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sexta-feira, 4 de novembro de 2016

Esposa do prefeito de Catuji morre em grave acidente

Uma mulher de 29 anos morreu em um grave acidente registrado na noite desse domingo, 30 de outubro de 2016, na altura do quilômetro 471 da BR-342, entre as cidades de Catuji e Caraí, na divisa dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri. Zeliane Rodrigues Soares era casada com o prefeito reeleito de Catuji, Fuvio Luziano Serafim.

De acordo com a Polícia Militar (PM), a vítima perdeu o controle da direção do veículo Toyota/Corolla Xei, placa PWT-2210, saiu da pista de rolamento e caiu em um barranco de aproximadamente vinte metros. O veículo foi encontrado no meio da mata, preso em meio às árvores.
Com o impacto do acidente, Zeliane Soares ficou gravemente ferida e veio a óbito no local. A Perícia Técnica da Polícia Civil foi acionada e após os trabalhos de praxe, o corpo foi encaminhado para o Instituto Médico Legal (IML) de Teófilo Otoni. A vítima estava sozinha no carro.
De acordo com o IML, a causa do óbito foi um trauma craniano. O corpo foi liberado às 8h desta segunda-feira (31). As causas do acidente ainda estão sendo apuradas pela Polícia.
Zeliane e o prefeito Fuvio Luziano Serafim (Foto: Reprodução/Facebook)

De acordo com o perfil oficial da primeira-dama em uma rede social, ela trabalhava como farmacêutica-bioquímica na Prefeitura Municipal de Catuji. Zeliane Soares deixa duas filhas.

Nota do prefeito

“E com muito pesar, que comunico a vocês a perda da minha esposa Zeliane. A mesma veio a óbito após um trágico acidente automobilístico próximo de Catuji. O sepultamento ocorrerá às 18:00 do dia 31/10 (segunda feira). Vocês estão convidados a prestar as últimas homenagens”, informou o prefeito em uma rede social.
Carro caiu em uma ribanceira (Foto: Cedida por Francisco Couy)

Acidente aconteceu no km 471 da BR-342 (Foto: Cedida por Francisco Couy)

Acidente aconteceu no km 471 da BR-342 (Foto: Cedida por Francisco Couy)

Acidente aconteceu no km 471 da BR-342 (Foto: Cedida por Francisco Couy)

Acidente aconteceu no km 471 da BR-342 (Foto: Cedida por Francisco Couy)

Acidente aconteceu no km 471 da BR-342 (Foto: Cedida por Francisco Couy)

Carro caiu em uma ribanceira (Foto: Hiago Silva/Reprodução WhatsApp)
Fonte: Aconteceu no vale

quarta-feira, 7 de maio de 2014

Polícia Ambiental embarga 350 hectares de áreas desmatadas e prende 16 pessoas, em 8 municípios dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri.

Multas aplicadas em operação contra desmatamento no superam R$ 2 milhões.


Equipes percorreram locais em área de cerca de 300 mil hectares em busca de crimes ambientais – Foto: Wellington Pedro / Imprensa/MG

Balanço preliminar da operação de fiscalização contra o desmatamento no bioma Mata Atlântica, realizada no Nordeste de Minas Gerais, indica que serão aplicadas, no total, multas que superam R$ 2 milhões. A ação acontece desde o dia 22 de abril em oito municípios da região de Teófilo Otoni e é coordenada pelo Sistema Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Sisema).
No total, foram embargados 350 hectares de áreas desmatadas ilegalmente e 16 pessoas foram presas. Também foram apreendidos 10 mil metros cúbicos de lenha e 300 de carvão provenientes de madeira nativa, o que corresponde a 1.300 caminhões de transporte do tamanho mais comum encontrado em Minas Gerais.
O superintendente de Fiscalização Ambiental Integrada da Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, Marcelo da Fonseca, afirma que o grande tamanho das áreas surpreendeu as equipes. “Observamos áreas desmatadas de até 60 hectares, enquanto o tamanho médio das propriedades investigadas era de 50”, destaca.
Fonseca observa que, inicialmente, a operação investigaria áreas de desmatamento indicadas pelo monitoramento por satélite. “Durante as buscas as equipes encontraram diversas outras áreas de desmate”, afirma. “Também foram fiscalizados caminhões de carvão, comércio, empresas empacotadoras e empreendimentos embargados em operações anteriores”, completa.
As equipes que integram a Operação Macaco Muriqui percorrem os municípios de Ladainha, Novo Cruzeiro, Itaipé, Malacacheta, Caraí, Poté, Teófilo Otoni e Catuji. No local, estão localizadas duas unidades de conservação estaduais, a Área de Proteção Ambiental (APA) Alto Mucuri e a Área de Proteção Especial (APE) Todos os Santos, o que agrava os crimes ambientais cometidos.
Segundo dados do Sisema, Ladainha, Itaipé e Novo Cruzeiro são os três municípios do Estado onde mais se encontram desmatamentos. São 60 técnicos do Sistema e das polícias Civil e Militar na operação, que tem o apoio do Ministério Público Estadual.
Fonte: Hoje em Dia

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Carvoeira mantinha operários em condições degradantes de trabalho, em Catuji


Uma empresa de carvão foi interditada pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) em Catuji, no Vale do Mucuri, por manter operários em condições degradante de trabalho. As vítimas não tinham água potável para beber e comiam em um local que continham cachorros e até animais peçonhentos, como aranha e escorpião. Dois Termos de Ajuste de Conduta (TAC) foram firmados entre a empresa e o órgão.
As investigações começaram no final de 2013 quando ex-funcionários da empresa Carvão Fogo Leste entraram com ações na Justiça contra ela. O juiz proferiu as sentenças e enviou córpias para o MPT, que abriu três inquéritos para apurar as denúncias. “Durante a apuração ficamos sabendo que a empresa tinha encerrado as atividades. Porém, ficou constatado que houve uma sucessão, e a empresa se tornou O.E.Silva Filho”, explica o procurador do Trabalho Max Emiliano da Silva Senna.
Em dezembro, os procuradores fizeram uma visita ao local onde os produtos eram embalados. Lá, flagraram a situação degradante vivida pelos trabalhadores. “Quando chegamos tinha oito operários, mas sabemos, pelas folhas de ponto, que eram aproximadamente 18 pessoas. Todos trabalhavam aproximadamente 10 horas por dia sem contar com equipamentos de segurança. Também não recebiam uniformes e viviam impregnados pelo pó do carvão”, afirma Senna.
Dentro de um galpão, onde os trabalhadores empacotavam o carvão, foi encontrada uma máquina com uma esteira que fazia um barulho que poderia causar danos a audição dos empregados. “Fazia um barulho muito alto e os operários não utilizavam aparelhos auricular”, conta o procurador. O local onde os trabalhadores faziam as refeições era sujo e havia cachorros e animais peçonhentos, como aranha e escorpião. “Os empregados tinham de levar os alimentos na mochila e não tinham equipamentos para colocar a comida. Por isso, tinha que comê-las frias e com grande risco de contaminação”.
Para o procurador, a região onde a empresa está instalada facilita o aliciamento de trabalhadores. “A maioria são moradores de Catuji. Lá é uma região muito pobre e essas regiões são um campo fértil para este tipo de exploração. As vezes a pessoa é explorada, mas não faz nada pois precisa daqueles R$ 200, R$ 300”, revela Senna.
Empresa assina TAC
O MPT propôs dois Termos de Ajuste de Conduta (TAC) que foram assinados pelo dono da empresa. Um deles, prevê a mudança no meio ambiente do trabalho. O proprietário terá que fornecer água potável, a melhoria das instalações sanitárias e de áreas de alimentação, a adoção de normas de combate e prevenção a incêndio, e adotar programas de saúde ocupacional em prazos que variam de 90 a 180 dias. No outro, está previsto a regularização dos contratos de trabalho. A partir do acordo, nenhum empregado poderá ser admitido sem o devido registro, o pagamento de salário e demais créditos, como 13º e acerto rescisório, deverão obedecer aos prazos previstos em lei. Em caso de descumprimento das obrigações, a empresa estará sujeita a multas que variam de R$ 1 a 10 mil.

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Protesto cobra promessas do Tribunal de Justiça para Comarca de Novo Cruzeiro

Protesto cobra promessas do Tribunal de Justiça para Comarca de Novo Cruzeiro
O objetivo da manifestação é reivindicar melhor acesso à justiça da comarca, que abrange os municípios de Caraí, Catuji e Itaipé NOVO CRUZEIRO–Populares e autoridades participaram de um protesto, na terça-feira (18/10), para pedir acesso à justiça no município. A ação ocorreu no Tribunal do Júri e foi liderada por representantes da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).


Segundo os organizadores, a falta de três profissionais do Judiciário tem causado transtornos. Há quase um ano, a cidade não possui juiz titular, 18 meses sem Promotor de Justiça e mais de três anos não conta com serviços de um defensor público.


Atualmente, a população tem sido atendida por juízes voluntários, entre eles, o magistrado Flávio Prado Kretli que é feito uma vez por semana. “Está mais do que na hora da Justiça atender os anseios da população. A situação é muito triste. Eu tenho em meu gabinete cerca de 2.500 processos aguardando tramitação. È inadmissível que um juiz que atenda uma vez por semana tenha condições atender um número semelhante a este”, completa.


São mais de 350 novos processos por mês, pelo menos sete mil estão acumulados, outros cinco em fase de espera de um juiz que dê prosseguimento a tramitação legal.


Prazo
O presidente da OAB de Teófilo Otoni, Reynaldo do Carmo, pediu um prazo para que seja designado um juiz para Novo Cruzeiro. Se isso não ocorrer, os populares e autoridades do município, com apoio da ordem, devem organizar uma manifestação em Belo Horizonte.
Fonte: Diário de Teófilo Otoni