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quarta-feira, 24 de setembro de 2014

CUT: 7,7 MILHÕES ASSINAM PLEBISCITO PELA REFORMA POLÍTICA

segunda-feira, 1 de setembro de 2014

Movimentos farão semana de luta por reformas no sistema político


Formas de financiamento de campanha, mecanismos de democracia direta e representatividade de grupos como mulheres, negros e indígenas são alguns dos temas sobre os quais mais de 400 entidades querem debater com a sociedade. 
Para tanto, entre os dias 1º e 7 de setembro, elas sairão às ruas na Semana Nacional de Luta pela Reforma Política Democrática.
“O sistema político brasileiro é um sistema que apresenta disfunções que são incompatíveis com os anseios do nosso povo”, disse o secretário-geral da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Cláudio Pereira. 
Hoje, de acordo com Pereira, 95% das doações para campanhas eleitorais vêm de empresas e apenas 7% dos deputados federais são eleitos com votos próprios. Os outros 93% chegam à Câmara contando com votos recebidos pelos demais candidatos da coligação. “Nós propomos um sistema que dê mais transparência, que permita que o eleitor seja efetivamente senhor da sua decisão”.
A semana é fruto da unificação de duas iniciativas: a Coalização pela Reforma Política Democrática e Eleições Limpas e o Plebiscito Popular por uma Constituinte e Soberana do Sistema Político. Os movimentos objetivam coletar assinaturas em apoio a um Projeto de Lei de Iniciativa Popular com propostas de reforma na política e também buscar apoio para a instalação de uma Constituinte que tem como tema o sistema político. A expectativa das organizações é que 10 milhões de pessoas participem desse processo.
O projeto de lei propõe que o financiamento das campanhas seja exclusivamente público ou por doações de pessoas físicas; eleições proporcionais em dois turnos; paridade de gênero nas listas de candidatos e fortalecimento de mecanismos de participação popular direta, como plebiscitos e referendos. Até agora, segundo a OAB, já foram coletas mais de 400 mil assinaturas em apoio à proposta. Para que seja enviado ao Congresso, são necessárias mais de 1,4 milhão de assinaturas.
Representante da Confederação Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Dom Joaquim Mol, destacou a ampliação da participação de grupos hoje sub-representados como essencial para o aprofundamento da democracia. Para ele, os parlamentares atuais “são pessoas que não têm a fisionomia do povo brasileiro”. Segundo o Tribunal Superior Eleitoral, as mulheres ocupam menos de 10% dos assentos no parlamento brasileiro.
Além disso, Dom Joaquim defendeu a regulamentação do Artigo 14 da Constituição Federal, que trata de mecanismos de participação direta da sociedade. “Nós queremos participar mais. Queremos que o povo ajude a tomar as principais decisões no nosso país”, afirmou. Para o integrante da direção do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), Valdir Misnerovicz, “por esse sistema, nós não avançaremos em conquistas para resolver os problemas da nossa sociedade”.
Já a instalação de uma Constituinte foi anunciada no ano passado pela presidenta Dilma Rousseff, como resposta aos atos de junho. No dia seguinte, contudo, a presidenta voltou atrás e decidiu apresentar um plebiscito e, depois, levar ao Congresso propostas para reformar aspectos do sistema político. “Nós queremos retomar essa iniciativa”, afirmou o integrante da coordenação da campanha pelo plebiscito, Ricardo Gebrim, que avalia que a reforma é uma das principais demandas daqueles atos.
Embora o chamado plebiscito popular não esteja previsto em lei, já que é uma iniciativa das organizações sociais, a expectativa é que os votos coletados durante a semana de mobilização sejam apresentados, posteriormente, ao Congresso Nacional e ao Supremo Tribunal Federal. Além da semana, Gebrim destacou que o plebiscito tem sido um instrumento de diálogo com a sociedade, por meio de cursos de formação que estão sendo feitos por comitês espalhados nos 26 estados e no Distrito Federal.
Fonte: Agência Brasil - 

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

UFVJM: Seria um “golpe” a mudança de nome da universidade?

UFVJM: Seria um “golpe” a mudança de nome da universidade?
"UFVJM realiza plebiscito sobre possível mudança de nome O Conselho Universitário (Consu) da UFVJM decidiu, em sua 71ª sessão do dia 4 de novembro, consultar a comunidade acadêmica sobre a possível mudança do nome da instituição. Para isso, realizará no próximo dia 24 de novembro, quinta-feira, um plebiscito no qual cada segmento da Universidade dirá se é a favor ou não da mudança de nome.

Em caso positivo, escolherá entre os nomes constantes na cédula de votação aquele de sua preferência. Em sorteio realizado no Pavilhão de Salas de Aula do Campus JK, no dia 22 de novembro, com a presença de membros do Consu e da comunidade acadêmica, foi decidida a ordem em que os nomes aparecerão na cédula, a saber:
Universidade Federal Juscelino Kubitschek - UFJK
Universidade Federal Setentrional de Minas Gerais - UFSMG
Universidade Federal de Diamantina - UFD
Universidade Federal de Diamantina - UNIFED
Universidade Federal do Norte Mineiro - UFNM
Universidade Federal do Jequitinhonha, Mucuri, Norte e Nordeste de Minas-UFJMN
Universidade Federal Guimarães Rosa - UFGR
Universidade Federal João Guimarães Rosa - UFJGR
Universidade Federal do Norte de Minas - UFENOM
Universidade de Diamantina - UnD
Universidade Mineira - UM
Universidade Federal do Estado de Minas Gerais - UNEMG
Universidade Federal do Norte de Minas Gerais - UFNMG
Universidade Federal do Cerrado Norte Mineiro - UFCeNM
Universidade Federal do Jequitinhonha e Mucuri - UFJM
Universidade Federal Mineira - UFM
Universidade Federal Carlos Chagas

Os servidores docentes e técnico-administrativos lotados nas Unidades Acadêmicas (FCA, FCBS, Facet, FIH, ICT, Facsae e ICET), bem como os discentes, votarão em suas respectivas Unidades.

Os servidores docentes e técnico-administrativos lotados nas Pró-Reitorias, Assessorias, Diretorias, Superintendências e Bibliotecas votarão no Saguão da Reitoria.

Confira os locais e horários de votação:

DiamantinaPró-Reitorias, Assessorias, Diretorias, Superintendências e Bibliotecas
Saguão da Reitoria – Campus JK - das 8 às 12h00 e das 14 às 18h00

Faculdade de Ciências Agrárias – FCA
Prédio da Administração I – Campus JK – das 8 às 12h00 e das 14 às 18h00

Faculdade de Ciências Biológicas e da Saúde - FCBS
Campus I (Entrada da Odontologia) – das 8 às 12h00
Pavilhão de Aulas - Campus JK - das 14 às 20h00

Faculdade Interdisciplinar em Humanidades - FIH
Saguão do Pavilhão de Aulas – Campus JK – das 8 às 22h00

Faculdade de Ciências Exatas - Facet
Prédio da Administração II – Campus JK – das 11 às 20h00

Instituto de Ciência e Tecnologia – ICT
Sala 7 – Bloco II – Campus JK – das 8 às 17h00

Teófilo OtoniFaculdade de Ciências Sociais Aplicadas e Exatas - Facsae
Saguão do Prédio Verde - Salas de Aula – Campus do Mucuri - das 16 às 22h00

Instituto de Ciência, Engenharia e Tecnologia – ICET
Saguão do Prédio Verde - Salas de Aula – Campus do Mucuri - das 8 às 16h00."
Publicado no site da UFVJM, www.ufvjm.edu.br , no dia 22.11.2011, às 17:46 horas, a 38:14 horas para início da votação.

Comentário:
É impresssonante a visão colonialista da gestão da Nossa Universidade. O Reitor Pedro Ângelo, em mais uma decisão autoritária, manda divulgar os nomes para toda a comunidade acadêmica ( cerca de 600 professores e técnico-administrativos e mais de 4 mil alunos) apenas a 38: 14 horas do início do Plebiscito.

Não há debate e sim imposição. A proposta do Reitor de mudança do nome para Universidade Federal JK mereceu um artigo seu, publicado no site da Universidade. Este mesmo direito nenhum defensor de outros nomes ou permanência do atual teve.

É um desrespeito ao povo dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri. Um preconceito, um crime de xenofobia e um golpe para poder se candidatar a mais dois mandatos como reitor, pois com a mudança de nome estaria configurada uma nova Universidade. Sumiria aquela que levou 3 décadas de luta do povo do Vale.

Os doutores e mestres da UFVJM, que não reconhecem o direito de uma região ser resgatada com sua riqueza histórica, econômica e social, querem ter uma universidade só pra eles, sem relacionaento com a comunidade externa.

domingo, 13 de novembro de 2011

Carta Aberta de estudante da UFVJM sobre mudança de nome

Carta Aberta de estudante da UFVJM sobre mudança de nome

UFVJM, UFD, UFJK, UFGR? Sobre a troca de nome...

Por Arthur Rocha Gomes - Estudante de Farmácia UFVJM Coletivo Roda Viva Fico me perguntando quais são os argumentos, propostas e/ou vantagens das correntes que estão sendo criadas nesse site de redes sociais em torno da mudança de nome da nossa Universidade. Sei que muitos não tem conhecimento do que vou falar aqui, e não tenho nada pessoalmente contra os “lideres” dessa “campanha”, apenas quero mostrar os pormenores desse plebiscito que estar por vir.

Espero sinceramente que esses argumentos não sejam os que eu ouvi passando por esses corredores do Campus II: “ah, sempre achei esse nome UFVJM meio estranho, UFD é mais bonito, mais apresentável”... Seria cômico se não fosse trágico...

Talvez o claro interesse político que gira em torno dessa simples troca de nome poderia já significar para muitos um motivo óbvio para votar contra essa mudança. Para quem não sabe, ao mudar o nome da Universidade, é ABERTA uma nova Universidade, de forma que os cargos anteriormente ocupados por pessoas aqui dentro só ficariam em um papel na história, podendo assim existir uma nova reeleição em alguns setores (Na UFVJM alguns cargos seguem o mesmo sistema de eleição para presidente, podendo haver somente uma reeleição de um determinado candidato, ou seja, no máximo 8 anos no poder). Fica aí a dica clara para os bons entendedores sobre a proposta da troca do nome...

Mas, pela pouca experiência que tenho com política estudantil universitária, sei que muitos não irão se importar com esse motivo, simplesmente o acharão “sujo”, mas continuarão achando “UFD” ou “UFGR” ou “UFalgumacoisa” mais “bonito” que UFVJM...Soma-se ainda o pensamento totalmente individualista com que somos obrigados a conviver de alguns estudantes, lamentável, porém “nu e cru”.

Pois bem, para esses que não estão nem aí ou nem leram o que eu disse, saltaram metade do texto e já estão entediados, vai aí mais algumas dicas:

- Perda da identidade: Após 6 anos como UFVJM começamos a conquistar um espaço, pequeno espaço, no cenário nacional. Vide reportagem feita em uma revista de amplo acesso nacional (e que foi publicada por muita gente nesse mesmo site) em que nossa UFVJM aparecia entre as 10 mais bem colocadas dentre as universidades “pequenas” do país. Para quem tem dimensão de quantos centros de ensino superior foram criados recentemente em todo Brasil, sabe a importância desse “título”. Agora o que fazemos? Trocamos de nome, perdemos nossa identidade, e tudo que conquistamos até agora é jogado por água a baixo, pois é instituída uma nova universidade e todo peso que a sigla UFVJM havia conquistado de nada valerá mais. Teremos que recomeçar do zero (mais uma vez...).

- Vales do Jequitinhonha e Mucuri: Sinceramente, acho que todo estudante ao ingressar em uma instituição federal deveria saber ao menos boa parte de sua história e tudo o que ela representa, e não apenas se preocupar com o “status” do curso que faz ou que a própria instituição lhe proporciona. A UFVJM foi criada para os Vales. Feita para ajudar a combater a pobreza e o desequilíbrio social que são tidos como gigantescos em uns dos vales mais pobres do país. O combate seria acometido com todo o investimento que a universidade traria e os projetos sociais promovidos pela “massa pensante” que viria a estudar aqui. Acho hipocrisia demais sermos criados em função de uma coisa e por um claro e simples gosto pessoal jogar tudo ao vento.

Imagino também que todos devem ter conhecimento que não apenas ela foi criada PARA os vales, mas também pelos VALES. Quantos filhos dessa terra já passaram e ainda passam por aqui e que construíram o que somos hoje? Não acham isso importante? Então somem a isso os investimentos do governo federal que vieram pelo único motivo de sermos o “vale da pobreza”...

Agora cuspimos no prato que há muito já comemos, sem nem pensar no que estamos fazendo...

Na boa? Sou Diamantinense e Filho do Vale, e não estampo isso no peito apenas na hora de dizer que tenho o melhor Carnaval do planeta, ou que moro na cidade onde nasceu JK, ou ainda pra falar que me pinto de azul para descer a rua da glória e curtir uma das melhores festas universitárias do país... Estampo no peito agora que tenho uma tristeza maior do planeta e que me pinto das cores da vergonha com tamanha injustiça que iremos fazer com essa terra que me acolheu e me ensinou o sentido de tantas coisas...

Pra finalizar e não com intuito de polemizar ainda mais (mas já polemizando) gostaria sinceramente que todos que leram pelo menos parte desse post que entrassem no link a seguir e lessem parte da letra da música, pra ver que não sou só eu que penso assim:

Fiz vestibular para entrar na UFVJM, e pretendo formar na UFVJM! E não em outra Universidade.
“Vale que vale cantar
Vale que vale viver
Vale do Jequitinhonha
Vale eu amo você...”
Mark Gladston (Verono)
Publicado no Blog do Jequi, a partir de texto no facebook, no Estratégias UFVJM