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sábado, 16 de novembro de 2019

Bolsonaro abandona escolas públicas para favorecer escolas privadas

PEC do Governo Federal é inconstitucional .

Jair Bolsonaro e o ministro Paulo Guedes também revogaram um trecho da Constituição que estabelece como função do Orçamento a redução das desigualdades regionais.

segunda-feira, 19 de junho de 2017

População vai participar de consulta pública sobre o Plano Estadual de Enfrentamento à Pobreza no Campo


Governo de Minas Gerais recebe contribuições sobre o tema até o último dia do mês, 30 de junho.


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Está aberta, até 30 de junho de 2017 (sexta-feira), a Consulta Pública do Governo de Minas Gerais sobre o Plano Estadual de Enfrentamento à Pobreza no Campo, documento que servirá de base para elaboração de Projeto de Lei a ser encaminhado à Assembleia Legislativa de Minas Gerais.


A implantação por meio de lei vai garantir políticas públicas sólidas voltadas para a população vulnerável no campo. O plano é resultado de uma construção coletiva e promove a integração e articulação das diversas ações, cada uma com sua dinâmica de atuação própria, para um objetivo comum.



A partir do lançamento da proposta, em junho de 2016, foi formado o Grupo Coordenador da Estratégia de Enfrentamento da Pobreza no Campo, coordenado pela Secretaria de Estado de Trabalho e Desenvolvimento Social (Sedese) e composto por representantes de 19 instituições, entre secretarias estaduais e entidades parceiras, responsável pela elaboração do Plano.




Por quase 12 meses, técnicos, gestores estaduais e representantes das instituições parceiras se debruçaram sobre as estratégias de enfrentamento da pobreza no campo, com o apoio metodológico de professores e pesquisadores da Universidade do Estado de Minas Gerais (Uemg).



O público prioritário do Plano de Enfrentamento da Pobreza no Campo é a população em situação de pobreza e vulnerabilidade social dos municípios dos cinco territórios de desenvolvimento do Alto Jequitinhonha, Médio e Baixo Jequitinhonha, Mucuri, Norte e Vale do Rio Doce, especialmente os povos e comunidades tradicionais (quilombolas, indígenas, ciganos, comunidades extrativistas e outros) e os grupos específicos (acampados, pré-assentados, assentados da reforma agrária, entre outros) residentes nessas regiões.




Esses territórios registram os maiores percentuais de analfabetismo adulto, taxa de mortalidade infantil, doenças decorrentes de saneamento ambiental inadequado, proporção de crianças de 4 a 5 anos fora da escola e elevada taxa de evasão escolar no ensino médio.



Dividido em capítulos, o documento contém concepções, diretrizes e objetivos alinhados com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, definidos pela ONU em 2015. 
A atuação se dá em quatro eixos: Infraestrutura; Acesso à Terra: Inclusão Produtiva; e Acesso a serviços públicos, benefícios e transferência de renda.
Fonte: Agência Minas


terça-feira, 6 de junho de 2017

Vale do Jequitinhonha é uma terra de contrastes

Vale do Jequitinhonha, Terra de Contrastes.
Nos 260 anos de anexação a Minas, Jequitinhonha revela seus contrastes
Reportagem do Estado de Minas percorreu 2 mil quilômetros para conferir semelhanças e diferenças das três áreas que formam a região.
Vale do Jequitinhonha – Era maio de 1757 quando o Conselho Ultramarino, órgão da coroa portuguesa, mudou o mapa da então colônia do Brasil. Um extenso território no sertão do país, que já havia pertencido a Minas e estava sob domínio da Bahia, foi anexado em definitivo à província das Gerais. Há 260 anos, o estado recebia o que hoje é a maior parte do Vale do Jequitinhonha.
Em alusão à data, o EM publica o caderno especial “Jequitinhonha, terra de contrastes”. A reportagem percorreu mais de 2 mil quilômetros do território, num total de seis dias, para registrar – e destacar – as semelhanças e diferenças nas três áreas que formam o vale mais famoso do Brasil. No Alto Jequitinhonha, enquanto Diamantina se destaca pelo título de patrimônio mundial concedido pela Unesco, as estradas são arapucas aos usuários. A BR-367, que começou a ser aberta na década de 1950, até hoje não foi totalmente pavimentada.
A riqueza cultural é o destaque do Médio Jequitinhonha. As bonecas de barro das artesãs de Santana de Araçuaí são conhecidas em várias partes do planeta. Já o esgoto a céu aberto que corre em Itinga, uma das cidades mais pobres do Brasil, coloca em risco a saúde de moradores. Por sua vez, no Baixo Jequitinhonha, os mercados municipais, como o da cidade homônima ao vale, atraem uma multidão nos fins de semana. Já em São Pedro, povoado do mesmo município, moradores lamentam a quebra constante da balsa que, à ausência de uma ponte, deveria garantir o transporte sobre o leito do Jequitinhonha.
Aliás, é por causa do principal rio do vale que surgiu o topônimo da região, habitada primeiramente pelos indígenas. No idioma silvícola, Jequitinhonha significa “armadilha” (jequi) para pesca no “rio largo” (tinhonha).
Mas foi em outro leito, o do Bom Sucesso, afluente do Fanado, que bandeirantes descobriram o ouro que deu início à corrida para povoar a região. As pepitas foram descobertas em 1727 por um grupo liderado pelo paulista Sebastião Leme do Prado.
O aventureiro optou por comunicar o achado ao governador baiano em detrimento do mineiro, embora a região, naquele ano, pertencesse à província das Gerais. Por decisão do Conselho Ultramarino, em 1730, a área passou a ser subordinada a Jacobina (BA) nas esferas administrativa, militar e eclesiástica. 
Ficou assim até 1757, quando a decisão foi revista e o território voltou a ser anexado a Minas. Àquela altura, o ouro retirado pelos paulistas já havia atraído uma multidão, dando origem ao Arraial das Lavras Novas dos Campos de São Pedro do Fanado, atual Minas Novas. Por anos, foi o município mineiro com a maior área territorial no estado. Para se ter ideia, o ex-arraial deu origem a 65 das 853 cidades mineiras, como Turmalina, Capelinha, Araçuaí, Almenara etc.
Somente na década de 1960, por decisão de decreto estadual, a região foi oficialmente batizada de Vale do Jequitinhonha, incluindo-se nela outras cidades, como Serro e Diamantina. Atualmente, o Vale é formado por 59 municípios, numa área de 55 mil quilômetros quadrados. Nele, está contida a alma de Minas – e do Brasil.


domingo, 5 de abril de 2015

Deputados federais discriminam o Vale que recebe dez vezes menos que a Zona da Mata

DIVISÃO DO BOLO : 

Deputados federais perpetuam desigualdades ao enviar recursos para os municípios.

Zona da Mata recebe R$ 70 milhões, enquanto o Vale recebe apenas R$ 6,5 milhões. 

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Esperança. Região do Jequitinhonha/Mucuri tem um dos menores PIB per capita e é a que recebe menos recursos de emendas parlamentares

PUBLICADO EM 05/04/15 - 03h00m no www.otempo.com.br

A distribuição de emendas parlamentares por cidades, citada no texto final da Lei Orçamentária Anual (LOA) aponta para um abismo em Minas Gerais. Enquanto caberá à região da Zona da Mata mais de R$ 70 milhões do bolo, o destino de verbas para a região do Jequitinhonha/Mucuri tem como certo R$ 6,5 milhões.

A A diferença de quase 1.000% assusta, mas não chega a ser uma novidade quando analisamos o potencial econômico destas duas regiões. A reportagem analisou as informações do texto final da lei em que estão apontadas as cidades beneficiadas.

O PIB per capita da Zona da Mata (R$ 28.850) é quatro vezes maior que o do Jequitinhonha/Mucuri (R$ 7.284), apontam dados da Fundação João Pinheiro, com base no censo do IBGE do ano de 2011.
A distribuição dos parlamentares que representam o Estado no Congresso Nacional, atualmente, reforça as disparidades entre as várias “Minas Gerais”. Dos 53 deputados federais, a maioria, 11, nasceu na região da Zona da Mata, a região do Estado campeã em emendas com destinação específica para municípios.  

Em segundo lugar na divisão de bancadas por região de origem do parlamentar está o Triângulo, com sete parlamentares. O Triângulo é contemplado com R$ 22 milhões em emendas cujos recursos têm destinação específica no texto final da LOA.   

Já a região menos representada por Minas no Congresso é justamente a que recebeu a menor quantidade de recursos de emendas. As áreas do Jequitinhonha e do Mucuri tem apenas um deputado federal nascido por lá: Ademir Camilo (Pros). Ele foi procurado para comentar sobre o assunto, mas não foi encontrado.

Cada deputado tem direito de indicar de R$ 10 milhões a R$ 16 milhões em emendas individuais que, por acordo entre Governo Federal e Poder Legislativo são impositivas, ou seja, devem ser repassadas do Orçamento para a destinação indicada do político. Além das emendas individuais, há as emendas de bancada, com maior volume de recursos.

A maior emenda identificada por cidade é destinada a Santos Dumont, na Zona da Mata: R$ 43,6 milhões. Ela contempla a construção de contorno ferroviário com extensão de 12 km. 

No Jequitinhonha/Mucuri, Frei Gaspar é campeã, com R$ 1,5 milhão, para desenvolvimento urbano e educação. 

No Sul de Minas, a cidade mais beneficiada é Pouso Alegre. Para construção de edifício-sede da Justiça Federal. Já a capital mineira é a mais contemplada quando se analisa o número de emendas propostas pelos parlamentares. São mais de 20, principalmente para a área de saúde.
FONTE: O TEMPÓ

Deputados federais votados na região rejeitam povo do Vale

Os deputados federais votados no Vale do Jequitinhonha e  Mucuri não honraram os votos recebidos ao encaminharem somas vultosos para suas regiões de origem e desprezarem a região nordeste.

Suas regiões de origem lhes cobram muito mais e lhes dão mais votos. Os votos que apanham no Vale do Jequitinhonha e Mucuri são complemento e pouco valem.

Quais os valores de emendas parlamentares e emendas de bancada destinados aos Vales do Jeuqitinhonha e Mucuri? Apenas R$ 6,5 milhões?

Quanto os deputados abaixo destinaram aos Vales do Jequitinhonha e Mucuri?

Este  Blog fará levantamento e enviará a cada uma dos parlamentares um questionário sobre as motivações do desprezo ou "esquecimento".

VOTAÇÃO DE DEPUTADOS FEDERAIS DE MINAS -2014
JEQUITINHONHA/MUCURI, ZONA DA MATA E REGIÃO CENTRAL
N.

DEPUTADO

JEQUITINHONHA
ZONA DA MATA

CENTRAL
01
Fabinho Ramalho
55.397
1.894
4.774
02
Rodrigo de Castro
27.942
95.198
91.001
03
Reginaldo Lopes
23.512
77.185
89.959
04
Ademir
Camilo
15.591
1.058
7.175
05
Eros
Biondini
8.727
9.112
79.002
06
Marcus
Pestana
9.841
47.666
35.092
07
Renzo
Braz
13.231
45.196
1.900
08
Saraiva
Felipe
3.698
8.596
26.868
09
Pastor George
7393
13.550
84.996
10
Paulo Abi Ackel
9.554
18.058
23.266
11
Newton
Cardoso  Júnior
6.544
728
55.363
12
TOTAL VOTOS
NOMINAS
431.165
1.097.215
3.165.771
13
TOTAL
ELEITORADO
768.825
1.779.219
5.391.422