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sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

SINEs dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri voltam a emitir Carteira de Trabalho

Sines das cidades de Almenara, Araçuaí, Bocaiúva, Capelinha, Diamantina, Taiobeiras e Teófilo Otoni voltam a emitir Carteira de Trabalho, na segunda-feira, 09.02.15..


A partir da próxima segunda-feira, 9 de fevereiro, trabalhadores podem voltar a solicitar a emissão da Carteira de Trabalho e Previdência Social (CTPS), nas Unidades do Sistema Nacional de Emprego (SINE) dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri, nas cidades de de Almenara, Araçuaí, Bocaiúva, Capelinha, Diamantina, Taiobeiras e Teófilo Otoni. 

O serviço estava paralisado em todo Brasil, devido ao trabalho de informatização do Sistema.

Para fazer a Carteira de Trabalho, é necessário levar os documentos RG e CPF (Original e Xerox), Comprovante de Residência, Certidão de Nascimento ou casamento original e uma foto 3×4. 

O requerimento é preenchido no SINE e a entrega da carteira é feita em aproximadamente 20 dias.

Endereços do SINE:
Funcionamento de 8 às 17 horas.
Almenara - Rua Floriano Peixoto, 36 - Centro 
Araçuaí - Rua José Pinto Colares, 312 - Alto Santuário - (33) 3731-2074
Bocaiuva - Rua Herbert de Sousa, 351 - Centro - (38) 3222-3510
Capelinha  - Rua Arlindo José de Oliveira, 170, Acácias - Telefone (33) 3516-3864.
Diamantina - Travessa Macau do Meio, 200 - Centro - Fone: (38) 3531-3446
Teófilo Otoni - Av Ffrancisco Sá, 67 - Centro - (33) 3522-4498  (  UAI)
Taiobeiras - Rua Maciel Rego, 40 - Nossa. Sra. Fátima - (38) 3845-3904

domingo, 16 de setembro de 2012

Projeto Mutirão da Cidadania providencia documentação civil de pessoas pobres


Ação social emitiu 601 carteiras de trabalho e 991 carteiras de identidade
de cidadãos de municípios do norte de Minas e Vale do Jequitinhonha
Mais uma ação social foi realizada pelo Recivil para beneficiar as pessoas carentes do estado de Minas
Gerais que não têm acesso à documentação civil básica. Trata-se do projeto “Mutirão da Cidadania” 
firmado no mês de agosto entre o Recivil e a Sedese (Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social), 
sob execução da Sete (Secretaria de Estado de Trabalho e Emprego).

As cidades de Vargem Grande do Rio Pardo, Curral de Dentro, Comercinho, Divisa Alegre, 
Divisópolis, Mata Verde e Cachoeira do Pajeú, localizadas na região norte do estado e no Vale do
Jequitinhonha, foram as primeiras a serem comtempladas com o “Mutirão da Cidadania”, entre os dias 
28 de agosto e 4 de setembro.

População fez fila em frente ao Centro de Referência da Assistência Social de Mata Verde aguardando
atendimento

O projeto totalizou em 783 atendimentos realizados pelo Recivil, que resultaram em 758 pedidos de 
segundas vias de certidões, seis retificações e quatro registros tardios. Durante o evento também 
foram expedidas 601 carteiras de trabalho pela Secretaria de Trabalho e Emprego e 991 carteiras de 
identidade emitidas pelo Instituto de Identificação da Polícia Civil.

Quem aproveitou a ação foi Zita Rosa Santana de Jesus, moradora de Comercinho. Ela compareceu à 
prefeitura municipal, onde estava sendo realizada a ação, e conseguiu a segunda via das certidões dos 12 
filhos, além da retificação do registro de nascimento da filha Adaiana Alves Santana, cujo nome 
materno estava incorreto.
A lavradora Etelvina Alves Gomes Pereira aproveitou a presença do Recivil na cidade de Comercinho 
para pedir a segunda via da certidão de seus 11 filhos

No mesmo evento, a lavradora de 45 anos, Etelvina Alves Gomes Pereira, também conseguiu a 
segunda via das certidões de nascimento de seus 11 filhos. “Fiquei muito satisfeita, porque se não fosse 
este projeto eu não teria condições de conseguir as novas certidões para os meus filhos”, contou.

Um caso que chamou muita atenção da equipe de Projetos Sociais do Recivil foi em Cachoeira de 
Pajeú. O lavrador Mareci Bispo dos Santos tem 50 anos, é semianalfabeto e nunca foi registrado. 
“Eu nunca tive uma carteira assinada e só fiz uma consulta médica em toda a minha vida, porque 
usei o documento de um amigo”, disse Mareci. O Recivil já deu andamento em seu processo 
de registro tardio, solicitando as certidões negativas dos cartórios próximos a Cachoeira de Pajeú 
e acompanhará o caso até que Mareci consiga finalmente ser registrado e ter seus direitos garantidos.
Recivil deu andamento no processo de registro tardio de Mareci Bispo dos Santos, de 50 anos

Participação dos cartórios da região
Durante esta etapa do projeto Mutirão da Cidadania, o Recivil contou com o apoio e a participação dos 
cartórios de registro civil das cidades atendidas. Muitos moradores precisavam da certidão de 
nascimento ou casamento para fazer a carteira de identidade e a carteira de trabalho, e a cópia da 
certidão em bom estado era essencial. Por isso, à medida que os pedidos de segundas vias de 
certidões iam chegando, o oficial já fazia a emissão.

O grande movimento surpreendeu a todos. “O evento foi muito proveitoso. As pessoas 
gostaram muito, principalmente as da zona rural, que não têm muito acesso aos documentos. 
O cartório ficou movimentado o dia todo. Se fosse sempre assim eu tinha que contratar mais três 
funcionários”, disse rindo o oficial de Comercinho, Sinval Gomes Ribeiro Filho.

Em Vargem Grande do Rio Pardo não foi diferente, como explicou a oficiala Maria Aparecida Nogueira
Ribeiro Braz. “Infelizmente algumas pessoas ficaram sem ser atendidas porque não deu tempo, 
o movimento foi muito grande. Aqui no cartório muitas certidões foram entregues na hora, mas 
outras tiveram que ser entregues depois”.
Em Vargem Grande do Rio Pardo, a oficiala Maria Aparecida Nogueira Ribeiro Braz e a população aprovaram
o projeto

Ela ainda solicitou que o projeto fosse realizado outras vezes. “Vocês têm que vir mais vezes. O comentário
que ouvi das pessoas é que de todos gostaram muito desta oportunidade, porque nossa região é bem 
carente, de difícil acesso. As pessoas que têm mais condições vão para outros municípios para poderem
tirar a carteira de identidade e a carteira de trabalho, mas os que não têm condições ficam sem”, disse
 a oficiala de Vargem Grande do Rio Pardo.
O oficial de Cachoeira de Pajeú, Mateus Alves de Sousa Nogueira, recebeu muito bem a equipe do Recivil
e também trabalhou na emissão das certidões, assim como Uilson Gomes Amaral, titular do Ofício do 
Registro Civil e Tabelionato de Notas de Curral de Dentro; a oficiala de Divisópolis, Alda da Silva Otoni; 
e a oficiala de Divisa Alegre, Eliane Vitorina de Jesus.
Movimento no cartório de Divisópolis foi grande durante todo o dia do evento

“As pessoas fizeram uma fila enorme em frente ao Cras (Centro de Referência da Assistência Social), 
onde estava sendo feito o atendimento. Todo mundo aproveitou bastante, porque a cidade é bem 
pequena, e muitas vezes as pessoas não têm este tipo de oportunidade”, disse Aristides Marcel Costa
Almeida, oficial de Mata Verde.

A próxima etapa do “Mutirão da Cidadania” está prevista para acontecer ainda no mês de setembro, 
nos municípios de Jordânia, Salto da Divisa, Santa Maria do Salto, Rubim, Rio do Pardo, 
Felisburgo e Machacalis. Em outubro será a vez das cidades de Juvenília, Manga, Matias 
Cardoso e Jaíba.

O “Mutirão da Cidadania” faz parte do “Travessia”, que é um programa estruturador do Governo de Minas
 e tem como objetivo melhorar a qualidade de vida, diminuir a pobreza e incluir produtivamente  
populações em situação de vulnerabilidade social. O convênio para execução do projeto foi firmado após 
serem feitas duas etapas “piloto”, que aconteceram nos meses de junho e julho, em 14 cidades da região
norte do estado.   Outras seis etapas serão realizadas até fevereiro de 2013, atendendo ao todo 40 
municípios, como explicou a subsecretária de Projetos Especiais de Promoção Social de Minas Gerais, Maria
Albanita Roberta Lima.

quinta-feira, 14 de junho de 2012

Na internet, Premiado documentário gravado em Diamantina


 Terra Deu, Terra Come encantou o Brasil e o mundo



Direção: Rodrigo Siqueira
Pedro de Almeida, garimpeiro de 81 anos de idade, comanda como mestre de 
cerimônias o velório, o cortejo fúnebre e o enterro de João Batista, que morreu 
com 120 anos. O ritual sucede-se no quilombo Quartel do Indaiá, distrito de Diamantina, 
Minas Gerais. 

Com uma canequinha esmaltada, ele joga as últimas gotas de cachaça sobre 
o cadáver já assentado na cova: "O que você queria taí! Nós não bebeu ela não, a sua taí. 
Vai e não volta pra me atentar por causa disso não. Faz sua viagem em paz".
Dessa maneira acaba o sepultamento de João Batista, após 17 horas de velório, 
choro, riso, farra, reza, silêncios, tristeza. No cortejo, muita cantoria com os versos dos 
vissungos, tradição herdada da áfrica. Descendente de escravos que trabalhavam na extração 
de diamantes, nas Minas Gerais do tempo do Brasil Império, Pedro é um dos últimos conhecedores 
dos vissungos, as cantigas em dialeto banguela cantadas durante os rituais fúnebres da região, 
que eram muito comuns nos séculos 18 e 19.

Garimpeiro de muita sorte, Pedro já encontrou diamantes de tesouros enterrados pelos 
antigos escravos, na região de Diamantina. Mas, o primeiro diamante que encontrou, há 70 anos, 
o tio com quem trabalhava o enterrou e morreu sem dizer onde. Depois disso, vive sempre em uma 
sinuca: para reencontrar o diamante só se invocar a alma de seu tio João dos Santos. "É um 
diamante e tanto, você precisa ver que botão de mágoa." Ao conduzir o funeral de João Batista, 
Pedro desfia histórias carregadas de poesia e significados metafísicos, que nos põem em dúvida 
o tempo inteiro: João Batista tinha pacto com o Diabo?; O Diabo existe?; estamos sozinhos, ou 
as almas também estão entre nós?; como Deus inventou a Morte?

A atuação de Pedro e seus familiares frente à câmera nos provoca pela sua dramaturgia espontânea, 
uma auto-mise-en-scène instigante. No filme, não se sabe o que é fato e o que é representação, o que 
é verdade e o que é um conto, documentário ou ficção, o que é cinema e o que é vida, o que é 
africano e o que é mineiro, brasileiro.

Terra Deu, Terra Come é um filme cheio de encantos e encantamentos. Pedro de Alexina, 81 anos, 
comanda como mestre de cerimonias o funeral de João Batista, morto aos 120 anos. Documentário, 
memória e ficção se misturam para tecer uma história fantástica que retrata um canto metafísico do sertão 
mineiro. É preciso ver para crer.

Entre 2010 e 2011 o Terra Deu, Terra Come conquistou os mais relevantes prêmios consagrados aos 
documentários no Brasil. Também recebeu o reconhecimento dos mais importantes críticos de cinema 
do país.

TERRA DEU TERRA COME venceu o prêmio International Young Talent Competition - Generation DOK - 
no 53º DOK LEIPZIG, Alemanha, um dos mais tradicionais e importantes festivais de documentários da 
Europa. Eis as palavras do júri do festival: "O filme vencedor levou os juízes a um mundo completamente
 desconhecido (e evidentemente quase esquecido). Seu personagem central —um indivíduo admirável 
e mesmerizante— é o tipo de pessoa que provavelmente só aparece uma vez na vida de um documentarista. 

O registro de sua ligação com um mundo de rituais e mitos, à beira do desaparecimento, é a um tempo 
fascinante e de relevância histórica. O filme claramente se beneficiou do acesso exclusivo (do diretor ao 
personagem), ganho ao longo de um período de tempo extenso e trabalhado com grande senso artístico. 
O filme expõe um mundo sobre o qual nada conhecíamos, e o faz de uma maneira encantadora, prazerosa e, por vezes, emotiva, que certamente descortina um novo território e abre as portas para uma verdadeira experiência de documentário."

sábado, 23 de outubro de 2010

Berilo tem programa especial na TV Alterosa

Berilo tem programa especial na TV Alterosa
Viação Cipó, neste domingo, às 10 h, mostra história, cultura e turismo de BeriloO município de Berilo, no Médio Jequitinhonha, no nordeste de Minas, é enfocado pelo programa Viação Cipó, da TV Alterosa, às 10 horas, neste domingo, dia 24 de outubro.
São 60 minutos de registro da história, da cultura, da economia da agricultura familiar, da migração sazonal e do turismo de Berilo.São enfocados as belezas naturais como as corredeiras e praias do rio Araçuaí, da história do lugar surgido no século XVIII, dos prédios coloniais e a ocupação dos negros nas 34 comunidades quilombolas.As lavadeiras também estão presentes e as danças e cantos das crianças do Tabuleiro, da produção familiar da rapadura, da plantação de abacaxi, seus doces e sucos.O artesanato de tecelagem de algodão de Roça Grande e a cerâmica de Mocó dos Pretos; a receita de arroz com pequi, de Dada, de Lelivéldia, são destaques.
As histórias de tropeiros e de um pássaro sofrê que rouba dinheiro e cartão de crédito são fatos pitorescos registrados. O programa foi gravado nos dias 1 e 2 de setembro de 2.010, pela equipe da Viação Cipó, comandada pelo jornalista Otávio Di Toledo.
Este programa especial sobre Berilo terá reprise no dia 30 de outubro, sábado, às 8:30 horas.

sexta-feira, 16 de julho de 2010

“Terra deu, terra come” será exibido no Festival de Inverno

“Terra deu, terra come” será exibido no Festival de Inverno O filme foi escolhido como melhor documentário da competição brasileira do festival “É Tudo Verdade” deste ano ( 8 a 18 de abril ).
O festival é o principal evento dedicado exclusivamente à cultura do documentário na América do Sul.

Direção e produção: Rodrigo Siqueira
Elenco: Pedro de Alexina (Vieira), Dona Lúcia, João Batista, Dolores, Seu Pidrim Peçanha, Admilson
Realização: PROEZA FILME CULTURA

Documentário - Pedro de Almeida, garimpeiro de 81 anos de idade, comanda como mestre de cerimônias o velório, o cortejo fúnebre e o enterro de João Batista, que morreu com 120 anos. O ritual sucede-se no quilombo Quartel do Indaiá, distrito de Diamantina, Minas Gerais.
Ao conduzir o funeral de João Batista, Pedro desfia histórias carregadas de poesia e significados metafísicos, que nos põem em dúvida o tempo inteiro.
A atuação de Pedro e seus familiares frente à câmera nos provoca pela sua dramaturgia espontânea.
Ali, não se sabe o que é realidade ou representação, documentário, ficção ou memória.

Tempo de duração: 88 minutos
Classificação etária: livre
Dia 24/07 – às 17h30 Local: Anfiteatro da UFVJM
Dia 25/07 – às 17h30 Local: Distrito de Quartel do Indaiá

Informações do Passadiço Virtual e convite de lançamento do diretor Rodrigo Siqueira

sexta-feira, 21 de maio de 2010

Diamantina será tema de documentário de televisão norte-americana

Diamantina será tema de documentário de televisão norte-americana
A produtora inglesa Wall to Wall (www.walltowall.co.uk) está produzindo em parceria com a Neon Rio, um documentário para a emissora educativa norte-americana PBS.
O foco do programa é retratar a relação do negro na cultura brasileira, passado e presente. O programa será apresentado pelo acadêmico de Harvard Dr. Henry Louis Gates.
Além de professor, Dr. Henry é crítico literário, escritor, editor e recebeu diversos títulos honoríficos e prêmios por seu ensino, pesquisa e desenvolvimento de instituições acadêmicas no estudo da cultura negra.

Diamantina será tema deste documentário devido ao grande numero de escravos negros que foram trazidos para estas terras e o romance de Chica da Silva e o contratador de diamantes João Fernandes.

No dia 16 de maio, domingo, a equipe da produtora inglesa Wall to Wall esteve na cidade realizando filmagens na Casa de Chica da Silva, Igreja do Carmo e Igreja do Rosário. As filmagens tiveram o acompanhamento da Assessoria de Comunicação da Prefeitura de Diamantina bem como do professor Erildo Nascimento, que auxilia nas informações e historiografia de Chica da Silva e seus descendentes.

Fonte: Prefeitura de Diamantina