Mostrando postagens com marcador SINDIELETRO. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador SINDIELETRO. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 16 de agosto de 2017

Hidrelétricas mineiras privatizadas aumentam conta de luz em 300%



Conta de luz pode aumentar três vezes, caso leilão de usinas aconteça em setembro.

Brasil de Fato | Belo Horizonte (MG)
,11 de Agosto de 2017 às 10:05
Ouça a matéria:
São Simão foi inaugurada em 1978, e possui 1.710 MW de potência instalada / Divulgação Cemig

A Aneel, Agência Nacional de Energia Elétrica aprovou, no último dia 08.08.17, o edital para o leilão de quatro usinas mineiras: Jaguara, São Simão, Volta Grande e Miranda. Com a decisão, a venda das hidrelétricas fica marcada para 27 de setembro. O leilão estava suspenso desde o dia 28 de julho, a pedido do Tribunal de Contas da União.
Juntas, as quatro usinas correspondem a quase 50% de toda a energia produzida pela Cemig. Movimentos populares e sindicais articulam uma Plataforma Operária e Camponesa para lutar contra a venda. Eles denunciam que, se acontecer, o leilão pode levar a Cemig à completa privatização, já que a venda das hidrelétricas vai comprometer a economia da estatal.
O governador Fernando Pimentel (PT) afirmou que a venda das usinas pode aumentar em até três vezes o valor da tarifa de energia.  “A gente tem esperança de paralisar esse processo de leilão e negociar com a União a permanência dessas usinas com a Cemig. É uma luta que hoje é de todos os mineiros”, disse.
A Cemig entrou com um recurso no Supremo Tribunal Federal, pedindo a prorrogação da concessão. A liminar será avaliada no próximo dia 22. Além dessa liminar, também corre na Justiça uma ação popular pedindo o cancelamento do leilão.
Articulações e resistência
O governo federal pretende vender as usinas por R$ 11 bilhões. Uma das regras do edital de leilão prevê que o dinheiro pago pelas usinas seja descontado, ao longo de 30 anos, na conta de luz dos consumidores.
Para Jefferson Silva, presidente do Sindicato dos Eletricitários de Minas Gerais (Sindieletro) é preciso garantir a conscientização dos consumidores. “Precisamos estar mobilizados para pressionar o cancelamento deste leilão e garantir que o controle e gestão das usinas fiquem no estado e que não haja reajuste em nossas tarifas”, alerta.
Além da Plataforma, também foi articulada a Frente Mineira em Defesa da Cemig, composta por movimentos populares, sindicais, parlamentares e empresários. No dia 8, a Frente foi a Brasília para negociar a situação das usinas. Eles se reuniram com a Frente Parlamentar do Setor Elétrico, com o Tribunal de Contas da União e também com o ministro Dias Toffoli, do STF, responsável pela liminar referente ao leilão das usinas.


Para Joceli Andreoli, que compõe a Plataforma Operária e Camponesa de Energia, além da luta política é preciso garantir a pressão popular. “O ministro afirmou que vai tentar uma negociação entre a Fazenda, governo federal e Cemig. A bancada federal mineira se comprometeu em emperrar os projetos no Congresso para pressionar o governo. A possibilidade que nos resta é a pressão popular e política. A gente espera que essa luta tenha sucesso porque as hidrelétricas são do povo, já foram pagas e agora devem servir à população”, defende.
Como fruto das negociações em Brasília, acontecerá no dia 17 uma reunião na Assembleia Legislativa, entre as Frentes Federal e Estadual em defesa das usinas. Também está previsto um ato no dia 18, na hidrelétrica de São Simão, no Triângulo Mineiro. A Plataforma Operária e Camponesa de Energia também articula uma série de seminários para conscientizar a população da importância de manter estas usinas sob o controle do Estado e organizar a luta contra o leilão. 
Fonte: Brasil de Fato

sexta-feira, 1 de maio de 2015

Movimentos Sociais de Minas realizam Encontro e ato público de 1° de maio

6° Encontro Estadual dos Movimentos Sociais debate conjuntura e define bandeiras de lutas

Programação tem debate sobre terceirização e ato com concentração na Praça Afonso Arinos

De 30 de abril a 3 de maio de 2015, acontecerá em Belo Horizonte, o 6º Encontro Estadual de Movimentos Sociais de Minas Gerais, onde estarão reunidos integrantes de diversos movimentos interessados na construção da unidade das forças populares.
As principais bandeiras destes movimentos são:
- A luta contra o PL 4.330, que torna a terceirização sem limites
- Redução das tarifas públicas (água, energia, transporte)
- Educação de qualidade (pagamento do Piso salarial dos professores da rede estadual de MG)
- Reforma do sistema político com Constituinte; contra a corrupção e pelo fim do financiamento empresarial de campanha
- Pela reforma agrária e reforma urbana
O primeiro encontro de movimentos sociais ocorreu em 2006, como afirmação de um projeto alternativo ao projeto neoliberal que se instalava em Minas.
De lá pra cá essa unidade que se criou veio se fortalecendo e não é atoa que já estamos em nossa 6ª edição. Mas, mais do que comemorar essa unidade, é o momento de lutar.
Estamos vivendo um momento de acirramento da luta política. O Congresso recentemente eleito tem se mostrado extremamente conservador e disposto a atender às demandas dos mais ricos em detrimento dos direitos do povo.
A direita através do Congresso e dos meios de comunicação trazem a tona pautas que retrocedem conquistas sociais, como a redução da maioridade penal, o PL 4330 que permite a terceirização total, retira direitos trabalhistas e enfraquece a organização e liberdade sindical e buscam enfraquecer a Petrobras no intuito de privatizá-la.
Diante desse quadro, é mais que urgente a nossa organização para garantirmos, de forma unitária, a defesa dos nossos direitos, denunciar os traidores do povo que estão no Congresso, pressionar o governo federal e o governo de Minas para exigir “as promessas de campanha”.
As atividades serão realizadas na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), na Rua Rodrigues Caldas, 30, Santo Agostinho – BH.:
30 de abril – quinta
19h – Debate sobre terceirização e PL 4330, promovido pela OAB e CUT
(Faculdade de Direito da UFMG – Praça Afonso Arinos)
01 de maio – sexta
08h – Missa do Trabalhador (Praça da Cemig)
10h – Ato do 1º de maio – Concentração na Praça Afonso Arinos
13:30h – Almoço
16h – Abertura (Praça da ALMG)
16:30 - Formação de núcleos de organização do encontro
19h – Janta
20h – Cultura
02 de maio – Sábado  
7h – Café da manhã
08:30h – Elementos para a conjuntura e orientação para trabalho em grupos
9h – trabalho de grupo
12h – almoço
14h Oficinas e Grupos de Debate
19h – Jantar
20h – Cultura
3 de maio – Domingo
07h – Café da manhã
07:30h – Intervenção na cidade
09:30h – Plenária de mulheres
12h – Plenária de síntese da conjuntura e calendário de lutas
13h Encerramento.