Livro “Privataria Tucana” é lançado na Galeria da Assembléia Legislativa de Minas
O
jornalista Amaury Ribeiro Jr. lançou, na noite desta segunda-feira, 06.02, na
Assembleia Legislativa de Minas Gerais, seu último livro “A Privataria tucana”,
que traz denúncias contra personalidades do PSDB e possíveis irregularidades no
processo de privatização de estatais, durante o governo de Fernando Henrique
Cardoso.
Antes do lançamento, na Galeria de Arte do Espaço Político-Cultural
Gustavo Capanema, Amaury Ribeiro concedeu entrevista coletiva na
ALMG.
O
jornalista afirmou que todas as denúncias estão documentadas e podem ser
comprovadas e que refletem apenas uma parte das irregularidades que ocorreram.
Segundo ele, os desvios de verbas foram conduzidos pelo “alto tucanato de São
Paulo”. “Mapeei apenas uma parte da roubalheira. A gente sabe que é muito mais”.
A obra também fala de uma possível espionagem promovida pelo ex-governador José
Serra contra o também ex-governador Aécio Neves.
O
líder do PT, deputado Rogério Correia, que também participou da coletiva,
elogiou o trabalho do jornalista. "O livro trouxe uma dimensão política que
talvez o Brasil não soubesse", afirmou.
CPI - O deputado federal Protógenes Queiroz
(PCdoB-SP) acompanhou Amaury Ribeiro Jr. O parlamentar é autor do pedido de uma
Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) na Câmara dos Deputados para apurar as
denúncias trazidas pelo livro. Segundo ele, já foram obtidas 206 assinaturas
para a abertura da comissão, número superior às 171 exigidas.
Protógenes Queiroz disse que o
presidente da Câmara dos Deputados, Marco Maia (PT-RS), se comprometeu a
instalar da CPI, caso sejam confirmadas as assinaturas. Queiroz acredita que ela
será implantada após outras três que foram solicitadas anteriormente. Segundo
ele, além de quase todos os deputados aliados, o pedido também teve a adesão de
parlamentares do próprio PSDB.
Participaram da coletiva deputados federais do PT
e do PCdoB, deputados estaduais do PT, PCdoB e PMDB e prefeitos petistas.




"Todos que assinaram firmaram o compromisso: ‘assinei porque quero esclarecer essa verdade'. Então, dificilmente vão retirar suas assinaturas."