene, em parceria com a Superintendência de Artesanato, a Sedif, o Sebrae-MG e A Casa - Museu do Objeto Brasileiro.
 “A intenção é fortalecer o trabalho do artesão mineiro, bem como criar oportunidades para promover a comercialização, já que a maior dificuldade é o escoamento da produção”, afirma o coordenador do programa, Ronaldo Lima.
Selos comemorativos
Outra medida para divulgar o artesanato de Santana do Araçuaí foi a parceria entre o Governo de Minas Gerais e a regional mineira dos Correios na criação de um conjunto de selos especiais, com as imagens das bonecas premiadas de Dona Izabel, lançado em setembro deste ano. A iniciativa é uma parceria entre o Sistema Sedinor/Idene, a Sedif, a Coordenação de Artesanato, da Secretaria de Estado de Cultura (SEC), o Centro de Artesanato Mineiro e o Instituto Vale Mais.
Fonte: Agência Minas

domingo, 18 de setembro de 2016

Artesanato do Vale do Jequitinhonha é homenageado em selo dos Correios


Governo de Minas Gerais e Correios eternizam bonecas do Vale Jequitinhonha.

Selos vão trazer imagens das premiadas bonecas de barro da Mestra Dona Izabel Mendes, arte que atravessou gerações e virou referência nacional.


Para valorizar ainda mais a arte popular brasileira, especialmente o tradicional artesanato mineiro, o Governo do Estado e a Regional dos Correios em Minas Gerais lançam, na próxima terça-feira (20/9), um conjunto de selos com as premiadas bonecas de barro da Mestra Dona Izabel Mendes, do Vale do Jequitinhonha. 

O evento ocorre, às 10h, no Centro de Artesanato Mineiro, no Palácio das Artes, em Belo Horizonte. 
A iniciativa dos selos foi originada do Vale Mais -- Instituto Sociocultural do Jequitinhonha, que se inscreveu no edital dos Correios e apoia as mais diferentes manifestações culturais. A partir daí houve apoio efetivo do Governo do Estado, por meio da Coordenação do Artesanato da Secretaria de Estado Extraordinária de Desenvolvimento Integrado e Fóruns Regionais (Sedif), Secretaria de Estado da Cultura (SEC) e Instituto de Desenvolvimento do Norte e Nordeste de Minas Gerais (Idene) e o parceiro Centro de Artesanato Mineiro.  
As bonecas foram trabalhadas no barro com uma técnica peculiar, que foi passada para as gerações seguintes. Ela tinha prazer em ensinar e os seus filhos e netos aprenderam o ofício e se transformaram em referência na arte popular brasileira. Todos eles confirmaram presença no evento.
Os selos foram produzidos a partir de fotografias que integram o acervo do Centro de Arte Popular (Cemig), utilizando recursos de computação gráfica. Eles ilustram os valores que a Mestra Dona Izabel Mendes atribuiu ao universo feminino, destacando a beleza, as noivas e os seus buquês, entre outros momentos da mulher.

-2:33
1.179 visualizações
Rubinho Do Vale
m coração, ela jura que tem a doçura do mel. A boneca de Dona Isabel parece pintada em papel, da terra nasce a pintura, a escultura desce do céu. Maria, Joana e Raquel não pagam pensão nem hotel, são as princesas do Vale, bonecas de Dona Isabel. A mão de Dona Isabel deslisa bem mais que pincel, transforma o barro em boneca, poema, poeta, cordel. A boneca de Dona Isabel é a história de tanta Isabel, mulheres do vale, da lida, retrato da vida fiel." (Edição do clipe: Disha Juliana Guarani Kaiowá)
História
Nascida em Córrego Novo, em 1924, Mestra Isabel Mendes viveu a maior parte da sua vida em Santana do Araçuaí, distrito de Pontes dos Volantes, no Vale do Jequitinhonha.  A artesã faleceu em 2014, com 90 anos de idade. A sua obra foi vencedora, entre outros, da 7ª edição do Prêmio Unesco de Artesanato para a América Latina e Caribe, quando concorreu com 90 trabalhos de 16 países.
Serviço:
Lançamento do Selo Comemorativo “As Bonecas da Mestra Dona Izabel Mendes”
Dia: 20 de Setembro (Terça-feira)
Horário: 10h
Local: Centro de Artesanato Mineiro (Palácio das Artes) - Avenida Afonso Pena, 1.537, Centro, BH.

quarta-feira, 20 de maio de 2015

Artesanato do Vale do Jequitinhonha vira atração internacional

Estão presentes as associações dos artesãos dos municípios de Datas, Minas Novas, Presidente Kubitschek, Turmalina e Ipanema.

Peças em cerâmica, madeira, capim dourado, além da técnica milenar rechilieu, mostram para o mundo a identidade do artesanato mineiro. 
Desde a última sexta-feira (15/5), os trabalhos de cinco associações de artesãos dos vales do Jequitinhonha e Rio Doce estão expostos na 36ª Feira Internacional de Artesanato (Feiarte), no Parque Barigui, em Curitiba, no Parana .

A participação dos artesãos está sendo possível graças a uma parceria entre o SistemaSedinor/Idene, a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, o Sebrae/MG e o Centro de Artesanato Mineiro (Ceart). O estande do artesanato mineiro ocupa espaço de 60 metros quadrados.
Estão presentes na feira as associações dos artesãos dos municípios de Datas, Minas Novas, Presidente Kubitschek e Turmalina, do Vale do Jequitinhonha; e Ipanema, do Vale do Rio Doce.
O sistema Sedinor/Idene mantém o programa Artesanato em Movimento, apoiando o segmento na região, em parceria com a Superintendência de Artesanato de Minas Gerais e o Ceart. O objetivo é viabilizar a participação de grupos organizados de artesãos em feiras e eventos, nacionais e regionais, garantindo a logística necessária.

A presença dessas associações nas feiras e eventos representa oportunidade para divulgar o melhor da cultura mineira, em especial o típico e tradicional artesanato das regiões Norte e Nordeste de Minas, entre as mais representativas e ricas do estado, com seus mestres artesãos.
Em sua 36ª edição, a Feiarte de Curitiba ocupa uma área de oito mil metros quadrados e proporciona aos visitantes um passeio pelo mundo do artesanato. São 200 expositores de 30 países e 20 estados brasileiros. Neste ano, a feira homenageia os 100 anos da imigração japonesa no Paraná. 
A expectativa é atrair cerca de 30 mil pessoas até o próximo domingo (24/5).
Agência de Minas