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terça-feira, 30 de julho de 2013

ANATEL fecha duas rádios comunitárias em Itamarandiba

Rádios comunitárias não eram credenciadas pela ANATEL

"Piratas são eles que estão atrás do ouro"


A Anatel realizou na terça-feira (23.07) uma fiscalização de rotina onde duas rádios (Rádios 
Interativa FM 102,9 e Stereosom FM 98,5) foram fechadas, na cidade de Itamarandiba, no Alto 
Jequitinhonha, nordeste de Minas,  por agentes da Anatel acompanhados por Policiais Militar 
e Civil. Todos os aparelhos das emissoras de raiodifusão foram apreendidos. Ninguém foi preso, 
mas os responsáveis foram notificados e responderão a processo administrativo da Anatel.

Segundo informações, a potência dos transmissores era alta o suficiente para interferir na 
comunicação entre aeronaves e também em outros canais autorizados. O sinal atingia toda 
a cidade e parte da zona rural do município.

Atualmente a rádio Comunitária Millenium FM 87,9 é a única que possui a autorização do 
Ministério das Comunicações para realizar o serviço de Radiodifusão na cidade. 

Vale ressaltar que a Anatel possui gravações com a programação das rádios fechadas. 
Segundo informações,  todos os comerciantes ou anunciantes que colaboraram com a rádio 
poderão ser notificados.

Fonte: Itamarandiba Hoje  

Comentário do Blog:
Este minifúndio da comunicação sempre defendeu as rádios comunitárias. Quem denuncia 
as rádios que prestam serviços às comunidades têm interesse em exploração comercial. 
Crime é fechar meios de comunicação que contribuem para o desenvolvimento local. 

No final de 2012, a Polícia Federal fechou rádios comunitárias em Carbonita. Em maio de 2011, 
foram fechadas 5 rádios na região de Virgem da Lapa e Araçuaí, no Médio Jequitinhonha.

Este Blog publicou um protesto.

terça-feira, 7 de junho de 2011

Capelinha: Encontro da AMIRT frustra Rádios Comunitárias

Capelinha: Encontro da AMIRT frustra Rádios Comunitárias Leia relato da Daniela Cordeiro, de Angelândia, sobre o Encontro de Rádios:


Ocorreu neste sábado, dia 28.05, no hotel Aranãs, em Capelinha, o I Encontro Regional da AMIRT (Associação Mineira de Rádio e Televisão).

A cidade recebeu representantes de várias rádios afiliadas à associação muitos representantes de rádios alternativas da região que ainda não conseguiram seus registros estavam presentes. Foi um evento satisfatório para as rádios afiliadas, com presença da Anatel que ressaltou a importância das denúncias feitas pelos representantes legais presentes.

A promoção foi da rádio Aranãs FM, que por sua vez merece parabéns a toda a equipe que participou o tempo todo ativa a cada detalhe. O presidente regional da AMIRT, também diretor da rádio Aranãs FM, Tico Neves, deixou todos os presentes com uma ótima impressão da cidade de Capelinha recebendo-os com muita simpatia. Pedro Vieira - prefeito de Capelinha, Laerte Barrinha - presidente da câmara e outros representantes de órgãos e empresas da cidade também marcaram presença.

O evento iniciou-se com uma palestra do jornalista da Rádio Itatiaia Eduardo Costa, que, com toda simpatia, atraiu o interesse de todos com relatos de suas reportagens e história da rádio Itatiaia.

Em uma citação sobre venda de horário em emissoras ele criticou o fato da venda direcionada a pessoas sem nível intelectual. Perguntei se a nível comunitário ele tinha a mesma visão, se seria a favor de emissoras nas mãos da elite, alegando que a elite, em sua maioria, não tem visão que atenda os anseios da comunidade. Ele me respondeu que realmente é complicado pensar na comunicação comunitária nas mãos da elite e não foi muito além. Entendi, não era o lugar propício para estender, mas tirou a minha dúvida quanto à posição dele.

Não comungo com as atitudes e objetivos da AMIRT exatamente por conhecer tão de perto a luta de quem quer fazer rádio de verdade. A entidade não conseguirá avanços já que representa apenas uma espécie de "dedo duro" à Anatel.

Ora, se já temos o órgão ligado ao governo com todo aparato para fazer fiscalização, acabo vendo inútil a missão da AMIRT já que não tem autorização para tal ação. Sou a favor das ações da ANATEL designadas por sua competência.


A AMIRT desperdiça uma grande oportunidade de ser um aparato a meios de comunicação alternativos, chamados pela entidade de criminosos, não conseguindo assim o apoio do Governo Federal para sua estrutura. Hoje tem um número muito baixo de afiliadas que mal conseguem manter a entidade, pois seus objetivos são muito vagos a ponto de não terem o prestígio que poderiam ter na fiscalização inclusive.

Quanto ao número grande de participantes no evento, vale ressaltar a presença de vários representantes de rádios alternativas que já foram fechadas ou que ainda resistem no ar sem nenhum apoio, que viram no encontro uma esperança de conhecer a entidade e que ela fosse de amparo a emissoras de rádio em processo de legalização.

Voltaram frustrados e não participarão mais, pois já sabem que a AMIRT é sustentada por poucas e grandes rádios comerciais com o objetivo de exterminar às demais. No site da Aranãs, em um texto de Aldair Gomes dizia: Também serão convidados representantes das emissoras ainda não filiadas à AMIRT e das rádios consideradas “piratas” que terão a oportunidade de conhecer os caminhos para legalização de suas emissoras. Engraçado, na chamada eles não chamaram as não registradas de criminosas e faltou ainda ensinar caminhos para legalização, como promessa da AMIRT.

Senhor Agostinho, todas essas rádios já tem formulários e passo-a-passo para registro, apesar que nem isso foi oferecido, elas precisam é de apoio jurídico. Me surpreendi ao saber das rádios legalizadas Comunitárias e educativas que tem o mesmo objetivo e atuação das que estão em processo de legalização e ainda representam 4% das que financiam essa entidade.

Entendo a representatividade de 96% de rádios comerciais que financiam, pois precisam e com razão defender o direito de publicidade e suas finalidades, mas não terão avanços se não discutirem um meio mais eficaz de garantir o "seu reduto comercial" além do fechamento de rádios. Fecha-se hoje, abre-se amanha e com incentivo e financiamento do próprio comércio que quer competitividade para diminuição de custos.

Não sou defensora de criminosos, como a AMIRT pensa. Gostaria que cada rádio educativa ou comunitária tivesse menos burocracia no processo de legalização e se limitasse a um pequeno incentivo do governo para sua manutenção, sendo extremamente proibido qualquer outro tipo de apoio cultural. Sendo assim, rádios que se dizem comunitárias com a visão completamente comercial desinteressariam pela legalização e deixariam de manchar a imagem das que já prestam e bem esse serviço. Denegrir é algo que a AMIRT faz constantemente.

Perguntei a Agostinho Resende, presidente da AMIRT, porque eles se referem às rádios dessa forma "Criminosos". O que viria a ser rádio criminosa: A não licenciada, A que invade frequências e colocam aviões em risco ou rádios que prejudicam sua publicidade? Perguntei alegando ser um nome muito pesado para RCs em processo de legalização.


Ele me respondeu que criminosa para eles é qualquer rádio que independente da atuação na sociedade esteja sem registro completo ou com qualquer tipo de irregularidade. Isso é ser criminoso para a AMIRT e o conceito de criminoso é amplo. Não tenho rádio, luto pela causa e por democratização dos meios de comunicação e me senti ofendida em nome de todo dono de rádio que estava presente apesar de não terem se manifestado, oprimidos pela presença da ANATEL.

Leia relato completo no danycordeiro.blogspot.com , da Daniela Cordeiro

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Capelinha será capital mineira do rádio e da tv


Capelinha será a capital mineira do rádio e da tv
Capelinha aguarda com grande expectativa a realização do 1º Encontro Regional da AMIRT (Associação Mineira de Rádio e Televisão) na cidade.



Dezenas de donos de rádios e TV’s, locutores, repórteres, jornalistas, publicitários e outros profissionais de comunicação de todo o estado já se inscreveram para o evento programado para o próximo dia 28 de maio, sábado, de 08:00 às 17:00 horas, no auditório do Hotel Aranãs, em Capelinha, no Alto Jequitinhonha, nordeste de Minas.


Segundo o jornalista Tico Neves, diretor operacional da Aranãs e diretor da AMIRT nos Vales do Jequitinhonha e Mucuri, “trata-se de um evento inédito na região e histórico para Capelinha, pois é a primeira vez que o Encontro acontece no Jequitinhonha e sediado na cidade, mobilizando profissionais ligados ao rádio e TV de todo o estado. Por isso, Capelinha será a capital mineira da comunicação”.
Hotel Aranãs, em Capelinha, local de Encontro da AMIRT - Associação Mineira de Rádio e Televisão


O Encontro está sendo organizado pela AMIRT e pela Aranãs FM, contando ainda com a presença de palestrantes como o jornalista da rede Itasat, Eduardo Costa e representantes do Ministério das Comunicações, ANATEL e Polícia Federal.



As inscrições são gratuitas e ainda podem ser feitas na Aranãs FM pelos fones: (33) 3516.2000 e 3516.1876 ou pelo e-mail: tico.neves@yahoo.com.br

Fonte: A Cidade, de Capelinha

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Vale quer credenciar 50 rádios comunitárias

Governo amplia concessão de rádios comunitárias
O Vale espera credenciar mais de 50 rádios
O ministro das comunicações, Paulo Bernardo, lançou, sem alarde, no final de março, o Plano Nacional de Outorgas.
O objetivo é fazer andar a fila de processos para a concessão das licenças que permitem a entrada em operação das emissoras e ainda incentivar o credenciamento.


“O Governo federal quer colocar rádios comunitárias em todos os municípios brasileiros, democratizando o acesso à comunicação”, defendeu o deputado federal Gilmar Machado (PT), vice-líder do Governo e membro da Comissão de Ciência e Tecnologia da Câmara Federal.


Dados do Ministério das Comunicações mostram que hoje existem 1.995 municípios sem as rádios. Em 727 deles existem processos que estão em andamento. “O objetivo do Plano é acelerar os pedidos parados também”, afirmou Machado.


Para este ano, o Governo federal pretende expandir o número de cidades atendidas com o serviço, passando de 4.283 para 4.713. O restante fi cará para o próximo ano.
Pelos dados divulgados pelo Ministério das Comunicações, a intenção é equalizar o volume de outorgas.


Ao fim deste ano, todas as regiões terão 84% de cobertura. Até o fim do ano passado, o Estado com maior número de concessões foi Minas Gerais. Tem 691 rádios autorizadas a funcionar.


Rádios Comunitárias no Vale
No Vale do Jequitinhonha, muitas rádios funcionam sem autorização. São classificadas como "rádios piratas", porém são colocadas no ar por muita gente abnegada que gosta de fazer comunicação.


Aliás, como afirma o movimento democrático das rádios comunitárias: piratas são eles, as rádios comerciais, pois estão atrás do ouro.
Há mais de 50 rádios comunitárias na fila do credenciamento, somente no Vale do Jequitinhonha.


As rádios comunitárias, credenciadas ou não, prestam bons serviços à comunidade. Prova disso, são as rádios ARAI, em Berilo e a Rádio Morada Nova, de Virgem da Lapa. O povo da zona rural tem nessas rádios a maior referência para ouvir músicas, enviar recados, chamar para reuniões e se comunicar com amigos, parentes e conhecidos.
Outras rádios de distritos, embora não credenciadas, também merecem destaque, como a Rádio de Lelivéldia, distrito de Berilo.


Porém, há outras que se credenciam apenas para servir de proselitismo político e defender um coronel da política. É o caso de uma rádio comunitária, credenciada, em Capelinha. Ela serve ao ex-prefeito Gelson Cordeiro. O Ministério das Comunicações deveria fechar rádios com esta característica.

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Rádio e TV realizam Encontro no Vale

Rádio e TV de Minas realizam encontro em Capelinha

A diretoria da AMIRT -Associação Mineira de Rádio e Televisão confirmou Capelinha como cidade sede do 1º Encontro Regional da entidade em 2011.
O evento será dia 28 de maio, de 08:00 às 17:00 horas, e fará parte das comemorações dos 20 anos da Aranãs FM, reunindo a diretoria da AMIRT, diretores e locutores das emissoras de rádio e televisão dos Vales do Jequitinhonha, Mucuri, Rio Doce e Norte de Minas.

Também serão convidados representantes das emissoras ainda não filiadas à AMIRT e das rádios consideradas “piratas” que terão a oportunidade de conhecer os caminhos para legalização de suas emissoras.

Segundo o presidente da AMIRT, Agostinho Campos, da Rádio Carijós de Conselheiro Lafaiete, “o Encontro Regional em Capelinha será pioneiro no Norte/Nordeste de Minas e terá uma programação com palestras, orientações e debates sobre temas de interesse das emissoras participantes, destacando a integração dos veículos de comunicação da região”.

Para o jornalista Tico Neves, diretor operacional da Aranãs FM e diretor regional da AMIRT nos Vales do Jequitinhonha e Mucuri, “a escolha de Capelinha para sediar o evento foi um presente para a região e mostra o seu reconhecimento junto à entidade”.

Sobre sua expectativa de sucesso do Encontro Regional da AMIRT em Capelinha, Tico Neves é categórico ao afirmar que “a Aranãs FM vai fazer bonito na organização desse evento inédito e histórico”, confiante na presença de dezenas de representantes das emissoras de rádio e televisão da região.

Por Aldair Gomes, Aranãs FM

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

No ar: as Vozes do Vale

No ar: as Vozes do Vale
As produções do jovens da região na rádio UFMG
Confluência de vozes agora também pelas ondas do rádio. É com enorme prazer que o Programa Polo de Integração da UFMG no Vale do Jequitinhonha comunica a todos a volta do Vozes do Vale à grade de programação da rádio da Universidade.

Apresentado semanalmente por Bruna Acácio e Phellipy Jácome, o programa tem por objetivo divulgar os podcasts produzidos pelos jovens do Jequitinhonha durante as oficinas do projeto.

Nessas oficinas, eles aprendem um pouco sobre produção em áudio, gêneros radiofônicos e recursos de edição. O principal objetivo do projeto é que os jovens do Vale tenham um espaço permanente de visibilidade, para expressarem suas vozes e abordarem temas do seu dia a dia, através dessa ferramenta de produção em áudio.

O canal aberto entre a universidade e o protagonismo juvenil do Vale do Jequitinhonha pode ser conferido na rádio UFMG Educativa, nos horários:

Segunda-feira: 12h20m (estréia)

Terça-feira: 16h15m (reprise)

Quinta-feira: 01h30 (reprise)

Para ouvir, basta sintonizar a frequência 104, 5 FM na região metropolitana de Belo Horizonte ou acessar a página da rádio na web, com transmissão ao vivo:

www.ufmg.br/online/radio

Com informações da UFMG/Polo Jequitinhonha

terça-feira, 8 de junho de 2010

Rádio Comunitária de Jacinto recebe credenciamento

Rádio Comunitária de Jacinto recebe credenciamento
Depois de muita luta, o Ministério das Comunicações concedu a Licença para funcionamento de Estação de Radiodifusão Comunitária de Jacinto/MG – “Radio Povo FM”

A Rádio do Povo é uma emissora da Organização Raízes da Barra (ORBA), entidade civil de direito privado, sem fins lucrativos, de caráter cultural e social, de gestão comunitária; voltada para o interesse da comunidade, sem vínculo políticos, sem discriminação de raça, cor e religião.
Foto: Messias Mendonça, diretor e locutor da Rádio do Povo
O objetivo da Rádio Povo é desenvolver um trabalho na comunidade de Jacinto, no Baixo Jequitinhonha, expandindo um exercício de cidadania e liberdade de expressão. A rádio é engajada na luta pela democratização dos meios de comunicação, acreditando estar contribuindo pela construção de uma sociedade mais digna, participativa e justa.

O direito à comunicação é um dos pilares centrais de uma sociedade democrática, e, a Rádio Povo funcionará voltada para esse pilar.
Também a Rádio tem entre suas finalidades a promoção da assistência social, cultural, trabalho de conscientização, informações, promoção gratuita da educação e da saúde, esporte, lazer, conservação ao meio ambiente, enfatizando a degradação do Rio Jequitinhonha, dentre outros.
Esta é mais uma emissora para fazer parte da rede de comunicação alternativa e comunitária que se espalha pelo Vale do Jequitinhonha, seja ela reconhecida ou não pelo Ministério das Comunicações e a ANATEL - Agência Nacional de Telecomunicações, que insistem em perseguir as rádios comunitárias ainda não credenciadas para funcionar.

É a mesma coisa que perseguir as doceiras, os camelôes, as sacoleiras, os transportes alternativos, vendedores ambulantes e muitos outros ainda não registrados no formal que o Estado autoritário determina com sua regras rígidas e defensoras de monopólios.
Que tenha muito sucesso a Rádio do Povo de Jacinto!

Maiores informações:
Rádio Comunitária Rádio do Povo
CNPJ: 07.931.149/0001-33
End.: Rua Vereador Georacy de Oliveira, 553, Bairro Amaralina, Jacinto/MG
Diretor responsável: Manoel Messias Mendonça
Canal: 200
Prefixo: ZYX 540
Freqüência: 87,9 MHz
Licença: nº 692321420

Fonte: Diário do Jequi, de Almenara

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Nosso Canto Vale Mais vai tomar conta das rádios do Vale

Instituto Vale Mais lança projeto em 3 municípios
Nosso Canto Vale Mais registra grande acervo de músicas do Vale
por Aluysio Ferreira
O Instituto Vale Mais percorrerá as cidades de Padre Paraíso, Jequitinhonha e Salinas para implementação do Projeto Nosso Canto Vale Mais. Entre os dias 21, 22 e 23 de abril, membros do Instituto distribuirão o material do projeto às rádios, escolas e centro culturais dos 3 municípios.

Aprovado pelo Fundo Estadual de Cultura em 2007, o projeto consiste na produção de um kit contendo material fonográfico e informativo de artistas e grupos musicais do Vale do Jequitinhonha. A iniciativa surgiu à partir da percepção da diminuição do espaço cedido aos músicos do nordeste mineiro na programação das rádios e nos festivais de cultura da região.

Em vista disso, o projeto visa fazer frente aos diferentes estilos musicais que tem ocupado as rádios do Vale do Jequitinhonha e os festivais culturais locais, além da consolidação, valorização e preservação dos valores musicais produzidos na região. Com o projeto pretende-se também a diminuição da distância que separava os radialistas e as produções musicais de artistas do Jequitinhonha.

O kit

O material instrumentará as emissoras para a exibição de um programa específico sobre a música regional do Vale do Jequitinhonha, inclusive com spots de abertura e encerramento. No entanto, o material foi estruturado de forma que as rádios possam também exibir as faixas e informações de forma livre em sua programação. Cerca de 126 emissoras existentes nas 85 cidades que compõem a região do Vale do Jequitinhonha receberão o material, composto por:

- Revista-catálogo informativa sobre os 40 artistas participantes (contendo biografia, discografia, currículo e fotos dos artistas);

- CD-Rom, contendo o material da revista digitalizado, cartazes e peças gráficas referentes ao projeto, em formato pdf, e spots de divulgação a serem utilizados para a elaboração de programas de rádio (item exclusivo para as rádios);

- DVD com faixas musicais, integrais e convertidas para mp3, num total de aproximadamente 300 faixas;

- material de divulgação: cartaz, camiseta, adesivo.

Fonte: www.ufmg.br/polojequitinhonha

sexta-feira, 24 de julho de 2009

Rádio Vale FM faz sucesso no Médio Jequitinhonha
O longo sonho acalentado da Diocese de Araçuaí de ter a sua emissora de rádio, acabou se tornando realidade nas mãos do bispo atual, Dom Severino Clasen.
Para colocar no ar o primeiro sinal, no dia 11 de julho de 2008, o bispo franciscano contou com a coragem, determinação e ousadia de um casal jovem de Belo Horizonte, que mesmo recém-formado em Relações Públicas e sem nenhuma bagagem sobre este veículo de comunicação, aceitou o desafio e hoje, um ano e três meses depois eles estão entregues de corpo e alma no projeto Vale FM, rádio que aos poucos conquista os ouvintes do Vale do Jequitinhonha, entre as montanhas de Minas Gerais.
Hugo e Francielle confessam que chegaram a pensar em desistir de tudo em duas ocasiões, mas a amizade que têm pelo bispo garantiu a continuidade do projeto na diocese. Para eles, valeu a pena o desafio e tem "sido muito prazeroso” o trabalho.
Pela frente, Hugo e Fran têm muitos sonhos e desafios, mas acreditam que estão no caminho certo. Com uma estrutura ainda deficitária, mas bem próxima de se tornar independente, a rádio tem um custo mensal atualmente de 13 mil reais para a Diocese de Araçuaí, empregando sete profissionais.
Desafio
O desafio para os dois é convencer os pequenos e médios empresários a apostar e investir na rádio. Para se ter uma idéia, segundo o casal, na capital mineiro, um spot de 30 segundos não é veiculado por menos de 100 reais. Em Araçuaí o mesmo spot sai por três reais. Some-se a isso o fato de não ter agência de comunicação na região e as peças publicitárias e vinhetas precisam ser feitas em BH.
O Diretor Hugo Ferreira informa que “com potência de 5 mil watts, a nova emissora educativa atinge os 27 municípios da Diocese, embora com sinal de ótima qualidade atinge 11 perímetros urbanos. O mais surpreendente de tudo é que a dupla conseguiu implantar na região uma programação refinada e de qualidade, que prioriza o melhor da Música Popular Brasileira. E não bastasse isso, quem ajudou a construir a programação foi a própria população, que cedeu coleções de cds para serem inseridas na cedeteca da rádio".
“Se há séculos as informações se concentravam em praças, hoje depende dos meios de comunicação para se propagarem. E aí o Vale do Jequitinhonha tinha uma lacuna nesse sentido. Faltava alguém que fizesse isso de maneira abrangente e profissional, mesmo em nível regional. É claro que você tem as rádios, a maior parte delas não legalizadas. Mas toda cidade tem pelo menos uma. Contudo, as comunidades rurais não tinham esse mecanismo. E aí, se a gente fala, enquanto Igreja, em dignidade humana, disponibilizar o acesso à comunicação - e uma comunicação de qualidade - também está contribuindo para a evangelização sem necessariamente ter a linguagem de quem está dentro da Igreja, sem usar a linguagem catequética”, conclui Hugo.Francielle Oliveira, Relações Públicas, afirma que “temos uma diocese muito extensa e, em alguns pontos, de difícil acesso. Com a rádio, a gente tem condições de chegar até essas pessoas e levar informações sobre atividades da comunidade. A gente tem informado muito sobre associações de bairro, reuniões de comunidade etc.Nós estamos chegando a muitas comunidades que há muitos anos não recebiam sinal de rádio.
Linha cultura refinada
A programação da rádio tem uma linha cultural mais refinada e de qualidade na programação musical. Francielle explica: “Logo que chegamos aqui, percebemos que todas as rádios seguiam o mesmo estilo ou linha. Eram voltadas para o axé, sertanejo e forró e um pouco de funk. Foi o fato de perceber a ausência de outro estilo que nos motivou a fazer isso. Afinal, as pessoas têm o direito de escolher o que querem ouvir. E como não tinha essa opção de MPB e pop rock, resolvemos investir nessa linha. Mas qualquer que fosse também a escolha musical, seria para fazer algo de qualidade. Essa certeza nós tínhamos".
Hugo complementa: “O que não significa que tenhamos os olhos fechados para os estilos que estão aí. Mas hoje o que dá as caras Vale FM é o pop rock e a MPB, com predominância da música brasileira. Mas tem sertanejo também. E aí aproveitamos o sertanejo para colocar alguma coisa na linha do forró, porque os ritmos e melodias são muito similares. Talvez o que a gente fez muito diferente foi segmentar. Não mistura tudo, mas definir um horário para isso, outro para aquilo.
Francielle acrescenta: “O que vale falar também é que a própria população ajudou a gente a montar, a escolher esses estilos na rádio. Quando iniciamos, passamos a colocar um pouco de axé, mas recebemos ligações e fomos parados nas ruas pelas pessoas pedindo "não vai por esse estilo, não, porque já tem demais". Claro, se no início a gente tivesse recebido um retorno negativo a essa proposta, teríamos mudado. O importante é que a maioria do nosso acervo foi feito com cds do povo daqui. Eles é que trouxeram os cds. E fomos alimentando o nosso acervo”.
A rádio funciona no Alto Santuário, em Araçuaí, Vale do Jequitinhonha, nordeste de Minas.

sexta-feira, 29 de maio de 2009

Nosso Canto VALEMAIS

Nosso Canto VALEMAIS
As rádios e bibliotecas públicas do Vale do Jequitinhonha terão um motivo para comemorar nos próximos meses. Elas receberão, gratuitamente, um kit com 300 músicas convertidas em MP3 dos artistas e grupos culturais da região em CD-ROM, e revista com informações sobre os músicos do projeto. A doação faz parte do Nosso Canto VALEMAIS Jequitinhonha, projeto aprovado pelo Fundo Estadual de Cultura em 2007. O lançamento aconteceu no dia 28 de abril, na cidade de Itaobim, dentro da programação do Seminário de Cultura Popular, na Escola Família-Agrícola Bontempo.
O kit permitirá que as rádios criem programas sobre a música regional e que os ouvintes peçam a sua canção favorita. Já as bibliotecas terão o material disponível em seu acervo. Usuários, agentes culturais e curiosos terão mais uma fonte de pesquisa sobre a música do Jequitinhonha.
Entre os grupos participantes do Nosso Canto estão os Corais Araras Grandes, Lavadeiras de Almenara e Trovadores do Vale, além dos artistas Lira Marques & Frei Chico, Mark Gladston, Paulinho Pedra Azul, Rubinho do Vale e Saulo Laranjeira. Outros artistas, de Minas Gerais, também foram convidados para o projeto do VALEMAIS – Instituto Sociocultural do Jequitinhonha. Entre eles, Bilora, Pedro Morais, Carlinhos Ferreira e Tau Brasil.
Para o idealizador e coordenador Neilton Lima, o projeto surgiu pela vontade de divulgar os músicos regionais nas rádios do Vale. "Com esta iniciativa eu espero que a música do Jequitinhonha ocupe seu merecido espaço, valorizando e difundindo a cultura regional. O objetivo é que o projeto possa desencadear uma série de outras ações, como a abertura de espaço para os artistas na programação cultural dos municípios", enfatiza.
O poeta Gonzaga Medeiros, da cidade de Fronteira dos Vales, no Mucuri, é um dos convidados do Nosso Canto. Ele cedeu algumas de suas poesias, gravadas em 2003, para compor o CD-ROM. "O projeto é uma demonstração do mais vivo interesse das pessoas diretamente envolvidas pela causa da cultura popular do Jequitinhonha. Eu espero que essa iniciativa seja valorizada.”
Informações:
www.onhas.com/nossocanto
VALEMAIS – (31) 25261015
Neilton Lima (coordenador do projeto) – (21) 93739178

Fonte:
http://www.onhas.com.br/