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domingo, 22 de novembro de 2020

No segundo turno em São Paulo, Boulos melou o jogo das elites.

 

Guilherme Boulos, do PSoL, no segundo turno em São Paulo, é uma surpresa para as elites que não querem mudança no país.

Uma eleição como as elites planejaram, mas Boulos mudou o jogo.

*Marcos Coimbra

"A presença de Guilherme Boulos no segundo turno da eleição na maior cidade do País é um alento para quem preza a democracia", diz o sociólogo Marcos Coimbra

No segundo turno em São Paulo, Boulos melou o jogo das elites

 

Guilherme Boulos, do PSoL, no segundo turno em São Paulo, é uma surpresa para as elites que não querem mudança no país.

Uma eleição como as elites planejaram, mas Boulos mudou o jogo.

*Marcos Coimbra

"A presença de Guilherme Boulos no segundo turno da eleição na maior cidade do País é um alento para quem preza a democracia", diz o sociólogo Marcos Coimbra

quarta-feira, 9 de maio de 2018

Guilherme Boulos: "precisamos governar para 99% dos brasileiros e não para 1% de ricaços".

sexta-feira, 13 de abril de 2018

Os homens de bem, os puteiros e a prisão de Lula

*Felipe Pena
Os homens de bem comemoram a prisão de Lula em um puteiro. No ritual macabro, o dono do bordel amarra uma funcionária, arranca sua calcinha e torce seu pescoço na frente de outros homens de bem que bebem a cerveja servida de graça pelo cafetão.
No alto da cena, como a ungir aquela entidade satânica, lá estão as fotos emolduras da presidente do STF e do juiz Sergio Moro. Duas fotos para um mesmo retrato. O retrato do país onde os homens de bem que aplaudem a tortura de prostitutas nuas em praça pública são os mesmos homens de bem que condenam a nudez de uma exposição de arte nas galerias de um museu.
Os homens de bem estão no puteiro da sala de casa, em frente à TV, berrando contra o personagem gay da novela e relativizando o assassinato da vereadora negra e favelada. Os homens de bem não querem a lei. Os homens de bem querem o cassetete, o tiro, a porrada, a bomba.
Os homens de bem não querem saber de provas. Querem condenar. Para os homens de bem, não importa se Lula é culpado ou inocente, não importa se o processo foi acelerado, não importa se a constituição foi rasgada.
Para os homens de bem, primeiro a gente tira a Dilma, depois...
Depois a gente tira o Temer, mas o congresso não deixou.
Depois a gente tira o Aécio, mas a Carmen Lúcia não deixou.
Depois a gente tira o Renan, mas o Gilmar não deixou.
Depois a gente tira o Alckimin, mas ele tem foro privilegiado, é outra história.
Pois é. O foro acabou, mas a procuradora não deixou. Mandou tudo para o TRE e retirou o processo da lava-jato.
Os homens de bem não se importam em ter uma justiça seletiva. Os homens de bem ignoram as malas do Rodrigo Temer Loures, as contas na Suíça do José Serra, os esquemas do João Dória, todos livres, leves e soltos. Os homens de bem são bem simples: eles só querem jogar Lula do avião.
E, se possível, jogam também a Gleise, a Manuela, o Boulos e todo aquele povo do nordeste que mama nas tetas do bolsa-família, com 85 reais por mês. São vagabundos, não são homens de bem para os homens de bem.
Para os homens de bem, a justiça é um puteiro. Mas não é um puteiro comum. É um puteiro supremo, com direito a suingue e chicotada, com tudo. E o que eles gostam não é de um simples ménage à trois, mas de um 6 a 5, bem gostoso, como nas melhores putarias.
Putarias do bem, é claro.
Texto de 
Felipe Pena