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terça-feira, 5 de junho de 2018

Preço da gasolina e soberania nacional. Por que os preços sobem?


Interesse dos golpistas é privatizar a Petrobrás

Greve de caminhoneiros contra o preço do diesel é assunto em todo o Brasil / Rafaella Dotta/Brasil de Fato MG

Nesta semana, o Brasil acompanha uma mobilização de caminhoneiros contra o preço do diesel. A principal reivindicação que aparece é contra os impostos que incidem no combustível. A mídia comercial dá grande destaque à mobilização, anunciando paralisação de serviços e tentando criar um clima de caos no país.
Um debate de fundo sobre essa paralisação não pode envolver apenas o tema dos impostos. Aliás, vira e mexe volta para a pauta o tema sobre o grande absurdo que é a carga tributária brasileira, como se esse fosse o maior vilão.
É certo que o país precisa de uma reforma tributária, mas não da forma como geralmente é apresentada: o que é preciso é que os ricos paguem mais e os pobres paguem menos. Simples assim.
Outro aspecto importante que a paralisação de caminhoneiros traz é o aumento dos preços de todos os derivados de petróleo. Não é uma coincidência que a partir de 2016 – depois do golpe do impeachment – a direção da empresa tenha instituído uma nova política de preços, pautada pela variação da cotação do petróleo no mercado internacional. Associado à venda de poços, refinarias e outras medidas entreguistas, a nova gestão da estatal não esconde que deixou de se preocupar com o público e com o desenvolvimento para apenas agradar ao mercado e ao capital.
Encarte especial
Nesta edição, encartamos um especial que relaciona o aumento abusivo dos preços do gás de cozinha, gasolina e diesel com o interesse em privatizar a Petrobras. Não nos enganemos: foi com interesse nessa imensa reserva de recursos que se deu um golpe no Brasil. E esse golpe é responsável por fazer com que quase 20% das residências de Minas Gerais tenha trocado o gás pela lenha para cozinhar.
Estamos assistindo à volta da miséria, do desemprego, do aumento absurdo do custo de vida – energia, transporte, saúde, educação – da ausência de políticas públicas. Chegaram ao ponto de prender – sem provas convincentes ante qualquer tribunal sério do mundo – a maior liderança popular da história do país, o ex-presidente que inclusive celebrou a descoberta do pré-sal e criou com essas reservas o fundo para saúde e educação. Que não existe mais.
A privatização da Petrobrás é um sonho dos golpistas brasileiros que atendem servilmente aos interesses imperialistas. Não devemos poupar esforços para denunciar essas manobras e lutar pela soberania nacional.
O preço da gasolina é a ponta de um projeto que precisamos debater para o país.
Fonte: Brasil de Fato | Belo Horizonte (MG)

sexta-feira, 1 de junho de 2018

Recuperar a Petrobrás para o Brasil

MDB e PSDB querem entregar Pegtrobrás para estrangeiros.
É preciso retomar o refino de petróleo no Brasil, pela própria Petrobrás, e baratear os preços do gás, gasolina e diesel.

O PT destacou, em nota, que "não basta trocar o presidente da Petrobras para enfrentar a crise dos combustíveis. É necessário mudar radicalmente sua política privatista e entreguista, que privilegia os interesses das petrolíferas estrangeiras, do capital financeiro e dos acionistas privados (em grande parte estrangeiros), em detrimento do maior acionista que é o povo brasileiro. É preciso resgatar a Petrobras para o Brasil; para o PT é preciso rever a política entreguista e voltada à privatização implantada pelo MDB e PSDB e levada à cabo por Parente.
"Em dois anos de governo golpista, perdemos a soberania da Petrobras sobre as reservas do pré-sal, que estão sendo vendidas a preços irrisórios. As sondas e plataformas voltaram a ser importadas (e com isenção de impostos!), destruindo o que restou da nossa indústria naval. Puseram à venda a Liquigás, que distribui gás de cozinha a preços justos, e a BR Distribuidora. Anunciaram a venda de nossas refinarias, resultado de mais de 50 anos de investimentos", denuncia o texto. 
Para o PT, " a saída para a para a profunda crise política, social e econômica do país passa necessariamente pela realização de eleições livres e democráticas, com a participação de todas as forças politicas. Por isso, no próximo dia 8 vamos lançar oficialmente a pré-candidatura do companheiro Lula à Presidência da República e vamos lutar por sua liberdade e pelo direito do povo votar livremente num projeto de país melhor, mais justo e soberano".
Leia a íntegra da nota:
A demissão do presidente da Petrobras, Pedro Parente, escancarou a inviabilidade da política de reajustes e de importação de combustíveis que faz sofrer a população brasileira, especialmente os trabalhadores e os mais pobres. Os resultados dessa política entreguista e criminosa levaram à paralisação dos transportes rodoviários, que durou dez dias pela inépcia do governo golpista, gerando pânico, desabastecimento e graves prejuízos à economia.
A queda de Parente expõe também a profunda crise interna do governo golpista, que não tem mais autoridade nem condições políticas de continuar implantando a pauta antinacional e antipovo do golpe do impeachment de 2016. É um governo ilegítimo e incapaz de lidar com suas próprias contradições.
O Partido dos Trabalhadores afirma que não basta trocar o presidente da Petrobras para enfrentar a crise dos combustíveis. É necessário mudar radicalmente sua política privatista e entreguista, que privilegia os interesses das petrolíferas estrangeiras, do capital financeiro e dos acionistas privados (em grande parte estrangeiros), em detrimento do maior acionista que é o povo brasileiro. É preciso resgatar a Petrobras para o Brasil.
Pedro Parente, ministro do apagão no governo FHC, foi o mais notório representante dos interesses do capital internacional no governo golpista. Foi colocado à frente da Petrobras para executar o plano de privatização da empresa do povo, que não foi politicamente possível no governo tucano, e a entrega do pré-sal aos estrangeiros. Contra a soberania nacional, atuou em sinistra parceria com José Serra e seu preposto no Itamaraty, Aloysio Nunes Ferreira.
Em dois anos de governo golpista, perdemos a soberania da Petrobras sobre as reservas do pré-sal, que estão sendo vendidas a preços irrisórios. As sondas e plataformas voltaram a ser importadas (e com isenção de impostos!), destruindo o que restou da nossa indústria naval. Puseram à venda a Liquigás, que distribui gás de cozinha a preços justos, e a BR Distribuidora. Anunciaram a venda de nossas refinarias, resultado de mais de 50 anos de investimentos.
Sob a a direção de Parente, as refinarias brasileiras reduziram a produção em 30%, abrindo nosso imenso mercado para os estrangeiros, que ganharam ainda uma criminosa isenção de impostos sobre importação do diesel. As importações de óleo diesel dos Estados Unidos passaram de 41% do consumo interno para 82%. Essa política antinacional produziu 229 aumentos dos combustíveis em 24 meses, contra 16 reajustes em 12 anos de governos do PT.
Parente fez manobras contábeis e divulgou balanços mentirosos para aumentar os lucros dos acionistas privados e desvalorizar o patrimônio da Petrobras. A Rede Globo e os grandes jornais censuram essas denúncias que vêm sendo feitas corajosamente pela Federação Única dos Petroleiros e seus sindicatos. São os trabalhadores que historicamente defendem a Petrobras.
Por tudo isso, o PT apoia a criação de uma CPI para investigar quem ganhou com a gestão criminosa da estatal nos últimos dois anos. E defende a imediata revisão da política da Petrobras que resultou nos aumentos abusivos do gás de cozinha, do diesel e da gasolina.
O Brasil pode e deve empregar toda sua capacidade de produzir combustíveis, gerando empregos e favorecendo a economia popular. A Petrobrás pode e deve voltar a exercer seu papel estratégico para o desenvolvimento, atuando inclusive como reguladora dos preços internos.
Mostramos que isso é possível nos governos do PT, quando a Petrobras se tornou a segunda maior petrolífera do mundo e os preços internos dos combustíveis foram reajustados em prazos longos, equilibrando as necessidades da empresa aos interesses do povo brasileiro.
A saída para a para a profunda crise política, social e econômica do país passa necessariamente pela realização de eleições livres e democráticas, com a participação de todas as forças politicas. Por isso, no próximo dia 8 vamos lançar oficialmente a pré-candidatura do companheiro Lula à Presidência da República e vamos lutar por sua liberdade e pelo direito do povo votar livremente num projeto de país melhor, mais justo e soberano.

domingo, 27 de maio de 2018

Greve dos caminhoneiros cria desabastecimento nos Vales do Jequitinhonha e Mucuri

A paralisação nacional dos caminhoneiros entrou no sexto dia neste sábado (26/05/2018) e provocou o desabastecimento em cidades dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri. Em Teófilo Otoni, a prefeitura decretou situação de calamidade pública; em Araçuaí,  os postos não tem um litro de combustível; e em Governador Valadares, maior cidade da região, as aulas na rede municipal foram suspensas.
A manifestação dos caminhoneiros permanece nas BR-381, em Ipatinga; na BR-116, em Governador Valadares e Teófilo Otoni; na MGC-120, em São João Evangelista e Capelinha; na MGC-367, em Turmalina. O protesto ocorre de forma pacífica e o trânsito não está bloqueado porque os caminhoneiros estão às margens da rodovia.

Teófilo Otoni
A prefeitura decretou estado de calamidade pública por conta da falta de combustível nos postos locais que alimentam a frota de veículos municipais.
De acordo com o decreto, será dada prioridade aos serviços de urgência e emergência, como no transporte de pacientes feito via tratamento fora domicílio, cuja paralisação pode representar risco de morte dos pacientes que necessitam do serviço.
O transporte coletivo urbano também foi impactado pela ausência de combustíveis nos postos. A empresa responsável pelo serviço informou que houve redução nos horários de sete das dez linhas de ônibus: Belvedere/Tabajaras, Funcionários, Eldorado, São Jacinto via Rio Bahia, Alto Bela Vista, Palmeiras/Vila Betel, e Turma 38.
A prática de preços abusivos foi punida com fechamento de alguns Postos de gasolina.

Timóteo
O município de Timóteo também decretou situação de emergência após ter acabado o estoque de combustíveis no posto que prefeitura possui contrato, impedindo que a frota municipal seja abastecida.
O serviço de coleta de lixo que estava sendo impactado desde o início da greve porque o acesso ao aterro sanitário foi bloqueado, voltou a ser feito após um acordo entre a prefeitura e os manifestantes que liberaram a passagem dos caminhões.
No transporte coletivo urbano, a empresa que presta o serviço informou que mantém a redução de 50% da frota em horários de menor demanda. Entre 4h10 às 9h40 e de 16h às 20h os ônibus funcionam em horário normal. Já o transporte intermunicipal permanece com redução de 25% da frota.


Caminhoneiros protestam na MGC-120, próximo a Resplendor (Foto: Gazeta dos Vales)


Ipatinga
Os serviços de transporte e escolar e as aulas na rede municipal foram suspensas em Ipatinga na sexta-feira (25.05). O transporte coletivo urbano municipal permanece funcionando normalmente, enquanto o transporte intermunicipal no Vale do Aço segue com redução de 25% da frota.
As cirurgias eletivas e a coleta domiciliar estão suspensas no Hospital Márcio Cunha devido à falta de combustível. Segundo o hospital, serão priorizados serviços de oncologia, hemodiálise e os atendimentos de urgência e emergência.
Coronel Fabriciano
O serviço de transporte de saúde fora do domicílio foi suspenso devido à falta de combustível. Também foi adiado um mutirão de cirurgias de cataratas por falta de medicamentos que não chegaram a tempo. Segundo a prefeitura, uma nova data será agendada para a realização das cirurgias.
O transporte escolar está suspenso nessa sexta-feira, mas a previsão é que seja retomado na segunda-feira (28) caso haja combustível. Já o transporte coletivo urbano já sofreu alteração de linhas de horários. A empresa que atua no transporte coletivo informou que permanece a diminuição de 50% das frotas nos horários de menor demanda. Já entre 4h10 às 9h40 e de 16h às 20h os ônibus circulam normalmente.
Governador Valadares
As aulas da rede municipal foram suspensas na sexta-feira (25.05) por falta de itens para a merenda escolar, mas a Prefeitura informou que até então a previsão é de as aulas sejam retomadas na próxima segunda (28). Ainda de acordo com o órgão, toda a frota municipal está abastecida e serviços como coleta de lixo e transporte coletivo urbano estão funcionando normalmente.


Com greve de caminhoneiros falta combustivel em Araçuai e região

A cidade possui 5 postos de combustíveis. Gasolina começou a faltar desde a noite de quarta-feira.

Foto: Gazeta de AraçuaiCom greve de caminhoneiros começa a faltar combustivel em Araçuai e região
Uma grande fila de veículos foi formada na quinta-feira (24.05) em posto de combustível no centro da cidade.

 A greve de caminhoneiros em protesto pela  alta do diesel já afeta o abastecimento dos postos de combustíveis no Vale do Jequitinhonha, sobretudo em Araçuai,  maior cidade do Médio Jequitinhonha, onde desde a noite de quarta-feira (23) os postos já estavam com  suas reservas se esgotando. Até o final da manhã de quinta-feira (24.05) apenas um posto na região central estava abastecendo . “ O  estoque está acabando”, informou um frentista. “ Estamos limitando 50 litros para carros e 20 para motos. Mas até o início da tarde já não mais teremos gasolina”, disse ele.

Desde quarta-feira, Posto Cristal, no centro de Araçuai, já não disponha de gasolina.
Desde quarta-feira, Posto Cristal, no centro de Araçuai, já não disponha de gasolina.


A cidade possui 5 postos. Em apenas três ainda era possível encontrar diesel, cujo preço estava variando de R4,14 a R$ 4.99. A gasolina estava sendo vendida a R$ 5.20.

Pelo 4º dia seguido, caminhoneiros  realizam nesta quinta-feira (24) protestos em rodovias federais e estaduais, além de vias importantes em 23 estados do país mais o Distrito Federal. Os atos são contra a disparada do preço do diesel que faz parte da política de preços da Petrobras, em vigor desde julho.

Fontes: Diário de Teófilo Otoni, Gazeta de Araçuai e Prefeitura de Teófilo Otoni

Em Carta Aberta ao Brasil 7 governadores pedem redução dos preços de combustíveis e demissão do presidente da Petrobrás

Os governadores do nordeste e de Minas divulgaram uma carta bombástica pedindo a cabeça do presidente da Petrobrás e exigindo uma mudança da política de preços de combustível. Assinam o documento os governadores Fernando Pimentel, de Minas, Rui Costa, da Bahia, Camilo Santana, do Ceará, Ricardo Coutinho, da Paraíba, Paulo Câmara, de Pernambuco, Wellington Dias, do Piauí, e Belivaldo Chagas, de Sergipe. 
Os sete dizem não à política de preços ruinosa implantada por Pedro Parente, na Petrobrás, e consideram inaceitável a tentativa de Michel Temer de transferir aos estados o caos que ele e Parente implantaram no País.
Leia a íntegra:
CARTA ABERTA DOS GOVERNADORES DOS ESTADOS INTEGRANTES DA SUDENE
Os Governadores dos Estados do Nordeste e Minas Gerais, que se encontram sob a jurisdição da SUDENE, abaixo assinados, em face da grave crise de desabastecimento de combustíveis que tanto vem afligindo os cidadãos brasileiros, dirigem-se, agora, à população de seus Estados e de todo o Brasil para firmar o seu posicionamento sobre esse grave tema:
1. Em um momento de tão grandes dificuldades, como o que vem sendo vivido por todo o povo brasileiro - constantemente sacrificado pelos efeitos adversos de crise econômica e política sem precedentes - é absolutamente incompreensível que o Governo Federal autorize a Petrobras a adotar uma política de preços direcionada, unicamente, à obtenção de lucro e ao acúmulo de receitas;
2. A política da Petrobras toma por base a premissa de que a empresa deve precificar seus produtos sempre em patamares superiores aos do mercado internacional, acompanhando as suas oscilações apenas quando há elevação de preços, sem jamais repassar aos consumidores brasileiros as suas eventuais reduções;
3. Essa política de preços foi elevando, de forma assustadora, os preços de insumos básicos para a população, como o gás de cozinha, a gasolina e o óleo diesel, cujo custo repercute, diretamente, sobre todos os preços da economia, a começar por itens de consumo básico, como os alimentos, que exercem forte impacto sobre o orçamento das famílias mais pobres;
4. Os preços do gás de cozinha e da gasolina têm registrado aumentos de tal magnitude e com tamanha frequência que, algumas vezes, têm sido anunciados reajustes a cada 24 horas, numa política que tem levado produtos de primeira necessidade a ficarem completamente fora do poder de compra dos brasileiros, chegando-se a ter 11 reajustes em apenas 17 dias;
5. Em decorrência dessa perversa política de preços, é cada vez mais comum que famílias – mesmo aquelas que vivem nos grandes centros urbanos – passem a recorrer a fogões de lenha para cozinhar, aumentando, de forma assustadora, o número de acidentes com queimaduras e, muitas vezes até, com perdas humanas e materiais;
6. Neste grave momento, quando irrompe um movimento radical que - justificado pela desenfreada escalada de reajustes - bloqueia os canais de distribuição de combustíveis e coloca em risco a mobilidade, a saúde, a segurança e a integridade física de milhões de brasileiros, o Governo Federal tenta fugir às suas responsabilidades convocando os governos estaduais – já tão sacrificados pela injusta concentração de recursos na União – a renunciar às suas receitas do ICMS, supostamente para atender demandas dos representantes dos transportadores participantes da paralisação;
7. Diante disso, nós - Governadores dos Estados integrantes da SUDENE – consideramos absolutamente inaceitável a tentativa do Governo Federal de transferir para os Estados a responsabilidade pela solução de uma crise que foi provocada pela União, através de uma política de preços de combustíveis absurda, perversa e irresponsável. Colocar sobre os Estados Federados o ônus de qualquer redução da alíquota sobre os combustíveis - além de ser desrespeitoso - é atitude inconsequente e, por isso mesmo, inaceitável.
8. Para agravar ainda mais o contorno da proposta do Governo Federal, ventila-se a incoerente retirada da CIDE da parcela de recursos destinada à manutenção das rodovias, que é - por Garantia Constitucional - executada por Estados e Municípios da Federação.
9. Nós - Governadores dos Estados integrantes da SUDENE - reafirmamos nossa viva disposição de colaborar com o Governo Federal na concepção de propostas que permitam a aceleração da nossa da economia e a retomada do crescimento do Brasil, mediante a geração de emprego e renda e da inclusão de todos os brasileiros no processo de desenvolvimento da Nação.
10. Ressaltamos, no entanto, que o Governo Federal precisa rever – com urgência – a política comercial da Petrobras, reposicionando-a com responsabilidade e espírito público, trabalhando pelo saneamento das finanças da empresa, mas mantendo – acima de tudo - a consciência de que é completamente inaceitável aumentar, ainda mais, o enorme contingente de famílias brasileiras entregues ao desemprego e mergulhadas na miséria e na desesperança.
11. Por fim, destacamos nosso inarredável compromisso com os valores democráticos, ao tempo em que manifestamos nossa disposição de enfrentar - energicamente - qualquer tentativa de relativização ou destruição das conquistas democráticas do povo brasileiro nas ultimas décadas, na certeza de que a única via para superar os desequilíbrios e conflitos é a consolidação da democracia, com estrito respeito de suas práticas, princípios e processos.
26 de Maio de 2018
Rui Costa - Governador do Estado da Bahia
Camilo Santana - Governador do Estado do Ceará,
Ricardo Coutinho - Governador do Estado da Paraíba
Paulo Câmara - Governador do Estado de Pernambuco
Wellington Dias - Governador do Estado do Piauí
Belivaldo Chagas - Governador do Estado de Sergipe
Fernando Damata Pimentel - Governador do Estado de Minas Gerais