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quarta-feira, 25 de abril de 2018

Lula livre: Processo do Triplex será nulo



A nulidade absoluta do processo do Triplex

Escrito pelo advogado Pedro Maciel*

A decisão do STF que tirou das mãos de Sergio Moro os processos contra Lula relacionados ao sítio de Atibaia, SP pode levar à declaração liminar de nulidade do conhecido "processo do triplex", pelas várias razões processuais e substantivas que a defesa saberá manejar. Anulada a condenação Lula será candidato e vencerá as eleições.
Mas o que ocorreu?
A 2ª Turma do STF tirou das mãos de Sérgio Moro os trechos da delação da Odebrecht que citam Lula e, sabemos que o "caso de triplex", carente de provas, está fundado em convicções do magistrado e no conteúdo das delações, as quais nada provam.
Essa decisão, a meu juízo, impõe o reconhecimento de nulidade ao processo que condenou Lula.
As nulidades são reguladas pelos artigos 563 até 573 do Código de Processo Penal, elas são defeitos jurídicos que tornam inválidos ou destituem o valor de um ato, de forma total ou parcial. No caso, a instrumentalização das delações.
Não há como ser aproveitada a decisão de Moro em relação ao caso do triplex, pois a nulidade é defeito, vício que torna o ato nulo, ineficácia totalmente nesse caso, o ato jurídico, a que falta formalidade ou solenidade que lhe é essencial. Todos os atos do tal processo contém alguma forma de defeito por isso todo o processo deve ser considerado como nulo de pleno direito.
A nulidade é o vício que contamina determinado ato processual, praticado sem a observância da forma prevista em lei, podendo levar a sua inutilidade e consequente renovação, no caso da sentença sua anulação.
Apesar de todo esforço de Moro em reescrever o Código de Processo Penal, os atos praticados no processo estão sujeitos à observância de certos requisitos que a lei impõe, de maneira que o encadeamento entre eles permita o regular processamento do feito com o objetivo de viabilizar uma decisão de mérito. 
Assim, se um ou mais atos praticados dentro do procedimento apresentem vícios ou defeitos, cuja imperfeição prejudique a regularidade processual, ensejarão como consequência a perda dos efeitos esperados pela sua pratica atingindo o ato isoladamente ou, o próprio processo. 
A essa consequência, ou seja, a perda do efeito do ato ou do processo face à imperfeição que ostenta, denomina-se nulidade, essa é a verdade. A decisão do STF abre a possibilidade de suspensão do efeito da sentença e do acórdão.
Não há dúvida que ocorre a nulidade toda vez que ocorrer alguma forma de defeito, vício ou erro, desde que essa imperfeição venha a ser prejudicial ao andamento processual em todos os seus aspectos ou de forma mais singela, porém, que tenha um impacto importante, que possibilite surtir dúvidas quanto à aplicação da lei. É o caso.
Isto nos leva ao artigo 563 do Código de Processo Penal, o qual determina que "Nenhum ato será declarado nulo, se da nulidade não resultar prejuízo para a acusação ou para a defesa". 
No caso houve evidente prejuízo à defesa, pois foram usadas delações que, se tratadas como o caso no caso do "Sitio de Atibaia", determinarão a suspensão dos efeitos da condenação e posterior reconhecimento de nulidade.
O prejuízo de Lula é evidente e o processo precisa ser anulado.
E trata-se de Nulidade Absoluta, pois a utilização das delações caracteriza defeito insanável, com violação de norma de ordem pública, no sentido de que não se convalidam automaticamente, em nenhuma hipótese.
Os grandes processualistas saberão muito melhor do que eu explicar isso tudo, mas quem sabe a partir de agora do STF assume seu papel de forma honrada no cumprimento do que estabelece a Constituição Federal.

Pedro Maciel




segunda-feira, 23 de abril de 2018

Acabou a farsa: Triplex do Guarujá é um muquifo e não é do Lula.



Resta aos órgãos de fiscalização e controle e ao Juízo da 13ª Vara de Curitiba explicarem para sociedade brasileira o que revelou a ação do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto e da Frente de Luta Povo Sem Medo, quando ocuparam o triplex atribuído ao ex-presidente Lula. 

De acordo com as imagens capturadas de dentro do imóvel, não é possível identificar onde está alocado o R$ 1,2 milhão em reformas pagas pela empreiteira OAS, em forma de propina, como atesta a decisão do referido Juízo, na sentença que condenou o ex-presidente. 

As imagens revelam definitivamente que Lula é um preso político e deve ser libertado imediatamente.

Os Conselhos Nacionais da Justiça e do Ministério Público incorrerão em prevaricação com suas prerrogativas, caso não abram inquéritos investigativos para apurar revelações dignas de um grande prêmio de jornalismo. 
Os dois grupos jogaram por terra a condenação contra o ex-presidente. A farsa acabou. 
Além de o imóvel estar em nome de um fundo de investimento da Caixa Econômica Federal, não há sinais da nababesca reforma, com elevador privativo, como acusou a Força Tarefa e mostrou a intensa veiculação de imagens relacionadas a ela, por vários veículos de imprensa.
A perseguição ao Lula está fazendo vergonha até nos mais fiéis apoiadores da Operação Lava Jato. 
Os dois movimentos arrancaram-lhes o que restava de argumentos para condenar Lula pela posse daquele muquifo. 
Querem que a sociedade acredite em contos de fadas. 
Segundo eles, Lula teria orquestrado o maior esquema de corrupção da história da humanidade, no qual se teria movimentado centenas de bilhões e teria colocado seu nome e sua reputação em jogo por aquele apartamento de quinta categoria. 
Uma vergonha para o MPF, para a PF e para o Judiciário. E uma afronta à sociedade, que é chamada de idiota.
A ação confirma o que já vimos denunciado há mais de um ano, que Lula é um perseguido político por forças reacionárias, a serviço de interesses estrangeiros. 
A condição do Brasil como objeto de cobiça de nações centro de poder passa distante da consciência geral da população, pois esta não conhece o seu patrimônio energético e as empresas brasileiras capazes de extrai-lo e transformá-lo em produtos para a sociedade. 
Toda essa perseguição a Lula está dentro de um plano maior, em que está em jogo a soberania nacional, a nossa autodeterminação de decidir como e onde serão investidos os nossos recursos.
A/Os parlamentares da direita representam o que há de mais atrasado na sociedade mundial, a elite brasileira. 
Oriunda da Casa Grande, improdutiva que é, embrenhou-se nas estruturas do Estado, desde as suas origens e, de dentro dele promove a sua destruição. 
Proprietária de mais de 300 parlamentares no Congresso Nacional e do traidor decorativo, Temer, a elite determinou a seus títeres a venda do patrimônio brasileiro, sem consultar os brasileiros. 
A farsa do triplex se mantém para tirar de cena quem mais investiu em nossas estatais, projetando-as entre as maiores do mundo. Porém, para a elite, país altivo e soberano somente alguns do hemisfério Norte.
É lamentável saber que este País é liderado por uma gente que o odeia e do qual pretende absorver o máximo de seus bens em benefício próprio. 
Uma elite brejeira que se ufana de ser uma das maiores colônias agrícolas do mundo e não se peja de entregar as riquezas nacionais, como se suas fossem, por alguns caraminguás. 
Isso é tudo o que está acontecendo no Brasil. Enquanto uma gigantesca e escancarada mentira, à luz do dia, mantém o maior líder brasileiro em uma prisão política, o País é entregue aos interesses de outros países.
Diante dessa cena, uma população mobilizada aos espasmos, em ocasiões e locais pontuais. 
Não há uma indignação geral, expressada em ocupação diária das ruas, em uma clara e inarredável desobediência civil. 
O patrimônio brasileiro é muito maior que Lula e, sem resistência, será roubado dos brasileiros. Aliás, depois que a camarilha Temer tomou o governo de assalto, a Shell passou a levar o petróleo do pré-sal. 
É um governo tão atrasado que vende refinaria de petróleo e está vendendo a Petrobras, aos pedaços. Em seguida serão: Eletrobras, CEF, BB, Correios, Casa da Moeda e mais uma centena de ferramentas nacionais, construídas e mantidas com o suor e o sangue dos brasileiros. 
Para defender Lula e a nossa soberania, as ruas. 
Fora disso, é a submissão ao atraso.
Enio Verri