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quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Diamantina: Novas e impressionantes pinturas rupestres são descobertas







Novas e impressionantes pinturas rupestres são descobertas em Diamantina
Autor do texto e fotos: Wellington F. Gomes
A notícia se espalhou como fogo morro acima e água morro abaixo e já é um dos temas mais comentados nas redes sociais.
Impressionante mesmo!
Em menos de 24 horas apareceram quatro pinturas rupestres na cadeia do Espinhaço, especificamente na Serra do Cristais em Diamantina, Minas Gerais.
“Ontem passei por aqui e nada vi, exceto alguns lixos e entulhos despejados ao longo da estrada. Mas isto era comum. Hoje foi diferente! Estavam ali. Vieram do nada. Fui subindo a estrada e vendo uma após a outra. Incrível! Nem sei como te descrever... Fiquei olhando e tentando decifrar”. Disse um morador local.
Vários estudiosos estão se deslocando para a cidade a fim de decifrar o código que pode ter sido escrito por uma civilização pré-histórica, das cavernas, segundo informações de especialistas.
O governo afirma que com a descoberta o tombamento da Serra dos Cristais ganhou mais um motivo de existir visando a preservação deste sítio arqueológico.
Pela similaridade, repetição em locais estratégicos e uma delas até apresentar um desenho de uma extensão que lembra um suporte, um cabo de uma placa, já se cogita que tratam-se de quatro grandes expressões gráficas. O equivalente a hoje à uma peça midiática. Lembramos que o período é pré-histórico e por isso podemos estar diante dos primeiros registros da propaganda de massa.
O IEPHA/MG (Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais) destaca em seu site que “aSerra dos Cristais é tradicionalmente identificada como um elemento paisagístico da cidade de Diamantina, formando uma espécie de moldura para o espaço urbano”.
Em menos de um ano após o tombamento oficial Conjunto Paisagístico da Serra dos Cristais(noticiado aqui neste blog) estas pinturas só vêm agregar valor histórico e turístico à área que “abriga nascentes, represas, mirantes, praças, cruzeiros, uma igreja e um importante trecho histórico calçado com pedras” tão bem cuidados e valorizados pelos turistas e moradores do local.
Postado por Fernado Gripp, do Passadiço Virtual

sexta-feira, 21 de maio de 2010

Botumirim: raridades dos sítios arqueológicos e pinturas rupestres

Botumirim: raridades dos sítios arqueológicos e pinturas rupestres
O carro mal conseguia vencer a areia e o cascalho da picada esburacada. Mas, depois de 1 hora e meia para rodar 30 quilômetros, se esgueirando pelos cerrados de Botumirim, o automóvel nãpo pôde mais seguir.

Botumirim é uma pequena cidade, à beira do Lago de Irapé formado pela grande barragem no rio Jequitinhonha, no norte de Minas. Fica a 130 km de Montes Claros, 550 quilômetros de BH. É vizinha de Grão Mogol, a 41 km da cidade.

Então, vieram 2 horas de caminha por uma trilha aberta a golpes de facão. A expedição do SUPERINTERESSANTE achou um belo tesou pré-histórico: a Pedra do Veado Pintado, que é familiar para alguns habitantes de Botumrim, mas que nunca tinha sido registrada por algum cientista.

Nunca, até aquela terça-feira, 7 de julho. Junto com o repórter Denis Russo Burgierman, estava a arqueóloga Loredana Ribeiro da Universidade Federal de Minas Gerais, e o fotógrafo Omar Paixão.
O quarto integrante da equipe, o guia Eliomar Geraldo Farias, o Loma, foi o grande responsável pela descoberta. Foi ele quem informou à SUPER da existência de imagens históricas inéditas naquela região.
Cerca de um mês antes, Loma havia levado fotos dos painéis à redação da revista, em São Paulo. Com base nelas a excursão foi preparada. Graças a ele, a expedição foi um sucesso.

Nos dias 7 e 8 de julho, os aventureiros vasculharam uma área de 5 quilômetros de raio, sempre a pé. Só usaram o carro à noite, para dormir no único hotel de Botumirim. Em dois dias, Loredana pôde mapear e registrar (em desenhos que reproduzem as imagens pré-históricas) seis paredões, nenhum deles ainda catalogado. Numa ficha, a arqueóloga descreveu a localização e a tradição a que pertencem os desenhos.

À frente de um paredão, o solo estava forrado de instrumentos de pedra. Teriam sido deixados pelo autor dos desenhos? “ Não dá pradizer sem um estudo mais detalhado”, afirma a arqueóloga. Ma suma pista ela encontrou: certas pinturas lemram muito as de outro local, o Vale do Peruaçu, a 300 quilômetros deli, perto da divisa com a Bahia. O Vale é conhecido. É uma das mais bem estudadas e mais belas galerias do país. Estava decidido. Peruaçu seria o próximo destino da expedição.

Sítios registrados
No município de Botumirim, há 12 sítios aqueológicos registrados no IPHAN - Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional.
São eles: Abrigo I da Vargem da Estiva, Abrigo II da Vargem da Estiva, Barra do Gigante, Barra do Noruega, Lapa da Pindaíba, Lapa do Bugre I do Ribeirão Gigante, Lapa do Noruega, Pedra de Bugre, Pedro do Bugre da Vargem da Estiva, Pedras Pintadas da Fazenda Olhos DÁgua, Sítio dos Guimarães e Três Barras.