terça-feira, 28 de maio de 2013

Cemig: Imposto cobrado representa 42% da conta de luz em Minas

Mineiros denunciam imposto de 42% nas contas de luz da Cemig




Movimentos sociais organizam plebiscito popular para promover o debate sobre tarifa de energia da Cemig
por Arcângelo Queiroz e Rosana Zica, de Belo Horizonte, no Brasil de Fato
Movimentos populares, sindicalistas, professores, estudantes, trabalhadores sem-terra, agentes de pastorais sociais, atingidos por barragens se uniram para organizar um plebiscito em Minas Gerais. A votação será realizada de 19 a 27 de outubro, com o objetivo de levar à sociedade os questionamentos em relação ao valor da conta de luz praticada pela Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig), uma das mais caras dentre os estados brasileiros.
O coordenador geral do Sindicato dos Eletricitários (Sindieletro/MG) e secretário-geral da Central Única dos Trabalhadores (UT Minas), Jairo Nogueira Filho, destaca que o ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) que incide sobre a eletricidade é calculado por um critério chamado ‘tributação por dentro’, no qual a base de incidência do imposto inclui o próprio imposto, taxas e tributos da conta.
Isso faz com que a tributação real seja maior que o imposto indicado na conta. Por exemplo: uma alíquota de 30% de ICMS representa uma tributação real de 42,8%. “O exagero do imposto é um modelo socialmente injusto, pois sobretaxa um bem essencial, que é a energia”, avalia Jairo.

Nos dias 4 e 5 de maio, foi realizado, em Belo Horizonte, um encontro de formação, preparando lideranças para levar o debate para todas as regiões do estado, mas já há lideranças divulgando a consulta. A dirigente sindical e representante do Plebiscito Popular na Região Oeste, Katarina do Valle, diz que as primeiras reuniões mostram insatisfação geral com o serviço prestado e com a tarifa.

“A população de baixa renda é mais sacrifi cada e está esperando o plebiscito para cobrar mudanças na conta de luz”, antecipa.
Joceli Andreoli, da coordenação do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) acredita que o Plebiscito Popular permitirá que toda a sociedade mineira se manifeste sobre a questão da energia. “Será um momento único de envolvimento na discussão de um modelo energético Popular”, avalia.

Imposto alto, qualidade do serviço baixa
Além do consumidor residencial da Cemig amargar um ICMS alto, é penalizado pela queda na qualidade dos serviços da empresa. Pelo menos 77% dos consumidores da Cemig esperam mais tempo que o definido pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) para o restabelecimento de energia. O DEC da Cemig, que mede o tempo que as famílias ficam sem luz, só vem piorando e ficou, no ano passado, 37% acima do indicador registrado em 2003.
Em abril, a Aneel divulgou o ranking da qualidade do serviço prestado pelas distribuidoras de energia do país ao longo de 2012 e a situação da Cemig não é nada boa. A empresa, que ficou em 20º lugar na lista do ano passado, caiu para a 25ª posição.

O lucro de uma terceirização que mata
A Cemig hoje é uma holding de economia mista, que é controlada por acionistas privados nacionais e internacionais. Mais de 60% do lucro da empresa é remetido ao exterior, comprometendo investimentos em melhorias no sistema elétrico e na garantia de condições adequadas de trabalho para os eletricitários.
Há dez anos a terceirização é usada indiscriminadamente pela empresa como ferramenta para aumentar os lucros para os acionistas, o que não só compromete a qualidade dos serviços prestados como leva à precarização das condições de trabalho nas empreiteiras contratadas. Os acidentes fatais envolvendo trabalhadores que prestam serviços para a Companhia já são quase mensais. Em contrapartida, a Cemig já garantiu aos acionistas um repasse de R$ 3 bilhões para o ano de 2013.

Minas não dá o desconto total na conta de luz
O governo federal aprovou uma iniciativa que alivia a população do alto valor da tarifa. A Medida Provisória 579, que se transformou na lei 12.783, antecipou a renovação das concessões das empresas públicas de energia que venceriam até 2015. As novas regras garantiram a redução da tarifa já em 2013 de 18% para os consumidores residenciais.

No entanto, os governos de Minas Gerais, Paraná e São Paulo, todos governados pelo PSDB, não pactuaram com a proposta de adequação às novas regras. Ao renunciarem à renovação das concessões das usinas, colocam em risco o patrimônio da população com a ameaça de privatização, pois as empresas, hoje do Estado, devem ser leiloados para a iniciativa privada.


VIOMUNDO

Revistas Veja e Realidade formaram uma geração crítica. Depois, mudou de rumo.

Editora Abril e o pêndulo ideológico

A CAMINHO DO CONGRESSO I
EXTERNA. RUA – DIA
Com a Veja nas mãos, ALUNA espera em uma esquina.

A CAMINHO DO CONGRESSO II
EXTERNA. BANCA DE JORNAIS – DIA
ESTUDANTE, segurando a Veja, anda de um lado para o outro.

A CAMINHO DO CONGRESSO III
EXTERNA. PONTO DE ônibus – DIA
Vários ESTUDANTES, com a Veja nas mãos, entram em um ônibus fretado.

A CAMINHO DO CONGRESSO IV
EXTERNA. BAIRRO – DIA
Na esquina de um bairro nobre, ESTUDANTE com a Veja na mão.

O que você leu acima é parte do roteiro do filme "Batismo de Sangue". A Veja nas mãos dos estudantes identificava os estudantes/delegados que participariam do Congresso de Ibiúna. Ontem, Roberto Civita faleceu. O que me chama a atenção é a guinada editorial, lenta, mas firme, da editora Abril. É difícil imaginar que a editora que foi ícone das inovações e vanguardismo editorial no Brasil, tenha alterado seu foco para algo próximo da linha adotada pela Fox, nos EUA.
Gente da minha idade ainda se lembra da revista Realidade ou das coleções que elevaram o mundo dos jovens leitores (Os Economistas, Os Pensadores, Coleção da Música Popular Brasileira, Coleção de Jazz, Os Cientistas, e tantas outras). A redação era primorosa.
O que teria ocorrido para tal mudança?

Análise do cientista político Rudá Ricci, no seu Blog

Comentário do Blog:
Nós, que crescemos lendo a engajada  Revista Realidade e  a Revista   Veja sob direção de  Mino   Carta,sabemos o que era informação de qualidade. Desde 1981, deixei de ler a Veja que virou uma das piores revistas do país. Mentirosa, anti-científica e ultra-conservadora. Embora, tenha enganado muita gente. E  ainda engana  desinformados  pessoas pouco abertas às constantes mudanças do   mundo.
                                                                                                                                                          e4          

Quadrilha presa pela Polícia Federal agia há mais de 10 anos

Segundo a Polícia Federal, quadrilha desbaratada, além de fraudar licitações em cidades do norte mineiro, possui tentáculos no Espírito Santo e Bahia
Publicação: 27/05/2013 11:39 Atualização: 27/05/2013 13:19

A quadrilha composta por 13 servidores públicos e empresários da construção civil, presa nesta segunda-feira, 27.05, em operação da Polícia Federal, agia há mais de dez anos. De acordo com as invetigações, os envolvidos em fraudes de licitações públicas também tinham “tentáculos” em cidades do Espírito Santo e da Bahia. Marcelo Eduardo Freitas, delegado responsável pelas investigações, iniciadas em 2011, contou que os bens angariados pela organização criminosa nesse período são estimados em R$ 50 milhões. Por isso, informou o delegado, a Justiça expediu mandados para o bloqueio de bens diversos, entre  imóveis e veículos.
Oficialmente, a Polícia Federal não revelou a identidade de nenhum dos acusados. No entanto, nos bastidores da Polícia Federal, em Montes Claros, o empresário Mário Vinícius Crispim, conhecido como Corby, empreiteiro sediado em Januária, no Norte de Minas, está sendo apontado como cabeça da organização.

O delegado informou ainda que, por enquanto, foi apurado o desvio de R$ 5 milhões em fraudes em processos de licitações das prefeituras de Itacarambi e Januária. Ainda de acordo com o policial, esse valor poderá aumentar já que as investigações até aqui ficaram concentradas nessas duas cidades do Norte mineiro. Ele disse que as fraudes, nessas duas cidades, envolveram locação de máquinas, pavimentação de ruas e serviços de limpeza pública.

O delegado disse que a Polícia Federal tem indícios que outras falcatruas foram cometidas por essa mesma quadrilha em Montes Claros, São Francisco, Manga e Janaúba, todas localizadas no Norte de Minas. Aém disso, a Polícia Federal informou que continua a  invetigar atuação dessa organização criminosa em Vitória da Conquista e Prado, na Bahia; e em Guarapari, no Espírito Santo.

Operação

A Polícia Federal iniciou a operação na madrugada desta segunda-feira, que foi batizada de Setão-Veredas - uma referência à obra de Guimarães Rosa (1956) em que a narração é intercalada por vários momentos de reflexão sobre as coisas e os acontecimentos do sertão. Derivada da expressão latina veredus, o nome atribuído à ação representa o estreito caminho a ser seguido no combate à corrupção pública.

Foram expedidos para a realização da operação, dez mandados de busca e apreeensão, 21 mandados de sequestro de valores, bens móveis e imóveis e 14 mandados de prisão. De acordo com a Polícia Federal, a quadrilha, formada por empresários, servidores públicos e agentes políticos, atuantes, principalmente, em Januária e Itacarambi, fraudava processos licitatórios, direcionando as contratações para as empresas integrantes da organização criminosa. 

Foram fraudadas obras públicas, em áreas diversas da construção civil, pavimentação de vias públicas, manutenção de estradas e de locação de máquinas para a limpeza urbana, que não não eram sequer fiscalizadas. Os servidores públicos envolvidos no esquema atestavam a conclusão mesmo quando incompletas ou inexistentes. 

Em contrapartida, as empresas investigadas emitiam notas fiscais frias sobre trabalhos que não foram executadas ou então em desacordo com as especificações do projeto. 

Ainda de acordo coma Polícia Federal, as verbas desviadas eram aplicadas em bens, móveis e imóveis, localizados em outros estados brasileiros,e colocados em nome de outros empresários e de “laranjas”, ligados aos principais membros da organização criminosa. 

A Justiça ainda determinou a quebra do sigilo bancário e fiscal dos investigados, bem como a indisponibilidade dos bens das pessoas físicas e jurídicas envolvidas.

Os presos responderão por crimes contra a administração pública, formação de quadrilha, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro, dentre outros. Uma vez condenados, as penas máximas aplicadas aos crimes podem ultrapassar 30 anos.

Nos últimos dois anos, mais de 10 operações de combate ao desvio de recursos públicos foram deflagradas pela Polícia Federal na região.

Ministério Público de Minas Gerais, por meio da Coordenadoria do Patrimônio Público, atuou conjuntamente com a Polícia Federal para o desmonte da organização criminosa.

Com informações de Luiz Ribeiro e da Polícia Federal

Comentário:
O "empresário" Corby, preso pela Polícia Federal, vem sendo forjado como  grande corrupto, desde os tempos de adolescência, em Januária. Ele é filho de criação do ex-prefeito João Lima, eleito três vezes, que foi cassado por corrupção ativa e formação de quadrilha. Corby sempre estava atrás das falcatruas ou ia aprendendo com outros "mestres" em desviar recursos públicos como Fabrício "Carneiro", da mesma cidade, outro empresário preso pela Polícia Federal, em outra Operação.

Conheço os dois há mais de 25 anos. Morei em Januária, de 84 a 87, e depois, de 90 a 93.

A personalidade corrupta é formada nas próprias famílias ou em participação de grupos que acreditam que se beneficiar da coisa pública é sinal de inteligência e esperteza.   Quem pensar em agir   e ser honesto, é otário. 

segunda-feira, 27 de maio de 2013

Minas é rica, os Gerais é que são pobres.

"Chamei a atenção do Congresso Nacional e de todo o País para a absurda concentração de renda em algumas cidades, regiões e Estados. A pesquisa do IBGE, de 2004, mostra, além da concentração de renda na zona litorânea do Brasil, na região da Mata Atlântica, o desequilíbrio regional na distribuição de investimentos governamentais que criam infra-estrutura e atraem o investimento privado. 

Apenas 10 municípios brasileiros concentram 25% de toda a riqueza produzida no País. Esses municípios correspondem a apenas 15,1% da população brasileira. Já 68 dos 5.560 municípios são responsáveis pela metade do PIB brasileiro. Esses municípios abrangem 18,1% da população.   

Na comparação regional entre as cidades de maior e de menor PIB, na mesma região, a concentração da produção mais uma vez se evidencia, sobretudo no Sudeste, onde os 10% de municípios com maior PIB geraram, em 2002, 29,8 vezes mais riqueza do que os 50% de municípios com menor PIB. 

Quero salientar aqui que os municípios de menor riqueza da Região Sudeste estão nos Vales do Jequitinhonha, Mucuri e no norte de Minas Gerais.

Os mineiros sabem disso desde os tempos coloniais. Minas é rica, os Gerais é que são pobres. Afirmo isto com dor. Com dor porque está marcado em meu sangue, em minha vida, como filho do Jequitinhonha, o sofrimento dos geraizeiros, do sertanejo norte-mineiro, do Jequitinhonha e Mucuri". 

Discurso do Deputado Federal Carlos Mota, em 20.12.2006, na  despedida  do seu
mandato parlamentar. Mota é natural de     Minas Novas,  no   Alto Jequitinhonha, nordeste de  Minas. É Procurador  da República, mora em Brasilia.
Carlos Mota não foi reeleito, mas deixou sua marca: apresentou o projeto de lei que levou o governo Lula a criar a UFVJM - Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri.                                              

Prefeitura pode ser punida por não cumprir "Lei da Transparência"

Poucos municípios do Vale do Jequitinhonha seguem a "Lei da Transparência"
Prazo termina nesta terça-feira, 28 de maio


Na véspera do fim do prazo para as prefeituras implementarem portais com suas despesas e receitas para acesso de qualquer cidadão, mais da metade dos municípios de até 50 mil habitantes em Minas Gerais ainda não cumpriu a “Lei da Transparência”.
  
A informação é confirmada pela diretoria da Associação Mineira dos Municípios (AMM), que alega não ter o número consolidado de prefeituras nessa situação.
  
A lei complementar 131, sancionada em 2009, determina que as cidades disponibilizem sitescom informações orçamentárias atualizadas, do contrário, poderão ter repasses da União bloqueados. 

O prazo termina nesta terça-feira, 28 de maio.
  
Nas regiões Sul, Zona da Mata, Norte e Triângulo  muitas prefeituras “correm contra o tempo” para cumprir o previsto em lei, apesar de o governo estadual ter disponibilizado uma página, a custo zero, para que os chefes do Executivo lancem os dados.

Em alguns casos, os prefeitos sequer sabiam do apoio técnico do governo, além de reclamarem da falta de pessoal qualificado para implantar e manter os dados.

Casos
 
Em Indianópolis, no Triângulo Mineiro, o prefeito Sérgio Pazini (PSDB) alega que assumiu a nova gestão com R$ 20 milhões em dívidas e não conseguirá obedecer o prazo da Lei da Transparência.

“Já temos um site da prefeitura, que está desatualizado e passa por uma reforma. Não vamos conseguir cumprir o prazo, porém até o quinto dia útil do mês devemos estar com tudo regularizado”, afirma em nota.

 
No município de Jaíba, no Norte de Minas, o secretário de Planejamento, Wellington de Pádua, admite que não conseguirá cumprir com a determinação da lei até o dia 28 de maio, mas diz estar “fazendo o possível” para fazer a adequação até o início de junho.

“Estamos atrasados. Mudamos a licitação porque a empresa que havia sido contratada não ofereceu o suporte necessário e há dez dias contratamos outra sólida, com mais experiência”, justificou, na última quarta-feira. Segundo o secretário, o município já tem uma página de prestação de contas e está em “mutirão” para adequar a situação.







Riscos
Em Alto Jequitibá, na Zona da Mata, a prefeitura informa que está “trabalhando a todo vapor” para cumprir a lei, mas também admite o risco de não ajustar o portal.

“Não atualizamos o site da prefeitura até hoje, mas periodicamente fazemos prestações de contas à população na Câmara Municipal. Temos interesse em nos adequar, estamos tentando, mas vamos precisar de apoio”, afirma o prefeito Daniel Sathler (PMDB).
  
No município de Alagoa, no Sul de Minas, o contador-geral da prefeitura, Ricardo Ramiro Mendes, explica que o Executivo já aderiu ao programa para usar o site do governo estadual e que enfrenta dificuldades financeiras para pagar a empresa que vai direcionar as informações para esse portal.
 
“Vamos pagar pela manutenção do site, mas não sei falar em valores. Com certeza é um dinheiro que vai apertar, mas é melhor ter esse custo agora, apertar as contas, do que ter o bloqueio dos repasses da União. Vai pesar ainda mais nas nossas contas, só que não tem como correr desse compromisso. É lei”, diz Mendes.

Fonte: Jornal Hoje em Dia

Atletas de Itamarandiba se destacam em Campeonato de Jiu-Jitsu

Vale é uma fábrica de atletas do Jiu-Jitsu.

Tamanho da fonte: Aumentar Texto Diário do JequiItamarandiba-MG: celeiro de atletas.
Atletas de Itamarandiba conquistam medalhas de ouro no Campeonato Mineiro de Jiu-Jitsu.
A segunda etapa do Campeonato Mineiro de Jiu-Jitsu aconteceu no complexo do Mineirinho, em Belo Horizonte, no último dia 15 de maio. A cidade de Itamarandiba, mais uma vez, esteve muito bem representada com vários atletas em diversas categorias e mostrou sua força em revelar ótimos atletas. O destaque ficou para Evailton Silva, Jader Bié e Paulo Alariko.
Todos conquistaram medalha de ouro em suas respectivas categorias, sendo Evanilton na categoria leve, Jader na categoria galo e Paulo na categoria meio pesado. 
 
 Ideograma kanji de jiu jitsu.
A próxima etapa do Campeonato acontecerá no segundo semestre deste ano, e provavelmente teremos uma representante do sexo feminino: a atleta Geni Gomes, que está na expectativa para sua estréia na competição estadual: 
“Estou treinando bastante, espero conquistar uma boa colocação e representar bem a cidade de Itamarandiba”, disse.    
Hoje, os atletas treinam na Academia Espartas de Jiu-Jitsu e MMA, filiada a Equipe Shigueto de Belo Horizonte. 
 
A paixão pelo Jiu-Jitsu, que tem origem brasileira, na cidade, teve início com um projeto pioneiro iniciado pelos professores José Olegário e Evailton Silva. 

Agora, um trabalho de sucesso que tem motivado a juventude na cidade.
Fonte e imagens: Itamarandiba Hoje.

Francisco Badaró: População pressiona vereadores para votarem leis que destravem administração

Presidente da Câmara abandonou Plenário para não colocar projetos de lei em votação
Os vereadores de Francisco Badaró, no Médio Jequitinhonha, nordeste de Minas, estão com um comportamento de evitar votar projetos de lei para travar a administração municipal. O projeto de lei de Abertura de Créditos Suplementares é um deles. Este é fundamental, pois permite que a gestão local cumpra sua obrigação de realização de serviços públicos básicos o pagamento do transporte escolar terceirizado, aquisição de medicamentos, abastecimento de água, a próxima folha salarial, e outros.

Nenhuma administração pública pode realizar despesas se não houver previsão orçamentária. A administração anterior aprovou um Orçamento que não atende às necessidades da atual. Isso se deu porque o candidato do ex-prefeito José João Figueiró perdeu a eleição.

O prefeito Sérgio Mendes convocou uma reunião extraordinária da Câmara para votar projetos de extrema necessidade, com urgência, A reunião da Câmara Municipal aconteceu no dia 23.05, às 9:30 horas, com a presença de 8 dos 9 vereadores.
O Plenário da Câmara lotou com servidores públicos, fornecedores, lideranças comunitárias e população em geral.


A pauta previa a discussão de 2 projetos de lei em trâmite na casa legislativa: Reforma Admistrativa e Abertura de Créditos Suplementares. 

Segundo o vice-prefeito Reginaldo Martins, o presidente da Câmara, José Maria  Dô, quis inibir as discussões dizendo que não havia pauta para a reunião. Logo depois, tentou impedir o direito de voz ao vice prefeito, assessoria contábil e jurídica do Executivo e cidadãos que foram autorizados pela maioria dos vereadores. Depois de longa discussão, tentou finalizar a reunião, se retirando da Mesa Diretora e do Plenário.

A Sessão teve continuidade pela decisão da maioria dos vereadores, assumida a condução pelo vice-presidente da Casa. Foram ouvidas as versões dos vereadores, do contador da Câmara e dos assessores do Executivo.

No entanto, os projetos não foram votados. A população presente ficou indignada com a decisão dos vereadores que nem se quer remarcaram   a data para o acontecimento de nova reunião extraordinária.

O vice-prefeito esclarece que a Prefeitura permanece sem poder efetuar despesas essenciais no atendimento à população por falta de autorização orçamentária.
A administração municipal proporá que seja realizada nova Sessão Extraordinária para que os projetos de lei sejam colocados em votação.

Caso sejam aprovados, a gestão do prefeito Sergio Mendes poderá cumprir com seus compromissos legais e constitucionais. A tentativa de impedir o funcionamento da administração  está sendo feito até aqui pela atitude de alguns vereadores, finaliza Reginaldo Martins.

domingo, 26 de maio de 2013

Elas são do Vale do Jequitinhonha e participaram de Reality' s de TV

Jovens do Vale do Jequitinhonha se destacaram em grandes programas da televisão


Elas são lindas e participaram de realitys em grandes emissoras de TV.
Apesar de serem de estilos diferentes, teem  em comum - a terra natal:
O Vale do Jequitinhonha e a determinação.
  
Kelly é de Almenara; Dani é de Pedra Azul. Recentemente as "mineirinhas"
chamaram à atenção em rede nacional.


Veja como foi a passagem de cada uma por esses programas:
Kelly Medeiros


De origem humilde, Kelly sempre foi muito guerreira e lutou por sua independência.
Apaixonada por dança, a mineira chegou a fazer parte de uma banda Aviões do
Forró.


Em 2012, a morena, participou da 12ª edição do reality Big Brother Brasil 

(Rede Globo). 

A edição foi vencida pelo sul-mato-grossense Rafael "Fael" Cordeiro, com 92%
 dosvotos. O prêmio foi de R$ 1,5 milhão. A paulista Fabiana Teixeira foi a vice-
campeã,com um prêmio de R$ 150 mil. Tida como guerreira, Kelly foi 12ª 
eliminada.


Dani Morais

Dani Morais, é super talentosa, e sempre arranca aplausos do público

Super talentosa, Dani Morais, começou muito cedo, com apenas 2 aninhos de
 idade, já demonstrava desenvoltura, e talento para a música.
Em 2009, a pedrazulense, participou reality show musical Ídolos, da Rede Record.
Apesar de não ter vencido, ela chegou ao top 5 do Ídolos.

Fonte: Radar do Vale 

Capelinha debate desenvolvimento urbano na sua II Conferência da Cidade

Debates e propostas centraram nas questões de trânsito, mobilidade, saneamento básico e participação social
O evento contou com mais de 600 participantes em todas as suas etapas

A população de Capelinha  no Alto Jequitinhonha, nordeste de Minas, debateu e apresentou propostas para mudar a sua realidade urbana na II Conferência da Cidade, que aconteceu neste 24 de maio, sexta-feira, de 7 às 12 horas, no Galpão Cultural.

A  II Conferência Municipal da Cidade teve como tema principal “Quem muda somos nós, reforma urbana já”, numa promoção da Prefeitura Municipal de Capelinha e Conselho Municipal de Habitação e Interesse Social.

Esta etapa faz parte da Conferência Nacional das Cidades, convocada pelo Ministério das Cidades. A próxima etapa será a Estadual a ser realizada, em Belo Horizonte, em setembro. A Nacional  será em Brasília, em Novembro de 2013.


A II Conferência Municipal da Cidade de Capelinha fez avaliação e definição de prioridades da política de desenvolvimento urbano do município, apontou responsabilidade do Estado e governo federal. A tarefa é dos governos de todas as instâncias e da própria população. 

Na abertura, o prefeito José Antônio Alves de Sousa, disse que aquele momento era histórico para a cidade. Os cidadãos ali presentes são quem poderia dizer que cidade temos e que cidade queremos. Disse que todas as decisões ali tomadas a gestão municipal faria o máximo de esforços para executar, indo de encontro aos desejos populares.
  

Os temas principais priorizados pela Conferência de Capelinha foram Trânsito, Plano Diretor, Saneamento Básico, Segurança Pública, Participação Social e  outros.

Houve uma participação intensa da população. Nos dias 18, 19 e 21 de maio, aconteceram pré-conferências nos bairros da Piedade (Escola Estadual Rosarinha Pimentinha), Água Santa/Vila Operária (CASI) e Maria Lúcia (Escola Estadual Hermínia Eponina. Assim, os moradores de todos os bairros puderam apontar problemas e soluções a serem praticados. Além dos bairros citados participaram também moradores da Sub-Estação, Bela Vista, Jardim Aeroporto, Água Santa, Água Santa, Acácias, Bouganville, Vista Alegre, Planalto, Aparecida e Cidade Nova. 

As pré-conferências foram bem participativas. No Piedade, mais de 309 pessoas ocuparam o pátio da Escola, no dia 18.05. Na Água Santa/Vila Operária, em 19.05, 42 moradores apontaram a questão de trânsito como crucial. No dia 21.05, no bairro Maria Lúcia, 132 moradores da região questionaram as formas de decisão de obras na cidade, sendo necessário uma participação popular mais efetiva.

Neste 24.05, a Conferência da Cidade teve a participação de 135 pessoas. No total, mais de 600 pessoas participaram de todas as etapas da II Conferência da Cidade de Capelinha.

Três palestras foram proferidas: Plano Diretor e o desenvolvimento da cidade, por Dante Geraldo Guedes de Carvalho. O Sargento Paulo Ricardo, da PMMG, dissertou sobre Segurança Pública. Cula Sampaio expôs sobre os mecanismos de participação social no planejamento e transformação da cidade.


Após as palestras, quatro grupos se formaram por temas específicos: Mobilidade Urbana, trânsito e segurança pública; Saneamanto Básico, Plano Diretor e Participação Popular e controle social.

Os grupos apresentaram propostas a serem aprofundadas em Seminários e Encontros com encaminhamento pela Comissão de Organização da Conferência.

As prioridades apontadas são: fazer o Plano Diretor funcionar efetivamente; revisão e nova composição de um Conselho Municipal da Cidade; elaboração de Plano Municipal de Trânsito, Segurança Pública e Mobilidade Urbana; responsabilização da Copasa pela Estação de Tratamento de Esgoto, paralizada  desde 2005; e muitas outras.

Um Relatório Final será elaborado com as vária propostas surgidas e encaminhado para Prefeitura Municipal, Governo do Estado e Governo Federal.

No final, foram eleitos dois delegados do setor governamental e dois da sociedade civil, com seus respectivos suplentes, para participarem da Conferência Estadual das Cidades, em Belo Horizonte.

Os delegados eleitos foram Fátima Pimenta, Álbano Silveira Machado, Maria Salomé da Cruz Sampaio e Dante Geraldo Guedes de Carvalho.
NOVO RESTAURANTE EM CAPELINHA
ABERTO DE SEGUNDA A SEGUNDA

NESTE DOMINGO, PRATO ESPECIAL COM 
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SELFSERVICE (12.90 O KG), LAGARTO AO 
MOLHO DE BATATA, PIZZA, FEIJOADA, MARMITEX
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Café mudou a realidade do Alto Jequitinhonha

24 de maio – Feliz Dia do Café,  a segunda bebida mais consumida pelos brasileiros




Pesquisa realizada pela ABIC (Associação Brasileira da Indústria de Café) mostrou que 95% 
dos brasileiros acima dos 15 anos consomem ao menos uma xícara de café diariamente. Seja 
em casa ou em uma cafeteria. Pela manhã, em uma reunião de negócios ou durante um encontro 
entre amigos, o bom e velho café combina com qualquer ambiente e companhia, e é por isso 
que essa iguaria tem o poder de reunir pessoas.
Ainda durante a pesquisa foi constatado que o café é a segunda bebida mais consumida entre
os brasileiros, perdendo somente para a água. São quase 83 litros de café para cada brasileiro
por ano. A bebida contém sais minerais, vitaminas do complexo B, substâncias antioxidantes e
nutrientes que, por exemplo, previnem a depressão.
“Estudos também apontam que mesmo não sendo considerado remédio, o café auxilia na
prevenção de doenças, estimula a atenção, memória, aprendizado e concentração.
Por conta disso, é cada vez mais comum apreciar o cafezinho em qualquer parte do dia ou da
noite”, explica o diretor executivo do café De’Longhi, Antonio Ferraiuolo.
Desde 2005, o dia 24 de maio foi incorporado ao calendário brasileiro como o Dia Nacional do
Café, a data passou a ser festejada por industriais, produtores, exportadores, cooperativas, 
varejo, cafeterias e por todos os apaixonados por essa bebida.
“O objetivo é promover, valorizar e manter viva, junto aos consumidores, a importância histórica,
social e econômica deste produto que é cultivado há 284 anos em terras brasileiras, desde que
as primeiras mudas foram trazidas da Guiana Francesa para Belém, no Pará, por Francisco Melo 
Palheta, em 1727”, explica o diretor de Tecnologia e Modernização da ABIC, Antonio Paulino 
Martins.
Além disso, ao longo dos anos, o modo como é degustado o café também mudou. Hoje, a bebida
é servida em versões como cappuccino, frio, e em receitas de bolos, sorvetes e tortas. Essa 
mudança na forma de apreciação e harmonização também fez com que a novas empresas de 
máquinas de café entrassem no mercado, bem como cafeterias fossem abertas.
De acordo com estudos norte-americanos, o consumo de café pode diminuir as chances de 
acidentes cardiovasculares (infartos) e cerebrais (“derrame” ou AVC), de diabetes e hipertensão, 
além de diminuir incidência da osteoporose e de crises de asma, nesse caso devido ao efeito 
broncodilatador da cafeína. A bebida melhora ainda a capacidade de atenção, memória e 
aprendizado.
Os aromas do café proporcionam benefícios.
O café é um alimento funcional e nutracêutico. Essa máxima já é aceita pela comunidade médico-
científica por estar relacionado à prevenção de doenças físicas, mentais e degenerativas e à
manutenção da saúde.
O médico neurologista Jorge Moll Neto, presidente do Instituto D’Or Pesquisa e Ensino, desenvolve
pesquisa desde 2009 sobre os efeitos do café no cérebro. A etapa inicial da pesquisa, intitulada
“Correlatos neurais da experiência olfativa e gustativa do café”, contou com a participação de 30
voluntários e tem o apoio do Consórcio Pesquisa Café, cujo programa de pesquisa é coordenado
pela Embrapa Café. O objetivo é entender os efeitos sensoriais causados pelo aroma do café no
cérebro, especificamente nos mecanismos de recompensa (prazer) e motivação. Moll constatou que
o aroma do café tem um efeito poderoso sobre as regiões do cérebro que regulam a sensação de
prazer, atenção e motivação.
Fonte: Tribuna Regional-SP
Lavoura cafeeira transformou municípios do Alto Jequitinhonha
Na década de 70, o Estado incentivou a produção de café em municípios da microrregião de Capelinha, no Alto Jequitinhonha, no nordeste de Minas. 
A experiência da implantação da lavoura cafeeira nos cerrados dos municípios, iniciada em 1.976, por empresários do sul de Minas e São Paulo, foi bem sucedida economicamente. 

Já em 1.979, foi colhida a primeira safra cafeeira. Isto foi suficiente o bastante para que os empresários do setor vissem boas perspectivas, de tal modo, que promovem, no período de 2 a 9 de setembro daquele ano, a Primeira Festa do Café. Já se projetava para a safra do ano seguinte algo em torno de 80 mil sacas beneficiadas.

O apelido de “Cidade do Café” atribuído a Capelinha se disseminou rapidamente, no mesmo ritmo do crescimento e ampliação da cafeicultura no município. Em 1980, já havia 5 milhões de pés produtivos, em uma área plantada de 2.176 hectares.

Houve uma movimentação de emprego de mão de obra na lavoura de café, com agricultores ficando em sua terra, sem precisar migrar para trabalho temporário, assalariado,  em lavouras do interior de São Paulo, fenômeno que vinha se acentuando.

A cafeicultura foi anteriormente ocupada por agricultores familiares, que mantinham sua família ocupada na produção, mas pouco a pouco, com a saída dos filhos para estudarem nas cidades, a difícil adaptação às tecnologias adotadas e a competição de mercado, se viram abandonando a atividade cafeeira, cedendo espaço aos médios e grandes fazendeiros que se adaptam mais facilmente ao processo de produção modernizadora do campo.

Esta cultura se concentrou nos municípios de Capelinha, Novo Cruzeiro, Angelândia, Itamarandiba, Malacacheta, Minas Novas e Turmalina, no Alto Jequitinhonha/Mucuri, no nordeste de Minas, com uma área plantada de 20.200 hectares com uma produção média de 300 mil sacas/60kg/ano (Emater, 2011).
Somente Capelinha possui cerca de 5.650 hectares (IBGE, 2010) plantados e produção média anual de 120 mil sacas.
Há cerca de 40 pequenas torrefações. A produção cafeeira é vendida em grãos para exportação.
Esta atividade econômica movimentou e transformou o município de Capelinha que vem sendo um dos maiores pólos de desenvolvimento regional. Toda a produção vizinha é referenciada na cidade. A cafeicultura alterou economicamente toda a microrregião. As 300 mil sacas de café movimentaram, em 2010, R$ 135 milhões, ou, R$ 10,2 milhões/mês.  É o setor que mais gera emprego e esquenta a economia da região de todo o Vale do Jequitinhonha.
Município    -     Área plantada/hectares (IBGE/2010)   
Capelinha     -     5.650     
Novo Cruzeiro – 4.000
Angelândia   -     3.500      
Malacacheta -    1.200
Minas Novas –     550
Itamarandiba –   480
Carbonita –         460
Turmalina        - 350