quarta-feira, 3 de julho de 2013

UBS é inaugurada em Jacinto, no Baixo Jequitinhonha

Unidade Básica de Saúde teve investimentos de R$ 200 mil do Governo Federal e R$ 70 mil do Governo de MinasPor  publicado em 7/02/2013 02:13:00 PM, no Radar do Vale


A Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais, por meio da Gerência Regional de Saúde de Pedra Azul inaugurou na última sexta-feira, dia 28 de junho, a Unidade Básica de Saúde "Vida Nova" de Jacinto, que recebeu investimentos de R$ 70 mil do Governo Estadual e R$ 200 mil do Governo Federal.

Foto: Prefeito Carlos Dantez e Coordenadora da Atenção Primária da GRS Pedra Azul, Aleksandra Targino

A UBS, que atenderá aproximadamente 3.400 pessoas, conta com 24 salas de classificação de risco do Manchester, curativo, exames preventivos, atendimento médico, telessaúde, planejamento familiar, acompanhamento nutricional, dispensação de medicamentos, entre outras. A equipe será composta por um médico (clínico geral) fixo e mais os especialistas de dermatologia, ortopedia, oftalmologia e demais especialidades, uma dentista, uma enfermeira, três técnicas de enfermagem e oito agentes de saúde.

Durante a solenidade, a Coordenadora da Atenção Primária da GRS Pedra Azul, Aleksandra Targino, ressaltou a necessidade dos municípios realizarem esse tipo de investimento para que a população possa oferecer uma maior qualidade e maior acesso a quem precisa dos serviços de saúde. "A população tem um ganho em relação ao acesso e a qualidade no atendimento. O que nós queremos é que haja esse compromisso com a população que merece um atendimento com dignidade. Parabenizo o prefeito Dantez e a Secretária de Saúde pela conquista desta UBS, o que evidencia a ampliação da assistência e consequentemente a melhoria da qualidade e acesso à saúde", comemorou.


O Prefeito de Jacinto, Carlos Dantez, salientou que o governo municipal continuará investindo em obras para que a população tenha ampliada o acesso aos serviços de saúde. "Entregamos à população de Jacinto mais uma obra em prol de todos, já que esta UBS vem para evidenciar o trabalho dos profissionais e fazer com que possamos dar um salto na área da saúde do nosso município. E, digo que, a unidade veio pra somar e com isso atingindo um número maior de pessoas atendidas, fazendo com que o ganho seja amplo", afirmou.

Já a enfermeira e Coordenadora da Atenção Primária de Jacinto, Ana Carolina Nonato, ressaltou que a Unidade "Viva Nova" oferecerá uma ampla quantidade de serviços à população. "Estamos aqui hoje para entregar a população uma unidade ampliada com alto padrão de qualidade, oferecendo serviços de saúde com mais conforto e zelo com todos, vamos proporcionar um ambiente climatizado e singular já que a unidade está inserida no PMAQ (Programa de Melhorias do Acesso e da Qualidade), e no local onde era o antigo posto será implantado o CAPS", finalizou.

POR ALLAN CAMPOS/GRS PEDRA AZUL E RAUL CARVALHO/PREFEITURA DE JACINTO

terça-feira, 2 de julho de 2013

Ex-prefeito Tadeu Leite ainda não foi preso."É procurado pela Polícia dos Estados Unidos", diz Delegado da Polícia Federal

Delegado afirma que Prefeitura de Capelinha desviou
R$ 4,5 milhões e a de Pirapora R$ 2,8 milhões

Montes Claros - Polícia Federal Operação Violência Invisível

Autoridades da Receita Federal, Ministério Público e Polícia Federal durante coletiva, em Montes Claros. O Delegado da Polícia Federal, Marcelo de Freitas(na foto, de gravata azul listrada), foi quem deu maiores esclarecimentos sobre a Operação Violência Invisível.
PUBLICADO EM 02/07/13 - 15h55


Em alguns municípios como Várzea da Palma e Varzelândia, as licitações simplesmente desapareceram.  Em Capelinha e Pirapora, o processo licitatório foi revogado pelo Executivo, segundo as investigações reveladas pelo delegado-chefe da Policia Federal em Montes Claros, Marcelo Freitas, que fez questão de frisar que as investigações que apuraram as fraudes aconteceram antes das manifestações populares que atingiram o Brasil, nos anos anteriores. 



Entre as irregularidades constatadas existia a ilegalidade do objeto da licitação; o direcionamento dos processos licitatórios; e a ausência de orçamentos e de pesquisas de mercado. Os técnicos criminais também identificaram divergências de carimbos; manipulação das licitações; e a inserção de folhas, posteriormente, na documentação.



Foram expedidos 53 mandados judiciais: nove mandados de prisão temporária; 20 de busca e apreensão; 21 de sequestro de valores, bens móveis e imóveis; e três de condução coercitiva. Entre os objetivos dos mandados de prisão estão o ex-prefeito de Montes Claros Luiz Tadeu Leite; o ex-prefeito de Pirapora, Warmillon Fonseca Braga ; e o ex-prefeito de Janaúba, José Benedito Nunes; além de servidores que participaram de comissões de licitações e assessoria jurídica nos municípios.

O advogado Farley Menezes, objeto de um dos mandados de coerção, esteve na Delegacia da Polícia Federal em Montes Claros onde prestou esclarecimentos. Ao sair, afirmou que foi convocado como testemunha, que presta serviço para diversas prefeituras no Norte de Minas e que emitiu alguns pareceres contrários sobre compensação de precatórios de terceiros. “Alguns municípios seguiram os pareceres, outros não”, se limitou a declarar.

O advogado do ex-prefeito Luiz Tadeu Leite, Sanzio Baioneta, também esteve na sede da PF e declarou que seu cliente viajou para o exterior, pois não existia nenhum impedimento, e que “há a intenção de esclarecer os fatos”. O advogado ainda lembrou que Tadeu Leite passa por problemas de saúde e que “perdeu parte do intestino grosso e estava internado em um hospital dos Estados Unidos”.

Tadeu Leite será preso nos Estados Unidos e extraditado para o Brasil
Dos nove mandados de prisão expedidos pela Justiça, apenas dois deles ainda estão em aberto sendo um deles do ex-prefeito Tadeu Leite que se encontra em Miami, Estados Unidos, onde é procurado pela Polícia Imigratória e de Alfândega dos Estados Unidos. “Se encontra foragido da Justiça com mandado de prisão em aberto difusão vermelha”, informou o delegado-chefe da Policia Federal em Montes Claros, Marcelo Freitas, sobre a situação do ex-prefeito de Montes Claros, apesar de não citar o nome de Tadeu Leite como faz com todos os envolvidos. “É apenas questão de tempo. Após ser preso, retornará ao Brasil e será trazido para Montes Claros.” Marcelo Freitas afirmou que o ex-prefeito está no exterior desde o dia 14 de maio, deste ano, o que foi detectado por pesquisas da inteligência da PF. “Se a prisão não for efetivada, o pedido de extradição será realizado”, completou o delegado.


Delegado da Polícia Federal, Marcelo Freitas, da Regional do norte de Minas, em Montes Claros.

Combate à corrupção
O delegado-chefe da Policia Federal, Marcelo Freitas ainda declarou que a operação deflagrada nesta terça-feira teve como objetivo minimizar a questão da corrupção na região. “O Código Penal brasileiro foca delitos comuns e deixa de lado crimes de extrema gravidade: a corrupção pública”, criticou. “Mas os órgãos estão atentos!”, acrescentou.

O delegado ainda falou do que chamou de “sangria de milhões de reais do sofrido Norte de Minas” realizada pela organização criminosa que utilizava “créditos que não podiam ser compensados por expressa proibição da legislação (se referindo ao artigo 74 da Lei 9.430/96 e das Instruções Normativas 900/2008 e 1.300/2012 da Receita Federal)” e “títulos que não existiam”. “Nenhum município poderia compensar esses créditos! Além de inábeis, eram falsos, podres”, declarou.

Marcelo Freitas ainda contou o Município de Montes Claros foi notificado das irregularidades e que, em sua defesa formal, utilizou documentação falsa através do ofício 302/2012 onde aparece o nome de Ângelo da Silva Marim como funcionário da Receita Federal. Freitas aproveitou a presença da imprensa para anunciar que o suposto subscritor de algumas habilitações de crédito - Cláudio Maia Silva - não é nem nunca foi auditor da Receita Federal.

Para o Delegado Marcelo Freitas, “Lutar contra a corrupção é tarefa árdua que dá um gosto amargo na boca. As organizações agem como se todos os órgãos públicos fossem débeis, mas estamos atentos”. Mas a colaboração da imprensa, segundo ele, é fundamental. 
O promotor de Justiça da Promotoria do Patrimônio Público, Paulo Márcio da Silva, ainda falou a respeito do flagelo que é combate à corrupção na Administração Pública: 

“Se dizem que não tem saúde e educação de qualidade porque não tem dinheiro, é mentira!...”, afirmou indignado sugerindo que o dinheiro não chega às obras, programas e projetos que beneficiariam à população em razão da corrupção na Administração Pública.

Ação de alerta para os novos prefeitos
No dia 04 de dezembro de 2012, estas entidades concederam coletiva para adiantar parte das investigações, com o intuito de alertar os novos prefeitos para não sangrar os cofres públicos. 

Segundo o delegado da Polícia Federal Marcelo Freitas o objetivo foi alcançado. Após a divulgação do modus operandi da organização criminosa, licitações já divulgadas no Diário Oficial do Estado foram canceladas, revogadas, ou simplesmente desapareceram dos arquivos das prefeituras.

As Prefeituras de Capelinha e Pirapora, por exemplo, revogaram as licitações.
                             
A quadrilha, formada por empresas, pessoas físicas, servidores públicos e ex-prefeitos, fraudava processos licitatórios, direcionando as contratações a uma das empresas integrantes da organização criminosa, que vendia precatórias com valor 30% menor.
                         
As licitações eram organizadas para comprar precatórias de dívida pública, que seriam usadas para compensar dívidas juntos à Previdência Social. No entanto, além dos títulos precatórios serem falsos, a legislação federal não permite o uso de precatórios para compensação.  Assim, o erário público sofria duas vezes: primeiro com a aquisição de precatórias falsas e, ao tentar compensá-las, a multa de 150% pelo ato com retenção de parte dos recursos do Fundo de Participação dos Municípios (FPM).
                           

Valores desviados 
Segundo o Delegado Marcelo Freitas, os valores desviados - apenas dos municípios mineiros - ultrapassam os R$ 71 milhões (R$ 71.929.159,74). 
Para se ter uma ideia, em Capelinha, foram desviados R$ 4.537.413,91, o que ganha mais importância em razão do baixo Produto Interno Bruto do município de 35 mil habitantes: cerca de R$ 217 milhões, em 2010. 
Em Pirapora, R$ 2,8 milhões seriam pagos, o que foi suspenso em virtude da divulgação das irregularidades pela mídia em dezembro de 2012. 
“É dinheiro que se foi e não volta mais! Não tenho dúvidas que o grupo já ocultou o dinheiro”, lamenta Marcelo Freitas.

Municípios
Os municípios mineiros onde ocorreu a ação criminosa da organização foram: Águas Vermelhas, Capelinha, Caratinga, Ipatinga, Itambacuri, Janaúba, Montes Claros, Pirapora, Rio Pardo de Minas, Várzea da Paula e Varzelândia, além do Consórcio Intermunicipal de Saúde da Rede de Urgência do Norte de Minas (CISRUN). A Operação Violência Invisível aconteceu através da parceria da Policia Federal com o Ministério Público Federal e Estadual, Receita Federal e Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais.

Os acusados responderão por crimes contra a administração pública, formação de quadrilha, falsidade ideológica, lavagem de dinheiro, corrupção ativa e passiva e fraude em licitações. Caso sejam condenados, as penas máximas podem atingir 30 anos de detenção.

Comemoração
Por volta das 10 horas da manhã, com a multiplicação das informações sobre a operação da PF e sobre os mandados de prisão, inclusive pelas redes sociais, algumas pessoas se agruparam nas imediações da sede da PF, que está localizada há cerca de 100 metros da Prefeitura de Montes Claros. Alguns jovens – muitos deles ligados a partidos políticos - chegaram a soltar fogos de artifício como José Inácio Alves Junior, 18 anos, que acreditava na culpa dos envolvidos. “Fiquei sabendo pelas redes sociais”, contou o jovem. Questionado sobre a culpa dos envolvidos que foram alvo da Operação Violência Invisível, o jovem foi seco: “Com certeza!”.

Veja video da TV Geraes, de Montes Claros, da Rede Brasil:


  1. Polícia Federal começa operação "Violência Invisível" - - YouTube

    www.youtube.com/watch?v=wbhQ4BbXCDA‎

    9 hours ago - Uploaded by tvbrasil
    O objetivo é desarticular organizações criminosas que desviavam recursos públicos de mais de cem ...

Manifestação contra a TV Globo que sonegou R$ 1 bilhão de impostos

SE CORRER O BICHO PEGA. SE …
O que a GLOBO foi fazer nas Ilhas Virgens?
Jornalista acusa a Globo de crime contra sistema financeiro, sonegação de impostos, formação de quadrilha e lavagem de dinheiro
O Conversa Afiada reproduz texto de O Cafezinho:

NÃO É SÓ O DARF!

Miguel do Rosário

Ontem eu tomei uns chopes com um fera do jornalismo investigativo, na área de finanças. Eu comecei a explicar a ele que eu acho até engraçado a gente detonar a Globo por causa de sonegação fiscal. Acho que me senti como Eliot Ness, quando um de seus subordinados diz que a melhor maneira de pegar Al Capone é através do fisco. Caramba, tanta coisa contra essa empresa: levou mensalão dos EUA para participar do golpe de 64; tentou fraudar eleições no Rio; editou debate entre Collor e Lula; manipula diariamente informações; etc. E a gente vai pegá-la por sonegação?

A figura, experiente em tempestades políticas, olhou para mim e sorriu: 
“Não é apenas sonegação, Miguel. É crime contra o sistema financeiro, lavagem de dinheiro, formação de quadrilha, além da tentativa de enganar o fisco”.
Nossa senhora! Aí deixei de me sentir um Eliot Ness tupiniquim e passei a me sentir um daqueles garotos do Movimento Passe Livre, que foram às ruas contra o aumento de 20 centavos nas tarifas de ônibus, e viram milhões vir atrás por causa de todos os problemas do Brasil.

A situação da Globo nessa história é a seguinte: se correr o bicho pega, se ficar o bicho come. A emissora diz que pagou, mas não mostra o documento. No entanto, se mostrar o documento, ela confirma o seu crime contra o sistema financeiro. Se não mostrar, pior ainda: deixa no ar que está devendo mais de 1 bilhão de reais ao povo brasileiro; neste caso, deveria estar inscrita na Dívida Ativa da União e não receber mais recursos públicos.

Aí temos uma contradição incrível: 
segundo o Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais, o Brasil perde, por ano, mais de R$ 400 bilhões em sonegação. 
A legislação brasileira é condescentente, em alguns casos quase conivente em relação aos crimes contra a Receita. Por que, então, os protestos “populares” nunca se lembram de mencionar a “sonegação”, que é um ralo bem maior de recursos públicos do que a corrupção? Pior, ainda vemos alguns coxinhas imbecis, senão mercenários, indo às ruas pedindo redução de impostos. Eu até concordaria com redução de impostos para setores estratégicos, como pesquisa, tecnologia, para os mais pobres, para setores da classe média. Mas aí teríamos que aumentar a tributação sobre os mais ricos: é assim que se faz nos países desenvolvidos.

Para uma empresa de concessão pública, como a Globo, a coisa é mais fácil: não pagou, então não recebe mais recursos públicos, e se insistir no calote, perde a concessão.

Independente dos crimes financeiros da Globo, todavia, não podemos perder de vista que o maior mal que a emissora causa ao país é ser a cabeça de um cartel midiático que trabalha dia e noite contra os interesses nacionais.

O fato é o seguinte: em todas as grandes manifestações que vimos no país, havia muita crítica à mídia. No entanto, essa informação não chega à TV, não entra na pauta do congresso, nem no discurso da presidenta. Se há uma crise do modelo representativo, há uma crise muito maior do modelo midiático. As empresas de mídia, ainda mais em países em fase de consolidação democrática, caso do Brasil, tem características alarmantes: concentração em poucos proprietários; um poder enorme para desestabilizar governos; acobertam a corrupção de seus aliados; têm uma disposição ideológica profundamente anti-trabalhista, anti-nacional e anti-popular. E agora ficamos sabendo de uma outra face da mídia tupi: sonega impostos, comete crimes contra o sistema financeiro, lava dinheiro em paraísos fiscais.

Repetindo: não é só o Darf. Não é só a sonegação. Queremos que o governo pare de injetar recursos públicos na conta dos bilionários da Globo. A Globo é concessão pública. Tem que botar os anúncios públicos de graça. O dinheiro que o Estado brasileiro gasta com a Globo deveria ir para a educação, para ensinar nossos jovens a pensarem com suas próprias cabeças, a não se tornarem massa de manobra dos golpistas da grande imprensa. Se o governo do PT quiser sobreviver ao “gigante”, terá que ouvir sua voz, que tem gritado forte nas ruas: “a verdade é dura, a Globo apoiou a ditadura!”

PS: A Globo afirma em nota, agora oficial, que pagou a Receita, mas não mostra o Darf, e ainda deixa um rabo do lado de fora, ao mencionar dívidas “discutidas” no Conselho do Contribuinte…

Projeto da 'cura gay' será retirado pelo autor, deputado federal João Campos (PSDB-GO)

Projeto autorizava psicólogos a tratarem a homossexualidade como doença



FERNANDA ODILLA, JOHANNA NUBLAT, MÁRCIO FALCÃO, de Brasília
na Folha de S.Paulo

Após pressão de seu próprio partido, o deputado João Campos (PSDB-GO) entregou nesta terça-feira (2) um pedido para a retirada de tramitação, na Câmara dos Deputados, do polêmico projeto de lei apelidado de "cura gay".
Como o projeto já recebeu parecer de pelo menos uma comissão, o pedido terá de ser submetido à votação do plenário --votação que pode ocorrer nesta terça ou quarta-feira. Aprovado o pedido, o que é a praxe da Casa, o projeto será arquivado. Campos afirmou à Folha que o principal motivo para o pedido de arquivamento foi a nota divulgada pelo PSDB, na semana passada, em que o partido chama a "cura gay" de "grave retrocesso".

O projeto, que havia sido aprovado pela Comissão de Direitos Humanos, visava permitir a psicólogos oferecer tratamento a homossexualidade ao suspender dois trechos de resolução instituída em 1999 pelo CFP (Conselho Federal de Psicologia).

O primeiro trecho afirma que "os psicólogos não colaborarão com eventos e serviços que proponham tratamento e cura das homossexualidades". A proposta visava ainda anular artigo da resolução que determina que "os psicólogos não se pronunciarão, nem participarão de pronunciamentos públicos, nos meios de comunicação de massa, de modo a reforçar os preconceitos sociais existentes em relação aos homossexuais como portadores de qualquer desordem psíquica".

Parlamentares de Minas Gerais divergem sobre projeto da 'cura gay'Deputados evangélicos de Minas têm opiniões distintas sobre o polêmico projeto. Enquanto há quem o defenda, outros avaliam que existem temas mais importantes a serem tratados

Bertha Maakaroun - Estado de Minas
Publicação: 02/07/2013 06:00 Atualização: 02/07/2013 07:35

O presidente da Câmara, Henrique Alves, vai encaminhar o pedido de regime de urgência para o projeto

  (João Batista/Agência Câmara)
O presidente da Câmara, Henrique Alves, vai encaminhar o pedido de regime de urgência para o projeto

É grande o desconforto entre alguns deputados federais mineiros, de orientação evangélica, para debater e apreciar o projeto de decreto legislativo apelidado de "cura gay", em meio à efervescência social do movimento das ruas, que levantou a bandeira contra a proposta, considerada preconceituosa e homofóbica. A matéria será encaminhada nesta terça-feira, em reunião do colégio de líderes, pelo presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), para a votação em regime de urgência amanhã em plenário.

De autoria do deputado João Campos (PSDB-GO), o projeto, que leva o número 234/11, pede a extinção de dois artigos de uma resolução de 1999 do Conselho Federal de Psicologia. Um deles impede a atuação dos profissionais de psicologia que se propõem a reverter o homossexualismo. O outro proíbe qualquer ação coercitiva a favor de orientações não solicitadas pelo paciente e determina que psicólogos não se pronunciem publicamente de modo a reforçar preconceitos em relação a homossexuais. Na prática, se esses artigos forem retirados da resolução, os profissionais de psicologia estariam liberados para atuar em busca da suposta cura gay.

"Ainda não li esse projeto, desconheço que inclua a expressão cura gay, que inclusive é pejorativa. Mas como presidente da Comissão de Legislação Participativa, que trata de temas afins aos direitos humanos, prefiro ficar como magistrado nesse debate e só me manifestar em plenário", disse ontem o deputado federal Lincoln Portela (PR-MG), que é pastor da Igreja Batista Solidária.

Igual opinião manifesta o deputado federal Isaías Silvestre (PSD-MG), que é pastor da Assembleia de Deus. "Temos tanta coisa para cuidar na vida. Uma questão individual não é problema nosso. Cada um cuida da sua vida", considera ele, criticando o fato de a matéria ter entrado na pauta da Câmara dos Deputados. A sessão que aprovou a proposta foi presidida pelo deputado Marco Feliciano (PSC-SP), na Comissão de Direitos Humanos, que conseguiu colocá-la em votação após várias semanas de adiamento por causa de protestos e manobras parlamentares contra a proposta. "Não conheço o projeto, que atropelou a todos nós. Por que não se vota o fator previdenciário? Por que não se vota a reforma tributária? Ou a PEC 300? Tanta coisa para votar e colocar isso na pauta é uma aberração. Dá margem para que a população fique ainda mais descrente com a classe política", desabafa Silvestre.

Único a vir a público e defender abertamente a proposta, o deputado federal Dr. Grillo (PSL-MG), que tem o apoio da Igreja Internacional da Graça de Deus, sustenta: "Para começar, esse projeto não se chama cura gay. Homossexualismo não é doença. O que acho vergonhoso é o Conselho Federal de Psicologia proibir a assistência a homossexuais que têm questões para trabalhar de foro íntimo", disse. Segundo Dr. Grillo, há grande preconceito do conselho em relação a psicólogos de orientação cristã. "O conselho está cerceando a atuação desses profissionais. O projeto é importante porque susta uma resolução que proíbe esse tratamento", acrescentou.

Protesto contra 'cura gay' na praça Roosevelt

 Ver em tamanho maior »
Daniel Guimarães/AFP
AnteriorPróxima
Manifestantes se reúnem na praça Roosevelt, região central de São Paulo, para protestar contra projeto de "cura gay", que permite aos psicólogos promover tratamento para 'cura' da homossexualidade Leia mais

Ex-prefeito de Montes Claros é preso em Miami, pelo FBI, Polícia Federal e Interpol

'Jornal Daqui' informa que Luiz Tadeu Leite foi preso 
nos EUA
WALDO FERREIRA
O 'Jornal Daqui', de Montes Claros, sem periodicidade definida, publicou agora há pouco que o ex-prefeito do municípioLuiz Tadeu Leite (PMDB), foi preso ao meio-dia (horário local; 9 horas, horário de Brasília) desta terça-feira 02.07.13, em Miami (EUA), para onde tinha fugido ao tomar conhecimento de operação da Polícia Federal que investiga desvios de recursos públicos em municípios de Minas Gerais, entre eles Montes Claros. O jornal faz duras e adjetivadas críticas ao politico Tadeu Leite e se jacta de ajudado a denunciá-lo ao Ministério Público.
Segundo o 'Daqui', confirmando o que o colunista Lauro Jardim, da revista 'Veja', publicou mais cedo, desde as primeiras horas da manhã a casa de Tadeu em Miami permaneceu cercada por agentes do FBI, da Interpol e da Polícia Federal brasileira. Autoridades dos dois países acertam neste momento detalhes da chegada dele ao Brasil. 
Enquanto o ex-prefeito estava cercado nos Estados Unidos, policiais federais, de posse de mandado judicial, vasculhavam sua residência em Montes Claros, no condomínio Portal das Acácias, apreendendo documentos.

Além de Tadeu, foram presos os ex-prefeitos de Janaúba, José Benedito Nunes, que é delegado da Polícia Civil; de Pirapora e Lagoa dos Patos, Warmillon Fonseca Braga; o ex-procurador jurídico da Prefeitura de Montes Claros na gestão Tadeu Leite, Sebastião Vieira, atualmente ocupante de cargo comissionado na gestão do prefeito Ruy Muniz.

Outro ex-procurador do Município – no governo do ex-prefeito Jairo Ataíde -, Farley Menezes, presidente do PSDB - foi levado à sede da PF em “condução coercitiva”, que nada mais é que um tratamento formal a quem é preso. Todos se encontram neste momento prestando depoimento.

Eles foram pegos na operação “Violência Invisível”, deflagrada com objetivo de desarticular organização criminosa que desviava recursos públicos de mais de uma centena de cidades de Minas, Espírito Santo, São Paulo e Mato Grosso do Sul, a partir de fraudes em processos licitatórios destinados à aquisição de precatórios judiciais. 

Luiz Tadeu Leite e os demais fazem parte de quadrilha que fraudava as licitações, direcionando as contratações a uma das empresas integrantes da organização criminosa, que vencia as concorrências com o compromisso de fazer a compensação entre precatórios judiciais e as dívidas das Prefeituras, sob o argumento de uma economia de até 30% sobre os valores devidos aos INSS, prática proibida expressamente pela lei. 

Tadeu responderá por crimes contra a administração pública, formação de quadrilha, falsidade ideológica, fraude às licitações, corrupção ativa e passiva e lavagem de dinheiro, entre outros. A pena ultrapassa 30 anos.
.
Daqui - Entre 2009 e 2012, o jornal Daqui investigou Luiz Tadeu Leite por inúmeros crimes à frente da Prefeitura de Montes Claros, incluindo o superfaturamento da merenda escolar e os desvios de recursos públicos para financiar time de vôlei com o objetivo de eleger seu filho, o agora deputado estadual Tadeu Martins Leite, o Tadeuzinho. 
Além desses escândalos, o Daqui também descobriu que o ex-prefeito cooptava a imprensa, pagando o chamado “mensalinho” ou “cala-boca” a jornalistas e veículos de comunicação. Outra denúncia dava conta da criação da chamada “rádio peão”, para disseminar mentiras favoráveis à administração e contra adversários políticos. Cabos eleitorais faziam esse serviço constando na folha de pagamentos da Prefeitura. O esquema era comandado pelo cabo eleitoral Everaldo Ramos, outro que continua recebendo da Prefeitura, agora prestando “serviço” para Ruy Muniz.

Confira aqui:

O texto acima é do Waldo Ferreira, jornalista de Montes Claros, do Movimento Fora Tadeu.
Na foto abaixo, ele está à esquerda do advogado Fred Azevedo (de óculos).
Membros do Movimento comemoram prisão do ex-prefeito Tadeu Leite, em frente à  Polícia Federal, em Montes Claros.