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sexta-feira, 13 de julho de 2018

Araçuaí: Professor é cidadão honorário de dois municípios mineiras


O Título de Cidadão equipara a pessoa homenageada a uma adoção oficial. A pessoa agraciada passa a ser um irmão, um conterrâneo, uma pessoa da terra natal

Foto: divulgaçãoFilho de Araçuai é cidadão honorário de duas cidades mineiras
Engenheiro Josias Filho durante solenidade na Câmara de Divinópolis que lhe concedeu o título de Cidadão Honorário.
O professor e engenheiro mecânico Josias Gomes Filho, se tornou cidadão honorário de Divinópolis; município polo da região oeste de Minas Gerais e de Nepomuceno; no sul de Minas. Em Divinópolis, a cerimônia ocorreu no último 29 de junho. Em Nepomuceno dia 15 de julho do ano passado.

Quem garante essa honraria é a Câmara de Vereadores. Para se promover alguém como “cidadão honorário, tem que ficar comprovada a contribuição do homenageado ao município.

"Ano passado recebi também o título de cidadão honorário de Nepomuceno, assim sou agora cidadão das duas cidades onde fui diretor do CEFET" comemorou o professor.

O Título de Cidadão equipara a pessoa homenageada a uma adoção oficial. A pessoa agraciada passa a ser um irmão, um conterrâneo, uma pessoa da terra natal


Josias Ribeiro com a prefeita de Nepomuceno, Isa Meneses, o presidente da Câmara e o Vereador Mário César.
Josias Ribeiro com a prefeita de Nepomuceno, Isa Meneses, o presidente da Câmara e o Vereador Mário César.



HISTÓRIA

Sexto filho de uma família de 10 irmãos, Josias Ribeiro nasceu no município mineiro de Araçuai no Vale do Jequitinhonha, tendo herdado do pai, o nome, o caráter e a generosidade.

Aos 15 anos mudou-se para Belo Horizonte com o propósito de continuar os estudos. Em 1976 Ingressou na Escola Técnica Federal de Minas Gerais, atual CEFET-MG, como aluno do Curso técnico de Mecânica. Em 1980 iniciou o curso de Engenharia Mecânica pela PUC-MG e no ano seguinte Graduação em Licenciatura Plena - modalidade Mecânica, pelo CEFET-MG, tendo graduado-se em ambos. Engenheiro Mecânico,

Josias Filho trabalhou em Belo Horizonte, Goiânia e Vitoria do Espírito Santo sempre no Setor de Máquinas e Equipamentos de grande porte. Em 1989, prestou concurso público para professor do CEFET-MG em Belo Horizonte, sendo aprovado em 1º lugar para a Cadeira de Mecânica e Projetos de Máquina

Ele é Casado com a Professora Pedagoga Alaide Alves Ribeiro com quem tem dois filhos: O analista de Sistemas Josias Ribeiro Neto e o estudante de Engenharia Civil Luiz Felippe Ribeiro.



Josias Ribeiro recebe o Titulo de Cidadania Honorária das mãos do presidente da Câmara do Município
Josias Ribeiro recebe o Titulo de Cidadania Honorária das mãos do presidente da Câmara do Município


TRAJETÓRIA


 Em 29 anos de atividades no CEFET-MG, exerceu por 13 anos Cargos de Direção em Belo Horizonte, Divinópolis e Nepomuceno.

Nesses quase 30 anos na Instituição lecionou nos Cursos técnicos, de Engenharia Mecatrônica e de Pós graduação. Em 1998, o Professor Josias Filho veio para Divinópolis  como diretor do recém instalado campus do CEFET no município. Junto com a Comunidade local empreendeu  esforços para consolidação da Unidade Federal de Ensino na Cidade que atravessava o pesadelo de ser transformada em Escola do Segmento Comunitário e então perder o seu caráter de oferta de Ensino Público e Gratuito.

Após seis anos de muita luta que envolveu toda a sociedade Divinopolitana conquistou-se junto ao MEC os recursos para Construção da tão sonhada sede própria do CEFET - Divinópolis, finalmente inaugurado em 2010.

Em 10 de abril último e após 35 anos de serviços prestados à nação, 32 deles no magistério, o professor Josias Filho aposentou-se no CEFET-MG com proventos em nível de Doutorado na Carreira do Magistério Federal.



Conselheiro Titular do CREA-MG, pelo segundo mandato consecutivo, o engenheiro Mecânico Josias Filho ocupa atualmente, Cargo de Coordenador da Câmara Especializada de Engenharia Mecânica e Metalurgia no Estado.

Eleito em 2016, como Vice Presidente da Associação Brasileira de Engenharia Mecânica - ABEMEC - seção Minas Gerais foi reconduzido em abril desse ano para 2º Mandato. Em janeiro de 2018 assumiu também o Cargo de Vice Presidente da Federação Nacional de Engenharia Mecânica e Industrial - FENEMI com Sede em Brasília. É também representante do CREA-MG junto aos Comitês de Bacia Hidrográfica do rios São Francisco e Araçuaí, nomeado para mandatos até 2022.

Desde 2015 é Diretor da Central Única dos Trabalhadores de Minas Gerais CUT-MG com mandato até 2019 representando o Sindicato dos Engenheiros no Estado de Minas. Em recente indicação pelo CREA-MG passou a integrar a Comissão Permanente de Avaliação do CEFET-MG .

Fonte: Gazeta de Araçuaí

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

O assassinato de Dona Marisa

A morte de Dona Marisa Letícia não foi natural. Ela foi sendo assassinada aos poucos por um conluio, cujo pilar foi a mídia tradicional com destaque ultraespecial às Organizações Globo, à grande maioria do Judiciário envolvido nas investigações da Lava Jato e a uma classe política corrupta que se lambuzou em acusações sem provas contra ela e sua família.
Dona Marisa Letícia sempre foi uma mulher simples, mas não simplória como alguns idiotas imaginavam.
marisa leticia
Fui o primeiro jornalista a entrevistá-la com destaque para uma publicação, ainda em 1989, quando Lula disputava sua primeira eleição presidencial.
Naquele momento, Dona Marisa era motivo de chacota porque o também candidato Paulo Maluf havia dito algo como: o Lula não pode ganhar a eleição porque a Dona Marisa não vai conseguir lavar todas as janelas do Palácio do Planalto.
Na entrevista, evidentemente, toquei no assunto. Dona Marisa riu e respondeu: não tem problema se eu não der conta eu chamo a dona Sylvia para me ajudar. E riu de forma gostosa.
Dona Marisa sempre teve importância fundamental nas decisões que Lula tomava. Quando o bicho pegava, o baiano, como é conhecido no ABC, recorria a ela.
A vida dela nunca foi fácil, mas há gente mais informada para falar sobre isso. Mas nos últimos anos ela foi achincalhada e investigada, junto com Lula e os filhos, como poucos na história do Brasil.
E qual a conclusão das investigações até o momento? Que ela comprou dois pedalinhos para os netos, visitou um apartamento no Guarujá que decidiu não comprar e que ela também fala palavrões.
Aliás, só descobrimos os seus palavrões porque de forma canalha e ilegal, o juiz Sergio Moro permitiu vazamento de uma conversa privada entre ela e seu filho. E a imprensa inteira, com destaque para o Jornal Nacional, usou o áudio a exaustão para constrangê-la e humilhá-la.
Dona Marisa mandava os paneleiros enfiarem as panelas no cu. Aliás, sendo dona Marisa. Porque a galega era assim, direta e reta. Mas sem perder a ternura jamais.
Não fui seu amigo e nem divide intimidade com ela, mas tive a oportunidade de conviver um pouco mais com mais amiúde na campanha de Djalma Bom para prefeitura de São Bernardo do Campo, em 1992. A galega reunia mulheres, organizava caminhadas, discutia panfletos e criticava a campanha. Mas nunca se colocando como a esposa do Lula. Era só a dona Marisa.
Aliás, só a chamo ainda hoje de dona por saber que isso não a incomodava.
O fato é que o Brasil perde hoje uma figura decente, que nunca quis holofotes e que nunca pediu um carguinho em qualquer governo. Que não ficava badalando em colunas sociais, que não usava joias caras, que não fazia pose de intelectual. E que talvez também por tudo isso foi massacrada de forma vil por um bando de canalhas liderados pelas Organizações Globo. E por um juiz que será julgado pela história por ter divulgado um áudio de uma conversa privada desta mulher e que não tinha qualquer relação com o processo que investigava.
Eles podem dizer o que quiserem. Eles podem tentar uma cobertura midiática menos indecorosa. Mas eles não vão poder escapar do óbvio, Dona Marisa foi sendo aos poucos assassinada por essa turma.
Fonte: revistadoforum.com.br por Renato Rovai