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sexta-feira, 16 de março de 2018

Grão Mogol: Em parceria com movimentos sociais, CEMIG investe R$ 24,4 milhões em projeto de energia solar

Serão instalados painéis fotovoltaicos flutuantes em cima de espelho d'água de reservatório em Santa Marta, município de Grão Mogol.

Foto: arquivoCemig vai fornecer energia solar fotovoltaica em Grão Mogol
Santa Marta tem uma Pequena Central Hidrelétrica, construída há mais de 60 anos e que tem 1MW de potência de geração hídrica
A Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) vai instalar a primeira usina híbrida de geração de energia do país, com a geração de energia solar fotovoltaica. O projeto será implantado na localidade de Santa Marta, no município de Grão Mogol, no Vale do Jequitinhonha. 





O investimento é de R$ 24,4 milhões, envolvendo também os recursos aplicados em pesquisa e desenvolvimento.


Usina de Santa Marta.
Usina de Santa Marta.

A principal inovação é que serão instalados painéis fotovoltaicos flutuantes, em cima do espelho d’água do reservatório de uma Pequena Central Hidrelétrica (PCH) já existente. O projeto vai permitir o estudo da conexão de duas fontes de energia diferentes no Sistema Interligado Nacional (SIN), objetivando promover o desenvolvimento sustentável da região.

A usina híbrida será instalada em parceria com o Movimento dos Atingidos por Barragens (Mab), sendo o maior projeto desenvolvido pela estatal em conjunto com os movimentos sociais. O prazo de implementação é de quatro anos, mas a geração deverá ser iniciada dentro de um ano, com a conexão com o SIN. De acordo com a Cemig, o projeto visa “promover, de forma social, a região onde será inserido o desenvolvimento econômico, que vai permitir o estudo da conexão de duas fontes de energia diferentes no sistema.

O convênio com o Mab foi assinado pelo governador Fernando Pimentel na quinta-feira. A iniciativa também terá a participação da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC Minas) e das subsidiárias da Cemig, Axxiom Soluções Tecnológicas e Efficientia S.A, que ficarão responsáveis pela instalação das células fotovoltaicas e a supervisão, controle e automação da conexão das fontes de energia com o sistema nacional.

O projeto visa aproveitar as boas condições de luminosidade da região para a produção de energia elétrica. Estudo Atlas Solarimétrico de Minas Gerais, realizado pela Cemig ao longo de cinco anos, mostrou que o norte e nordeste de Minas tem o melhor potencial para a geração de energia solar do estado. O mesmo estudo revela que seis microrregiões mineiras têm potencial para geração solar em um patamar que é praticamente o dobro da capacidade da Alemanha, país que há anos recorre a esse tipo de energia.

EMPREGO E RENDA 

Santa Marta tem uma Pequena Central Hidrelétrica, construída há mais de 60 anos e que tem 1MW de potência de geração hídrica. Conforme a Cemig, serão instaladas células fotovoltaicas com potência total de 1,2 MWp (megawatt-pico) no espelho d’água do reservatório da pequena hidrelétrica, que abrange uma área de 27 hectares (27 campos de futebol).

Com a instalação da planta-piloto fotovoltaica flutuante, a usina híbrida passará a uma potência total de 2,2MW no momento de maior radiação solar do dia. Essa energia será usada para abastecer 1.250 famílias de 21 municípios, localizados numa região semiárida, próxima do reservatório. Além disso, serão gerados emprego e renda, com o aproveitamento de mão de obra oriunda das cidades do entorno.




Fonte: CEMIG



sexta-feira, 12 de maio de 2017

Financiamento do BNDES de R$ 529 milhões viabiliza implantação do Complexo Solar Pirapora

A construção das instalações vai gerar 1.381 empregos (Divulgação/BNDES)

O empréstimo, de R$ 529,039 milhões, vai financiar a implantação do Complexo Solar Pirapora, em Minas Gerais, um empreendimento da EDF Energies Nouvelles, subsidiária do grupo estatal francês Électricité de France (EDF) e da fabricante de módulos solares canadense Canadian Solar (CSI), que fornecerá equipamentos para o projeto.
O Complexo Solar Pirapora prevê a construção de cinco usinas fotovoltaicas, com potência instalada total de 150 megawatts (MW) e capacidade para atender a demanda de 189.842 residências, informou o banco, pela assessoria de imprensa.
A etapa de construção do complexo vai gerar 1.381 empregos diretos e indiretos. As obras começaram em outubro de 2016. As usinas têm previsão de entrada de operação comercial em agosto próximo.
A energia do Complexo Solar de Pirapora foi comercializada no 7° Leilão para Contratação de Energia de Reserva, realizado em 28 de agosto de 2015. Os contratos de energia de reserva (CERs), celebrados com a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), têm vigência de 20 anos a partir de 1º de agosto de 2017. Durante o leilão, as usinas comercializaram juntas 42 MW médios, a uma tarifa média de R$ 298,58 por megawatt-hora (MWh).

Fonte: Agência Brasil