A política como não deveria ser (2)
Rudá Ricci
Havia uma pedra no meio da campanha. Na verdade, um rolo de adesivos.
Eu nem sei o que analisar. Era esperado. Agora só falta o revide. E aí, a campanha revela de vez seu irracionalismo.
Política, em tese, é exatamente o inverso da violência. Pela política se negocia, transige, traça acordos.
O bom político ouve mais que fala. Tancredo dizia que só entrava numa reunião quando já sabia seu resultado no dia anterior.
Conversava, tentava convencer, negociava.
Resido na terra dos políticos que gostam de prosear. Que fazem das nuvens inspiração para dizer que a política não tem rumos definidos. Que gostam de encostar sua barriga no balcão de onde saem os famosos cafezinhos.
Nunca consegui engolir as teses de Clausewitz, badalado por alguns "realistas".
O realismo na política é, na verdade, o rebaixamento do projeto político até extinguir qualquer traço de utopia, que é o eixo do engajamento social.
Por este motivo, os operadores racionais da política (os famosos aspones) desconsideram as vontades reais. Eles as instrumentalizam. Sem nenhuma culpa.
E, agora, que os rolos começam a riscar o ar, se escondem.
Pior: devem pensar em como estimular mais conflito.
Porque é disto que se alimentam: de tudo, menos política.
Rudá Ricci é cientista político, publica o blog de Esquerda em Esquerda
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quarta-feira, 20 de outubro de 2010
A política como não deveria ser (2)
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segunda-feira, 24 de maio de 2010
Assassino confesso de ex-prefeito de Berilo vai a julgamento
Assassino confesso de ex-prefeito de Berilo vai a julgamento
Júri em Minas Novas, neste 25.05, mobiliza toda a região
Um dos acusados no assassinato do ex-prefeito de Berilo, Cláudio Waldete Coelho Santos, o Ioiô, será julgado nesta terça-feira, dia 25 de maio, no Fórum de Minas Novas, quase dois anos depois da tragédia que abalou o povo de Berilo.
O réu confesso de ter assassinado Ioiô, o agricultor Roberto da Rocha Gonçalves, o Gil, é acusado como o executor do crime. O outro acusado, como mandante, é o médico Luiz Antônio Nogueira, preso na cadeia de Sete Lagoas, na Grande BH.
Júri em Minas Novas, neste 25.05, mobiliza toda a região
Um dos acusados no assassinato do ex-prefeito de Berilo, Cláudio Waldete Coelho Santos, o Ioiô, será julgado nesta terça-feira, dia 25 de maio, no Fórum de Minas Novas, quase dois anos depois da tragédia que abalou o povo de Berilo.
O réu confesso de ter assassinado Ioiô, o agricultor Roberto da Rocha Gonçalves, o Gil, é acusado como o executor do crime. O outro acusado, como mandante, é o médico Luiz Antônio Nogueira, preso na cadeia de Sete Lagoas, na Grande BH.
Foto: Cláudio Waldete Coelho Santos, o Ioiô, ex-prefeito de BeriloGil confessou que matou Ioiô, por encomenda. Disse ter recebido R$ 15 mil do médico Luiz Nogueira para fazer o serviço.
No dia 6 de junho de 2008, às 22 horas, na casa de Alaíde Assis Amaral, Gil tocaiou Ioiô, pelas costas, atirou com uma cartucheira, desferindo-lhe 26 tiros. Ioiô morreu na hora.
Esta tragédia deixou a cidade e toda a região estarrecida. Como Ioiô tinha sido prefeito por duas vezes da cidade, a primeira hipótese da polícia era de crime político. Ioiô seria candidato a prefeito nas eleições de 2008, segundo militantes de seu grupo político.
Mesmo com a prisão de Gil e sua confissão de crime encomendado por problemas pessoais do médico Luiz Nogueira com Ioiô, a questão de crime político dominou as eleições municipais daquele ano. E ainda pairam dúvidas sobre as motivações que levaram ao crime brutal.
O candidato do grupo do PMDB, do Ioiô, foi seu jovem filho Igor Maciel Coelho, então com 22 anos.
O julgamento desta terça-feira pode começar a elucidar toda a trama da maior tragédia que abateu sobre o povo de Berilo.
Um ônibus e vários carros estão reservados para transportar familiares, amigos e cidadãos de Berilo para este Júri, em Minas Novas.
Que seja feita a justiça!
Doa a quem doer!
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