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domingo, 2 de novembro de 2014

ALÔ PAULISTAS! NORDESTE ENVIA ENERGIA AO SUDESTE.

quarta-feira, 13 de agosto de 2014

O jeito paulista de fazer política, por Rudá Ricci.



Se o jeito mineiro de fazer política é o mais português e feminino de todo o país, o jeito paulista é o mais norte-americano e masculinizado. Como sou paulista migrante, que vive em Minas Gerais, tenho um olhar caolho sobre a política dos dois Estados. Com este olhar que mira um com parte da visão no outro, vou me arriscar a sugerir um decálogo do jeito paulista de fazer política. Devo perder alguns amigos, mas nunca me acusarão de perder a piada. Vamos ao decálogo.

1) Auto-suficiência

Todo político paulista acredita que nasceu para ser governante do país. Sendo poder em São Paulo, não haveria motivos para não dirigir o país. Afinal, São Paulo é a sexta maior cidade do planeta; tinha o maior acervo de cobras do país (acabou sofrendo o maior incêndio contra o maior acervo de cobras do país); centro corporativo e financeiro da América Latina; é a décima cidade mais rica do planeta; maior população do Brasil; maior registro de migrantes; motor econômico, responsável por 1/3 do PIB nacional. Todos estes dados são ouvidos pelos paulistas desde que nascem. Imaginem o que as mães dos políticos falam para eles desde pequenos? Paulista dificilmente pensa nos outros Estados como iguais. Há, é verdade, uma ponta de inveja em relação aos cariocas, com seu charme praiano. Se um carioca tiver interesse em provocar um paulista, basta dizer que paulista trabalha para carioca poder aproveitar a praia;

2) Arrogância

A conseqüência natural de todo pensamento acima é uma arrogância espontânea de todo político paulista, independente de partido. De Maluf à Marta Suplicy, passando por Serra e FHC, todos destilam este olhar altivo, sempre mirando acima do ombro do interlocutor. Não fala com dúvida. Paulista dificilmente tem alguma dúvida sobre qualquer assunto que diz respeito ao Brasil. A fala é meio que definitiva. Afinal, o Estado sempre deu certo. Há, em toda fala de político paulista, algo de pensamento linear do antigo conceito de progresso. São Paulo, evidentemente, estaria na linha final do progresso. Todos outros Estados estariam abaixo do ranking, tentando chegar ao que São Paulo já é;

3) Ética do Sucesso

Até aqui, político paulista parece uma ave de rapina, olhando fixo para sua presa. Mas é aparência. Paulista sofre consigo mesmo. Ele é seu principal inimigo. Todo paulista procura o sucesso. Sem sucesso é visto como fracasso. Não há meio termo. É fundamental que seja o primeiro em algo. Daí político paulista ter sido sempre o primeiro a construir ou criar algo. O sofrimento é atroz porque é preciso assistir todos os filmes comentados por críticos, todos jogos de futebol transmitidos pelos canais à cabo (não vale canal aberto), fazer todas coleções da revista Caras, reproduzir sem gaguejar o obituário do dia anterior, saber os shows de rock que São Paulo sediará nos próximos cinco anos e assim por diante. Um sofrimento. Tempo é dinheiro ou sucesso. Não existe possibilidade de beber uma cerveja com um amigo depois do expediente sem que não ocorra alguma disputa enciclopédica. Mesmo que seja para discorrer sobre todas cervejas do mundo, seus diversos sabores e harmonização;

4) Disponibilidade total para a guerra

O sucesso no encalço faz do político paulista um guerreiro. Sempre está preparado para o ataque, desde o primeiro “bom dia”. A derrota, assim como para o norte-americano, é declaração de incompetência. É sofrido, acreditem;

5) Força com pouca astúcia

Como sempre está preparado para o ataque, a força é sempre mais cortejada e valorizada por um político paulista que a astúcia. Para que, afinal, perder tempo? Trata-se da fase anterior à Maquiavel, quando os romanos acreditavam que virtú significava virilidade. Daí o jeito masculinizado de fazer política. Todo político paulista escamoteia para não revelar seu lado agressivo e guerreiro. Como escamotear é perda de tempo, não consegue iludir por muito tempo. Não que não saiba encenar – afinal, “todo ator paulista é melhor” -, mas tem hora para tudo;

6) Estresse

Todos pontos anteriores deságuam no estresse extremo. Político paulista à altura do nome é sempre estressado, dorme pouco, memoriza todos os dados, não improvisa, está sempre atrasado (porque dá a sensação que sempre faz muita coisa importante que o atrasa), deveria comer melhor (mas não tem tempo para questões secundárias), poderia ter tirado 10 ao invés de 9,75 e assim por diante. As olheiras são um adorno que prova que é paulista da gema;

7) Ansiedade travestida de racionalidade

Todo político paulista é ansioso. Mas como bom paulista, não pode revelar este traço de falibilidade. Assim, a ansiedade ganha uma vestimenta providencial: o de racionalidade. Quem é racional não gosta de firulas. É direto, objetivo, “doa a quem doer”. Tem algo de gente que parece pouco educada, pouco afável. Não é o que parece. É ansiedade. Paulista tem que correr atrás do sucesso. E, lembre-se: assim que atingir o sucesso almejado, começa nova campanha (já que o sucesso passa a subir de patamar!);
8) Impessoalidade

Tal ansiedade-racionalidade leva à total impessoalidade. Cheira a populismo e falta de tempo o sorriso. Graça ou humor é infantilismo. Perda de tempo. Dizer bom dia ou boa noite é perda de tempo. Ser delicado é perda de tempo. Seria um preâmbulo desnecessário. O foco é o sucesso. Tudo tem que ser muito prático e objetivo. Para político paulista, às vezes o fim justifica os meios. Lembrar de um nome e do passado vale a pena se leva a ganhar pontos no presente e futuro. Caso contrário, é perda de tempo;

9) Corrida contra o tempo

Por este motivo, o tempo é mais veloz para os paulistas. Sempre falta tempo. E o trânsito ainda ajuda a potencializar esta sensação. A conquista do sucesso (e a ansiedade) aumenta a correria. Por este motivo é sempre difícil caminhar com um paulista. Se for paulistano é quase impossível. Em pouco tempo dá a sensação que estamos disputando uma maratona. E, às vezes, o que parece é o que é;

10) Demonstrações públicas

Por tudo o que se disse anteriormente, político paulista é o mais performático de todos brasileiros. Tudo se faz em público. Lembro de Jânio Quadros jogando o livro que Franco Montoro acabara de ler, em pleno debate na televisão. Recordo de Suplicy levantando o cartão vermelho no Senado. Até o ataque ao adversário do mesmo partido tem que ser performático. Porque é preciso que todos saibam do poder que se tem. O político paulista até sabe que não seria bom revelar o quanto é agressivo e competitivo. Mas não consegue se conter. É por demais saboroso o gosto da vitória.


Publicado no site www.rudaricci.com.br


Rudá Ricci é cientista político. Foi professor de diversas universidades mineiras como a PUC-MG,  Newton de Paiva e Faculdade Dom Hélder Câmara. Autor de vários livros, sendo os mais recentes Lulismo,  sobre um novo ciclo político no Brasil, e Nas Ruas, sobre as manifestações populares de junho de 2013..

terça-feira, 28 de janeiro de 2014

ODE A PAULICÉIA DESVAIRADA

sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

São Paulo faz 460 anos. Nós do Vale ajudamos a construir esta cidade

 São Paulo, lugar mágico e enigmático
esperança de vida e despedida
de realização e ilusão

São Paulo faz 460 anos
Nós, do Vale do Jequitinhonha, temos muito a ver com isso
Deixamos muito sangue e suor na Paulicéia,
 vivemos muitos sonhos,
de trabalho e riqueza,
de alegria e de tristeza
São Paulo foi e continua sendo um lugar mágico pro povo do Vale
De realização ou ilusão.

São Paulo sempre foi um enigma na minha vida. Nunca consegui decifrá-lo.
Mas, sempre soube que não queria morar lá, embora muitos amigos de infância, parentes, conterrâneos, vizinhos e conhecidos fizessem, desde pequeninhos, planos de ir para sumpaulo, o lugar mágico dos moradores do Vale do Jequitinhonha, no nordeste de Minas Gerais.

Cresci em Berilo e Minas Novas,  no nordeste de Minas, ouvindo histórias e estórias de progresso e mudanças de civilização de quem ia pra lá. E muitos acreditavam que estavam mudando de vida, e para melhor. Ainda criança, ficava encabulado com os sotaques carregados de arrastado paulista, puxado nos errrrrrrrrrrrrrrrrrrres, de porrrrrrrrrrrrrrta, carrrrrrrne, por migrantes que voltavam apaulistados.. Além das tentativas de falar como o português oficial ensina. Vocêêê, em vez de ocê.

Empregadas domésticas e trabalhadores braçais iam para São Paulo para trabalhar na construção civil, comércio e indústria, e voltavam totalmente modificados, com um comportamento de gente de cidade grande.

Alguns faziam patrimônio, voltavam para a terra natal e colocavam um comércio de qualquer coisa: mercearia, bar, sorveteria, loja de roupas...Ou compravam uma terrinha, ou investia na dos pais.
E isso mudou a cara da cidade.

Muitos dos migrantes, ex-moradores da zona rural, começaram a povoar as pequenas cidades, casando com moças e rapazes de famílias tradicionais, mudando o panorama sócio-familiar, sócio-político do interior do Vale.
Ficando tudo junto e misturado.

Os defensores das tradições de família mais velhos ficavam chocados com as mudanças e as transformações e mudanças políticas e econômicas.

Hoje, migrantes vão para o corte de cana, colheita do café, laranja e morango, venda de produtos de praia. Outros mais ousados arrendam cantinas de colégios particulares ou se tornam empresários das comunicações, dos varejos e atacados da 25 de março, morando em barracos ou pensões do Pari, nas casas de classe média da Mooca, da Casa Verde, Santana...

Muitos jovens vão trabalhar e estudar nas escolas da periferia universitária, da inciativa privada, com baixo nível de ensino. Poucos entram nas universidades públicas, USP, UNICAMP... Mas, o mais importante é o diploma que dá oportunidades de emprego nas escolas públicas ou em serviços técnicos das Prefeituras.

As rodas de canto e dança denunciam:
“O dinheiro de Sum Paulo
É um dinheiro excomungado
O dinheiro de Sum Paulo
que roubou meu namorado”.

E era um vai-e-vem danado. E ainda é. Muita gente indo e ficando, deixando famílias e amores pra trás. Outros voltando, não aguentando a vida dura de trabalho de 12 horas/dia, com 4 horas de transporte, de ida e volta, nas latas de sardinha do louco trânsito urbano e metrô.

Neste 25 de janeiro, a cidade de São Paulo faz 460 anos.

Destes anos seculares, há mais de meio século, nós, moradores do Vale já tomamos conta de muitos bairros da metrópole, do Brás, da Barra Funda, do Tatuapé, do Jaçanã, da Freguesia do Ó...
Não só da periferia. Também do bairro Santana, da região dos Jardins, Higienópolis...
Do Centro, da Praça da Sé, do Memorial da América Latina, dos grandes forrós nordestinos...
E dos Estádios de futebol.
A torcida do Corinthians só perde para a do Cruzeiro, em cidades do Vale do Jequitinhonha.

Nós, do Vale, temos um pouco de vida deixada nas engrenagens do capital de São Paulo.
Somos também responsáveis “pela feia fumaça que sobe apagando as estrelas e da força da grana que ergue e destrói coisas belas”.

As músicas Sampa, de Caetano Veloso; Saudosa Maloca e Trem das Onze, de Adoniran Barbosa, e Ronda, de Paulo Vanzolim, sempre me tocaram e me formaram, de uma forma ou de outra, um coração paulistano. Como também São, São Paulo, de Tom Zé e Fim de Semana no Parque, dos Racionais'Mcs.

“Alguma coisa acontece no meu coração, só quando cruzo a Ipiranga e a Avenida São João/ É que quando eu cheguei por aqui, eu nada entendi// da dura poesia concreta de tuas esquinas// da deselegância discreta de tuas meninas”.

Vivi alguns meses, em 1976, indo e vindo de BH para São Paulo. Todos os dias. Como bancário do Banco Real, levava malotes dos movimentos das agências de Minas para o Centro de Computação de São Paulo. Conheci a cidade, aos pedaços, meio esquizofrência. Principalmente, a área central, região da  Avenida São João, onde me hospedava. Ou o Pari, Brás...
Ficava assustado com a cidade e a noite que não dormia.

São Paulo continua sendo um enigma. 
Sempre que surge a oportunidade de lá ir morar, trabalhar, me assusto com a possível aridez da vida, da garoa e “feia fumaça” que escurece as coisas, da violência forjada pela disputa do dindim, trabalhando muito, sendo explorado mais ainda, lazer inexistente, vivendo muito pouco.

São, São Paulo, lugar de trabalhar, de pouco ficar, de ir e voltar, grande trecho da vida do povo do Vale.
Meu também, no imaginário.

Algumas músicas que falam e me lembram de São Paulo:

São São Paulo", Tom Zé
Apesar de nascido na Bahia, Tom Zé compôs 18 músicas sobre a capital paulista. A mais famosa é "São São Paulo". A música homenageia a cidade, mas não deixa de ver seus problemas. "Em Brasília é veraneio / No Rio é banho de mar / O país todo de férias / E aqui é só trabalhar / Porém com todo defeito / Te carrego no meu peito", diz a letra.



Fim de Semana no Parque", Racionais MCs
Poucos compositores retrataram tão bem a periferia de São Paulo quanto Mano Brown, líder dos Racionais MCs. Um bom exemplo é "Fim de Semana no Parque": dedicada a "toda comunidade pobre da Zona Sul", acompanha os contrastes entre os finais de semana dos manos e os dos playboys.

"Trem das Onze", Adoniran Barbosa
Obra mais famosa do mais famoso dos compositores de São Paulo, "Trem das Onze" é talvez o grande clássico entre as canções que homenageiam a cidade - sua principal rival é outra música de Adoniran, "Samba do Arnesto". A faixa tornou o Jaçanã, bairro da zona norte, conhecido até por quem nunca passou perto de lá.
  1. Adoniran Barbosa - O trem das onze - YouTube

    www.youtube.com/watch?v=ceBdGz3eTFg‎

    30/04/2008 - Vídeo enviado por birma99
    Adoniran Barbosa - O trem das onze. birma99·2 videos ....Adoniran Barbosa - Trem das onze (1964 ...
"Sampa", Caetano Veloso
Tom Zé não é o único baiano a celebrar São Paulo. Caetano Veloso pode não ter feito muitas músicas para a cidade, mas quando fez acertou em cheio: por causa dos versos iniciais de "Sampa", o encontro das avenidas Ipiranga e São João ganhou o título de "a esquina mais famosa do Brasil".
  1. Sampa - Caetano Veloso - YouTube

    www.youtube.com/watch?v=d4RhNvjk4YI‎

    23/08/2010 - Vídeo enviado por BrunoLiziero
    Uma linda homenagem à São Paulo - SP em HD, na voz de Caetano Veloso.



segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Deputado quer salário mínimo de R$ 600 em Minas

Deputado quer salário mínimo de R$ 600 em Minas
Rogério Correia (PT) acredita que o Estado cresce quando renda e consumo aumentam
O deputado estadual eleito Rogério Correia (PT) quer, pra Minas Gerais, um salário mínimo acima do que será definido para o país.

Segundo ele, o Estado é o segundo maior em arrecadação do Brasil e, por isso, poderia contemplar os trabalhadores.

“Quando a renda é ampliada, o consumo aumenta e o Estado cresce”, afirmou. Correia se mostrou confiante na possibilidade da aprovação da proposta. O valor desejado é de R$ 600. “Essa era uma bandeira do PSDB na campanha. Agora vamos ver se eles conseguem atender”.

O deputado ainda está acertando os últimos detalhes do projeto, que será apresentado na abertura dos trabalhos da Assembleia Legislativa, nesta terça-feira.

As Centrais Sindicais também cobram o aumento do valor do salário em Minas. O mínimo pretendido é de R$ 580.

Salário Mínimo paulista é maior
O piso salarial de São Paulo atualmente varia entre R$ 560 e R$ 580 dependendo da categoria do trabalhador.

O valor de R$ 600 havia sido proposto pelo então candidato à Presidência do PSDB, José Serra, para o salário mínimo nacional.

Segundo os representantes das centrais sindicais, caso o governo paulista aplique a esses valores um reajuste de 13,4% referentes à inflação e o crescimento do País em 2010, a menor faixa do piso paulista passaria para R$ 640. “Seria um bom piso”, afirmou o presidente da Central Geral dos Trabalhadores do Brasil (CGTB), Antonio Neto.

Fonte: Jornal Hoje em Dia

terça-feira, 29 de junho de 2010

O jeito mineiro de fazer política

O decálogo do político mineiro
Rudá Ricci
Já pensando no país em que vou me exilar, lá vai o decálogo do político mineiro:


1)A forma é sempre mais importante que o conteúdo. Fazer uma crítica com delicadeza ofende menos;

2)Não denunciar publicamente. Mineiro gosta de denúncia, mas desconfia de quem denuncia;

3)Política se faz no corredor. O que é público é sofrimento (velório, missa de 7º dia etc);

4)Lazer, só no Rio de Janeiro ou Espírito Santo (pode ser New York ou, no caso de ser valadarense, Boston);

5)Sempre falar da mãe, do pai ou do avô, de quem terá herdado algo;

6)A política concreta se faz por meio de “operadores da política”. O líder nunca se expõe e sempre deve aparecer como vítima, nunca como algoz;

7)Ter boa relação com a maçonaria e com a igreja católica. Na dúvida, dizer que torce para o América;

8)Partido político é um detalhe. Em Minas, todos são “amigos”, têm algum parente próximo ou vai ter;

9)Em Minas, o silêncio fala mais que a boca;

10)Nunca responder a qualquer crítica, nunca passar recibo de nada, nunca gargalhar (qual o motivo para ser tão feliz?).

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O jeito paulista de fazer política
Se o jeito mineiro de fazer política é o mais português e feminino de todo o país, o jeito paulista é o mais norte-americano e masculinizado.
O desastre atual do modo serrista de conduzir a campanha e definir o nome de seu parceiro de chapa é a expressão mais acabada do político paulista. Como sou paulista migrante, que vive em Minas Gerais, tenho um olhar caolho sobre a política dos dois Estados.
Com este olhar que mira um com parte da visão no outro, vou me arriscar a sugerir um decálogo do jeito paulista de fazer política.
Devo perder alguns amigos, mas nunca me acusarão de perder a piada.
Vamos ao decálogo:
Leia o texto completo clicando aqui:
rudaricci.o-jeito-paulista

Rudá Ricci é cientista político, diretor geral do Instituto Cultiva. Tem vários textos e livros publicados sobre democracia participativa. Acaba de escrever um livro sobre o Lulismo que será lançado em breve. É responsável pelo rudaricci.blogspot.com onde você encontra as melhores e mais independentes análises de conjuntura política do país.