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terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

KAPEL: a cerveja artesanal de Capelinha

KAPEL: a cerveja artesanal de Capelinha

Beber cerveja é um dos maiores hábitos do brasileiro. E não é diferente em Capelinha, no Vale do Jequitinhonha, no nordeste de Minas. Desde novembro de 2016, a cidade conta com a produção artesanal de cerveja. O casal Ana Maria Martins Botelho e Glayton Botelho começou a fabricar a Kapel, que, por enquanto, só pode ser apreciada através de encomendas.  Mas, há planos de expandir a fábrica e vender em supermercados e lojas especializadas em toda a região.
Tudo começou quando Ana foi cursar Agronomia na Espanha, através de um intercâmbio. Lá, ela descobriu “que existem mais de mil tipos diferentes de cerveja”. Entusiasmada com o assunto, convidou Glayton e fizeram um curso de produção caseira de cerveja em Belo Horizonte. Ana, que é de Araçuaí, veio para Capelinha junto com Glayton e hoje são casados. Foi através do Empretec, um curso do SEBRAE, que o casal percebeu que era possível produzir cerveja artesanal em solo capelinhense.
Na capital mineira, eles descobriram um local para comprar a matéria-prima e adquiriram o vasilhame necessário para a fabricação. O material é importado, vem de países como Alemanha e Canadá.
A primeira cerveja não ficou “no jeito”. A segunda foi melhorando, e a terceira teve um retorno positivo. “Distribuímos entre os amigos, fiquei muito empolgada com o resultado”, conta Ana Maria.
A cervejeira ressalta ainda que foi aprovada, no final do ano passado, uma lei que permite que microcervejarias, alambiques e vinícolas se encaixem no MEI (Microempreendor Individual). A lei entra em vigor no Brasil a partir de 2018. Enquanto isso, Ana e Glayton têm feito pesquisas de mercado e se inteirado sobre os meios de distribuição e divulgação do produto que fabricam.

Cervejas da marca Kapel (Foto: Divulgação)

Kapel – Linha
Para homenagear Capelinha, o casal Ana Maria e Glayton batizou a cerveja artesanal de Kapel. Foi o amigo e designer Rodrigo Pires quem criou a identidade visual da marca, e a Kapel já figurou como brinde numa festa em Capelinha nesse ano de 2017. “Somos gratos a Capelinha pela acolhida, pelas amizades que a gente vem cultivando. Nada mais justo que esse nome, Kapel”, destaca Glayton.
Ana Maria revela que a capacidade de produção, neste momento, é de 40 litros por semana. E explica que a garrafa da Kapel não é retornável, a exemplo do que ocorre com as cervejas artesanais produzidas no Brasil. “Tem gente que fica com a garrafa por recordação, e também quem costuma nos devolver, fica a critério do cliente”.
Sabor inconfundível
A principal vantagem em beber cerveja artesanal é o sabor. Nas cervejas comuns, que são frutos de industrialização, o aroma e o sabor ficam comprometidos por causa do acréscimo de cereal não maltado. Já a Kapel é uma cerveja 100% malte, com gosto que agrada até os paladares mais exigente.
“A Kapel é 100% puro malte, é o sabor original. Nós estamos tentando seguir ao máximo a tradição e a Lei de Pureza Alemã, que priorizam a seguinte composição: água, malte e lúpulo. A Kapel tem qualidade, sabor e aroma, é uma cerveja para ser degustada como se degusta vinho, é para ser apreciada, ela mexe com todos os sentidos, tem um sabor inconfundível”, salienta Ana Maria.
Os produtores da Kapel têm experimentado diversas receitas, como a cerveja preta, a cerveja vermelha e uma série de combinações, para oferecer um produto “ao gosto do freguês”. A intenção é que a partir de 2018 a Kapel seja comercializada em supermercados e lojas especializadas em Capelinha e região.
O segredo do sabor da Kapel só a Ana e o Glayton sabem, caro leitor. Mas não contam pra ninguém, é claro. Porém, quem quiser saber outros detalhes ou experimentar a Kapel, pode entrar em contato pelo telefone (33) 98413-0956 (número da Vivo). O lema da Kapel é: “Não beba quantidade, beba qualidade”.

O casal Ana Maria e Glayton (Foto: Divulgação)
Fonte: Rosa Santos, no Jornal Local, de Capelinha.

quarta-feira, 9 de setembro de 2015

Governo de Minas Gerais lança programas de incentivo à agricultura familiar

Linhas de crédito vão financiar projetos para melhoramento do rebanho, recuperação de áreas degradadas, agroindústria e produção de frutos do cerrado.


Agricultores familiares de Minas Gerais poderão se beneficiar de novos programas de incentivo liberados pelo Governo do Estado por meio de quatro editais. A Secretaria de Estado de Desenvolvimento Agrário (Seda) recebe até o próximo dia 15 de setembro propostas de associações e cooperativas de produtores interessados em obter os recursos.
Com valores que variam de R$ 50 mil a RS 200 mil, os editais consistem no financiamento de projetos de recuperação de áreas degradadas, produção de frutos do cerrado e na diversificação das atividades produtivas com leite e seus derivados.
O programa é destinado a entidades e organizações representativas de agricultores familiares e dos povos e comunidades tradicionais, além dos assentados da reforma agrária e atingidos por grandes empreendimentos.
Entidades privadas sem fins lucrativos e que desenvolvem atividades relacionadas ao objetivo dos editais também poderão participar. Individualmente, o produtor não poderá participar.
Os projetos deverão ser pessoalmente apresentados no Protocolo Geral da Cidade Administrativa até às 17 horas do dia 15 de setembro. Para quem reside no interior, a proposta poderá ser postada, via Correios, até a mesma data, em correspondência registrada e com Aviso de Recebimento.
Associações interessadas podem acessar os editais no portal http://agrario.mg.gov.br/chamada-publica/.
Leite e derivados
Com a doação de bezerros para associações e cooperativas que tenham atividade relacionada à cadeira produtiva do leite, o edital 003/2015 visa o melhoramento genético do rebanho bovino de agricultores que trabalham com produção de leite e queijo.
Outro objetivo é tornar a atividade mais competitiva, garantindo mais renda para as famílias e o desenvolvimento econômico da região.
As associações interessadas devem descrever no projeto a demanda de melhoria de qualidade do rebanho de leite naquele grupo de produtores rurais. Cada proposta, se aprovada, receberá um bezerro melhorado geneticamente.
Áreas degradadas
O edital 001/2015 recebe propostas para a implantação de Sistemas Agroflorestais (SAF) para recuperação de áreas degradadas.
Além de melhorar a oferta de água, atuar na recuperação de matas ciliares e contribuir com a preservação da biodiversidade, o SAF é uma tecnologia social de baixo custo que promove o desenvolvimento da comunidade e a torna protagonista da política ambiental.
Com a possibilidade de aquisição de insumos, sementes e materiais de consumo e outras ferramentas para a implantação do SAF, os recursos previstos no edidal são destinados a apoiar projetos de até R$ 200 mil que tenham como público-alvo os agricultores familiares.
Agroindústria familiar
O edital 002/2015 quer dinamizar e contribuir para a estruturação e ampliação das cadeias produtivas locais, além de agregar valor aos produtos da agricultura familiar.
Destinado a entidades da sociedade civil que trabalham com a agricultura familiar - em especial a de base agroecológica - e com a agroindústria, o edital prevê financiamento de projetos cujos valores variam de R$ 50 mil a R$ 150 mil.
Pró-Pequi
Criado diante de uma demanda do Conselho Pró-Pequi, o edital 004/2015 tem o objetivo de apoiar iniciativas de uso sustentável do cerrado mineiro.
O programa financiará a implantação de projetos que atendam às especificidades do Programa Pró-Pequi e que tenham como público agricultores familiares, povos e comunidades tradicionais que vivem em suas áreas de abrangência.
Os recursos deste edital são destinados a apoiar projetos de até R$ 50 mil e o prazo de execução é de 12 meses. As propostas devem estar focadas em iniciativas que valorizem produtores e trabalhadores envolvidos na cadeia extrativista do pequi e demais produtos nativos do cerrado.

Fonte: Agência de Minas