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quarta-feira, 10 de junho de 2015

Festa do Rosário de Minas Novas começa com Lavação da Igeja na Quinta-feira do Angu

Maior festa religiosa da região começa nesta quinta-feira, 11.06, com a Lavação da Igreja, indo até 25 de junho, com a coroação dos novos reis.

O convite formal, registra que nos próximos 14 dias, tem Rei e Rainha, na cidade:

"O Juiz Maior Pe. Júlio Antônio Rocha e a Juíza Maior Maria Natalina de Oliveira Carvalho convidam a todos para vivermos este grande momento de fé e de confraternização".

Clique no cartaz para ampliá-lo
Minas Novas, cidade em festa permanente, no Vale do Jequitinhonha, nordeste de Minas, acorda nesta quinta-feira, 11.06, ao som de muitos foguetes, alegria e fé, fazendo romaria. 

Muitos fiéis de Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos de Minas Novas descem a ladeira da rua Boa Vista, que une a Igreja do Rosário até o Rio Fanado, em uma caminhada de cerca de 500 m, com potes e latas na cabeça, para  buscar água para a Lavação da Igreja.

Reza a fé que o local de pegar a água deve ser o mesmo em que foi encontrada a imagem da santa por garimpeiros negros, no século XVIII. Há cerca de 300 anos, esta tradição religiosa que mistura rituais do catolicismo popular com manifestações religiosas africanas resiste aos tempos de falsa prosperidade.
José Pinheiro, Rei do Rosário de 2011, com o pote de água para a lavação da igreja, na Quinta-feira do Angu.

Muita gente não dorme, esperando a hora. 

E quem dorme bota o despertador pra tocar às 3:30 h. A lavação começa 'as 4. 

Todo ano, neste ato de fé, um mutirão de mais de 300 pessoas carrega vassouras, fé, sabão, água e paixão. São adultos, idosos, jovens, crianças. Tudo pela santa do Rosário.

E não faltam cantos, dança e tambor.

Depois da Lavação da Igreja, é servido um delicioso Angu, quentinho. Por isso, essa movimentação toda na abertura da Festa do Rosário é conhecida como  Quinta-feira do Angu.

É o início da Festa que vai até o dia 25 de junho.
Movimento de fiéis na  Quinta-feira do Angu da Igreja do Rosário de Minas Novas.

Confira a programação oficial da Festa do Rosário dos Homens Pretos de Minas Novas 2015, divulgada pela Irmandade do Rosário:

11 de Junho de 2015
04h00min – Quinta - feira do Angu
(Lavação da Igreja)

15 de Junho
12:00 horas – Meio dia festivo

15 a 23 de Junho
19:00 horas – Novenas, com participação dos Corais: Agnus Day, Agape, São José, Arautos da Paz, Santa Cecília e Kairo’s.
Leilões e Barraquinhas


20 de Junho
20:00 horas – Leilão de Bezerro

23 a 25 de Junho
Comidas Típicas e Feira de Artesanato (Secretaria de Cultura e Assistência Social)

23 de Junho – Buscada da Santa e Dia do Mastro
09h30min – Buscada da Imagem de Nossa Senhora do Rosário do Rio Fanado até a Igreja do Rosário. Logo após, meio-dia festivo.

Participação Especial: Congado de São Benedito, Tambozeiros do Rosário, Tambozeiros Rei Tiago, Grupos de Santiago, Bemposta e banda de Música de Minas Novas e Veredinha.

19h00min – Ultima Novena, logo após levantamento do Mastro
com Show Pirotécnico.
Último Leilão – responsáveis: Minasnovenses Ausentes
23h00min Show Artístico

24 de Junho – Cortejo
08h30min – Cortejo Real, com participação da banda de Música de Minas Novas e Grupos Folclóricos locais e visitantes.
10h00min – Missa Solene da Festa.
16h00min – Shows com artistas locais.
18h30min – Procissão, logo após coroação.
20h00min – Apresentação do Coral Pequenos Pássaros da E.M. Gabriela Leite Araújo.
21h00min – Show Artístico

25 de Junho – Dia da Posse
08h00min – Transição e abertura do Cofre para recolhimento dos anuários.
16h00min – Show Prata da Casa
19h00min – Missa Campal e Posse dos Novos reis para 2016: 

Éden Leonardo Costa Camargos Sena e Petrina Macedo Figueiredo.

sábado, 27 de dezembro de 2014

Arte do Vale Jequitinhonha é exposta no Horto em Belo Horizonte

As peças, das mais variadas formas, tamanhos e cores, fazem parte da coleção do Museu de História Natural

Foto: arquivoArte do Vale Jequitinhonha é exposta no Horto em Belo Horizonte
as peças trazem assinatura de importantes nomes da região, como Ulisses Pereira Chaves, Ana Rodrigues e a Família Batista.





Belo Horizonte passou a hospedar, no início da semana, uma mostra peculiar de obras em cerâmica: 39 moringas do Vale do Jequitinhonha criadas a partir da década de 1970 e que trazem assinatura de importantes nomes da região, como Ulisses Pereira Chaves, Ana Rodrigues e a Família Batista.

“É a primeira vez que a cidade recebe uma mostra como essa. Uma oportunidade rara para conhecer a arte do Jequitinhonha”, destaca a museóloga Cláudia Cardoso, responsável pela curadoria da exposição.

A mostra,  ocupa por tempo indeterminado o Museu de História Natural e Jardim Botânico da UFMG.

As peças, das mais variadas formas, tamanhos e cores, fazem parte da coleção do museu, que atualmente conta com mais de 500 objetos, entre jarros, xícaras, bacias, bules e peças de casamento.

As moringas, segundo a curadora, pertencem a uma fase de produção que ainda trazem a ingenuidade característica das comunidades não afetadas pela modernidade e pelas encomendas por atacado. “Elas eram produzidas inicialmente para manter a água fresca. Só mais tarde, as peças ganharam caráter decorativo e de obras de arte”, explica.

Ainda segundo a curadora, as peças ilustram o domínio da técnica indígena ressaltando o caráter peculiar do ofício – ao mesmo tempo que alerta para a necessidade de preservação deste patrimônio.

A exposição Moringas do Vale do Jequitinhonha: memória preservada. A exposição ficará em cartaz por tempo indeterminado.

Dentre os vários segmentos patrimoniais do Museu, destaca-se o acervo de Arte Popular constituído por aproximadamente 820 objetos, onde se inclui os Presépios do Pipiripau e Pipiripin e a importante coleção do Vale do Jequitinhonha, composta de 200 peças cerâmicas utilitárias e decorativas, datadas de meados da década de 1970 (século XX) e assinadas por diversos artistas da região.

Nesta mostra, composta por 39 peças, optou-se por um eixo curatorial que privilegia as moringas, uma das formas tradicionais mais representadas na produção utilitária do Vale. A maioria das peças se origina da cidade de Caraí. Destacam-se duas moringas trípodes, uma antropomorfa e outra zoomorfa, do reconhecido artista popular Ulisses Pereira Chaves, sendo que uma delas foi restaurada recentemente. A exposição é uma oportunidade, também, para conhecer as moringas-bonecas atribuídas a Joana Gomes dos Santos, mãe da consagrada Noemisa Batista, e a Ana Rodrigues, irmã de Ulisses Pereira.

Algumas peças guardam particularidades citadas por Cecília Meireles, em seu livro As Artes Plásticas no Brasil – Artes Populares: “são dignas de nota as garrafas de barro encontradas em alguns lugares de Minas; as moringas em forma de galinha com a crista e a barba pintadas de vermelho e as penas de asas e da cauda em riscas pretas e brancas de diferentes regiões desse mesmo Estado”.

As moringas desta exposição são de uma fase de produção em que ainda trazem a ingenuidade característica das comunidades não afetadas pela modernidade e pelas encomendas por atacado. As peças ilustram o domínio da técnica indígena do “levante”, sem o uso do torno. Pretende-se, assim, ressaltar o caráter único e peculiar deste ofício, ao mesmo tempo em que alerta para a necessidade do trabalho de conservação e preservação deste patrimônio.

Museu de História Natural e Jardim Botânico da UFMG 
Rua Gustavo da Silveira, 1.035, Santa Inês. 
Terça a sexta, das 9h às 16h. Sábados domingo, de 10h às 17h. 
Entrada R$ 4. Gratuito para menores de 5 anos e maiores de 65. 
A visita é gratuita.

O telefone de contato é o (31) 3409-7650.

Assessoria de imprensa do Museu de História Natural e Jardim Botânico da UFMG
(31) 3409-7607

Fonte:Hoje em Dia.

domingo, 16 de fevereiro de 2014

Morre Canjira, o homem que criou o Museu de Arte e Cultura de Itaobim

Lideranças políticas e culturais da região compareceram ao seu sepultamento, no domingo (09.02). 

Foto: arquivo Morre Canjira, o homem que criou o Museu de Arte e Cultura de Itaobim

Mestre Canjira e o seu Museu, instalado na entrada da cidade de Itaobim,às margens da Rio-Bahia.
 
Foi sepultado no domingo(09.02) em Itaobim, no Vale do Jequitinhonha (MG) o corpo de Brasiliano Pereira Reis ou Canjira,  como gostava de ser chamado, um autodidata, considerado o melhor empalhador de animais do Brasil.

Natural de Cachoeira de São Félix, na Bahia, ele morreu aos 88 anos.


Ele  transformou a sala de sua residência  em um Museu de Arte e Cultura ou “Museu Canjira”,  como é popularmente conhecido na região e na cidade de Itaobim onde esta instalado.

Os animais e aves mortos em acidentes,  foram doados por motoristas e Policiais Florestais. Eles eram empalhados pelo mestre Canjira e depois colocados em exposição.

Além dos animais, há ainda  no " museu", antiguidades como telefones, máquinas de escrever e  de costura, coleção de notas e moedas, relógios, granada antiaérea e muitas outras peças.

“Quando  fizemos o inventário das peças do museu para o Departamento de Patrimônio Cultural da cidade Itaobim, foi notário perceber como tudo aquilo se interagia com ele.

O zelo por cada peça, e a preocupação  para que o museu continuasse  a ser um exemplo para as futuras gerações estavam   sempre presentes com o Canjira", lembra o historiador Jô Pinto.

. O lugar sempre foi visitado por estudantes, turistas, jornalistas e moradores de Itaobim.
 
  “Os anjos, arcanjos, orixás e caboclos vieram buscar este artista da arte da taxidermia para junto do Pai Celestial , deixando o Vale do Jequitinhonha com um profunda perda. O Mestre Canjira foi é será um dessas  pessoas raras que deixa de uma forma simples e através da arte,  um ensinamento de vida para todos nós”, escreveu Jô Pinto,  professor, historiador  e escritor da cidade vizinha de Itinga, também no Médio Jequitinhonha, nordeste de Minas.

Lideranças políticas e culturais da região compareceram ao sepultamento.

Fonte: Gazeta de Araçuaí

quarta-feira, 5 de junho de 2013

FESTA NO INTERIOR: A animação popular com o fogo das festas juninas

Culto do fogo 
A história das fogueiras nas festas juninasO culto do fogo ocupa um lugar de destaque nas religiões dos povos indo-europeus. O sol e as chamas celestes eram considerados manifestações do fogo divinizado. Os gregos honravam o fogo sob as feições da deusa Hestia e do deus Hefaisto.

Os romanos dedicavam o seu culto a Vesta e Vulcano. Entre os judeus, o fogo era conservado com grande cuidado, porque, segundo a tradição, tinha sido aceso miraculosamente. As igrejas católica romana e ortodoxa grega rodeiam o fogo de cerimônias particulares. Ele aparece ainda nas velas e no turíbulo. Nas festas juninas, festas de três santos católicos (São João, Santo Antônio e São Pedro), como sempre acontece com as tradições populares, houve uma aculturação. Em Portugal, como em outros países, as festas de São João coincidiam com o solstício de verão quando eram realizados os cultos agrícolas. E as comemorações católicas se adaptaram a estas festas pagãs.

Portugal mantém o costume de acender fogueira, dançar em volta ao fogo, saltar sobre as chamas, dando vazão a justos sentimentos de júbilo.

Foi fácil a adaptação de tais costumes no Brasil porque os índios ficaram seduzidos com os folguedos. Da mesma forma que aceitaram de bom grado as “capelas”. Estas capelas podem ser comparadas aos banhos sagrados no Ganges na lua cheia de novembro, aos banhos de purificação dos povos gregos e romanos. É formada por grupos de foliões que, ornados de folhagens na noite de São João vão se banhar no rio cantando: “Meu São João, eu vou me lavar, as minhas mazelas no rio deixar. Capelinha de melão é de São João, é de cravos, é de rosas, é de manjericão”.

As fogueiras fazem parte das tradições juninas, iluminando e aquecendo as noites frias do mês de junho. Cada santo, porém, tem a sua fogueira especial: na de Santo Antônio, a fogueira deve ter a base quadrada, conhecida também como chiqueirinho. Na de São João, a base deve ser redonda, o que dá à fogueira um formato cônico. Na de São Pedro a base deve ser triangular.


Fonte: Wikipedia e outras

sábado, 29 de dezembro de 2012

Folias de Reis em São Julião: Pereira da Viola e familiares mostram folias e cantos natalinos


Globo Rural deste domingo, 30.12, acompanha a Folia de Reis numa comunidade quilombola de Minas

A tradição das festas natalinas é mantida no povoado São Julião, no Vale do Mucuri, município de Teófilo Otoni, no nordeste de Minas.
A folia só entra em casas que tem presépio feito pela própria família usando recursos da própria região.
Um dos integrantes desta Folia é o violeiro,cantor e compositor Pereira da Viola.
Seus familiares vivem nesta comunidade quilombola. Todos os anos, eles e seus vizinhos saem em cantoria pelas estradas e casas para reverenciar e festejar o nascimento do Menino Jesus.
Veja na TV Globo, neste domingo, 30.12, às 8 horas de manhã;

domingo, 24 de junho de 2012

Minas Novas canta e dança a fé no Rosário.

Tamborzeiro, vamo simbora! Pro Rosário, vamo simbora!
Viva Nossa Senhora do Rosário! Viva! 
Saúda o povo a Nossa Senhora dos Homens Pretos

 
 

Minas Novas vive as festas dos pretos do Jequitinhonha
As festas dos Homens Negros de Nossa Senhora do Rosário são tradições em todo o Vale do Jequitinhonha, nordeste de Minas. 

 Deste mês de junho até outubro tem festa religiosa e profana em muitas cidades, principalmente naquelas que viveram o ciclo do ouro, no século XVIII. Umas são mais famosas como as de Minas Novas, Chapada do Norte e Serro. Juntam-se a elas Francisco Badaró, Araçuaí e Virgem da Lapa. Berilo tinha uma festa belíssima, mas acabou. Porém, o povo tem revivido sua fé e transformando-a na festa mais popular do lugar. A Igreja foi “tombada” literalmente, e a festa tinha ido com ela. 

Coincidentemente, são estas cidades com maior população negra. Juntas elas possuem 75 comunidades quilombolas, das 105 de toda a região e 420 de Minas.

Na época da escravidão, as festas de Nossa Senhora do Rosário e de São Benedito, eram chamadas de “Festas dos Negros”. Posteriormente, os brancos que foram perdendo seu poder econômico começaram a se infiltrar e a participar das festividades em homenagem a esses santos, tirando-lhes a conotação inicial. Foram organizadas desde o tempo da mineração do ouro quando também se deu o surgimento das Irmandades de Nossa Senhora do Rosário dos Negros.
"Esta dança aqui é de preto só, se branco entrar cai no cipó!", cantavam os congadeiros. Depois que os brancos se tornaram companheiros de luta e fé, mudou o verso para ..." se branco entrar fica mió!"

Durante o seu ciclo, acontece o chamado Reinado, que a cada ano é conduzido por um Rei e uma Rainha dos Rosários, eleitos no ano anterior, e sua corte. Nesta, as guardas estão representadas nos diversos folguedos que saem em cortejo pelas ruas da cidade. Estes grupos se apresentam distinguindo-se um dos outros pelas coreografias, indumentárias e pela música que executam durante o bailado. 
O ciclo se desenvolve conforme a característica local e a figura do festeiro são importantes para a organização das manifestações culturais. Estas ainda são acrescidas por espetáculos pirotécnicos, levantamento de mastros com a bandeira de Nossa Senhora, ornamentação, culinária típica, música, dança e diversas apresentações dos folguedos. Destacam-se a Congada, Caiapós, Tapuiadas, Tamboril, Guardas do Congo, Guardas de Caboclo, Guerra de Mouros e Cristãos, e outros grupos característicos de cada região.
É o maior teatro popular em praça pública de toda a região.
Senhora do Rosário, padroeira de Minas Novas
Minas Novas, no Alto Jequitinhonha, é a primeira cidade a organizar os seus festejos. Começou na Quinta-feira do Angu, com a lavagem da Igreja do Rosário.
Terão várias atividades até o dia 25 de junho. 

24 de junho – 5 h – Alvorada Festiva pelas ruas;
8 h – Cortejo da Guarda de Honra para conduzir os reis velhos para assistirem à santa missa; 10 h - Missa Solene, cantada em latim, pelo Coral Imperial da Irmandade do Rosário; 11 h – Inicio do Reinado, com o cortejo imperial pelas ruas; 13 h - Banquete popular; 14 h - Procissão;
16 h - Bênçãos do ângelus e coroação dos novos reis .

25 de junho - Dia de Nossa Senhora do Rosário
Cortejo dos Reis para cerimônia de coletas ; parada marcial para a busca do cofre; abertura do cofre e conferência do tesouro; coleta dos anuários esmolas.
"Sinhô Rei, sinhora rainha,
guarda pra mim,
o sobrecu da galinha".
Os tamborzeiros dançam e cantam alegremente, jogando versos, diversos, anversos, transversos.

Leia abaixo, um texto de um pesquisador de Ouro Preto:
“Além do reinado, cujo cortejo é uma atração à parte, a festa em Minas Novas apresenta duas características que a distinguem das outras: a busca da imagem no rio Fanado, que banha a cidade, e o traslado do cofre, no qual se depositam as contribuições anuais dos irmãos e irmãs do Rosário.
A primeira solenidade dos três dias finais da festa que, na verdade, têm início com a lavagem da igreja e prossegue no dia 15 com o início da novena, é o traslado da imagem de Nossa Senhora do Rosário. Atrás dos reis do Rosário toda a comunidade se dirige ao Rio Fanado. A comitiva da festa, acompanhado dos grupos religiosos, de danças e cantos ligados às tradições da festa, atravessa o rio em busca da imagem que se encontra do outro lado, numa pedra. A imagem vem nos braços da comitiva e é entregue ao Padre, que a aguarda à margem direita do rio Fanado. Este profere uma prédica ao público e transfere a imagem ao povo que, daí em diante, a conduzirá à sua igreja. Praticamente todos os participantes fazem questão de carregá-la, nem que seja por alguns segundos.
O antigo e pesado cofre, em poder do tesoureiro da Irmandade de Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos de Minas Novas, é trasladado para igreja no último dia da festa da mesma forma: carregado pelo povo, na cabeça. Na igreja, o cofre é aberto para se conferir o depósito e receber a contribuição dos irmãos.
No dia 24, dia do Reinado, após a missa solene, rei e rainha do Rosário procedem farta distribuição de doces e quitandas ao público. Primeiramente, duas mesas improvisadas com cerca de 5 a 10 metros de comprimento são postas com doces de diversos tipos, uma na frente da casa do rei e outra na casa da rainha. Vários pratinhos de cerâmica, guarnecidos por colherinhas de pau, mais outro tanto de vasos da mesma cerâmica com cerca de 10 a 15 quilos de doce, cada um, aguardam o momento da "corrida ao doce". À entrada da comitiva na casa é dado o sinal e, os mais espertos ultrapassam a corda de isolamento e pegam o que podem. Num piscar de olhos, todo o material desaparece da mesa. É o único momento em que se vê atropelo. Depois disso inicia-se a distribuição dos doces ao público.
Não há filas e também não há confusão ou briga. Muitos braços se erguem ao alto para receber um potinho com doces, mas a mão que o alcança é respeitada. Ninguém avança sobre quem o apanha. Todos recebem sua porção de doce e muitos voltam para receber mais. Só na casa da rainha da festa cerca de 3 mil quilos de doces são feitos para distribuir.
A polícia nem é vista nas ruas. Não há necessidade. Não há brigas nem bêbados a perturbar o andamento da festa. Também não há o comércio ambulante que fareja festas. As ruas se mantêm limpas e ninguém vê o serviço de limpeza pública. Meia hora depois da distribuição de doces, passamos nos locais e tudo estava limpo, como se nada tivesse acontecido.
Como muitas outras cidades do Jequitinhonha, Minas Novas é uma cidade pobre economicamente, porém com muito a ensinar a comunidades mais privilegiadas, como Ouro Preto, por exemplo.
Como os provedores da festa em Minas Minas Novas ressaltam em folheto explicativo sobre as tradições, foi em Ouro Preto que surgiu o reinado do Rosário pela iniciativa do negro forro Chico Rei. Entretanto, no município de Ouro Preto quase nada mais há sobre as antigas tradições.
Perdeu-se quase tudo e o restante está sendo enterrado agora por obra e graça de alguns padres avessos à cultura”.
Alguns padres, de mentalidade colonizadora e racista, se negam a celebrar as missas congas e combatem a festa dos negros como uma forma de destruir sua cultura, sua referência histórica e seus símbolos de identidade como pessoas, como povo e como raça.

Leia mais sobre a Festa do Rosário de Minas Novas, de 2011:


Festa do Rosário de Minas Novas - 2008


sábado, 9 de junho de 2012

30º Festivale abre inscrições pra Festival de Música e Noite Literária


Inscrições vão até o dia 9 de julho. 

Festivale acontecerá do dia 22 a 28 de julho, em Itaobim

O 30º Festivale - Festival de Cultura Popular do Vale do Jequitinhonha a se realizar em Itaobim, no Médio Jequitinhonha, nordeste de Minas, abriu inscrições para os candidatos a participarem da Noite Literária e do Festival de Música.
O prazo das inscrições vai até o dia 9 de julho. Poderão ser feitas pelo site da FECAJE - Federação de Entidades Artísticas e Culturais do Vale do Jequitinhonha, responsável pela organização do evento. 
O endereço eletrônico é www.fecaje.org.br .

Regulamento Noite Literária e Festival de Música do 30º Festivale em Itaobim. 
Interessados em participar do Festival Música e da Noite Literária podem baixar os regulamentos e enviar suas propostas.


As inscrições (Festival de Música e Noite Literária) vão até o 09/07/2011.


O download pode ser feito clicando www.fecaje.org.br

Outras informações podem ser obtidas através do
ou pelos telefones:
(33) 3734-2292 (Departamento de Cultura de Itaobim),
(33) 84147118 / 88932949 Mauro Chaves
(33) 9931-5510 / 033 8403-0594 Reinaldo

domingo, 6 de maio de 2012

Começa a Cantoria de Cultura Popular na Virgem da Lapa



PROGRAMAÇÃO 
Segunda  Feira dia 07/05/2012 –                                                                                                                           
                                          9:00 hrs – Inicio das Oficinas
·         Dança de Salão para melhor Idade
·         Dança de Salão para Jovens
·         Percussão para grupo de tambores.
·         Medicina Complementar ou medicina Alternativa
·         Canto/ Técnica Vocal -  Corais e outros –
·          Brincadeiras para crianças de 6 a 12 anos- Arte Circense                                            
                                           12:00 horas – Almoço
                                           14:00 horas – Retorno para Oficinas
                                           18:00 Horas – Jantar
                                           20:00 a 23 :00 horas – Roda de Violas na Praça da Matriz ( Artistas, grupos Locais   e convidados ) Grupo de Karatê, Grupo de Capoeira, Dança Afro, Tamborzeiros do Rosário, Grupo de Dança de Rua etc.
Terça  Feira dia 08/05/2012 –                                                                                                              
                                            8:00 horas- Continuidade das Oficinas
·         Dança de Salão para melhor Idade
·         Dança de Salão par Jovens
·         Percussão para grupo de tambores
·         Medicina Complementar ou medicina Alternativa - aberta
·         Canto/ Técnica Vocal -  Corais e outros
·         Brincadeiras para crianças de 6 a 12 anos – Arte Circense
                                           12:00 horas – Almoço
                                           14:00 horas – Retorno para Oficinas
                                           18:00 Horas – Jantar
                                           20:00 a 23:00 horas – Roda de Violas na Praça da Matriz ( Artistas, grupos  Locais   e convidados ) Grupo de Karatê, Grupo de Capoeira, dança Afro, Tamborzeiros do Rosário, Grupo de Dança de Rua etc.

Quarta Feira dia 09/05/2012.
                                           8:00 horas- Continuidade das Oficinas
·         Dança de Salão para melhor Idade
·         Dança de Salão par Jovens
·         Percussão para grupo de tambores
·         Medicina Complementar ou medicina alternativa- Aberta
·         Canto/ Técnica Vocal -  Corais e outros
·         Brincadeiras para crianças de 6 a 12 anos- arte circense
                                           12:00 horas – Almoço
                                           14:00 horas – Retorno para Oficinas
                                           18:00 horas – Jantar
                                           20:00 horas – Roda de Violas na Praça da Matriz ( Artistas, grupos Locais   e convidados ) Grupo de Karatê, Grupo de Capoeira, dança Afro, Tamborzeiros do Rosário, Grupo de Dança de Rua etc.
Quinta Feira dia 10/05/2012 -                                                                                                                              
                                           8:00 horas- Continuidade das Oficinas
                                           12:00 horas – Almoço
                                           14:00 horas – Retorno para Oficinas
                                           18:00 horas – Jantar
                                           19:30 horas - Abertura das Exposições:  Artes plásticas, fotografias e objetos –  Salão Júlio Gamboa  ( Marina jardim,  Cleisom,  Emater,  Aprisco,  Sec. Social,  Sec. de Cultura, Irmandade de Nossa Senhora do Rosário) Coquetel seguido de Recital Poético e contos de histórias.
                                           21:00 a 23:00 horas - Roda de Violas na Praça da matriz ( Artistas, grupos  Locais  e convidados ) Grupo de Karatê, Grupo de Capoeira, dança Afro, Tamborzeiros do Rosário, Grupo de Dança de Rua etc.
Sexta Feira dia 11/05/2012 –                                                                                                                                         
                                            8:00 horas continuidade das Oficinas
                                             9:00 horas - Continuidade das exposições de artes plásticas, fotografias e objetos – Salão Julio Gamboa
                                             9:30 horas – Abertura da Feira de Economia Solidária e Feira Artesanatos  (SETE )   (FECAJE  )                                                                                                                                      
                                             12:00 horas – Almoço
                                             14:00 horas – Retorno para Oficinas     
                                            
 14:00 horas – Passagem de Som no Palco
                                              18:00 horas – Jantar
18:30   horas – Palestra sobre  CULTURA POPULAR E EDUCAÇÃO  na escola. (LOCAL _  Sede do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Virgem da Lapa )
                                              19:30 horas – Apresentação de Grupos Folclóricos  - Locais
                                              21:00 horas – Show Musical com Basti de Matos
                                              22:00 horas – Show Musicai – Saldanha Rolim e Banda
                                              00:00 horas -  Show Musical Forró a Confirmar ?

Sábado  12/05/2012 -                                                                                                                                                      
                                          8:00 horas continuidade das Oficinas
                                          8:30 hora - Continuidade das exposições de artes plásticas, fotografias e objetos – Salão Júlio Gamboa
                                          9:00 horas – Continuidade  da Feira de Economia Solidária e Feira Artesanatos  (SETE ) ( FECAJE )
                                          12:00 horas – Almoço
                                          14:00 horas – Retorno com encerramento das oficinas
                                          14:00 horas – Passagem de Som no Palco
                                          18:00 horas – Jantar
                                          19:00 horas – Apresentação de Grupos Folclóricos diversos saindo do Alto São Vicente, Bairro Bela Vista, Bairro Novo Horizonte e Ponte até a praça da Cantoria -
                                          19:30 – leilão beneficente da Irmandade do Rosário ( APRISCO)
                                           20:30 horas – Apresentação da oficina de Percussão e Técnica Vocal.
                                           21:00 horas – Apresentação do Coral Bentivi
                                           22:00 horas – Show Musicai Com Zé Miguel do Amapá e Banda
                                            00:00 horas – Show Musical com Pereira da Viola e Banda
Domingo dia 13/05/2012 -                                                                                                             
                                           8:00 horas – Continuidade  da Feira de Economia Solidária e Feira Artesanatos  (SETE )( FECAJE)        
                                           9:00 horas – Continuidade das exposições de Artes, Fotos e
Objetos -  Salão Júlio Gamboa
                                           9:30 horas – Apresentação de grupos diversos / Folclóricos, Capoeira, Dança, Karatê etc. 
                                           12:00 horas – Almoço
                                           14:00 horas – Passagem de Som no Palco
                                           18:00 horas – Jantar
                                           20:00 horas – Homenagem às mães
                                           21:00  horas – Show Musical com Lucinho Cruz  e Banda             
                                          22: 30 horas – Show Musical com Lima Junior  
 
                                             
Inscrições para oficinas na Secretaria Municipal de Cultura
Prédio da Prefeitura com Itamar ou Gilmar

OUTRAS INFORMAÇÕES:
33 - 88042969 - Itamar