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segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Médico mandante do assassinato de ex-prefeito de Berilo tem pena reduzida

Berilo: Pena reduzida para médico mandante do assassinato de ex-prefeito
O médico Luiz Nogueira terá pena de 15 anos e 02 meses de reclusão

Médico Luiz Nogueira, ao lado do seu advogado, no júri da sua condenação, em fevereiro de 2011

A 3ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais, sob a Presidência do Desembargador PAULO CÉZAR DIAS, reduziu a pena do Dr. Luiz Antônio Nogueira, acusado de ser o mandante do assassinato do ex-prefeito de Berilo, do Médio Jequitinhonha, nordeste de Minas, Cláudio Waldete Coelho Santos, o popular Ioiô, para 15 anos e 02 meses de reclusão, mantido o regime inicialmente fechado para o seu cumprimento.

A decisão da redução de pena já era esperada por especialistas jurídicos da região, haja vista que era consenso entre estes que a pena inicial de 20 anos e 06 meses foi considerada “pesada”, apesar do alto clamor popular, principalmente da população de Berilo, que esperava por uma pena ainda maior.

O relator do processo Desembargador Paulo Cézar Dias entendeu que a fixação da pena-base em 17 anos e 06 meses de reclusão restou fixada com exacerbação, sem que o Magistrado Sentenciante apresentasse justificativas plausíveis para a concretização da mesma, vez que, à exceção da intensa culpabilidade do réu, ao arquitetar e encomendar o assassinato da vítima, as demais circunstâncias judiciais ou são favoráveis ao acusado, ou são próprias do delito de homicídio qualificado. Ademais, trata-se de réu primário e sem antecedentes criminais, razão pela qual deve a pena-base ser fixada próxima ao mínimo legal. O Desembargador entendeu mais adequada aos fins a que se destina a fixação da pena-base em 13 anos de reclusão.

Na segunda fase da dosimetria, Paulo Cezar majorou a pena-base na fração de 1/6, atingindo, assim, a pena de 15 (quinze) anos e 02 (dois) meses de reclusão.
Entendendo estar ausentes causas de aumento e diminuição, o mesmo definiu a pena do acusado em 15 anos e 02 meses de reclusão, mantido o regime inicialmente fechado para o seu cumprimento.

Votaram, ainda, de acordo, os Desembargadores ANTÔNIO ARMANDO DOS ANJOS e FORTUNA GRION.
Entenda o caso:A Justiça condenou o médico Luiz Antônio Nogueira, a 20 anos e 6 meses de prisão, a ser cumprida inicialmente em regime fechado, pelo assassinato do ex-prefeito de Berilo, Cláudio Waldete Coelho Santos (o popular Ioiô), morto em junho de 2008. O médico seria o mandante do crime que teria sido motivado por vingança. Promotor de Justiça Bernardo Jeha, quando da realização do Tribunal do Júri, em 04.02.2011
O promotor de Justiça Bernardo de Moura Lima Paiva Jeha sustentou a acusação perante o Tribunal do Júri, que acolheu a tese apresentada pelo Ministério Público de crime praticado por motivo torpe. Os argumentos da defesa foram negados.

De acordo com a denúncia, Luiz Antônio Nogueira contratou Roberto da Rocha Gonçalves, o agricultor Gil, para executar a vítima por R$ 15 mil e forneceu ao pistoleiro a arma utilizada no crime, uma espingarda cartucheira. No dia 6 de junho de 2008, o pistoleiro pulou o muro da casa onde Cláudio Santos se encontrava e ficou escondido até que a vítima saiu. O ex-prefeito foi atingido nas costas por dois tiros.

Dois médicos e a mulher dele testemunharam a favor do réu. O homem que teria cometido o crime e já havia sido condenado, prestou depoimento como testemunha de acusação. Em juízo, ele teria confirmado que matou Cláudio Valdete dos Santos, a mando do médico. O crime teria sido motivado por divergências políticas, as quais não foram esclarecidas pelo órgão.

O Juiz Eduardo Rabelo Thebit Dolabela fixou a pena para o médico em 17 anos e seis meses de reclusão, agravada em 2 anos e 11 meses pela autoria intelectual do crime, conforme prevê o Código Penal.
Para ter acesso ao acórdão na íntegra, clique no seguinte link
acórdão.processo.luiz.nogueira Publicado por Bernardo Vieira, no Blog do Jequi

sábado, 5 de fevereiro de 2011

Absolvição por loucura é apelação, diz Promotor de Justiça

“Luiz Nogueira é esquizofrênico paranóico e não tem controle do que faz”
Advogado pede absolvição para mandante de assassinato alegando loucura
Os três advogados de Luiz Mendonça, Hudson Maldonado e seus filhos Denise e João Paulo Maldonado pediram a absolvição do réu, Luiz Antônio Nogueira, alegando que ele era esquizo-paranóide, uma doença em que o portador de sofrimento mental não controla seus atos, tem delírios e não define claramente o real do imaginário.

O Júri aconteceu na última sexta-feira, 04.01, na Comarca de Minas Novas,no Alto Jequitinhonha, nordeste de Minas, quando o médico Luiz Nogueira foi condenado a 20 anos e 6 meses de prisão. Promotor de Justiça, Bernardo de Moura, desmontando os argumentos da defesa e pedindo a condenação

O médico foi acusado de mandante de assassinato do ex-prefeito de Berilo, Cláudio Waldete Souza Coelho, o Ioiô, ocorrido em 6 de junho de 2008. Roberto Gonçalves, o Gil, foi o executor do crime, por tocaia, pelas costas, com um tiro de cartucheira, desferindo 27 projeteis no corpo de Ioiô, que morreu na hora.

Os advogados convocaram dois médicos, colegas de faculdade de Luiz Nogueira, como testemunhas de defesa.

O médico Messias Eustáquio Faria falou do trabalho de cirurgião de Luiz Mendonça e o relacionamento amistoso com todos os colegas. Pouco acrescentou ao processo.
Wilson Santos fez explanações de doenças psiquiátricas, principalmente da esquizofrenia, dizendo ter informações que Luiz Mendonça era portador dessa doença.

Segundo o Promotor de Justiça, Bernardo de Moura, a inclusão de dois médicos de clínica geral como testemunhas, era para contestar o laudo da Psiquiatria Forense, do Instituto Médico Legal, que atestava que Luiz Nogueira sabia o que fazia, não tendo insanidade para ser considerado inimputável, sendo responsável por todos os seus atos.

O laudo psiquiátrico foi atestado por uma psiquiatra e um psicólogo do serviço público credenciados para tal. Não poderia ser contestado por profissionais não especialistas na área.
Advogado Hudson Maldonado dialogando com Luiz Nogueira sobre argumentos para absolvê-lo

O advogado Hudson Maldonado afirmava que Luiz Nogueira é esquizo-paranóide, doença diagnosticada há 12 anos. Ele se negava a se tratar. Porém, estava tomando medicamentos, no momento.
Juntou vários laudos de especialistas renomados e desqualificou o laudo oficial que não favorecia o seu cliente.

Disse claramente: “Luiz Nogueira é um louco, que faz tratamento para controlar sua doença e ter uma vida normal na sociedade”.


O Promotor de Justiça afirmou textualmente: "todos nós estamos carecas de saber que é uma tática rasteira para livrar réu poderoso, rico e famoso que comete crime bárbaro, depois de uma longa vida tida como normal". E alertava aos jurados, de forma simples e direta: "não caiam nessa! É uma manobra ardilosa pensando que vocês são bobos".

Os jurados optaram pela afirmativa do Laudo Psquiátrico oficial que considera Luiz Nogueira consciente dos atos que cometeu.

O QUE É ESQUIZOFRENIA PARANÓIDE
Este é o tipo mais vulgar de esquizofrenia e mais persistente. Os delírios (principalmente de perseguição e grandeza) e as alucinações constituem normalmente os primeiros sintomas. Estes doentes são reservados, desconfiados e hostis.

O paciente que sofre desta condição pode pensar que o mundo inteiro o persegue; ideias delirantes de perseguição e de grandeza acompanhadas de alucinações auditivas são muito frequentes.

Na fase inicial da doença podem conseguir adaptar-se a uma vida normal, mas à medida que a psicose avança torna-se difícil.

Júri histórico condena mandante de assassinato de ex-prefeito

Berilo: Assassinato de ex-prefeito Ioiô
Júri histórico condena mandante do crime e emociona população

O Júri que condenou ontem, 04.02, o mandante do assassinato do ex-prefeito de Berilo, Claúdio Waldete Coelho dos Santos, o Ioiô, foi considerado histórico para o Promotor de Justiça Bernardo de Moura Lima Paiva Jeha, da Comarca de Minas Novas, no Alto Jequitinhonha. E ele tem razão. Sua atuação foi brilhante na argumentação pela condenação a 20 anos e 6 meses de prisão para o médico Luiz Nogueira, mandante do assassinato.

Promotor de Justiça Bernardo de Moura Lma Paiva Jeha

Antes e no início do julgamento havia uma desconfiança do Poder Judiciário. A população de Minas Novas e os berilenses que encheram o Plenário desconfiava de uma punição rigorosa para o médico Luiz Nogueira, tido como rico, poderoso e perigoso.
Além disso, juntava a decepção pela condenação do assassino confesso, Roberto Gonçalves, o Gil, a apenas 14 anos de prisão.
Cartazes foram espalhados pelas calçada do Fórum: "Trinta anos? É pouco!", alertava um que queria mais que a pena máxima, pela barbaridade do crime.
O réu, Luiz Nogueira, acusado como mandante do crime
Os funcionários do Fórum diziam, de manhã, que os advogados da defesa eram gabaritados e criminalistas famosos em BH. E acrescentavam, de forma machista: tem 5 mulheres e apenas 2 homens no Júri. As mulheres são mais fáceis da defesa convencer.
Retruquei: pois é nas mulheres que eu aposto. Elas são mais sensíveis e tem melhor senso de justiça do que os homens. Vai ser pena de prisão de 20 anos ou mais, se o Promotor for esperto.
Plenário cheio, Júri concorrido. Muitos advogados presentes.

O Júri, as Juradas
O Júri foi composto por sorteio. Na lista, 2 jurados de Berilo: Geraldo Ferreira Martuchelli, o Lalado, e Elvis Presley Oliveira, ourives. Nenhum deles foi sorteado.
Jurados Everaldo Lourenço, Nadir Matos e Ana Maria Soares

As mulheres fizeram a maioria do Júri com 5 representantes: duas professoras de Chapada do Norte, Ana Maria de Lourdes Soares e Sônia Mariete Soares. De Minas Novas, mais duas professoras: Maria Aparecida Ferreira dos Santos e Nadir de Matos Oliveira Marques, além da Secretária Elizabeth Aparecida Silva.
Os dois homens são o servidor público Antônio Soares Ferreira, de Minas Novas, e o comerciante de Chapada do Norte, Everaldo Lourenço Fernandes.
Jurados: Sônia Soares, Maria Aparecida Ferreira , Antônio Soares Neto e Elizabet Aparecida Silva.

No início do Júri, o Juiz Eduardo Rabelo Thebit Dolabela proibiu que fossem feitas fotos do réu, atendendo pedido dos seus advogados.
Advogados de Luiz Nogueira, de Belo Horizonte: Hudson Maldonado e seus dois filhos Denise e João Paulo Maldonado

Luiz Nogueira não quis ficar entre os dois soldados da Polícia Militar. Pediu para ficar junto aos seus 3 advogados: Hudson Maldonado Gama e seus dois filhos Denise Maldonado Gama e João Paulo Maldonado Gama.

O Juiz leu o assunto de pauta do Júri: julgamento de Luiz Nogueira como mandante do assassinato de Ioiô, em 6 de junho de 2008.
Foram chamadas as testemunhas de acusação. Primeira a depor, a professora Alaíde Assis Amaral, a Lalá, namorada de Ioiô, chorou ao relatar a forma brutal do assassinato, dentro da sua casa. Disse ter um relacionamento amoroso com a vítima por quase duas décadas, tendo com ele um filho de 18 anos.

Informou que Ioiô teria se desentendido com o médico Luiz Nogueira e estava preocupado. João Tubinha, o João Amaral, ex-prefeito de Berilo, teria mandado recado para ele não mexer com Luiz Nogueira, pois o médico era doido.

Ela disse que Ioiô nunca portou arma de fogo, sendo uma pessoa pacífica.
Relatou que o crime aconteceu, por volta das 22:30 horas, do dia 6 de junho de 2008, no intervalo de um jogo da seleção brasileira com a Argentina.
Quando ouviu um estampido e o grito de Ioiô, correu para o portão de entrada da casa e viu seu namorado deitado de bruços com sangue, já agonizando, sem conseguir falar. Botou-o no colo. Gritou por socorro. Os vizinhos o levaram para o Hospital.

Acrescentou que, no primeiro semestre de 2008, amigos alertaram Ioiô para não andar sozinho quando fosse a comunidades rurais, pois ele seria candidato a prefeito no final do ano. Havia conversas de gente querendo pegá-lo.

Mais tarde, foi também para o Hospital quando recebeu a confirmação que Ioiô havia morrido.
A segunda testemunha, Neumar Capistrano de Sousa, cunhado de Ioiô, reafirmou o recado de João Tubinha para Ioiô ter cuidado com Luiz Nogueira, em dezembro de 2007.

Gil não quis acareação com Luiz Nogueira
A testemunha que detalhou toda a trama do assassinato foi o réu confesso Roberto Gonçalves, o Gil.
Antes de ser chamado, Gil pediu ao Promotor de Justiça para falar sem a presença de Luiz Nogueira. Tinha medo dele.

Revista com detector de metal na entrada do Fórum

Os advogados do médico protestaram, mas o Juiz ordenou que Luiz saísse para não prejudicar o depoimento do Gil.
Ladeado por dois soldados, Gil entrou, passando pelo Plenário.

Ele informou que trabalhou para Luiz Nogueira, em sua fazenda, em Sete Lagoas, cuidando da lavoura e de gado, durante 18 meses, desde janeiro de 2007 até junho de 2008.
Depois de algum tempo, Luiz Nogueira pediu para ele viajar, acompanhando-o, em Capelinha e Berilo. Após alguns meses, Luiz disse que teria uma proposta boa para ele, mas ele deveria ficar de bico calado, que era segredo.

Depois de alguns meses, disse que a proposta era para matar um homem, mas não falou quem era. Ele retrucou que nunca tinha feito isso na vida. Luiz respondeu que tudo tinha a primeira vez. Iria dar um tempo para ele pensar. De vez em quando, perguntava: - Já pensou no assunto?
Gil disse que não faria o serviço. Luiz ameaçou dizendo que ele teria que fazer sim.
Deu um revólver para ele usar, ainda sem dizer quem seria o homem.
Três meses antes do crime, por volta de março de 2008, 15 dias depois da ameaça, disse que se tratava da pessoa de Ioiô.
Gil negou o serviço e passou a ficar em Berilo, evitando Luiz. O médico o procurou e ameaçou: se não cumprisse o ordenado aconteceria um mal com ele.
Aí, Luiz Nogueira o chamou para ir a Sete Lagoas e deu-lhe uma cartucheira de um cano. Falou para não errar, deixar passar a Festa de Nossa Senhora dos Pobres, no final de maio, pois tinha policiamento reforçado na cidade de Berilo.
Luiz Nogueira chegou no inicio de junho, em Berilo, e cobrou uma semana para ele matar Ioiô. Gil que só matou Ioiô por medo de morrer. Ou ele matava ou morria. Não recebeu dinheiro para isso.
Confessou que fez tocaia, nos fundos da casa de Lálá, no dia 03 e 05 de junho da semana do crime. Procurou Luiz, na sua casa, e disse que estava com medo. Luiz falou que o prazo tinha acabado. Ou ele fazia o serviço ou o tirava do seu caminho. Gil disse que saiu da casa do médico chorando.
No dia 6 de junho de 2008, à noite, fez a tocaia, na casa de Lalá, cometendo o crime. Entregou a arma para Luiz Nogueira, dois dias depois, no domingo, dia 08.06. Disse estar passando mal, pois sofre de bronquite. Luiz lhe receitou uma injeção e alguns medicamentos. Reclamou falta de dinheiro, quando Luiz lhe deu R$ 100. Luiz disse que lhe daria R$ 15 mil, mas nada recebeu, nem cobrou.

Ameaçou, de novo, e disse para ficar de bico calado, senão ele morreria. Se ele confessasse o crime até na cadeia ele morreria. Os funcionários de Luiz, em Sete Lagoas, Zezinho e Nei estariam na cola dele.

Na segunda-feira, 09.06, mais ameaças. Luiz disse que iria a Capelinha no dia seguinte. Gil deveria encontrá-lo no entroncamento de Turmalina, perto do Posto Chapadão, de Vicente Francisco. Com medo de ser uma emboscada para assassiná-lo como queima de arquivo, Gil disse que não foi.

Afirmou mais: Luiz queria se vingar de Ioiô. E acrescentou: foi ameaçado de morte, na cadeia de Minas Novas, no mês passado. Não queria dizer o nome de quem o ameaçou. Os advogados de defesa insistiram. Ele disse que foi o preso de nome Sidnei que disse para ele mudar seu depoimento no julgamento do Luiz Nogueira. Ele prometeu mudar para permanecer vivo. Porém, confirmava tudo o que havia dito antes e acrescentava mais.
Outras encomendas de assassinato
Gil acrescentou ao seu depoimento anterior que Luiz Nogueira o tinha contratado para matar sua primeira mulher que exigia uma pensão muito alta. Prometeu-lhe dar R$ 7 mil. Foi até a casa da ex-mulher do médico. Chegando lá, viu a mulher com uma criança no colo. Não teve coragem de atirar.

Segundo ele, o médico havia encomendado outro assassinato em Sete Lagoas. Os planos foram mudados pois a vítima indicada tinha viajado.

Perguntado sobre motivos de Luiz Nogueira em querer matar Ioiô informou que o médico dizia que o ex-prefeito vasculhava a sua a vida na internet e mexia com outros documentos. Luiz dizia que quando via Ioiô dava vontade de passar fogo nele.
Observação: todas estas informações são de depoimentos das testemunhas, advogados, Promotor e Juiz no Júri ocorrido no dia 04.02.2011.

Minas Novas: Julgamento de mandante de assassinato de ex-prefeito movimenta polícia

Julgamento do médico-mandante do assassinato de Ioiô movimenta grande aparato policial
Fuga do médico e possíveis agressões ao acusado mobilizaram PM e Polícia Civil

Quem passava nas imediações do Fórum de Minas Novas, no Alto Jequitinhonha, nesta sexta-feira, 04.02.11, se assustava com tamanha movimentação da Polícia Civil e Militar.
Eram 9 viaturas, mais de 50 policiais, fortemente armados, com fuzis, escopeta e coletes à prova de bala.

Eram policiais de Minas Novas, Sete Lagoas e Belo Horizonte, dando segurança para o julgamento do acusado de mandante do assassinato do ex-prefeito de Berilo, Cláudio Waldete Coelho Santos, Ioiô.

O GETAP - Grupo de Escolta e Tática Prisional estava atento a qualquer movimentação em volta do Fórum, tendo isolado as ruas laterais com uma viatura e homens fortemente armados em cada saída das ruas.

O médico Luiz Nogueira estava sendo julgado no Fórum.
Policiais civis com armas de grosso calibre, em jardins, da Praça vizinha ao Fórum

Para entrar no prédio, indo para a sessão plenária, o cidadão teria que receber senha e passar por um detector de metal. Lá dentro, as fotos do acusado foram proibidas pelo Juiz, a pedido dos seus advogados.
Controle rigoroso na entrada do Fórum com uso de senha e detector de metal

O povo de Minas Novas se assustou, dizendo nunca ter havido isso na história da cidade. E se perguntavam para que tanta segurança.

Os policiais diziam simplesmente que era devido ao caso de grande repercussão e possível revolta de familiares e amigos de Ioiô.

Um soldado informou, pedindo que não fosse identificado seu nome, que Luiz Nogueira havia arquitetado um plano de fuga, quando seria retirado do Fórum e resgatado por seus homens vindo de Sete Lagoas.



Entrada do Fórum de Minas Novas

Quando terminou o julgamento, um comboio de seis viaturas saiu em direção à BR 367, conduzindo Luiz Nogueira para a cadeia de Sete Lagoas, na região central de Minas, na Grande BH, a 430 km de Minas Novas.

Berilo: Mandante de assassinato de ex-prefeito é condenado a 20 anos

Berilo: Mandante de assassinato de ex-prefeito é condenado
Luiz Nogueira ficará 20 anos na prisão por encomendar crime
O médico Luiz Antõnio Nogueira, de 67 anos, foi condenado a 20 anos e seis meses de prisão, como mandante do assassinato do ex-prefeito de Berilo, Cláudio Waldete Coelho Santos, o Ioiô.
A professora Alaíde Assis Amaral, a Lalá, testemunha de acusação, ao chegar ao Júri
Essa foi a decisão do Tribunal do Júri na Comarca de Minas Novas, nesta sexta-feira, dia 04 de fevereiro de 2011.

Às 21 horas, quando o Juiz Eduardo Rabelo Thebit Dolabela leu a sentença, longa e bem fundamentada, o plenário, cheio de berilenses, com familiares, amigos de Ioiô e o povo solidário de Minas Novas, explodiu de alegria, batendo palmas.

Luiz Nogueira foi condenado por ter encomendado o assassinato de Ioiô no dia 6 de junho de 2008. O crime foi executado pelo agricultor Roberto Gonçalves , conhecido como Gil, condenado 14 anos de prisão. Gil trabalhava na fazenda do médico, em Sete Lagoas.

O crime foi classificado como violento e por motivo torpe, feito na tocaia, na casa da namorada de Ioiô, Alaíde Assis Amaral, a Lalá. Ioiô recebeu um tiro de cartucheira, pelas costas, tendo 27 chumbos atingido seu corpo, com 15 perfurações no pulmão e 4 no coração. Ele morreu na hora.

O médico acusava Ioiô de revirar seus arquivos de prontuários para descobrir possíveis falhas no seu trabalho, além de argumentar que era perseguido e ameaçado pelo ex-prefeito.
A defesa tentou argumentar que o médico Luiz Nogueira é esquizofrênico paranóide, e não tinha controle sobre seus atos, na época do crime. Um laudo de uma psiquiatra e um psicólogo do Instituto Médico Legal, de Belo Horizonte, jogou essa tese por terra, afirmando que ele tinha consciência plena do que tinha feito.
Familiares do ex-prefeito, no plenário: o filho Igor Maciel e duas irmãs de Ioiô, Eliana e Heloísa
O depoimento do réu confesso Roberto Gonçalves, o Gil, mostrou com detalhes o envolvimento do médico como autor intelectual do crime, planejando a tocaia, fornecendo a cartucheira e dinheiro para Gil.
Luiz Nogueira poderá recorrer em regime fechado. Ele continuará preso na cadeia de Sete Lagoas, onde está desde outubro de 2009.
O mandante do assassinato, médico Luiz Nogueira, com uniforme de presidiário, e seu advogado, Hudson Maldonado Gama
Gil irá para o presídio de Ribeirão das Neves, na região metropolitana de Belo Horizonte.

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Berilo: Acusado de mandante de assassinato de ex-prefeito será julgado

Berilo: médico acusado como mandante de assassinato de Ioiô será julgado Júri está marcado para o próximo 4 de fevereiro
O médico Luiz Antônio Nogueira será julgado na Sessão do Tribunal do Júri da Comarca de Minas Novas, no dia 4 de fevereiro de 2.011. Ele é acusado de ser o mandante do crime de assassinato do ex-prefeito de Berilo, Cláudio Waldete Coelho Santos, o Ioiô, em 06 de junho de 2.008.


Cláudio Waldete Coelho, o Ioiô, ex-prefeito de Berilo, tocaiado e assassinado dentro de casa

O processo número TJMG: 041808013939-1 tramita desde 28.08.2008.

O médico foi acusado como mandante do crime pelo assassino confesso Roberto da Rocha Gonçalves, o Gil, que foi condenado a 14 anos de prisão. Ele cumpre pena na cadeia de Turmalina, no Alto Jequitinhonha, nordeste de Minas.

Gil afirma que Luiz Nogueira encomendou o serviço por R$ 15 mil. Se ele não matasse Ioiô ele seria um homem morto, segundo seu depoimento.
Luiz Nogueira nega que tenha encomendado o serviço.

Entenda o caso
No dia 6 de junho de 2.008, uma tragédia se abateu sobre a pequena cidade de Berilo. O ex-prefeito Cláudio Waldete Coelho Santos, o Ioiô, foi tocaiado dentro de casa e alvejado pelas costas, tendo tomado 26 tiros de espingarda 12. Ele morreu na hora. Eram cerca de 22:15 minutos.

Em menos de uma semana, o agricultor Roberto da Rocha Gonçalves, o Gil, morador da comunidade de Quilombolas, em Berilo, foi preso como acusado pela morte de Ioiô. Confessou o crime e disse que foi mandado pelo médico Luiz Nogueira. Gil foi julgado em maio de 2010. Somente no primeiro semestre do ano passado o médico Luiz Nogueira foi preso pela Polícia Civil de Sete Lagoas e Belo Horizonte.

Os advogados de Luiz Nogueira vinham tentando protelar seu julgamento, e, ao mesmo tempo, tentavam transferi-lo para Belo Horizonte. O Poder Judiciário entendeu que o julgamento deveria ser na Comarca de Minas Novas, onde o crime foi cometido.

O médico contratou o escritório de advocacia Maldonado Gama, de BH, comandado por Hudson Maldonado Gama, advogado criminalista famoso, ex-diretor da Polícia Civil de Minas Gerais.

Veja dados do processo, clicando aqui:
processo.luiz.nogueira.vítima.ioio

Leia mais sobre o assasinato de Ioiô e julgamento do assassino confesso, Gil, clicando aqui:

assassinato.ioio

Com informações do Tribunal de Justiça de Minas Gerais

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quarta-feira, 2 de junho de 2010

Povo de Berilo quer aumentar pena para matador de ex-prefeito

Povo de Berilo quer aumentar pena para matador de ex-prefeito
Abaixo-assinado pede à Promotoria de Justiça revisão da pena
Um abaixo-assinado tem circulado em Berilo com o pedido de revisão da pena de 14 anos de reclusão a Roberto da Rocha Gonçalves, o Gil, condenado por ter assassinado o ex-prefeito de Berilo, Cláudio Waldete Coelho dos Santos, o Ioiô.
Segundo Laécio Barbosa Amaral, um dos coordenadores do documento, o objetivo do abaixo-assinado é dar suporte à Promotora de Justiça Luciana Teixeira Guimnarães Christófaro que entrou com ação de aumento da pena. Segundo Laécio, a sociedade berilense deseja uma pena maior para o réu devido às qualificações do crime praticado como premeditado, à tocaia, pelas costas, por motivo torpe, ou seja, ter matado para receber R$ 15 mil do médico Luiz Antônio Nogueira, acusado como mandante.
O abaixo-assinado tem tido a adesão de muitos berilenses. Mais de 500 cidadãos já assinaram o documento que deverá recolher assinaturas por cerca de 10 dias, quando será entregue ao Ministério Público, na Comarca de Minas Novas, para mostrar a insatisfação dos berilenses com a punição aplicada no julgamento de 25 de maio.

sexta-feira, 28 de maio de 2010

Promotora quer anular julgamento de matador de ex-prefeito

Pedido anulação de julgamento de matador de ex-prefeito de Berilo
Promotora não se conforma com pena aplicada
A Promotora de Justiça da Comarca de Minas Novas, Luciana Teixeira Guimarães Christófaro, entrou com pedido da anulação do julgamento de Roberto da Rocha Gonçalves, o Gil, nesta sexta-feira, dia 28.05.10. O réu foi condenado a 14 anos de reclusão por ter matado o ex-prefeito de Berilo, Cláudio Waldete Coelho dos Santos. Ioiô, como era conhecido, foi tocaiado, dentro de casa e assassinado em 6 de junho de 2008, com 27 tiros de cartucheira, dados pelas costas.

A representante do Ministério Público não concorda com a pena de apenas 14 anos. Ela quer uma pena maior. Esta ação de anulação responde aos anseios da comunidade de Berilo e dos jurados que atuaram no julgamento do réu, no dia 25 de maio, terça-feira passada.
Por unanimidade, todos esperavam a pena máxima de 30 anos de cadeia, como forma de atenuar a dor dos familiares, de amigos, berilenses e pessoas de bom senso.
Durante a semana, o comentário em Berilo e região foi de descrédito na Justiça, pois o crime foi qualificado como bárbaro, cruel, por motivo torpe, à traição, de tocaia, pelas costas, premeditado, por encomenda para receber R$ 15 mil do médico Luiz Antônio Nogueira, acusado como mandante.
Alguns acreditam que o assassino estará fora da cadeia em poucos anos. E acrescentm que o mandante do crime pode ficar livre das grades, principalmente se o Júri for realizado em Belo Horizonte, como é desejo de seus advogados.