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quarta-feira, 26 de abril de 2017

Minas Novas e Ladainha são reconhecidos em situação de emergência

Governo Federal reconhece situação de emergência em mais 5 municípios de Minas Gerais

Oito municípios são reconhecidos em situação de emergência (Foto: Agência Brasil)
Na Bahia, Bom Jesus da Lapa e Utinga foram afetados pelo extenso período de seca e estiagem na região. O mesmo ocorreu com as cidades mineiras de Capitão Andrade, Icaraí de Minas, Ladainha, Minas Novas e Patis.
Já o município Chapada dos Guimarães, em Mato Grosso, obteve o reconhecimento federal em decorrência de chuvas intensas. A medida tem vigência por 180 dias.
A portaria de reconhecimento federal foi publicada no Diário Oficial da União. Com a medida, as prefeituras poderão solicitar o apoio do governo federal para ações de socorro e assistência à população, restabelecimento de serviços essenciais e recuperação de áreas danificadas.
Auxílio emergencial
Para obter o apoio financeiro disponibilizado pela Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil (Sedec), do Ministério da Integração Nacional, os municípios devem apresentar um relatório com diagnóstico dos danos e o Plano Detalhado de Resposta (PDR), por meio do Sistema Integrado de Informações sobre Desastres (S2ID). Após a análise, se aprovado, o recurso é definido e liberado.
O auxílio federal é complementar as ações dos estados e municípios.
Fonte: Portal Brasil

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017

54 mortes por Febre Amarela nos Vales do Mucuri e Jequitinhonha, informa Secretaria de Saúde.


Em Minas, foram confirmadas 91 mortes pela Febre Amarela com 1.048 casos notificados. Há 178 óbitos suspeitos.
Nos Vales do Jequitinhonha e Mucuri já aconteceram 54 mortes e 100 casos notificados.
Em 2017, até o momento (24/02), foram notificados 1.048 casos de Febre Amarela, sendo que desses 57 foram descartados e outros 251 são casos confirmados.
Em relação aos óbitos, há 178 óbitos suspeitos. Desses, 91 foram confirmados.
Foram considerados casos confirmados aqueles que apresentaram:
  • Exame laboratorial detectável para Febre Amarela;
  • Exame laboratorial não detectável para dengue;
  • Histórico vacinal (não vacinado/vacinação ignorada);
  • Sinais e sintomas compatíveis com a definição de caso;
  • Exames complementares que caracterizam disfunção renal/hepática.
O Informe traz atualização, ainda, das ações assistenciais de enfrentamento à Febre Amarela aos municípios das quatro regiões prioritárias para a doença - Teófilo Otoni, Governador Valadares, Coronel Fabriciano e Manhumirim, como a contratação de leitos extras, apoio nas ações de vacinação, disponibilização de medicamentos, entre outras ações.
» Clique no link a seguir e confira, na íntegra, o informe com Atualização sobre a investigação de casos notificados e confirmados de febre amarela silvestre, Minas Gerais, 2017 (atualizado em 24/02).
Observação: 
a partir dessa semana, a SES-MG passa a publicar o boletim de atualização sobre a situação da Febre Amarela duas vezes por semana, e não mais diariamente, às terças e sextas, a partir das 15h. Essa medida se justifica considerando que houve uma redução significativa no número de casos notificados diariamente.
» Clique aqui e confira a Linha do Tempo das ações da SES-MG para o enfrentamento da Febre Amarela.
 Por Jornalismo SES-MG 

Municípios do Vale do Jequitinhonha e Mucuri .
Dados do dia 24.02.2017 da Secretaria de Estado da Saúde, óbitos
confirmados e notificados com causa da Febre Amarela.
UNIDADE REGIONAL
DE SAÚDE
MUNICIPIO PROVAVEL DE INFECÇÃO
ÓBITOS
CONFIRMADOS
OBITOS
NOTIFICADOS
Diamantina
Itamarandiba
00
01
Diamantina
Rio Vermelho
00
01
Pedra Azul
Joaíma
00
01
Teófilo Otoni
Frei Gaspar
02
03
Teófilo Otoni
Itambacuri
08
17
Teófilo Otoni
Ladainha
14
21
Teófilo Otoni
Malacacheta
03
05
Teófilo Otoni
Novo Cruzeiro
09
17
Teófilo Otoni
Ouro Verde de Minas
00
01
Teófilo Otoni
Padre Paraíso
00
03
Teófilo Otoni

Poté
06
07




Teófilo Otoni
Setubinha
04
08
Teófilo Otoni
Teófilo Otoni
08
15
TOTAL

54
100

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

Febre amarela em Minas Gerais já registra 83 mortes e mais de mil casos suspeitos.

Municípios mais atingidos são Ladainha, Caratinga e Novo Cruzeiro.
Do total de 1.027, 234 foram confirmados e apenas 57 descartados, segundo o informe epidemiológico que também apontou 83 óbitos já confirmados.

Mais de mil casos suspeitos de febre amarela foram notificados à Secretaria de Saúde de Minas Gerais, desde o início do ano. Do total de 1.027, 234 foram confirmados e apenas 57, descartados. Segundo o informe epidemiológico publicado nesta terça-feira (21.02.17), há também 173 óbitos suspeitos, sendo que 83 já foram confirmados.

Para que um caso seja confirmado, é necessário exame laboratorial detectável para a febre amarela , não detectável para dengue, histórico negativo para a vacinação, sinais e sintomas da doença e exames complementares que caracterizam disfunção renal.


Entre aqueles que contraíram febre amarela, sabe-se que 58% não foram vacinados e 8% não se vacinaram corretamente.


Já há confirmação da infecção aguda em 44 municípios, mas há a suspeita em 83 cidades. 

Ladainha é a que tem mais casos confirmados e de óbitos: 29 e 21, respectivamente. 

Já Caratinga tem 21 confirmados, enquanto Novo Cruzeiro tem 20. O município também é um dos com mais casos de óbito, somando 18 mortes. 

Itambacuri e Teófilo Otoni também preocupam porque já registraram, juntos, 18 óbitos.

Os homens são as maiores vítimas, e a mortalidade aumenta principalmente no grupo com mais de 40 anos. 

Entre os moradores que contraíram a infecção, sabe-se que 58% não foram vacinados e 8% não se vacinaram corretamente – apenas uma dose há mais de dez anos, imunizante após os primeiros sintomas ou afirmaram que tomaram, mas não comprovaram.

Febre amarela no Brasil

O Ministério da Saúde também atualizou seus dados sobre a doença nesta terça-feira. Atualmente, seis estados possuem casos ainda em investigação: Minas Gerais, Espírito Santo, São Paulo, Bahia, Tocantins e Rio Grande do Norte.
No total, são 1.337 casos notificados, 919 em investigação, 292 confirmados e 126 descartados em 143 municípios. Já em relação aos óbitos já foram confirmados 97 dos 212 notificados. Apenas 3 foram descartados em 63 municípios.

Apenas os mosquitos silvestres Haemagogus e Sabethes transmitem a doença a humanos no Brasil.

A forma mais eficaz de se proteger do vírus é tomando a vacina, mas nem todo mundo pode tomar o imunizante por conta dos efeitoso colaterais.  

Pessoas imunodeprimidas (idosos, portadores de HIV), que fazem uso de corticoides em doses elevadas (portadores de lúpus, pacientes com artrite reumatoide) e que estão sendo submetidas a transplante de medula ou órgão sólido não devem tomar a vacina contra febre amarela. 

Pessoas com reação alérgica grave após ingestão de ovo também são contraindicadas porque o imunizante é feito em células embrionárias de galinha. Também não há indicação para menores de seis meses e as mães que estiverem amamentando bebês nesta faixa etária. Nestes casos, é importante falar com um médico.
Fonte: http://saude.ig.com.br/2017-02-21/febre-amarela-minas-gerais.html


terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

Municípios do Jequitinhonha e Mucuri recuperaram áreas degradas da Mata Atlântica.

Confira a lista dos municípios mineiros que mais regeneraram a Mata Atlântica

Os dados publicados nesta segunda-feira (13) fazem parte do Atlas dos Remanescentes Florestais da Mata Atlântica da Fundação SOS Mata Atlântica. O estudo analisa principalmente a regeneração sobre formações florestais que se apresentam em estágio inicial de vegetação nativa, ou áreas utilizadas anteriormente para pastagem e que hoje estão em estágio avançado de regeneração. Tal processo se deve tanto a causas naturais, quanto induzidas por meio do plantio de mudas de árvores nativas.
Confira na tabela abaixo a regeneração ocorrida nos municípios:



Por outro lado, Águas Vermelhas e Teófilo Otoni figuram na lista dos municípios que mais perderam cobertura florestal nativa. Já Jequitinhonha, que está no topo do desmatamento em Minas Gerais, recuperou apenas 507 hectares.
Uma triste notícia é que a Mata Atlântica cobria originalmente 47% da área de Minas Gerais, ou seja, um pouco mais de 27,6 milhões de hectares. Hoje, restam apenas 2,8 milhões hectares do bioma – 10,3% desse total.
De acordo com o Atlas dos Remanescentes Florestais, nos últimos 30 anos foram desmatados 362.525 mil hectares de Mata Atlântica no estado. Dos 853 municípios mineiros, 725 têm ocorrência da Mata Atlântica.
Minas Gerais conta com nove entre os 100 municípios que mais desmataram entre 1985 e 2015, de acordo com o Atlas dos Municípios da Mata Atlântica. A área total desmatada por eles é de 52.249 mil hectares, ou cerca de 522 quilômetros quadrados, o equivalente ao espaço de quase 35 aeroportos com o tamanho do Internacional de Belo Horizonte (Confins).
Fonte: OTEMPO

domingo, 29 de janeiro de 2017

Febre Amarela: Mucuri e Rio Doce em alerta: são 40 mortes e outros 58 óbitos investigados.

Secretaria de Saúde divulga novo boletim sobre os casos de febre amarela em Minas Gerais.

10 mortes são confirmadas em Ladainha; Teófilo Otoni, 5; Ipanema, 4; Itambacuri, 3; Malacacheta, 2; Poté, 2; Setubinha, 1; e Novo Cruzeiro, 1.
Os casos confirmados de febre amarela subiram para 97, em Minas Gerais, de acordo com o Boletim divulgado pela Secretaria de Estado de Saúde (SES) nesta sexta-feira (27/1/2017). O número de mortes confirmadas se manteve estável em relação ao último boletim: 40. Outros 58 óbitos são investigados.
O mosquito Haemagogus leucocelaneaus, exclusivo de matas e ambientes silvestres, é vetor de febre amarela silvestre em Minas Gerais (Foto: Josué Damacena/IOC/Fiocruz)

Este é o pior surto de febre amarela já registrado em Minas Gerais. Nesta terça, o subsecretário de Vigilância e Proteção à Saúde de Minas Gerais, Rodrigo Said, disse que a SES espera que os números de novos casos e mortes de febre amarela comecem a reduzir.
De acordo com a secretaria, até esta sexta, foram notificados 486 casos suspeitos. Deste total, 19 foram descartados. Outros 370 ainda estão sob investigação.
Conforme a SES, os casos confirmados já passaram por exame laboratorial detectável para febre amarela; exame laboratorial não detectável para dengue; histórico vacinal (não vacinado/vacinação ignorada); sinais e sintomas compatíveis com a definição de caso; e exames complementares que caracterizam disfunção renal/hepática.
Ainda segundo a secretaria, as mortes confirmadas estão relacionadas às cidades dos Vales do Rio Doce e do Mucuri: Ladainha (10), Ipanema (4), Teófilo Otoni (5), Itambacuri (3), Piedade de Caratinga (2), Malacacheta (2), Imbé de Minas (2), São Sebastião do Maranhão (2), Poté (2), Conceição de Ipanema (1), Setubinha (1), José Raydan (2), Ubaporanga (1), Novo Cruzeiro (1).
Outras duas mortes tem relação com os municípios de Januária, no Norte do estado, e Delfinópolis, no Sul. A SES ainda investiga os locais de contágio nos dois casos. No óbito relacionado a Januária, a vítima morreu em Brasília, conforme a secretaria.
Existe também um óbito confirmado de uma pessoa que contraiu a doença em Minas Gerais, na Regional de Teófilo Otoni, e morreu em São Paulo. A secretaria afirma que a morte está entre as 40 confirmações.

Balanço do Ministério da Saúde

No boletim do Ministério da Saúde divulgado na noite desta sexta-feira os números de casos e mortes por febre amarela são diferentes do balanço da SES-MG. O ministério contabiliza 83 casos confirmados, 402 sob investigação e 19 descartados, que totaliza 504 notificações.
Com relação às mortes, o ministério confirma 39 e investiga outras 61, totalizando 100 notificações.
Sobre a diferença no número de mortes notificadas, o ministério disse que incluiu óbitos notificados pelas secretarias da Bahia e do Distrito Federal. A pasta ainda excluiu a morte no DF do número de confirmadas, diferente da secretaria de Minas, que já considera o óbito.
Já com relação à diferença nos casos notificados, o Ministério da Saúde consideram casos notificados em BA, ES, GO, SP, SC e DF com provável notificação em Minas.

terça-feira, 17 de janeiro de 2017

Já são 53 mortes suspeitas de febre amarela, diz Secretaria de Saúde.

ComparA Secretaria de Saúde de Minas Gerais informou, na tarde desta terça-feira (17/1/2017), que subiu para 53 o número de mortes investigadas no estado por suspeita de febre amarela. O total de casos notificados passou de 152 para 184.

Mosquito haemagogus janthinomys, que também transmite a febre amarela (Foto: Reprodução).

Das 53 mortes, 22 já são consideradas casos prováveis e pendentes de um resultado de exame laboratorial. Essas ocorrências foram em seis municípios do Vale do Rio Doce – Piedade de Caratinga (4), Ubaporanga (1), Ipanema (2), Imbé de Minas (1), Itambacuri (1), São Sebastião do Maranhão (1) – e em quatro do Vale do Mucuri – Ladainha (8) e Malacacheta (2) Poté (1) e Setubinha (1).
Já as notificações de casos suspeitos subiram, em relação ao último balanço, de 152 para 184. Segundo a secretaria, 37 são casos prováveis – 35 homens, com média de idade de 42 anos; e 2 mulheres. Entre os sintomas da febre amarela estão dores de cabeça e musculares, náuseas, vômito, febre alta, calafrios e cansaço.
A cidade com maior número de notificações é Ladainha, onde 38 suspeitas foram registradas. Na sequência, aparecem cinco cidades do Vale do Rio Doce: Caratinga, com 24 registros, São Sebastião do Maranhão (21), Imbé de Minas (14), Piedade de Caratinga e Ipanema (13 cada).
Também há ocorrência de casos suspeitos em Água Boa (1), Alpercata (1), Alvarenga (1), Entre Folhas (2), Inhapim (2), Ipatinga (2), Itambacuri (8), Itanhomi (1), São Domingos das Dores (1), São Pedro do Suaçuí (1), e Ubaporanga (6), no Vale do Rio Doce.
As cidades com casos suspeitos no Vale do Mucuri são Frei Gaspar (2), Malacacheta (4), Novo Cruzeiro (4), Poté (9) e Setubinha (1), Simonésia (2), e Teófilo Otoni (8).
Reforço de vacinas
Também nesta terça-feira (17), a Secretaria de Saúde de Minas solicitou ao Ministério da Saúde, nesta terça-feira (17), o envio de mais 2 milhões de doses de vacinas contra a febre amarela. Até o momento, o estado recebeu cerca de 1,5 milhões de doses, sendo que destas 957 mil foram entregues nesta segunda-feira (16) e o restante deve ser entregue hoje.
A secretaria informa que, do montante de 2 milhões de doses, 550 mil devem ser encaminhadas ao estado até a sexta-feira (20). Ainda de acordo com a secretaria, todas as doses serão destinadas para as populações das áreas onde há surto, cidades nas regiões Leste e Zona da Mata de Minas Gerais. As demais regiões continuam a receber o fluxo de rotina, uma vez que a vacina está no calendário de imunização do estado.
A secretaria ainda informou a quantidade que vacinas que cada cidade onde há regional de saúde recebeu até esta segunda-feira (16).
- Governador Valadares: 145 mil
- Diamantina: 40 mil
- Manhumirim: 130 mil
- Teófilo Otoni: 252 mil

A febre amarela é uma doença infecciosa febril aguda, causada por um vírus, que pode levar à morte em cerca de uma semana se não for tratada rapidamente. De acordo com o Ministério da Saúde, a doença é transmitida por mosquitos e comum em macacos, que são os principais hospedeiros do vírus.
Em Minas, conforme a SES, 17 cidades tiveram registro de morte ou aparecimento de primatas doentes. As cidades estão localizadas nos vales do Rio Doce e Mucuri e na Zona da Mata.
Informe Epidemiológico da Febre Amarela 17/01

Link do Informe Epidemiológico da Febre Amarela 17/01 (clique aqui)

quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

Minas Gerais tem 48 casos suspeitos de febre amarela, diz SES-MG.

A Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) informou nesta quarta-feira (11/1/2017) que o número de casos suspeitos de febre amarela no estado subiu para 48. Destes casos, 16 são considerados prováveis, pois os pacientes apresentaram critério de caso suspeito, segundo o Guia de Vigilância em Saúde, e tiveram exame laboratorial preliminar positivo. A confirmação ainda depende de mais investigação.

As cidades com mais casos prováveis, entre esses 16, são Imbé de Minas, com 3; e Caratinga, Ubaporanga e Ipanema com 2. Ainda foram registrados casos prováveis nas cidades de Inhapim, Piedade de Caratinga e São Domingo das Dores, Itambacuri, todas no vale do Rio Doce; e Frei Gaspar, Ladainha e Poté, no Vale do Mucuri.

Já a cidade com mais casos suspeitos, entre os 48 informados, é Ladainha com 10. Seguido por Caratinga e Piedade do Caratinga com 6 em cada cidade.

Das 14 mortes suspeitas pela doença, oito são consideradas prováveis, segundo a secretaria. Ou seja, já passaram por exame e deram positivo, mas outros fatores ainda são investigados.
Vacinas de febre amarela chegam em Teófilo Otoni (Foto: Divulgação)
Em Entre Folhas e São Sebastião do Maranhão, ambas no Vale do Rio Doce, não foram registrados casos prováveis, mas houve registro de casos de mortes em macacos e animais doentes.

Em Caratinga, São Domingo das Dores, Ipanema e Ladainha também houve registro de macacos mortos ou doentes.

A secretaria afirmou ainda que a transmissão na área rural está relacionada ao mosquito, o Haemagogus. A febre amarela também é transmitida pelo Aedes aegypti, mas somente em ambiente urbano. Não há casos investigado em áreas urbanas.

As notificações começaram, na última quinta-feira (05.01). A Secretaria alertou para atualização de vacinas para quem for viajar para estas cidades. Disse ainda que as vacinas estão disponíveis e um reforço no estoque já foi solicitado ao Ministério da Saúde.

O último caso de febre amarela rural foi registrado em Minas em 2009. Já a urbana não é registrada desde 1942 no Brasil, segundo o órgão.

O Ministério da Saúde informou que quatrocentas e cinquenta mil doses da vacina contra a febre amarela serão enviadas para Minas nesta quinta-feira. As prefeituras de Ladainha e Teófilo Otoni decretaram Estado de Calamidade Pública por causa dos casos suspeitos da doença.

O governo do estado vai publicar nesta quinta-feira (12) um decreto criando a chamada sala de situação, para monitorar os casos de febre amarela em Minas. O comitê será integrado por representantes da Defesa Civil, Secretaria de Estado de Saúde, Ministério da Saúde, Secretaria de Governo e Secretaria de Estado de Meio Ambiente.

Fonte: G1 Minas

terça-feira, 5 de julho de 2016

Campeões dos Jogos Indígenas são premiados no município de Ladainha

Jogos dos Povos Indígenas fazem festa no Vale do Mucuri.

Depois de muita festa e esporte, foi encerrada nesse domingo (3/7) a 4ª edição dos Jogos dos Povos Indígenas de Minas Gerais. 
O evento, realizado na reserva Maxacali Aldeia Verde, em Ladainha, no Vale do Mucuri, nordeste de Minas, foi viabilizado pela parceria das secretarias de Estado de Esportes (SEESP), de Educação (SEE), de Trabalho e Desenvolvimento Social (Sedese) e de Direitos Humanos, Participação Social e Cidadania (Sedpac).
Na disputa de oito modalidades tradicionais, a etnia Xacriabá foi a que mais vezes subiu ao lugar mais alto do pódio. Representantes da tribo foram campeões no futebol feminino, cabo de guerra (masculino e feminino) e corrida do maracá (masculino e feminino).
A etnia Xucuri-Kariri sagrou-se campeã nas disputas do futebol masculino, zarabatana feminina e no arremesso de lança (masculino e feminino). A tribo Pankararu ficou com o título na competição masculina do arco e flecha. Já os Pataxós foram campeões na zarabatana masculina e derruba toco, nos naipes masculino e feminino. Os anfitriões da etnia Maxacali venceram as disputas do arco e flecha feminino e bodok masculino.
Para Itamar Maxacali, morador da Aldeia Verde, o sediamento dos Jogos Indígenas foi uma grande oportunidade de interação entre as diferentes etnias que residem em Minas Gerais. “Foi um momento de confraternização, mais do que de disputas. Nosso esporte é uma forma de interagirmos com as demais tribos e compartilhar a cultura peculiar de cada uma”, disse.
Segundo o indígena, o evento, que contou com a participação de cerca de 600 atletas de 11 etnias, foi realizado com sucesso. Com o fim dessa edição, o foco passa a ser os próximos Jogos. “As atividades esportivas fazem parte do dia-a-dia da Aldeia Verde. Praticamos as modalidades, realizamos campeonatos internos e começamos a nos preparar para os Jogos Indígenas quando faltam cerca de 2 meses para a competição”, contou.
Espírito olímpico na Aldeia Verde
A pouco mais de um mês dos Jogos Rio 2016, os Jogos Indígenas apresentaram algumas modalidades tradicionais bastante semelhantes aos esportes olímpicos que serão disputados a partir de 05 de agosto no Rio de Janeiro.
O derruba toco, modalidade realizada em um círculo de 3 metros cujo objetivo é fazer o adversário derrubar o toco colocado no centro da área de competição, tem semelhanças com o judô e a luta olímpica.
Já o arco e flecha se diferencia do tiro com arco pelo nome e pelo modelo dos equipamentos utilizados – os atletas de ponta contam com a tecnologia para aprimorar o desempenho nos torneios, enquanto os indígenas ainda utilizam armas produzidas de maneira artesanal. Na competição, a indígena e a olímpica possuem diferenças também na distância do alvo e na pontuação.
A corrida do maracá é uma espécie de revezamento, parecida com as provas de atletismo. No lugar do bastão, no entanto, vai o maracá, espécie de chocalho produzido pelos indígenas.
Já o arremesso de lança é parecido com o lançamento de dardo, prova que também integra as competições olímpicas de atletismo. Nas duas modalidades, vence quem atirar o instrumento mais longe. O futebol, também disputado nos Jogos Indígenas, utiliza as mesmas regras do esporte disputado nos Jogos Olímpicos.
Segundo Itamar Maxacali, apesar das semelhanças das modalidades, na Aldeia Verde existem poucos televisores e nem todos os moradores deverão acompanhar os Jogos Rio 2016. “Os mais jovens demonstram interesse, gostam de ver. Os mais velhos resguardam a cultura indígena e não têm o hábito de assistir TV”, contou. 
Fonte: Agência Minas

segunda-feira, 9 de junho de 2014

Força Tarefa percorre cidades do Vale para verificar desmatamentos.

Desde segunda-feira, seis equipes estão percorrendo os municípios de Almenara, Águas Vermelhas, Itinga, Jequitinhonha, Ladainha, Novo Cruzeiro e Padre Paraíso.


Força Tarefa percorre cidades do Vale para verificar desmatamentos
As equipes vão fazer o levantamento de 89 focos de desmate
Minas Gerais foi apontado pelo quarto ano consecutivo como o estado brasileiro onde há mais supressão de mata atlântica. Para tentar diminuir o índice de desmatamento, o Sistema Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Sisema) finaliza nesta sexta-feira (06.06) uma força-tarefa por sete cidades onde foram constatados a maior área desmatada no Estado.
  
Nesses municípios, o que predomina é a ação de carvoeiros. O resultado da ação será divulgado no início da próxima semana.
 
A força-tarefa acontece em continuação de uma operação que começou em julho deste ano.
 
Até agosto, aproximadamente 10 mil hectares foram verificados, sendo lavrados 25 Autos de Infração. Além disso, desde junho os Documentos Autorizativos de Intervenção Ambiental (Daias) e as Autorizações de Intervenção Ambiental (Aias), para a silvicultura no Bioma Mata Atlântica, estão suspensas temporariamente. “Já fizemos a ação de fiscalização, agora contamos com o deslocamentos das equipes em campo para fiscalizar os municípios que apontaram maiores índices de desmatamentos”, explica Marcelo da Fonseca, Superintendente de Fiscalização Ambiental Integrada da Secretaria de Estado de Meio-Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad). 
 
Desde segunda-feira, seis equipes estão percorrendo os municípios de Almenara, Águas Vermelhas, Itinga, Jequitinhonha, Ladainha, Novo Cruzeiro e Padre Paraíso.“Essas cidades estão entre as dez que mais provocam o desmatamento no Estado. As outras três que não estão presente, já conseguimos fiscalizar anteriormente”, afirma o superintendente. 
 
As equipes vão fazer o levantamento de 89 focos de desmate. Caso seja comprovadas as irregularidades, os responsáveis serão autuados administrativamente e criminalmente.
  
As áreas que foram percorridas são identificadas anteriormente pela Semad. “Com base no monitoramento contínuo, conseguimos identificar os polígono comuns de desmatamento. Com os dados, fazemos o acompanhamento e elaboramos croquis com os dados. As equipes percorrem os trecos com ajuda de GPS”, diz Marcelo da Fonseca. 
 
De acordo com o superintendente, os principais alvos são carvoeiros que agem nos municípios. Os dados das autuações serão divulgados na próxima semana.











Fonte: Estado de Minas.