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domingo, 26 de abril de 2020

Haddad: Bolsonaro e Moro são indignos dos cargos que ocupam

Em artigo na Folha de S. Paulo, o ex-prefeito de São Paulo avalia que as acusações mútuas feitas pelo presidente e o ex-ministro da Justiça são ‘gravíssimas’. ” O homem que ganhou salário de juiz por mais de vinte anos, não raro acima do teto constitucional, negociou uma pensão não prevista em lei. Quem pagaria? Como foi acertado esse arranjo?”, questiona.

 25/04/2020 11h43

Ricardo Stuckert

Haddad: "Bolsonaro acusou seu ministro de concordar com a troca do diretor-geral apenas depois de ele, Moro, ser indicado para uma vaga no STF"
As acusações mútuas que se fizeram Moro e Bolsonaro são gravíssimas. Moro acusou o chefe de querer interferir politicamente nas investigações da PF. Bolsonaro acusou seu ministro de concordar com a troca do diretor-geral apenas depois de ele, Moro, ser indicado para uma vaga no STF. Como se vê, tudo muito “republicano”.
Chama a atenção, entretanto, aquilo que eles admitiram de si mesmos. Moro negociou sua ida para o ministério em troca de uma pensão para a família caso viesse a faltar. O homem que ganhou salário de juiz por mais de vinte anos, não raro acima do teto constitucional, negociou uma pensão não prevista em lei. Quem pagaria? Como foi acertado esse arranjo? E os demais brasileiros que arriscam a vida diariamente?
Bolsonaro, por sua vez, disse que, de fato, queria nomear um diretor-geral com quem ele pudesse interagir diretamente. Assumiu também que determinou a substituição do superintendente da PF no Rio de Janeiro, cidade em que atos suspeitos de seus filhos estão sendo investigados.
Em 2007, a PF deflagrou uma operação que tinha como alvo o irmão do presidente Lula, conhecido por Vavá. Tarso Genro, então ministro da Justiça, informou o presidente 11 horas antes da operação. Segundo relato do ministro, Lula teria dito que, se a operação respeitasse as formalidades legais, nada teria a dizer.
A operação ocorreu com estardalhaço, sem que o irmão tivesse conhecimento. Mais tarde, Vavá teria perguntado a Lula se ele tinha sido informado previamente da operação, ao que ele respondeu: “Quem foi informado foi o presidente da República, não seu irmão”. Vavá faleceu sem que nada se provasse contra ele. Lula foi impedido de ir ao seu enterro.
Bolsonaro jamais entenderá a autonomia da PF, reclamada por Moro. Mas o próprio Moro, bem entendido, tampouco se preocupa em preservá-la. A troca de favores que teria sugerido ao presidente lembra mais uma disputa por poder do que uma visão de Estado. Uma vez no STF, a autonomia da PF não seria mais da sua conta.
Novamente, Moro deixou a admiração aos governos do PT nessa seara. Já na absurda sentença condenatória que tirou Lula da disputa presidencial que liderava, pavimentando a vitória daquele a quem serviria, ele declara que Lula foi o presidente que, como poucos, fortaleceu as instituições de combate à corrupção. Ontem, repetiu-se: os governos do PT garantiram a autonomia da PF, sem o que a Lava Jato não se realizaria.
O que Moro demora a conceder é que quem deu autonomia à PF o fez porque nada temia, e nem imaginava que instituições da República se deixassem instrumentalizar contra quem as fortaleceu.
Nem Bolsonaro nem Moro são dignos dos cargos que ocupam. Fora.
Artigo publicado originalmente na Folha de S.Paulo, em 25 de abril de 2020.

sexta-feira, 17 de novembro de 2017

Criminalidade em Pedra Azul será debatida na Assembléia Legislativa

Segurança Pública terá audiência na quarta (22.11), para averiguar 

denúncias de crimes como homicídios, estupros e roubos

Foto: arquivoCriminalidade em Pedra Azul será debatida em comissão
Vista parcial de Pedra Azul
Com o objetivo de discutir e buscar soluções para problemas relacionados à segurança pública no município de Pedra Azul (Vale do Jequitinhonha), a Comissão de Segurança Pública da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) realiza reunião. A audiência pública será nesta quarta-feira (22/11/17), às 14h30, no Plenarinho I. 
O evento foi motivado pela gravidade dos relatos do vereador e do ex-prefeito de Pedra Azul, Cícero Magno Mendes e Ricardo Mendes Pinto, respectivamente. 
Os dois informaram a ocorrência de crimes como homicídios, estupros e tráfico de drogas, além de furtos e roubos, inclusive de cargas na cidade. Segundo eles, a maior parte desses eventos tem relação direta com a proximidade do município com as rodovias MG-251 e MG-116. 
Foram convidados para a reunião representantes das Polícias Militar, Civil, Federal e Rodoviária Federal, além de autoridades dos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário locais, bem como do Ministério Público. 
Fonte: ALMG