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terça-feira, 8 de agosto de 2017

Berilo: Corpo de bebê é encontrado às margens do Rio Araçuai

Uma adolescente de 17 anos é a mãe do bebê. O corpo foi descoberto por cães, atraídos pelo mau cheiro.

Foto: arquivoCorpo de  bebê é encontrado às margens do Rio Araçuai em Berilo
O corpo foi encontrado enterrado às margens do rio Araçuai na comunidade de Beira Rio



Um feto, de aproximadamente cinco meses, foi encontrado por
moradores na cidade de Berilo, no Vale do Jequitinhonha, sendo 
arrastado por cachorros, nesse domingo (06.08.17). De acordo com 
Polícia Civil, uma adolescente de 17 anos, que seria a mãe 
da criança, foi conduzida à delegacia de Capelinha; ela disse 
que teria perdido o bebê e o enterrado em um lote vago.


O corpo foi encontradoàs margens do Rio Araçuaí. 
O caso chocou a população do município e ganhou grande 
repercussão nas redes sociais.

Uma testemunha localizou o corpo em avançado estado de 
decomposição. 
Policiais militares do Destacamento de Berilo compareceram 
ao local, na Comunidade Beira Rio, e foram informados que uma 
adolescente  de 17 anos estaria grávida e que “de uma hora para 
outra” apareceu sem a barriga.

O companheiro dela, que seria o pai da criança, contou que a adolescente 
passou mal há cerca de uma semana e que a levou ao hospital da cidade; 
no local, ele teria perdido o bebê. O homem disse  polícia que não 
sabia que a jovem havia enterrado o filho deles em um terreno baldio.

A perícia da Polícia Civil constatou que o feto tinha aproximadamente 
10 dias de morto. A adolescente foi liberada no mesmo dia, uma vez que, 
pelo tempo de morte do bebê, não foi caracterizado flagrante do 
ato infracional.

A mãe contou que estava grávida de aproximadamente cinco meses
e que teria dado à luz em sua casa, no dia 25 de julho. No entanto, o bebê
nasceu sem sinais vitais e ele, com receio de ser acusada de aborto, teria 
decidido esconder o corpo em um quarto de sua casa, e, cinco dias depois,
o enterrou na areia às margens do rio Araçuaí.

No Hospital Municipal de Berilo, segundo a direção do local, há registro de 
entrada da adolescente no mesmo dia em que o feto foi encontrado, nesse 
domingo (06.08.17), mas não consta que ela tenha ganhado o bebê nas 
dependências do hospital. A direção informou ainda que não emitiu atestado 
de óbito para o filho da jovem, e que ela só teria autorização para retirar o corpo
 do local com a documentação em mãos.

De acordo com a delegada responsável pela ocorrência, Raquel Bertola, caso
 fique constatado pela perícia que a adolescente fez o aborto, ela pode ser 
acusada de ato infracional análogo a homicídio, ou abandono de incapaz.

Com informações de publicações do G1, de Facebook e da 
Polícia Civil.

domingo, 9 de dezembro de 2012

Gelson Cordeiro volta ao comando da Prefeitura de Capelinha, durante 20 dias

Vice-prefeita Edylamar Cordeiro assume, mas Gelson é quem vai mandar
A vice-prefeita Edylamar  Cordeiro assumirá o cargo de Prefeita Municipal até o dia 31 de dezembro, no lugar do prefeito Pedro Vieira que faleceu na tarde deste domingo, 09.12.
A posse será nesta quarta-feira, 12.12, na Câmara Municipal.

Edylarmar ( na foto, com seu marido) é comerciante, irmã do ex-prefeito Gelson Cordeiro  que perdeu as eleições deste ano para Pedro Vieira. Acredita-se que Gelson será o comandante de fato.                                                                                                                

Será a primeira vez que a Prefeitura de Capelinha terá uma mulher no comando da gestão municipal.

Ela foi eleita em 2008, na chapa de Pedro Vieira prefeito. Gelson Cordeiro era o candidato a prefeito. Ao vislumbrar que poderia se eleger, mas não tomar posse devido aos processos judiciais que  o condenavam à inelegibilidade, ele retirou a candidatura, a 4 dias das eleições.

O então vice-prefeito da chapa de Gelson Cordeiro era  Pedro Vieira. Ele já tinha sido prefeito em 1993-1996, e  foi convidado pelo grupo politico a encabeçar a chapa. Como cota do Gelson Cordeiro  foi indicado sua irmã como vice-prefeita.
 
Gelson Cordeiro fez um acordo com Pedro Vieira para que ele governasse dois anos e sua irmã também dois. No final de 2010, o ex-prefeito Gelson Cordeiro e seus advogados  apresentaram a declaração de Pedro Vieira, renunciando ao mandato. Mas, Pedro se negou a renunciar, contestando a legalidade do documento.            

Uma batalha judicial aconteceu com idas e vindas, entradas e saídas, por alguns dias, de Pedro Vieira e Edylamar Cordeiro. Era demissão e posse em cargos de confiança para poucos dias, de uma ou de outro. Esta agonia de instabilidade política na gestão municipal deixou o povo de Capelinha perplexo.

Aí, aconteceu o racha político definitivo  entre Pedro Vieira e Gelson Cordeiro. O grupo político  adversário  de Pedro, em 2008, se juntou a ele e garantiu  sua permanência no cargo, derrotando Gelson Cordeiro. O núcleo político e diversos apoiadores do então grupo de Pedro e Gelson acompanharam Pedro Vieira. Eles vieram a se enfrentar como opositores nas eleições de 7 de outubro.  Pedro Vieira ganhou com quase 6 mil votos de frente, do seu ex-companheiro.

Vários analistas da política local apontam que o restante da gestão atual será comandada pelo ex-prefeito Gelson Cordeiro. Embora, muitos dizem que seria melhor para a administração haver poucas mudanças, acredita-se que a Prefeita trocará todos os secretários municipais e cargos de confiança para uma administração de cerca de 20 dias, seguindo orientações de seu irmão.    

domingo, 31 de outubro de 2010

Após interferência do papa, brasileira pede a própria excomunhão

Após interferência do papa, brasileira pede a própria excomunhão
"A gota d’água que me levou a redigir essa carta foi a ordem de Vossa Senhoria para que os pastores orientassem politicamente seus fiéis com base em preceitos morais, tendo em vista a eleição para a Presidência da República que ocorre no próximo domingo (31/10/2010). Bem, para mim o único preceito válido é o do Estado laico e considero um absurdo completo a Igreja se pronunciar sobre isso", protesta Maíra Kubík Mano em carta dirigida ao papa Bento XVI. Veja, abaixo, a íntegra da carta:

Pedido de excomunhão
Prezada autoridade papal,

Eu, Maíra Kubík Mano, cidadã brasileira, 28 anos, venho, por meio desta, solicitar à Igreja Católica Apostólica Romana minha excomunhão.

Fui batizada involuntariamente, quando tinha poucos meses de vida, pelos meus pais. Eles nada mais fizeram do que seguir a tradição de seus antepassados e não pretendo nem vou responsabilizá-los por isso.

Contudo, aos 9 anos, fui de livre e espontânea vontade tomar a comunhão (Eucaristia). Fiz o curso necessário para tanto na Igreja Nossa Senhora do Brasil, em São Paulo, SP, Brasil. Durante nove meses, aprendi os preceitos católicos e estudei passagens bíblicas. Em seguida, participei da cerimônia em que recebi, pela primeira vez, a hóstia, ou o corpo de Cristo.

Desde então, fui à missa poucas vezes e, com o passar do tempo, identifiquei-me cada vez menos com a doutrina católica. Ou, melhor dizendo, com aquela pregada diretamente pelo Vaticano.

É preciso aqui fazer uns parênteses para afirmar que tenho, isso sim, laços fortes com a chamada Teologia da Libertação, que inundou de solidariedade e compromissos sociais os rincões do Brasil na segunda metade do século XX. Mas com esse grupo, imagino, você não está preocupado. Conseguiu isolá-lo, desautorizá-lo, diminuí-lo. Porém, quero registrar aqui que não foi possível enterrá-lo. O exemplo de sua força segue vivo com D. Pedro Casaldáliga, Dom Tomás Balduíno e tantos outros.

De qualquer forma, cheguei à conclusão de que tenho um desacordo absoluto e completo com Sua Santidade, sem possibilidade de repactuação. Entre os pontos mais prementes sobre os quais temos visões diametralmente opostas estão legalização do aborto, casamento gay e utilização de preservativos durante o ato sexual. Isso só para começar a conversa. Poderia discorrer páginas e mais páginas sobre o lugar subalterno e humilhante que vocês têm reservado às mulheres durante séculos a fio.

A gota d’água que me levou a redigir essa carta foi a ordem de Vossa Senhoria para que os pastores orientassem politicamente seus fiéis com base em preceitos morais, tendo em vista a eleição para a Presidência da República que ocorre no próximo domingo (31/10/2010). Bem, para mim o único preceito válido é o do Estado laico e considero um absurdo completo a Igreja se pronunciar sobre isso. Religião e governo misturados é uma fórmula maléfica, que prejudica as liberdades individuais e coletivas e só semeia o autoritarismo doutrinário.

E, como se tudo isso não fosse suficiente, atualmente eu me defino como atéia.

Sendo assim, peço que Sua Santidade seja sensível e caridosa o bastante para compreender que eu não quero mais ser considerada uma parte deste rebanho. Nem oficialmente, nem extra-oficialmente. Me conceda a excomunhão.

Obrigada desde já,

Maíra Kubík Mano

*Texto originalmente publicado no blog Viva Mulher

sábado, 30 de outubro de 2010

Frei Betto critica Papa nas questões políticas

Frei Betto critica Papa nas questões políticas e eleitorais

Um dia após o Papa Bento XVI aconselhar os bispos brasileiros a orientarem os fiéis politicamente, Frei Betto criticou, pelo seu perfil no Twitter, o pontífice.

Para o religioso, Bento XVI virou cabo eleitoral de forças conservadoras.
“Pena que o Papa Bento XVI tenha virado cabo eleitoral de forças conservadoras! Por que não elogia políticas sociais que salvam vidas?”, postou o Frei Betto pelo microblog.

“Quando é que o Papa condenará as guerras ao Iraque, ao Afeganistão e o bloqueio dos Estados Unidos a Cuba?”, completou ele.

Na quinta-feira, Bento XVI afirmou que os religiosos devem emitir, quando necessário, juízo moral em assuntos políticos "quando projetos políticos contemplam, aberta ou veladamente, a descriminalização do aborto ou da eutanásia".

Adepto da Teologia da Libertação, corrente criticada pela ala conservadora da Igreja Católica por aceitar postulados do marxismo, o escritor e religioso dominicano é militante de movimentos pastorais e sociais.

Frei Betto foi assessor do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e coordenador de Mobilização Social do programa Fome Zero, nos anos 2003 e 2004.

Em outubro de 2004, Frei Betto deixou o governo por discordar da forma como foi implantado o Bolsa Família. Na sua carta de demissão, ele pergunta ao presidente:
"E quando terminar a transferência de renda? Como o Bolsa Família poderá assegurar a inserção social (e não meras políticas compensatórias, como quer o Banco Mundial) sem as reformas estruturais?"

O religioso defendia uma sinergia do programa com reforma agrária, de saúde, educação, saneamento e programas de microcrédito.

Comentários:
O Papa também silencia sobre os casos de pedofilia, fora ou dentro da Igreja Católica, praticado por bispos e padres.

O moralismo só cabe para os outros. O que fazer com 3,5 milhóes de mulheres que praticam o aborto?
Deixa morrer ou manda prender?
Quando é que o Papa apoiará medidas de combate à fome como o Programa Bolsa Família e outros programas sociais?
Os católicos crítricos e independentes sabem separar o joio do trigo. A grande maioria prefere Dilma, segundo o Datafolha desta sexta-feira, com 54% , e 39% querem Serra.
Quanto ao aperfeiçoamento do Programa Bolsa Família, o Ministério de Desenvolvimento Social e Combate à Fome - MDS baixou normas, dia 20.10, orientando novas ações e diretrizes indo de encontro às propostas de Frei Betto.

Este é um programa que vem sendo elogiado e adotado no mundo todo como a melhor alternativa aplicada por um governo no combate à fome. É aprovado e indicado pela ONU.
Com informações de otempo online
.

FALTAM 24 HS: O QUE ESTÁ EM JOGO?

Dilma x Serra:
FALTAM 24 HS: O QUE ESTÁ EM JOGO?

O aborto ou os 70 bilhões de barris do pré-sal; uns seis trilhões de dólares; o maior impulso industrializante do país desde Vargas?

Quais valores estão em jogo, esses, confirmados hoje nos 15 bilhões de barris, só no poço de Libra, ou os da água benta falsa de Serra?

Se prevalecer o modelo tucano de exploração, o pré-sal vira remessa de lucros e exportação de óleo bruto nas mãos das petroleiras internacionais. Perde-se seu efeito multiplicador numa cadeia de suprimento industrial da ordem de 55 mil itens, desde plataformas e navios, a válvulas, aço e parafusos.

Porém mais que isso, perder-se-ia a chance histórica deste país eliminar a miséria e abrir uma avenida de ampla convergência de oportunidades e direitos para as gerações do presente e do futuro.

Qual é a discussão mais relevante? É essa, por isso não sai no Jornal.

A BALA DE PRATA PÚRPURA TRAZ A MÁCULA DA PEDOFILIA
Complacência com pedófilos na alta cúpula da Igreja sonega ao Vaticano autoridade moral sobre o voto cristão: 55% dos católicos brasileiros votam em Dilma e ignoram a aliança entre a extrema direita religiosa e política travestida em pacto anti-aborto, envelopado hoje com ares de súmula do Santo Ofício na primeira página da Folha.

Foi preciso Lula lembrar que o Estado brasileiro é laico, enquanto o coro dos 'professores' tucanos acalenta a genuflexão das urnas a um Vaticano encralacrado no celibato pedófilo.

Bento XVI ainda não subscreveu a Carta dos Direitos Humanos da ONU --porque não menciona Deus-- e retirou seu apoio à Unicef, que defende o planejamento familiar e o uso de preservativo contra a aids.

A mesma ala da Igreja encastelada na Opus Dei, que agora apoia Serra, abençoou Salazar, em Portugal; Franco, na Espanha; Pinochet, no Chile; Videla, na Argentina e o Golpe de 64.

Publica pelo site Carta Maior, em 30.10.2010

domingo, 17 de outubro de 2010

O aborto da mulher de Serra

Aborto de Mônica Serra gera polêmica:
Serra é hipócrita ou oportunista?
Nesse caso do aborto da Monica Serra, os tucanos estão dizendo que as "acusações" são falsas e que o PT está por trás disso.

É preciso dizer que não houve nenhuma acusação ataque ao fato de a esposa de Serra ter feito um aborto!

Houve apenas a declaração de uma ex-aluna, afirmando que, há mais de uma década, a professora Mônica Serra havia dito em sala de aula que tinha feito um aborto.

Se a esposa de Serra não houvesse atacado hipocritamente Dilma Rousseff e, aí sim, a acusado de "matar criancinhas" ninguém estaria falando neste assunto.

Sheila Ribeiro é de família tucana
Além disso, a ex-aluna de Mônica, Sheila, é filha de Majô Ribeiro, ex-candidata aos cargos de vereador e vice-prefeito pelo PSDB, em Osasco-SP.

É improvável que Sheila tivesse motivação político-partidária para prejudicar o próprio candidato do PSDB, José Serra.

Os tucanos e as tucanas não entendem que não devem sair por aí, rua afora, ofendendo, difamando, caluniando, desonrando e denegrindo a imagem de pessoas de bem.

O contraponto
aos ataques hipócritas e às acusações infundadas dos comandantes e dos comandados de José Serra certamente virá em momento oportuno, como veio agora, e a reação geralmente parte de pessoa isenta, como a de Sheila Canevacci Ribeiro.

Leia reportagem completa aqui viomundo.com.br/denuncias/aborto

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Aborto: Serra silencia sobre ato que baixou na Saúde

Aborto: Serra não explica ato que baixou na Saúde
Na propaganda eleitoral, o presidenciável José Serra é apresentado como “o melhor ministro da Saúde” que o Brasil já teve.

Entre os feitos de Serra, são realçados: o programa de combate à Aids e a conversão dos remédios genéricos em realiadade.

A campanha tucana esquiva-se de mencionar, porém, uma outra realização do ministro Serra.

Em 1998, sob Fernando Henrique Cardoso, Serra assinou portaria disciplinando o socorro, no SUS, a mulheres vítimas de agressões sexuais.

No item de número seis, a portaria trata do “atendimento à mulher com gravidez decorrente de estupro”. Anota o texto:
“Esse atendimento deverá ser dado a mulheres que foram estupradas, engravidaram e solicitam a interrupção da gravidez aos serviços públicos de saúde”.

Ou seja, como ministro da Saúde, Serra ditou as normas para a realização de abortos nos hospitais do SUS. A providência foi necessária.

O Código Penal brasileiro autoriza o aborto em dois casos: quando a gravidez decorre de estupro ou quando há risco de morte da gestante.

Na prática, porém, as mulheres tinham dificuldade para fazer valer o seu direito.
Apenas oito cidades dispunham de serviço hospitalar público voltado à interrupção da gravidez nos casos previstos em lei. Daí a necessidade da portaria.

Serra deveria orgulhar-se do ato que editou. Mas a conveniência eleitoral o inibe de propagandeá-lo.

Na pele de candidato, Serra prefere apresentar-se como alguém "que sempre condenou o aborto e defendeu a vida".
"Eu quero ser um presidente com postura, equilíbrio e que defenda os valores da família brasileira”, disse, no reinício da propaganda de TV, nesta sexta (8).

Decidido a fustigar a rival Dilma Rousseff, associada à defesa da legalização do aborto, Serra vincula-se mais ao obscurantismo religioso do que ao passado de ministro.

Em 1998, a portaria de Serra gerou uma enorme grita de católicos e evangélicos. O Serra de então deu de ombros.

Severino 'Mensalinho' Cavalcanti (PP-PE), à época deputado federal, tentou barrar a portaria de Serra na Câmara.

Enfrentou a resistência da bancada feminina, liderada pela deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ), hoje fervorosa aliada de Dilma.

Em essência, o tema do aborto mais aproxima do que separa Serra e Dilma. Ambos consideram –ou consideravam— que a encrenca é caso de saúde pública.

Mais: a dupla acha –ou achava— que não cabe à Igreja ditar o comportamento do Estado nessa matéria.

Rendido à (i)lógica eleitoral, Serra como que sucumbe ao atraso beato. Chega a equivar-se de enaltecer uma iniciativa da qual deveria se orgulhar.
E o pior: Serra foi inquirido por Dilma sobre a regulamentação sobre aborto, no SUS, quando ele era Ministro de Saúde, no debate da Band. Dilma disse que concordava com a norma baixada por ele. Serra escorregou, gaguejou. Fugiu do assunto.
normatecnica.serra.aborto.ms . Aqui, a íntegra da portaria baixada por Serra em 1998.

Fonte: Blog do Josias de Souza

sábado, 9 de outubro de 2010

Coordenadora da campanha de Serra: "Eu fiz aborto"

Coordenadora da campanha de Serra: "Eu fiz aborto"
É nisso que dá, querer fazer disputa eleitoral se valendo da hipocrisia. Acusa a concorrente de ser abortista e tem ao seu lado, uma das coordenadoras da sua campanha que já declarou publicamente ter praticado o aborto. Durma-se com um barulho desses.

Aiatolá Serra vai apedrejar a Soninha?

A Soninha (que já foi da MTV, e era filiada ao PT) hoje é uma das coordenadoras da campanha do Serra. A Soninha – como tantas mulheres – reconhece – na reportagem reproduzida aí no alto – que já fez aborto. Não o fez porque é um monstro irresponsável. Mas porque tantas vezes essa é a única opção para as mulheres. Quem conhece alguém que já abortou sabe do drama que as mulheres - mas também alguns homens – enfrentam nessa hora.

Serra e Soninha, vamos ser honestos, não são fascistas nem fanáticos religiosos – ou não eram. Serra, quando ministro da Saúde, assinou portaria regulamentando aborto no SUS. Só que Serra não tem limites para chegar ao poder. Na tentativa desesperada de ganhar de Dilma, ele se aliou ao que há de mais atrasado no Brasil. Até TFP (seita de extrema direita que é monarquista , contra o divórcio e contra os gays) está apoiando Serra.

Serra, pra ganhar, aposta no atraso, no pensamento mais consevador. Aposta no preconceito contra as mulheres. Serra quer ganhar votos espalhando que Dilma é “abortista, e quer matar criancinhas” (a própria mulher de Serra disse isso num corpo-a-corpo na rua).

Sei que há muita gente, homens e mulheres, que não gosta da Dilma. Gente que até já votou no PT , mas se decepcionou com o PT. Muita gente nessa situação escolheu no primeiro turno Marina, Plinio ou até Serra. Mas será que esse povo quer o atraso no Brasil? Duvido…

Serra, se vencer (e acho que não vence), trará com ele o preconceito, o atraso, a visão de que “gay é pecador” e “mulher está aí pra procriar, não pra decidir sobre sua saúde”.

Serra não era assim. Mas ficou assim. Serra hoje é o atraso. Não é à toa que, no twitter, Serra virou “#aiatoláSerra”.

Coitada da Soninha.

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Quanta ignorância, meu Deus

Quanta ignorância, meu Deus Uma indicação do perigo de colocar a fé acima da ciência é que, nessa eleição, aproveitando a polêmica do aborto, começaram a atacar a pílula do dia seguinte, acusando-a de abortiva. Lembro que esse medicamento tem ajudado comprovadamente a evitar abortos.
As pesquisas disponíveis indicam, em síntese, que a pílula retarda a ovulação e/ou dificulta que o espermatozóide chegue até o óvulo.

Isso é abortivo? Se for, pílula anticoncepcional também é abortiva.

Não, claro, mas do jeito histérico que está esse debate - a tal ponto que Dilma e Serra fazem pose de cristãos, obedientes aos mandamentos divinos -, corremos o risco de impedir a disseminação da distribuição da pílula do dia seguinte nos postos de saúde. Diga-se que essa política é acertadamente feita pelo PT e PSDB.

Volto a dizer que se tivéssemos nos rendido a preceitos religiosos não haveria distribuição gratuita nem de camisinhas nem de pílulas anticoncepcionais. O custo seriam mais abortos.
Se os políticos não tiverem coragem de deixar essas questões nas mãos da saúde pública, vamos pagar um preço caro.

Gilberto Dimenstein, 53 anos, é jornalista, especialista em educação e direitos da criança e do adolescente. Foi fundador da ONG Cidade Escola Aprendiz.