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terça-feira, 21 de abril de 2020

Coronavírus:Laboratório da UFVJM inicia realização de testes para combate à COVID-19

Laboratório da universidade passou pela etapa de validação e trabalho começou nesta segunda, 20 de abril.
Laboratório atenderá a demanda de 31 municípios da Macroregional de Saúde de Diamantina, no Alto e Médio Jequitinhonha.
Em uma união de esforços entre diversos setores e cursos, especialmente da área da Saúde, a Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri (UFVJM) está preparada para a realização de análises laboratoriais para o diagnóstico do novo coronavírus (SARS-CoV-2) que provoca a Covid 19. A universidade passou pela etapa de validação e faz parte, efetivamente, da REDELAB COVID-19, coordenada pelo único laboratório público em Minas Gerais - a Fundação Ezequiel Dias (Funed). Os trabalhos tiveram início nesta segunda-feira, 20 de abril, no Campus de Diamantina, no Alto Jequitinhonha.
Acompanhada pelo reitor Janir Soares, equipe da UFVJM comemora início do trabalho de diagnóstico do novo coronavírus
Equipe da UFVJM comemora início do trabalho de diagnóstico do novo coronavírus 
(Foto: Anna Bastos/UFVJM)
200 primeiros testes atenderão casos mais graves
A UFVJM inicia o trabalho com insumos próprios para a realização de 200 testes, adquiridos pela Pró-reitoria de Pesquisa e Pós-graduação (PRPPG), atendendo primeiramente amostras de casos mais graves. 
Mas essa capacidade será ampliada com a aquisição de insumos através de repasses financeiros no valor de R$ 925 mil que a UFVJM recebeu do Ministério da Educação (MEC), para apoiar várias ações de enfrentamento da COVID-19. Esses insumos estão sendo adquiridos pelas Diretorias de Logística e de Administração da Pró-reitoria de Administração (Proad), sob a coordenação da professora Flaviana Dornela Verli, para a realização de mais 3 mil testes, inicialmente. 
“É possível também que a universidade receba insumos da Secretaria de Saúde do Estado de Minas Gerais, através da Superintendência Regional de Saúde, e recursos do Ministério Público Estadual, que serão destinados à aquisição de insumos e de novos equipamentos para o laboratório e ao pagamento de bolsas de apoio técnico aos estudantes envolvidos na realização dos serviços”, esclarece o reitor da UFVJM, professor Janir Alves Soares.
Além de recursos para a compra emergencial de insumos, a PRPPG acordou a disponibilização de equipamentos multiusuários, dentre eles o RT-qPCR, de equipe técnica, tecnologia e conhecimento técnico-científico. “Essa parceria só foi possível devido ao envolvimento de nossos pesquisadores, que irão utilizar seus conhecimentos e experiências profissionais, fazendo com que a universidade cumpra a sua missão de gerar e aplicar o conhecimento como forma de desenvolvimento regional e nacional. Por isso, o incentivo à pesquisa e a valorização de nossos pesquisadores estão sendo o ponto central de nossa gestão”, declara o pró-reitor, professor Lucas Franco Ferreira.

O diretor de Pesquisa da UFVJM, professor Danilo Bretas, que está à frente do trabalho de análises laboratoriais para o diagnóstico do novo coronavírus, destaca ainda o envolvimento fundamental da Faculdade de Medicina de Diamantina (Famed) e dos departamentos de Farmácia, Fisioterapia e Enfermagem, da Faculdade de Ciências Biológicas e da Saúde (FCBS). 

Início, treinamento e processo
Para começar a receber as amostras, a UFVJM cadastrou-se no sistema Gerenciador de Ambiente Laboratorial (GAL), que a Funed utiliza para gerenciar as amostras e onde também serão disponibilizados os resultados. Outra obrigatoriedade foi disponibilizar o fluxo de entrega das amostras, definido em conjunto com a Superintendência Regional de Saúde (SRS), que tem sede em Diamantina. 
O trabalho de diagnóstico pretende atender os 31 municípios da macrorregião do Jequitinhonha. “Designamos, a princípio, o fluxo das amostras para as Casas de Saúde de Diamantina. Esperamos definir as formas de participação dos demais municípios já nesta semana”, explica a professora Valéria Gomes de Almeida, coordenadora do Laboratório-Escola de Análises Clínicas.
As análises têm início nesta segunda-feira, 20 de abril, e serão realizadas no Núcleo de Doenças Infecciosas e Parasitárias do Laboratório-Escola de Análises Clínicas, do curso de Farmácia, que possui estrutura destinada à pesquisa e projeto arquitetônico voltado para a rotina laboratorial.
Para a realização dos diagnósticos, foi montada uma equipe de 24 pessoas, formada por pesquisadores voluntários da área de Saúde da universidade - professores, técnicos administrativos e alunos de pós-graduação -, que passou por treinamento específico para o diagnóstico molecular do novo coronavírus e por treinamento de biossegurança. Toda a equipe também foi testada e está negativa em relação à doença.
Equipe participa de treinamento para diagnóstico do novo coronavírus (SARS-CoV-2) que provoca a Covid 19

Equipe participa de treinamento para diagnóstico do novo coronavírus (SARS-CoV-2) que provoca a Covid 19
Equipe participa de treinamento para diagnóstico do novo coronavírus (SARS-CoV-2) que provoca a Covid 19 (Foto: Anna Bastos/UFVJM)

O professor Danilo Bretas explica que o processo é realizado em laboratório separado em fluxo unidirecional, em cinco etapas: recebimento e processamento das amostras clínicas dos pacientes; extração do material genético viral; preparado da reação de amplificação do material genético; corrida da reação em equipamento de PCR (reação em cadeia da polimerase) em tempo real; e análise dos resultados e envio para as autoridades de Saúde.
“A infraestrutura autorizada pela Vigilância Sanitária e o quadro de pesquisadores e técnicos capacitados envolvidos nesse serviço asseguram à universidade prestar um serviço de alta qualidade aos gestores da saúde pública das regiões dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri”, pondera o assessor de Assuntos Estratégicos e Institucionais da UFVJM, Ronaldo Lopes Guimarães.

Iniciativa
A iniciativa do cadastro da UFVJM junto à Funed foi dos professores Danilo Bretas e Etel Viera, do Centro Integrado de Pós-graduação e Pesquisa em Saúde (CIPq-Saúde): “Trata-se de uma ação institucional em prol do combate à doença que só foi possível com a adesão e envolvimento de todos. Teve início na PRPPG, com pesquisadores da Saúde, e acabou agregando professores, técnicos e alunos de outros cursos da área, que nos procuraram voluntariamente”, afirma o professor Danilo Bretas, e completa: “Eu fui treinado para isso durante toda a minha carreira acadêmica. Agora, com segurança, estamos prontos para ir para o enfrentamento!”.
Equipe
Coronavírus - UFVJM pronta para realizar testes - Foto 04.jpg
(Foto: Anna Bastos/UFVJM)
A equipe responsável pela realização dos diagnósticos é formada por pesquisadores voluntários da área de Saúde da UFVJM. São eles:
·         Coordenadores - Danilo Bretas de Oliveira; Etel Rocha Viera e Lucas Franco Ferreira.
·         Membros - Bruna Caroline Chaves Garcia; Bruno Ferreira Mendes; Carolina Vanetti Ansani; Cíntia Maria Rodrigues; Cristiane Rocha Fagundes Moura; Daniel Campos Villela; Fidelis Antônio da Silva Junior; Gustavo Eustáquio Brito Alvim de Melo; Helen Rodrigues Martins; Jousielle Márcia dos Santos; Juliana Sales Rodrigues Costa; Kamila Lorene Soares Rocha; Karine Beatriz Costa; Lincoln Rodrigues Rocha; Marcelo Henrique Fernandes Ottoni; Philipe Luan Brito; Ronaldo Luis Thomasini; Sanny Lara da Silva Lage; Thyago José Silva; Valéria Gomes de Almeida; Vinícius de Oliveira Ottone e Vinícius Lopes Cantuária.
Fonte: Site da UFVJM. Publicado: 20/04/2020 16h02, última modificação: 21/04/2020 11h17
Municipios da Macroregião
de Saúde do Jequitinhonha
N.
Município
01
Alvorada de Minas
02
Angelândia
03
Araçuaí
04
Aricanduva
05
Berilo
06
Capelinha
07
Carbonita
08
Chapada do Norte
09
Coluna
10
Conceição do Mato Dentro
11
Congonhas do Norte
12
Couto Magalhães de Minas
13
Datas
14
Diamantina
15
Gouveia
16
Itamarandiba
17
Jenipapo de Minas
18
José Gonçalves de Minas
19
Leme do Prado
20
Materlândia
21
Minas Novas
22
Presidente Kubitschek
23
Rio Vermelho
24
Sabinópolis
25
Santo Antõnio do Itambé
26
São Gonçalo do Rio Preto
27
Senador Modestino Gonçalves
28
Serra Azul de Minas
29
Serro
30
Turmalina
31
Virgem da Lapa
Fonte:Secretaria de Estado da Saúde de Minas Gerais


ANÁLISE DA DISTRIBUIÇÃO GEOGRÁFICA DOS SERVIÇOS DE SAÚDE NO VALE ...

terça-feira, 10 de janeiro de 2017

Prefeito Tadeuzinho Abreu anuncia inauguração de clínica de fisioterapia em Capelinha


A instalação da Clínica de Fisioterapia cumpre uma promessa de campanha do prefeito Tadeuzinho Abreu, que comemora: “É motivo de muita alegria para mim a inauguração da Clínica de Fisioterapia, que vai atender com muito mais qualidade e agilidade a população de Capelinha, acabando assim com a gigantesca fila de espera que vem se acumulando ao longo de diversas administrações municipais”.
Clínica de fisioterapia será inaugurada na próxima segunda-feira (Foto: Ascom Prefeitura de Capelinha)

Qualidade e agilidade
Até o ano de 2016, o serviço de fisioterapia ofertado pelo município era terceirizado, acontecia a partir da contratação de clínicas particulares. O sistema de atendimento consistia em poucas horas diárias, sendo cada horário de apenas 30 minutos.
Agora, com a Clínica de Fisioterapia, os capelinhenses terão atendimento de 8 horas por dia e três fisioterapeutas qualificados à disposição da população: Dr. Samuel Jardim, Dra. Ana Paula Macedo e Dra. Tácia Vieira.
Mais de 400 nomes na fila de espera
A lista de espera dos pacientes que necessitam de fisioterapia no município de Capelinha conta com mais de 400 nomes, sendo que alguns desses aguardam há mais de dois anos. Com a Clínica de Fisioterapia, serão criados grupos de pacientes com necessidades afins, o que vai gerar maior qualidade e também maior agilidade no atendimento.
O fisioterapeuta Samuel Jardim, criador do projeto aprovado pelo prefeito Tadeuzinho e pela Secretária Municipal de Saúde, Célia Peçanha, será o coordenador da Clínica de Fisioterapia. Ele explica: “No projeto iremos desenvolver a prevenção, o tratamento e a promoção da saúde. Além dos atendimentos de fisioterapia específicos para cada caso, vamos organizar grupos de pacientes com necessidades semelhantes para desafogar a lista de espera. Serão criados grupos de gestantes, de idosos, hipertensos, diabéticos e portadores de dores de coluna, dentre outros. Esta medida será tomada para que possamos resolver os casos em andamento, dar altas aos pacientes com o tratamento já concluído e receber os novos pacientes. Pois, quem procura pela fisioterapia tem uma necessidade urgente, e não pode ficar anos esperando”.
Horário de atendimento
Quem já tiver o pedido de fisioterapia, pode procurar a Clínica de Fisioterapia de Capelinha para marcar o atendimento. O horário de funcionamento é das 7h às 11h e das 13h às 17h.
Clínica de fisioterapia será inaugurada na próxima segunda-feira (Foto: Ascom Prefeitura de Capelinha)

Clínica de fisioterapia será inaugurada na próxima segunda-feira (Foto: Ascom Prefeitura de Capelinha)

Fonte: Ascom Prefeitura de Capelinha

terça-feira, 2 de julho de 2013

Lei do Ato Médico prejudica outras 13 profissões da saúde

3 milhões de profissionais da saúde cobram veto de Dilma a projeto de lei que fere a autonomia das demais profissões, como a enfermagem, odontologia e a psicologia. 

por Paloma Rodrigues — publicado 01/07/2013 15:57, na Revista Carta Capital
José Cruz/ABr
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Protesto na esplanada dos ministérios, contra o Ato Médico, na sexta-feira 21
Dilma tem até o dia 12 de julho para decidir sobre a sanção ou veto à proposta. Até lá, as associações marcaram para o dia 3 deste mês uma série de manifestações pelo País. No mesmo dia, os médicos organizam uma paralisação em protesto contra a importação de médicos estrangeiros para o Brasil.
Representantes dos conselhos e federações de todas as profissões se reuniram na quinta-feira 27 com o ministro da Secretaria-Geral da presidência, Gilberto Carvalho, e com a ministra-chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann. A delegação foi composta por aproximadamente 30 profissionais. Eles elaboraram um manifesto online contra a sanção do Ato.
Um dos pontos mais polêmicos é o que se refere ao inciso primeiro do artigo quarto, que coloca como atividades privativas do médico a “formulação do diagnóstico nosológico e respectiva prescrição terapêutica”. Em outras palavras, a determinação autorizaria apenas os médicos a diagnosticar doenças e prescrever ou indicar tratamentos - ainda que estes viessem a ser conduzidos por outros profissionais posteriormente, como um fisioterapeuta ou um psicólogo.
Também geram polêmica os pontos que definem como "atividades privativas" do médico a execução da sedação profunda e de anestesias, bem como a direção e chefia de serviços médicos.
“Querem tornar privativo o diagnóstico e a prescrição de medicamentos. Só médicos poderão realizar atestados e perícias. Só médicos poderão trabalhar na direção e chefia dos serviços de Saúde. Isso é reserva de mercado”, diz Celso Tondin, doutor em psicologia e integrante do Conselho Federal de Psicologia. Ele diz que as outras profissões estão unidas em pedir o veto do governo.
Como consequências das mudanças, afirma Tondin, estaria o aumento da demanda médica, que agora atenderia uma nova gama de pacientes antes encaminhados para as áreas específicas. “Todas as pessoas terão de passar por um médico antes de se dirigir a outro profissional. No SUS, isso acarretará em um engarrafamento. No sistema particular, significa que o paciente terá de pagar por uma consulta a mais até começar seu tratamento”, diz ele.
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou que o projeto passou por uma série de mudanças durante a tramitação e, por isso, o governo precisa "analisar com muito detalhe" o texto antes de transformá-lo em lei. Ele ainda afirmou ser "importante manter o conceito de equipes multiprofissionais".
As associações médicas defendem a regulamentação e afirmam que ela trará mais segurança para a população. Beatriz Costa, presidente da Associação Nacional dos Médicos Residentes, diz que o ato será uma vitória histórica para a categoria. “A medicina é uma das profissões mais antigas do mundo e ainda sem regulamentação no Brasil. Todas as outras já são regulamentadas”.
Geraldo Ferreira, presidente da Federação Nacional dos Médicos (FENAM), diz que o conceito multifuncional de atuação não será ferido porque “curricularmente cada profissão tem suas atribuições”.
“Uma das posições contrárias que eu ouvi foi a de que, como faltavam médicos em cidades pequenas, muitas vezes os outros profissionais faziam o papel de médico. Isso é uma brincadeira”, ironiza Ferreira.
Ele defende que a decisão de regulamentar a atuação das profissões da área da saúde não pode ser barrada levando em consideração a demanda. “Nós não podemos permitir que o governo utilize a ausência de médicos em algumas regiões para, sorrateiramente, colocar outras profissões para simularem o atendimento médico."
Para Tondin, entretanto, essa não é a realidade do País. “Ninguém atua como médico e não há nenhuma intenção das outras profissões de atuarem como médicos. Eles [da classe médica] se utilizam desse argumento porque o momento é cômodo”. Ele defende mais investimentos ao setor, mas ressalta: não é estrutura precária que faz com que regiões do Brasil tenham poucos médicos, mas sim o número insuficiente de profissionais. Nesse contexto, afirma ele, o Ato Médico é um projeto "inviável". "A falta de profissionais é um problema básico nessa situação”.

Leia mais aqui:
aprovado-pelo-senado-ato-medico-tera-impacto-no-sus
http://www.crbm1.com.br/ato.asp
ato-medico-aprovado-a-vergonha-para-os-medicos-eticos
Conselho Federal de Psicologia quer veto da Dilma.no.ato.médico