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terça-feira, 17 de março de 2020

Coronavírus: Vale do Jequitinhonha e norte de Minas têm onze casos suspeitos


Resultado de imagem para coronavírus em Minas
Diamantina e Montes Claros notificaram 8 casos suspeitos.
Secretaria de Saúde confirma 14 casos e investiga 692 em toda Minas Gerais.

A Secretaria de Saúde anuncia que 14 casos com Doenças pelo Novo Coronavirus foram confirmados em todo o Estado de Minas Gerais. O Boletim Informativo Diário foi divulgado, nessa terça-feira, 17.03.2020, às 16:40 h.

Onze casos suspeitos de pessoas que contraíram o coronavírus foram notificados em seis municípios do Vale do Jequitinhonha e norte de Minas. Os municípios com maior índice foram Montes Claros e Diamantina, com 4 casos cada. Um dos casos, em Montes Claros, já foi descartado, pois a doença COVID-19 não foi desenvolvida.

Os municípios de Capelinha e Ponto dos Volantes, no Vale do Jequitinhonha; Lassance e Pirapora, no norte de Minas, também tem um caso suspeito,  em cada município, que estão em observação.

Há casos de pessoas que tiveram contatos com outras que viajaram para o exterior e levantam suspeitas de portarem o coronavírus, porém sem apresentar sintomas característicos. Esses casos foram identificados em Almenara, no Jequitinhonha, e Porteirinha, no norte de Minas.

NÃO HÁ UM SÓ CASO CONFIRMADO
no Vale do Jequitinhonha e norte de Minas.

O município de Ponto dos Volantes notificou um caso suspeito. Porém, o último Boletim Informativo da Secretaria de Estado da Saúde não registrou.

RESUMO DE CASOS, em 17.03.2020
Em Investigação: 692
Confirmados: 14                   
Descartados: 88
Total: 794

TABELA 1 – DISTRIBUIÇÃO DE CASOS SEGUNDO RESIDÊNCIA, NO VALE DO JEQUITINHONHA E NORTE DE MINAS, 2020.
Município
Região
Caso Suspeito
Caso Confirmado
Caso Descartado
Total Geral
Capelinha
Jequitinhonha
01
--
--
01
Diamantina
Jequitinhonha
04
--
--
04
Lassance
Norte Minas
01
--
--
01
Montes Claros
Norte Minas
03
--
01
04
Pirapora
Norte Minas
01
--
--
01
Ponto dos Volantes
Jequitinhonha
01
--
--
01
T O T A L

11
--
01
12

Confira aqui o Relatório:
www.saude.mg.gov.br/Coronavírus/BOLETIM_COES_COVID_MG_19-_17-03-2020.pdf

Descrição dos casos:
Foram confirmados casos nos municípios de:
  • Belo Horizonte (5 casos: Uma mulher de 34 anos, com transmissão local; Um homem de 45 anos, com histórico de viagem para a Áustria; Um homem de 72 anos com histórico de viagem para os Estados Unidos; Um homem de 34 anos, com transmissão comunitária e um homem de 48 anos com histórico de viagem para os Estados Unidos).
  • Nova Lima (1 caso- Um homem de 26 anos, com histórico de viagem para São Paulo).
  • Coronel Fabriciano (1 caso- uma mulher de 32 anos, com histórico de viagem para o Reino Unido e Irlanda).
  • Divinópolis (1 caso - mulher de 47 anos e histórico de viagem para a Itália).
  • Juiz de Fora- (2 casos - 1 homem de 65 anos, com histórico de viagem para os Estados Unidos e 1 homem de 30 anos, com transmissão local).
  • Patrocínio (1 caso - mulher de 37 anos com histórico de viagem para a Itália).
  • Ipatinga (1 caso - mulher de 38 anos, com histórico de viagem para Israel).
  • Sete lagoas (1 caso- mulher de 44 anos, com histórico de viagem para Portugal e Espanha).
  • Uberlândia- (1 caso- homem de 39 anos, com histórico de viagem para Uruguai e Argentina).
  • Fonte: Com informações da Secretaria de Estado da Saúde Minas Gerais
Coronavírus: infográfico mostra principais formas de transmissão e sintomas da doença — Foto: Infografia/G1Coronavírus: infográfico mostra principais formas de transmissão e sintomas da doença — Foto: Infografia/G1
Coronavírus: infográfico mostra principais formas de transmissão e sintomas da doença — Foto: Infografia/G1

terça-feira, 1 de outubro de 2019

Coral Lavadeiras de Almenara faz "Roda de conversa e cantoria" em 7 cidades do Vale do Jequitinhonha


Carlos Farias e o Coral de Lavadeiras de Almenara se apresentam em escolas de Almenara, Joaíma, Jequitinhonha, Minas Novas, Ponto dos Volantes, Santa Maria do Salto e Santo Antônio do Jacinto.

Esse é o terceiro ano do Projeto Rodas de Conversa e Cantoria com as Lavadeiras. 
Nesse ano, as apresentação serão de 02 a 10 de outubro, em grandes escolas estaduais dos municípios citados.
O pátio da Escola Municipal Tinah Ripalta de Menezes, em Almenara, ficou lotado por centenas de crianças e adolescentes, em 2017.

O Coral Lavadeiras de Almenara e o cantor e compositor Carlos Farias Maxakali realizaram apresentações culturais em escolas públicas de seis municípios do Vale do Jequitinhonha, no nordeste de Minas,em 2017.
Carlos Farias e Coral das Lavadeiras na Escola Estadual João dos Santos Amaral, em Bandeira, em 2017

Nosso maestro Carlos Farias Maxacali coordena as apresentações, estimulando a participação dos alunos.

O projeto tem o nome de "Rodas de Conversa e Cantoria" com a apresentação do Coral Lavadeiras de Almenara e o cantor/compositor Carlos Farias Maxakali que é também o maestro do Coral.


As "rodas de conversa" possibilitam uma rica troca de experiências artísticas entre os participantes. 
Canções e histórias para os alunos da Escola Estadual João dos Santos Amaral, em Bandeira.

Um grupo de lavadeirinhas homenageou o Coral.

O projeto foi proposto pela Associação Comunitária das Lavadeiras de Almenara e contou com recursos do Fundo Estadual de Cultura. Participação especial da psicóloga Beatriz Farias.
Tereza Novais compartilha suas experiência de vida. Ela é a atual presidente da Associação Comunitária das Lavadeiras de Almenara.
As lavadeiras e Carlos Farias receberam o aplauso de centenas de crianças e adolescentes em Jacinto.
A Escola Estadual de Jordânia preparou um "Chá Lobateano" para receber o Coral das Lavadeiras.
Apresentação de Carlos Farias e Coral Lavadeiras de Almenara, na Escola Estadual São Miguel, em Jequitinhonha.
 Rubim: o ginásio poliesportivo recebeu centenas de alunos no encontro com as lavadeiras. Pessoas de todas as idades reunidas no encontro com o coral.

quinta-feira, 13 de junho de 2019

Prefeituras do Vale buscam financiamento junto ao BDMG

UMVALE promove encontro com BDMG em busca de recursos para municípios da região

Dezenas de prefeitos dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri, através da UMVALE, realizaram nesse 11.06.19, na Câmara Municipal de Ponto dos Volantes, no Médio Jequitinhonha, nordeste de Minas, encontro com o responsável pelo atendimento aos municípios no BDMG (Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais), Jorge Alberto, com o objetivo de discutir o edital lançado pelo Governo de Minas que libera quatro linhas de crédito aos municípios mineiros: BDMG máquinas, urbaniza, cidades e saneamento.
Diante de muitas dificuldades enfrentadas nos últimos anos, os prefeitos dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri viram no Edital a oportunidade de realizar ações necessárias e relevantes para a população, já que os municípios têm créditos a receber nos próximos 3 anos do próprio Governo do Estado.
Segundo Leandro Santana, presidente da UMVALE e prefeito de Ponto dos Volantes, “os municípios foram os principais prejudicados na gestão do Governo anterior. A linha de crédito oferecida pelo BDMG não é a solução para os problemas que hoje são muitos, fruto de 2 anos de repasses atrasados na saúde, educação, assistência social, ICMS e IPVA, mas é o que o Governo Zema oferece nesse momento. Reconhecemos o esforço do Governador em estar tentando oferecer algo aos municípios, por isso estamos estudando o Edital para buscar alternativas para a nossa população”.
Também participaram do encontro: Angelo Roncalli, consultor da CNM; Rodrigo Lazaro, controlador interno da AMM; e o advogado Gabriel França, da França e Madeira Advogados. 
Com pautas todas envolvendo o movimento municipalista e a captação de recursos, mais uma vez os Vales do Jequitinhonha e Mucuri consolidam a união entre os prefeitos deste mandato que vem buscando, em conjunto, soluções não só para os seus municípios, mais novas alternativas para toda a região.





















Fonte: Aconteceu no Vale.

terça-feira, 11 de junho de 2019

Artesãos do Vale do Jequitinhonha e Norte de Minas vendem mais de R$ 300 mil de produtos do artesanato

Grupo de lojistas percorreu 2,5 mil quilômetros, 12 municípios e 39 núcleos de produção de artesanato mineiro

Artesãs que trabalham o barro na Comunidade de Campo Alegre, no município de Turmalina.
O artesanato mineiro é reconhecido nacional e internacionalmente pela riqueza que se manifesta nas peças trabalhadas em matérias-primas diversas. O Governo de Minas Gerais, em parceria com Sebrae Minas, se esforça para garantir o apoio para estimular essa atividade econômica e cultural.
A expedição “Trip to Origin”, com lojistas comprando diretamente dos artesãos do Vale do Jequitinhonha e Norte de Minas, totalizou R$ 325,360,00 mil. Os números foram divulgados, nesta sexta-feira (31/5), pela Diretoria de Desenvolvimento e Promoção do Artesanato Mineiro, da Secretaria de Estado de DesenvolvimentoEconômico, Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (SEDECTES).
O grupo, que reuniu 15 lojistas, veio de São Paulo, Rio de Janeiro, Santa Catarina, Alagoas, Minas Gerais e Distrito Federal. Eles percorreram 2,5 mil quilômetros, 12 municípios e 39 núcleos de produção de artesanato com o apoio de dois técnicos do Sebrae.
Os locais visitados foram Diamantina, Datas, Presidente Kubistchek, Turmalina, Minas Novas, Chapada do Norte, Ponto dos Volantes, Caraí, Salinas, Taiobeiras, Grão-Mogol, Capitão Enéas e Pirapora.
Avanço
A primeira expedição pelo artesanato de Minas Gerais ocorreu há cinco anos, beneficiando o Vale do Jequitinhonha; já em outra ocasião contemplou o Campo das Vertentes.
Essa ação é considerada fundamental, porque no primeiro semestre do ano o número de feiras é menor, com menos oportunidade de vendas. A compra direta dos lojistas possibilita um contato mais estreito com o artesão na sua origem, onde ele realiza o seu trabalho carregado de história e identidade.
De acordo com Maria do Carmo Cavalcante, lojista de Maceió, que integrou o grupo, houve surpresa e realização de sonhos na expedição. “Em cada atelier que passávamos, vivíamos emoções diferentes. Produtos variados, de uma mesma tipologia, mas cheios de nuances e riquezas únicas, representando a inspiração e as mãos habilidosas de cada artesão. Além do barro, adquirimos produtos de madeira, couro e tecelagem”, destaca. 
Para o subsecretário de Desenvolvimento Regional da Sedectes, Fernando Passalio, a missão com grandes compradores que o Sebrae capitaneia, com o apoio do Governo de Minas, é muito importante para a economia. “É uma forma eficaz de gerar negócios e renda para aquelas regiões que precisam muito desses novos caminhos. Os artesãos precisam ter uma renda perene, por isso vamos estimular novas missões que levam o nosso artesanato para o Brasil e para o mundo”, afirma.
O Instituto de Desenvolvimento do Norte e Nordeste de Minas Gerais (Idene) é parceiro da Sedectes na logística de recolhimento das peças adquiridas. Elas serão deixadas em Belo Horizonte e São Paulo. “O artesanato contempla a economia e o Idene é parceiro em todas as atividades de desenvolvimento econômico e social dessas regiões”, ressalta o diretor-geral, Nilson Borges. 
De acordo com o analista do segmento de artesanato do Sebrae, Vinicius Carvalho, a expedição foi significativa para todos e citou a parceria com o Governo do Estado na logística, o que facilita a venda de mais peças. “Em todos os lugares, víamos a felicidade no olhar dos artesãos e aprendemos muito com os lojistas”, celebra.
Os artesãos reconhecem que o apoio do Estado e de outras instituições é imprescindível à comercialização dos produtos. “A vinda dos lojistas a nossa comunidade muito nos motivou e produzimos mais peças. Somos pequenos, por isso, precisamos dessa ajuda para vender mais e melhor”, resumiu a artesã da Comunidade de Campo Alegre (Turmalina), Maria Aparecida Gomes. 
Fonte: Agência Minas

domingo, 19 de maio de 2019

Fruticultura da banana terá fiscalização em 7 municípios do Vale do Jequitinhonha

O objetivo é verificar se os serviços técnicos do setor estão sendo exercidos por profissionais habilitados.

A fiscalização será realizada pelo CREA MG nos municípios de 

Almenara, Jequitinhonha, Joaíma, Itaobim, Ponto dos Volantes, 

Itinga e Araçuaí

Foto: arquivoFruticultura no Vale do Jequitinhonha será alvo de fiscalização do CREA
Um dos alvos da fiscalização será o plantio de banana que representa importante segmento econômico da região.
  
O segmento de fruticultura, especialmente a cultura de bananas (bananicultura), da região do Vale do Jequitinhonha, será fiscalizado pelo Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Minas Gerais (Crea-MG) entre os dias 20 a 24 de maio.

A Fiscalização Regional Dirigida (FRD) será realizada nas cidades de Almenara, Jequitinhonha, Joaíma, Itaobim, Ponto dos Volantes, Itinga e Araçuaí. O objetivo é verificar se os serviços técnicos da engenharia na área do agronegócio estão sendo exercidos por profissionais habilitados.


Os empreendedores da região receberam um ofício com informações sobre as normas e critérios adotados pelo Conselho. 

Segundo o supervisor de Fiscalização do Agronegócio, engenheiro agrônomo Emílio Mouchrek, um dos principais objetivos da fiscalização é proteger a sociedade dos serviços de pessoas não habilitadas no exercício das atividades técnicas. “Vamos verificar a regularidade nas atividades das profissões ligadas ao Conselho, constatando se há responsável técnico por meio do registro das empresas, bem como da Anotação de Responsabilidade Técnica (ART)”, detalha Mouchrek. 


 “A fiscalização do Crea-MG verifica o exercício da engenharia com o objetivo de coibir a prática de atividades técnicas por leigos, proporcionando à sociedade segurança na prestação dos serviços”, explica o gerente de Fiscalização do Conselho, engenheiro eletricista Nicolau Neder.

Fonte: CREA MG

quarta-feira, 19 de dezembro de 2018

Artesanato em cerâmica do Vale do Jequitinhonha é reconhecido como patrimônio imaterial.

Estudo realizado entre 2017 e 2018, mapeou artesãs e artesãos de 21 municípios da região.

Em sua última reunião de 2018, realizada nesta quarta-feira (19.12.18), na sede do Iepha-MG, o Conselho Estadual de Patrimônio Cultural – Conep – aprovou por unanimidade o reconhecimento do Artesanato em barro do Vale do Jequitinhonha: saberes, ofício e expressões artísticas como patrimônio cultural de natureza imaterial de Minas Gerais.
A pesquisa, que durou cerca de um ano, teve como metodologia a realização de um mapeamento, por meio de uma plataforma online disponível no site do Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais recebeu 122 cadastros de artesãs e artesãos, de 21 municípios do Vale Jequitinhonha, no nordeste de Minas. Além disso, foram realizadas pesquisas de campo nas principais comunidades produtoras, com registro fotográfico e audiovisual, que, por sua vez, contribuiu para a elaboração do dossiê de Registro intitulado “Artesanato em Barro do Vale do Jequitinhonha: saberes, ofício e expressões artísticas em Minas Gerais”.
"Este trabalho foi bastante desafiador. Para viabilizar esse reconhecimento, primeiro tivemos que fazer uma composição de  várias mãos. E o segundo desafio foi, em tão pouco tempo, ter que dar conta de tanto conteúdo e saberes, que não se esgotam nesse período de estudo", diz a presidente do Iepha-MG, Michele Arroyo. "Encerramos aqui uma etapa, que é importante, de reconhecimento, mas a principal conclusão a que chegamos é que o conhecimento deste saber é algo contínuo. A própria ação de salvaguarda vai pressupor a continuidade deste estudo e a discussão de medidas tanto físicas quanto imateriais em relação à proteção do modo de fazer deste fazer cultural", conclui.
A produção de cerâmica está espalhada por todo o Vale, sendo que os principais polos produtores são os municípios de Turmalina, Minas Novas, Araçuaí, Itinga, Itaobim, Caraí e Ponto dos Volantes.
"Este trabalho foi bastante desafiador. Para viabilizar esse reconhecimento, primeiro tivemos que fazer uma composição de várias mãos. E o segundo desafio foi, em tão pouco tempo, ter que dar conta de tanto conteúdo e saberes, que não se esgotam nesse período de estudo" Michele Arroyo, Presidente do Iepha-MG


A reunião do Conep foi acompanhada por diversos artesãos mineiros. Maria do Carmo Barbosa fez questão de vir de Turmalina, no Vale do  Jequitinhonha, para estar presente neste momento, que ela disse ser "histórico" para os artistas do barro da região. Ela, que é oficineira há oito anos veio representando as 39 mulheres que compõem a Associação dos Artesãos de Coqueiro Campo. "Isso é um marco fundamental para nós e vai ficar na história daqueles que vierem. Vamos deixar um legado para nossos filhos", comemorou a artesã.
Para o secretário de Estado de Cultura, Angelo Oswaldo, a proteção da arte da cerâmica é vital para a região. “O mais impressionante e significativo é a diversidade da produção autoral. O Jequitinhonha está repleto de mestres, sendo notável exatamente pela originalidade das criações”, ressalta Angelo.
O modo de fazer e as expressões artísticas do artesanato do Vale do Jequitinhonha somente são possíveis diante da existência do ofício de artesã, e que, na região, é predominantemente desempenhado pelas mulheres, cujos conhecimentos e técnicas de produção cerâmica são transmitidos de geração em geração. Esse ofício exige uma série de conhecimentos tradicionais, e todo o processo aprendido é atualizado na medida em que as artesãs experimentam, pesquisam e criam suas próprias estruturas e formas de fazer o artesanato em barro sem, contudo, deixarem de seguir a tradição.
Um dos elementos importante e definidores do artesanato do vale do Jequitinhonha é a existência de várias tonalidades de barro. Esse conjunto de cores está disponível na natureza, mas sua aplicação nas obras é fruto de contínuo aprimoramento e experimentação das artesãs e artesãos, que ao longo do tempo buscaram a criação de distintos pigmentos. A pintura das peças demonstra o profundo conhecimento dos artistas em relação às cores, pois a coloração da peça final somente é adquirida depois que a peça vai ao forno, ou seja, pinta-se de uma cor, sabendo que ela terá outra após a queima.
Artesãs do Vale do Jequitinhonha presentes na última reunião do CONEP 2018    . 
  Foto: Acervo Iepha-MG
Agora, o Artesanato em barro do Vale do Jequitinhonha: saberes, ofício e expressões artísticas é o sétimo bem cultural de natureza imaterial junto com o Modo Artesanal de Fazer o Queijo da Região do Serro (2002), à Festa de Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos de Chapada do Norte (2013), à Comunidade dos Arturos (2014), às Folias de Minas (2017), às Violas e ao quilombo Manzo Ngunzo Kaiango (2018).