quinta-feira, 15 de março de 2018

Golpe político é debatido nas Universidades.

 A reação em cadeia das disciplinas sobre o golpe de 2016
A tentativa de censura à UnB leva universidades a oferecer outros cursos sobre o tema.
A universidade reverbera a visão majoritária no Brasil: o impeachment foi golpe
O ministro da Educação, Mendonça Filho, conseguiu transformar um caso isolado em uma reação em cadeia. Em 22 de fevereiro, ele dedicou parte de seu expediente para publicar mensagens em sua conta no Twitter, onde combatia o curso “O golpe de 2016 e o futuro da democracia no Brasil”, recém-criado pelo Instituto de Ciências Políticas da Universidade de Brasília.
Ao longo da tarde, foram 16 mensagens, entre elas a de que havia “indicativos claros de uso da universidade pública para proselitismo político e ideológico do PT”. O discurso ganhou destaque na mídia, quando o ministro declarou que a investida iria adiante e anunciou a decisão de acionar, entre outros, o Ministério Público Federal para “a apuração de improbidade administrativa por parte dos responsáveis pela criação da disciplina”. 
A investida de Mendonça Filho contra a grade de aulas surgiu do seu conceito pessoal, a partir do cargo público que exerce no governo e de dentro do grupo político que assumiu o poder, de que a destituição da ex-presidenta Dilma Rousseff do cargo para o qual foi eleita não caracteriza um golpe de Estado, e que, portanto, o tema não poderia ser discutido em sala de aula, como proposto na ementa. Em suas palavras, “não há base científica para a criação do curso, assim como a aderência do tema à realidade brasileira”.
Não é o que pensa a massiva maioria dos cientistas políticos e a comunidade acadêmica. Para o coordenador do curso na UnB, Luiz Felipe Miguel, a se entender que foi um golpe, não a mera substituição da presidenta, o debate é fundamental para compreender a natureza, a profundidade e a abrangência das transformações em curso no País. Além de obrigação dos estudos contemporâneos na ciência social e política. 
Leia também:

A reação da academia à investida de Mendonça Filho contra a coordenação do curso foi imediata e reacendeu o debate sobre a autonomia universitária e a liberdade de cátedra. Universidades de todo o Brasil passaram a anunciar a oferta da extensão, cujo motivo da obra é o golpe de 2016, com nome e ementas similares àquela proposta por Miguel.
A primeira a anunciar foi a Universidade Estadual de Campinas, e pelo menos outras 31 instituições confirmaram o curso em suas grades para este semestre. Entre elas, as federais da Bahia, Minas Gerais, Rio Grande do Norte e Rio de Janeiro, além da Universidade de São Paulo e da Universidade Estadual Paulista. 
Para o professor, a compreensão de que houve golpe de Estado em 2016 é amplamente majoritária na sociedade, dentro e fora das universidades, inclusive em campos populares que divergem politicamente entre si, e não uma extravagância de um pesquisador, como o ministro tentou fazer parecer. “Existem vozes que dizem que não houve ruptura democrática. Na academia são vozes minoritárias. Quem assiste ao GloboNews vai ouvir essas vozes, mas isso não é representativo. Fica claro que vetar a palavra golpe busca aprofundar esse processo de ruptura.”
Embora o ministro tenha anunciado a ofensiva, até agora não existe nenhuma representação contra a coordenação do curso na UnB, e a tendência é de que ela não saia do papel. Desde a reação das universidades e da sociedade em geral, Mendonça Filho minimizou o discurso.
Deputado federal licenciado, o demista comunicou que vai deixar o ministério em abril, para concorrer às eleições deste ano. “O ônus do recuo ficará para o seu sucessor. Ele jogou a polêmica para a plateia, o que, para nós, era seu objetivo principal. O caso vai morrer [na instância jurídica] porque não tem nenhuma base”, diz Luiz Felipe Miguel. 
O debate sobre a liberdade de pensamento, ideia seminal das universidades, foi reativado a partir do movimento de resistência da academia contra o ensaio de censura. O ministro é acusado de ferir a autonomia universitária e, nesse caso em especial, a liberdade de cátedra, que é o direito de a universidade, a partir dos seus colegiados, decidir o que e como ensinar, independentemente dos governos e de quem está no poder. Foi na Constituição de 1988, nos artigos 205, 206 e 207, que a autonomia didático-científica apareceu pela primeira vez com força de lei no Brasil. 
Leia também:

Segundo o professor Luiz Araújo, especialista em educação, agredir o pensamento crítico é uma tendência histórica dos grupos hegemônicos. “Eles não querem que nada mude, ou seja, que não se questionem coisas que parecem eternas. E os governos incomodam-se com a crítica que as universidades lhes podem fazer. A indústria também se comporta assim.”
Para o coordenador do curso originário da querela, a atitude do ministro está alinhada a uma ideia de que quem fala em golpe no Brasil é petista, fecundando a dualidade política a serviço dos grupos ultraconservadores.
“O que me incomoda é que eu teria o direito de ser militante e professor ao mesmo tempo, mas não sou. Tentaram me emparedar numa posição partidária que nunca foi minha, o que não significa que não tenho posicionamento político. Se tivessem se dado ao trabalho de ler alguma coisa que já escrevi, saberiam que sou bastante crítico às limitações do PT.”
O movimento das universidades provou que a academia está disposta a resistir à exposição de condições que comprometem sua própria existência, e uma vitória contra a censura e o autoritarismo. As aulas na UnB começaram como programado na segunda-feira 5 e, ao que tudo indica, o golpe de 2016 será extensivamente debatido nas universidades. 
Fonte: Carta Capital, por Carolina Scorce — publicado 15/03/2018 00h15, última modificação 14/03/2018 16h49

Revolta Togada: Membros do 1% mais rico, juízes e procuradores protestam por salário.

Eles farão atos, nesta quinta 15.03, contra o fim do auxílio-moradia, mordomia que o STF julgará 3 anos após universalizá-la.
 A ideia inicial do presidente da Ajufe, Roberto Veloso, era promover uma greve
Juízes Federais e Procuradores da República vão fazer protestos em seis capitais nesta quinta-feira 15 por melhores salários. Estão indignados porque o auxílio-moradia que recebem terá a legalidade julgada em breve pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Não querem perder a mordomia pois, segundo eles, é uma forma de compensar a falta de aumento de 2015 para cá.
Apesar da estagnação remuneratória, juízes e procuradores pertencem ao 1% mais rico da população. Fazem parte deste grupo aqueles brasileiros que ganham a partir de 27 mil reais mensais. Em 2016, os magistrados federais embolsaram 50 mil reais por mês, em média. A remuneração inicial de um procurador é de 28 mil.
Leia também:


O cálculo de quanto recebe o 1% mais rico é do IBGE, conforme pesquisa de novembro. O ganho dos togados federais consta do último anuário do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), de setembro passado. O valor do vencimento mínimo dos procuradores é uma informação do Ministério Público (MP).
O contracheque das duas categorias é generosíssimo quando comparado aos rendimentos dos trabalhadores comuns. Em 2017, foi de 1,2 mil reais a renda média mensal de cada pessoa moradora de um domicílio no País, de acordo com o IBGE.
Idem para a comparação com os aposentados. Dos cerca de 23 milhões de benefícios pagos pelo INSS por mês, 70% são no valor de um salário mínimo. O piso nacional é de 954 reais.
Os juízes estaduais não participarão do protesto. Acham que desafiar o STF pode levar a corte a acabar realmente com o auxílio-moradia, para mostrar quem é que manda. Mas eles não estão com seu privilégio ameaçado, pois o julgamento no Supremo não atingirá o auxílio que recebem.
Os magistrados estaduais também integram o 1% mais rico. Em 2016, seus ganhos mensais médios foram de 49 mil, segundo o CNJ. Em alguns estados, a remuneração é espantosa.
Foi de 95 mil no estado recordista, o Mato Grosso do Sul, onde a renda domiciliar per capita é de 1,2 mil. Em Goiás, o vice-campeão, foi de 70 mil, enquanto a renda domiciliar per capita era de 1,2 mil. Em São Paulo, renda per capita média de 1,7 mil, os juízes estaduais embolsaram 42 mil.
Graças aos gordos contracheques de magistrados e procuradores, o Brasil é o país que mais gasta dinheiro público para manter o sistema de Justiça funcionando. É a conclusão de um estudo de 2015 feito na Universidade Federal do Paraná (UFPR), chamado “O custo da Justiça no Brasil”.
Em 2016, conforme o CNJ, o País gastou 1,4% das riquezas geradas no ano (PIB) com o Poder Judiciário, 84 bilhões de reais. Nos Estados Unidos, a mesma despesa consome 0,14% ao ano. Na Alemanha, 0,32%. Na Argentina, 0,13%. O segundo lugar é da Venezuela, em um distante 0,34%.
E não que aqui haja juízes demais. É salário mesmo, o que explica a despesa recorde. No Brasil há 8,2 magistrados para cada 100 mil habitantes, conforme o estudo da UFPR. Na Alemanha, há três vezes mais (24,7). Em Portugal, mais do que o dobro (19,2). Nos EUA, 10,8.
O MP é outro campeão de consumo de verba pública. É de 6 bilhões de reais o orçamento deste ano do MP Federal, uma tropa de uns 2 mil procuradores. Fora o gasto nos estados, batalhão de uns 12 mil promotores.
Tudo somado, o custo anual do MP é de cerca de 0,32%, conforme o estudo da UFPR. Na Itália, é de 0,09%. Em Portugal, de 0,06%. Na Alemanha e na Espanha, de 0,02%.
Apesar desta realidade salarial, haverá protesto por mais verba. Atos serão promovidos no início da tarde desta quinta-feira 15 nas cidades de Brasília, São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador, Porto Alegre e Belém.
Leia também: 
A mobilização foi uma iniciativa da Associação dos Juízes Federais (Ajufe), em reação contra o julgamento marcado pelo STF para o dia 22 sobre o auxílio-moradia.
A mordomia foi universalizada em setembro de 2014 por uma liminar do juiz Luiz Fux, do Supremo, em uma ação movida por oito magistrados federais. Valor da regalia: 4,3 mil mensais.
A ideia inicial do presidente da Ajufe, Roberto Veloso, era promover uma greve. Dos 2 mil filiados da entidade, aposentados incluídos, 1,3 mil responderam a uma consulta sobre a ideia, dos quais 81% a favor. Mas depois houve um recuo da Ajufe, que passou a moderar sua posição.
“Com os salários que têm e com o corte de gastos em razão do ajuste fiscal, uma greve do Judiciário por aumentos salariais chega a ser ofensiva”, diz o cientista político Fernando Limongi, professor da USP e pesquisador do Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap). “Os magistrados não têm problema algum em defender seus privilégios e justificá-los como necessários à defesa da liberdade e do bem estar da sociedade. A coisa beira o cinismo.”
O corporativismo e a agenda salarial do Judiciário chegaram a tal ponto, que a FGV de São Paulo vai incluir o tema a partir deste ano na pesquisa periódica que faz sobre a percepção dos brasileiros a respeito da Justiça, o Índice de Confiança na Justiça. Uma percepção que já vai mal.
Na última edição, de outubro passado, o Judiciário tinha confiança de 24%. Número mais perto de instituições mal avaliadas, como partidos e Congresso, ambos com 7%, do que das do topo, Forças Armadas (56%) e Igreja Católica (53%).
E o mais grave, diz Luciana de Oliveira Ramos, coordenadora da pesquisa. A confiança caiu 10 pontos desde 2013. Resultado, diz ela, da maior exposição midiática da Justiça. Ou seja, quanto mais as pessoas conhecem o Judiciário, pior.
“Essa agenda corporativa de querer perpetuar privilégios é um problema. Num país em que muitas pessoas ganham salário mínimo, pagar auxílio-moradia de 4,3 mil reais não tem qualquer cabimento.”
A Associação Nacional dos Procuradores (ANPR) diz que resolveu aderir ao protesto pois defende melhor remuneração para a categoria, não devido ao auxílio-moradia em si. “O Supremo pode acabar com o auxílio que nós continuaremos com manifestações”, afirma o presidente da ANPR, José Robalinho Cavalcanti.
Se o STF derrubar o auxílio dos togados federais, o MP ficará sem argumento para pagar os seus. A mordomia deles foi determinada alguns dias depois da liminar de Fux, com base nesta liminar.
Fonte: CartaCapital, por André Barrocal — publicado 15/03/2018 00h30, última modificação 14/03/2018 13h18.

segunda-feira, 5 de março de 2018

Diz ser de Berilo, mas nunca...

Diz ser de Berilo, mas nunca almoçou na pensão de Tia Lia de Delfim Ramalho          



.Diz que é de BERILO e não se lembra de MARIA MEXETA (Maria D"areia)q só rebolava quando entrava na cidade.

Diz que é de Berilo, mas nunca roubou a trouxa de Maria Mexeta e correu pro mato pra atrair a coitada e fazer exigências sacanas pra devolver o que era dela. Seu trouxa!

Diz ser cria de Berilo, mas nunca foi chamada de " Iá " por Iris de Lioca.

Diz ser de Berilo, mas nunca marcou encontro na Gamileirinha. 

Diz que é de Berilo, mas nunca ouviu falar de Peido do Retiro.

Você é de Berilo? Por acaso já teve medo dos guardas na Semana Santa? 

Diz ser de Berilo, mas desconhece a história de um Mercado feito todo de madeira, no centro da Praça da Prefeitura.

Diz que é de Berilo, mas não tem idéia da história do nome, se esta pedra preciosa nunca foi achada no local. TAMBÉM NÃO SEI.

Diz que é de Berilo, mas não conhece a pedra cheio de sangue do Padre Henrique.

Diz que é de Berilo, mas nunca ouviu falar que um "inxame" de gente de Comercinho do Bruno fez ocupação nas ruas de baixo.

Diz ser de Berilo, mas nunca dançou Passinho no Clube.
ançou paçinho no clube.i
DIZ SER CRIA DE BERILO, MAS NUNCA NAMOROU NO RESERVADO DO BAR DE IOIÔ DE MILINHAri
nha!
Diz ser de Berilo, mas nunca andou de barco quando a ponte de Berilo caiu, no ano de 1979.

Diz que é de Berilo, mas não conseguiu acalmar o Alan de Machadim quando soube que o rio Araçuaí pegou fogo.

Diz que é cria de Berilo, mas nunca quebrou a cabeça tentando responder as perguntas de Artur.

Diz que é de Berilo, mas nunca recebeu um apelido de Geraldo Martins.

Diz que é cria de BERILO, mas não conheceu o médico Nelson

Diz ser de Berilo, mas nunca buscou água no rio de balde trazido na cabeça.

Diz ser de BERILO, mas nunca ficou cm a BOCA CHEIA D'ÁGUA quando via GURI COMENDO 40 PIMENTAS MALAGUETAS, de uma vez, na COMIDA.Diz que é 

DIZ SER CRIA DE BERILO, MAS NUNCA COMEU O BuCHO DE MARIA E CARRIM

Diz ser cria de Berilo, mas nunca correu na Festa do Rosário pra chegar primeiro que a Congada e pegar tropeiro e refrigerante

Diz ser de Berilo, mas não assume que é preconceito chamar qualquer moreninho de nego do Caititu.

Diz que é de Berilo, mas nunca faiscou nas enxurradas uma graminha de ouro pra vender pro veio João Joaquim

DIZ que é de BERILO , mas nunca DANÇOU - PODÔ, PODÔ, PODÔ IÁ ...igual PODÔ.
Nem a JANDAINHA!
Nem o PERIQUITO!!O maLI e RITO.

Diz ser de Berilo, mas nunca comeu banana dedo de moça na comunidade de Bananal.

Diz ser cria de Berilo, mas nunca dançou um forró no clube SAB ao som de Neguinho e Zequinha dos teclados

Diz ser de Berilo,mas nunca comeu um copo de doce de leite de Lia de Totoni no mercado. 

Diz ser de Berilo, mas nunca deu uns pega no beco do Dimas.

Diz que é de Berilo mas nunca participou do teatro de Dr Joaquim

Diz que é de Berilo, mas nunca teve medo de Zé Barbosa, o Lobisomem, na sexta-feira da Paixão. 

Diz ser cria de Berilo mais nem conhece o Luiz coló.. e suas pedras preciosas.

Diz ser de Berilo, mas nunca dançou música lenta no clube SAB.

Diz ser cria de Berilo, mas nunca cantou no karaokê de Bebeto!

DIZ SER DE BERILO, MAS OMITE QUE JÁ OUVIU OS TAMBORES DO SALÃO DE TOTÓ, E JÁ COMEU ATÉ A FAROFA DO CABOCLO.

Diz que é de Berilo , mas nunca falou pula Martim que eu te dou um golo de vim 

Diz ser cria de Berilo, mas nunca ganhou um quadro de Santo feito pelo senhor Geraldinho escrivão.

Diz que é de Berilo, mas nunca foi fotografado por Rito ou Wili.

Diz que é de Berilo, mas nunca miou = gato pra ver "Tranquedo" virar o bicho... 

Diz que é de Berilo , mas nunca calçou um tamanco de Mirinha de Zé Acácio 

 Diz que é CRIA de BERILO, mas nunca assistiu à MISSA de BITÔ IMITANDO PADRE ITAMAR .

. Diz ser cria de Berilo, mas nunca subiu no caminhão de Dimas na quadrilha, pra ganhar traques ou 2 reais      

                                                                       . Diz ser cria de Berilo, mas nunca ganhou 2 pontos dos professores do Jason pra participar da coroação!! )

                                                                          Diz ser cria de Berilo, mas nunca correu atrás do caminhão do Ze Geraldo pra pegar cana, qdo passava carregado na rua!
rilo!ho...
Diz que é de Berilo, mas não conheceu Tião Rodela.    
                                                           
Diz que é  de Berilo, mas nunca brincou de quadrilha no mercado da praça 

Diz que é de Berilo , mas nunca recebeu comeu biscoito de goma de Belinha.e Berilo

Diz ser cria de Berilo, mas nunca entrou no Banco pra tomar um ar condicionado  nte.

Diz que é de Berilo, mas nunca matou aula pra panhar tamarindo no quintal de Chico de Lioca.

Diz ser de Berilo, mas nega ter encostado a jumentinha do João Coelho no barranco.

Diz ter morado em Berilo, mas nunca assumiu que ficou com medo de olhar o enterro subir e sumir na esquina, depois o defunto puxaria seu pé, enquanto dormia.

Diz ser de Berilo, mas nunca comeu doce de ovo de Tóoia.

Diz ser de Berilo, mas nunca foi de pau-de-arara participar das Festas de Agosto, em Virgem da Lapa.

Diz ser de Berilo, mas nunca foi a pé pra Sucuriú, dançar a noite inteira, não arrumar namorada e a inda voltar a pé de manhãzinha pra Berilo.

Mensagens no facebook publicadas por berilenses, da cidade de Berilo, no Vale do Jequitinhonha, nordeste de Minas.

Diz que é de Berilo,mas nunca comeu bolo confeitado por Sônia De Vicente.Diz que é de Berilo,mas nunca comeu bolo confeitado por Sônia De Vicente.

Forças políticas do Vale do Mucuri se articulam para defender democracia e direitos populares


Mais de 200 lideranças político-populares de 19 municípios do Vale do Mucuri se reuniram no Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Teófilo Otoni, na Rua Frei Serafim, no Morro do Cemitério, no sábado, 03 de março, quando debateram o golpe político e organização popular para derrotá-lo  e o cenário político-eleitoral de 2018.

Professor Juarez Guimarães, da UFMG, fez palestra sobre análise de conjuntura.

O professor e cientista político da UFMG, Juarez Guimarães, fez uma explanação das motivações do golpe político-jurídico-parlamentar e a necessidade de articulação das forças políticas progressistas e da esquerda, organizando-se em Comitês Populares, por bairro, por comunidade, região, por município, local de trabalho, movimentos populares, base sindical, clube ou grupo de amigos para resistir ao retrocesso político com retiradas de direitos que as forças retrógradas estão impondo.


Logo após a palestra, foram realizados pequenos grupos de bochichos para aprofundar as idéias colocadas e propor ações efetivas de organização para a efetivação de um programa de um Congresso do Povo.

Foram colocadas propostas como uma melhor compreensão do cenário eleitoral na América Latina com perspectiva de vitórias da esquerda e um melhor debate sobre a conjuntura estadual que é sempre relegada com destaque para a conjuntura nacional e mundial.


Outra proposta é de organização de uma Frente Democrática Popular em cada município, com a criação de núcleos em comunidades rurais com um já avançado estágio de organização e mobilização popular.

Estiveram presentes representantes políticos: movimentos populares e sindicais: sindicatos de trabalhadores rurais, UFVJM, GEMOM – Grupo de Mulheres Organizadas do Mucuri, SIND UTE, Sindicato dos Trablhadores da Usina de Alcool de Nanuque e Serra dos Aimorés, FETAEMG, Casa dos Movimentos Populares, Instituo Válido (Mucuriate), MST, Levante Popular da Juventude, comunidades quilombolas e outros setores populares. Também participaram  o deputado estadual Jean Freire, deputado federal Leonardo Monteiro e o prefeito de Teófilo Otoni, Daniel Sucupira.

quinta-feira, 1 de março de 2018

Pênis, pra que te quero? Uma psicologia masculina é necessária.

Pênis, prá que te quero?

Um ensaio sobre a psicologia masculina,

citando o psicoterapeuta Ronaldo Pamplona da Costa.


Texto do psicólogo Hércoles Jaci, publicado em 
https://hercolesjaci.wordpress.com

O texto que postei mais abaixo, é, na minha opinião, um dos melhores ensaios sobre Psicologia masculina que conheço. É um texto antes de tudo muito simples. Na minha profissão, como psicólogo clínico e professor/formador de profissionais na área da psicoterapia, educação, saúde; relações com o trabalho e no trabalho; sempre andei buscando bons estudos sobre o tema e não encontrava quase nada que me satisfizesse.
No início de 1986, um grupo de escritores, psicólogos, psicoterapeutas, sociólogos, médicos, pensadores lançaram pela Editora LPM, de Porto Alegre, o livro “Macho, masculino, homem”; obra essa que semeia no Brasil, a 1ª tentativa de abrir as comportas tão fechadas e nubladas de uma Psicologia Masculina Brasileira. 


Sinto, como homem e psicoterapeuta, com uma quilometragem rodada de 35 anos nessa profissão, que nós homens nos conhecemos bem menos que a mulher se conhece. E a mulher nos conhece bem menos que ela pensa e acha que nos conhece.
O breve texto que se segue, do psicodramatista Ronaldo Pamplona da Costa, é de uma riqueza, de um “sopitar” de questões das quais não pensávamos, não tínhamos coragem de pensar e muitas delas pensávamos com a pequenez gerada pela orquestração do preconceito e a história do que é ser homem num país colonizado, católico, empobrecido, machista latino-americano, etc.
Como o autor é psicodramatista, ele se utiliza de uma técnica comum nessa abordagem terapêutica que é se colocar no lugar do outro, assumindo “teatralmente” essa posição. 
Ronaldo então, se colocará no lugar de muitos homens, vários homens, vários universos masculinos. Trabalho com esse texto desde 1986 e minha experiência com ele sempre foi inusitada, surpreendente, pois a reflexão que ele traz provoca tudo isso. 
Meu objetivo ao postar esse texto é criar reflexão, diálogo, trocas entre as pessoas: homens e mulheres; possibilitando-nos inclusive compreender que não sabemos tanto assim um do outro como pensamos.
PÊNIS, PRA QUE TE QUERO?
Ronaldo Pamplona da Costa*
blog_hercoles
“Anos atrás, resolvi fazer uma palestra sobre “identidade masculina”. Há algum tempo o tema me intrigava. Saí à cata de bibliografia em português. Surpresa: não encontrei nenhum livro sobre o assunto escrito por homem. Surpresa maior: encontrei 4 ou 5, escritos por mulheres, abordando o tema Homem sob diversos ângulos. Fiquei ainda mais intrigado, e comecei a observar e a refletir. Todos os meios de comunicação de massa têm um espaço específico para a mulher, feminista ou não. A Cinderela americana (livro : Complexo de Cinderela*) aportou por aqui e ficou mais de um ano na lista dos livros mais vendidos. São livros, debates, congressos, programas de rádio e TV, estudos científicos, teses e mais teses- e até delegacias de polícia- tudo sobre ou para a mulher. No Brasil (em 1985*) existem mais de 180 grupos feministas catalogados. As mulheres respondem tudo ou quase tudo sobre elas e muito sobre nós. Sentados à beira do caminho, ficamos olhando, há mais de uma década (1985*) a luta do mulherio em busca de sua libertação. E nós? O que estamos fazendo? 
Acho que não precisamos fazer nada: o poder, em termos sociais, está praticamente todo em nossas mãos. Afinal, foram 20 anos de ditadura machista que nos auxiliaram a garantir um espaço mais amplo e seguro-sem contar os séculos anteriores. Em casa quem manda, ainda que pró forma, somos nós. Das crianças elas cuidam, senão a gente põe uma babá ou vão para a creche. No sexo, tudo resolvido, umas coisas se faz com a patroa, outras lá fora.
A Constituinte (promulgada em 1988, em 1985/86 estava no auge da elaboração) é nossa. O futebol é nosso. A representação política dentro e fora do país é nossa. Então, para que se preocupar com esse papo de feministas?
É. Mas às vezes eu fico pensando e, por enquanto, só pensando. Como será que eu sou por dentro? Como será minha alma? Por que o mundo colocou tanto peso nas minhas costas e eu deixei? Eu queria tanto conversar algumas coisas com os amigos, mas não me sinto à vontade. 
Companheiro, como é, para você, ver as mulheres falarem tanto sobre nós? Será que elas estão certas? Tenho tantas dúvidas!!!! Mas quando a gente se junta só dá para falar de futebol, de mulheres alheias, de conjuntura política, da dívida externa, e da cotação do dólar. 
Falar com você, companheiro, sobre os nossos sentimentos masculinos, não dá mesmo.
Como será que você se sente quando está sem vontade de fazer amor e o faz só por obrigação, para não decepcionar a companheira? 
Como é para você, masturbar-se às vezes só por ansiedade, e não poder contar nem para a sua mulher? 
Como você se sente quando a ereção não vem? 
E quando a gente tem que parar de acariciar, abraçar e pegar a filha no colo, porque ela está ficando mocinha? E com o filho? Também não é a mesma coisa? 
Você percebe o seu corpo? Se acha bonito ou feio? Você achou outro homem bonito? Como é que você se sente com seu pênis? Se for pequeno, ele o envergonha? Você o esconde? E suas nádegas? Como você as sente? Eu fico até sem jeito de querer saber essas coisas…. 
Se fôssemos juntar tanta coisa num homem só, possivelmente sairia isso (se ele não mentisse): – Eu já espanquei minha mulher, porque não aguento a idéia de outro homem por perto. Cheguei a matá-la. Uns dizem que é por amor, outros que não. Mas, eu mesmo não entendo nada. 
-Às vezes eu choro, mas sozinho. Tem vezes que eu tenho vontade de te abraçar, companheiro, e ficar assim sem dizer nada ou, então me enroscar e ficar no teu colo, como se fosse o colo do pai que nunca tive. Mas eu tenho medo, vergonha, e não tenho nem coragem de admitir essa necessidade ou desejo. 
-Se você soubesse como é duro não poder perder nunca! Em nada.
-Às vezes eu até passo você prá trás, ou o uso como degrau, mesmo você sendo meu amigo. Eu não posso ser fraco. 
-E se eu sou homossexual, será que continuo sendo homem?
-Se sou branco e você negro, eu me acho superior! E será que sou mesmo? Você se sente inferior por ser um homem negro?
-Se sou velho, sirvo para alguma coisa?
E se tenho uma deficiência física? Como fico como homem?
             É tanta solidão!
É tanta dor! 
É tanto medo de amar e de me entregar, que nem sei, companheiro!”
*Ronaldo Pamplona da Costa, médico, psiquiatra e psicodramatista, autor do livro Os Onze Sexos - As Múltiplas Faces da Sexualidade Humana e  "Um Homem á Frente de Seu Tempo - O Psicodrama de Moreno no Seculo XXI"

Leia também aqui neste Blog:
http://blogdobanu.blogspot.com.br/2015/06/rola-nao-e-solucao-pra-tudo.html