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segunda-feira, 19 de junho de 2017

Milho Verde realiza o 17º Encontro Cultural com homenagem à Chica da Silva, nativa do povoado.

Chica da Silva é a filha mais famosa do também famoso lugarejo que atrai mais de 5 mil ecoturistas, no evento cultural.

De 15 a 23 de Julho de 2017, Milho Verde explodirá cultura e arte. 
Distrito da cidade do Serro, a 105 km de Diamantina, 25 km do Serro e 248 km de Belo Horizonte, o povoado famoso pelas suas belezas naturais e povo acolhedor, no Alto Jequitinhonha, realiza o Encontro Cultural de Milho Verde, promovido Instituto Milho Verde. Neste ano, a sua 17ª edição homenageia Chica da Silva.
Personagem de imagem forte e resistente, Chica da Silva nasceu em Milho Verde, onde possui registros que comprovam o seu batismo na Igreja Nossa Senhora Prazeres, cartão postal do vilarejo.
Durante toda semana do evento, diversas atividades artísticas e culturais são oferecidas a toda a comunidade e também turistas vindos de todo o Brasil e do mundo. 
No ano de 2016, estipula-se que mais de 5000 pessoas participaram de mais de 27 oficinas e apresentações, além de rodas e saberes, mutirão de bioconstrução, distribuição de mudas nativas e passeios de Ecoturismo, como o Monumento Natural Estadual Várzea do Lajeado e Serra do Raio.
Desde o ano 2000, o Encontro Cultural do Milho Verde estimula a economia e movimenta o fluxo de turistas na região, chegando a ficar com 100% de ocupação nos meios de hospedagem.
Maiores informações sobre o evento e como ajudar na realização do Encontro, você pode encontrar através da pagina do Facebook Instituto Milho Verde ou 17º Encontro Cultural de Milho Verde.
Por Marcus Santos / Instituto Milho Verde

Conheça melhor Milho Verde:


Milho Verde é um distrito do município brasileiro de Serro, no interior do estado de Minas Gerais.
De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), sua população no ano de 2010 era de 1 275 habitantes, sendo 655 homens e 620 mulheres, possuindo um total de 548 domicílios particulares. Foi criado pela lei provincial nº 830, de 11 de julho de 1857.
História de Milho Verde
Situa-se na região do Alto Jequitinhonha, próxima à nascente deste rio. Arraial criado no início do século XVIII, originou-se da lavra de minerais preciosos de Manuel Rodrigues Milho Verde, natural da Província do Minho, em Portugal, e abrigou um posto de fiscalização da entrada e saída no Distrito Diamantino.
A segunda versão, e é a que é mais aceita, é a de que na época dos desbravamentos do interior do país, capitaneado pelos bandeirantes, estes chegaram a um pequeno vilarejo em que havia um senhor de alcunha Seu Mudesto. O que o senhor tinha a oferecer aos desbravadores era milho verde. Sendo assim, estes nomearam aquele local de Milho Verde.
De aspecto e modo de vida tradicionais, com casario e igrejas antigas cercados de montanhas de pedra e cachoeiras da Serra do Espinhaço, e afastada da velocidade e tecnologia do mundo moderno, Milho Verde veio a se tornar um dos cartões-postais de Minas Gerais, sendo muito visada pela atividade turística e atraindo um grande número de novos moradores, com impactos diversos para a população local. Distante poucos a 35 quilômetros de Diamantina, integra roteiros turísticos de cunho histórico, cultural e ecológico, tais como o da Estrada Real.
A história do lugarejo é enriquecida por fatos como a descoberta dos primeiros diamantes da região e além do mais é a terra de Chica da Silva, já que esta nasceu na região hoje conhecida como Baú, um pequeno lugarejo que compõe o distrito de Milho Verde. Chica veio a ser batizada na igreja da Matriz de Milho Verde. 
O lugarejo apresenta bela paisagem, com ampla vista de vales, serras e do Pico do Itambé. Nos remete bem a música de Vilarejo, de Marisa Monte. A vegetação é de campos rupestres e de altitude, além de cerrado, típicos da região, entremeada por inúmeros cursos de água. As casas são simples e as ruas estreitas, muitas totalmente invadidas por grama verde durante a maior parte do ano.
Milho Verde tem na igrejinha de Nossa Senhora do Rosário, construída em barro e madeira, ao mesmo tempo uma atração e um símbolo. São várias as opções de cachoeiras e passeios pelas serras, além da tradicional comida caseira, queijos, doces, cachaças, vinhos e licores de produção artesanal, principalmente nas épocas das frutas típicas da região.
A Associação Comunitária e algumas ONGs têm hoje um importante papel no distrito, com iniciativas sócio-culturais-ambientais, produção de material de construção, creche e coleta de lixo, contribuindo para intermediarem a relação entre o turismo crescente e a manutenção da qualidade de vida da população.
Fonte: Wilipedia


domingo, 20 de janeiro de 2013

ALMENARA/MG: MAIOR PRAIA FLUVIAL DO BRASIL SÓ FICA NA SAUDADE


Praia da Saudade em Almenara, será que podemos recuperá-la?


PRAIA DA SAUDADE, NO RIO JEQUITINHONHA, EM ALMENARA/MG

Nas margens do Rio Jequitinhonha, em Almenara, no Baixo Jequitinhonha, nordeste de Minas, está a Praia da Saudade. Essa praia já foi a maior praia fluvial do Brasil, e era frequentada pela elite da cidade, nas décadas de 40 e 50.

Entretanto, a praia tem sido degradada nos últimos anos.  O esgoto da cidade de Almenara, que ainda não é tratado, é jogado em sua totalidade no rio. Em 2006, foi construída a Usina de Irapé num ponto anterior à praia, o que diminuiu o volume do rio significativamente, recuando a orla em mais de 50%.

A praia também possui um potencial turístico enorme, devido à beleza do local. Um projeto do poder público de construção de calçadão e quiosques está há mais de 10 anos parado. A população reivindica também a construção de um cais, visto que na época de chuvas as enchentes são frequentes, e as casas de quem vive à beira do rio já foram levadas pela água, como é o caso da moradora Juscemília da Silva Costa, que vive em frente à praia. Além disso, o local está sempre sujo e cheio de entulho.

Algumas ações incipientes de preservação têm sido realizadas, através da Comissão de Proteção do Meio Ambiente da OSCIP Monsa (Organização da Sociedade Civil do Interesse Público). No início de julho, 6 mil peixes alevinos foram soltos no Rio Jequitinhonha, e um mutirão de limpeza foi realizado. Entretanto, são medidas paliativas, que não resolvem o problema da poluição e da falta de infraestrutura da praia.

O nome Praia da Saudade se dá por conta da época em que as pessoas podiam frequentá-la. Nome este que também denota a necessidade urgente de atenção para a revitalização dessa área da cidade.

COLABORAÇÃO: TURMA DO CHAPÉU

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Um rio, uma cidade e um povo: Coronel Murta contra os impactos ambientais no rio Jequitinhonha

Um rio, uma cidade e um povo:
Coronel Murta contra os impactos
ambientais no rio Jequitinhonha
Por Eric Renan Ramalho*
O RIO DAS MINHAS MANHÂS
As mulheres tingidas da cor morena…
Ungidas de sal e de sol do suor

Desfilam por estreitos caminhos

Levando raminhos e cheiro de flor.

Umas carregam latas, talhas…
Vasilhas vazias ou cheias de dor.

Outras: bacias, tachos, troixas de roupas batidas.

E surradas na lida do seu amo e amor.

E assim o meu rio as recebe
E oferece água de alvejar

E lajedo quarador.
As cantigas ressoam fugazes.
Ao debulhar dos panos

Costuram-se prosas, rezas, risos e dor.
Joaquim Celso Freire**
A última “cheia” do rio Jequitinhonha trouxe uma boa nova, para os moradores da cidade de Coronel Murta: a praia que havia sido levada pela hidrelétrica está de volta! Aproveitando esse ensejo, e dada a importância que a gestão do rio Jequitinhonha assume para a manutenção da vida no município de Coronel Murta, essa postagem visa apresentar o quadro local da situação, destacando o ambíguo sentimento de euforia e apreensão que a comunidade local vivencia em função do reaparecimento da praia no rio Jequitinhonha, em consequência da enchente deste último verão.
Imagem do Rio Jequitinhonha, em Coronel Murta, com o Morro do Frade ao fundo
(Foto: Thiago Alves)
Situada às margens do Rio Jequitinhonha, Coronel Murta é cercada por uma extensa cadeia de serras altaneiras que, além de proporcionar belas paisagens, favorecem prática de esportes radicais.
Além das Serras, a praia do rio Jequitinhonha atrai inúmeros banhistas de toda a região. Não são raras as vezes que moradores de cidades circunvizinhas visitam o município a fim de desfrutarem deste rico e belo patrimônio ambiental e fonte de lazer do qual a cidade dispõe. Essa praia, também poderia ser aproveitada na prática de esportes radicais, como canoagem.
Infelizmente a instabilidade na vazão do rio, decorrente da construção da Usina Hidrelétrica de Irapé, dificulta a prática de esportes coletivos, como futebol, vôlei e similares. Segundo matéria do Jornal Gazeta de Araçuaí [1], replicada nesse blog, essa riqueza natural propiciou a transformação da cidade em um importante pólo para o ecoturismo.
Além de atrativo turístico, as águas dos Jequitinhonha são de importância basilar para a manutenção do município, pois a acidade se serve do rio como única fonte de abastecimento, e em diversas comunidades rurais o rio cumpre o importante papel de determinação natural da produção e reprodução da vida, conforme demonstra Laschefski e Zouri em comentário sobre comunidades ribeirinhas atingidas pela construção da Usina Hidrelétrica IRAPÉ [2]. 
Leia o texto completo clicando aqui:

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Coronel Murta é a nova “ meca” do turismo ecológico

Coronel Murta é a nova “ meca” do turismo ecológicoSérgio Vasconcelos repórter Todos os domingos a praia de Coronel Murta se transforma em local de verdadeira romaria de turistas de cidades vizinhas. Ao fundo a Pedra do Frade e um flagrante de queimada da vegetação.

Banhado pelo rio Jequitinhonha e encravado em pleno sertão central do Vale do Jequitinhonha, o município de Coronel Murta, em Minas Gerais, está se transformando em um importante pólo de turismo ecológico. Todos os fins de semana a cidade é invadida por verdadeiras romarias de turistas de cidades vizinhas, em busca de lazer oferecido pelo que restou de sua praia. A cidade tem pouca estrutura hoteleira o que poderia atrair mais turistas. Porém, suas belezas naturais compensam o turista.

Além da beleza do rio, sua proximidade com cadeias de montanhas monumentais oferece ao visitante um leque de atrativos pouco explorados e que podem propiciar, a prática de montanhismo, trekking, cavalgadas, mountain bike e asa delta. Aliás, as cadeias de montes e montanhas garantem a Coronel Murta um lugar de destaque que poderia ser utilizado em campeonatos brasileiros de vôo livre, além de outros esportes radicais. No município se localiza ainda um importante ecossistema do semi-árido do Nordeste mineiro.

“ Vejo aqui um lugar propício para trilhas ecológicas. Está na moda”, disse o ex- campeão mineiro de motocross, Flávio Brigolini, natural de Mariana ,que circulava pela praia da cidade no último domingo, 11 de setembro.

A caminho de Coronel Mura, outra grande atração é o contato com a exuberante fauna e flora da caatinga. Mesmo em períodos de seca, a paisagem é exuberante. São mais de 200 espécies de animais identificadas, entre pássaros, répteis e mamíferos, algumas em processo de extinção, devido às constantes queimadas , desmatamentos e caça ilegal.Outros atrativos naturais de Coronel Murta são a Pedra do Frade e do Elefante, monólitos que lembram a figura de um frade deitado e de um elefante. Ambos podem ser visualizados de qualquer ponto da cidade.

O município também é rico em pedras preciosas e semi-preciosas, artesanato e culinária, entre eles, a galinha caipira no molho. No distrito de Freire Cardoso ( Ouro Fino ), a poucos quilômetros do centro da cidade, existem inscrições rupestres que até hoje não foram catalogadas por pesquisadores. Ali, o ponto turístico mais importante é o Rochedo, um aglomerado de pedras que ao longo de milhões de anos foi tomando contornos geológicos de extrema beleza.Na zona rural do município ainda existem velhos casarões de fazendas que relembram tempos coloniais e que hoje sofrem com a ação do tempo.
Ecoturismo é aqui
O rio Jequitinhonha é propício para esportes radicais como o rafting e canoagem. Jovens aproveitam corredeiras em Coronel Murta para se divertirem.

Tendência do turismo mundial, o Ecoturismo – ou Turismo Ecológico - desponta como a melhor alternativa para explorar regiões do Brasil fazendo uso sustentável dos atrativos do meio ambiente. Por definição, o Ecoturismo é a busca de experiências únicas e exclusivas, a partir da prática de turismo de lazer, esportivo ou educacional, utilizando de forma sustentável os patrimônios naturais e culturais, a fim de promover consciência ambiental e bem estar de todos os envolvidos. No Brasil, o Ecoturismo cresce mais do que o turismo comum, porque o interesse por atividades que não degradem tem sido o carro chefe do turismo ecológico.

Onde fica Coronel Murta
Praça Inácio Murta no centro da cidade.
Situada às margens do rio Jequitinhonha e encravada entre montanhas, o município possui pouco mais de 800 km2. Conhecida como a “ Terra do Sol “ é uma cidade pequena, porém, encantadora, de gente festiva e hospitaleira. A maior parte da cidade é formada por bares e botecos, principalmente na praça Prefeito Inácio Murta, a mais importante do lugar e para onde vai a maioria das pessoas.
O município ficou conhecido devido à sua riqueza mineral, cujas valiosas pedras, como as turmalinas, são comercializadas no mundo inteiro. Hoje a extração mineral está em decadência e uma das saídas para movimentar a combalida economia do lugar seria o ecoturismo.


BARRAGEM DE IRAPÉ destruiu as praias Após a barragem de Irapé a areia da praia foi embora. Em seu lugar surgiram pedras e matagal.A implantação da Usina de Irapé, entre os municípios de Berilo e Grão Mogol, inaugurada em junho de 2006, apesar dos benefícios, trouxe também sérios impactos ambientais por toda a extensão do leito do rio Jequitinhonha.
Para o ambientalista Saulo Murta, a praia de Coronel Murta, que no passado foi palco de lazer e turismo não só para os moradores do lugar, mas também para os municípios vizinhos, como Salinas, Araçuaí, Rubelita e Virgem da Lapa, transformou-se hoje em um cenário desolador, tornando o que era área de lazer em matagais e lama, o que vem afetando o turismo ecológico.
Em outubro de 2010 ele postou um vídeo no Youtube mostrando o antes e o depois de Irapé. O vídeo já ultrapassou a casa dos 3 mil acessos.
Diante de denúncias da imprensa e pressão popular, o promotor público Marcos Paulo de Sousa Miranda está interpelando a Cemig, operadora da Usina de Irapé, valendo-se de preceitos constitucionais que determinam ser de competência comum da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos municípios, legislar sobre a proteção ao patrimônio histórico, cultural, artístico, turístico e paisagístico, além da responsabilidade por dano ao meio ambiente. “ Existe uma intensa insatisfação popular com o fim das praias do Jequitinhonha”, disse o promotor. A CEMIG ainda não se pronunciou sobre o fato.
“ Queremos um estudo científico detalhado sobre os efeitos negativos em todo o ecossitema, como o nível inconstante das águas, bem como a reposição da areia no leito do rio, melhorias para compensar todo esse prejuízo ecológico, entre outros”, protesta Saulo Murta.

“ O que era nosso cartão postal, virou matagal”, desabafa o comerciante Júnior Martins, de Coronel Murta. “ Queremos melhorias. A Cemig tem muito dinheiro. Isto aqui é coisa pequena para eles, mas para nós, é tudo que temos de bonito”, argumenta Rafael Fonseca Torres, coordenador de Esportes do município. “ Poderiam construir uma passarela, instalar banheiros na orla, enfim, fazer melhorias para todos”, arremata Júnior Martins.

Para Cleonice de Jesus, 40 anos, residente em Salinas, o ideal é a parceria da Cemig, município e Estado para promover as melhorias. Ela organiza todos os domingos romarias de pessoas da cidade vizinha para Coronel Murta. “ Viemos para cá porque infelizmente acabaram com o rio Salinas. Hoje é só esgoto. Não queremos que aconteça o mesmo com o rio Jequitinhonha. Isso aqui era a coisa mais linda do mundo.Agora está assim,” disse a dona de casa, mostrando os estragos provocados pela Barragem.

“ Frequento a praia há mais de 5 anos e trago comigo um ônibus. São mais de 50 pessoas. Fico triste em ver o que está acontecendo aqui., porque conheci a praia antes da barragem. Alguém precisa fazer alguma coisa”, disse Jorge Luiz da Cruz, o Jorjão do Gás, residente em Salinas.

No local frequentado pelos turistas existe apenas um bar que oferece pouca estrutura para receber turistas. " Vamos fazer melhorias", garante a proprietária.


Na praia em Coronel Murta existe apenas um bar que lota nos fins de semana.

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Diamantina-Monjolos: Trilha Verde da Maria Fumaça

Diamantina-Monjolos: Trilha Verde da Maria Fumaça Estação do Trem, no centro de Diamantina.
Para ter sucesso, quem luta em favor das bicicletas precisa aproveitar as oportunidades e agir quando for preciso, sem esperar que alguém faça por nós.

Saber aproveitar as oportunidades requer estar aberto e antenado, sem nunca fechar canais de comunicação. Também é preciso saber dizer não quando preciso, para ter foco. Uma boa dose de conhecimento técnico ajuda muito. Agir, colocar a mão na massa, exige comprometimento, e a clara visão de que o futuro se constrói hoje. Estar pronto para enfrentar o que vem após a curva.

Um excelente exemplo disto é o movimento para implantação da Trilha Verde da Maria Fumaça, na região central de Minas Gerais, entre Diamantina e Monjolos. O objetivo é possibilitar o deslocamento de caminhantes e ciclistas pelo antigo ramal ferroviário da região, criado em 1909. Foi totalmente desativado em 1973, dentro da política rodoviarista da época.

Durante cerca de 30 anos a “linha do trem” ficou abandonada. Apesar de estar sob responsabilidade do DNIT e as construções sob responsabilidade do IPHAN, passou a ser aos poucos vendida, alugada, roubada e ocupada ilegalmente.


Recentemente, o trajeto começou a ser usado em atividades de lazer e estudo por ciclistas, caminhantes, cavaleiros, professores, estudantes e um novo olhar passou a conviver com as belezas e problemas do caminho.

Em 2000 uma expedição encabeçada pela ONG Caminhos da Serra percorreu a pé todo o trecho de Diamantina a Corinto. Desde então, vem sendo discutida a proposta de se criar a Rota de Ecoturismo da Trilha Verde da Maria Fumaça, com cerca de 100 km de extensão.
Colégio de Conselheiro Mata, em Diamantina. Esta foi uma Escola de Tempo Integral, fundada, há 60 anos, pela educadora Helena Antipoff. Muitas moças do Vale do Jequitinhonha estudaram neste Colégio.


Por ser um percurso criado para o tráfego ferroviário, a Trilha Verde da Maria Fumaça não possui ladeiras acentuadas ou curvas fechadas, apesar do trajeto serpentear por entre escarpas da Serra do Espinhaço e haver um desnível de mais de 800m.

A Serra do Espinhaço possui como características marcantes os afloramentos de rochas quartzíticas entremeados por campos e pequenas faixas de matas, e recebeu da Unesco o título de Reserva da Biosfera. Além de passar por 7 localidades, ao longo da Trilha da Maria Fumaça existe um grande número de atrativos naturais.

O destaque fica para os vilarejos de Barão de Guaicuí, com a Cachoeira do Barão, e as formações e sítios arqueológicos da Serra do Pasmar; e o vilarejo de Conselheiro Mata, com mais de 10 cachoeiras no seu entorno.

A Trilha foi subdividida em seis trechos, conforme as localidades existentes ao longo do trajeto, com distâncias propícias para viagens a pé ou de bicicleta.

Trecho 1: Diamantina a Bandeirinha – 16,6 km

Trecho 2: Bandeirinha a Barão de Guaicuí – 10,5 km

Trecho 3: Barão de Guaicuí a Mendes – 17,6 km

Trecho 4: Mendes a Conselheiro Mata – 24,4 km

Trecho 5: Conselheiro Mata a Rodeador – 16,5 km

Trecho 6: Rodeador a Monjolos – 14,4 km Estação do Trem, em Monjolos

Em 2009 foi criado o Grupo Gestor da Trilha Verde da Maria Fumaça, que já se reuniu com prefeitos, DNIT, IPHAN, Procuradoria do Estado de Minas, entre dezenas de outras ações. Há poucos dias, foi concluído um relatório de identificação e diagnóstico para indução e apoio de fluxo turístico, dentro do Programa de Estruturação do Circuito dos Diamantes (estância de governança regional do turismo).

O relatório apresentado identifica os principais problemas da trilha e apresenta as soluções necessárias. Foi elaborado pelos turismólogos Felipe Marcelo Fernandes Ribeiro e Maria Luar Mendes de Souza, sob a Coordenação Técnica de Hugo Araújo.

A Transporte Ativo parabeniza todas as pessoas envolvidas e apóia a excelente iniciativa.

*Denir Mendes Miranda é representante da Associação Transporte Ativo no Distrito Federal.

Fonte: Blog Transporte Ativo - 11/08/2010, lambido do Passadiço Virtual.

domingo, 3 de abril de 2011

Diamantina e Serro: Riquezas do Espinhaço








Diamantina e Serro: Riquezas do Espinhaço

Reportagem de Gustavo Werneck, Estado de Minas, domingo, 3/04/11


Proteção para um trecho da Estrada Real (ER) que abriga recursos naturais, sítios arqueológicos e parte importante da história de Minas. O Ministério Público Estadual (MPE) e o Departamento de Estradas de Rodagem do Estado de Minas Gerais (DER/MG) firmaram acordo para garantir a preservação ambiental e do patrimônio cultural da estrada que liga o Serro a Diamantina, passando pelos distritos de Milho Verde e São Gonçalo do Rio das Pedras, no Vale do Jequitinhonha.


No documento, ficou acertado que o DER, que está asfaltando a rodovia – integrante do Caminho dos Diamantes, que vai de Diamantina a Ouro Preto – executará projeto de educação patrimonial nas comunidades localizadas ao longo da rodovia, vai sinalizar os pontos turísticos e implantar mirantes explicativos, entre outras providências.



“Com a valorização de sua história e monumentos, as comunidades terão chance de desenvolver o turismo sustentável”, diz o promotor de Justiça Enéias Xavier Gomes, que assinou o acordo ao lado dos coordenadores das promotorias ambientais das bacias dos rios Jequitinhonha e Mucuri, Francisco Chaves Generoso, e da Promotoria de Defesa do Patrimônio Cultural e Turístico, Marcos Paulo de Souza Miranda.



Enéias explica que haverá piso diferenciado, na passagem pelas comunidades e cabeceiras de pontes, e via paralela para ciclistas e caminhantes. “Queremos que os viajantes reduzam a velocidade ao passar pelas localidades e parem para admirar o acervo arquitetônico e as belezas naturais.” Com 60 quilômetros de extensão, a estrada atravessa pontos remanescentes da rota primitiva, como a comunidade de Vau, que tem uma trilha pavimentada de pedras pela mão escrava e é muito procurada pelos turistas.

Ligando Diamantina a Paraty (RJ), a ER foi aberta nos séculos 17 e 18, pela coroa portuguesa, para levar ouro e diamantes da região das minas, via Ouro Preto, para os portos do Rio de Janeiro e, de lá, para Lisboa. De acordo com informações do Instituto Estrada Real (IER), o caminho de 1,6 mil quilômetros atravessa hoje 199 municípios de Minas, Rio de Janeiro e São Paulo. “Precisamos aliar progresso e história e trabalhar para compatibilizar essa relação, pois esse tipo de acordo é importante para toda a ER”, comenta o diretor-geral do instituto, Baques Sanna.



Ele lembra que a Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco) analisa o projeto para transformar a rota em patrimônio cultural da humanidade. Pelo documento assinado em 25 de março e divulgado esta semana, os procedimentos de corte e deposição de rejeitos nas áreas localizadas em campos rupestres serão revistos e o relatório indicando o cumprimento de todas as exigências ambientais será remetido ao MPE em 30 dias.

As medidas de proteção foram indicadas em laudos técnicos produzidos pelo professor do Laboratório de Arqueologia e Estudo da Paisagem da Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri (UFVJM), Marcelo Fagundes, e pelo chefe do Parque Nacional da Serra do Cipó, Henri Collet. “Queremos respeito com as comunidades e muito cuidado com o nosso patrimônio, que é frágil e muito valioso. Não queremos que os distritos se tornem apenas lugares de passagem”, diz uma moradora, por telefone, que preferiu o anonimato.



O trecho que está sendo asfaltado será integrado à rodovia MG-010, que liga Belo Horizonte ao Serro e passa pela Serra do Cipó, na Região Central. De acordo com o DER/MG, são 223 quilômetros, dos quais 165 quilômetros, de BH a Conceição do Mato Dentro, já pavimentados. De Conceição do Mato Dentro ao entroncamento com Dom Joaquim, 12 quilômetros se encontram em obra de pavimentação. O restante, 46 quilômetros, vai ser concluído, e tem serviços já contratados.


Caminho dos Escravos, em Diamantina

Ajustes

Segundo o gerente de Meio Ambiente do DER/MG, Murilo Fonte Boa Guimarães Moreira, não há data para término da obra que contempla, atualmente, o trecho entre Serro e Milho Verde. Ele destaca a relevância do acordo, mas esclarece que todos os pontos firmados já estavam previstos no projeto original, que teve 50 informações complementares feitas pelos órgãos ambientais e 39 condicionantes.


“A reunião foi muito boa, mas o que o MPE fez foram ajustes e todos serão cumpridos, caso do piso diferenciado, sinalização, programas de educação ambiental e outros. Pode ser que, para elaborar o laudo, a universidade não tenha tido conhecimento do projeto do DER”, afirma Murilo, que participou da reunião em Belo Horizonte com o diretor do DER/MG, José Élcio Santos Monteze, o procurador estadual Rosalvo Miranda Moreno Jr., além dos técnicos ambientais Luiz Alberto Dias Mendes e André Luiz Carmo de Azevedo.



Com o lembrete do Passadiço Virtual

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Diamantina: Rapel na Gruta do Salitre

Diamantina: Rapel na Gruta do Salitre

Quando: Dia 16 de abril, 8 horas da manhã.

Saída: Praça Dr. Prado em frente ao CVT.

Valor: R$ 60,00 incluindo transporte, equipamentos e almoço na Pousada do Tropeiro, em Curralinho.

Apenas 12 vagas!

Promoção: Quintal Radical - receptivo/ ecoturismo e aventura

Contato: marconi.leao@yahoo.com.br.

Gruta do Salitre

Gruta do Salitre fica a 9 km de Diamantina e a 1 km do povoado de Curralinho, figura como um dos principais atrativos ecoturísticos da região.

A Gruta do Salitre: é formado por rochas que proporcionam uma paisagem espetacular, remetendo-nos lembrando catedrais góticas.

O local serviu de esconderijo de escravos na época da escravidão no Brasil.

Atualmente também é usada para concertos de bandas de música devido à sua acústica.

Com a dica do Fernando Gripp, do Passadiço Virtual

sábado, 19 de fevereiro de 2011

Turismo de aventura em Diamantina


Turismo de aventura em Diamantina
Autor: Higor Santos, Loja Terreno Extremo

Aqui na loja eu tenho refletido sobre Diamantina, cidade com sua beleza singular, história fascinante, personagens memoráveis, presente na Serra do Espinhaço, a nossa Cordilheira do Brasil, e mesmo assim ainda tão pouco valorizada como oportunidade única para o Ecoturismo e Turismo de Aventura.

Podemos citar não somente em Diamantina mas em toda região, as inúmeras atrações naturais para o ecoturismo: Parque do Biribirí, Milho Verde, São Gonçalo do Rio das Pedras, Barão de Guaicuí, Conselheiro Mata e suas cachoeiras; Parque Estadual do Rio Preto em São Gonçalo do Rio Preto; Gruta do Salitre, Ponte do Acaba Mundo, Trilha Verde da Maria Fumaça, Quenion do Funil, Caminho dos Escravos Diamantina-Mendanha, Rio jequitinhonha, todos esses lugares entre outros ainda tão pouco conhecidos e reconhecidos como merecem, são palcos de um espetáculo repleto de beleza e história.

Aqui podemos praticar o Mountain Bike, o Montanhismo, Arvorismo, Trekking, Camping, entre outros diversos esportes de aventura. E mesmo assim, eu pergunto:

O que existe de mobilização, informação e infraestrutura para que isso seja possível para a população e para o turista?

Quais eventos ajudam a divulgar e conscientizar sobre a potencial beleza da nossa região?

Não longe daqui vemos a Serra do Cipó, Chapada Diamantina, entre outros lugares com uma estrutura voltada para esse turismo ecológico e claro, consciente. Afinal, conscientização e preservação são essenciais para a prática sustentável do ecoturismo em qualquer lugar do mundo.

Porém, começo a ficar mais esperançoso pois estamos vendo empresas abraçando esta causa de tão grande valor: Veredas do Espinhaço, Quintal Radical, Minhas Gerais, e quem sabe em breve outras apareçam para que definitivamente Diamantina acorde e veja ao seu redor, e até mesmo para dentro de si, em suas ruas, o quão importante é valorizar aquilo que vemos todos os dias ser tratado como comum e abundante.

Nosso patrimônio vai além das fachadas mantidas e conservadas destes casarões... vai além dos muros e calçadas. E
Ele passa pelos vales, montanhas, rios, pela alma e pelo coração!!!

Publicado pelo Fernando Gtipp, do Passadiço Virtual, de Diamantina

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Curso: Ecoturismo e Cultura no Alto Jequitinhonha

Curso de Língua Portuguesa:
Ecoturismo e Cultura no Alto Jequitinhonha No período de 19 a 30 de julho de 2010 será realizado o “Curso de Língua Portuguesa: Ecoturismo e Cultura no Alto Jequitinhonha”, promovido pelo Instituto de Humanidades em parceria com a Diretoria de Relações Internacionais e a Pró-Reitoria de Extensão e Cultura da UFVJM – Campus Diamantina.

O Curso visa promover o aprendizado da Língua Portuguesa a alunos estrangeiros que já tenham algum conhecimento do idioma, através de contextos de imersão, a partir das potencialidades do Vale do Jequitinhonha em seus aspectos culturais e ecoturisticos.

Coordenadora: Profª Fernanda Valim Côrtes Miguel
Contato: fernanda.valim@ufvjm.edu.br
Com informações do Passadiço Virtual e UFVJM